sábado, 29 de agosto de 2026

O desenvolvimento das Províncias Ultramarinas - Contra factos não há argumentos.

 



«Acentue-se que, antes de 1961, a imigração de portugueses da Métropole insuflara o incremento da agricultura, da indústria e do comércio. As zonas urbanas de Luanda e de outras cidades cresceram muito para além das previsões mais espectaculares. Sem exagero, um gigantismo quase assustado.

O terrorismo pouco fez paralisar - e menos ainda retroceder - essa febril actividade, de que nasceram as fábricas, aumentaram as áreas cultivadas, abriram lojas de perfeito cariz europeu. Dia a dia, mês a mês, a paz retomava os seus direitos. Voltou-se aos tempos antigos, de trabalho e lazer. Muitíssimo mais de trabalho, valha a verdade, pois cerca de setenta mil militares destacados para Angola implicavam esforços suplementares, que não eram regateados, ao invés, se aceitavam com alegria.

A celebrada frase de que se deveria erguer um "monumento ao terrorismo" teve o seu quê de realístico, face à atenção com que a Metrópole se viu obrigada a olhar o Ultramar. É justo, porém, reconhecer que, se o terrorismo, paradoxalmente, incrementou o progresso de Angola, também Portugal recolheu benefícios, porque, ao enviar tropas para África, houve que modificar e ampliar estruturas, que foram desde o vestuário, à alimentação e ao material de guerra.

Inevitavelmente, esquece-se o lado positivo do conflito, agora designado, em termos pejorativos, de "guerra colonial". Apontam-se-lhe atrasos na economia da Metrópole. Creio que, em termos de fria contabilidade, não se fizeram contas. Se assim tivesse acontecido, talvez o saldo fosse lucrativo para os portugueses da Europa.

De qualquer modo, a questão parece-me iníqua. Entre cidadãos da mesma Pátria que falavam uma só língua, que se abrigavam à sombra de uma única bandeira, que seguiam idênticos costumes, que respeitavam e se orgulhavam de tradições comuns, em suma, que formavam uma Nação, os prós e os contras não se podem computar nas colunas do "deve" e do "haver", como vulgar balanço comercial. O que estava em causa eram os sentimentos, era a integridade territorial do País.

Entretanto, doa a quem doer, a economia da colónia sustentou as necessidades da guerra e ainda sobraram divisas que aproveitaram à Metrópole.

Escuso-me a citar estatísticas, porque elas são como os fatos de banho: escondem o que mais interessa. E as estatísticas da Metrópole sempre pecaram por defeito. Nós, os angolanos, jamais compreendemos as motivações dos governantes para esconderem valores e números; até a densidade da etnia branca, fácil de balancear através dos elementos significativos fornecidos pelos centros urbanos».

Pompílio da Cruz («Angola: Os Vivos e os Mortos»).

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Guerra de África e a vergonhosa descolonização, a verdade politicamente incorrecta!!!

 



«Relativamente à pergunta colocada sobre se a guerra que travámos em África entre 1961 e 1974, estava militarmente perdida, quando se deu o golpe de estado ocorrido em 25/4/1974, a resposta é não.

Os postulados seguintes - e vou referir apenas os menos falados - servem de suporte a esta afirmação.



"Quando um Exército deixa de querer combater, os militares passam a dizer que a guerra era injusta".
Max Weber


1. O inimigo não conquistou a população.

Neste tipo de guerra a conquista das populações é fundamental, sob pena de quem a desencadeia perder a legitimidade.

Como é que se sabia de que lado é que a população estava? Em 1973 sentia que a população não estava do lado do inimigo.

O General Spínola pediu-me para organizar as comemorações do primeiro 10 de Junho, após o 25 de Abril.

Foram organizadas duas manifestações com o objectivo de apoiar o general e evitar a Descolonização. A palavra de ordem era "Referendo sim, independência não".

Logo se ouviram vozes, na Metrópole dizendo: "e se eles disserem que sim, depois temos que os aturar?!"

Estive a almoçar, na altura, com o então Coronel Lemos Pires e alguns oficiais da sua equipa, no Instituto de Altos Estudos Militares, antes de ele embarcar para Timor, e tentei convencê-lo da necessidade de se fazer um referendo naquele território. Ninguém fez comentários...

Anos mais tarde, Ramos Horta, em entrevista, a propósito do referendo que ia ser feito no âmbito da ONU, disse que não deviam ser apenas colocadas duas perguntas, mas três, sendo a terceira, se a população queria manter-se ligada a Portugal. Sorriu e acrescentou: "não era a minha opção, mas estou convencido que a maioria ia optar por essa terceira hipótese".

Após o regresso do então Major Otelo, de Moçambique, onde tinha participado em negociações, perguntei-lhe, na Messe de Caxias: "então o que vamos fazer em Moçambique?" Respondeu-me, "independência imediata para a Frelimo".

Disse-lhe: "independência, mas tu sabes perfeitamente que eles nem 10% são!"

- "10%", respondeu o Otelo - "nem sete";

- "Mas isso é traição à Pátria";

- "Mas é o que eles querem". E assim terminou a conversa com ele.

Creio que Mário Soares ainda falou ao Samora Machel em fazer um referendo, apenas para o ouvir dizer, "referendo? Mas vocês perderam a guerra" (contado pelo então Major Manuel Monge).

Ora tudo isto prova que ninguém envolvido nas negociações (nem a maioria dos restantes países) queria fazer um referendo pois todos sabiam que o resultado do mesmo, em cada parcela ultramarina, teria como resultado que a maioria da população iria querer manter-se portuguesa.

E se tivéssemos feito o referendo na Metrópole?

2. A guerrilha à medida que ganha força, tende a passar para operações do tipo convencional. Ora "eles" nunca passaram de uma guerrilha ordinária, que nunca dispôs do controlo do Mar ou do Ar.

3. Nunca houve ocupação permanente por parte da guerrilha, de qualquer parte do território. Nós íamos a todo o lado e duas companhias, por norma, chegavam; só não íamos quando não havia interesse militar ou político.

4. Não houve guerrilha urbana, pois nunca tiveram capacidade para tal.

5. Existiam unidades inteiras quase só constituídas por africanos, tendo-se registado casos mínimos de deserção; não se conhecem casos de traição, tão pouco desapareceram armas!

Nós perdemos a guerra, psicologicamente, na retaguarda; o estado moral do IN era muito pior que o nosso - no final da guerra eles queriam quase todos entregar-se.

6. Constituíram-se e auto organizaram-se, desde o início da guerrilha, unidades de voluntários, juntando brancos e negros, para combater a subversão. A primeira foi a Brigada Salazar, em Angola, que até utilizaram armas gentílicas.

7. Não se concebe um território em guerra, com o desenvolvimento económico e social, registado.

A guerrilha era tão fraca que nunca conseguiu travar o desenvolvimento, mesmo nas zonas onde havia operações de contra-subversão.

Uma vez um dirigente da Frelimo que foi à ONU, quando Cabora Bassa estava a ser construída, dizia com indignação, que Portugal estava a fazer o maior crime em África que era conseguir que as populações que não eram portuguesas se sentissem portuguesas.

8. Por exemplo, ainda, a maioria dos cozinheiros das unidades militares, eram autóctones, mas nunca se registou um caso de envenenamento; não há memória de um soldado ter sido assassinado, ou de ter ocorrido um rapto de um familiar de um militar.

Os militares movimentavam-se por todo o lado, à vontade, mesmo nos bairros tidos por mais problemáticos. Nem lhes passava pela cabeça que lhes fizessem mal.

Em conclusão, e face aos exemplos apontados - muitos outros se poderiam dar - não tenho dúvidas em afirmar que a guerra que travámos em África em defesa da soberania dos nossos territórios ultramarinos, à data do 25 de Abril, não estava militarmente perdida».

Coronel José Caçorino Dias (in Humberto Nuno de Oliveira e João José Brandão Ferreira, «Guerra d'África 1961-1974: Estava a Guerra Perdida?»).

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

O Ocidente empalado até à morte.

 


O OCIDENTE FOI EMPALADO ATÉ À MORTE.

No passado dia 16 de agosto, na cidade francesa de Cherbourg, um indivíduo de 18 anos que não come fiambre e que dá pelo nome de Oumar, um homem com cadastro policial aberto por anteriores acções de beneficência, assalta a casa de uma mulher branca de 29 anos, viola-a, tortura-a e acaba por empalá-la com uma vassoura. O empalamento perfura-lhe a vagina, o cólon, o intestino delgado, o peritoneu e o diafragma. Também lhe provoca o colapso do pulmão e fracturas em duas costelas.

A mulher, mais morta do que viva, conseguiu chamar os serviços de emergência e foi levada para a sala de operações de um hospital em Cherbourg. Aí, a sua vida foi salva, embora continuasse em estado muito grave na UCI. Vários cirurgiões, enfermeiros e assistentes que a operaram estão a receber tratamento psicológico, pois nunca se depararam com algo semelhante na sua vida profissional. Algo que enlouqueceria até a pessoa mais sã.

Até agora, esta é uma história que teve pouco impacto nos meios de comunicação social, nem provocou quaisquer protestos em França.

Duas semanas antes, um polícia francês branco tinha morto a tiro um jovem de 18 anos (um jovem que também não comia fiambre e que também tinha cadastro na polícia). Depois, metade da França, aplaudida pelo equivalente francês do Podemos, por esse Melenchon que agora é próximo de Yolanda e Sumar, saiu à rua atacando presidentes de câmara e funcionários eleitos em França, incendiando câmaras municipais e esquadras de polícia, destruindo mobiliário público e bloqueando estradas, numa orgia destrutiva que se está a tornar comum em França. Melenchon, esse estadista francês primo-irmão do Podemos, numa manifestação patriótica que já entrou para a história, enquanto a sua França ardia e o governo legítimo de Macron ponderava trazer o exército para as ruas, chegou a dizer o seguinte: <<não recebemos o suficiente pelo que merecemos>>.

Lá se vai a outra notícia de França, aquela que todos conhecemos.

E agora vou referir-me ao beijo de Rubiales: um escândalo classificado como agressão sexual que mobilizou metade de Espanha e que trouxe para o debate um alto funcionário da ONU. Sim, sim. Da ONU. Para não falar da FIFA, FAFE, FEFA, FOFÓ, MILIKI e FOFITO.

O que é que faz com que uma mulher violada e depois empalada por um homem, uma rapariga que se debate entre a vida e a morte, seja tão menos importante a nível nacional e internacional do que o beijinho de Rubiales? Para mim, há duas razões:

1-Em primeiro lugar, nós, europeus, temos um bloqueio mental tal que já não distinguimos o grave do menos grave; a urgência do urgente; o grave do disparatado no Telecinco, por el culo te la hinco. Será que o leitor acha aceitável que tratemos com mais respeito e benevolência o filho de um ator que assassinou e desmembrou o namorado na Tailândia do que o careca que roubou um beijo a uma jogadora de futebol? Será normal que os meus leitores não conheçam o caso da empalação francesa, mas que até a ONU se tenha pronunciado sobre o beijo de Rubiales?

2-Em segundo lugar, o Ocidente está prestes a morrer de sucesso. E isso está a ser tratado, com todo o interesse, por um exército de idiotas suicidas liderados pela velha esquerda europeia: aquela que se preocupava com os direitos dos trabalhadores e que agora se dedica a fazer-nos usar vibradores vaginais em vez do coito tradicional, a aceitar as burkas como progressistas e a dizer "todos, todas e todes" para mencionar alguém.

O leitor acredita que, se a empalação de Cherbourg tivesse sido efectuada por um homem branco numa mulher chamada Khalifa, teria tido as mesmas repercussões sociais, mediáticas e políticas que teve a empalação desta rapariga branca de 29 anos? Certamente que não. As ruas de França continuariam a arder, e os Belarras, as Irenes, os Werstrynges, os Pam, os Echeniques, os Iglesias, as Yolandas, os Monederos e os Melenchones estariam a atiçar o fogo até colocarem o Estado francês na posição de trazer o exército para as ruas, como tentaram fazer há um mês com o assassinato de um rapaz por um polícia.

Porque é disso que trata o programa da referida tropa: fazer explodir um Estado em que não acreditam, uma Constituição que abominam, uma Europa com valores que lhes são estranhos e uma democracia que lhes é demasiado estreita, a fim de imporem a sua ditadura.

É isso que está em causa nesta quadrilha. É com estas cartas que temos de jogar e com estes postigos que temos de construir a Europa.

Assinado:

Juan Manuel Jimenez Muñoz.
Médico e escritor de Málaga.
(Texto de 2023) 

Desmistificar o 25 de Abril!!!

 


«(...) Importa desmistificar o 25 de Abril, em relação ao que poderia ter oferecido ao Ultramar português - e não ofereceu. Importa denegar a promessa contida no primeiro comunicado do Movimento das Forças Armadas, pelo qual tudo se faria por via política, que se respeitaria a unidade territorial do Ultramar, e que, naturalmente, se encontraria uma solução para a luta, à data, branda e de quase nulos efeitos na vida normal das populações, que continuava nas terras angolanas.

Importa desmistificar um 25 de Abril que entrou em nossas casas com a alegria de uma libertação, com o engano de que encerrara um doloroso período em que até o pensar era subversivo. Um 25 de Abril florido (que mau presságio foi a cor dos cravos...) abrindo as portas da democracia aos portugueses e fechando-lhes as das perseguições, as das inimizades ideológicas, as dos compadrios. Um 25 de Abril que substituísse, para bem de todos nós, as estruturas políticas da ditadura, que impedisse a destruição do património nacional, que trilhasse a estrada larga da harmonia, que se opusesse a prisões arbitrárias, à opressão, aos favores para alguns, dando lugar à justiça para todos.

Importa desmistificar o 25 de Abril, trágico logro em que caíram os de boa-fé, vazadouro de invejas, ambições, vinganças pessoais, incompetências, crueldades, ódios e cobardias.

Importa desmistificar a revolução dos cravos (vermelhos), que sangrou o País dos seus técnicos, da sua inteligência, do seu equilíbrio emocional. Um 25 de Abril talhado à medida dos medíocres, dos falhados, dos senhores com alma de lacaios».

Pompílio da Cruz («Angola: Os Vivos e os Mortos»).

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Serviços de saúde do Estado Novo de Salazar.

 


Serviços de Saúde do Estado Novo.

Começando pelo acesso aos mesmos, sendo que eram universais e gratuitos.
1954-serviam 10% da população.
1960-serviam 16% da população.
1965-serviam 30% da população.
1970-serviam 60% da população.
1975-serviam 78% da população.
(Dados oficiais do INE, atente-se que até lá, grande parte dos cuidados de saúde eram inerentemente prestados pelas Misericórdias e outras instituições perante acordos com o Estado, no caso das Misericórdias e não só havia isenções de impostos exactamente para compensar o serviço público.

Não adianta estar com grandes dissertações, pois a verdade e os factos, a obra falam por si mesmos!!!

Construção do Hospital Escolar de Santa Maria.
Construção do actual Edifício do Instituto Ricardo Jorge.
(Incluindo o arranjo paisagístico da área envolvente).
Construção do Instituto de Oncologia.
Construção do Hospital Egas Moniz.
Construção de centros de saúde por todos os concelhos do país.
Maternidades, entre as quais a Maternidade Alfredo da Costa.
Assistência Nacional aos Tuberculosos.
(Criada ainda na época da Monarquia e com sede em Lisboa foi, durante o Estado Novo muito ampliada, pela instalação de vários Sanatórios e criação de dezenas de Postos de atendimento espalhados por todo o território; alguns feitos de raiz e todos equipados com os meios humanos e materiais adequados; tornaram assim possível, a obrigatoriedade do rastreio anual às populações do Comércio, da Função Pública e Estudantil. Daqui resultou uma forte e efectiva regressão, para valores mínimos, do número de pessoas infectadas pelo bacilo).
Construção do Hospital Escolar de S. João.
(No Porto; Edifício idêntico ao do Hospital Escolar de Santa Maria, em Lisboa).
Criação das Casas do Povo e das Casas dos Pescadores.
(Incluindo a construção de centenas dos respectivos edifícios).
Construção de novos Hospitais e Sanatórios e beneficiação dos antigos.
(Apenas dois exemplos, dos muitos construídos por todo o País: a construção do Hospital Rovisco Pais – Leprosaria - na Tocha com dezenas de edificações espalhadas por uma área total de 110 ha, aproveitando integralmente uma doação do grande benemérito; construção do Hospital Psiquiátrico de Sobral Cid - próximo de Coimbra - com 15 edifícios espalhados por uma área de 10 ha).
Instituição do ABONO DE FAMÍLIA, para todos os filhos de pais assalariados.
Instituição da ADSE.

apenas um exemplo...
"(...)Por conseguinte, era essencial criar e valorizar os organismos indispensáveis a uma
coordenação conjunta e fiscalização acrescida. Deste modo, foi publicado o Decreto-lei
n.º 31666 de 22 de novembro de 1942, que previa a divisão da assistência em três ramos,
a ser:
a) Assistência à vida no seu nascimento e primeira infância (consultas pré-natais, maternidades, lactários, parques e dispensários);
b) Assistência à vida na sua formação e preparação física, intelectual e moral (preventórios, colónias de férias, orfanatos e patronatos);
c) Defesa da vida ameaçada por infeções físicas, mentais ou morais (hospitais, casa de saúde, dispensários, manicómios e casas de regeneração);
d) Assistência à vida diminuída pela miséria económica ou pela incapacidade física, mental ou moral (cozinhas económicas, recolhimentos, hospícios, asilos ou albergues). (Decreto-lei n.º31666, 1941, preâmbulo, ponto 1)
procedeu-se à reorganização dos serviços da Misericórdia de Lisboa,
pelo Decreto-lei n.º 32255, de 12 de Setembro de 1942. Esta entidade era considerada
como a “mãe de todas as outras que há nas cidades e vilas de Portugal” (Decreto-lei n.º32255, 1942, preâmbulo), ou seja, era a entidade de Previdência Social essencial para o
bom funcionamento de todas as outras, sendo, por isso, o modelo de assistência a seguir.
Para o legislador e toda a Assembleia Nacional, estava expresso, nesta organização, todo o espírito cristão, atingindo todas as finalidades propostas e contribuía, todos os dias, para o aperfeiçoamento dos serviços sociais da época."
Perante os factos, nunca se fez tanto, com tão pouco, em tão pouco tempo, infelizmente as cabecinhas pensadoras e empenados mentais apologistas deste regime marxista assim não o entendem, quem sabe sejam ainda hoje eles mesmos apologistas de regimes nos quais todos os inválidos para o trabalho não havia outra alternativa senão ficar empilhado numa vala comum, é triste, mas é a mais pura verdade!!!

Alexandre Sarmento

Mais um episódio da vergonhosa descolonização.

 




«Em Moçambique, a descolonização dita "exemplar" levou para as cadeias centenas de portugueses, homens, mulheres e crianças. Acusavam-nos de "crimes contra a descolonização". Três meses antes da independência, as forças portuguesas às ordens do comandante Vítor Crespo, Alto-Comissário em Moçambique, entregou um grupo de sete desses prisioneiros à FRELIMO, para serem mortos. Mantiveram-nos, contudo, durante mais de um ano e meio, em campos de "reeducação". As restantes centenas foram sendo progressivamente libertadas e, em Novembro de 1976, ainda havia cerca de vinte prisioneiros brancos».

Pompílio da Cruz («Angola: Os Vivos e os Mortos»).

Mais um verdadeiro português votado ao esquecimento.

 


"Em 1987 falecia em Cascais o Almirante Américo Tomas, que foi Chefe de Estado durante 16 anos, para além de ter tido muitas virtudes cívicas e militares, de que destaco a reconstrução da Armada portuguesa.
O Regime da “tolerância”, confiscou-lhe miseravelmente a Pensão, e os bens, tendo-se visto obrigado a viver, no Brasil, da ajuda de amigos que entenderam provar-lhe a sua gratidão.
Já no fim da vida, permitiram-lhe o regresso a Portugal, tendo-lhe sido atribuída, “por favor”, uma vulgar pensão de militar.
O seu funeral, foi ignorado vilmente pela mediocridade do novo Estado “democrático”, mas não por centenas de portugueses, (eu estive lá), que entenderam acompanha-lo até a sua ultima morada.
Não teve direito a Bandeira Nacional, a que tinha direito, nem que fosse por ter sido militar. Nem a Guarda de Honra a que a sua qualidade de antigo Chefe de Estado lhe dava direito.
Talvez tenha sido uma honra o facto de o nojo que passou a “mandar” em Portugal após abril, na sua canalhice tivesse feito o que fez. A sua dignidade, porem ficou intacta, porque isso não lhe podiam eles roubar.
Com efeito, os medíocres que ocuparam o poder apos 1974, e vilmente humilharam por todos os meios o Almirante, os tais “tolerantes de abril, duvido de que tivessem sido bem recebidos pelos presentes, que o acompanhavam por amizade, e agradecimento.
Hoje assistimos a piroseira do funeral de um jornalista que soube levar a falência um grupo que fundou, que fez politica, e foi fugazmente primeiro-ministro, tendo conspirado contra o anterior regime, do fundo do seu “berço de oiro”, sabendo que nada lhe aconteceria pela maldade de ter contribuído comodamente contra um Regime legitimo, que tinha levado Portugal a uma Gloria, que Abril anulou.
O funeral do jornalista falido, esse sim, teve todas as honras de Estado.
Do Estado que eles transformaram, e que subsiste na sua humilhação internacional, e agonia medíocre.
Ficou provado, hoje, que a qualidade de “menino bem”, playboy participante politica e jornalisticamente na miséria a que fomos conduzidos pela solidariedade dos “camaradas” que há 51 anos pisam indignamente os palácios que foram dos Reis de Portugal, merece Honras de Estado, do Estado ocupado abrilino.
Eles estavam lá todos.
Deus os cria, e eles se juntam!
Que Deus tenha piedade de um homem que viveu bem, fez mal politicamente a Pátria, e deixou centenas de empregados do seu “magnifico” “império financeiro” falido, até com o subsídio de ferias dos seus empregados em atraso.
Os actuais “heróis” da pobre Pátria, são isto.
Pobre Portugal.
Que Deus tenha piedade de nos, e da nossa Pátria aviltada!"

António De Oliveira Martins

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Traições à Pátria.

 





As grandes crises nacionais têm causas e denominadores comuns, que se repetem inexoravelmente, pese a variabilidade do seu contexto, das suas facetas, dos seus efeitos e até de alguns dos seus protagonistas, já que são quase sempre as mesmas e com poucas actualizações, as forças externas que se fazem sentir no país. O pior é que estas crises até são previsíveis e curiosamente os nossos políticos e governantes recusam-se a reagir ou a ver a catástrofe e o naufrágio que temos pela frente.

Alexandre Sarmento 

Hipócritas e subordinados aos interesses hostis a Portugal.

 



Nas grandes crises nacionais defrontam-se sempre duas estratégias: a do envolvimento de Portugal em conflitos europeus situados fora dos seus interesses naturais, não retirando o País desse envolvimento qualquer proveito; e a que procura reforçar ou modular a neutralidade de Portugal nesses mesmos conflitos, de forma a dela retirar o maior número possível de vantagens.
Assim acontece com a nossa participação na União Europeia como na NATO, limitando-se Portugal a seguir e a executar subordinado a uma política externa e de defesa das potências que efectivamente lideram as referidas organizações.
Curiosamente aqueles que dentro de portas defendem o envio de militares e forças de segurança para o exterior, são exactamente aqueles que criticam ou criticavam a acção militar portuguesa nos territórios sob administração portuguesa, em território português, neste caso apenas defendíamos a nossa soberania e a Nação portuguesa, aquém e além mar, absolutamente legítimo e justo, apenas pugnámos por manter a nossa integridade nacional.

Alexandre Sarmento 

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Kaúlza de Arriaga, um dos últimos bravos do Império.

 


FACTO IMPORTANTE QUE É UMA CHAVE PARA ENTENDER A HISTÓRIA DE ABRIL

Descendente de uma família açoriana, General, professor e publicista, Kaúlza de Arriaga nasceu em 1915 no Porto e morreu em 2004 na cidade de Lisboa com a doença de Alzheimer.

Sob ordens de António de Oliveira Salazar e Marcello Alves Caetano, foi comandante das Forças Terrestres em Moçambique de 1969 a 1970 e Comandante em Chefe das Forças Armadas em Moçambique de 1970 a 1973.

Como militar, esforçou-se na reforma dos sistemas de recrutamento e de treino, preocupou-se com a modernização dos transportes aéreos militares e incentivou o Corpo de Tropas Paraquedistas e a sua integração na Força Aérea. Ficou conhecido principalmente pelas campanhas militares que comandou em Moçambique, sobretudo pela grandiosa Operação Nó Górdio (1970), que resultou num enorme sucesso militar que chegou a ser publicamente admitido pela FRELIMO que como consequência dessa operação moveu o seu esforço de guerra para a zona de Tete.

Preso a 28 de Setembro de 1974, não encontraram culpa nos 16 meses em que esteve preso e o tempo que durou a prisão explica tudo. Ele foi encarcerado durante justamente o período da descolonização. Após consumada a entrega do Ultramar Português foi solto pois já não constituía perigo pela sua radical oposição ao processo.

Claro que Kaulza tinha razões de sobra para processar o Estado e não se isentou de o fazer. E venceu a causa.
Mas o mais surpreendente foi o recurso que o Ministério Público interpôs logo que o Estado foi condenado.
Ora vejamos a transcrição que aqui deixo a seguir:

《 O Delegado do Ministério Público, no seu recurso - 1985/1986 - considera ter sido dado como provado que o General Kaúlza de Arriaga tinha realmente capacidade, vontade e prestígio para liderar um movimento contra a descolonização de Angola e Moçambique.

O SUPREMO TRIBUNAL ADMINISTRATIVO 4 de Junho de 1987》- in "Guerra e Politica", pag.11

Colaborador fiel de António de Oliveira Salazar, chegando a ser decisivo no fracasso do Golpe de Estado de Botelho Moniz de 1961, Kaúlza de Arriaga tinha capacidade, autoridade e prestígio para liderar e reverter a descolonização, tendo sido imobilizado pelo recente regime.

Nota: O único digno representante da direita em Portugal no pós 25/4, por isso mesmo anulado pela cambada do regime. 

Suaves Cavaleiros - Orlando Vitorino

 


Suaves

Cavaleiros

1 - O que os governos idolatram

O governo das sociedades contemporâneas é orientado segundo um princípio absolutizado e universalizado, a que tudo se deve subordinar: o princípio da economia.

O predomínio absoluto deste princípio começou por constituir a arma que conquistou para a burguesia o domínio das sociedades. Conquistado esse domínio, logo o princípio da economia se revelou instrumento da mais flagrante e dolorosa injustiça. Multiplicaram-se as suas vítimas vertiginosamente, até abrangerem a quase totalidade dos homens.

Quando essa injustiça, assim estabelecida, ficou patente e adquiriu as proporções de escândalo, procurou-se atribuir às modalidades e processos de aplicação do princípio, não ao próprio princípio, a sua origem e causa. Mantendo-se assim, no seu pedestal, esse princípio absoluto e único, reforçando-o e elevando-o até mais alto, dividiram-se em duas correntes principais os adoradores do ídolo - chamaram-se uns socialistas, chamaram-se outros capitalistas. O que os distingue é apenas a modalidade, o processo daquilo que ambos os grupos designam por «distribuição da riqueza», designação sarcástica pois do que efectivamente se trata é da «distribuição da pobreza». De qualquer modo, o ídolo é o mesmo, o princípio fica intocável e sua soberania continua a ser total.

2 - O contrário das revoluções inúteis

Ora o que nos anos mais recentes começou a ser posto em causa foi o próprio princípio. Não apenas a sua soberania, mas ele mesmo, como príncipio ordenador de classes, hierarquias e possibilidades de vida dos homens integrados nas organizações sociais.

Quem o põe em causa, sejam personalidades ou grupos que se vão manifestando aqui e além, sem propósito coordenado e prévio, logo sofre o ferrete social do réprobo, imediatamente se vê segregado. Como os cristãos refugiados nas catacumbas, como tudo o que os cristãos representaram na fase final declínio de uma civilização e início de outra. E, ao contrário das revoluções inúteis - as que se destinam a mudar «o que isto é por aquilo que isto tem sido, ou as que se destinam a convencer-nos a todos de que «é preciso que todos mudem para que tudo fique na mesma» - ao contrário dessas espalhafatosas revoluções inúteis, os que põem agora em causa o princípio soberano da ordem e da injustiça fazem-no silenciosamente. Sem ruído, sem escândalo. Suaves cavaleiros.

3 - O regresso à natureza

Uma das manifestações é o regresso à natureza. O princípio soberano da economia abomina e condena a natureza. Os próceres dele, no dealbar do seu domínio, logo o condenaram. Na origem, Lutero. Depois Kant pôde dizer: «Falam-me da beleza de um céu estrelado... A mim, um céu cheio de estrelas apenas me lembra um rosto picado de bexigas». E outro, Hegel: «Vale mais a mínima ideia que perpassa no cérebro de um homem, do que o mais deslumbrante espectáculo de natureza.» ou « Que dizer das montanhas e sua beleza? Apenas isto: que elas aí estão». E logo outro, repetitivo, o sacerdote-mor da economia, Marx: «A vida rural? O idiotismo da vida rural!».

A natureza tem ritmos e cadências que só não desesperam os economistas e esta sua sociedade e civilização porque de vez os expulsaram dela e até julgaram tê-los expulso da real existência humana. A natureza, apenas a querem para lhe extrair as matérias primas da indústria. Mais nada. Os ritmos sociais da vida humana devem ser, hão-de de ser, são os industriais. Como industrial é toda a riqueza, toda a produção, todo o trabalho. Na indústria, sim, os ritmos são iguais, certos, inalteráveis; não estão sujeitos, como a natureza e os seus modos de criação, ao capricho imprevisível e à diversidade intolerável dos climas, estações, secretos ritmos e sopros. São planeáveis e contabilizáveis, introduzem-se em estatísticas, sujeitam-se ao cálculo e à previsão seguríssima.

Além disso, a natureza não pode ser o lugar do homem. O lugar do homem não é um lugar natural. O lugar do homem é a cidade - melhor, o burgo. Porque a cidade é romana e grega, sem muralhas em volta para a defender dos inimigos ou a proteger da natureza circundante. O lugar do homem é o burgo que nasce nas casas encostadas aos castelos e se alarga em ruas estreitas e sem praças, hoje só ruas para máquinas e rotundas para as máquinas virarem. Os campos em volta cortam-se de rodovias e cobrem-se de fábricas, e dos fumos e dos esgotos dessas fábricas. Industrializam-se.

4 - Marx está errado!

O princípio económico começa, pois, a ser posto em causa. Claro que nunca ele foi reconhecido pelos que sabem: os que simplesmente sabem ou, concedamos, sabem do homem, de sua natureza e seu espírito. Agora, porém, são as vítimas que se começam a erguer.

O sinal mais ostensivo veio de um estado americano, a Califórnia, que só por si tem sido a quinta potência industrial do mundo. Foi aí que as populações, ricas e prósperas, primeiro se surpreenderam de já não possuírem a natureza de que sempre tinham usufruído; os mares poluídos, as praias transformadas em esgotos, a atmosfera saturada de fumos, os campos cobertos de casas e ruas a perder de vista. Depois, sobre o assim sensível aos olhos, o que é sensível à inteligência e à alma: a uniforme monotonia do trabalho industrial, a ausência de descanso, repouso ou remanso, a carência de valores espirituais e psíquicos. Ao lado de todo este vazio, de toda esta inutilidade humana, que vale a famosa prosperidade económica? Que representa ela? Por que preço se paga?

E em breves anos a população da Califórnia vê surgir, formar-se, ampliar-se ameaçar as estruturas institucionais e políticas da quinta potência industrial do mundo, uma nova e perturbante espécie social. E verifica, com espanto, que há vozes que se erguem e se ouvem contra a industrialização, contra a idolatria do princípio económico, contra a monotonia do trabalho fabril, contra a sua próspera e ôca produtividade. As vozes dirigem-se também aos possidentes e aos proletários, e procuram ser persuasivas. A minoria inicial alarga-se subitamente e representa quase um terço da população.

O governador do Estado1, veterano do cinema e representante da velha sociedade ainda dominante, exprime bem o que é e o que representa quando, em discurso público, responde às novas e estranhas minorias:« Quem viu uma árvore, viu todas as árvores». E os operários mais irremediavelmente disciplinados e fartos, em côro: «estes tipos querem ensinar-nos aquilo de que havemos de gostar...».

Entretanto, o que se torna grave e temível é que a minoria, inicialmente considerada utópica e louca, se põe a crescer e ameaça atingir um decisivo poder eleitoral. Durante dois anos o «establishment» organiza-se e promove uma vasta e persistente campanha, lançando contra ela os poderes que, consoante a nunca desmentida teoria marxista, constituem os dois únicos sectores ou classes de toda a sociedade burguesa: os proprietários e os proletários, uns e outros contentes e satisfeitos na metade da laranja onde foram instalados. Ora os novos bárbaros recusam instalar-se, quer numa, quer noutra metade, não se identificam ou sequer se aliam com uns ou com outros, antes a ambos e ao seu comum mundo industrializado, economicizado e politizado, igualmente repudiam. E veio isto acontecer quando, precisamente, esse tratado de Tordesilhas social, burguês e marxista, estava prestes a atingir a plena e perfeita realização, quando já parecia não haver no mundo senão proprietários e proletários, triturados já os entes intermédios situados naquilo que Hegel chamava o «espírito absoluto» e levou Marx a declarar invertido todo o Hegelianismo. Quando, assim, a calmaria da burguesia industrializada parecia já nada ter que a ameaçasse, toda a sociedade composta só, não de homens nem de indivíduos, mas de classes, e estas reduzidas a duas, as únicas possíveis e reais, eis que começam a proliferar pelo mundo os que recusam, refutam, contestam, repudiam toda essa bela e secular construção, e com um poder só atribuível a uma classe vêm ameaçar exactamente o Estado mais progressivo, mais próspero, mais acabado e perfeito, essa idílica Califórnia, de outrora vastas praias, outrora largos campos e aconchegadora atmosfera, num clima tépido, invejável, desejável e aprazível.

Para mais, não constituem uma classe social - se atendermos ao que Marx ensinou sobre o que é uma classe social - definida pelas suas estruturas e factores económicos e, por eles, movendo sua actividade e delineando o seu modo de existir.

Marx, então, também está errado? O nosso avô Marx, de profusas barbas, profeta trovejante e criança ingénua, tão apto para papão dos capitalistas e paizinho russo dos socialistas, também está errado?! Uma minoria surge, ergue-se, seduz, amplia-se, e não podemos sequer encerrá-la nos quadros tão seguros de uma classe social? Uma minoria que conjuga tudo isso, todos esses - os que falam do espírito, da arte, do pensamento, dos deuses, coisas que tínhamos conseguido reduzir a um mero formalismo cerimonioso, que dizem que «o homem nasceu para ser feliz, ocioso e vário»? - tudo isso, todos esses que Marx nos prometera que seriam inexorávelmente repelidos, anulados, dissolvidos na evolução dialéctica, esmagados no choque das contradições dialécticas das duas únicas forças reais: os senhores e os servos, os capitalistas e os socialistas, os patrões e os operários???

5 - Os idólatras da liberdade matam os que são livres

Da Califórnia partem os dois suaves cavaleiros, num filme com uma bela história contada em imagens que correram mundo e seduziram a imaginação dos mais jovens. «Easy Rider» se chamava o filme, e o que narra é, na grande tradição das narrativas iniciáticas, uma viagem, da Califórnia até à Flórida, que são os países mediterrânicos da América. Da Califórnia até à Flórida como, portanto, o herói homérico desde Tróia até Ítaca. Mas o que eles cavalgando percorrem são domínios dos homens que vivem numa sociedade anquilosada, ainda não morta, mas já ressequida, dura, impiedosa e cruel.

Dormem, à noite, debaixo de árvores e do céu estrelado. Antes de adormecerem, conversam sobre esses homens e essa sociedade que os repele e segrega, os insulta e ameaça. «Eles falam muito da liberdade. Mas a liberdade é, para eles, só isso, isso de que se fala e que é só para se falar. Se encontram alguém que seja já efectivamente livre, logo o assassinam».

A meio caminho, junta-se-lhes um companheiro que saberá levá-los até onde é preciso que vão. Um templo? Um prostíbulo? Seguem-no, confiantes. O companheiro não só possui um segredo, como é alegre e feliz. Encontraram-no na prisão de uma cidade onde, por embriagado e apesar de ser filho-de-família burguês, o encerraram por uma noite. Como a eles. Saíram juntos da prisão e seguiram caminho juntos. Para irem até onde ele os saberia levar. Mas os homens por quem passaram farejam o perigo e, às portas disso a que ele os levava, quando dormiam esperando a madrugada para entrar, assassinaram-no à paulada. Assim, têm os outros de entrar sózinhos, lá onde entraram, templo ou prostíbulo, entre os cânticos do Kyrie Eleison. Depois, a rapariga que vem com eles apenas lhes diz:«Eu sou Maria». Há então um momento (breve ou longo?) de delírio. entre os cânticos, confundem-se as imagens de rosas e de cruzes. e a si mesmo se surpreendem, mais tarde, outra vez suavemente cavalgando, easy rider, na estrada sem destino.

Os de um camião que passa, farejando o mesmo perigo que já tinham farejado no amigo morto, ficam possessos de ódio sem razão. Apontam as armas, disparam, e deixam-nos estoirados à beira da estrada.


1 Á época (Janeiro de 1971), o governador era Ronald Reagan.

  Orlando Vitorino in «A Ilha» Sup.cultural nº4/1 a 14 Jan.1971

domingo, 16 de agosto de 2026

O papel de Portugal na segurança dos judeus na Segunda Guerra Mundial.

 


Chegaram como refugiados e ficaram como portugueses.

Por intermédio da Cruz Vermelha, vieram para Portugal cerca de seis a oito mil crianças austríacas. Em Portugal permaneceram toda a guerra, foram educadas, aprenderam a falar português como língua própria, e muitas acabaram por ficar por cá.
Mais tarde fundaram em Viena um clube em que apenas se falava português.

Facto curioso, muitas dessas crianças, senão a maioria eram judias, portanto mais uma vez se desmonta cabalmente a falsa narrativa do anti-semitismo de Salazar.

Cabe-nos cumprir um papel didático e de reposição da verdade factual e histórica, nunca deixaremos de falar verdade seja sob qual pretexto for.

Alexandre Sarmento

O desenvolvimento das Províncias Ultramarinas - Contra factos não há argumentos.

  «Acentue-se que, antes de 1961, a imigração de portugueses da Métropole insuflara o incremento da agricultura, da indústria e do comércio....