domingo, 22 de fevereiro de 2026

O PCP e a Pide no caso Humberto Delgado!!!

 




«Antes do "25 de Abril" um livro incómodo era silenciado por um organismo de repressão chamado "Comissão de Censura". Era a censura de cúpula. De cima para baixo.

Durante o "Gonçalvismo" um livro incómodo era silenciado por um "organismo" fantasma a que chamei na altura, por oposição ao primeiro, "censura de base"; eram as células do PCP actuando nas tipografias, nas distribuidoras e nas próprias editoras.

No actual equívoco governativo a censura chama-se chantagem. Demissões em jornais estatizados, ameaças de não pagamento de salários, promessas de proteccionismo, "ordens" à Polícia Judiciária para apreender os livros, tudo isto aconteceu nos primeiros dias após a edição de o "Acuso!", de Henrique Cerqueira. Os próprios - os que sofreram as ameaças e ouviram as promessas - que denunciem esta nova forma de censura se quiserem ajudar a salvar a Democracia. Tanto quanto sei, a Polícia Judiciária deu uma lição de dignidade democrática: recusou proceder à apreensão do livro porque isso era - e é - ilegal.

Nada acontece por acaso.

Quando o secretário de Estado da Informação, Manuel Alegre, declara à Imprensa que a edição do livro "Acuso!" é um "caso de polícia" para, logo a seguir, afirmar que ainda não tinha lido o livro, não está apenas a ser irresponsável: está a ser fascista.

(...) Quando, porém, o público anónimo (o povo) assalta as livrarias e esgota 54.000 livros em 12 dias - apesar de toda a campanha desenvolvida contra o "Acuso!" - não está a ser fascista: está a demonstrar a sua fome de Democracia, de Justiça e de Dignidade.

(…) O editor não é, obviamente, o autor do livro. Mas, dada a natureza das acusações nele contidas e face à memória causada na Opinião Pública, pareceu-me elementar que - íntima e pessoalmente - eu próprio acreditasse na razão de ser desta obra. Decidi, assim, fazer algumas investigações por conta própria: as suficientes para perceber que algo de tenebroso impede o Inquérito público à morte do general Humberto Delgado, e as necessárias para poder afirmá-lo tranquilamente. Cabe aqui, portanto, fazer algumas revelações ao leitor:

(…) Outras investigações - mais complexas mas que envolveram pessoas perfeitamente identificadas e identificáveis num inquérito público - levaram-me a concluir que dentro da PIDE funcionava uma célula do PCP. Este ponto é, aliás, o mais importante e nele pode estar a chave de tudo… Igualmente fui levado a deduzir que a brigada da PIDE que foi a Badajoz continha pelos menos um agente que era suspeito de ser militante do PCP.

Provavelmente Henrique Cerqueira não conseguirá provar, matematicamente, todo o crime. Raramente um crime político, organizado por especialistas, deixa provas insofismáveis, materiais e visíveis. Mas prova, em absoluto, que a inexistência e a não realização de um inquérito público só aproveita aos homens que ele acusa, com a agravante de estes homens constituírem hoje o Poder Político detentor da capacidade de desencadear, ou não, um inquérito. Não aproveita a ele Autor: aproveita unicamente - e só - aos homens que são acusados neste livro.»

Paradela de Abreu (Nota do Editor, in Henrique Cerqueira, «ACUSO!" O CRIME», Intervenção, 1977, Vol. II).

O PCP Assassinou Humberto Delgado.

 



«Numa conferência em São Paulo, em Junho de 1962, o capitão [Henrique Galvão] defende que há três formas de derrubar o governo português: uma sublevação popular; uma invasão de forças formadas no estrangeiro; ou a morte de Salazar, através da violência. Nesta fase a relação com os outros adversários do regime que estão no Brasil torna-se cada vez menos próxima. Mas ainda são feitas várias tentativas para uma reconciliação com Humberto Delgado, que também regressa ao Brasil depois do assalto ao quartel de Beja, em 1962. Realiza-se uma reunião num templo maçónico no Rio de Janeiro, onde se sugere a constituição de uma comissão de conciliação para voltar a juntar o capitão (que não é maçon) e o general (que é grão-mestre do Grande Oriente Português no Exílio).

Mas a reaproximação é impossível. Humberto Delgado chega a promover um abaixo assinado entre os oposicionistas portugueses para pedir a expulsão do seu ex-amigo do Brasil. Nas cartas para os mais próximos, o general passa a referir-se ao capitão como "fiteiro", "traidor" e "gangster". E publica uma carta nos jornais onde, a pretexto de denunciar a falta de seriedade de Galvão, o acusa de ter roubado um móvel de madeira de pau-santo, quando era um jovem militar. É um boato que persegue o capitão desde o início do Estado Novo. Galvão não perdoa e interpõe um processo contra o general, mas o caso não chega a julgamento e acaba por ser arquivado pela justiça brasileira. Não espanta por isso a forma como o capitão se refere ao seu rival da oposição, numa carta a Maria de Lurdes, em Dezembro de 1963:

"O Delgado saiu para sempre do Brasil. Ainda bem. Foi ter com os comunistas e portou-se por cá como um macaco num armário de louça. Esse está liquidado de vez e receio que venha a acabar muito mal. Deixa atrás de si o espectáculo de um estado patológico de indignidade política e moral que só se explica com casos de loucura.

R. I. P."

Catorze meses depois, quando os corpos de Humberto Delgado e da amante Arajaryr Campos são encontrados em Badajoz, Henrique Galvão limita-se a fazer uma dedução dos factos para publicar n'O Estado de São Paulo uma violenta acusação: "Foram homens do Partido Comunista Português, companheiros ou ex-companheiros do general Delgado, quem planeou e fez executar o assassínio. (…) Para bons comunistas, o facto de o fazerem desaparecer seria, como para qualquer totalitário, a menor das coisas."»

Pedro Jorge Castro («O Inimigo N.º 1 de Salazar. Henrique Galvão, o líder do assalto ao Santa Maria e do sequestro de um avião da TAP»).

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Franco Nogueira e Morte Anunciada da Nação Portuguesa.

 







«Para além de tudo, paira o problema mais grave. Assume maior seriedade (...) a crise moral que os Portugueses atravessam. Como se manifesta? Por mil modos: pela recusa de ver os múltiplos perigos que os ameaçam; pela aceitação e procura constante da opção mais fácil; pela indiferença perante valores nacionais, sejam a língua ou as fronteiras, sejam a cultura ou a história, sejam a própria soberania e a independência; pela convicção generalizada de que é irreversível e inevitável (como se em história houvesse o que quer que fosse de irreversível ou de inevitável, salvo o que depender de uma vontade firme) fazer o que os outros pretendem, ou legislam, ou recomendam; pela aplicação de conceitos que os grandes países imaginam ou propõem (mas que não aceitam para si mesmos); pela submissão passiva e inconsciente, e até alegre e eufórica, aos interesses de terceiros (como se já fossem também os dos Portugueses); pela insensibilidade perante quanto destrói ou pode destruir a raiz portuguesa e põe em causa o próprio cerne da nacionalidade; e enfim pela euforia, tão pueril quanto oportunista, tão crédula quanto materialista, com que se deixa arrastar na onda do internacionalismo, do integracionismo, na suposição de que os outros também o fazem, e sobretudo na crença de uma vida fácil e rica, que o será sempre e sem esforço, e seja qual for a origem da riqueza, seja qual for a subordinação criada. E neste transe os Portugueses parecem esquecer três aspectos fundamentais: Portugal não tem tipicidade suficiente para enfrentar sem defesa forças que atingem o seu cerne, e resistir-lhes, e sobreviver, continuando a ser Portugal; tem uma vulnerabilidade de interesses vitais que lhe consente apenas muito reduzido espaço de manobra, pelo que o seu comportamento perante terceiros tem de ser cauteloso e não pode sofrer desvios de monta; e não pode por isso cometer erros históricos, sob pena de ser esmagado e absorvido pelo turbilhão de forças exteriores. Tudo quanto Portugal perder, ou alienar, ou lhe for tomado, é irrecuperável: em termos territoriais, políticos ou económicos. Por outro lado, tanto que se prolonga esta viragem, de que se ocupam os Portugueses – na sua vida colectiva e na sua intervenção política? Afigura-se exacta esta síntese: empenhando-se com o que é imediato ou pessoal, ou de grupo, ou de partido; e transformando em problemas nacionais o que não passa de subtileza adjectiva. E deste modo parece de dizer que ou retornamos às raízes e retomamos a linha segura do nosso destino – ou seguimos pelo caminho de Bizâncio – substituindo os factos nossos pelos mitos dos outros.»

Franco Nogueira («Juízo Final»).

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Um Povo de Suicidas.

 



“Portugal é um povo triste, e é-o até quando sorri. A sua literatura, incluindo a sua literatura cómica e jocosa, é uma literatura triste.
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Portugal é um povo de suicidas, talvez um povo suicida. A vida não tem para ele sentido transcendente. Desejam talvez viver, sim, mas para quê? Mais vale não viver.
(...)
Suicidaram-se Antero e Soares dos Reis. Suicidou-se também Camilo Castelo Branco, o grande Camilo, o escritor mais popular desta terra, o dos terríveis sarcasmos, o que viveu e lutou sozinho, mantendo contra todos levantada a bandeira do ultra-romantismo. Num artigo que Camilo escreveu para ilustrar o retrato de Laura de Valclusa, depois de falar na morte dela, refere que Petrarca teve a insolência de lhe sobreviver vinte anos, acrescentando que os sonetos são um grande purgante das paixões excessivas, pois é sabido que um ou outro sonetista morreu de fome, mas de amor, nenhum. E isto que em outro que não fosse português e, sobretudo, que não fosse Camilo— mesmo em Eça de Queiroz, entre os seus patrícios, não passaria de uma “boutade”, uma habilidade, em Camilo é algo mais. Como que a dizer: este Petrarca, ao saber da morte da inspiradora dos seus sonetos, devia matar-se; não o fez? É um farsante!”
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— MIGUEL DE UNAMUNO (Bilbau, 29 de Setembro de 1864 – Salamanca, 31 de Dezembro de 1936), poeta, ensaísta, romancista, dramaturgo e filósofo basco, in “Portugal Povo de Suicidas”, tradução, apresentação e selecção dos textos por Rui Caeiro, 4.ª ed. portuguesa, Letra Livre, 2012. 

A organização que verdadeiramente domina a humanidade.

 



«(...) o judeu começa de repente a ser liberal, começando a sonhar com a necessidade do progresso humano. Pouco a pouco transforma-se no arauto de uma nova época. Porém, ele está é a destruir cada vez mais os fundamentos de uma economia verdadeiramente útil ao povo. Pelo processo das sociedades de acções, vai penetrando nos círculos da produção nacional, faz desta um objecto mais susceptível de compra e traficância, roubando assim às empresas a base da propriedade pessoal. Por isso, surge entre o patrão e o empregado aquele distanciamento que origina a ulterior luta política de classes.
Cresce assim a influência dos judeus em matéria económica, além da bolsa, e isso com assombrosa rapidez. Torna-se proprietário ou controlador das forças de trabalho do país.
Para consolidar a sua posição política, tenta destruir as barreiras raciais e de cidadania, que mais do que tudo o embaraçam a cada passo. Para atingir tal fim, luta com a sua resistência típica pela tolerância religiosa, encontrando na franco-maçonaria, que caiu inteiramente em seu poder, um excelente instrumento para combater o que não lhe convém e realizar as suas aspirações. Os círculos governamentais, assim como as camadas superiores da burguesia política e económica caem nas suas armadilhas, guiados por fios maçónicos, porém mal se apercebem disso.
Só o verdadeiro povo, ou melhor, a classe que, despertando, luta pelos seus próprios direitos e pela sua liberdade, não pode ser conquistado por esse meio, principalmente nas suas camadas mais profundas. Essa, porém, é a conquista mais indispensável. O judeu sente que a sua ascensão a uma posição dominadora só se tornará possível quando existir à sua frente um “precursor”, e este pensa ele descobrir não entre a burguesia mas nas camadas populares. Não se pode, entretanto, conquistar fabricantes de luvas e tecelões com os frágeis processos da franco-maçonaria, tornando-se obrigatório introduzir, nesse caso, meios mais rudes e grosseiros, porém não menos enérgicos. Como segunda arma ao serviço do judaísmo, existe, além da franco-maçonaria, a imprensa. Com muito afinco e muita habilidade, ele apodera-se deste orgão de propaganda e começa lentamente a enlaçar toda a vida oficial, a dirigi-la, a empurrá-la, tendo a facilidade de criar e superintender aquela potência que, sob a denominação de “opinião pública”, é hoje mais bem conhecida do que há algumas décadas. Com isso tudo, apresenta-se sempre como animado por uma infinita sede de saber, elogia todo o progresso, sobretudo aquele que acarreta a ruína dos outros, pois só julga todo o saber e toda a evolução na medida em que lhe facilitam a propaganda da sua raça. Quando falta esse objectivo, torna-se inimigo encarniçado de toda a luz e de toda a verdadeira civilização. Desse modo, utiliza todo o saber adquirido nas escolas alheias, única e simplesmente ao serviço da sua raça.»
Adolf Hitler («Meín Kampf»). 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

R.I.P. Dominique Venner

 



Esta foi a última mensagem que o escritor e historiador Dominique Venner deixou antes de se suicidar, na Catedral de Notre-Dame, em Paris.
Um homem com espinha dorsal, vertical um verdadeiro nacionalista, aqui fica a minha homenagem.

Estou são de corpo e alma, cheio de amor para com a minha mulher e os meus filhos. Amo a vida e não espero nada para além dela, a não ser a perpetuação da minha raça e do meu espírito. Portanto, na noite da minha vida, perante os imensos perigos para com minha pátria francesa e europeia, sinto-me no dever de agir enquanto ainda tenho forças.

Penso ser necessário sacrificar-me para romper a letargia que nos abate. Ofereço o que ainda resta da minha vida numa intenção de protesto e de fundação. Escolho um lugar altamente simbólico, a catedral Notre Dame de Paris que eu respeito e admiro, edificada pelo génio dos meus antepassados sobre locais de cultos mais antigos, recordando as nossas origens imemoriais.

Enquanto tantos homens são escravos das suas vidas, o meu gesto encarna uma ética da vontade. Entrego-me à morte a fim de despertar as consciências adormecidas. Insurjo-me contra a fatalidade.

Insurjo-me contra os venenos da alma e contra os desejos individuais invasores que destroem as nossas âncoras identitárias, nomeadamente a família, alicerce íntimo da nossa civilização multimilenar. Tal como defendo a identidade de todos os povos em suas casas, insurjo-me também contra o crime que visa a substituição das nossas populações.

Como o discurso dominante não pode sair das suas ambiguidades tóxicas, cabe aos europeus tirar as suas conclusões. Não havendo uma religião identitária à qual nos possamos amarrar, partilhamos desde Homero uma memória própria, repositório de todos os valores sobre os quais refundaremos o nosso futuro renascimento em ruptura com a metafísica do ilimitado, a fonte nefasta de todos os desvios modernos.

Peço antecipadamente perdão a todos aqueles a quem a minha morte fará sofrer, primeiro à minha mulher, aos meus filhos e netos, bem como aos meus amigos e seguidores. Mas, uma vez esbatido o choque e a dor, não duvido que tanto uns como outros compreenderão o sentido do meu gesto e transformarão o seu sofrimento em orgulho. Desejo que estes se entendam para resistir. Encontrarão nos meus escritos recentes a prefiguração e a explicação do meu gesto.

Para qualquer informação, podem dirigir-se ao meu editor, Pierre-Guillaume de Roux. Ele não estava informado da minha decisão, mas conhece-me há muito tempo.

Dominique Venner


Dominique Venner (1935–2013) foi um influente historiador, ensaísta e ativista francês de extrema-direita, especializado em história militar e política europeia. Ex-paraquedista na Guerra da Argélia e membro da OAS, foi fundador do grupo Europe-Action. Em 21 de maio de 2013, suicidou-se na Catedral de Notre-Dame, em Paris, como protesto político contra o casamento homossexual e a imigração.

As Premonições de Natália Correia.

 




"A nossa entrada (na CEE) vai provocar gravíssimos retrocessos no país, a Europa não é solidária com ninguém, explorar-nos-á miseravelmente como grande agiota que nunca deixou de ser. A sua vocação é ser colonialista".

"Portugal vai entrar num tempo de subcultura, de retrocesso cultural, como toda a Europa, todo o Ocidente".

"Mais de oitenta por cento do que fazemos não serve para nada. E ainda querem que trabalhemos mais. Para quê? Além disso, a produtividade hoje não depende já do esforço humano, mas da sofisticação tecnológica".

"Os neoliberais vão tentar destruir os sistemas sociais existentes, sobretudo os dirigidos aos idosos. Só me espanta que perante esta realidade ainda haja pessoas a pôr gente neste desgraçado mundo e votos neste reaccionário centrão".

"Há a cultura, a fé, o amor, a solidariedade. Que será, porém, de Portugal quando deixar de ter dirigentes que acreditem nestes valores?"

"As primeiras décadas do próximo milénio serão terríveis. Miséria, fome, corrupção, desemprego, violência, abater-se-ão aqui por muito tempo. A Comunidade Europeia vai ser um logro. O Serviço Nacional de Saúde, a maior conquista do 25 de Abril, e Estado Social e a independência nacional sofrerão gravíssimas rupturas. Abandonados, os idosos vão definhar, morrer, por falta de assistência e de comida. Espoliada, a classe média declinará, só haverá muito ricos e muito pobres. A indiferença que se observa ante, por exemplo, o desmoronar das cidades e o incêndio das florestas é uma antecipação disso, de outras derrocadas a vir".

Natália Correia

Lisboa, 16 de Março de 1993.

Este texto é hoje uma realidade consumada! 

A Refutação do Marxismo.

 



"Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente reprovava um aluno, mas tinha reprovado, uma vez, uma turma inteira.

Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário
e "justo".

O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta turma.

Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames."

Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam "justas".

Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria.

Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores...

Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores.

Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!

Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos -
eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma.

Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da média das notas.

Portanto, agindo contra os seus princípios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.

O resultado, a segunda média dos testes foi 10.

Ninguém gostou.

Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5.

As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, à procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da
atmosfera das aulas daquela turma.

A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.

No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros.

Portanto, todos os alunos chumbaram...

Para sua total surpresa.

O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes.

Preguiça e mágoas foi o seu resultado.

Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.

"Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós."

Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável."

O pensamento abaixo foi escrito em 1931.

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade.

Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos.

O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém.

Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade,
então chegamos ao começo do fim de uma nação.

"É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

Adrian Rogers, 1931

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

O Triunfo dos Porcos.

 




Nada mais a dizer, subscrevo na íntegra este artigo de António Barreto.

"Tempos houve em que os votos e as eleições se percebiam, sobretudo ou também, por motivos políticos. Ou programáticos. Até ideológicos. Em todo o caso, doutrinários. Os programas dos partidos de esquerda eram de esquerda. Idem, para os de direita. Havia partidos e programas especialmente orientados para favorecer o capital, outros, evidentemente, o trabalho. A velha luta de classes influenciava muito as campanhas eleitorais e os votos. Houve sempre excepções, não faltaram aventuras imprevisíveis. Mas a clareza de propósitos e de doutrinas era uma qualidade.
Hoje, as coisas são muito distintas. Não! A luta de classes não desapareceu. Não! A divisão entre esquerda e direita também não se esfumou. Mas muitos outros factores e projectos vieram influenciar os programas, as campanhas eleitorais e as decisões dos eleitores. A questão religiosa, por exemplo. Assim como a questão racial. A demografia e as migrações. O centralismo de Estado e de sociedade versus a descentralização. A regionalização e o poder autárquico também. Sem falar no clima, na ecologia, na política internacional, na guerra e no terrorismo.
Também as questões de género e de comportamentos sexuais dividem as esquerdas e as direitas. Há machismo, e não é pouco, dentro da esquerda e dentro da direita. Outras questões “existenciais”, como o suicídio assistido, a eutanásia e o aborto, dividem profundamente a esquerda e a direita. Talvez acima de tudo, a liberdade individual divide a esquerda e a direita. Esta pode ser defendida e ofendida pela direita e pela esquerda.
As coisas são hoje diferentes dos tempos claros de “preto e branco”, pois os valores tradicionais cruzam com valores sociais, morais e culturais, sem que a clássica divisão entre esquerda e direita se apresente nitidamente ao observador. Nas últimas décadas da política portuguesa, pudemos assistir a numerosos testemunhos destes cruzamentos e destas miscigenações. Houve governos socialistas, designadamente de Soares, Sócrates e Costa, que adoptaram valores habituais na direita e tomaram as respectivas decisões. Como houve governos de Sá Carneiro e Cavaco Silva que se ilustraram por medidas e princípios vulgarmente ditos de esquerda. São partidos, políticas ou governos “de centro” que, em geral, tiveram em Portugal mais êxito do que os sectários.
Imaginar que existe uma “política de esquerda” e uma “política de direita”, claras e bem definidas, para cada uma das questões acima referidas, e para cada um destes aspectos da vida, é pura e simplesmente não perceber o tempo contemporâneo ou, mais provavelmente, ter uma visão dogmática e fanática das suas próprias concepções. Há partidos, sobretudo de esquerda, mais doutrinários, que nunca hesitam em afirmar e garantir que as suas posições são de esquerda, com exclusão de todas as outras. Aliás, a primeira característica de uma política de esquerda, para um grupo ou movimento sectário, é que é de esquerda por ser a sua. Do outro lado, o hábito é diferente: um governo de direita nunca é de direita, é nacional. Ou do centro, pode acontecer.
A gestão do actual governo, desde há menos de um ano, acompanhada pela acção dos partidos de oposição, com especial relevo para o PS e o Chega, obriga-nos a reflectir e a perguntar: o que os faz correr? O que os leva a este comportamento estranho de negociar o orçamento sem nunca o ter visto? Onde está a esquerda e a direita?
O governo tem mostrado ser mestre em distribuição. Dá a toda a gente tudo o que pode. Dá mais do que os socialistas. Reembolsos, devoluções, subsídios, isenções e descontos. Promete mais, para os próximos anos, do que os sindicatos estavam à espera e do que os socialistas ofereciam. Como tantos outros governos antes dele, pode vir a falhar na concretização prática. Certo. Mas casas nas grandes cidades, compensações para as vítimas de incêndios, subsídios para recomeçar uma empresa, alojamento estudantil, devolução de propinas, aumentos de vencimentos dos professores, dos médicos, dos enfermeiros, dos militares, dos polícias e Deus sabe a mais quem… Nada tem faltado à chamada. As esquerdas estão envergonhadas. E os socialistas com ciúmes. Opõem-se com certeza a esta política que devem classificar de inconsistente, incoerente, oportunista e demagógica, pela simples razão de que o governo lhes está a tirar todos os argumentos para eles fazerem oposição. Um governo dito de direita a distribuir subsídios, pensões, compensações, reembolsos e cortes fiscais não é o que mais convém à oposição de esquerda.
Não se sabe, evidentemente, quanto tempo este “bodo” vai durar. Até porque há muitos outros “clientes”, nomeadamente empresários e proprietários, à espera do que lhes foi prometido e do que é justo esperarem de um governo dito de direita. Não sabemos se a União Europeia vai pagar tudo o que o governo pede, das bolsas de estudo aos comboios, da saúde ao investimento. Mas já se percebeu que, com a sua política criativa, destroçou grande parte do capital de queixa dos socialistas. Até porque estes, com mais de vinte anos de governo nas três últimas décadas, têm dificuldade em encontrar um dos maiores instrumentos da política: onde pôr o pé.
Como a situação política é frágil e os equilíbrios muito difíceis, o principal motor da acção do governo e dos partidos, especialmente do PSD, do PS e do Chega, é o voto. Puro e simples. O voto nas próximas eleições, que aliás ninguém sabe quando serão e poucos desejam. Ou antes, que nem sequer sabem se desejam. O voto expresso nas sondagens e o voto real nas próximas autárquicas como primeiro sintoma. Como é evidente, o voto é crucial em democracia. Mas é justo pensar que é tanto mais importante quanto serve para qualquer coisa: governar, melhorar, reformar e progredir. Cuidar do futuro. Garantir a segurança. O contrário é uma perversão democrática. Governar para ganhar votos. Opor-se para ganhar votos. Fazer o que quer que seja para ganhar votos.
O aparente debate sobre o orçamento do Estado tem algo de patético. Em primeiro lugar, repete-se, o orçamento não existe, ninguém o viu até agora. Em segundo, o governo gostaria de fazer, com este orçamento, tudo quanto a oposição desejaria fazer. E a oposição esforça-se por impedir que o governo faça o que ela gostaria de fazer.
Parece complicado, mas não é. Os humoristas poderiam dizê-lo. Para que é que governas? Para ganhar votos. E para que é que queres ganhar votos? Para governar. E depois? Ganhar mais votos."

António Barreto in, Público, 28.9.2024

O Clube Bilderberg.

 



«O Príncipe Bernardo dos Países Baixos aprovou a crença de que as crises económicas graves, como a Grande Depressão, se podem evitar se houver líderes responsáveis e influentes a gerir os acontecimentos mundiais por detrás da sua postura pública necessária. Por esta razão, pediram-lhe que organizasse a primeira reunião de representantes "homólogos" de todas as facetas dos domínios económico, político, industrial e militar em 1954. Reuniram-se no Hotel Bilderberg em Oosterbeek, na Holanda, de 29 a 31 de Maio. No final da reunião, os participantes acordaram formar uma associação secreta.

A maioria dos relatórios alega que os membros originais chamaram à sua aliança Clube Bilderberg por causa do hotel onde firmaram o pacto. O autor Gyeorgos C. Hatonn, porém, descobriu que o Príncipe Bernardo, nascido na Alemanha, foi oficial no Corpo de Cavaleiros das SS, em princípios dos anos 30, e que fazia parte da direcção de uma subsidiária da I.G., Farben Bilder. No seu livro, Rape of the Constitution; Death of Freedom, Hatonn defende que o Príncipe Bernardo se inspirou na sua história nazi de gestão empresarial para encorajar "o super-secreto grupo de legisladores" a dar pelo nome de Bilderberg, por causa de Farben Bilder, em memória da iniciativa dos executivos da Farben de organizar o "Círculo de Amigos" de Heinrich Himmler - líderes na produção de riqueza que recompensaram amplamente Himmler pela sua protecção ao abrigo de programas nacionais-socialistas, desde os primeiros tempos da popularidade de Hitler até à derrota da Alemanha nazi. A família real holandesa enterrou discretamente esta parte do passado do Príncipe Bernardo quando, depois da guerra, este ascendeu a um alto cargo na Royal Dutch Shell, um conglomerado holandês e britânico. Hoje em dia, esta rica empresa petrolífera faz parte do círculo mais íntimo da elite Bilderberg.

[...] Ainda em 1941, o Dr. Quincy Wright, membro do CFR [Council on Foreign Relations] e especialista em direito internacional da Universidade de Chicago, deu o primeiro e mais esclarecido parecer quanto à "Nova Ordem Mundial" - um governo para o mundo inteiro que limitará a soberania nacional e a independência de nações individuais. Que esta declaração, no deflagrar da Segunda Guerra Mundial, não tenha tido críticas nem comparação com a temida "Nova Ordem" de Hitler, só mostra quão enraizado era o isolamento americano na altura. Ninguém reconheceu a semelhança de objectivos do estado nazi com esta ideologia.

Ao debater as ideias do Dr. Wright numa palestra sobre a "Nova Ordem Mundial", Terry Boardman disse a um auditório esgotado, quase 1500 pessoas na Rudolf Steiner House em Londres, em Outubro de 1998, que Wright considerava três sistemas continentais: uns "Estados Unidos da Europa", um sistema asiático e uma união pan-americana. Wright também previu que cada sistema continental tivesse uma força militar comum e que as forças militares nacionais fossem grandemente reduzidas ou ilegalizadas.

Não obstante, com o advento de um governo mundial, um exército mundial e uma moeda mundial, por que razão quereria a família Rockefeller entregar a soberania dos EUA, que já controlava, bem como a sua riqueza, ao controlo e aos ditames de um Governo Mundial? Tal governo não ameaçaria o seu poder financeiro e, por isso, ser a última coisa no mundo que desejaria apoiar?

Sim, claro, a menos que os Rockefeller, o Clube Bilderberg, o Council on Foreign Relations e a Comissão Trilateral esperassem que o Governo Mundial vindouro ficasse sob o seu comando. Em carta a um sócio, de 21 de Novembro de 1933, o Presidente Franklin D. Roosevelt escreveu: "A verdade da questão é, como ambos sabemos, que um elemento financeiro nos grandes centros tem possuído o governo desde os tempos de Andrew Jackson".

Se for este o derradeiro objectivo - criar um único mercado globalizado, regido por um governo mundial (que, por seu turno, controla os tribunais, as escolas e os hábitos de leitura e o pensamento do povo), policiado por um exército mundial, financeiramente regulado por um banco mundial (por via de uma moeda única global) - não nos poderemos dar ao luxo de ignorar o que nos acontece e o mundo em que vivemos».

Daniel Estulin («Toda a Verdade sobre o Clube Bilderberg»).

O Instituto Tavistock

 




«Um importante neofreudiano que se converteu num aberto simpatizante dos nazis foi o psicanalista suíço Carl Jung, cuja amizade com Freud acabou quando este se negou a encontrar qualquer valor no misticismo gnóstico. Freud, que se opunha a incluir ideias místicas na psicanálise, associava a palavra misticismo a sessões de espiritismo, vozes de outros mundos, ruídos, aparições, levitações, transes e profecias.

"Jung viu em Hitler a apoteose do esforço que tinha realizado na busca de uma comunhão pagã com o Mais Além, uma busca que começou em 1915, ao sofrer uma colossal crise nervosa".

No seu ensaio de 1997 sobre Hitler e Jung, Wolf sustém que entre Hitler e as teorias psicanalíticas de Jung, hoje uma das bases conceptuais da ideologia da "Nova Era", existe uma enorme relação, dado o fascínio de Jung por Hitler. "Porque Jung estava obcecado com a ideia de que a realidade mais profunda, a maior verdade, jaz debaixo dos aspectos inconscientes, místicos e psicóticos da mente do homem, em contraposição com a visão judaico-cristã do mundo, mais racional, externa e científica". Esta foi a base do seu estudo de si mesmo, durante largas décadas, no seu afã de encontrar um mito ou um sistema mítico prévio capaz de ilustrar as ideias que tinha da psicologia da religião. Começou pelo gnosticismo, continuou pelo estudo da astrologia e, mais tarde, pela alquimia especulativa como sistema simbólico.

Segundo Jung, existe um profundo substrato da consciência, sob as capas dos instintos mecânicos e os fenómenos mensuráveis da psicologia clínica, que tinha o nome de "inconsciente colectivo". Estas imagens tornam-se visíveis em determinadas circunstâncias, como os comícios políticos ou os rituais religiosos, as telas de cinema ou a publicidade e a propaganda; imagens que aceitamos como algo normal, sem estarmos conscientes do poder que representam nem de até que ponto estão a manipular a nossa consciência. E por sua vez, essas imagens, essa trama ou matriz que está por baixo do universo observado, uma espécie de rede de ligações que unem eventos segundo um sistema que apenas podemos vislumbrar, são manipuladas pela mão invisível dos lavadores de cérebros do Instituto Tavistock e da Escola de Frankfurt.

O Instituto Tavistock de Relações Humanas é o braço da guerra psicológica da família real britânica, nos arredores de Londres. É a instituição mais importante do mundo destinada à manipulação da população. Segundo a história oficial da Clínica Tavistock: "Em 1920, sob a direcção do seu fundador, o Dr. Hugh Crichton-Miller, a clínica ajudou de maneira significativa nos esforços para entender os efeitos traumáticos da 'neurose de guerra'". Nos anos 30, o Instituto Tavistock desenvolveu uma relação simbiótica com o Instituto de Frankfurt de Investigação Social. A colaboração mútua levou-os a analisar a cultura de uma população a partir de um ponto de vista freudiano. O nazismo foi simplesmente um dos seus "pacientes estendidos no divã do psiquiatra".

[...] Jung estava impressionado com a ascensão meteórica de Hitler ao poder, e reconhecia que o ditador "devia ter captado uma energia extraordinária no inconsciente teutão". Em Março de 1934, por exemplo, Jung refere-se ao "formidável fenómeno do nacional-socialismo, que todo o mundo contempla com assombro". Jung sugere mais adiante que o inconsciente ariano possui "maior potencial" que o dos judeus. Hitler, disse Jung, "tinha literalmente posto toda a Alemanha de pé". Num ensaio, escrito em 1932, celebra o "dom de líder" do Führer por oposição às "massas indolentes e sempre secundárias, que não são capazes de fazer um só movimento na ausência de um demagogo". Em 1936, Jung apercebeu-se de que Hitler era um dos elementos wotânicos (em referência a um antigo deus germânico) que se tinha reprimido anteriormente: "O impressionante do fenómeno alemão é que um único homem, que está obviamente possuído, contagiou uma nação inteira, ao ponto de tudo se pôr em marcha e avançar para a perdição".

Era possível que Jung não se desse conta de qual era a verdadeira natureza do nazismo? Dificilmente. Em 1938, cinco anos depois da ascensão de Hitler ao poder, Jung qualificou-o de "visionário" e "xamã ou feiticeiro realmente inspirado" cujo poder era "mágico, mais que político", um "veículo espiritual", o "primeiro homem a dizer a todos os alemães o que tem estado a pensar e a sentir no seu inconsciente sobre o destino da Alemanha". E acrescentou: "O poder de Hitler não é político, é mágico".

Quando, em Junho de 1940, a França se rendeu à Alemanha - data que coincide com o solstício de Verão e não passou despercebida a Jung nem a outros místicos nazis -, Jung exclamou com entusiasmo: "É o amanhecer da Era de Aquário!" Ironia insignificante, pois fora precisamente Carl Jung quem cunhara a frase que mais adiante ia ser tão corrente, quando chegasse a "Nova Era".

Nem se pode dizer que os nazis representavam uma minoria da população da Alemanha, mesmo quando estavam no poder. Que aconteceu aos denominados "bons alemães" que cooperaram com o terror de Hitler? Como se conseguiu tal coisa? Pois bem, da mesma forma que hoje, e todos os dias, acontece connosco, mediante a difusão de informação através dos meios de comunicação em massa.

[...] No caso da Alemanha nazi, em milhões de lares ouvia-se pela rádio a voz de um só homem, Adolfo Hitler. O facto de toda a Alemanha ter estado a ouvir ao mesmo tempo dava mais força à mensagem. Ao fazer parte de uma experiência colectiva, o ouvinte absorvia tudo literalmente como um conjunto de pontos de referência emocionais e não racionais. Os discursos de Hitler encontram-se entre os primeiros acontecimentos em massa da história, e eram orquestrados com tanto cuidado como qualquer evento da história moderna.

Tanto Tavistock como a Escola de Frankfurt prestaram muita atenção às técnicas de propaganda nazi e incorporaram-nas de boa vontade nas suas investigações. O objectivo deste projecto, tal como se afirma em Dissonâncias: Introdução à Sociologia da Música, de Adorno, consistia em "programar uma cultura de massas como forma de controlo social extensivo, que fosse degradando pouco a pouco os seus consumidores". A aplicação das suas investigações sobre o comportamento humano ia desembocar, uma década mais tarde, numa importante e irreversível revolução cultural nos EUA.

"Os lavadores de cérebros chegaram à conclusão de que os factos divulgados pelos meios de comunicação em massa tinham conseguido fazer com que as pessoas desejassem acreditar na realidade e estivessem dispostas a aceitar sem espírito crítico o que se dissera, informação que, se tivesse sido ouvida noutro contexto, teriam muito provavelmente rejeitado"».

Daniel Estulin («O Instituto Tavistock»). 

O PCP e a Pide no caso Humberto Delgado!!!

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