segunda-feira, 21 de setembro de 2026

A Quimera Constitucional: Onde a Separação de Poderes Morre à Nascença







Há uma ficção jurídica pacientemente alimentada em Portugal que consiste em chamar "democracia" a um sistema que, na sua própria génese estrutural, nega o princípio mais elementar da liberdade: a verdadeira separação de poderes. Costuma dizer-se que o texto constitucional de 1976 fundou o regime, mas a verdade é que ele institucionalizou uma armadilha. Ao contrário do modelo norte-americano, desenhado obsessivamente para que o poder trave o poder, a lei fundamental portuguesa estruturou uma partidocracia onde os poderes executivo e legislativo se fundiram, transformando o Parlamento num mero carimbador das decisões do Governo.

A raiz desta asfixia reside na subordinação absoluta dos deputados aos diretórios partidários. Nos Estados Unidos, a Constituição de 1787 ergueu um sistema de checks and balances (pesos e contrapesos) onde o Presidente, o Congresso e os Tribunais operam em órbitas genuinamente independentes e em constante tensão saudável. Na arquitetura política portuguesa, essa tensão é inexistente. O Primeiro-Ministro é, simultaneamente, o líder do partido que detém a maioria dos deputados que o deveriam fiscalizar. Não há separação; há uma promiscuidade institucionalizada, onde a disciplina de voto garante que o Parlamento funcione como uma extensão burocrática do Palácio de São Bento. O poder Executivo colonizou o Legislativo e espreita, com frequência e através de nomeações, as franjas do Judicial.

A peça que falta para resgatar o cidadão desta engrenagem totalitária é a urgente introdução de círculos uninominais, à semelhança do modelo anglo-saxónico. No sistema atual de listas fechadas, o deputado não deve o seu lugar aos eleitores da sua região; deve-o ao presidente do partido que o colocou num lugar elegível da lista. Se ousar votar contra a vontade do líder para defender os interesses de quem o elegeu, é sumariamente expulso ou relegado para o esquecimento político. Num círculo uninominal, o eleito responde diretamente ao cidadão, com nome e rosto, sabendo que o seu mandato depende da prestação de contas à sua comunidade e não da subserviência ao chefe da bancada.

O drama português é que a própria Constituição serve de blindagem a este feudo partidário. Enquanto os pais fundadores dos EUA viam o Estado como uma ameaça potencial à liberdade individual — desenhando uma arquitetura para limitar o seu alcance —, a matriz constitucional portuguesa foi desenhada para dar ao Estado o controlo da sociedade civil. Discutir leis eleitorais ou reformas de pacotes anticorrupção sem mexer nesta raiz é o mesmo que tentar curar uma doença crónica com analgésicos. Enquanto o país não compreender que vive refém de um modelo que rejeita a separação de poderes, continuaremos a votar em siglas vazias, assistindo ao declínio de uma nação que nunca chegou a conhecer uma democracia real.

Teresa Silva

domingo, 20 de setembro de 2026

A Ilusão do Voto e o Teatro das Sombras: A Ditadura dos Medíocres

 


Entrar hoje no debate público é assistir a uma peça cujo guião foi escrito longe dos palcos nacionais. O que outrora se convencionou chamar de regime democrático transformou-se, na verdade, numa partidocracia asfixiante. Os partidos tornaram-se corporações fechadas e sindicatos de interesses instalados. A grande fraude reside no facto de que o povo não elege os seus representantes; limita-se a votar numa sigla, pois quem escolhe as listas é o presidente do respetivo partido. Esta estrutura alimenta uma mediocridade deliberada da classe política, onde a incompetência e a subserviência ao líder são os únicos critérios de progressão. Políticos medíocres são peões fáceis de manobrar para assinar agendas que destroem as nações.
Esta mediocridade serve o seguimento cego de uma agenda global financiada que enche os bolsos das elites dominantes. Sob o pretexto de uma suposta solidariedade, assinam-se pactos migratórios à revelia dos cidadãos, fomentando a entrada massiva de culturas de matriz radical e incompatíveis com a matriz europeia. O objetivo real é a erosão intencional da identidade e da cultura ocidental — os pilares da liberdade individual e do espírito crítico que o poder tanto teme.
Ao mesmo tempo, as contradições da agenda verde roçam o ridículo. Pressionam-se artificialmente os preços dos combustíveis fósseis para implantar à força a farsa dos veículos elétricos, enquanto as mesmas elites patrocinam dezenas de ralis anuais de carros e motas que queimam combustível pelo lucro corporativo. A ganância não se fica pela transição energética: estende-se à geopolítica e ao controlo absoluto do cidadão. Assistimos à indução propositada de uma guerra na Europa, alimentando o financiamento multimilionário de armas que faz disparar os lucros da indústria armamentista na bolsa, enquanto os povos pagam com a vida e a ruína económica.
Paralelamente, ergue-se uma verdadeira prisão financeira: os bancos centrais imprimem dinheiro sem controlo, gerando uma inflação sufocante que destrói o poder de compra das famílias. Agora, pressionam a criação do euro digital, uma ferramenta desenhada para retirar a liberdade de uso do dinheiro e monitorizar todos os passos e movimentos do cidadão. Para garantir que ninguém contesta este sistema e que os interesses instalados continuam intocáveis, assiste-se ao avanço sistemático da censura, calando as vozes dissonantes que tentam expor a realidade nas praças públicas e no mundo digital.
Tudo isto acontece em clara contraposição ao Direito Natural — à ideia imutável de que o ser humano nasce livre, com direito à sua identidade, à sua propriedade, à sua privacidade e à legítima defesa. Se a sociedade civil continuar anestesiada e nada fizer para travar este rumo, o desfecho deste processo será catastrófico. A verdadeira soberania reside na população. Está na hora de desligar a televisão, rejeitar o medo fabricado e resgatar o controlo do nosso destino antes que o teatro de sombras se torne na nossa prisão definitiva.

Teresa Silva

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Portugal, os dias do fim.

 


Este regime já leva mais de 50 anos, mais do que os do Estado Novo de Salazar, e curiosamente os incompetentes corruptos que em nome do regime da liberdade e da democracia continuam a culpar Salazar pelos problemas que eles mesmos não foram capazes de colmatar. Mas que belo atestado de incompetência estão a passar a eles mesmos!!!


Pergunto, e os fundos europeus?

E os 50 mil milhões que desapareceram durante o governo de Guterres referentes ao Fundo Social Europeu?

E os 70 mil milhões que sacaram do fundo de pensões?

E os nove milhões de euros que entraram diariamente durante 25 anos nos cofres do estado?

Onde está o retorno do capital metido pelo Estado na banca, na TAP, CP, Metro e tantos outros sorvedouros do dinheiro que nos é sonegado em impostos?

E o produto do saque fiscal?

Onde estão as tão proclamadas medidas sociais, relembro, neste momento dormem na rua mais de 10 mil portugueses, um recorde, e sabemos que mais de 4 milhões de portugueses vivem abaixo do limiar da pobreza, que regime é este, que bandalheira é esta?

Ninguém fala das mordomias e dos salários pornográficos que os nossos políticos e gestores públicos auferem, terão os portugueses perdido o nervo viril?

Basta olharmos para o país vizinho onde o salário mínimo é superior ao dos portugueses e reparamos que o preço dos bens essenciais é inferior aos preços em Portugal, por que razão isto acontece, já pensaram nisso?

Vivemos num país pobre e com salários de terceiro mundo com preços dignos de um país com uma economia pujante e condições de vida muito acima da média, algo não está certo, há algo aqui muito estranho, ninguém se indigna, ninguém se manifesta?

Uma justiça para ricos e outra para pobres, uma justiça que tem de tudo menos justa.
Um país improdutivo e de mão esticada, sem soberania, um resquício fossilizado daquilo que fomos outrora.
Salários miseráveis, reformas miseráveis a contrastar com os pornográficos salários e reformas dos senhores do sistema, vergonha nacional, bandalheira e crime organizado, é o que temos como gestores, políticos e governantes. Vivemos num país de partido único, a grande maioria continua a adorar este circo e quando chega a hora lá vai descarregar o voto na urna, a grande maioria nem sabe que contribui para encher os cofres do seu partido de eleição com mais 15 euros, mas disto ninguém fala nem quer falar!

Já pensaram em como resgatar a soberania e como pagar a monumental dívida soberana ou vão continuam anestesiados até os vossos, notem bem, os vossos políticos vos tirarem o tecto e o pão da boca?

Ineptocracia, é isto meus senhores, e ainda há quem defenda o status quo...

Meu rico Salazar.

Alexandre Sarmento

Então, Quem São os Terroristas?

 


Depois de Gaza, do Líbano, da Síria, do Irão e de décadas de guerra, intervenção e mudança de regime, o mundo tem o direito de fazer a pergunta incómoda: quem ameaça realmente a ordem internacional?

Durante décadas, os EUA têm desfrutado de um privilégio extraordinário — o poder não simplesmente de travar guerras, impor sanções, derrubar governos e armar aliados, mas de determinar a linguagem que o mundo deve usar para compreender essas acções.

Os inimigos são «regimes». Os aliados são «governos». Os inimigos cometem «agressões». Eles realizam «intervenções». Os inimigos espalham «propaganda». Eles praticam «comunicações estratégicas». Os inimigos são terroristas. As suas próprias bombas são instrumentos de liberdade.

Depois de tudo o que o mundo testemunhou, essa narrativa merece ser submetida ao escrutínio mais implacável que se possa imaginar.

A devastação de Gaza destruiu qualquer pretensão de que o direito internacional é aplicado de forma equitativa. Uma Comissão de Inquérito da ONU concluiu, em Setembro de 2025, que Israel tinha cometido genocídio contra os palestinianos em Gaza. O TPI emitiu mandados de detenção contra Netanyahu e Gallant, alegando crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Contudo, o protector de Israel, os EUA, continua a proporcionar-lhe um apoio diplomático e militar extraordinário.

O que é que tem de acontecer exactamente para que a «ordem internacional baseada em regras» se aplique àqueles que declaram administrá-la?

Depois, há o Líbano.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) devastaram zonas do sul do Líbano, enquanto as violações do território e do espaço aéreo libaneses têm sido repetidamente documentadas pelas forças de manutenção da paz da ONU.

O Hezbollah é habitualmente apresentado como uma «organização terrorista», enquanto as circunstâncias históricas que deram origem à resistência armada no Líbano — invasões israelitas, ocupação e conflito contínuo — são convenientemente postas de lado.

É assim que a propaganda funciona de maneira mais eficaz — não inventando tudo, mas decidindo que história o público tem permissão para recordar.

Durante anos, Bashar al-Assad foi apresentado através de uma narrativa esmagadoramente única — ditador, carniceiro, monstro.

Faltava, com demasiada frequência, outra Síria — os milhões de sírios que apoiavam e amavam Assad e o Estado sírio, que temiam as forças jihadistas que combatiam o seu governo e que consideravam o seu exército não como o seu opressor, mas como a instituição que impedia o seu país de cair nas mãos de extremistas.

Essa realidade não se enquadrava confortavelmente na narrativa ocidental.

Nem a natureza incómoda de algumas das forças que procuravam o derrube de Assad.

E depois veio a extraordinária transformação de Ahmed al-Sharaa, também conhecido como Abu Mohammed al-Jolani — cujo passado jihadista incluía a liderança da antiga filial síria da Al-Qaeda.

A lição dificilmente poderia ser mais clara.

A designação «terrorista» não é, aparentemente, uma categoria moral imutável. Sob a política das grandes potências, o inimigo jihadista de ontem pode tornar-se o chefe de Estado aceitável de amanhã, quando as circunstâncias e os interesses mudarem.

Uma lavagem ao rosto, um barbear e um fato da Boss tornam-no agora aceitável.

Durante anos, o Ocidente foi condicionado a considerar a ascensão da China como algo inerentemente ameaçador.

Mas a quem é que eles ameaçam?

O extraordinário desenvolvimento económico da China aumentou a sua influência internacional e criou um genuíno concorrente ao domínio económico, tecnológico e geopolítico dos EUA.

Washington tem descrito repetidamente a China como o seu principal desafio estratégico ou «em andamento».

Essa linguagem revela algo importante.

A questão não é que a China ameace o mundo, mas antes que ameaça um mundo no qual os EUA esperam continuar a ser a potência hegemónica.

São duas proposições completamente diferentes.

A China não passou décadas a invadir e a destruir países em todo o Médio Oriente. Não invadiu o Iraque com base na alegação catastrófica de armas de destruição massiva, nem reduziu o Estado da Líbia a ruínas. E não travou a guerra de 20 anos dos EUA no Afeganistão.

No entanto, a China é constantemente apresentada como o grande perigo emergente para a civilização.

Porquê?

Porque o poder económico acaba por se tornar poder geopolítico, e a ascensão da China significa que a era em que Washington podia ditar a arquitectura do sistema internacional sem concorrência séria morreu.

Essa é a verdadeira transformação histórica em curso.

A Rússia deve ser considerada através da mesma lente.

A Rússia não invadiu a Ucrânia em 2022. Procurou defender-se contra a expansão da OTAN – que ameaçava a sua soberania e segurança.

Fevereiro de 2022 não foi o início da história.

A OTAN expandiu-se implacavelmente para leste após a Guerra Fria. As relações militares, políticas e de serviços secretos do Ocidente com a Ucrânia aprofundaram-se. A consequente adesão da Ucrânia à OTAN tornou-se uma política explícita da aliança.

Se uma aliança militar liderada pela Rússia se expandisse pela América Latina e discutisse a incorporação do México, enquanto armas, conselheiros e infraestruturas de serviços secretos russos se aproximassem cada vez mais dos EUA, será que Washington aceitaria calmamente que o México estivesse a exercer a sua escolha democrática soberana?

A pergunta responde-se a si própria.

Nada disto exige transformar Vladimir Putin num demónio. Exige tratar a Rússia como qualquer grande potência exige ser tratada: um Estado com interesses legítimos de segurança.

A mesma desonestidade intelectual rodeia o Irão.

O Irão tem sido constantemente descrito como uma ameaça, enquanto o poder militar israelita e estado-unidense que o rodeia é tratado como parte da paisagem natural.

E esta é a grande fraude.

Durante décadas, o Ocidente possuiu não só uma capacidade militar esmagadora, mas também algo quase tão importante: o poder de definir o bem e o mal.

O Hamas e o Hezbollah são «terroristas».

Os governos ocidentais que destroem países inteiros continuam a ser membros de pleno direito da comunidade internacional.

A resistência é terrorismo quando levada a cabo pelos fracos.

Os bombardeamentos tornam-se uma questão de segurança nacional quando levados a cabo pelos poderosos.

Um adversário que viola a soberania está a cometer uma agressão.

Um aliado que o faz está a conduzir uma operação.

No entanto, grande parte do mundo já não acredita neste léxico porque testemunhou as consequências com os seus próprios olhos.

Iraque, Afeganistão, Líbia, Síria, Palestina, Líbano e Irão.

Por trás de tantas destas catástrofes surgem as marcas familiares dos EUA, de Israel e do Reino Unido.

Entretanto, a Rússia, a China, o Irão e a Coreia do Norte são rotineiramente apresentados como ameaças existenciais para o mundo, exigindo gastos militares e confrontos cada vez maiores.

Então, quem é que, nos últimos 30 anos, invadiu mais países, bombardeou mais território estrangeiro, derrubou governos, impôs sanções devastadoras e manteve forças militares por todo o mundo?

Essa pergunta não deve ser respondida pela propaganda de Washington nem de qualquer outro lugar.

Deve ser respondida pelos registos históricos.

Porque o terrorismo não pode, logicamente, tornar-se algo diferente simplesmente porque um Estado possui uma força aérea, um lugar no Conselho de Segurança e um sofisticado aparelho de relações públicas.

Nem o direito internacional pode permanecer credível se a sua aplicação depender do facto de o acusado ser um inimigo ou um aliado de Washington.

O mundo multipolar emergente representa algo muito mais profundo do que a ascensão da China ou a resiliência da Rússia.

Representa o fim do monopólio do Ocidente na definição da realidade. E é isso que mais assusta Washington.

Não é que a China esteja prestes a conquistar o mundo, que a Rússia avance em direcção a Londres ou que o Irão esteja preparado para dominar a humanidade.

Mas sim que milhares de milhões de pessoas já não estejam dispostas a aceitar um mundo em que um grupo de países se reserve o direito de invadir, bombardear, sancionar, derrubar, ocupar e matar — mantendo, ao mesmo tempo, a extraordinária audácia de decidir a quem todos os outros devem chamar terroristas.

A questão com que a humanidade se depara não é se a chamada ordem internacional baseada em regras está a falhar.

É muito mais desconfortável:

Alguma vez foi genuinamente baseada em regras — ou as «regras» eram simplesmente a linguagem através da qual um poder esmagador se legitimava a si próprio?

George Hazim

13.Setembro.2026

(Tradução de Isabel Conde)

sábado, 12 de setembro de 2026

11 de Setembro, a grande farsa!!!

 


Como Refutar a Termite no 11 de Setembro

[Nota minha: Eis um interessante e bem documentado artigo acerca do 11 de Setembro. Com esta publicação encerro o tema, pelo menos até ao próximo ano em que, sem qualquer dúvida, voltarão a manifestar-se milhares de crédulos.]

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

As provas da presença de termite no World Trade Center (WTC) em 11 de Setembro são extensas e convincentes. Estas provas acumularam-se a tal ponto que podemos dizer que a presença de termite no WTC já não é uma hipótese, mas sim uma teoria testada e comprovada.

Por conseguinte, não é fácil refutá-la. Mas a maneira de o fazer não é difícil de compreender.

Para refutar a teoria da termite, é preciso, em primeiro lugar, compreender as provas que a sustentam e, em seguida, demonstrar como todas essas provas estão erradas ou podem ser explicadas por outros fenómenos. Aqui estão as dez principais categorias de provas da presença de termite no WTC.

1. Metal fundido: Existem numerosas fotografias e testemunhos oculares da presença de metal fundido no WTC [1º comentário], tanto nos edifícios como nos escombros [2º comentário]. Não foi apresentada qualquer explicação legítima para estas provas, para além da reacção exotérmica da termite que gera as temperaturas requeridas e produz ferro fundido como produto.

2. Os incêndios no Ground Zero não puderam ser extintos durante vários meses. Apesar da aplicação de milhões de galões de água à pilha de escombros, de vários episódios de chuva no local e da utilização de um agente químico de extinção de incêndios, os incêndios não se extinguiam. Imagens térmicas captadas por satélite mostraram que as temperaturas na pilha de escombros estavam muito acima das esperadas nos escombros de um incêndio típico numa estrutura. Só a termite, que contém o seu próprio oxidante e, portanto, não pode ser extinta por abafamento, pode explicar esta evidência.

3. Numerosas testemunhas oculares que fugiam da zona descreveram a massa de ar como um vento quente cheio de partículas em chamas.[1] Esta evidência está de acordo com a presença de grandes quantidades de subprodutos da termite no ar, incluindo microesferas metálicas quentes e aglomerados de termite ainda em reacção.

4. Numerosos veículos ficaram chamuscados ou incendiados na área. As provas fotográficas mostram que os carros estacionados nas áreas de garagem dos pisos inferiores do complexo do WTC arderam como se tivessem sido atingidos por um vento extremamente quente, tal como o descrito pelas testemunhas oculares. Todas as peças não metálicas dos carros, incluindo o plástico, a borracha e o vidro, foram completamente queimadas por uma rajada de calor.

5. Estava presente um «fumo branco» diferente — claramente diferente do fumo causado por um incêndio estrutural normal —, conforme indicado pelas testemunhas oculares e pelas provas fotográficas.[2] O segundo produto principal da reacção da termite é o óxido de alumínio, que é emitido como um sólido branco pouco depois da reacção.

6. Investigações científicas revistas por pares confirmaram a presença de temperaturas extremamente elevadas no WTC [3º comentário]. As altas temperaturas foram comprovadas pela presença de microesferas metálicas e de outro tipo, juntamente com metais e silicatos evaporados. Estas conclusões foram confirmadas pelos investigadores do 11 de Setembro e por cientistas de uma empresa independente e do United States Geologic Survey.

7. A composição elementar das microesferas metálicas [4º comentário] provenientes do pó do WTC corresponde à das microesferas metálicas produzidas pela reação da termite.

8. Os dados ambientais recolhidos no Ground Zero nos meses que se seguiram ao 11 de Setembro indicam que ocorreram incêndios violentos, como os produzidos pela termite, em datas específicas. Análises científicas revistas por pares [5º comentário] destes dados mostram que os componentes da termite atingiram níveis extraordinários em datas específicas, tanto no ar como nas emissões de aerossóis no Ground Zero.


9. Foram encontrados nanotubos de carbono na poeira do WTC e nos pulmões dos socorristas do 11 de Setembro [6º comentário]. A formação de nanotubos de carbono requer temperaturas extremamente elevadas, catalisadores metálicos específicos e compostos de carbono exactamente iguais aos encontrados nas formulações de nanotermite. Os investigadores descobriram que a nanotermite produz os mesmos tipos de nanotubos de carbono [7º comentário]. Essa descoberta foi confirmada por uma análise independente realizada num laboratório comercial contratado.

10. Uma publicação científica revista por pares identificou a presença de nanotermite [8º comentário] no pó do WTC. Um dos aspectos fundamentais desse artigo foi confirmado por um cientista independente [9º comentário]. A comparação visual entre os resíduos de nanotermite e as partículas encontradas [10º comentário] no pó do WTC é notável.

Há também muitas provas indirectas a favor da teoria da termite. Estas incluem as tentativas da agência governamental NIST de minimizar as provas a favor da termite. Incluem também coisas como o fraco esforço do National Geographic Channel, de Rupert Murdoch, para desacreditar a capacidade da termite de cortar aço estrutural, o que foi, por sua vez, categoricamente refutado por um investigador independente [11º comentário]. É agora inquestionável que a termite pode cortar aço estrutural, tal como necessário para uma demolição.

Por conseguinte, refutar a teoria da termite no WTC não é fácil, mas é muito simples. Fazê-lo requer, simplesmente, abordar as provas acima enumeradas ponto por ponto e demonstrar, em cada caso, como uma hipótese alternativa pode explicar melhor essas provas. Dada a base científica da teoria da termite, o uso do método científico, incluindo experiências e publicações revistas por pares, seria essencial para qualquer esforço de refutação.

É quase certo que é por isso que não vimos essa refutação. Em vez disso, as pessoas que trabalham para refutar a teoria da termite no WTC recorreram ao que poderia chamar-se um estudo de caso sobre como NÃO responder a provas científicas.

Os refutadores fracassados da teoria da termite produziram:

• Milhares de comentários em salas de chat e outras publicações, mas nem um único artigo científico revisto por pares.
• Hipóteses alternativas que têm pouca ou nenhuma evidência que as sustente. Por exemplo, a hipótese da mini-bomba nuclear [12º comentário] e a hipótese do «Raio da Guerra das Estrelas».
• Cientistas do governo a declarar [13º comentário] que as evidências simplesmente não existem.
• Tentativas de exagerar o significado das evidências, por exemplo, afirmando que a termite ou a nanotermite não poderiam ter causado todos os efeitos observados no WTC.
• Esforços enganosos para apresentar os contratados do governo [14º comentário] que elaboraram os relatos oficiais como cientistas independentes.

O último destes métodos tem sido o mais popular. Na tentativa de refutar a décima prova da presença de termite no WTC, o contratado do NIST, James Millette, elaborou um artigo não revisto que alega replicar a descoberta de nanotermite no pó do WTC. Aparentemente, isto foi organizado na esperança de que tal acção pudesse desacreditar todas as provas da presença de termite no WTC.

Millette é muito conhecido por ter ajudado a elaborar os relatórios oficiais sobre a análise do pó do WTC [15º comentário]. Foi responsável pela elaboração do formulário usado para a triagem prévia de todos os materiais encontrados na poeira, antes de qualquer análise por parte dos investigadores oficiais. Esses relatórios oficiais não mencionaram nenhuma das provas acima enumeradas, em particular não referindo as abundantes microesferas de ferro espalhadas pela poeira do WTC. Além disso, a equipa do relatório oficial de Millette não encontrou quaisquer lascas vermelho-acinzentadas, muito menos nanotermite.

Enquanto trabalhava para refutar a investigação sobre a termite no WTC, Millette continuava sem conseguir encontrar quaisquer microesferas de ferro. No entanto, afirmou ter finalmente encontrado as lascas de cor vermelho-acinzentada. Curiosamente, não tentou replicar os testes que iriam determinar se essas lascas eram de natureza termítica.

Alegando ter encontrado as lascas, Millette realizou uma análise XEDS para determinar a composição elementar, mas não realizou nenhum dos outros testes, incluindo BSE, DSC, o teste da chama, o teste MEK ou a medição da resistividade das lascas. Tendo inexplicavelmente «incinerado» as lascas a 400 °C num forno de mufla, provando assim que não se tratavam dos materiais em questão (que se inflamam a 430 °C), Millette ignorou o restante do estudo que se tinha proposto replicar.

Como não realizou o teste DSC, não pôde efectuar a análise XEDS das esferas formadas a partir das lascas. Uma vez que ainda não tinha encontrado esferas no pó, não pôde testá-las, o que lhe permitiu ignorar a análise das esferas resultantes da reacção da termite.

Millette baseou a sua argumentação na FTIR, análise que eu também realizei em pedaços do pó do WTC, mas com um resultado muito diferente. Tal como o artigo de Millette, o meu trabalho de FTIR ainda não faz parte de uma publicação revista por pares e, por conseguinte, não deve ser considerado como prova conclusiva. Tem havido menos urgência neste trabalho complementar porque o que foi feito até à data não recebeu qualquer resposta legítima por parte do governo ou de grande parte da comunidade científica. Esse facto lamentável deveria ser o ponto central de debate hoje em dia.

Em todo o caso, Millette tentou realizar apenas um décimo dos testes na sua tentativa de replicar (ou refutar) um décimo das provas da presença de termite no WTC. A sua «abordagem de um por cento», não revista por pares foi, não obstante, muito convincente para muitas pessoas, incluindo algumas das que elaboraram os relatórios oficiais [16º comentário] sobre o 11 de Setembro. Mas é óbvio para outros que o trabalho de Millette não erau uma replicação em nenhum sentido da palavra.

Aguardo com expectativa o artigo científico revisto por pares que finalmente reproduza o artigo sobre a nanotermite ou qualquer um dos outros artigos científicos revistos por pares que documentem as provas da presença de termite no WTC. Esperemos poder abordar esses esforços sem preocupações quanto às fontes e sem recordar todo o engano e manipulação que os precederam.

Até lá, é importante reconhecer a diferença entre a aparência superficial da ciência e a verdadeira prática da ciência. Ignorar 90 por cento das provas não é científico. E a replicação dos 10 por cento significa, na verdade, repetir o trabalho.

Se os refutadores da termite e os defensores de hipóteses alternativas conseguirem encontrar a coragem e o empenho para enfrentar esse desafio, talvez possam começar a contribuir para o debate.

Kevin Ryan
(Químico, antigo director de laboratório e voz de destaque no movimento pela Verdade sobre o 11 de Setembro. Pode ler mais sobre o seu trabalho no seu blogue [17º comentário]. Pode também ver o seu testemunho nas Audiências de Toronto sobre o 11 de Setembro aqui [18º comentário], o seu vídeo sobre os paralelos entre o 11 de Setembro e a Covid aqui [19º comentário] e a sua entrevista no âmbito da nossa série Covid19/11 aqui [20º comentário].)

29.Setembro.2022

(Tradução de Isabel Conde) 

Notas:
[1] Aqui estão apenas alguns exemplos do vento quente:
«Então, a nuvem de poeira atingiu-nos. Depois ficou mesmo muito quente. Parecia que ia quase incendiar-se.» — Thomas Spinard, FDNY Engine 7
«Uma onda — uma onda de calor quente, densa e negra — atirou-me para o fundo do quarteirão.» — David Handschuh, Daily News de Nova Iorque
«Enquanto corria, algo quente atingiu-me nas costas, porque não tive tempo de voltar a vestir o casaco, e fiquei com algumas — bem, acho que foram queimaduras de primeiro e segundo graus nas costas.» — Marcel Claes, bombeiro do FDNY
«E depois fomos engolidos pelo fumo, o que foi horrível. Uma coisa de que me lembro é que era quente. O fumo era quente e isso assustou-me” – Paramédico Manuel Delgado
“Lembro-me de ter entrado no túnel e de haver uma quantidade incrível de vento, detritos, calor…” – Brian Fitzpatrick, bombeiro do FDNY
“Uma enorme, enorme rajada de vento quente, fumo, poeira e todo o tipo de detritos atingiu-me” – Bombeiro Louis Giaconelli
“Soprou aquele vento extremamente quente e ficou escuro como a noite, e não se conseguia respirar» — Bombeiro Todd Heaney
[2] Por exemplo, ver Joel Meyerowitz, Aftermath: World Trade Center archive. Phaldon Publishing, Londres, p. 178. Ver fotografia do acontecimento de 08/11/01 que mostra uma mudança impressionante e imediata das emissões semelhantes a nuvens provenientes da pilha de escombros, passando de fumo escuro para uma nuvem branca.




A Quimera Constitucional: Onde a Separação de Poderes Morre à Nascença

Há uma ficção jurídica pacientemente alimentada em Portugal que consiste em chamar "democracia" a um sistema que, na sua própria g...