quarta-feira, 24 de julho de 2019

O mito do grande demitidor, inventado por democráticos aldrabões.





Mais uma figura utilizada pela esquerda e pelo regime vigente para atacar e denegrir a figura de Salazar, a PIDE e o regime do Estado Novo, vou tentar desmontar categoricamente a mentira e o embuste em torno desta figura, o anti-fascista, o anti-salazarista e o democrata, o ídolo da esquerda!!!

"Marcello Caetano conta nas suas Memórias, referentes à época em que foi ministro de Salazar, que este reagiu aparentemente sem preocupação aos boatos que no início de 1958 começaram a surgir sobre Humberto Delgado. Acabado de regressar de Washington, onde tinha sido representante de Portugal na NATO, Delgado manifestava intenções de se apresentar, nesse ano, como candidato independente à Presidência da República. A tranquilidade do habitualmente desconfiado Presidente do Conselho baseava-se no longo passado do general como servidor do regime.

Humberto Delgado nasceu em 1906. Era por isso um jovem oficial quando se dá o golpe de estado de 28 de Maio de 1926, no qual participa. Torna-se logo a seguir um entusiástico apoiante do Estado Novo, tendo publicado em 1933 um livro, Da Pulhice do Homo sapiens, onde fazia rasgados elogios ao “grande homem Salazar”.

Era verdade que, por vezes, Salazar recebia dele cartas demasiado desabridas para aquilo que era normal nos seus colaboradores. Como esta, em 1946, quando ainda nem era general: “Ora eu sirvo incontestavelmente V. Exa. com respeito, alta admiração […] e até dedicação pessoal apesar da quase permanente frieza de V. Exa.; mas confesso que não sei servir com medo ou subserviência […].”

Contudo Delgado tinha sido dos primeiros dirigentes da Legião Portuguesa e comissário-adjunto da Mocidade Portuguesa, além de que desempenhara missões importantes, por exemplo como representante nas negociações secretas para a cedência de bases nos Açores ao Reino Unido. Tinha estado até na origem da criação da TAP e era nessa altura diretor-geral da Aviação Civil. Aliás, recebera pouco antes, em novembro de 1957, a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis.

Os avisos de Caetano tinham no entanto razão de ser, como iria provar-se nos sete anos seguintes. O General Delgado tinha regressado de Washington transformado, era um homem muito diferente daquele que Salazar conhecera e com quem tinha trabalhado.

A personalidade era a mesma, impetuoso, por vezes insensato, como veio a provar-se no futuro, mas agora o seu fascínio deslocara-se do salazarismo, que lhe parecia não conseguir vencer o atraso e se ter deixado dominar pela rotina (“Salazar está velho, está gasto, está fora de moda!”, confidencia a Caetano), para o modelo de sociedade que o tinha seduzido nos EUA (como desabafou Salazar ao seu ministro da Defesa, Delgado “voltou estragado dos EUA”). Depois da permanência nos EUA desenvolveu um projeto: reformar os Estado Novo substituindo Salazar."

(fonte, "Observador")




HUMBERTO DELGADO: O MAIOR FASCISTA DE PORTUGAL!

Certo dia passei eu pela minha sala de estar quando me deparei numa revista mensal de um jornal bastante conhecido. Abri assim de relance e reparo nas página s do meio, com uma reportagem e fotos inéditas de um dito cujo senhor muito falado nas histórias do nosso período Salazarista. Portugal inteiro (excepto os pró nostálgicos Salazaristas), concordam com o tal ‘General sem medo’, o general que desafiou Salazar, o general que foi tramado nas eleições, o general que morreu atentado num golpe pelo Salazar! Escrevo correcto, caro(s) amigos(a) acorrentado(s) dos média??? Ora bem, agora digo eu: BOOLSHIT! É MENTIRA! O GENERAL SEM MEDO, ERA FASCISTA!

Apresento-vos aqui uma pequena prova: «Era então chefe da Legião Portuguesa o jovem e muito inteligente Costa Leite Lumbrales que, depois, foi muitos anos ministro da Presidência às ordens imediatas de Salazar. Fomos ele e eu os oradores de um ressoante acto público em plena Lisboa. Porém, poucos dias depois, num banquete que aos espanhóis dedicou a Legião, no Casino do Estoril, não tendo Costa Leite podido comparecer por motivo de uma ocupação inesperada, em seu lugar ofereceu o banquete um capitão da Aviação, comissário da Mocidade Portuguesa, que se chamava Humberto Delgado. Almoçámos, pois, juntos e, como é natural, falámos todo o tempo de política. O então capitão Delgado era um homem entre os trinta e cinco e os quarenta anos, muito moreno, corpulento e com uma enorme vitalidade. Expressava-se com grande veemência e pareceu-me pouco prudente, pois sem encomendar-se a Deus nem ao diabo começou a dizer-me que achava o regime português “pouco fascista”. Confessou-me que admirava Mussolini e que lhe parecia necessário “endurecer” a Legião portuguesa e, sobretudo, a Mocidade. O agora chefe da oposição “democrática” ao Estado Novo edificado por Salazar cria que ainda havia demasiadas reminiscências liberais nas junturas das instituições e fórmulas do novo regime, e advogava “maior força e severidade.» Humberto Delgado, dotado de grande ambição, pouca paciência e menos prudência, era o fascista mais avançado que conheceu em Portugal.

Tradução de um artigo de Jesus Suevos, no Arriba de 29 de Janeiro de 1961



"O general Humberto Delgado, em 1958, terá sido o primeiro “sapo-vivo” que o PCP teve que engolir em matéria de candidaturas à Presidência da República. Perante a vaga de fundo que a campanha do general levantou no país, e face às sucessivas desistências dos candidatos Cunha Leal e Arlindo Vicente e à indisponibilidade de Manuel João da Palma Carlos, o PCP acabou por aderir à candidatura. Mas, em Abril de 1958, menos de um mês antes da abertura da campanha, ainda os comunistas consideravam que o general “foi sempre um adepto e defensor do regime fascista de Salazar e até hoje não há um só facto que mostre que ele mudou de ideias”. O documento é datado de 6 de Abril de 1958 e assinado pela Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista Português."

(fonte, "Esquerda.net.")



O capitão Humberto Delgado numa manifestação dos falangistas espanhóis em Lisboa (1938).

«(...) O feitio "militar" de Humberto Delgado e o seu descontrolo verbal desagradavam já desde antes do assalto a muitos dos portugueses que rodeavam Galvão. Mas apesar deste choque de egos, dias depois o capitão procura-o para uma conversa a sós: quer revelar-lhe os seus planos para o próximo ataque a Salazar.

O golpe tem tudo para voltar a concentrar a atenção da opinião pública mundial contra o ditador português. É uma espécie de reedição da Operação Dulcineia, mas mais curta - embora não menos arriscada. A ideia é tomar o comando, em pleno voo, de um avião da TAP para sobrevoar Lisboa e lançar sobre a capital portuguesa milhares de panfletos antifascistas.
Humberto Delgado acha a ideia péssima e "teatral". Prefere concentrar todas as forças numa sublevação militar no terreno, a partir de um quartel, em vez de investir num novo golpe com impacto apenas ao nível da opinião pública.
Os dois homens deixam de se falar, mas o capitão continua a preparar o seu plano e há rumores que angaria fundos através de uma original venda de "títulos revolucionários" aos portugueses abastados no Brasil, com preços a partir de 30 mil cruzeiros. Ao fim de 42 dias sem contactos, é ele que escreve uma carta ao general, onde fala do assalto ao Santa Mariacomo um novo marco na oposição ao regime, a partir do qual se abrem mais possibilidades de luta. Delgado, que discordara da forma como a Operação Dulcineia fora conduzida (sobretudo da decisão de desembarcar um ferido, que inviabilizara a chegada à ilha de Fernando Pó), mantém a recusa de entregar ao capitão o comando das operações revolucionárias e extingue o cargo de secretário-geral do Movimento Nacional Independente, até aí ocupado por Galvão.
No próprio dia, novamente por escrito, o capitão desvaloriza a importância do Movimento de Delgado e diz que ele é que já não quer exercer mais qualquer cargo na organização, "salvo no caso de renúncia do seu chefe" - ou seja, Galvão admite ficar se Delgado sair, o que o general considera uma afronta ao seu estatuto de líder da oposição a Salazar. Nesta última mensagem, Galvão despede-se de forma provocatória. Às expressões "Pró-pátria, pró-liberdade", habitualmente usadas por Humberto Delgado, o capitão acrescenta: "E também pró um pouco de objectividade e bom senso".


(...) Numa conferência em São Paulo, em Junho de 1962, o capitão defende que há três formas de derrubar o governo português: uma sublevação popular; uma invasão de forças formadas no estrangeiro; ou a morte de Salazar, através da violência. Nesta fase a relação com os outros adversários do regime que estão no Brasil torna-se cada vez menos próxima. Mas ainda são feitas várias tentativas para uma reconciliação com Humberto Delgado, que também regressa ao Brasil depois do assalto ao quartel de Beja, em 1962. Realiza-se uma reunião no templo maçónico do Rio de Janeiro, onde se sugere a constituição de uma comissão de conciliação para voltar a juntar o capitão (que não é maçon) e o general (que é grão-mestre do Grande Oriente Português no exílio).
Mas a reaproximação é impossível. Humberto Delgado chega a promover um abaixo assinado entre os oposicionistas portugueses para pedir a expulsão do seu ex-amigo do Brasil. Nas cartas para os mais próximos, o general passa a referir-se ao capitão como "fiteiro", "traidor" e "gangster". E publica uma carta nos jornais onde, a pretexto de denunciar a falta de seriedade de Galvão, o acusa de ter roubado umas portas do Convento de Mafra para fazer um móvel em madeira de pau-santo, quando era um jovem militar. É um boato que persegue o capitão desde o início do Estado Novo. Galvão não perdoa e interpõe um processo contra o general, mas o caso não chega a julgamento e acaba por ser arquivado pela justiça brasileira. Não espanta por isso a forma como o capitão se refere ao seu rival da oposição, numa carta a Maria de Lurdes, em Dezembro de 1963.
"O Delgado saiu para sempre do Brasil. Ainda bem. Foi ter com os comunistas e portou-se por cá como um macaco num armário de louça. Esse está liquidado de vez e receio bem que venha a acabar muito mal. Deixa atrás de si o espectáculo de um estado patológico de indignidade política e moral que só se explica com casos de loucura


R. I. P:"»

Pedro Jorge Castro («O Inimigo N.º 1 de Salazar. Henrique Galvão, o líder do assalto ao Santa Maria e do sequestro de um avião da TAP»).



A questão do ódio visceral contra Salazar também foi, por motivações diversas, característica comum a outras figuras previamente conotadas com o regime salazarista, nomeadamente Henrique Galvão e Humberto Delgado. Sobre este último, diz-nos o embaixador Carlos Fernandes que o seu ultra-salazarismo extinguiu-se por questões de ambição pessoal, já que lhe fora sucessivamente recusado o Governo de Angola, a administração dos Caminhos de Ferro e o Banco Nacional Ultramarino. Daí ter-se apresentado, em 1958, como candidato a Presidente da República pela oposição, passando então a apregoar-se como democrata por ressentimento ou simples oportunismo político. E quem «diria que, chegado ao Brasil em 1961, Delgado haveria de proclamar o seu visceral anticolonialismo, aliado ao anti-salazarismo!» (op. cit., pp. 202-204).

De resto, as veleidades teatrais de Humberto Delgado foram tantas, que não nos coibimos de transcrever este trecho deveras caricato no âmbito do assalto ao paquete Santa Maria por Henrique Galvão:

«Ao anoitecer, a bordo de um pequeno barco de pesca alugado pelos repórteres das revistas Life e Time, Humberto Delgado consegue encontrar o Santa Maria. “Bem-vindo, meu general”, recebe-o Miguel Urbano Rodrigues. Dezenas de turistas fotografam o momento. Mas quando Humberto Delgado sobe a bordo, o gancho de uma grua do navio solta-se, acerta-lhe nas costas e fica preso ao seu cinto elevando-o um pouco e tirando-lhe os pés do chão. O general, vestido de fato e gravata, agarra-se à escada e ameaça cair ao mar. Mas consegue recuperar o equilíbrio, solta um palavrão e põe as culpas no jornalista que o recebe: “Vou destruí-lo!”»

(in Pedro Jorge Castro, O Inimigo n.º 1 de Salazar. Henrique Galvão, o líder do assalto ao Santa Maria e do sequestro de um avião da TAP, A Esfera dos Livros, 2010, pp. 175-176).



(...) Quando Humberto Delgado, ao iniciar a sua campanha, se refere a Salazar e diz que se eleito o demitirá - obviamente, demito-o - abre-se uma nova época no Estado Novo. Para uns, a frase é de um louco: como tem a ousadia de afrontar a autoridade incontestada de Salazar, o seu prestígio sem mácula, o seu vulto intocável? Para outros, é uma frase audaz que afinal reduz o chefe do governo às proporções de homem comum: acaso Salazar é sacrossanto ou eterno? De súbito, pelo país além, tudo parece posto em causa: está quebrada a redoma em que o Estado se diria envolto, vê-se apeado o andor em que se diriam transportados os governantes, parece que são frágeis as instituições que se diriam de bronze. É outra a atmosfera da nação, do povo. Não é a figura de Delgado que impressiona: nos homens esclarecidos, mesmo entre os oposicionistas, não há ilusões quanto ao seu primarismo, falta de bom senso, incoerência, demagogia, incapacidade de encarar os problemas no plano superior do Estado. Encontrando-o no seu pouso da Livraria Bertrand, depois da campanha, pergunta Santos Costa ao seu amigo Aquilino Ribeiro: "Mas você acha que aquele homem tem as condições para exercer algum dia, com proveito para a nação, as funções de Presidente da República?" Responde o mestre escritor: "É evidente que não, meu caro amigo! É a política! Nós precisamos acima de tudo alguém que nos abra a porta. O resto se verá depois!" Mas a candidatura de Delgado, conduzida como o foi, rompe os moldes estabelecidos, derruba padrões assentes; e a sociedade portuguesa é batida por uma rajada que a faz estremecer até aos seus fundamentos. Em si, o acontecimento transcende o candidato, que se transforma em instrumento.

Franco Nogueira («Salazar. O Ataque - 1945-1958», IV).

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« Demolidora vem a crise mundial [de 1929] que na opinião da engenheira Perpétua, devia ter sido uma salvação para nós... Por nós importarmos mais que exportamos. Com ela naturalmente vieram as falências e as penhoras. Cunha Leal esfregará como esperto, as mãos de contente, e dirá: não é a crise a culpada; é o Salazar, seguindo a Perpétua. La politique oblige...

Quem tem culpa de no Canadá se queimar o trigo como carvão para... o aproveitar? — Salazar. O culpado do desemprêgo na Inglaterra e na Alemanha — o Salazar. Dos estoiros dos bancos da livre América? E assim por diante? Sempre o Dr. Oliveira Salazar... ”Vão às colheitas os pardais? ”De quem a culpa senão dos Cabrais?“...

[...]

O mais contra Salazar não tem resposta. Só a tiro, como já disse.»

Humberto Delgado, Da Pulhice do “Homo-Sapiens“, Lisboa, Casa Ventura Abrantes, 1933, pp. 222, 250.



Para terminar, temos aqui um exemplo caricato, um fascista que virou anti-fascista, um Salazarista que virou anti-Salazarista, um adorador de Hitler e Mussolini, que acabou por alinhar numa candidatura presidencial apoiado pelo PCP, um perfeito paradoxo, personagem vingativa, extremamente vaidoso e excessivamente confiante, tudo aliado a um grau elevado de pedantismo, pouco ou nada podera espantar o desfecho do seu percurso de vida.

Dizem ter sido vitima da PIDE e de Salazar, não creio, foi vitima de si mesmo, vitima da sua atitude, da sua vaidade!!!

Alexandre Sarmento

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Incúria, desleixo ou negocio?


Chegou o Verão e temos de novo temos como abertura dos telejornais o flagelo dos incêndios florestais.
Mais uma vez, infelizmente, se comprova a ineficácia dos meios disponíveis, seja por atraso na comunicação das ocorrências aos operacionais em campo, seja pela detecção, seja pela falta de eficácia da cascata de comando, pela sua incompetência, ou mesmo falta de coordenação!!!
Dizem, termos meios, dizem estar preparados, dizem ser eficazes em caso de calamidade, pergunto, então, se tudo funciona na perfeição, qual a razão de termos de novo casas queimadas e vitimas destas ocorrências, para não falar da destruição de grande parte da mancha vegetal deste país!!!
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Creio estarmos a olhar para o assunto de forma errada, estamos a negar o óbvio, estamos a negar uma realidade e ao mesmo tempo a fugir da verdade, ou seja, estamos a combater um inimigo cada vez mais forte, estamos a inverter a situação, apostamos em meios de combate e ao mesmo tempo não atacamos o problema na sua origem...
Perguntarão, qual origem e qual a forma de debelar toda esta problemática, simples, porque razão não olhamos para o passado, porque razão não aprendemos com os erros e sucessos do passado?
Quem ganha com esta situação, quem se beneficia com estas tragédias?
E, pior, porque razão a classe política não quer resolver estruturalmente resolvida esta questão dos fogos florestais?
Vou tentar ser sintético e deixar algumas pistas para o que mais adiante irei tentar explicar.
No passado havia um controle efectivo de combustíveis nos espaços florestados, fosse pelo cuidado por parte dos proprietários, pela pastorícia, ou pela utilização de espécies autóctones fossem elas o carvalho, o sobreiro a azinheira ou o medronheiro entre outras. Hoje temos o quê, um mar de eucaliptos, uma mancha cada vez menor de pinhal, e um ataque sistemático as nossas espécies endémicas, tendo sido mesmo criminosa a acção do legislador, permitindo que espécies protegidas e muitas árvores seculares tivessem sido abatidas ao abrigo de uma lei fabricada por incompetentes e inconscientes, alem de terem promovido um desastre ambiental anunciado, a tal desertificação e a falta de retenção de agua nos solos e subsequente desertificação do território nacional.
Falemos do crime, temos governantes, ou seja legisladores ao serviço dos grandes interesses industriais, como é do domínio publico, pois creio não ser o único cidadão neste país com dois olhos e um cérebro, pergunto, quem não se apercebeu que nas áreas ardidas onde anteriormente havia pinhal, montado de sobro ou floresta tradicional, temos hoje grande parte dessa área tomada pelo cultivo intensivo do eucalipto, não estou a lançar nenhuma suspeita, estou a constatar um facto!!!
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Pergunto, qual o papel dos governantes, qual o papel do Ministério da Agricultura, e já agora e porque não, o papel da sociedade civil?
Somos um país que em tempos teve uma economia primaria, agricultura de pequena dimensão e pastorícia, pergunto, porque razão somos importadores de grande parte do que consumimos hoje, se outrora, fomos auto suficientes, porque razão não se promove a pastorícia, porque razão se continua a afastar o povo português da terra, porque razão havemos de consumir todo o tipo de produtos alimentares fabricados de forma intensiva, quando temos condições que nos permitam fazê-lo de forma perfeitamente natural com benefícios para todos, note-se, a saúde, o ambiente e por fim o tal controle de matérias combustíveis florestais, ou seja desde ervas, tojos, giestas, silvas e outras espécies consideradas infestantes, seriam dessa forma controladas com todos os benefícios que bem sabemos, neste caso limitando as condições para a ocorrência dos fogos florestais.
Falando verdade, não se contorna este problema dos fogos florestais porque na realidade existem outros interesses bastante obscuros, tudo se resume a ganhos brutais e ilegais a coberto do sistema, pois alem do atentado ambiental, do empobrecimento sistemático dos solos e da promoção de uma mono cultura que sendo selectiva vai eliminando com o decorrer do tempo as espécies endógenas, esta é a realidade que nos tentam ocultar e por isso mesmo nada fazem para que se altere este paradigma!!!
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Na verdade, não temos governantes capazes há mais de quatro décadas, temos infelizmente a ocupar o poder neste país gente pouco digna, gente incapaz, e pior gente criminosa que apenas pugna por defender interesses corporativos, ou seja defendem aqueles que os promovem e financiam neste regime ao qual denomino uma farsa de democracia, diria mais, um ditadura partidária, uma oligarquia, ou extremando posições, a sinarquia!!!
Mandatamos gente para gerir a coisa publica, mas ao invés de termos servidores da Nação, temos autênticos carrascos deste povo, pois defendem muitos interesses, mas nunca os deste povo, estamos num rápido processo de colectivização da propriedade, ou seja o Estado tem-se arrogado do direito de posse da propriedade dos privados, eu explico, hoje nada verdadeiramente nos pertence, pagamos renda daquilo que julgamos ser nosso, definindo desta forma o Capitalismo Monopolista de Estado, ou sintetizando, um regime de base marxista, o comuno-socialismo, no qual só teremos igualdade, quando todos formos igualmente miseráveis e escravos do sistema, o que infelizmente aos poucos nos vamos apercebendo. Com este regime, políticos e governantes deixaram de zelar pela coisa publica e apenas se focando nos seus interesses pessoais, um circo, uma palhaçada na qual sejam da direita, centro ou esquerda, estão todos combinados afim de conservarem  os seus cargos a as mordomias que o sistema lhes propicia!!!
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Pergunto, planos de fomento, juntas de colonização interna, projectos agro-florestais, onde estão, alguém sabe?
O que acontece ao dinheiro dos nossos impostos, alguém me sabe responder, como e de que forma são aplicados, isto se alguma vez o foram.
Está na hora da sociedade civil mudar, está na hora de falar a uma só voz, está na hora de exigir que sejam tomadas medidas, está na hora de fazermos valer os nossos direitos, pergunto, ainda teremos alguns???
Temos um país a morrer e ninguém toma medidas, pergunto, ate quando, quanto tempo nos resta?

Alexandre Sarmento


sexta-feira, 12 de julho de 2019

A Verdade das Mentiras de Abril!!!




Como estou saturado de ouvir tanta mentira sobre o Estado Novo e Salazar, resolvi de uma forma sintética desmontar algumas das grandes inverdades ou incorrecções aproveitadas pela corja abrileira para denegrir o período da nossa historia em que mais crescemos e que mais rapidamente ganhamos ou recuperamos a nossa posição, prestigio e respeito a nível internacional.

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Acusam injustamente Salazar e o seu modelo de governo de, atrasar o país, manter o povo ignorante, manter o povo na miséria, de se ter munido de uma policia de estado, de ter amealhado ouro nazi, e de não ter deixado obra, enfim, um chorrilho de acusações absolutamente infundadas, senão vejamos...

Comecemos pela iliteracia ou analfabetismo, pergunto, qual a taxa de analfabetismo existente no final da Primeira Republica, muito simples, existe documentação e informação fidedigna que desmonta em absoluto a tese da cambada esquerdelha e aventaleira que vive de parasitagem do sistema. Para ser honesto há uma grande diferença, direi mesmo abissal entre o valor percentual da taxa de analfabetismo entre o inicio da governação de Salazar e o seu final, relembro, houve um projecto nacional, o Plano dos Centenários(1), plano esse que contemplava a construção de escolas de ensino primário, tendo sido construidas mais de 12 mil salas de aula durante o mesmo, entretanto a escolaridade tornou-se obrigatória ate a quarta classe, foram também construidas escolas técnicas e comercias, bem como liceus. Tivemos nesse período uma redução da taxa de analfabetismo de mais de 70% da população para um pouco mais de 20% em 1974, na realidade, só quem por deformação mental ou mesmo de má índole poderá contestar estes números, facto!!!

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Falemos então da tal miséria a que Salazar condenou o seu povo, mais uma vez, inverdades facilmente desmontáveis, alias, como todas as mentiras, um dia tudo se esclarece!!!

Dizem as mas línguas que Salazar manteve o povo na miséria, pergunto, e como vivia esse povo antes de Salazar, segundo dizem as inteligências e as eminencias pardas do regime, foi Salazar quem propositadamente subdesenvolveu o povo português de então, dizem que se vivia mal, sem luxos, sem habitação condigna, um povo que passava fome e uma miríade de outras acusações perfeitamente infundadas, deixo uma questão, e no resto do mundo, e no resto da Europa, em que condições se vivia, deixo aqui uma nota, será que se esqueceram de uma crise financeira originada pelo crash de Wall Street em 1929, será que se esqueceram da recessão que se lhe seguiu a nível global, será que se esqueceram que tivemos pelo percurso uma guerra mundial na qual grande parte dos países da Europa ficaram completamente destruídos, sem habitação, sem alimentos, morreram milhões de fome no período subsequente a 2ª grande guerra, relembro, tivemos papel activo no acolhimento de muitas centenas de milhar de vitimados pelo conflito, tendo acolhido sobretudo os judeus que fugiam do jugo nazi, entre outros, podendo relembrar Calouste Gulbenkian, pois como agradecimento pelo acolhimento nos deixou uma fundação sobejamente conhecida, ate pelo excelente serviço prestado a cultura, quem não se lembra das bibliotecas itinerantes?
Falam de falta de agua canalizada, falam de falta de energia eléctrica, e eu pergunto, como se vivia nos outros países, seriam assim tão mais avançados ou desenvolvidos?
Relembro que no final da Primeira Republica tínhamos um atraso estrutural de quase dois séculos, alguém com um mínimo de bom senso poderá contrariar este facto, então o que fizeram os ditos democratas da Primeira Republica alem de terem falido um país, alem de terem desestruturado uma Nação e terem feito de nós portugueses motivo de chacota a nível internacional, para os mais distraídos, quando alguma coisa funcionava mal ou não funcionava de todo, usavam o termo portugalisée, facto curioso que a cambada abrileira desconhece ou omite!!!
Poderá ter havido um período de dificuldades, mas fome, não, não aconteceu, isto porque, Salazar promoveu a auto suficiência, promoveu a produção nacional e fez o papel que lhe competia como estadista e ser humano, poupar a Nação as agruras e perdas que uma guerra poderia trazer, foi paternalista, quem sabe um erro segundo os apologistas doa assassinatos em massa, os apoiantes de regimes totalitários comuno-socialistas, os tais que professam a liberdade, a igualdade e a fraternidade, ou seja os manipuladores, os Judas da sociedade, os parasitas e genocidas, os bandalhos marxistas e quejandos!!!

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Como será fácil constatar pelo gráfico houve uma retracção da economia nos anos subsequentes a 2ª guerra mundial, mas depois disso houve um crescimento brutal da nossa economia, sendo esse crescimento fruto das políticas aplicadas e dos planos de fomento dos anos anteriores.
Construiram-se, hospitais, estradas, auto-estradas, pontes, portos, escolas, barragens, bairros sociais, centros de saúde e toda uma serie de equipamentos sociais, mais uma vez, deixo a questão, o que havia antes, o que andaram a fazer os governantes anteriores a este períodos, referindo-me com é óbvio a Monarquia Constitucional e depois a Republica, ou vão dizer-me também que foi Salazar quem governou nesse período que durou cerca de 100 anos, indesmentível, foi Salazar quem trouxe Portugal e os portugueses ao século XX, facto!!!
Foi neste período que se deu o maior avanço industrial e agrícola da nossa historia, pois o regime que muitos chamam erradamente de fascista e apenas teve como pontos convergentes com o mesmo o corporativismo(2) e a personalização da figura do Estado em Salazar.

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Outro tema que usam como bandeira a cambada traidora desta Nação, a PIDE, o bicho papão da PIDE, dizem que Salazar montou uma policia de Estado, uma policia política, mas que eu saiba essa policia já existia desde 1919, portanto mais uma falácia assacarem a responsabilidade a Salazar, relembro, essa força da ordem foi montada para desmontar e repor a ordem depois do caos que se instalou em pleno período de vigência da Primeira Republica, note-se, segundo os registos, em ataques violentos, actos terroristas, atentados e outros tipos de alterações da ordem publica pereceram nesse período cerca de cinco mil pessoas, facto lamentavelmente ocultado do grande publico.
Sinceramente, não entendo tanta celeuma em torno da PIDE, não conheço nenhum país que no passado e presente não tivesse tido uma policia de estado, os mesmos que injustamente acusam essa força da ordem, são os adoradores de regimes que tiveram como bandeira a repressão de bem conhecidas policias de estado ou politicas, tais como a KGB na Russia, ou a  Stasi na RDA, enfim, coisas de gente manipulada e ignorante!!!
Vá-se lá saber o porquê de tanto branqueamento de um período negro da nossa historia, alguém tenta por todos os meios subverter a verdade, transferindo os erros indevidamente para a governação de Salazar, que mais não fez do que corrigir os graves erros e claro repor a solvência das finanças do país, tendo o bom senso de repartir o esforço por todos, não havendo isenções nem benefícios para ninguém, todos foram responsáveis pelo milagre económico levado a cabo pelo Estado Novo de Salazar, facto!!!

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Outro assunto muito debatido e usado pela cambada marxista, o ouro de Salazar, mais outra idiotice da cambada esquerdofila, falam das quase 900 toneladas de ouro, mas esquecem-se para que serviam e qual a sua proveniência, sabendo nos que alguns dizem que parte desse ouro teria sido retirado dos dentes de judeus mortos em campos de concentração, enfim, coisas de imbecis, mal formados ou com grave empeno mental.
O ouro, alias, como bem sabemos, era o suporte da moeda, o padrão da nossa moeda, o escudo, a proveniência do mesmo, não é difícil de descobrir, esse ouro foi forma de pagamento a Portugal pela venda de matérias primas durante a guerra e período subsequente, outra das origens foi a troca de ouro pelo fornecimento de mão de obra portuguesa nas minas de ouro da África do Sul, sendo que com o génio financeiro de Salazar houve lugar a aplicações que nos trouxeram grandes ganhos financeiros, os quais foram usados como garantia da nossa solidez financeira, tivemos na verdade uma economia real, uma moeda real.
Hoje temos o quê, estamos dependentes de quê e de quem, e de que nos valeremos em caso de uma crise financeira a nível nacional ou internacional, hoje temos uma moeda virtual, apenas números, uma moeda volátil, estilo um jogo da bolsa, relembro mais uma vez o crash de 1929, quando multimilionários de uma hora para outra ficaram a viver na rua, este é o risco que corremos, ninguém tenha duvidas, na verdade fomos escravizados por uma moeda e uma divida virtual, que arrisco mesmo dizer, uma divida programada pelos nossos governantes com o objectivo de nos retirar a autonomia, de nos retirar a capacidade reivindicativa, a capacidade de reacção. Não temos hoje soberania, não temos hoje um governo nacional, não temos soberania, em suma, somos hoje escravos de um sistema no qual não passamos de números e de dados estatísticos, ficando de parte o factor humano, triste realidade!!!

Para terminar, se Salazar poderia ter feito melhor, certamente que sim, mas ninguém é perfeito, a verdade insofismável é esta, Salazar fez muito, em muito pouco tempo, com muito pouco...

Muito mais haveria a dizer, mas ficara sem duvida para uma proxima publicação, vou terminar com uma frase de Salazar...

"Não há regimes eternos, não há regimes perfeitos, não há regimes universais. Não há regimes eternos mas há regimes estáveis e instáveis; não há regimes perfeitos mas há-os que servem e os que desservem as Nações; não há regimes universais, mas há os que consideram e outros que desconhecem a particularidade das circunstâncias e a universalidade do factor humano".
 Alexandre Sarmento

(1)O Plano dos Centenários foi lançado pelo governo de Salazar, em 1940, sendo a sua elaboração atribuída a uma Comissão Central que funcionava junto da Direcção-Geral do Ensino Primário do Ministério da Educação Nacional, com representantes dos ministérios do Interior e das Obras Públicas e Comunicações e com a colaboração dos diversos presidentes de câmaras municipais, diretores escolares dos distritos e delegados escolares dos concelhos. O Plano tinha como objetivo abranger a organização e a instalação de todos os estabelecimentos de ensino primário necessários à instrução do Povo Português, de modo que nenhuma criança deixasse de ter escola ao seu alcance e que cada escola tivesse edifício próprio e devidamente apropriado para o seu funcionamento.
A construção das escolas foi levada a cabo pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais do Ministério das Obras Públicas. No âmbito do Plano dos Centenários, até ao final da década de 1950, foram construídos mais de 7000 edifícios escolares novos, que incluíam um total superior a 12 000 salas de aula. A construção de escolas em larga escala continuou até meados da década de 1960. Quase todas as cidadesvilas e aldeias de Portugal passaram a dispor de uma ou mais escolas do Plano dos Centenários, o que permitiu diminuir acentuadamente o analfabetismo e aumentar o ensino obrigatório de três para quatro anos em 1960 e para seis anos em 1967.
Grande parte das escolas do Plano dos Centenários ainda estão hoje em funcionamento como escolas básicas do 1º ciclo. Na década de 1990, no entanto, muitas começaram a ser desativadas, por um lado devido à falta de alunos decorrente da desertificação das regiões do interior e por outro no âmbito da política de concentração dos alunos do 1º ciclo do ensino básico em escolas de maior dimensão. Algumas das escolas desativadas foram convertidas para outros fins, sendo transformadas em museusrestaurantes, estabelecimento hoteleiros e outros.
(fonte, Wikipedia)
(2)O corporativismo é um sistema político que atingiu seu completo desenvolvimento teórico e prático na Itália Fascista.[1] De acordo com seus postulados o poder legislativo é atribuído a corporações representativas dos interesses econômicos, industriais ou profissionais, nomeadas por intermédio de associações de classe, que através dos quais os cidadãos, devidamente enquadrados, participam na vida política.
Seu discurso, que propugnava a eliminação da luta de classes em prol de um modelo de colaboração entre elas, poderia a princípio ser confundido com a doutrina social e econômica do Marxismo, porém a diferença fundamental entre o comunismo e o corporativismo é que o primeiro acredita ser impraticável qualquer tentativa de colaboração entre classes em uma sociedade onde permanecem as distinções entre classes dominantes e dominadas, como é o caso nos regimes corporativistas. Já no caso do fascismo corporativista, apesar de ser mantida a existência do mercado, a propriedade privada não é mantida de maneira absoluta, pois todos os meios de produção teoricamente se agregam ao Estado, constituindo uma ditadura: "Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado". O argumento fascista era o de que as diferentes vontades políticas das classes estariam representadas nas associações.
A ênfase nas negociações coletivas e na intermediação política dos conflitos com a participação de sindicatos e representantes estatais caracteriza este meio de organização das relações entre empresários e trabalhadores. Embora a propriedade privada dos meios de produção tenha sido preservada, esta extensiva intervenção do estado na sociedade capitalista industrial significou o declínio da doutrina liberal nos países onde foi adotada. Representou igualmente o ressurgimento de um tipo de organização da sociedade análogo ao que vigorara na Idade média e durante o período Mercantilista, em que o direito ao trabalho era regulado por guildas, e que fora justamente superado pelo triunfo das ideias liberais nos séculos XVIII e XIX.
Esta transição todavia marcou, de certa forma, a autonomia dos mercados em relação às instituições nacionais.
O regime Salazarista que vigorou em Portugal de 1933 até à revolução de 25 de Abril de 1974 era expressamente corporativista.
(fonte, Wikipedia)

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Afinal quem são hoje os fascistas?




Muito se tem falado de fascismo, de extrema direita ou mesmo de conotações a outros regimes totalitários de outrora!!!

Desambiguando a questão, pergunto, porque razão os verdadeiros fascistas, os senhores do sistema usam tal terminologia para denominar ou caracterizar tudo e todos aqueles que não partilham da forma de estar deste sistema totalitário e castrador das liberdades individuais???




Vamos então ao cerne da questão.

O termo italiano fascio (feixe) vem da expressão latina fasces lictoris: o feixe de vergas com um pequeno machado de bronze que, transportado pelos lictores, abria caminho aos altos magistrados, simbolizando a autoridade e um poder de vida ou morte. Foi um símbolo utilizado na Revolução Francesa e adoptado pelos intervencionistas revolucionários italianos durante a Grande Guerra.
Foi em 1919, que um ex socialista italiano, Benito Mussolini, funda um movimento revolucionário, baptizado de Fasci Italiani di Combattimento, de onde derivará a expressão fascismo.

Inicialmente, esta organização política terá um programa republicano, democrático e socialista. Porém, a simpatia dos industriais, grandes proprietários e de alguma burguesia, para além de desenvolver o movimento, imporá um cariz mais totalitarista e conservador.

Basicamente, o fascismo caracteriza-se por uma recusa absoluta do liberalismo e das suas consequências modernas, imperialismo democrático,socialismo, com Mussolini a alterar a "Liberdade, Igualdade, Fraternidade"pelo, "Crer, Obedecer, Combater". Outro dos seus princípios doutrinários era o totalitarismo, definido como rigoroso controlo do Estado, centralizado e hierarquizado sob todos os aspectos.

A liberdade individual submete-se à colectividade, com uniformização social, pressupunha-se também a repressão policial e a censura, tendo como lema, "Tudo pelo Estado, nada contra o Estado"!



“Donde vem aquilo a que chamo o ‘charme secreto do fascismo’? É a vontade de encontrar uma terceira via entre o conservadorismo burguês e o marxismo proletário. De criar uma nova civilização, uma civilização viril, uma civilização de soldados e não de negociantes ou de intelectuais. O fascismo era uma fraternidade e um apelo ao sacrifício. Uma violência criadora, no sentido soreliano do termo. A procura duma civilização em que o motor do comportamento deixe de ser o lucro mas o sacrifício (…) O fascismo defende a coesão da sociedade e recusa tanto a luta de classes como a luta de ‘todos contra todos’ do liberalismo. É por isso que encontrou tanto sucesso no mundo, sobretudo na Europa.”

Zeev Sternhell

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O conceito de extrema direita, engloba toda a manifestação humana que possua orientação considerada exageradamente conservadora, elitista, exclusivista e que alimente ainda noções preconceituosas contra indivíduos e culturas diferentes das de seu próprio grupo ou Nação, assim, é considerado de extrema direita todo o indivíduo, grupo ou filosofia que se localize radicalmente mais à direita do pensamento de direita comum a todas as sociedades ou correntes políticas a nível global.

Muitas vezes o termo é utilizado para sugerir um individuo ou grupo com ideias extremistas, preconceituosas ou ultraconservadoras.
Considera-se hoje de extrema direita também, todo aquele que se assume como xenófobo, racista ou supremacista.
Seja como for, o pensamento de extrema direita em geral está baseado na crença, muitas vezes messiânica, da condição especial de determinado povo, identidade, cultura ou religião, bem como na iminente ameaça que este grupo irá ou já esteja sofrendo por parte de outros grupos diferentes em meio ao seu caminho ao domínio de todas as outras sociedades, sendo necessária a união e mobilização contra tal ameaça vinda de todos os considerados hostis a uma identidade nacional, isto tudo, segundo o que os senhores da política pretendem atribuir a grande parte de nós, mas como veremos adiante, as coisas não são forçosamente assim...

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Posto isto, todos os que tal como eu, advogam a defesa da identidade nacional, todos os que advogam o nacionalismo identitário, são lamentável e infelizmente incluídos neste rol pela cambada que move os cordelinhos deste sistema, digo, os senhores do politburo, os comuno neo-fascistas que infelizmente nos governam.
Ingrato e revoltante, pois todos, note-se todos aqueles que se orgulham da sua origem, da sua matriz cultural e religiosa, todos os que se revêem na nossa historia e no nosso passado ancestral, não são, não se reveem, em extremismos, sejam eles de direita ou esquerda, isto, se alguma vez existiu esquerda e direita!!!
Não sou, nem eu, nem a grande maioria dos portugueses orgulhosos de o sermos, racistas, xenófobos e muito menos supremacistas em termos raciais, bem sabemos o que fomos no passado, bem sabemos, a forma como soubemos fazer pontes, alianças e manter durante muitos séculos uma nação multi-racial e multicultural, sempre respeitando e sendo respeitados, mas contrariamente ao que os senhores do sistema promovem, sempre mantivemos a nossa identidade, captamos ou tivemos a inteligência para trazer para o seio da nação portuguesa gente de outros credos, cores de pele, etnias ou culturas, mostrando ao mundo que seria possível fazer uma verdadeira "globalização", mantendo a identidade e características de cada qual, acto de inteligência a meu ver, era esse o caminho a seguir, o caminho que pelo que se nos afigura foi cortado, foi desviado pelos senhores do mundo. 
O grave atentado que hoje sofremos a nossa identidade, nada mais é do que o sermos envolvidos numa guerra sem quartel, estamos hoje debaixo de fogo, estamos hoje à beira de uma guerra na Europa, temos hoje em cima da mesa o confronto entre duas religiões e duas civilizações, em certos pontos antagónicas e imiscíveis, reitero, estamos a ser manipulados, estamos a ser fracturados como Nação, estão propositadamente a desidentificar-nos, estão a retirar-nos a capacidade de reagir, a capacidade de nos organizarmos e pugnar por manter o nosso espaço vital, física e intelectualmente.
Deixo aqui o recado a todos aqueles que se dizem nacionalistas, estamos nesta situação, porque o permitimos, pois por questões de pormenor continuamos desunidos e de certa forma até nos fomos tornando inimigos dos nossos camaradas de armas, caímos no jogo do inimigo, essa é a verdade, fizemos, de forma voluntária ou não o jogo do sistema! 
Pergunto, não teremos nós inteligência para dar a volta a esta questão, não seremos nós capazes de gerar consensos, não seremos nós capazes de com união de esforços combater aqueles que nos estão a destruir?
Perguntam, qual o caminho, o que fazer???
Bem sei, não é fácil, mas temos que começar por unir esforços, deixar de fora todos os que estão a fazer o jogo do sistema ou mesmo a prostituir-se com o sistema, os que se venderam, não será difícil sabermos quem são, basta estar atento, basta ver quem são os alinhados com o mesmo, ou seja, os que dizem estar contra, mas que militam nas fileiras dos que buscam as mordomias que o sistema partidário permite, há que por de parte os falsos nacionalistas, os vendidos e os hipócritas, há que ser sério e frontal, há que assumir incondicionalmente responsabilidades, não pode haver um nacionalismo ou uma identidade diferente para cada elemento, ou reduzindo tudo a um termo, falta-nos o Espírito de Nação, deixamos uma matriz comunalista, de família, clã ou tribo para nos assumirmos como um povo invejoso e individualista, pior, estamos a esquecer a nossa matriz, tristemente e de forma voluntária...

Portanto, de que nos queixamos se somos nós mesmos que nos pomos a jeito para que os facínoras do sistema nos denominem por radicais, reitero, não, não somos fascistas, não somos extrema direita, não somos nazis, somos portugueses, somos muito orgulhosos de o ser, exactamente o oposto daquilo que são os traidores que se dizem nossos governantes, os que obedecem a uma agenda, os que obedecem ao Deus capital, os que venderam a alma ao Diabo, os que não são, nem nunca serão portugueses de verdade, são esses senhores, uma amalgama de bastardos, esses sim, o verdadeiros fascistas, os verdadeiros extremistas, os verdadeiros genocidas!!!

Na verdade, os verdadeiros fascistas, foram todos aqueles que apoiando uma farsa que teve o epíteto de revolução, mataram o sonho de uma nação, felizmente, ainda não mataram "A Nação", ainda cá estamos, poucos mas bons, hoje poucos dando a cara, mas seguramente uma maioria silenciosa capaz de um dia voltar a reclamar e a fazer valer a sua voz!!!

Nunca fomos muitos, mas sempre que fomos todos, fomos os bastantes!!!

Alexandre Sarmento




domingo, 7 de julho de 2019

A Bandalhocracia!!!


Quase três anos depois, a atitude mantém-se e nada foi feito em prol da defesa da sociedade civil!!!
O desgoverno continua, continuamos a pagar milhões que apenas servem para engordar uma corja de mafiosos, pergunto, ate quando vamos permitir isto???

"Vou começar por lamentar as vítimas do incêndio de Pedrogão Grande, apresento as minhas condolências a todos os familiares e amigos dos mesmos.
Vou expressar o meu voto de revolta e tristeza por situações lamentáveis como esta, tendo também sido uma vítima de situação situação semelhante há quatro anos, portanto sei muito bem daquilo que falo, marcas brutais que ainda hoje não consegui apagar.
Não adianta agora chorar pelo leite derramado, vale sim a pena pensar o que está errado, onde estão os erros e corrigi-los, apurar responsabilidades, claro que há responsáveis, muitos responsáveis e eu sou o primeiro a dar a mão à palmatória, somos 10 milhões de responsáveis, somos nós aqueles que permitimos que estas situações existissem, seja pela ausência, ignorância ou por acreditarmos naqueles em que irresponsavelmente depositámos confiança, a classe política, uma classe que deveria existir com o objectivo de servir e proteger esta nação, mas que no final de tudo apenas se beneficiam a si próprios bem como protegem os interesses das corporações que na realidade defendem, estou a falar portanto de criminosos que infelizmente estão e ficarão impunes com este sistema de justiça, esta ditadura partidária, esta fraude.
Já pensaram que este flagelo dos incêndios se tornou recorrente depois da pseudo-revolução, porque será?
Quais os interesses por trás desta situação?
A quem serve esta situação?
Porque não tomar medidas assertivas que tendam a corrigir os erros que estão na origem destas situações calamitosas?
E agora deixo uma questão, ou melhor, uma acusação, com tantas instituições ou organismos, estatais ou privados em que são derretidos muitos milhões de euros anualmente instituições completamente e comprovadamente desprovidas de utilidade e incapazes de responder com eficácia a estes flagelos.
Negócio, interesses corporativos, e associações criminosas encabeçadas por políticos e ex políticos sem escrúpulos, são na realidade tão responsáveis como a mão criminosa que ateia estes fogos, mão criminosa esta que não será muito difícil admitir que muitas das vezes está ao serviço dessas mesmas organizações.
Reunimos portanto todas as condições para que estas situações sucedam, juntando a tudo isto a falta de meios, a má distribuição de meios e mais grave de tudo o brutal abandono a que o interior deste país foi votado, um país a várias velocidades, em que uns tudo têm e os outros apenas têm como obrigação contribuir, os escravos, os infra humanos votados ao abandono pelo sistema, os habitantes do interior que estão a ser empurrados e obrigados a imigrar deixando o interior ao abandono para que os donos disto tudo possam então comprar, ou melhor tomar de assalto os territórios que muita gente de bem teve que abandonar, infelizmente é este o panorama neste, um triste panorama que urge alterar.
Mudança de mentalidades, mudança de atitudes e verdadeira responsabilização de quem exerce o acto da governação, acabo dizendo que o aparelho do estado existe para servir a nação e não para servir interesses mafiosos e corporativos.
Quantos mais precisarão de morrer para que seja adoptada outra atitude, quantas mais situações destas terão que ocorrer?
Uma revolução, um acordar precisa-se, muito urgentemente, para ontem!!!

Alexandre Sarmento

p.s:deixo aqui uma homenagem aos bombeiros portugueses que tanta vez são vistos de forma não condizente com o esforço a que são sujeitados, sabendo e podendo eu comprovar que o grande problema está na máfia que tem a tutela do sector, entre esses mafiosos estão mesmo a ANPC, fui vítima da incompetência dessa cambada, por isso aqui expresso o meu repúdio a essa cambada de apaniguados do sistema, parasitas, carraças do sistema, digo eu."

(18/6/2017)


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Este texto que escrevi na altura continua completamente actual, melhor dizendo, o regabofe continuou e fez mais umas dezenas ou centenas de vítimas!!!
Depois disto tudo vieram umas campanhas de angariação de fundos, vieram as típicas promessas e palavras de conforto misturadas com já normal demagogia por parte das autoridades e políticos, nada que qualquer bom português não soubesse de antemão, começamos infelizmente a estar habituados a estas situações lamentáveis e revoltantes, senão vejamos:
-Onde está o dinheiro angariado, está na mão de quem e quanto?
-Em que fase estão as obras de restauro tão propaladas pelos nossos governantes?
-Em que fase estão a recuperação de aldeias e vilas que foram alvo do pasto das chamas?
-Em que condições estão a viver centenas ou milhares de vítimas destes incêndios?
-Porque razão há dezenas de aldeias ainda completamente destruídas e sem condições de habitabilidade?
-Porque razão temos hoje plantações de eucaliptos onde antes existiam espécies endémicas e protegidas?
-Qual o papel das organizações ditas ambientalistas, onde andam os que se dizem protectores dos animais e natureza?
-Para que serve um Ministério da Agricultura e Florestas, não seria melhor mudar o nome para Ministério dos Eucaliptos e dos interesses das grandes multinacionais?
-Pergunto, onde estão os responsáveis por este assassinato em massa e por este atentado ambiental?


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Bem sei, muito é ocultado da opinião pública, mas como sou vizinho de uma das zonas afectadas não posso deixar de ver o que se apresenta na frente dos olhos...

Vamos falar seriamente, serão os verdadeiros portugueses uma raça inferior?
Seremos nós inferiores às ditas minorias étnicas, seremos nós portugueses de segunda em relação a minorias étnicas, "refugiados" e quejandos?
Estarão a fazer de nós uma minoria étnica no nosso próprio solo pátrio, no território que nos viu nascer como Nação e pelo qual os nossos antepassados derramaram o seu sangue, suor e lágrimas, a terra onde nasceu o nosso sonho, um sonho com 900 anos?
Serão os nossos governantes alérgicos aos portugueses que vivem no Portugal profundo, no Portugal do interior, aqueles que só têm deveres e nenhuns direitos, mas somos o quê afinal, pergunto eu ao Primeiro Ministro António Costa, já agora deixo também a questão ao nosso Presidente Rebelo de Sousa, digam-nos na cara, desenganem-nos, digam-nos de uma vez, sim mais vale dizê-lo de uma vez-nós somos um fardo, nos somos escória humana, um travão para o sistema, deixem-se das merdas dos afectos e show off, nós queremos é obra feita, queremos é que nos dêem liberdade para tratar dos assuntos à nossa maneira, governarmos e fazermos do que é nosso aquilo que sempre sonhámos e não o mar de eucaliptos promovido e defendido pelo regime e seus parasitas, queremos o nosso Portugal de volta, queremos poder manter a nossa identidade e não a identidade que nos pretendem impor, está na hora de olhar para nós como portugueses e não como cidadãos europeus, temos características próprias, temos uma cultura riquíssima, temos tradições e usos únicos, somos portugueses, tratem-nos com a dignidade que merecemos, não nos tratem como objectos e muito menos como lixo humano, ou será que já não há força neste povo para restabelecer a ordem, pensem nisso, somos portugueses de alma e coração e um dia a corda de tanto esticar, parte!!!
Recado aos nossos políticos, ponham-se finos, um dia as coisas complicam-se e alguém vai pagar as vacas ao dono, sempre assim foi, mais tarde ou mais cedo haverá o reverso da medalha e um povo espezinhado, abandonado e espoliado dos seus bens é como um barril de pólvora!!!

...e aí não há bombeiro nem força da ordem que valha!!!

Está na hora da contra-revolução, uma revolução inteligente, uma revolução de consciências, reposição de valores, mudança de atitude e de unir de novo este povo de recriar o espírito de Nação, se o conseguirmos, isto muda, disso não duvidem!!!

Alexandre Sarmento



quinta-feira, 4 de julho de 2019

SIRESP(adas) que nos sairam caras, muito caras!!!



A conclusão vem num relatório escrito em Maio de 2001 pelo primeiro grupo de trabalho que estudou a estrutura desta rede de comunicações e a baptizou de Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP). Este sistema permitirá aos elementos das várias forças de segurança, dos serviços de informação, da emergência médica e da protecção civil comunicarem entre si.

O presidente desse grupo de trabalho, Almiro de Oliveira - um especialista em sistemas e tecnologias da informação com mais de 30 anos de docência universitária -, não consegue encontrar justificação para a discrepância de números, até porque o equipamento que foi adjudicado tem quase as mesmas funcionalidades do que aquele que idealizou.

"No nosso relatório prevíamos um investimento inicial entre 100 e 150 milhões de euros. A isso acrescentávamos dez por cento por ano, que corresponderia ao custo de exploração"

"Tínhamos como princípio base o princípio do utilizador-pagador, ou seja, cada entidade utilizadora do sistema pagaria uma factura de acordo com o seu tráfego. No fim de cada período, a entidade gestora ou tinha prejuízo ou lucro: se tivesse prejuízo esse valor somava-se ao investimento adicional, se tivesse lucro abatia"

"Esperei três anos pelos trabalhos e conclusões das autoridades judiciais num Estado de Direito... Entendi falar agora por este ser um dever de cidadania", diz.

(fonte, Jornal "Publico".)





A solução da Optimus custaria cerca de 60 milhões de euros iniciais para a aquisição de equipamentos. Somava-se uma renda que no máximo seria de cinco milhões de euros por ano. O SIRESP custou 485 milhões de euros, o preço de um submarino.

Quando António Costa era ministro da Administração Interna, em 2005 — e suspendeu a adjudicação do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) ao consórcio liderado pela Motorola –, manteve contactos com responsáveis de operadoras de telecomunicações sobre a possibilidade de relançar o concurso com novos critérios. Ao longo de meses, o Ministério da Administração Interna, onde Fernando Rocha Andrade era secretário de Estado e a atual ministra Constança Urbano de Sousa era assessora, teve encontros com responsáveis da Optimus (hoje NOS), do grupo Sonae. Mas decidiu não abrir um novo concurso para colocar em competição as diferentes tecnologias e os respetivos preços. Nessa época, Diogo Lacerda Machado — o amigo de António Costa — era advogado da Motorola, mas este explicou ao Observador que teve um papel muito secundário no processo e nunca se relacionou diretamente com o ministério no que dizia respeito ao dossier.

A Optimus apresentou ao MAI, em maio de 2005, uma solução que seria capaz de cobrir todas as funcionalidades exigidas pelo caderno de encargos — menos uma no imediato — a um preço que poderia ser muito mais baixo que o do vencedor. António Costa acabou por confirmar a adjudicação do SIRESP ao consórcio da Motorola por 485,5 milhões de euros (aproximadamente o valor de um dos submarinos comprados pela Marinha) depois de uma renegociação em que cortou 53 milhões de euros ao preço da adjudicação inicial realizada pelo Governo anterior do PSD/CDS. No entanto, fê-lo reduzindo valências sem obrigar o consórcio a reduzir o preço: o custo previsto seria de 538,2 milhões de euros.

A renegociação do contrato conduzida por António Costa seria feita à custa de cortes nas valências do projeto e não com base numa "reformulação" da proposta do concorrente, como estava no despacho do Governo.

(fonte, jornal "Observador")





Sendo detentora de 52% do capital e «prestadora de serviços» da SIRESP SA, a Altice Portugal não teve outra alternativa senão vir a terreiro reiterar que «não é nem será responsável por um eventual “desligamento” do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal». Também foi enquanto acionista maioritária e «prestadora de serviços à SIRESP SA», que a operadora diz mesmo que «vinha defendendo a necessidade de investimentos adicionais em soluções de redundância, que planeou, desenhou e implementou, nomeadamente através da Rede de Transmissão via Satélite e de Redundância de Energias». E é enquanto acionista maioritária e «prestadora de serviços» que a Altice se diz «totalmente alheia ao contexto financeiro a que chegou a SIRESP SA», e recorda ainda que «nunca fechou a porta ao diálogo com o Estado, pelo contrário, sempre demonstrou toda a disponibilidade e abertura para discutir a proposta do Governo para a compra da sua posição acionista, encontrando-se ainda em processo negocial».
Com tanta abertura para o diálogo, fico sem perceber por que é que a Altice Portugal, em outubro de 2018, avançou à revelia dos intentos do Governo para a compra das ações que permitiriam ao Estado tornar-se o acionista maioritário do SIRESP. O que é que mudou em oito meses para que a Altice passasse da firme decisão de investimento na compra das participações da ESEGUR e da Datacomp ao anúncio da passada quarta-feira em que reitera que «é totalmente alheia ao contexto financeiro a que chegou a SIRESP SA»?
Talvez o primeiro-ministro António Costa saiba o que vai na alma dos administradores da Altice Portugal ou da SIRESP SA, mas convém não ter demasiadas certezas. A 13 de maio, o primeiro-ministro anunciou no Parlamento que a «nacionalização» da SIRESP estava por horas. Passadas mais de duas semanas ainda não há novidades sobre a anunciada «nacionalização» – e isso não me merece reparo, pois é indesmentível aritmeticamente que mesmo que a operação só se conclua dentro de 20 ou mais anos serão necessárias horas para chegar a essa data mais longínqua.
A questão está no termo «nacionalização». Sempre julguei que uma operação de nacionalização implicava um Estado apoderar-se compulsivamente de um bem ou de um recurso de uma empresa por questões estratégicas, ideológicas ou, noutros casos, por mera parvoíce. Mas isso era em 1975 e 1976. O primeiro-ministro de hoje diz «nacionalização» quando, na verdade, quer dizer que o Estado Português vai tentar comprar as ações que faltam para a maioria da SIRESP SA – e terá de se sujeitar ao valor que os atuais acionistas exigirem.
Eventualmente, o primeiro-ministro mencionou a «nacionalização» apenas porque estava a responder na altura a uma questão de Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP e insuspeito conhecedor do potencial das nacionalizações, mas convém não desprezar a coerência semântica do governante: em 2006, quando era ministro da Administração Interna, António Costa também anunciou ter reduzido os encargos do SIRESP (de 580 para 485 milhões) através de «renegociações». Hoje, sabe-se que as denominadas «renegociações» mais não foram que uma redução de custos através do corte de meios disponibilizados pela rede SIRESP.

(Fonte, "Exame Informática)



“Tem riscos? Tudo tem riscos na vida. O principal risco é um risco político. A partir de agora, tudo o que acontecer acaba por ser responsabilidade exclusiva do Estado, leia-se do Governo”, admitiu o chefe do Estado, citado pela Lusa. O Presidente da República garantiu, porém, concordar com a opção do Governo de António Costa, entre compra e nacionalização, dado que a decisão tinha de ser tomada agora, “antes da época de incêndios” e estar concluída até final do ano. Uma “nacionalização com contencioso” ia ser um processo com muitos atritos, acrescentou, concluindo: Penso que a escolha foi sensata”. Desde a celebração do contrato em 2006, o Estado já pagou 487 milhões de euros aos privados, de acordo com os dados da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos, uma média de mais de 40 milhões por ano, citados pela Lusa. O acordo alcançado prevê que o SIRESP passe para a esfera pública a 1 de dezembro de 2019. A vontade nacionalizar o SIRESP surgiu depois dos fatídicos incêndios de 2017 e das quebras de comunicações ocorridas com o sistema de comunicações de emergência.

(Fonte,"Dinheiro Vivo.pt")





As vítimas estavam cercadas pelas chamas, mas as falhas terão provocado caos entre os diferentes profissionais a combater o incêndio, que não conseguiam comunicar entre si.
As falhas de comunicação no SIRESP foram confirmadas pela “caixa negra” da Proteção Civil, segundo noticia esta manhã o jornal Público. Pelo menos, dez pessoas ficaram sem assistência durante as primeiras horas dos incêndios em Pedrógão Grande devido ao problema. A “fita do tempo” do Sistema de Apoio à Decisão Operacional (SADO) da Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC) funciona quase como uma “caixa negra”.
A “fita do tempo” das comunicações registadas pela ANPC, a que o Público teve acesso, mostra que houve falhas nas comunicações do SIRESP durante as primeiras horas dos fogos. As perturbações quase por completo terão impedido que fosse dado auxílio a populações em perigo. O registo, que inclui a sequência ordenada dos principais acontecimentos e decisões operacionais entre outros parâmetros, já tinha sido entregue ao primeiro-ministro na passada sexta-feira.

De acordo com o Público, vários pedidos de ajuda começaram a chegar no final da tarde de sábado quando o incêndio se agravou. As vítimas estavam cercadas pelas chamas, mas as falhas terão provocado caos entre os diferentes profissionais a combater o incêndio, que não conseguiam comunicar entre si.

(Fonte,"Jornal Económico")


Pelo anteriormente relatado, ficamos esclarecidos daquilo que realmente sucedeu com um sistema de comunicações que pretensamente deveria servir em caso de emergência, mas aqui começa a trapalhada, funcionar em caso de emergência, se uma das clausulas do contratam isentam o sistema de responsabilidades em caso de calamidade?

Sinceramente, para que me serve um sistema de comunicações de emergência, se o mesmo não serve em caso de emergência, isto é de bradar aos céus, quem ou qual o governante com um pingo de consciência assina um contrato nestes termos, pior, promove esta aberração, retira valências do sistema com o objectivo de baixar o preço do mesmo!!!

Tudo isto tem um nome, vigarice, roubo da coisa publica e crime, pois bem sabemos que devido a falhas do sistema, pereceram centenas de pessoas, gente sem culpa da incúria e da ganancia de gente sem escrúpulos, neste caso, os nossos governantes, aqueles que pagamos principescamente para gerirem a coisa publica, para zelarem pelos interesses e segurança da sociedade civil!!!





Para terminar, temos na verdade um governo de gente que se governa, um governo de gente criminosa que se dedica a sangrar os cofres públicos, pergunto, onde está a tão propalada protecção civil, onde estão as instituições que nos deveriam garantir segurança, garantir a protecção da população quando de situações adversas ou calamidades?

Temos hoje algumas certezas, sabemos que nos foram sonegados cerca de 500 milhões de euros sob a mascara de um sistema que já nasceu deficiente, sabendo os signatários do contrato que haveria grave risco para a população em caso de necessidade, outra situação e falando agora das perdas, já nem falo de perdas materiais, falo, não de cerca de uma centena de vitimas, falo sem duvida de cerca de três centenas de vidas humanas perdidas, pergunto, quem são os responsáveis, quem assume, ou mais uma vez a culpa vai morrer solteira?

Triste a realidade deste país há muito estamos sem um verdadeiro governo, na verdade somos hoje descartáveis, meros dados estatísticos ou apenas servimos como contribuintes, alimentadores de um monstro que tem por nome Estado e todos aqueles que o orbitam, desde as corporações, os partidos políticos e lojas maçónicas!!!

Meus caros, fomos preteridos em favor dos interesses do grande capital, somos vitimas dos vampiros do sistema, daquele sistema no qual pretensamente ainda vamos votando, a farsa da democracia, tretas e mentiras de gente pouco ou nada séria!!!

Tenha vergonha senhor Costa!!!

Alexandre Sarmento




O repugnante mundo novo!

  Aldous Huxley, autor de ‘Admirável Mundo Novo’, enviou carta para o aluno George Orwell após ler ‘1984’ Por Vitor Paiva Quando um autor la...