Errado, o Estado Novo de Salazar não fechava os indesejáveis, muito menos na Mitra.
O Estado Novo com as suas políticas verdadeiramente sociais e de protecção aos mais desfavorecidos, dava-lhes um tecto, cuidados de saúde, alimentação e um tratamento condigno, humano e em muitos casos, especialmente dos mais jovens preparava-os para a vida, dava-lhes ferramentas e conhecimentos que lhes permitissem ser reintegrados na sociedade.
Deixo-vos o texto de uma amiga sobre o assunto, texto esse que subscrevo na íntegra, escusam de tentar denegrir o excelente trabalho prestado à nação pelos competentes e sérios membros que arduamente trabalharam com o Doutor Salazar. Estes pobres incompetentes e corruptos do novo regime deveriam ter aprendido alguma coisa com os políticos e governantes do passado, mas a falta de valores é de tal forma notória que só lhes podemos imputar a morte de um Portugal que outrora foi grande e onde os portugueses eram tratados com a dignidade que merecem!!!
Mandaram-me ir ao Google para saber como era viver em Portugal durante o Estado Novo. Vou ser curta e grossa. Aquilo de que menos preciso é de que uns palermas ignorantes me tentem dar lições sobre como era viver sob a batuta de Salazar. Se há paleio que não tolero é a de que o 25 de abril foi feito para devolver a liberdade aos portugueses. Idiotas! O 25 de abril aconteceu porque os militares não queriam continuar a ir para o ultramar, não queriam continuar sem progredir nas carreiras e sem ganhar o que na época consideravam o justo. Esse foi o mote para a revolução de abril, não foi o vosso bem estar e a vossa liberdade! Tudo o que aconteceu depois foi uma conjugação de fatores alinhados com interesses políticos. A Esquerda viu ali a oportunidade para substituir o regime. Dali ao PREC foi um " danoninho". Também sobre a Mitra, não preciso de ir ao Google nem de procurar mais informaçao do que aquela que já tenho. Fui jornalista por muitos anos e uma das reportagens que fiz em 2003 foi precisamente " Como era a vida dos portugueses durante o Estado Novo".
Conheci pessoas que estiveram lá e que ficaram agradecidas por terem sido tiradas das ruas e levadas para um lugar onde tinham comida, uma cama e um propósito. Acontecia o mesmo às prostitutas que se recusavam a trabalhar apenas nos locais reservados para o efeito. A prostituição, caso não se lembrem, era regulamentada. As prostitutas não exerciam a sua actividade a soldo no meio das ruas e os xulos não eram permitidos, embora os houvesse até serem apanhados. Estas regras permitiam o acompanhamento médico obrigatório para evitar o contágio de doenças venéreas. Onde é que isto era mau? Estas pessoas não estavam ao Deus dará nas ruas e já não se sentiam inúteis. Tinham a possibilidade de recomeçar a acreditar que a vida podia ser diferente. Eram numerados sim, porque como não estavam presas e iam à rua não podiam ser apanhadas a mendigar e a numeração também indicava à polícia que estas pessoas já estavam institucionalizadas. Está é a verdade. Que desde o 25 de abril se faça de tudo para denegrir a imagem e a memória de Salazar, não é novidade para ninguém! Que tanta gente tenha perdido a noção, ou porque não viveu a época ou porque a viveu, mas contaminada pelo comunismo, isso já é outra história. Na minha família também houve comunistas e mesmo aqueles que, apesar da ideologia, são sérios, desmentem muita da narrativa actual sobre o Estado Novo. E depois há aqueles, que também os conheço que foram parar a Peniche e a Caxias e até ao Tarrafal.
Viver no Estado Novo não era um mar de rosas nem para os comunistas, nem para os acólitos ( Camisas Azuis) do Rolão Preto que abriam caminho para a Alemanha Nazi chegar a Portugal. Quantas pessoas sabem disto? " Ah... vá ao Google!" Idiotas! Passei anos da minha vida a estudar o Estado Novo e a falar com gente que o viveu. Mas não se preocupem que eu não vos mando para o Google. Não vão encontrar nada lá. A internet está cheia de propaganda pós- 25 de Abril. Mas leiam a historiadora Irene Pimentel, por exemplo. Apesar de comunista e de, por isso, não esconder o seu desagrado com o que foi o regime de Salazar, eu diria que não se deixou cegar pela ideologia e é impressionantemente justa com a ditabranda de Salazar. Sim, ditabranda, porque se querem ditadura, vão a Espanha naquela mesma época. É lá que a encontrarão, não aqui."
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