sábado, 25 de abril de 2026

Memórias que convém não deixar morrer.

 





Houve quem tivesse morrido com um tiro no corpo.
Houve quem tivesse morrido com o silêncio dos outros.

Entre 1961 e 1974, milhares de africanos lutaram ao lado de Portugal na Guerra do Ultramar. Uns por lealdade, outros por necessidade, muitos apenas para sobreviver. Quando a guerra acabou, ficaram para trás — sem proteção, sem voz, sem nome.
Esta é a memória daqueles que a História preferiu esquecer
Escrevo porque tenho memória.
E porque esquecer seria matar duas vezes — primeiro os homens, depois a verdade.
Servi em África e, como tantos outros, aprendi cedo que a guerra não acaba quando se ouve o último tiro. Quando as comissões terminaram, milhares de portugueses regressaram à metrópole e foram colocados na disponibilidade, como peças que já não servem, guardadas num canto escuro ou simplesmente descartadas. Ao longo dos anos, quase ninguém quis saber das cicatrizes que trouxemos — algumas no corpo, outras mais fundas, escondidas na alma.
Muitos morreram lá, outros voltaram mutilados. Mas o que mais me marca são os que regressaram vivos e, no entanto, nunca voltaram verdadeiramente. E hoje não quero falar só desses. Quero falar de outros, ainda mais esquecidos: os africanos que combateram ao nosso lado.
Não se usava a palavra “colaboracionista” nas nossas fileiras, mas foi assim que passaram a ser vistos. Entre 1961 e 1974, milhares de homens locais — soldados regulares recrutados na terra ou integrados em unidades especiais como os Comandos Africanos, os Grupos Especiais Paraquedistas (GEP), os GE ou os Flechas — lutaram sob bandeira portuguesa.
As razões variavam: um soldo que punha pão na mesa, rivalidades tribais ou políticas com os movimentos de libertação, ou simplesmente a lei mais crua de todas — a de sobreviver. Naquele tempo, “ficar neutro” era um luxo que se pagava com a vida.
Mas quando chegou a independência, a história virou-se contra eles. Em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, repetiu-se o guião cruel que tantas guerras já escreveram: aqueles que combateram ao lado da potência colonial foram marcados como traidores. Seguiram-se perseguições, prisões, execuções sumárias. Só uma pequena parte conseguiu escapar.
Portugal, atolado em crises políticas e na pressa de fechar o capítulo colonial, não os retirou todos. E, no silêncio que se instalou depois, a sua memória ficou órfã. Nas antigas colónias, eram inimigos; aqui, eram incómodos.
Não foi um caso único. Penso nos harkis argelinos deixados à própria sorte pela França, nos montagnards aliados dos americanos no Vietname, nos intérpretes afegãos abandonados após a retirada de 2021. O padrão repete-se: quem ajuda numa guerra arrisca-se a morrer no dia seguinte à paz.
A Guerra de África foi também uma guerra de corações e mentes. Mas o 25 de Abril cortou o fio de forma brusca. Negociações rápidas, independências reconhecidas, retirada das tropas — e milhares de africanos que haviam combatido connosco ficaram expostos ao acerto de contas.
Em Angola, a 11 de novembro de 1975, poucos conseguiram lugar nos últimos navios e aviões para Lisboa. Muitos ficaram e pagaram com a vida ou com anos de fuga e medo.
Em Moçambique, a 25 de junho de 1975, a FRELIMO não escondeu o rancor: antigos aliados foram enviados para campos de reeducação; outros desapareceram para sempre.
Na Guiné-Bissau, em setembro de 1974, a vingança foi rápida e pública. O PAIGC tinha listas, e as execuções serviram de aviso.
E aqui, quem chegou encontrou um país que já queria virar a página. Não houve integração digna, nem reconhecimento. Apenas silêncio e esquecimento.
Mas a história não se apaga.
Porque enquanto houver alguém para lembrar, eles não estarão totalmente perdidos. E recordar é, também, um ato de justiça — sobretudo para um país que tantas vezes se esquece dos seus melhores filhos.

*Texto de Joaquim Moreira. Primeiro Cabo Pára-quedista com uma comissão em Angola
*Foto: Militares dos GEP (Grupos Especiais Pára-quedistas) em Moçambique.

Salazar deu uma bela lição de socialismo e democracia aos cretinos que lhe sucederam!!!

 






A verdade é que Salazar deu umas aulas de socialismo e democracia à cambada que hoje se diz democrata e socialista. Se falarmos de direitos e bem estar social, o que é hoje a falsa bandeira deste regime, Salazar foi o mentor e foi ele mesmo e o seu regime quem implementou o verdadeiro Estado Social, só os enviesados pela cartilha deste regime ladrão e escravizador o negam. 

Factos são factos, contra factos não há argumentos.


Salazar foi o motor do Portugal moderno, de uma sociedade funcional e humana, o que, infelizmente a cambada dita democrática matou, mataram Portugal e a nação portuguesa, vilipendiaram o território e o povo português, criminosos, bandidos, traidores, corruptos, pedófilos, pilha-galinhas e parasitas do erário público.


Os grandes responsáveis são os políticos e os governantes que temos há mais de 50 anos.
Portanto, Salazar queiram ou não, foi bem mais socialista e democrata que o bando de incompetentes corruptos que tomou o poder de assalto quando da revolução das sopeiras.
Reflitam, pensem, investiguem e digam de vossa justiça.
Salazar foi o último verdadeiro estadista, patriota, nacionalista e político a governar Portugal, depois dele é só ver o que resta de Portugal, um farrapo, um resquício putrefacto daquilo que foi outrora.

Alexandre Sarmento

sexta-feira, 24 de abril de 2026

O episódio mais vergonhoso de toda a nossa História!!!






Quando vos perguntarem qual o episódio mais vergonhoso de toda a nossa História, respondam, o vergonhoso e nojento processo de descolonização!!!
Um crime imperdoável, uma traição indescritível e um verdadeiro atentado á dignidade humana.

Alexandre Sarmento




O princípio da união!!!

 



Enquanto uma multidão de imbecis não entender isto, nada mudará!!!
E o sistema agradece...

Alexandre Sarmento

Marcello Caetano, profético!!!

 




Sobre o 25 de Abril, disse Marcello Caetano, último presidente do conselho do anterior regime, deposto pelas armas no golpe militar de há 52 anos:


“Sem o Ultramar estamos reduzidos à indigência, ou seja, à caridade das nações ricas, pelo que é ridículo continuar a falar de independência nacional. Para uma nação que estava em vésperas de se transformar numa Suíça, a revolução foi o princípio do fim. Restam-nos o Sol, o Turismo, a pobreza crónica e as divisas da emigração, mas só enquanto durarem.
"As matérias-primas vamos agora adquiri-las às potências que delas se apossaram, ao preço que os lautos vendedores houverem por bem fixar.
"Tal é o preço por que os Portugueses terão de pagar as suas ilusões de liberdade."
pág. 208 do livro de Joaquim Veríssimo Serrão, "Marcello Caetano, Confidências no Exílio", Verbo, 1985

terça-feira, 21 de abril de 2026

O Caso dos Ballets Roses

 


O CASO DOS BALLETS ROSES
O que é que os traficantes do sexo pretendem?
Angariar sempre clientela em pessoas estrategicamente colocadas para depois daí colher protecção e cumplicidade.
Asseguradas pela chantagem que operava pela nova situação de vulnerabilidade.
Atrair um solteirão mulherengo com a promessa de "carne fresca" era a estratégia.
Essa coisa de se dizer que o Mário Soares andava a defender as pobres raparigas...
Com que bases se faz esta afirmação?
Da mesma forma se poderia supor que ele andava era a defender as patroas...
Ou com maior probabilidade, a engrenagem mundial, que preside a estas actividades e as mantém a funcionar.
Mas não restamos aqui em maré de hipóteses.
Ora vejamos o que é que se terá passado com maior lógica.
Vamos mais atrás.
Como se sabe, a prostituição tinha sido encarada pelo Estado português, como um facto que não se conseguia facilmente atalhar. Nem debelar.
E o Estado tinha as casas e prostitutas, cadastradas e vigiadas pelas autoridades policiais.
Além de controle sanitário, também acontecia que deste modo se evitava um tanto - mas não tudo - a situação de escravidão e chantagem, a que estão sempre sujeitas as raparigas na situação de clandestinidade.
Mas o Estado fechar os olhos a um comércio destes, também não podia colher aplausos.
E falava-se então que um grupo de senhoras católicas, tinham diligenciado - e conseguido - acabar com essa situação.
Houve pessoas que não gostaram disto até apontavam o dedo acusador às "noelistas".
Foram as "noelistas" que queriam acabar com as casas, dizia-se com escárnio e animadversão.
E até as comparavam com aquelas beatas da "Gabriela Cravo e Canela".
Que queriam encerrar o “Bataclã”
Refiro-me ao livro. Não à novela. Esse livro já circulava em Portugal em 1961, pelo menos.
A prostituição, ainda no tempo de Salazar, acabou por ser declarada ilegal.
Muita gente se moveu para isso.
Um deles foi o padre Adriano Botelho, meu professor de R. e Moral e de O.P.A.N. e prior da Igreja de Alcântara.
Outro o Padre Abel Varzim, que é mais um caso bem conhecido, de como a oposição intrigou para o indispor contra o governo e reciprocamente.
Quando a prostituição se ilegalizou o P. Botelho já sem tanto que fazer, foi em missão anti-escravatura-branca para a Argentina, onde proliferavam "las casitas".
E depois de cá se ter proibido a prostituição?
É claro que se sabia que estas coisas não acabam de um dia para o outro.
Por um lado o Estado Português tinha melhores meios do que outros países, para controlar. Mesmo na clandestinidade que doravante iria acontecer.
Tinha as fronteiras relativamente bem controladas.
O serviço de fronteiras, estava a cargo da eficiência da PIDE.
Não se entrava neste país com essa facilidade toda.
O que já dificulta um tanto, o tráfico.
E cá dentro?
O Estado mantinha a vigilância.
E actuava em casos que achava mais graves.
Ora considerava-se grave a prostituição de menores.
Pouca gente se lembra que a maioridade só era atingida aos 21 anos, a menos que os pais emancipassem antes, os filhos.
O que se fazia para efeitos de carta de condução, aos 18 anos.
Ora uma rapariga de 18 anos era considerada menor.
E aí a lei actuava sempre.
Mas para actuar tinha de ter provas, fazer investigação.
Porque normalmente, quando a prostituição passa a ser clandestina, camufla-se bem. E as coisas ficam mais difíceis.
E era investigação que a polícia andava mesmo a fazer.
Não creio que nessa altura se prostituíssem crianças de idades tão tenras, como diz a novela. Aliás seria perigoso para os próprios traficantes.
Mas hoje isso já pode ser visto por quem desce a Avenida da Liberdade, a qualquer hora do dia. Nem precisa de ser à noite.
Ora a justiça andava de olho nessas jovens, ou melhor, nos empresários dessas jovens.

Com essa história da notícia dos "Ballet Rose" na Imprensa estrangeira, procurou desacreditar-se a acção do Estado português e, de certo modo, amarrou-se as mãos à justiça.
Lembremos que o caso andava em processo.
O nosso governo não era conivente. Era adversário.
Por outro lado o "Jeune Afrique", de tendência afro-asiática e comunista, já tinha antes, achado aqui um bom meio de atacar o Estado Português considerado adversário maligno.
E foi este jornal que iniciou a acusação. Eu diria a calúnia.
Foi por ele que o jornalista inglês foi induzido a procurar uma "cacha", "manchete" de sensação.
Ora nós sabemos, e a PIDE sabia ainda melhor (*), que tanto a maçonaria como o PCUS, patrocinam o comércio sexual, para domínio dos povos e colheita de dividendos políticos e económicos.
Envolvendo políticos, têm-nos na mão.
Sabemos das práticas de patrocínio de "rendez-vous" e chantagem sexual dos serviços secretos, nomeadamente, russos e americanos dessa época.
Por exemplo, o caso Profumo, dirigido pelo KGB.
Ora Mário Soares tinha sido comunista e também maçon.
E parece que chegou a ter estas duas qualidades em simultâneo.
Podemos dar-lhe o benefício da dúvida e abonar a crença de que Mário Soares era idealista e foi manejado pelas "chafaricas" a que pertenceu.
E eu pessoalmente até creio.
Curiosamente, na defesa que lhe fez, Magalhães Godinho, um dos argumentos foi de que O jornalista Briant, sabia através do "Jeune Afrique" e não do Mário.
Segundo o Magalhães Godinho, há esta passagem anedótica:
O jornalista inglês, provavelmente soprado pelo "Jeune Afrique", veio ter com Soares que o remeteu para Pires de Lima, então jovem como ele, Marocas, e filho de uma reputada figura do regime (**).
E veio muito lampeiro bater à porta do Pires de Lima.
- O sr. Dr. Pires de Lima?
- Eu próprio, que deseja?
- Bem há aí umas belas broncas que nos vão render muito...
- Diga então respondeu o P.L.
- É daquele caso dos "Ballet Rose”(***) ...
- Sim, sim...
- E o inglês contou o que sabia ...
Mas o azar foi este. O Pires de Lima que o atendeu era o pai e não o filho que ele procurava. E percebeu logo a jogada.
E telefonou à PIDE a dizer que havia um jornalista inglês envolvido na campanha e que preparava uma peça jornalística...
A PIDE, é claro, que não tinha motivos oficiais para o deter e o artigo saiu logo dois dias depois no pasquim inglês.
Notas :
(*) - Podemos ler no livro "A bem da nação" o depoimento que a esse respeito fez o Antigo inspector, Óscar Cardoso.
(**) - Lembremo-nos de que os jovens filhos-família, eram as peças mais cobiçadas e assediadas pelo "reviralho" 😊 a maçonaria+marxismo).
Temos o Galvão Teles, a filha do Silva Pais, o próprio Jorge Sampaio ...
[06/12, 21:53] Pedro Torres de Castro: -------
O LIVRO
As pessoas que escrevem ou comentam sobre o famigerado caso "Ballet Rose" se lessem a o relatório da defesa que fez o advogado de Mário Soares, José Magalhães Godinho, mudariam de opinião. Veriam que todas as tretas escritas pelo Francisco e pela Felícia ruiriam pela base.
Sem ponta por onde se lhes pegue.
Está num livro que se imprimiu em 25 de Maio de 1974, precisamente um mês, após a implantação da "liberdade".
De título, “Causas que foram Casos” da colecção “Que País?”. Uma edição da Seara Nova.
De notar que J. Magalhães Godinho, advogado que foi de Soares já nessa altura estava naturalmente alinhado no ideário desta figura pública.
Tal como com outros oposicionistas ao regime de então, cuja defesa apresenta nesta obra.
Tais foram, Salgado Zenha, Carneiro Franco, Duarte Vidal e o próprio irmão Vitorino. Entre outros mais.
Mais insuspeito não pode ser…
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O caso dos "Ballet Rose" pelo "Sunday Telegraph". Da iniciativa do próprio "Sunday".
Até o Magalhães Godinho se empenhou por completo, para provar que o Mário Soares, foi um mero peão. Que nem sequer chegou bem a ser peão...
Até argumentou que o Mário Soares com a sua proverbial dificuldade para as línguas estrangeiras não estava em condições de comunicar e informar o jornalista inglês.
E note-se que a imprensa britânica se apoiou no facto de conhecer que a justiça portuguesa andava em cima de uma rede de corrupção de menores.
Nesse tempo, para tal efeito, eram consideradas menores as raparigas de menos de 18 anos.
O processo, em segredo de justiça, estava a andar.
O papel dos "mass-media" britânicos foi insinuar que Salazar tinha abafado o processo por medo do escândalo.

Conclusão
O papel dos "mass-media" britânicos foi insinuar que Salazar tinha abafado o processo por medo do escândalo.
Tempos depois a Imprensa anglo-americana vem com Wiriamu. Da parte USA, foi o Washington Times. Do UK, não tenho agora os dados.
Mas fez tanto eco, e com tanta pontaria...
...foi precisamente uma semana antes da visita de Marcelo à Grã-Bretanha...
As descrições eram horríveis. Os portugueses já suplantavam em barbaridade, essas descrições que conhecemos, de nazis e sovietes ...
Criou-se um estado emocional na Grã-Bretanha contra Portugal.
Com tanta pontaria que o então jovem "Bochechas", que lá estava no UK, se pôs desvairado, aos pinotes, em cima da nossa verde-rubra.
Segundo dizem alguns e contestam outros.
Como sempre, aliás.

Pedro Torres de Castro

O essencial sobre Salazar.

 






Através do texto da autoria do Dr. Marcos Pinho de Escobar, fica aquí, a minha pequena homenagem ao Maior Português de todos os tempos :

Três atributos são – ou deveriam ser – fundamentais em um governante: a inteligência, a integridade e a dedicação. Se já não é tarefa fácil identificar uma destas qualidades num homem público, muito difícil será encontrar duas, e bastante improvável encontrar as três em simultâneo. Pois para o bem de Portugal e dos portugueses, a António de Oliveira Salazar foi concedida – de forma ampla – a graça de possuir esta tríade de ouro do verdadeiro condutor da Polis. Não apenas inteligência, mas uma inteligência superior; não somente integridade, mas uma integridade – perdoe-se a redundância – absoluta; não simplesmente dedicação, mas uma dedicação total da sua pessoa a Portugal. E nele estas três características essenciais não estavam “soltas” a flutuar no espaço, mas solidamente ancoradas num profundo amor a Deus e à Pátria. Só assim se pode entender o núcleo do seu pensamento político, no qual a Nação é o valor supremo na ordem temporal e o Estado o ministro de Deus para o bem comum – conceitos naturalmente incompreensíveis para a mentalidade materialista, hedonista e mundialista dos dias de hoje.

Pois com inteligência superior, integridade absoluta e dedicação total, Salazar foi o arquitecto de uma grande obra de restauração moral e material; nesta ordem e não noutra, pois entendia que os valores do espírito possuem uma indiscutível primazia sobre a matéria. Por outras palavras, estava convencido de que o homem deve procurar primeiro ser melhor, para, então, poder estar melhor.

Mas Salazar e a sua obra não podem ser adequadamente entendidos sem o conhecimento do que foi a desordem, o descalabro e a violência política da I República, conclusão lógica da fatídica inoculação do vírus divisor do corpo nacional, do abandono da tradição portuguesa e da adopção de figurinos estrangeiros – tripla obra do liberalismo oitocentista. E tampouco se pode aquilatar da real magnitude das realizações materiais levadas a cabo durante o consulado salazariano ignorando-se as condições confrangedoras do ponto de partida e as grandes dificuldades, internas e externas, a que sempre teve de fazer frente.

Salazar legou uma herança: e esta é moral e material. Ela é o exemplo do homem, é todo um pensamento político, é um vasto conjunto de realizações económicas e sociais.

O homem

Se o dom de uma inteligência superior está fora das possibilidades de reprodução, a integridade e a dedicação são modelos de conduta. O seu sentido de responsabilidade de governante, a escrupulosa separação entre o público e o privado, a vida espartana e a entrega contínua da sua pessoa ao serviço da Nação já constituem um legado de valor incalculável. Mas há mais, muito mais. Homem de estudo e reflexão, nele ressaltam a disciplina intelectual, o rigor da análise, o claro discernir entre causa e efeito, entre o essencial e o aparente, entre o provisório e permanente. E, tudo isto, acrescido de uma inesgotável capacidade de trabalho, de uma força de vontade inquebrantável, de uma serenidade inabalável, de um extraordinário poder de concentração e síntese.

Homem de pensamento, Salazar estava longe de ser apenas um teórico, encontrando-se profundamente enraizado na realidade, na vida do homem real, feito de espírito e matéria. Capaz de uma visão cristalina dos homens e das coisas, era dotado de um agudo realismo político, caracterizado pela ponderação, pelo equilíbrio, pela fineza. Homem de uma fé profunda, de intensa vida interior, de recolhimento, Salazar sentia uma natural aversão ao verbo fácil, aos banhos de multidão, à demagogia: cada palavra dita ou escrita era fruto de meditação, tinha o significado justo e o lugar preciso. Seus “Discursos”, em seis volumes, são exemplo do que há de mais elevado em prosa política na língua portuguesa.

Estava convencido de que todo trabalho sério e fecundo, todo esforço construtivo, todo progresso autêntico, obedecem a um plano de longo prazo, e este necessita de um ambiente de ordem e estabilidade. Por isso entendia que toda obra política é fruto da continuidade, do tempo e da paciência. Arquitecto de um edifício grandioso a muitos títulos, era o seu primeiro crítico, apontando-lhe, com humildade, as imperfeições e as lacunas.

Concebia o Poder não como um direito ou um privilégio, mas como um dever, um sacrifício – uma missão. E exerceu-o com prudência, com lucidez, com uma clara noção do possível – como um Sábio.

O pensamento:
razão, experiência e fé

Homem tradicional, Salazar orientava-se por uma dupla vinculação: ao alto, aos fins transcendentes da vida humana, ou seja, a Deus; e ao baixo, à terra, às realidades da vida individual e colectiva. Compreendia a política no seu sentido original e nobre, como a ciência e a arte do governo dos povos, orientada obrigatoriamente ao bem-comum. E este, da mão de Santo Tomás, concebia-o como o bem-comum completo, na sua tripla vertente: a concórdia, o bem-estar material, a virtude – em outras palavras: a união pacífica dos cidadãos e o seu legítimo bem-estar material, ordenados de forma a permitir e promover o desenvolvimento da vida virtuosa.

Opôs-se frontalmente, no pensamento e na acção, aos que pretendiam expulsar a Deus da sociedade política e romper as amarras que ligam os homens ao passado, na infeliz e tantas vezes trágica ilusão de que por meio de abstracções que ignoram as realidades fosse possível criar um homem e um mundo novos. Foi, portanto, o contrário de um ideólogo, incorrendo na ira dos ideólogos do egoísmo, da inveja e do ódio – a saber: liberais, socialistas e comunistas.

Ao considerar vital restituir ao Poder os seus quatro atributos essenciais – força, independência, estabilidade e prestígio – Salazar foi taxativo na sua rejeição da democracia, definida esta pela trilogia: soberania popular – sufrágio universal – partidocracia. Concebendo a sociedade ordenada a um fim último transcendente que é Deus, entendia que era Nele e nunca na massa a sede da soberania. Por isso não aceitava que a vontade de uma maioria numérica pudesse ser o critério de aferição da legitimidade de uma lei, ou que esta violasse os princípios da ordem natural e as leis divinas, ou que o governo fosse obra da multidão e não de um escol cujo dever é servir o agregado nacional e sacrificar-se por ele.

Não concebendo a sociedade como um aglomerado de indivíduos desenraizados e atomizados, mas como uma unidade orgânica formada por grupos diferenciados e hierarquicamente articulados, Salazar condenou a democracia por esta ignorar as desigualdades naturais entre os homens, com o consequente nivelamento por baixo da sociedade, e o sufrágio universal, justamente por este não levar em conta a diferenciação humana. A concepção organicista do agregado nacional conduzia-o a duas outras considerações fundamentais: a unidade essencial da Nação como valor supremo e a incontestável primazia do interesse colectivo – nacional – sobre o interesse dos indivíduos e grupos. Daí a sua rejeição teórica e prática do sistema de partidos, que atenta contra aquela unidade e aquele interesse.

Salazar abalançou-se à construção de um sistema político fundado na ordem (condição essencial para a existência, prosperidade e conservação da sociedade) e na autoridade (garante da ordem); orientado por tudo o que é permanente na História (a tradição); que existe em função da pessoa humana, integrada nos seus grupos naturais e históricos (família, paróquia, profissão, município, etc.); que tem por objectivo a realização do bem comum do conjunto; que reconhece e protege as liberdades concretas efectivamente vividas.

A obra material

É uma brilhante reforma financeira que em 1928 salva Portugal da bancarrota e ordena as contas públicas por um período de mais de quarenta anos; é a reconstrução das infra-estruturas económicas essenciais (estradas, caminhos de ferro, portos, energia hidroeléctrica, hidráulica agrícola, rede telefónica, etc.); é um processo de modernização, industrialização e desenvolvimento da economia que se reflecte na criação ou expansão considerável de sectores tão diversos como a produção de energia eléctrica, a química, os petróleos, a metalo-mecânica, a siderurgia, os cimentos, a construção/reparação naval, a agricultura e os produtos alimentares, os têxteis, a construção de automóveis, etc.

Entre 1926 e 1974 Portugal foi o país que apresentou a mais alta taxa de crescimento do produto interno bruto na Europa Ocidental – o dobro da obtida pelo Reino Unido –, registando entre 6% e 7% ao ano na década de sessenta, alcançando 11.2% em 1973. Neste mesmo ano o índice de desemprego era de 1,5%, hoje ronda os 15%. Desde 1975 a politicamente correctíssima ONU, insuspeita, pois, de qualquer simpatia para com católicos, nacionalistas ou contra-revolucionários, publica um indicador de desenvolvimento económico para cada país, com base em dados colectados nos dois anos anteriores. Uma rápida análise dessas tabelas mostra que em 1975 a Portugal era atribuída a 24ª posição entre duas centenas de países – resultado obtido com o cômputo dos excelentes resultados de 1973 e primeiros meses de 1974, a compensar os estragos revolucionários do resto do ano. Pois em 2017 o país já ocupava o 41.º lugar…

A herança de Salazar é ainda mais considerável: é a defesa intransigente dos interesses e direitos de Portugal no mundo, da sua identidade, da integridade das suas gentes e das suas terras, da sua independência, da sua soberania; é a implementação de uma política externa que restaurou o prestígio da Nação Portuguesa a um patamar desconhecido desde a gesta dos Descobrimentos; é o desenvolvimento das ciências, das artes e da cultura; é a paz pública, a defesa e promoção da família, a segurança dos cidadãos, a estabilidade política e económica, o respeito pela ordem natural, a promoção de uma vida cristã – entre muitos outros aspectos.

Profundo conhecedor da natureza humana e, em particular, da natureza dos portugueses, Salazar afirmou um dia que aqueles que lhe sucedessem fariam diferente e ao contrário dele. Nisto, como em tanto mais, o tempo veio a dar-lhe carradas de razão: nos cinco anos e meio do governo presidido pelo Professor Marcello Caetano fez-se diferente; desde a revolução marxista de 25 de Abril de 1974 faz-se ao contrário.

[Após sofrer um grave acidente vascular cerebral, Salazar é substituído na Presidência do Conselho de Ministros, a 27 de Setembro de 1968, por Marcello Caetano, eminente catedrático de Direito. Colaborador de Salazar desde a época em que este fora Ministro das Finanças, Caetano exerceu funções de alta autoridade e foi uma das principais personalidades do regime. Em 1958 deixa o cargo de Ministro da Presidência – o n.º 2 na linha de comando do Executivo – e regressa à vida académica. No discurso proferido ao assumir a chefia do governo, Caetano declarou que a partir daquele momento os portugueses, tão acostumados que estavam ao governo de um “homem de génio”, teriam de habituar-se ao governo de “um homem como os outros”. A este “pormenor” podemos acrescentar outro: o da sua conversão de contra-revolucionário a liberal…]

Vale a pena comparar o estado geral do país confiado a Salazar em 1928 com a situação na qual se encontrava aquando da sua saída do Governo em 1968. E contrastar agora o que foi o Portugal restaurado por Salazar – grande, forte, soberano e português – com o rectângulo exíguo, falido, submisso e estrangeirado, produto acabado do regime saído da mal chamada revolução dos “cravos”.

Salazar, a imagem do Mestre Maurras, entendia a Nação como “Mãe e Filha dos nossos destinos”. Nascidos numa realidade, herdeiros e usufrutuários de um capital material e moral acumulado por todas as gerações passadas, somos, de certa maneira, “determinados” pela Nação-Mãe que nos deu a vida, o “ser” que somos juntamente com ela. Mas para que a Nação viva e continue, não podemos romper os vínculos que nos unem à geração que nos precedeu e àquela que nos vai suceder. Se dependemos da Nação Portuguesa para sermos, ela depende de nós – da nossa vontade – para ser e para continuar.

Para aqueles que compartam este profundo sentimento nacional, sejam ou não portugueses, Salazar – homem, pensamento e obra – é fonte obrigatória e inspiração, é modelo e exemplo seguro a seguir.

A vergonhosa traição dos genocidas de Abril.






«Aqui, pois, ressaltam mais particularmente os incidentes terroristas no norte e leste de Angola cometidos contra a vida e os bens dos portugueses, tais como: tiros, catanadas, espancamentos, assaltos a fazendas, vandalização e destruição das fontes de riqueza, dispersão e depredação de instalações, saques, emboscadas, assassinatos, barragens nas estradas e entradas furtivas em residências habitadas, roubos de viaturas, sanzalas saqueadas e destruídas, apedrejamentos, mulheres brancas violadas, pessoas alvejadas, rebentamentos fortuitos de granadas e explosões de morteiro, banditismo e toda a espécie inimaginável de actos de barbárie baseados no terror e na intimidação – transportes maltratados, acessos aos centros urbanos cortados, rezes esquartejadas, circuitos de comercialização destruídos, assaltos a operários nas fábricas, disparos sobre condutas de águas, ataques a hospitais, fuga de técnicos e saneamento de elementos válidos da administração pública com vista à destruição total da economia de Angola.
Neste contexto, Rosa Coutinho chegou mesmo a declarar que dera dez milhões de escudos mensais aos movimentos armados de Angola. «Em 1997, o Almirante justificou a mensalidade concedida nos seguintes termos: “Atribuí a cada um dos três movimentos um subsídio mensal de dez mil contos, equivalente a 200 000 contos actuais. Quem mais beneficiou com isso foi o MPLA, pois não tinha nada”»

Alexandra Marques, in Segredos da Descolonização de Angola.

Irangate...o envolvimento de Portugal no caso!!!

 



Mais uma vez a cambada socialista e o seu corrupto e traidor de eleição, o inenarrável Mário Soares!!!

Diz-nos Rui Mateus que recebera, a 23 de Novembro de 1985, «uma estranha chamada telefónica. Era o chefe da estação da CIA [Skidmore] junto da embaixada dos EUA» a dizer «que o governo dos Estados Unidos necessitava da ajuda de Soares para convencer o novo governo a autorizar um avião israelita numa "missão humanitária" a aterrar em Lisboa e transferir a carga para um outro avião. Aparentemente a CIA encontrara dificuldades de contacto com o recém-chegado governo de Cavaco Silva e vinha fazer um apelo à velha amizade com o então candidato presidencial». Ou seja: Bob Skidmore pretendia agora abordar Mário Soares quando, dois meses antes, este último, «preocupado com a aparente falta de apoio dos EUA à sua candidatura», não conseguira, porventura, o intento desejado. Compreende-se, por isso, que a melhor forma do agente da CIA seria, nesse contexto, «acenar com a gratidão americana a troco desta ajuda de emergência», a qual consistiria, como «viria a descobrir» Rui Mateus, no seguinte: o de «que o célebre avião israelita em "missão humanitária" não era mais que um dos carregamentos de mísseis "HAWK" a caminho de Lisboa "onde [segundo Oliver North, in Under Fire] deveriam ser transferidos para outro avião" que deveria seguir para o Irão, no quadro do "Irangate" que tanta tinta faria correr» (pp. 258-259).

«Quando confrontado com jornalistas, Mário Soares "negaria veementemente relatórios de que aeroportos portugueses tivessem sidos utilizados como plataformas de trânsito de armas destinadas ao Irão, como parte do caso “Irão-Contra”. Mais, afirmou Soares, as autoridades portuguesas rejeitaram um pedido das autoridades dos EUA para autorizarem a “ajuda humanitária” que a América estava a enviar ao Irão" [in The Providence Journal Bulletin, de 23 de Maio de 1987]. O que coincide com a descrição de Bob Wooward, pelo menos no que toca ao caso já referido do pedido de 23 de Novembro pelo agente da CIA em Lisboa, Bob Skidmore. Segundo aquele conhecido jornalista e autor, "na noite de 21 de Novembro, North telefonou a Dewey Clarrige [chefe da divisão para a Europa, da CIA] .... em pânico e disse que necessitava de ajuda para obter autorização de Portugal para a aterragem de um avião de Israel numa missão humanitária". Ainda segundo Woodward, aquele alto funcionário contactaria o chefe da estação da CIA em Lisboa no sentido de obter tal autorização que o Governo de Portugal recusaria. O embaixador Frank Shakespeare não deveria ser informado desta "missão". Segundo o mais conhecido operacional deste tráfico, o tenente coronel Oliver North, os israelitas entrariam em contacto com o conselheiro de Segurança Nacional, Bad MacFarlane, em meados de 1985, propondo contactos que poderiam "resultar na libertação dos [seus] reféns em Beirute" [in Under Fire]. Ele próprio só terá entrado nesta "operação", que consistia inicialmente na troca de reféns por mísseis "Hawk" de fabrico norte-americano, em Novembro de 1985. O Governo americano concordaria com a venda de mísseis usados, deste fabrico, existentes em Israel, que os enviava para o Irão e, em troca, recebia mísseis novos dos EUA. Um negócio de centenas de milhões de dólares, que exigia a concordância das autoridades norte-americanas, um estranho intermediário iraniano, Manucher Ghorbanifar, com contactos com os serviços secretos israelitas e americanos e os intermediários de venda dessas armas, o ex-CIA, general Richard Secord e um ex-adido militar ex-israelita e próspero homem de negócios, Yakov Nimrodi. Quando Macfarlane informa o seu acessor, tenente coronel Oliver North, destas vendas com o apoio do governo norte-americano, pede-lhe "só para servir de monitor destas transacções" [in Under Fire]. Mas a 17 de Novembro de 1985, o então ministro da Defesa de Israel, Yitzhak Rabin, telefonar-lhe-ia pedindo ajuda no sentido de obter autorização do Governo de Portugal para que um avião do seu país, com mísseis "Hawk", pudesse aterrar "num aeroporto europeu onde deveriam ser transferidos para outro avião" [in Under Fire]. Portanto, o recém-empossado governo de Cavaco Silva recusara autorização a esta operação e assim se explica o desesperado telefonema do homem da CIA em Lisboa, na manhã de 23 de Novembro, querendo falar com Mário Soares e fazendo promessas de que esse apoio seria bem visto em Washington. A componente portuguesa desta história poderia acabar aqui, não fosse o livro de memórias de George Schultz, então secretário de Estado dos Estados Unidos. Schultz pressentira que existia uma diversão deste esquema secreto [referente ao escândalo «Irão-Contra» (1986), transformado entretanto "num chorudo negócio para alguns e numa fonte de financiamento dos movimentos 'contra' da Nicarágua"] que tinha autorização do presidente e, como tal, numa reunião no "Situation Room" [o gabinete de crise] da Casa Branca, recusar-se-ia a dar cobertura a um comunicado de imprensa, que o presidente dos EUA pretenderia divulgar. Segundo este, pretendia-se fazer crer que a actuação de Oliver North tinha sido a de mero observador da venda de armas israelitas ao Irão por razões humanitárias, tendo "encontrado, por acaso, um depósito de armas israelitas em Portugal". O ex-secretário de Estado negar-se-ia a colaborar e teria então dito ao presidente que "estão a distorcer a verdade e não acabam as mentiras. Estão-me a mentir neste momento a mim e aos outros membros do Governo" sendo certo que "Bud Macfarlane estava já a trabalhar neste projecto em Maio de 1985"»
[in George Schultz in Turmoil & Triumph, MacMillan Publishing Co., Nova Iorque, 1993].

domingo, 19 de abril de 2026

A CIA e o Portugal de Abril.




Por muito que custe a muito boa gente, o 25 de Abril não passou de um golpe de estado patrocinado por interesses exteriores e hostis a Portugal e aos portugueses. Portugal não passou nem passa de mais um território cobiçado, saqueado e vilipendiado pelas grandes potências mundiais, claro que nunca no interesse da nação portuguesa, está à vista de todos e só não vê ou viu quem não quis ou foi conivente com aqueles que nos prejudicaram e traíram.

Muito há ainda para dizer, a informação, a documentação estão visíveis e de consulta fácil ao comum cidadão, mas, a falta de curiosidade, o enviesamento mental e a formatação efectuada pelos meios ao serviço do regime que tudo têm feito para manter a população ignorante e desinformada, há que manter a narrativa politicamente correcta que vai sustentando este regime anti-português, corrupto e vendido aos interesses internacionais.

Dúvidas houvesse, estão mais do que desfeitas.

Leiam os textos das imagens infra.

Alexandre Sarmento


 












A Verdade Proibida: O Bem que Salazar Fez a Angola

 





A Verdade Proibida: O Bem que Salazar Fez a Angola

Frente à crise que, em 1961, ameaçava desagregar o Mundo Português construído ao longo de mais de meio milénio, o Presidente do Conselho, Professor Oliveira Salazar, não hesitou. Perante massacres selvagens, manipulações internacionais e a cobiça de potências estrangeiras que queriam a todo o custo destruir o que Portugal edificara, Salazar tomou a única decisão possível: defender Angola. Defender aquilo que era português por direito histórico, por construção civilizadora e por séculos de trabalho árduo de várias gerações de portugueses.

Convém recordar, embora muitos prefiram convenientemente esquecer, que Angola, tal como todas as Províncias Ultramarinas, não existia antes de Portugal lá chegar. Não havia Estado, não havia fronteiras, não havia cidades, não havia estruturas. Não foi “invadida”; foi desbravada, organizada, civilizada por portugueses de coragem, visão e grandeza. Por isso Portugal justamente a reclamava como parte integrante do seu mundo: porque Angola foi construída por Portugal, e não por aqueles que em 1975, num acto criminoso e oportunista, se apoderaram violentamente de uma terra que não desenvolveram e da qual nada sabiam administrar.

E foi nesse contexto que Salazar, o homem que a propaganda barata de há 50 anos insiste, falsamente e sem vergonha, em chamar “fascista” e “ditador”, enviou tropas para Angola. Não por ambição, não por crueldade, mas porque civis inocentes estavam a ser massacrados por grupos terroristas negros, armados e financiados por interesses estrangeiros. Massangano e Nambuangongo não foram “revoltas”: foram massacres brutais, com assassinatos à machadada, mutilações grotescas, execuções sumárias de homens, mulheres e crianças. Uma barbárie indescritível, cuja violência ainda hoje envergonha qualquer pessoa de bem.

É exactamente aqui que se revela o carácter de Salazar: um homem firme, moralmente formado no Cristianismo, de profundo sentido humanista e com uma visão extraordinária da missão histórica de Portugal. Ditador? Fascista? Apenas na cabeça dos ignorantes e mal-intencionados. Se o fosse, não teria mandado prender Francisco Rolão Preto, líder do movimento fascista português; nem teria mantido distância crítica de Mussolini; nem teria rejeitado sempre qualquer forma de totalitarismo. Salazar era um estadista, dos maiores do século XX, e acreditava naquilo que hoje chamariam “democracia cristã”, ainda que desconfiando da corrupção dos partidos.

Foi este homem, de inteligência raríssima, trabalhador incansável e com uma nobreza de carácter que poucos compreendem, que em 1961 correu em defesa de Angola. Não o fez por capricho, mas por profunda convicção no imperativo da história e na justiça da causa portuguesa. Angola era parte viva de Portugal, possuía já elevada autonomia administrativa, e era defendida por soldados de todas as raças, aliás, no Exército Português havia mais angolanos negros a combater contra os terroristas do que entre os próprios “movimentos de libertação”. Essa realidade é incómoda, por isso é silenciada.

Graças à acção do Estado Novo, Angola viveu, entre 1961 e 1974, um desenvolvimento material e económico absolutamente espantoso. Um verdadeiro fenómeno africano. Escolas primárias, liceus, escolas técnicas, missões de ensino estruturadas com padrões europeus; hospitais, bairros modernos, serviços de alto nível; portos capazes de receber navios gigantes; estradas que cruzavam o território de norte a sul, de leste a oeste; linhas férreas eficientes; produção agrícola de primeira linha, Angola tornou-se um dos maiores produtores mundiais de café e algodão, uma potência emergente que o mundo admirava.

E tudo isto foi possível porque portugueses, angolanos, brancos, pretos e mulatos trabalhavam lado a lado, em comunhão de objectivos. Era uma sociedade com uma prosperidade real, palpável, que nada tinha a ver com o desastre absoluto que os incompetentes sanguinários do MPLA instaurariam após 1975.

Quer gostem, quer não, Salazar foi um dos maiores responsáveis pelo desenvolvimento de Angola até 1975, mesmo tendo falecido em 1970. Foi graças à sua decisão firme de 1961, à sua capacidade de governo e à sua visão do Mundo Português que Angola pôde continuar a crescer e a prosperar. Deixou aos seus inimigos, terroristas, comunistas e oportunistas, um território altamente desenvolvido, organizado e promissor. O que eles fizeram depois dispensa comentários: destruíram quase tudo.

Os angolanos de hoje, muitos deles alimentados por propaganda anti-portuguesa, não fazem a menor ideia do bem colossal que Salazar fez àquela terra africana. Ironia suprema: se Angola, à data da sua independência em 1975, nasceu como um país moderno, foi por causa daquele estadista que tantos gostam de humilhar, mas que, perante a verdade histórica, continua a erguer-se gigante.

E assim ficou a memória daquele homem que muitos caluniam mas que, na hora decisiva, ergueu sozinho a bandeira do Mundo Português para defender Angola. Ficaram as estradas, os portos, as escolas, as cidades que ele impulsionou e que ainda hoje murmuram, silenciosas, o nome de quem acreditou nelas antes de todos. Ficou também o vazio deixado pelos que destruíram o que não construíram. Mas a verdade permanece: quando Angola mais precisava, foi Salazar quem lhe deu o futuro. E mesmo que tentem apagar essa verdade, ela continuará inscrita na própria terra, como cicatriz e como testemunho de um tempo em que Portugal ainda sabia ser grande.

Aproveitamos para agradecer o envio deste texto absolutamente pertinente a @Ecos de Angola.

Memórias que convém não deixar morrer.

  Houve quem tivesse morrido com um tiro no corpo. Houve quem tivesse morrido com o silêncio dos outros. Entre 1961 e 1974, milhares de afri...