segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Gulags, os campos de concentração socialistas.

 


A verdadeira face do comunismo, uma metodologia brutal, realmente uma liberdade total, só que neste caso para morrer sem um pingo de dignidade, isto é o retrato dos Gulag.
Um belo exemplo da tal liberdade tão propalada pela cambada comunista!!!
«Noble trabalhou nas minas de Vorkuta quando se desencadeou uma greve provocada pelos presos informados da revolta dos alemães do Leste contra o regime comunista. Em Vorkuta circulava, de boca em boca, a notícia que os 20 milhões de prisioneiros do campo de concentração de Goulag também se tinham revoltado. A greve durou dez dias. Depois, numa bela manhã, vários milhares de presos foram atirados para um campo, onde lhes foi anunciado que iam ser entabuladas negociações para pôr termo ao conflito. Quando todos estavam juntos, os vermelhos apontaram-lhes as metralhadoras - forçando-os à rendição. Os sobreviventes regressaram imediatamente ao trabalho. Noble relata: «A minha existência em Vorkuta assemelhava-se a uma morte viva. Era como que uma dolorosa combinação de lenta e constante inanição e de acabrunhamento, monotonia que destruiu mais de um homem que gozava de melhor saúde do que eu».


Noble descreve também as torturas a que assistiu. E o que transcrevo aqui está bem longe de espelhar o pior. Ajudou a transportar até à cela um prisioneiro que tinha sido selvaticamente espancado, chicoteado. A pele foi arrancada desde as omoplatas, em toda a largura das costas até à cintura, e o tecido da camisa, que nunca despira, penetrou na carne viva. Durante cerca de uma hora, com um médico, também prisioneiro, retirou com infinitos cuidados os fragmentos de tecido incrustados nas feridas, tentando com precaução escolher os fios do tecido ensanguentado de preferência às parcelas de carne sanguinolenta. Quando acabámos esta dolorosa limpeza envolvemos as feridas com bocados de papel higiénico, a régia prenda oferecida pelo dispensário da prisão e o único «medicamento» a que tínhamos direito. O suplício do gabinete de desinfecção para a esterilização dos colchões, mais complexo e subtil, era executado por uma máquina metálica de imponentes proporções. Com as suas válvulas e os seus geradores a vapor, esta insólita caranguejola não era utilizada há muito. Os novatos não sabiam que ela não estava em condições de receber o vapor de água. E eram estes precisamente os lançados para a cuba transformada em instrumento de tortura. Quem fosse considerado culpado de ter cometido qualquer falta era atirado para dentro da cuba por guardas cujos modos brutais faziam compreender ao desgraçado que a punição seria terrível. O prisioneiro aterrorizado via os painéis de aço descerem e fecharem-se hermeticamente sobre ele, depois ouvia o ruído estridente dos ferrolhos que se uniam. No interior reinava a escuridão compacta e o detido esperava a todo o momento receber um jacto de vapor efervescente ou uma nuvem de gás tóxico. O desgraçado era deixado neste estado de medo abjecto e de incerteza durante um ou dois dias e só decorrido esse lapso de tempo é que os guardas consentiam em lhe abrir a porta. Muitos presos enlouqueciam depois desta diabólica provação. E poucos ficavam livres de doenças nervosas. A maior parte saía da cuba com os cabelos grisalhos e na generalidade dispunha-se a confessar o que quisesse.

Para além da tortura, os prisioneiros eram friamente abatidos sem a menor razão. Os soviéticos matavam porque, literalmente falando, um número tinha sido tirado à sorte ou porque sobre um documento sem importância, após um processo imaginário, alguém tinha decidido que determinada pessoa havia de morrer. As causas apresentadas, de antemão, para a matança eram completamente indiferentes para os homens incumbidos de executar tão triste tarefa, assim como, aliás, o conceito da própria morte.»
Deirdre Manifold.

FMI, instituição criminosa.

 

Breves notas sobre a instituição que domina financeiramente o mundo em que vivemos!!!
O FMI foi instituído em Bretton Woods, em 1944. Harry Dexter White, bem conhecido espião comunista, foi o seu arquitecto. O Presidente Truman, informado pelo FBI das suas ligações com a URSS, em vez de o mandar prender nomeou-o para o FMI, acompanhado doutros numerosos espiões comunistas de alto coturno, tais como: Frank Poe, Lauchlin Currie, William Ulmann, Nathan Silvermaster e Alger Hiss [1]. Eram todos detentores de elevados postos nos Departamentos do Estado americano e beneficiavam, em pleno, da protecção presidencial. E ocorre perguntar: qual a razão que leva um presidente dos Estados Unidos a proteger um espião comunista? Só uma resposta se apresenta legítima: tanto o presidente como o espião estão às ordens de alguém. Ambos sabem como o mundo é constituído. Em «Tragedy and Hope» (Tragédia e Esperança) o Professor Quigley conclui que fomos já longe demais no caminho da Ditadura Mundial para recuarmos. O «Saturday Evening Post», de 18 de Outubro de 1944, acompanhou a reunião de Bretton Woods através de Peter Drucker, porta-voz dos «Iniciados».
«Se o mundo adoptar um sistema de economia dominada, o timoneiro desembocará na URSS. A Rússia Soviética deve representar o modelo para semelhante ditadura, dado que foi o primeiro país a desenvolver a técnica de fiscalização económica internacional».
O FMI reivindica soberanias, imunidades e privilégios que suplantam, em muito, os das nações que o compõem e no seio dos territórios dessas nações.
Assim, o artigo IX, parágrafo 2, prevê que o Fundo possuirá personalidade jurídica plena e inteira e, de modo muito particular, a capacidade de: 1.º contratar; 2º adquirir e fazer uso de todos os bens mobiliários e imobiliários; 3.º accionar.


Neste mesmo artigo, o Fundo atribui-se o poder de emitir juízos, estabelecer estatutos e executar as suas próprias decisões, remetendo e reduzindo os estados membros ao papel de simples polícias. O parágrafo 10 deste artigo obriga cada nação a fazer valer os princípios nele inscritos, nos termos da sua própria lei, e prestar contas ao Fundo das medidas tomadas.
O parágrafo 3 proíbe que o Fundo seja submetido ao poder judicial de qualquer país ou estado em que actue, salvo no caso em que renuncie, expressamente, à imunidade de que goza.
O parágrafo 4 determina: «Os bens e activos do Fundo, quaisquer que eles sejam e em que mãos se encontrem, ficarão ao abrigo de qualquer execução, confisco, expropriação ou outra forma de arresto por acção legislativa ou
O parágrafo 7 atribui ao Fundo a mesma imunidade diplomática que desfruta qualquer nação que mantenha representação consular mas com esta diferença – que se possa exigir a partida aos representantes dos outros países.
O parágrafo 8 dispensa imunidades e privilégios aos quadros e empregados. E a segunda parte deste parágrafo estipula mesmo: «A todos os governadores, itinerantes, quadros ou empregados que não pertençam às nacionalidades locais serão asseguradas as mesmas isenções às restrições à emigração, nas condições do estatuto de estrangeiro e às obrigações do serviço nacional, e as mesmas facilidades quanto às restrições referentes a operações de câmbio que as dispensadas aos representantes oficiais e empregados da mesma categoria da parte de outros membros».


Os parágrafos 1 e 9 facultam a isenção de impostos sobre todos os bens, rendimentos, operações e transacções assim como sobre os salários e emolumentos pagos pelo Fundo que não sejam cidadãos locais, súbditos locais ou outros nacionais locais. São também isentos de impostos todas as obrigações ou títulos emitidos pelo Fundo, juros e dividendos compreendidos.
Sempre que as grandes civilizações ruíram para jamais se reerguerem, testemunha a História, a riqueza dessas civilizações encontrava-se nas mãos de um punhado de homens.
John Adams escreveu a Thomas Jefferson:
«Todas as embaraçosas confusões e desgraças na América provêm não tanto dos defeitos da Constituição ou da Confederação como de uma falta de honra e de virtude, assim como da ignorância completa da natureza da moeda, do critério e da circulação monetária».
E eis a resposta dada por Thomas Jefferson:
«Penso sinceramente, como vós, que as instituições bancárias são mais perigosas do que os exércitos em campanha e de que o princípio de gastar dinheiro que virá a ser desembolsado pela posteridade, sob o pretexto de consolidação, não é mais do que uma burla sobre o futuro, praticada em grande escala».
E até Mayer Amstel Rothschild afirmou:
«Permiti-me emitir e fiscalizar a moeda de uma nação e troçarei de tudo o que as suas leis instituem».
O ouro armazenado em Fort Knox não pertence ao povo americano mas ao Federal Reserve, grupo privado. O nome dos que possuem semelhantes fundos jamais foram revelados»

Deirdre Manifold, in Fátima e a Grande Conspiração.

sábado, 21 de agosto de 2021

Otelo, mais um herói de papelão!!!

 

“Louvar Otelo

Se Abril nos deu a liberdade e a democracia, foi apesar de Otelo, não graças a Otelo. Otelo foi o pior que Abril nos deu.
A morte de Otelo Saraiva de Carvalho desencadeou uma inesperada controvérsia na sociedade portuguesa. É herói ou não é herói? Merece ou não o “luto nacional”? Deve ou não ser recordado com um monumento?
Mais do que a personagem de Otelo, que é simples e pouco interessante, o que realmente surpreende é a reacção de tantos portugueses que ainda se revêem nesta figura e no percurso. Tristes os que se identificam com tão fracos heróis!
Depois de ter diligentemente participado, com honra e eficácia, em duas frentes da guerra colonial, Otelo insurge-se contra a ditadura. Graças aos seus talentos de organizador, assumiu as funções de “estratego” do golpe, isto é, das operações de Abril. Não foi “estratego” político, para o que não tinha conhecimentos. Mas tratou ao pormenor dos preparativos e da logística. Coordenou a criação do dispositivo militar. Comandou o desenrolar das operações que foram por si lideradas com indiscutível êxito. Sem violência física e sem ter derramado sangue, o que ficará, para sempre, a seu favor e para nosso bem. Se o golpe e a revolução tivessem gerado violência, ainda hoje teríamos um país muito diferente e pior.
Otelo merece consideração profissional. Com capacidade, serviu na guerra colonial em duas frentes, pelo que foi louvado e promovido. Também merece respeito político. Com inegável êxito, liderou as operações que derrubaram a ditadura. Também por isso foi louvado e promovido.
O estratega político-militar e "um símbolo" da Revolução dos Cravos. O militar que ajudou a derrubar a ditadura e o homem julgado, condenado e amnistiado pelo envolvimento na rede terrorista das FP25. Otelo Saraiva de Carvalho morreu este domingo, em Lisboa, aos 84 anos.
Não são dele a orientação política nem o programa, para o que não tinha sabedoria. Mas colocou o seu talento ao serviço da insurreição política. Merece aplauso, que recebeu em devido tempo. E que ainda hoje recebe, dado que os seus admiradores se contam por milhares. Mesmo altas autoridades, que não optaram pelo “luto nacional”, não deixaram de aparecer no velório.
Depois do 25 de Abril, Otelo desempenhou altas funções políticas e militares, sempre a favor da revolução, raramente a favor da democracia. Pertenceu a todos os órgãos revolucionários militares, liderou o COPCON, um autêntico quartel-general da revolução. Sob seu comando, com mandatos assinados por si e com o seu patrocínio, pessoas foram detidas, capturadas e batidas, contas bancárias foram congeladas, casas e empresas foram ocupadas. Otelo e o COPCON governaram, durante uns meses, Lisboa e grande parte do país, com terror e intimidação.
Otelo opôs-se ao voto nas eleições constituintes e aconselhou o voto em branco, contrariou a Assembleia Constituinte e patrocinou o mais sinistro dos planos políticos, o “Documento Guia da Aliança Povo MFA”, que a Assembleia do MFA aprovou e que se destinava a destruir qualquer hipótese de Estado de direito e de sistema democrático. Lutou contra os partidos democráticos e contra o “Grupo dos Nove”, intimidou o PS, o CDS e o PSD, competiu com o PCP, com o qual teve querelas. Dirigiu várias iniciativas revolucionárias, todas anti-democráticas, como as organizações do Poder Popular, os GDUP, a FUP e as FP-25.
Nunca defendeu eleições livres para a criação de poder legislativo, nunca lutou pelo Estado de direito, sempre atacou o regime parlamentar e o sistema democrático. Foi derrotado no 25 de Novembro pelas forças democráticas. Como foi derrotado por duas vezes que concorreu às eleições presidenciais. Contrariou todas as tentativas de criação de instituições representativas. Sem pensamento político próprio, pastoreou os grupos revolucionários que lhe batiam à porta e que ele alegremente apadrinhou.
Tendo sido derrotado e depois de afastado de qualquer função política ou militar de relevo, Otelo enveredou por uma carreira de conspiração e de organização de acções revolucionárias e terroristas. Apesar de condenado sem hesitações, foi amnistiado.
É infeliz notar que tantos políticos, intelectuais, académicos e jornalistas consideram Otelo o símbolo da liberdade e cultivam o mito de Otelo como construtor da democracia, quando ele nada fez por isso, bem pelo contrário, foi uma das suas piores ameaças
Se o critério for o da liberdade e da democracia, os portugueses devem-lhe pouco. Apenas lhe devem a organização do 25 de Abril, ponto final. Depois, exagerou nos seus desmandos, nas ameaças e nos atentados. Apesar disso, transformou-se num símbolo de Abril e da liberdade. É pena, pois foi o pior que Abril nos deu. E se Abril nos deu a liberdade e a democracia, foi apesar de Otelo, não graças a Otelo.
É infeliz notar que tantos políticos, intelectuais, académicos e jornalistas consideram Otelo o símbolo da liberdade e cultivam o mito de Otelo como construtor da democracia, quando ele nada fez por isso, bem pelo contrário, foi uma das suas piores ameaças.
Boa parte das esquerdas, sobretudo as esquerdas mais radicais, sempre teve um problema com a violência e o terrorismo. Se forem praticados “contra o capital”, contra o “imperialismo e o colonialismo”, contra “os ricos” e contra as “classes dominantes”, os actos violentos têm desculpa, são erros de passagem ou mesmo glórias inesquecíveis. Há esquerdas que nunca condenaram a violência, toda e qualquer violência. Há esquerdas que só depois de verem o bilhete de identidade é que condenam ou apoiam a violência. A simetria funciona também. As direitas sempre entenderam que a violência era necessária e bem-vinda contra os revolucionários e contra as esquerdas.
O luto nacional não é apenas isso, luto. Nem só recordação. É também louvor. Louvar Otelo seria simplesmente aceitar a violência. Os democratas podem perdoar os seus inimigos. Mas não louvar
A violência e o terrorismo em África, no Próximo Oriente, na América Latina, mesmo nos EUA e em certos países europeus, não só não foram condenados, como foram justificados. As Torres Gémeas de Nova Iorque foram festejadas por muitas esquerdas europeias. As Brigadas Vermelhas italianas, o Exercito Vermelho alemão, a ETA espanhola e o IRA irlandês acabaram quase sempre por ser louvados pela esquerda radical ou perdoados por esquerdas mais suaves. Apenas esquerdas mais moderadas souberam condenar sempre a violência e o terrorismo.
Cada vez que as esquerdas são colocadas perante o absurdo dos seus louvores à violência de esquerda, respondem com brutalidade: mas as direitas também! E citam, para justificar os seus desmandos, Marcelino da Mata, Wiriyamu, as tropas portuguesas em Nabuangongo e na Baixa do Cassanje. Para já não falar dos assassinatos e das torturas de que a PIDE foi responsável. A fraqueza deste argumento é absoluta. Não há, como no tempo e nos escritos de Trotsky, uma moral “deles” e uma “nossa”.
A democracia pode desculpar os seus inimigos. Pode perdoar a violência e o terror. É discutível, mas percebe-se. Não pode é louvar os terroristas. O luto nacional não é apenas isso, luto. Nem só recordação. É também louvor. Louvar Otelo seria simplesmente aceitar a violência. Os democratas podem perdoar os seus inimigos. Mas não louvar.”

António Barreto

A Sociedade dos Medíocres...

 

“A sociedade necessita de medíocres que não ponham em questão os princípios fundamentais e eles aí estão: dirigem os países, as grandes empresas, os ministérios, etc. Eu oiço-os falar e pasmo não haver praticamente um único líder que não seja pateta, um único discurso que não seja um rol de lugares comuns. Mas os que giram em torno deles não são melhores.
Desconhecemos até os nossos grandes homens: quem leu Camões por exemplo? Quase ninguém. Quem sabe alguma coisa sobre Afonso de Albuquerque? Mas todos os dias há paleios cretinos acerca de futebol em quase todos os canais. Porque não é perigoso. Porque tranquiliza.
Os programas de televisão são quase sempre miseráveis mas é vital que sejam miseráveis. E queremos que as nossas crianças se tornem adultos miseráveis também, o que para as pessoas em geral significa responsáveis. Reparem, por exemplo, em Churchill. Quando tudo estava normal, pacífico, calmo, não o queriam como governante. Nas situações extremas, quando era necessário um homem corajoso, lúcido, clarividente, imaginativo, iam a correr buscá-lo. Os homens excepcionais servem apenas para situações excepcionais, pois são os únicos capazes de as resolverem. Desaparece a situação excepcional e prescindimos deles.
Gostamos dos idiotas porque não nos colocam em causa. Quanto às pessoas de alto nível a sociedade descobriu uma forma espantosa de as neutralizar: adoptou-as. Fez de Garrett e Camilo viscondes, como a Inglaterra adoptou Dickens. E pronto, ei-los na ordem, com alguns desvios que a gente perdoa porque são assim meio esquisitos, sabes como ele é, coitado, mas, apesar disso, tem qualidades. Temos medo do novo, do diferente, do que incomoda o sossego.
A criatividade foi sempre uma ameaça tremenda: e então entronizamos meios-artistas, meios-cientistas, meios-escritores. Claro que há aqueles malucos como Picasso ou Miró e necessitamos de os ter no Zoológico do nosso espírito embora entreguemos o nosso dinheiro a imbecis oportunistas a que chamamos gestores. E, claro, os gestores gastam mais do que gerem, com o seu português horrível e a sua habilidade de vendedores ambulantes: Porquê? Porque nos sossegam. Salazar sossegava. De Gaulle, goste-se dele ou não, inquietava. Eu faria um único teste aos políticos, aos administradores, a essa gentinha. Um teste ao seu sentido de humor. Apontem-me um que o tenha. Um só. Uma criatura sem humor é um ser horrível. Os judeus dizem: os homens falam, Deus ri. E, lendo o que as pessoas dizem, ri-se de certeza às gargalhadas. E daí não sei. Voltando à pergunta de Dumas
– Porque é que há tantas crianças inteligentes e tantos adultos estúpidos?
Não tenho a certeza de ser um problema de educação que mais não seja porque os educadores, coitados, não sabem distinguir entre ensino, aprendizagem e educação. A minha resposta a esta questão é outra. Há muitas crianças inteligentes e muitos adultos estúpidos, porque perdemos muitas crianças quando elas começaram a crescer. Por inveja, claro. Mas, sobretudo, por medo."
ANTÓNIO LOBO ANTUNES

domingo, 15 de agosto de 2021

A Crise do Homem Português.

 


...A crise do homem português tem por causa única a perda de confiança em si próprio.

......a confiança que o homem português teve em si próprio baseava-se em certezas oriundas do seu substrato étnico, em tradições recebidas e continuadas, em ensinamentos transmitidos de modo mais ou menos esotérico, em regimentos das suas instituições, no êxito das suas façanhas políticas, enfim na sua fé religiosa.

(...) o homem português foi, durante os séculos heroicos, um homem de pensar adulto. Causas antifilosóficas fizeram-lhe perder a razão. Assim foi ele sofrendo uma decadência, passando a ter a sentimentalidade de um adolescente, e depois a veleidade de uma criança, para chegar à menoridade mental.

(...) homem pequeno, habitante de um país pequeno, de terra infértil e de industria pobre, de alma deprimida e de cultura inferior, nesta ilusão humilhante se situa e diz muitas vezes, perante escritores e jornalistas estrangeiros que atrai à capital, que recebe com generosa hospitalidade, que gratifica com honras e honrarias, recebendo em troca a lição medíocre de ensinamentos superficiais, quando não a prova escrita do merecido desprezo e desdém.

Álvaro Ribeiro, in "O Homem Português".

domingo, 1 de agosto de 2021

O retorno à luta!

 

Dois meses depois, estou de volta, depois de uma necessária e providencial pausa, um tempo de alinhar ideias, de reflexão e de leitura.

Espero que gostem das mudanças a que irão assistir no futuro, creio ser hora de, além de reflectirmos sobre a origem de todos os males que hoje afligem e amordaçam a Nação Portuguesa, em contrapartida possamos analisar em conjunto qual a forma de mitigar ou debelar tudo aquilo que nos tem desmotivado, separado e apagado a nossa identidade cultural e a nossa individualidade, tendo sempre por mote o retorno à família, ao grupo, ao clã ou à tribo. Somos seres gregários, temos necessidade de lutar por um ideal comum, temos necessidade de contacto físico, de diálogo e de interacção.

Hoje estamos desviados dos nossos semelhantes, divergimos, rendemo-nos à tecnologia, tornámo-nos demasiado ausentes e individualistas, perdemos o espírito que nos tornou únicos e pioneiros, vanguardistas e respeitados no passado.

"(...) ao contrário do que muitos disseram, o português não degenerou; as virtudes e os defeitos mantiveram-se os mesmos através dos séculos, simplesmente as suas razões é que variam conforme as circunstâncias históricas. No momento em que o português é chamado a desempenhar qualquer papel importante, põe em jogo todas as suas qualidades de acção, abnegação, sacrifício e coragem, e cumpre como poucos. Mas se o chamarem a desempenhar um papel medíocre que não satisfaz a sua imaginação, esmorece e só caminha na medida em que a conservação da existência o impele. Não sabe viver sem sonho e sem glória. Estagna então na apatia de espírito, faz a crítica acerba contra o que não está àquela altura a que aspira ou cai na saudade negativa, espécie de profunda melancolia."

Jorge Dias, in "Estudos do Carácter Nacional Português".

Está na hora de retomar o rumo, está na hora de voltarmos a falar a uma só voz, é tempo de escolhermos entre, ou lutar pelo ideal português, ou então pura e simplesmente nos acomodamos, resignamos, baixamos os braços, ficamos imóveis e morremos como Nação, esperando em breve não passar de uma breve passagem nos livros de história, esquecidos e sem glória!!!

Alexandre Sarmento



O repugnante mundo novo!

  Aldous Huxley, autor de ‘Admirável Mundo Novo’, enviou carta para o aluno George Orwell após ler ‘1984’ Por Vitor Paiva Quando um autor la...