Consciência Nacional
"A verdade, a decisão, o empreendimento, saem do menor número; o assentimento, a aceitação, da maioria. É às minorias que pertencem a virtude, a audácia, a posse e a concepção." Charles Maurras
terça-feira, 28 de abril de 2026
Salazar e o futuro de Portugal.
O ataque nas Nações Unidas contra os direitos legítimos de Portugal.
Vasco Garin e Franco Nogueira.
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Salazar, a verdade que desmonta a narrativa dos cretinos de Abril!!!
Um desabafo perante a argumentação e ignomínia de canalhas contra a figura de Salazar e do seu Estado Novo.
Salazar foi, apesar da sua grande capacidade intelectual, da sua formação académica, um homem simples que amou o seu país, amou a sua Nação e mostrou o quanto era patriota pela forma como governou e defendeu o país, sempre se alheando de manifestações de patriotismo bacoco e pedante, tão do agrado dos políticos actuais que se apresentam com grande notoriedade pelas suas inúmeras práticas canalhas e circo mediático.
Onde poderia ter falhado a política de Salazar, na sua simplicidade, na sua honestidade, no método de trabalho que utilizou para libertar o país do caos em que outros o lançaram, na forma como entendia que os portugueses deviam viver em consequência dos parcos recursos existentes no país que tinham, e que não eram susceptíveis de proporcionar a realização de sonhos absurdos de quem primava por viver a utopia materialista?
Não se diz hoje, que em consequência dos desvarios da canalha deste socialismo de merda, que os portugueses andaram a viver acima das suas possibilidades, não seria isso que Salazar pugnou por evitar que acontecesse?
A abrilada e o que veio depois, mostraram bem a visão e a qualidade dos que lhe apontavam a miopia.
Deixou os cofres do Estado bem abastecidos de ouro, os que o criticavam e ainda criticam agora, foram mesmo os que acabaram com o ouro e as divisas em depósito no BdP, transformaram o país num pântano e, numa demonstração de incapacidade, por falta da tal miopia política, puseram nas mãos do FMI a resolução da crise que provocaram, ou melhor, puseram todo um país no prego!!!
Outro dos disparates é a afirmação de que Salazar impôs um fascismo à italiana, é caso para perguntar, saberão os Otelos, os Costas e toda a cambada que vive faustosamente do parasitismo da coisa pública neste país o que foi o fascismo?
Se o sabem, são velhacos e impostores quando fazem semelhante acusação, se não sabem, seria bom que antes de ingressar na carreira política, ou pulhítica, pelo menos se preocupassem em adquirir algumas noções sobre o tema, pois pode um analfabeto com a quarta classe do tempo do "glorioso fascismo" dar-lhes um baile de cultura, política e não só, pois evitaria que voltassem a proferir asneiras e a demonstrar e a ostentar publicamente a sua ignorância!!!
Salazar, não será demais repeti-lo, sucedeu a uma ditadura imposta por Gomes da Costa e Carmona, instaurou um novo regime, impôs regras porque a sua miopia política de há muito lhe dizia que o país só se salvaria se as quadrilhas de verdadeiro parasitas políticos fossem postas de lado, e foi com tal política que salvou o país, resgatou-o, devolveu-nos o respeito e a dignidade e libertou-o da grande porcaria feita pelos homens da primeira república.
Mas ditadura, Otelos e Costas deste país, metam bem firme nas vossas cabeças, não é fascismo, nem mesmo a existência duma censura prévia e de uma polícia política possibilita a alguém a estultícia de a considerar fascismo.
Censura também há agora, e que se saiba anda por aí, ainda que bem encapotada, uma ou várias polícias políticas.
A palavra fascismo, bem como a palavra socialismo, foram palavras de ordem muito utilizadas pelo chamado patriarcado deste socialismo de merda para captar, cativar e manipular pessoas incultas e ignorantes para o seu bando.
Pelo que constatamos, a moda do fascismo pegou, a do socialismo não, até porque, este, incapaz já de satisfazer os interesses do seus principais propagandistas, foi por eles mesmos metido na gaveta.
Tenho dito.
A bem da Nação.
Alexandre Sarmento
Nota: No título eu disse cretinos para não dizer, filhos da puta!!!
sábado, 25 de abril de 2026
Memórias que convém não deixar morrer.
Houve quem tivesse morrido com o silêncio dos outros.
Entre 1961 e 1974, milhares de africanos lutaram ao lado de Portugal na Guerra do Ultramar. Uns por lealdade, outros por necessidade, muitos apenas para sobreviver. Quando a guerra acabou, ficaram para trás — sem proteção, sem voz, sem nome.
Esta é a memória daqueles que a História preferiu esquecer
Escrevo porque tenho memória.
E porque esquecer seria matar duas vezes — primeiro os homens, depois a verdade.
Servi em África e, como tantos outros, aprendi cedo que a guerra não acaba quando se ouve o último tiro. Quando as comissões terminaram, milhares de portugueses regressaram à metrópole e foram colocados na disponibilidade, como peças que já não servem, guardadas num canto escuro ou simplesmente descartadas. Ao longo dos anos, quase ninguém quis saber das cicatrizes que trouxemos — algumas no corpo, outras mais fundas, escondidas na alma.
Muitos morreram lá, outros voltaram mutilados. Mas o que mais me marca são os que regressaram vivos e, no entanto, nunca voltaram verdadeiramente. E hoje não quero falar só desses. Quero falar de outros, ainda mais esquecidos: os africanos que combateram ao nosso lado.
Não se usava a palavra “colaboracionista” nas nossas fileiras, mas foi assim que passaram a ser vistos. Entre 1961 e 1974, milhares de homens locais — soldados regulares recrutados na terra ou integrados em unidades especiais como os Comandos Africanos, os Grupos Especiais Paraquedistas (GEP), os GE ou os Flechas — lutaram sob bandeira portuguesa.
As razões variavam: um soldo que punha pão na mesa, rivalidades tribais ou políticas com os movimentos de libertação, ou simplesmente a lei mais crua de todas — a de sobreviver. Naquele tempo, “ficar neutro” era um luxo que se pagava com a vida.
Mas quando chegou a independência, a história virou-se contra eles. Em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, repetiu-se o guião cruel que tantas guerras já escreveram: aqueles que combateram ao lado da potência colonial foram marcados como traidores. Seguiram-se perseguições, prisões, execuções sumárias. Só uma pequena parte conseguiu escapar.
Portugal, atolado em crises políticas e na pressa de fechar o capítulo colonial, não os retirou todos. E, no silêncio que se instalou depois, a sua memória ficou órfã. Nas antigas colónias, eram inimigos; aqui, eram incómodos.
Não foi um caso único. Penso nos harkis argelinos deixados à própria sorte pela França, nos montagnards aliados dos americanos no Vietname, nos intérpretes afegãos abandonados após a retirada de 2021. O padrão repete-se: quem ajuda numa guerra arrisca-se a morrer no dia seguinte à paz.
A Guerra de África foi também uma guerra de corações e mentes. Mas o 25 de Abril cortou o fio de forma brusca. Negociações rápidas, independências reconhecidas, retirada das tropas — e milhares de africanos que haviam combatido connosco ficaram expostos ao acerto de contas.
Em Angola, a 11 de novembro de 1975, poucos conseguiram lugar nos últimos navios e aviões para Lisboa. Muitos ficaram e pagaram com a vida ou com anos de fuga e medo.
Em Moçambique, a 25 de junho de 1975, a FRELIMO não escondeu o rancor: antigos aliados foram enviados para campos de reeducação; outros desapareceram para sempre.
Na Guiné-Bissau, em setembro de 1974, a vingança foi rápida e pública. O PAIGC tinha listas, e as execuções serviram de aviso.
E aqui, quem chegou encontrou um país que já queria virar a página. Não houve integração digna, nem reconhecimento. Apenas silêncio e esquecimento.
Mas a história não se apaga.
Porque enquanto houver alguém para lembrar, eles não estarão totalmente perdidos. E recordar é, também, um ato de justiça — sobretudo para um país que tantas vezes se esquece dos seus melhores filhos.
*Texto de Joaquim Moreira. Primeiro Cabo Pára-quedista com uma comissão em Angola
*Foto: Militares dos GEP (Grupos Especiais Pára-quedistas) em Moçambique.
Salazar deu uma bela lição de socialismo e democracia aos cretinos que lhe sucederam!!!
A verdade é que Salazar deu umas aulas de socialismo e democracia à cambada que hoje se diz democrata e socialista. Se falarmos de direitos e bem estar social, o que é hoje a falsa bandeira deste regime, Salazar foi o mentor e foi ele mesmo e o seu regime quem implementou o verdadeiro Estado Social, só os enviesados pela cartilha deste regime ladrão e escravizador o negam.
Factos são factos, contra factos não há argumentos.
Salazar foi o motor do Portugal moderno, de uma sociedade funcional e humana, o que, infelizmente a cambada dita democrática matou, mataram Portugal e a nação portuguesa, vilipendiaram o território e o povo português, criminosos, bandidos, traidores, corruptos, pedófilos, pilha-galinhas e parasitas do erário público.
Os grandes responsáveis são os políticos e os governantes que temos há mais de 50 anos.
Portanto, Salazar queiram ou não, foi bem mais socialista e democrata que o bando de incompetentes corruptos que tomou o poder de assalto quando da revolução das sopeiras.
Reflitam, pensem, investiguem e digam de vossa justiça.
Salazar foi o último verdadeiro estadista, patriota, nacionalista e político a governar Portugal, depois dele é só ver o que resta de Portugal, um farrapo, um resquício putrefacto daquilo que foi outrora.
Alexandre Sarmento
sexta-feira, 24 de abril de 2026
O episódio mais vergonhoso de toda a nossa História!!!
O princípio da união!!!
Marcello Caetano, profético!!!
Sobre o 25 de Abril, disse Marcello Caetano, último presidente do conselho do anterior regime, deposto pelas armas no golpe militar de há 52 anos:
terça-feira, 21 de abril de 2026
O Caso dos Ballets Roses
O essencial sobre Salazar.
Três atributos são – ou deveriam ser – fundamentais em um governante: a inteligência, a integridade e a dedicação. Se já não é tarefa fácil identificar uma destas qualidades num homem público, muito difícil será encontrar duas, e bastante improvável encontrar as três em simultâneo. Pois para o bem de Portugal e dos portugueses, a António de Oliveira Salazar foi concedida – de forma ampla – a graça de possuir esta tríade de ouro do verdadeiro condutor da Polis. Não apenas inteligência, mas uma inteligência superior; não somente integridade, mas uma integridade – perdoe-se a redundância – absoluta; não simplesmente dedicação, mas uma dedicação total da sua pessoa a Portugal. E nele estas três características essenciais não estavam “soltas” a flutuar no espaço, mas solidamente ancoradas num profundo amor a Deus e à Pátria. Só assim se pode entender o núcleo do seu pensamento político, no qual a Nação é o valor supremo na ordem temporal e o Estado o ministro de Deus para o bem comum – conceitos naturalmente incompreensíveis para a mentalidade materialista, hedonista e mundialista dos dias de hoje.
Pois com inteligência superior, integridade absoluta e dedicação total, Salazar foi o arquitecto de uma grande obra de restauração moral e material; nesta ordem e não noutra, pois entendia que os valores do espírito possuem uma indiscutível primazia sobre a matéria. Por outras palavras, estava convencido de que o homem deve procurar primeiro ser melhor, para, então, poder estar melhor.
Mas Salazar e a sua obra não podem ser adequadamente entendidos sem o conhecimento do que foi a desordem, o descalabro e a violência política da I República, conclusão lógica da fatídica inoculação do vírus divisor do corpo nacional, do abandono da tradição portuguesa e da adopção de figurinos estrangeiros – tripla obra do liberalismo oitocentista. E tampouco se pode aquilatar da real magnitude das realizações materiais levadas a cabo durante o consulado salazariano ignorando-se as condições confrangedoras do ponto de partida e as grandes dificuldades, internas e externas, a que sempre teve de fazer frente.
Salazar legou uma herança: e esta é moral e material. Ela é o exemplo do homem, é todo um pensamento político, é um vasto conjunto de realizações económicas e sociais.
O homem
Se o dom de uma inteligência superior está fora das possibilidades de reprodução, a integridade e a dedicação são modelos de conduta. O seu sentido de responsabilidade de governante, a escrupulosa separação entre o público e o privado, a vida espartana e a entrega contínua da sua pessoa ao serviço da Nação já constituem um legado de valor incalculável. Mas há mais, muito mais. Homem de estudo e reflexão, nele ressaltam a disciplina intelectual, o rigor da análise, o claro discernir entre causa e efeito, entre o essencial e o aparente, entre o provisório e permanente. E, tudo isto, acrescido de uma inesgotável capacidade de trabalho, de uma força de vontade inquebrantável, de uma serenidade inabalável, de um extraordinário poder de concentração e síntese.
Homem de pensamento, Salazar estava longe de ser apenas um teórico, encontrando-se profundamente enraizado na realidade, na vida do homem real, feito de espírito e matéria. Capaz de uma visão cristalina dos homens e das coisas, era dotado de um agudo realismo político, caracterizado pela ponderação, pelo equilíbrio, pela fineza. Homem de uma fé profunda, de intensa vida interior, de recolhimento, Salazar sentia uma natural aversão ao verbo fácil, aos banhos de multidão, à demagogia: cada palavra dita ou escrita era fruto de meditação, tinha o significado justo e o lugar preciso. Seus “Discursos”, em seis volumes, são exemplo do que há de mais elevado em prosa política na língua portuguesa.
Estava convencido de que todo trabalho sério e fecundo, todo esforço construtivo, todo progresso autêntico, obedecem a um plano de longo prazo, e este necessita de um ambiente de ordem e estabilidade. Por isso entendia que toda obra política é fruto da continuidade, do tempo e da paciência. Arquitecto de um edifício grandioso a muitos títulos, era o seu primeiro crítico, apontando-lhe, com humildade, as imperfeições e as lacunas.
Concebia o Poder não como um direito ou um privilégio, mas como um dever, um sacrifício – uma missão. E exerceu-o com prudência, com lucidez, com uma clara noção do possível – como um Sábio.
O pensamento:
razão, experiência e fé
Homem tradicional, Salazar orientava-se por uma dupla vinculação: ao alto, aos fins transcendentes da vida humana, ou seja, a Deus; e ao baixo, à terra, às realidades da vida individual e colectiva. Compreendia a política no seu sentido original e nobre, como a ciência e a arte do governo dos povos, orientada obrigatoriamente ao bem-comum. E este, da mão de Santo Tomás, concebia-o como o bem-comum completo, na sua tripla vertente: a concórdia, o bem-estar material, a virtude – em outras palavras: a união pacífica dos cidadãos e o seu legítimo bem-estar material, ordenados de forma a permitir e promover o desenvolvimento da vida virtuosa.
Opôs-se frontalmente, no pensamento e na acção, aos que pretendiam expulsar a Deus da sociedade política e romper as amarras que ligam os homens ao passado, na infeliz e tantas vezes trágica ilusão de que por meio de abstracções que ignoram as realidades fosse possível criar um homem e um mundo novos. Foi, portanto, o contrário de um ideólogo, incorrendo na ira dos ideólogos do egoísmo, da inveja e do ódio – a saber: liberais, socialistas e comunistas.
Ao considerar vital restituir ao Poder os seus quatro atributos essenciais – força, independência, estabilidade e prestígio – Salazar foi taxativo na sua rejeição da democracia, definida esta pela trilogia: soberania popular – sufrágio universal – partidocracia. Concebendo a sociedade ordenada a um fim último transcendente que é Deus, entendia que era Nele e nunca na massa a sede da soberania. Por isso não aceitava que a vontade de uma maioria numérica pudesse ser o critério de aferição da legitimidade de uma lei, ou que esta violasse os princípios da ordem natural e as leis divinas, ou que o governo fosse obra da multidão e não de um escol cujo dever é servir o agregado nacional e sacrificar-se por ele.
Não concebendo a sociedade como um aglomerado de indivíduos desenraizados e atomizados, mas como uma unidade orgânica formada por grupos diferenciados e hierarquicamente articulados, Salazar condenou a democracia por esta ignorar as desigualdades naturais entre os homens, com o consequente nivelamento por baixo da sociedade, e o sufrágio universal, justamente por este não levar em conta a diferenciação humana. A concepção organicista do agregado nacional conduzia-o a duas outras considerações fundamentais: a unidade essencial da Nação como valor supremo e a incontestável primazia do interesse colectivo – nacional – sobre o interesse dos indivíduos e grupos. Daí a sua rejeição teórica e prática do sistema de partidos, que atenta contra aquela unidade e aquele interesse.
Salazar abalançou-se à construção de um sistema político fundado na ordem (condição essencial para a existência, prosperidade e conservação da sociedade) e na autoridade (garante da ordem); orientado por tudo o que é permanente na História (a tradição); que existe em função da pessoa humana, integrada nos seus grupos naturais e históricos (família, paróquia, profissão, município, etc.); que tem por objectivo a realização do bem comum do conjunto; que reconhece e protege as liberdades concretas efectivamente vividas.
A obra material
É uma brilhante reforma financeira que em 1928 salva Portugal da bancarrota e ordena as contas públicas por um período de mais de quarenta anos; é a reconstrução das infra-estruturas económicas essenciais (estradas, caminhos de ferro, portos, energia hidroeléctrica, hidráulica agrícola, rede telefónica, etc.); é um processo de modernização, industrialização e desenvolvimento da economia que se reflecte na criação ou expansão considerável de sectores tão diversos como a produção de energia eléctrica, a química, os petróleos, a metalo-mecânica, a siderurgia, os cimentos, a construção/reparação naval, a agricultura e os produtos alimentares, os têxteis, a construção de automóveis, etc.
Entre 1926 e 1974 Portugal foi o país que apresentou a mais alta taxa de crescimento do produto interno bruto na Europa Ocidental – o dobro da obtida pelo Reino Unido –, registando entre 6% e 7% ao ano na década de sessenta, alcançando 11.2% em 1973. Neste mesmo ano o índice de desemprego era de 1,5%, hoje ronda os 15%. Desde 1975 a politicamente correctíssima ONU, insuspeita, pois, de qualquer simpatia para com católicos, nacionalistas ou contra-revolucionários, publica um indicador de desenvolvimento económico para cada país, com base em dados colectados nos dois anos anteriores. Uma rápida análise dessas tabelas mostra que em 1975 a Portugal era atribuída a 24ª posição entre duas centenas de países – resultado obtido com o cômputo dos excelentes resultados de 1973 e primeiros meses de 1974, a compensar os estragos revolucionários do resto do ano. Pois em 2017 o país já ocupava o 41.º lugar…
A herança de Salazar é ainda mais considerável: é a defesa intransigente dos interesses e direitos de Portugal no mundo, da sua identidade, da integridade das suas gentes e das suas terras, da sua independência, da sua soberania; é a implementação de uma política externa que restaurou o prestígio da Nação Portuguesa a um patamar desconhecido desde a gesta dos Descobrimentos; é o desenvolvimento das ciências, das artes e da cultura; é a paz pública, a defesa e promoção da família, a segurança dos cidadãos, a estabilidade política e económica, o respeito pela ordem natural, a promoção de uma vida cristã – entre muitos outros aspectos.
Profundo conhecedor da natureza humana e, em particular, da natureza dos portugueses, Salazar afirmou um dia que aqueles que lhe sucedessem fariam diferente e ao contrário dele. Nisto, como em tanto mais, o tempo veio a dar-lhe carradas de razão: nos cinco anos e meio do governo presidido pelo Professor Marcello Caetano fez-se diferente; desde a revolução marxista de 25 de Abril de 1974 faz-se ao contrário.
[Após sofrer um grave acidente vascular cerebral, Salazar é substituído na Presidência do Conselho de Ministros, a 27 de Setembro de 1968, por Marcello Caetano, eminente catedrático de Direito. Colaborador de Salazar desde a época em que este fora Ministro das Finanças, Caetano exerceu funções de alta autoridade e foi uma das principais personalidades do regime. Em 1958 deixa o cargo de Ministro da Presidência – o n.º 2 na linha de comando do Executivo – e regressa à vida académica. No discurso proferido ao assumir a chefia do governo, Caetano declarou que a partir daquele momento os portugueses, tão acostumados que estavam ao governo de um “homem de génio”, teriam de habituar-se ao governo de “um homem como os outros”. A este “pormenor” podemos acrescentar outro: o da sua conversão de contra-revolucionário a liberal…]
Vale a pena comparar o estado geral do país confiado a Salazar em 1928 com a situação na qual se encontrava aquando da sua saída do Governo em 1968. E contrastar agora o que foi o Portugal restaurado por Salazar – grande, forte, soberano e português – com o rectângulo exíguo, falido, submisso e estrangeirado, produto acabado do regime saído da mal chamada revolução dos “cravos”.
Salazar, a imagem do Mestre Maurras, entendia a Nação como “Mãe e Filha dos nossos destinos”. Nascidos numa realidade, herdeiros e usufrutuários de um capital material e moral acumulado por todas as gerações passadas, somos, de certa maneira, “determinados” pela Nação-Mãe que nos deu a vida, o “ser” que somos juntamente com ela. Mas para que a Nação viva e continue, não podemos romper os vínculos que nos unem à geração que nos precedeu e àquela que nos vai suceder. Se dependemos da Nação Portuguesa para sermos, ela depende de nós – da nossa vontade – para ser e para continuar.
Para aqueles que compartam este profundo sentimento nacional, sejam ou não portugueses, Salazar – homem, pensamento e obra – é fonte obrigatória e inspiração, é modelo e exemplo seguro a seguir.
Salazar e o futuro de Portugal.
Portugal pode ser, se nós quisermos uma grande e próspera nação. Salazar