quarta-feira, 18 de maio de 2022

Pobre Portugal...

 


Eu não pergunto aos políticos, eu pergunto aos portugueses que escolheram os políticos!

Como foi possível em tão poucos anos Portugal ter passado a ser um verdadeiro albergue, já se perguntaram quais as razões para tal?
Será que os portugueses alguma vez foram consultados sobre o caminho a seguir em termos de políticas de desenvolvimento, ambiente, soberania ou mesmo sobre a estatização ou colectivização da propriedade?
Saberão os portugueses na generalidade sequer daquilo que estou a questionar?
Para quando a sociedade civil começar a assumir os seus próprios erros, quando será hora de realmente se fazer uma verdadeira reflexão sobre o estado caótico a que chagámos e como foi trilhado esse caminho?
Serão os portugueses conhecedores dos seus direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa?
Terá hoje o povo português a noção de que as soberanias dos Estados da Europa terminaram, que deixámos de ter Estados Soberanos e passámos a ser meras regiões administrativas da Europa, governados a partir de Bruxelas e quiçá de outras entidades exteriores e hostis aos interesses dos povos europeus?
Saberão os portugueses que todo o sistema em Portugal é socialista, está consagrado na Constituição, aliás, todo o projecto europeu é de cariz socialista e tende a transformar a Europa num sucedâneo daquilo que foi em tempos a URSS?
Outra questão que considero de vital importância, porque razão os portugueses não são bairristas e optam por produtos de produção nacional, sabendo nós que em termos de qualidade estão muitos pontos acima daquilo que hoje importamos?
Porque razão grande parte dos solos agrícolas portugueses estão ao abandono, porque razão não há uma política de fixação de comunidades no interior do país?

Vou responder muito sucintamente a tudo aquilo que questionei...

Os grandes culpados são os portugueses que se escusaram a fazer opções conscientes em relação às figuras que os representam, confiaram nos partidos políticos que mais não são do que agremiações mafiosas na mão da maçonaria, partidos políticos são empresas, não se esqueçam disso. Os portugueses não foram ouvidos sobre qual o modelo a seguir nessa escolha, temos uma democracia representativa, quando o caminho a seguir se fossemos um povo minimamente culto logicamente seria uma democracia directa e participativa, tendo por base o referendo a todas as questões de interesse público. O azar é que andamos a brincar às democracias há meio século, há meio século que somos coniventes com a canalhada que sorrateiramente se vai passeando pelos corredores do poder, o pior é que o fazemos de forma voluntária e chegamos ao cúmulo de defender com unhas e dentes os nossos próprios algozes.
Somos hoje um povo de artistas, tudo a querer mama na teta do Estado, tudo sonha com a subsidio dependência, a verdade é que os nossos políticos e gestores são uma versão exponenciada do seu próprio eleitorado, queixamo-nos de quê afinal, se fomos nós mesmos quem lhes forneceu as ferramentas para nos manietarem, explorarem e escravizarem. A verdade é que a prática, metade da população portuguesa está a viver com sérias dificuldades, a taxa de inflação é alta, os preços dos bens essenciais são elevados e os salários são o espelho da miséria socialista em que transformaram Portugal, importamos grande parte do que consumimos e nem sequer a nossa enorme Zona Económica Exclusiva está sob administração portuguesa, nem aos os recursos do nosso mar temos acesso. 
Resta-nos uma saída, ainda hoje falam da emigração e outros tempos, creio voltar a ser esse o caminho a seguir pelos portugueses, Portugal é governado por traidores e parasitas, anti-portugueses, digo eu, abram os olhos ou muito em breve seremos escorraçados do nosso solo pátrio.

Disse um dia num discurso uma grande figura da cultura portuguesa...

"(...)Nós nunca fomos muitos, mas enquanto soubemos ser todos, nós fomos sempre os bastantes."

É hora de reflectir qual o caminho a seguir...

Alexandre Sarmento




Salazar, um génio.

 


«A Revolução de 28 de Maio de 1926 e o Estado Novo, que se lhe seguiu e dela foi decorrente, constituíram uma indispensabilidade nacional resultante da situação caótica e de ruptura a que a Primeira República havia conduzido o País, em todos ou quase todos os sectores e particularmente no das finanças públicas. Foram chefes militares que sentiram aquela indispensabilidade e souberam, primeiro, estabelecer uma ditadura de sentido construtivo e redentor e, depois, admitir e conseguir, acabando por se lhe entregar plenamente, que um homem de génio, surgido em Coimbra - o Professor Doutor António Oliveira Salazar - dirigisse o País. Este criou, com a Constituição de 1933, o Estado Novo que chefiou até 1968, ano em que por doença, motivada ou acelerada por uma queda, teve de abandonar o poder.

Nestes trinta e cinco anos, o Estado Novo, além de continuar e terminar a Obra, iniciada pela ditadura, de reorganização geral do País, e particularmente de sua reconstrução financeira, teve de Enfrentar e Resolver quatro conjuntos de Grandes Problemas, que principalmente o Estrangeiro fez incidir sobre Portugal. Foram eles: os problemas decorrentes da Guerra de Espanha, ocorrida de 1936 a 1939; os problemas consequentes da Segunda Grande Guerra, que teve lugar de 1939 a 1945; os problemas devidos à expansão dos regimes democráticos pluralistas, após a referida Segunda Grande Guerra; os problemas relativos ao Ultramar Português, intensificados na década de 50 e, sobretudo, na década de 60.

São aquela Obra e o Enfrentamento e Resolução destes conjuntos de Grandes Problemas que, em termos de história, caracterizam o Estado Novo e facultam a formulação de um seu juízo. Assim:

1. A obra de reorganização geral do País, e particularmente de sua reconstrução financeira, foi realização notabilíssima que, só por si, justificou e elevou o Estado Novo e Salazar.

Mas, não posso deixar de referir, como ponto bem negativo, o facto de certos princípios de estrita economia continuarem, mesmo depois de desnecessários, a aplicar-se com prejuízo, por vezes acentuado ou mesmo grave, de realizações importantes.

2. Na Guerra de Espanha, estava fundamentalmente em causa a comunização ou não do país e, por arrastamento, a de Portugal, isto é, de toda a Península Ibérica, com severas consequências para a Europa e para o Ocidente em geral. A posição e acção de Salazar e dos Portugueses sobre o próprio conflito espanhol e, relativamente a ele, em âmbito internacional, contribuíram muito significativamente, mesmo quase decisivamente, para que a boa causa, a causa não-comunista, vencesse em Espanha. Foi outro serviço notabilíssimo prestado pelo Estado Novo, mas agora, não só a Portugal, como à Espanha e a toda a Comunidade Internacional Civilizada.

3. Relativamente à Segunda Grande Guerra, a atitude e a actuação de Salazar e dos seus Governos podem sintetizar-se nos três aspectos dominantes seguintes: o de preservar os Portugueses dos efeitos mais dolorosos da guerra; a contribuição muito significativa, igualmente quase decisiva, para a manutenção da neutralidade da Espanha; e o apoio oportuno dado à Causa Aliada, com a concessão de facilidades nos Açores, às respectivas forças armadas.

A grande vantagem em preservar os Portugueses dos efeitos mais dolorosos da guerra é evidente, até porque foi conseguida com satisfação, pelo menos final, dos próprios Aliados.

A contribuição para a manutenção da neutralidade de Espanha, neutralidade essencial para a Causa Aliada, foi serviço maior prestado a esta Causa. O alinhamento espanhol com a Alemanha de Hitler teria tido a projecção negativa de dimensão imprevisível no decurso e resultado da guerra. Salazar, que já tinha contribuído para evitar a comunização de Espanha, como recordei, contribuiu, agora, para evitar a sua nazificação.

Igualmente, a concessão de facilidades, nos Açores, às forças aliadas, muito importante para estas forças, efectivou-se oportunamente e sem qualquer afectação da soberania nacional, constituindo acto de grande relevância. Tal, não só por mostrar explicitamente a posição de Portugal na guerra, como por permitir reforço considerável do controlo pelas forças aliadas - controlo que lhes era indispensável - das comunicações marítimas e aéreas no Atlântico Norte. Assim e relativamente à Segunda Grande Guerra, o Estado Novo houve-se por forma superiormente meritória, no referente a Portugal, no referente aos Aliados e, em consequência, no referente ao Mundo em geral.

4. A ditadura estabelecida em 1926 era, por natureza, autoritária e o Estado Novo, que a substituiu, manteve certo autoritarismo - embora limitado pelo Direito e pela Moral Cristã, e, assim, muito afastado do dos sistemas, que pelo menos em parte lhe foram contemporâneos, de Franco, de Mussolini, de Hitler e de Estaline - e fez vigorar um regime de partido único. Com a vitória, em 1945, na Segunda Grande Guerra, das democracias ocidentais sobre as potências totalitárias - embora a URSS supertotalitária tivesse continuado a crescer em poder e agressividade -, verificou-se no Ocidente uma expansão dos regimes democráticos pluralistas. De tal resultaram pressões intensas sobre Portugal, considerando-se que, após já mais de vinte anos de regime autoritário - embora autoritarismo limitado pelo Direito e pela Moral cristã, e não totalitário -, seria o momento de o Estado Novo dar lugar a uma democracia pluralista. Mas havia pelo menos uma razão decisiva - repete-se decisiva - que impedia o estabelecimento, na época, em Portugal, dessa democracia pluralista. É que a influência que, em semelhante democracia, poderia surgir e decerto surgiria da parte de movimentos esquerdistas, inclusivamente socialistas-democráticos e socialistas-comunistas, conduziria à impossibilidade de manter a integridade do Conjunto Português - Metrópole e Ultramar -, mesmo dentro da Solução Portuguesa e da Política Ultramarina Portuguesa, que adiante se referirão. Insiste-se: o estabelecimento, então, de uma democracia pluralista em Portugal teria como consequência, imediata ou a curto prazo, a perda do seu Ultramar.

Assim, o Presidente Salazar teve que lutar, a nível externo, contra as pressões em causa, procurando fazer aceitar internacionalmente a continuação do Estado Novo com características que tinha e sempre tivera. Foi luta árdua, mas que se saldou por um sucesso, concretizado com o ingresso de Portugal na NATO, em 1949, onde ficou a par precisamente das democracias ocidentais vencedoras da Segunda Grande Guerra, e com o seu ingresso na EFTA, em 1959, onde ficou em paralelo com as democratíssimas Inglaterra e Suécia. Foi o reconhecimento, pela Comunidade Internacional Civilizada, do regime português e foi um grande triunfo do Estado Novo.

5. Salazar emergiu como político financeiro que depressa se revelou de excepção, prioritariamente empenhado na reconstrução financeira do País, e apenas como eventual estadista. Desta circunstância resultou o facto de, desde início, não ter encarado o Ultramar Português na plenitude da sua essência específica e única no Mundo. É disso consequência o Acto Colonial de 1933, que, alinhando de algum modo com outros países europeus possuidores de territórios no Ultramar, estava imbuído de certo e anacrónico espírito de império.

Porém, com a sua enorme capacidade, Salazar assumiu, progressiva e firmemente, a qualidade de estadista pleno, que, no seu zénite, foi mesmo um dos melhores de todos os tempos em Portugal. E logo teve lugar a evolução do Conceito Ultramarino Português, considerando entre outros, embora com algum atraso face à essência da fórmula portuguesa, os princípios actuais decorrentes dos direitos dos homens e dos povos, e terminando por se definirem uma Solução Portuguesa e uma Política Ultramarina Portuguesa, correctas no acerto, realismo e modernidade. Podem enunciar-se, como segue, as bases dessa solução e dessa política:

Bases então já explicitadas

a) Manutenção firme do conjunto unido dos territórios portugueses, europeus e ultramarinos.

b) Promoção, o mais acelerada possível, do seu progresso económico, social e político, em particular educacional, de saúde e cívico.

c) Intensificação da implantação, nos mesmos territórios, da paridade, harmonia e dignificação étnicas, da coexistência de religiões e crenças, e da conciliação de culturas e tradições - proposições fulcro da Solução Portuguesa. E proposições implicando objectivos, a prazo e de começo necessariamente tendenciais, de plenitude de cidadanias, de equivalentes posições iniciais e iguais oportunidades, de vigência dos mesmos direitos e deveres, e de acesso a situações económicas, sociais e políticas conseguido em face do valor real, da iniciativa havida e da actividade desenvolvida.

d) Tudo com a finalidade da consecução de um elevado grau de desenvolvimento global.

Bases então a explicitar oportunamente

e) Conseguido esse grau de desenvolvimento permissor de autodeterminações autênticas - proposição fulcro da Política Ultramarina Portuguesa -, informação por forma exaustiva e isenta das populações dos territórios sobre as características e modus faciendi dos diversos arranjos políticos possíveis - unidade, federação, confederação, comunidade ou separação total -, e sobre a natureza e positividade, no momento, e projecção eminentemente válida, no futuro, da Solução Portuguesa.

i) Em seguida, consulta geral e igualmente isenta das mesmas populações sobre os arranjos políticos em verdade desejados.

g) Por fim, adopção efectiva e rigorosa das opções verificadas na consulta.

h) Tudo prevenindo interferências estrangeiras ou de terceiros.

Contudo, o Presidente Salazar estava convicto, em face de boas razões, de que a explicitação, na época, das quatro últimas bases, mesmo em círculos fechados e em termos confidenciais, desencadearia uma imparável corrida às autodeterminações, que anularia por completo a política de autodeterminações autênticas. Tal explicitação só deveria ter lugar mais tarde e em tempo oportuno.

Deste modo ficou estabelecido, embora com uma parte ainda não explicitada, o novo e correcto Conceito Ultramarino Português, abrangendo a Solução e a Política Ultramarina Portuguesas. E foi com fundamento neste conceito que o Estado Novo teve a grandeza de manter a decisão de defender, a todo o custo, a integridade do Conjunto Português, facultando simultaneamente ao Mundo exemplo maior no plano étnico-social. Exemplo que, de resto, este Mundo mal aproveitou, como mostra a multiplicação dos conflitos raciais, religiosos e culturais que se vêm verificando.

Mas, à correcção do novo Conceito Ultramarino Português e à grandeza da decisão de defender a todo o custo o Conjunto Português, não correspondeu totalmente a respectiva Execução. Esta processou-se com erros vários, não pouco denunciados oportunamente mas nem por isso corrigidos e alguns até acentuados após os fins da década de 50, dada a idade já avançada de Salazar e, depois, dada a personalidade de Marcello Caetano. Entre eles, contam-se os seguintes: o limitado impulso e mesmo condicionamentos bem negativos postos no povoamento branco do Ultramar Português, erro que prejudicou o desenvolvimento da sociedade multirracial; a não integração económica do Conjunto Português, integração que teria consolidado fortemente a unidade política; a falta de preparação contra-subversiva, em tempo plenamente útil, das forças nacionais, incluindo o não estabelecimento de uma estratégia a nível, pelo menos, dos territórios metropolitanos e africanos portugueses, o que teria permitido o emprego, na guerra ultramarina de 1961-74, de menor volume de meios e um sucesso, nessa guerra, muito mais rápido.

De qualquer modo e mesmo com tais erros, se não tivessem tido lugar equívocos imensos de alguns Portugueses e, mais gravemente, apostasias e traições inconcebíveis de outros, o Conjunto Português ter-se-ia mantido e seria hoje, no Mundo, um dos espaços de grande justiça e de grande prosperidade. Bem em contraste com as dificuldades com que se tem debatido o que, após a descolonização, restou de Portugal, e com a opressão, a miséria e o sofrimento que se abateram inexoravelmente sobre quase todo o antigo Ultramar Português.

6. E parece exacta a seguinte síntese. Para além da notabilíssima reorganização geral do País, particularmente da sua reconstrução financeira; para além das atitudes, posições e acções, também notabilíssimas e superiormente meritórias, relativas à Guerra de Espanha e à Segunda Grande Guerra, e para além do triunfo do reconhecimento do regime português pela Comunidade Internacional Civilizada; seria o Conjunto Português, pluricontinental e multirracial, de grande justiça e de grande prosperidade, a Obra maior do Estado Novo. Contudo, embora com algumas responsabilidades deste, mas fundamentalmente como consequência dos equívocos, apostasias e traições citados, uns e outras impensáveis, verificou-se a queda do Estado Novo e com ela o desmoronamento do Conjunto Português, com prejuízo total daquela Obra.

7. Em consequência de tudo o exposto, o Juízo ponderado, em termos de História, do Estado Novo de Salazar é altamente positivo».

Kaúlza de Arriaga (in Jaime Nogueira Pinto, «Salazar visto pelos seus próximos - 1946-68»).

Posto isto, lá se vai a narrativa dos negacionistas da obra extremamente positiva de Salazar e do Estado Novo. O grave problema é a cegueira ideológica e a formatação sofrida por toda uma classe à qual foram introduzidos falsos moralismos, mentiras e utopias, usando uma definição tão cara à cambada marxista, perfeitos idiotas úteis, na minha opinião, perfeitos inúteis, bestas e acéfalos que não se dão ou deram conta que são eles mesmos as vítimas da sua própria ignorância. 
Os resultados estão à vista, temos um povo atrasado, a viver numa semi-miséria, culturalmente anulados, envergonhados do passado, invejosos, vaidosos e sem terem dado conta passaram a nada deter como propriedade e passaram a viver de esmolas do exterior e do cartão de crédito, bom, se isto pode ser chamado de evolução, talvez, mas só mesmo nos compêndios marxistas e democráticos. 
Não esquecer que o antigo regime resgatou a nossa autonomia financeira e colmatou um atraso estrutural de dois séculos, fez muito, com muito pouco e em muito pouco tempo, em temos muito conturbados a nível mundial. 
Vendo bem as coisas, com a morte de Salazar, morreu a Nação portuguesa, morremos como império, como país e como exemplo a vários níveis, sobretudo como portadores de civilização aos quatro cantos do mundo. Pela parte que me toca, Salazar foi o último grande português, infelizmente injustiçado, tenho dito. 

A bem da Nação. 

Alexandre Sarmento

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Agostinho da Silva, sempre actual...



E agora vamos lutar contra os dragões. 

O primeiro é o ideal de um produto nacional sempre crescente e um sempre mais elevado nível de vida material. Neguemos tal ideal. O que queremos é que o produto nacional seja distribuído com justiça, isto é, com amor, e que a qualidade do nível de vida seja elevada. Como indivíduos podemos escolher ser pobres (não miseráveis, com certeza) e recusarmo-nos a comprar, passando para os outros o que é demasiado para nós. Empresas e governos querem que sejamos ricos e tenhamos coisas. Sejamos pobres e sejamos coisas — repito, ser coisas, não ter coisas. 


O segundo dragão é a informação, desde a bisbilhotice e a escola até à imprensa e à televisão. O modo de lutar é dizer a verdade, e somente a verdade, cada vez e em cada coisa, e estarmos prontos a informar quem quer ser informado. Noutras palavras, devemos ser professores de todos que queiram aprender e nunca deixarmos que a nossa inquiridora, ansiosa em aprender e critica mente adormeça, nunca apoiar erros e mentiras, nunca ficar passiva em confronto com agressões contra a nossa inteligência, o nosso poder de julgar e comparar e o nosso poder criativo. Podemos fazer isto como indivíduos, como pontos com alma.
 

E eis que chega o terceiro dragão, o pior deles todos — a nossa tendência de pertencer a grupos, de ter um partido político ou uma igreja que pense por nós, de consultar ou seguir professores e gurus, numa palavra, de engolir a vida como criança chupa o leite do biberão. Na realidade nós somos piores, porque no nosso caso o leite já está digerido. Está alerta em relação a dinâmica dos grupos e de invenções skinnerianas similares. Tu podes, com certeza, conviver com os outros, mas nunca seres os outros. Eles podem ser muito bons, mas tu és sempre melhor porque és diferente e o único com as tuas características. Podes, e deves, ter ideias políticas, mas, por favor, as tuas ideias políticas, não as ideias do teu partido; O teu comportamento, não o comportamento dos teus líderes; os interesses de toda a humanidade, não os interesses de uma parte dela. E lembra-te que "parte" é a etimologia de "partido". O mesmo se aplica às igrejas, se tens uma religião que não é a principal religião para mais ninguém, como um objeto é principal para todas as palavras que ela possa significar em todas as nossas linguagens. Está de sobreaviso em relação a gurus e outros líderes carismáticos. A atração pessoal é o seu esconderijo e nada pode ser pior do que ela para a liberdade de atuar e pensar. Se possuis ou estás possuído, então estás perdido. Neste caso só o amor te poderá salvar. E amor é raro, raro e frágil, frágil e rápido.

 Agostinho da Silva,  Três dragões ", 1973, in "Textos e Ensaios Filosóficos II", pp. 293-294.

quarta-feira, 30 de março de 2022

Convém lembrar os outros Holocaustos!!!

 



Há 77 anos atrás, Churchill incinerava 100.000 civis indefesos em Dresden‎, com bombardeamentos aéreos, numa cidade onde não havia objectivos militares.

‎Era quarta feira de Cinzas, 1945, na magnífica cidade de arte alemã de Dresden, repleta de refugiados cristãos indefesos fugindo do Exército Vermelho da URSS stalinista.
As crianças luteranas e católicas nativas de Dresden, vestidas com as suas fantasias folclóricas saxãs festivas, estavam a bordo de um combóio que os levava para casa depois das festas de Mardi Gras, em diferentes pontos daquela cidade.‎
‎Ainda alegres com as festividades da noite, eles apanharam o combóio no dia anterior à Quarta-feira de Cinzas, 14Fev1945, para irem assistir às solenidades religiosas que seriam observadas mesmo em tempo de guerra, em memória da paixão e morte de Jesus.
No céu, aviões bombardeiros dos aliados avistaram o combóio civil e abriram heroicamente fogo contra as crianças lá dentro, cujo sangue logo inundou os destroços.‎
O holocausto cometido pelos Aliados em Dresden contra civis alemães, com duração de dois dias matou pelo menos 100.000 pessoas, o mesmo nº do holocausto atômico em Hiroshima ou Nagasaki, mas geralmente não merece nenhumas ou mais do que algumas frases ou um único parágrafo nas páginas dos jornais.
As nunca vítimas alemãs e japonesas dos crimes de guerra aliados como este e em Hiroshima e Nagasaki, foram perpetrados por políticos e países acima de quaisquer suspeitas de crimes de guerra.


‎Na primavera de 1945, depois da execução do bombardeamento aéreo contra todas as grandes cidades alemãs, e com o fim da 2ª GM à vista na Europa, Winston Churchill começou a considerar a sua reputação pós-guerra, porque os fantasmas dos 500.000 inocentes alemães que ele ordenou que fossem chacinados por aqueles bombardeamentos às principais cidades alemães, já no fim da guerra, poderiam um dia voltar para lhe assombrarem o prestígio político.
Em 28 de março de 1945, emitiu um memorando enganador, culpando o seu próprio Comando de Aviões Bombardeiros do massacre em massa dos civis alemães, insinuando subtilmente ter sido culpa do Comandante Arthur Harris e do Corpo de aviadores, ao recusar atribuir Medalhas pós guerra, quer à unidade de bombardeiros, quer ao seu Comandante, embora tenham sido dos que mais baixas tiveram na guerra.
De facto e no entanto, na execução dos bombardeamentos, O Comandante Arthur ‎Harris e a Unidade de Bombardeiros, limitaram-se a cumprir ordens explícitas de Winston Churchill.
W. ‎Churchill, como muitos outros, esforçou-se por culpar a Alemanha por de ter sido quem primeiro bombardeou massivamente Guernica em Espanha, no decurso da guerra civil, em nome das forças de Franco, e em Roterdão, durante a guerra com a Holanda.
Em ambos os casos, Churchill afirmou que milhares foram mortos.
Mentira, menos de 100 pessoas foram mortas em Guernica de acordo com o historiador David Irving, e menos de mil em Roterdão, quando a Luftwafe, acidentalmente, atingiu uma fábrica de margarina e o líquido inflamável incendiou as casas nas proximidades.‎
‎Os alemães prometeram não ser os primeiros a bombardear centros civis na Grã-Bretanha.
W. Churchill esperava e queria que eles bombardeasse Londres para ter uma boa desculpa para silenciar o grande movimento de paz na Inglaterra, que o estava a incomodar em 1940, numa época em que os alemães não tinham lançado ainda uma única bomba em Londres, isto quase um ano depois de a Grã-Bretanha ter declarado guerra à Alemanha.‎
‎O primeiro-ministro britânico obteve finalmente o seu tão almejado pretexto em fins de agosto de 1940, quando, estranhamente, um bombardeiro alemão solitário (?) "se perdeu e voou pelo pelo rio Tâmisa acima".
Tinha ordens para atacar uma refinaria de petróleo mas, em vez disso, lançou as suas bombas no East End de Londres. Ninguém foi morto, felizmente, mas Churchill ficou exultante.‎
‎Tinha finalmente a desculpa que precisava para retaliar maciçamente contra Berlim, sabendo que Hitler responderia em espécie, e que o movimento de paz britânico desapareceria na fumaça e nas chamas da "Batalha da Grã-Bretanha" e da "Blitz".
W. Churchill ordenou de imediato que cem bombardeiros atacassem Berlim.



Os Comandantes da Força Aérea Real (RAF) avisaram-no que a Luftwaffe faria o mesmo com Londres.‎ Ficou indiferente.
‎W, Churchill precisava que o maior número possível dos seus próprios cidadãos civis ingleses em Londres morresse, para ele puder culpar das mortes os alemães e justificar uma guerra total contra a Alemanha, tendo assim conseguido o seu objetivo.‎
‎Até hoje, o crime de guerra que os líderes da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos perpetraram em Dresden é justificado com base na fábula já esgotada de que "a Alemanha fez isso primeiro em Roterdão e Guernica", e o terror que os bombardeiros alemães lançaram sobre Londres.
Nada do que ocorreu em Guernica, Roterdão, ou, neste caso, em Londres, se aproxima minimamente da escala do massacre executado pelas forças aéreas de Churchill e Franklin Roosevelt em Dresden.‎
‎Em 4 de setembro de 1940 Hitler fez um discurso no qual afirmou que se o "bêbado louco" W. Churchill continuasse a atacar Berlim, os alemães não iriam ficar parados e atacariam Londres.
A. Hitler foi sempre ultrapassado pelas maquinações de facto muito inteligentes da traição maçônica, existente no coração da classe dominante britânica.‎
‎Independentemente das acções de W. Churchill, Hitler deveria ter limitado a sua campanha aérea a bombardear exclusivamente objectivos militares britânicos, nunca civis, (por exemplo, a Luftwaffe nunca se preocupou em atacar as fábricas que construíram os bombardeiros Lancaster da Grã-Bretanha).‎
‎Mas, em 6 de setembro, os bombardeiros Luftwaffe subiram o Tâmisa; cerca de 3.000 londrinos foram mortos. Agora W. Churchill tinha o que queria; estes factos não se encontram na História oficial.
Para aprender a verdade é preciso ler e estudar os historiadores revisionistas, não os conformistas, particularmente o demonizado David Irving, o historiador militar preeminente da 2ª Guerra Mundial no teatro atlântico.‎
‎A mentira da História em que vivemos e a que estamos presos é uma distopia Orwelliana por nós criada e que se torna flagrante quando é considerado altamente insensível ou mesmo "anti semita" não acreditar nos 6 milhões de judeus mortos no chamado Holocausto, e mais grave ainda aplicar tal designação aos inocentes civis massacrados nas cidades alemãs que foram incineradas, ou em Hiroshima e Nagasaki, mesmo que esses crimes de guerra tenham sido holocaustos genuínos por definição de dicionário: .
"Holocausto, destruição ou abate em larga escala, causada especialmente pelo fogo. Origem: - Holokauston grego, de holos 'inteiro' e kaustos 'queimados'.‎
Na realidade, meio milhão de civis alemães e 750 mil civis japoneses (incluindo as vítimas do bombardeamento em Toyko), foram realmente queimados vivos, mas é um crime de livre expressão dizer isso.
Somos uns cobardes ao permitirmos que a verdade da História seja proibida, pela lei, inclusive.
‎A Prof. Lipstadt, que fez uma carreira a estigmatizar qualquer um que duvide de qualquer aspecto da narrativa oficial do "Holocausto", como sendo um diabólico "negacionista do Holocausto", é livre para negar, sem consequências, o holocausto em Dresden, por causa de seu status excepcional como um dos Santos.
Ela pode fazer o que quiser com a História, de maneiras que o resto de nós não pode.
Só por isso não podemos e nem devemos respeitar a religião da Holocaustianidade.‎
‎Não é História. É um produto da megalomania talmúdica. Poucos de nós toleram o egoísmo fanático dos católicos, protestantes ou muçulmanos. A própria ideia desses fanatismos levanta a nossa indignação secular e a "Separação da Igreja (ou Mesquita) e Estado!" é o nosso grito, diante disso.
Mas gritar "Separação da Sinagoga e do Estado!" em nações onde o Judaísmo é a religião de Estado, seria impensável para qualquer um que valorizasse a sua reputação, emprego, segurança pessoal e liberdade. ‎
‎‎Mil anos de guerras nacionais e religiosas na Europa não causaram tanta destruição quanta a que o Sr. Churchill e o presidente dos EUA Franklin Roosevelt provocaram contra os os tesouros culturais da civilização ocidental, em cidades como Dresden.
Eles bombardearam Dresden tão friamente quanto um viciado em metanfetamina incendiaria um prédio de apartamentos, para se vingar do proprietário que o houvesse despejado.‎
‎No entanto, professores e administradores universitários americanos, "cristãos conservadores" das instituições de ensino superior, como o prestigiado Hillsdale College de Michigan, que é o destinatário de milhões de dólares em doações de "conservadores" que buscam preservar a civilização ocidental, santificaram Churchill como um modelo de decência, coragem e liderança ocidental.

José Luiz da Costa e Sousa




No Centro do Vulcão.



No Centro do Vulcão, é uma obra, é um testemunho contado na primeira pessoa, o testemunho de um amigo que muito prezo, relatos de eventos, pré e pós processo de independência nos nossos antigos territórios ultramarinos. Mais conhecido como vergonhosa descolonização e subsequente martírio de povos que outrora foram parte integrante da Nação portuguesa, estamos a falar de portugueses de corpo e alma que ficaram à mercê de genocidas e terroristas, abandonados à sua sorte, a má sorte de terem caído na teia de um regime marxista sanguinário.

Neste livro, o Rodrigo Carlos Guedes mostra-nos dois cenários, o aparente e também os bastidores da luta pela reposição da ordem, da justiça e de um regime mais humano e em prol dos naturais dos países em questão. Conta-nos a forma como foi organizada a resistência aos regimes marxistas já implementados nesses países que outrora ostentavam a bandeira portuguesa.

Este livro serve também para homenagear muitos dos verdadeiros heróis que fizeram a luta pela liberdade e pela possível instauração de um regime justo e humano naqueles territórios africanos.

Deixo aqui expresso o meu agradecimento ao autor pela coragem e frontalidade com a qual abordou este tema, Rodrigo, que nunca te doa a voz, continua alutar pela verdade, deves continuar a desmontar a narrativa do politicamente correcto e indicar, apontar o dedo aos responsáveis pela chacina e miséria de povos hoje e sempre nossos irmãos, muito obrigado.

Alexandre Sarmento 

Nota: contacto do autor (+351)911551906
















domingo, 13 de março de 2022

Salazar e a NATO.

 



SALAZAR E A NATO
Como é que Salazar encararia o papel da NATO nos dias de hoje?
Como se sabe, a NATO, foi criada bem depois da IIGG, e tb depois da ONU.
A NATO, foi preconizada - pouca gente conhece isto - por sugestão de Salazar, ainda antes da Guerra Civil de Espanha e portanto, bem antes 2ª. Guerra Mundial.
Propunha a união dos países ribeirinhos para a defesa de todo o Atlântico perante a ameaça soviética.
Esta ideia encontra-se bem patente e desenvolvida nos discursos de Salazar entre 1935 e 1948.
Sempre a bater na mesma tecla
Salientava o valor da nossa identidade luso-brasileira, do valor da aliança anglo-lusa e, após a vitória de Franco, da disponibilidade dos países ibéricos e países descendentes, nas costas leste e oeste, na defesa do Atlântico Sul.
Sugeria o forte protagonismo ibérico, das colónias espanholas e portuguesas da costa Oeste de África e dos países de língua espanhola e portuguesa das Américas.
O eixo-anglo-americano, parece que achou que era protagonismo a mais (julgam que os “hispanos” não merecem …) e rejeitou o mais importante da ideia.
E após o fim dessa guerra em que se tinha aliado com a URSS, perante o agigantar desta, passou a temer e a pensar na defesa do “ocidente”.
“Ocidente” esse, que ia pouco além dos aliados não comunistas da guerra que terminara em 1945.
Um “ocidente” em que o que verdadeiramente importava era a segurança dos interesses anglo-americanos. Tal qual hoje…
E assim ficou a ser, apenas, o Tratado do Atlântico Norte.
Hoje com a implosão da União Soviética, a NATO deixaria de ser necessária.
Mas parece que não. E agora é usada para apoiar o expansionismo anglo-americano no firmar de novas posições.
E assim, têm vindo a avassalar o Próximo e Médio Oriente, desde os países do Mediterrâneo até ao Paquistão.
Passando pelo Afeganistão, fundamental neste aperto do laço que pretende asfixiar a Rússia.
Mas a Rússia já faz tempo que não oferece os perigos do internacionalismo comunista.
Como é que Salazar, à frente de um País membro da NATO decidiria neste caso, se hoje estivesse ao leme?
Talvez tenhamos alguma ajuda se lermos este desabafo que expressou numa entrevista dada a Ploncard d’ Assac.
Ploncard d’Assac jornalista e escritor, que nos parece, com razoável aproximação, na linha de Franco Nogueira.
A pergunta para os Meus Amigos
Como é que Salazar procederia neste caso?
A seguir, os textos do jornalista francês.
Do Livro “Salazar” de Ploncard d’Assac. Páginas, 274, 275
Salazar vê a NATO a enveredar por caminho errado, avisa e sugere:
«Não há nada imutável, e por isso é natural que [as instituições] continuem a ser melhoradas consoante as necessidades que forem surgindo.»
Portugal por exemplo, é membro da N.A.T.O. Aceitou os riscos e as despesas do facto sem ter obtido uma compreensão «adequada».
Ora, no seu entender a N.A.T.O. já está inadaptada aos objectivos a que tinha sido destinada.
Criada para « enfrentar um ataque concentrado em zona restrita, a N.A.T.O. não evolucionou nem pôde adaptar-se aos riscos globais que há muito o mundo livre passou a enfrentar.
Estão á vista os desastrosos resultados; e isso porque alguns, senão a maioria dos membros, em vez de encontrar na aliança apoio ou pelo menos compreensão, vê a N.A.T.O. servir de cobertura a uma política que passa ao lado dos seus interesses, quando no fundo lhes não é hostil».
«Os Estados Unidos queixam-se com amargura de que são obrigados a desempenhar o papel de ‘gendarmes’ mundiais.
Somos compreensivos para a queixa e para o peso o encargo que tal política acarreta ao grande povo americano; mas caberá observar natural que assim devesse acabar por acontecer, desde que a América tem por vezes, mediante resoluções de improvisação política, abandonado e até hostilizado os seus aliados, que seriam outros tantos ‘gendarmes´ indicados».
Parece-nos que os Estados Unidos não deveriam surpreender-se de que seja inviável simultaneamente simultaneamente contribuir para a destruição das posições dos aliados no mundo e esperar destes apoios à política americana em relação às suas próprias e àquelas mesmas posições alheias.
Nem na verdade se entende o motivo da surpresa: como o mundo oscila entre dois blocos de força, desde que se prossiga uma política que tem tido, senão por finalidade, ao menos como resultado o afastamento dos países ocidentais das suas posições, é evidente que o vácuo criado só podia depois ser preenchido pelas forças comunistas ou pelos próprios Estados Unidos.
Para evitarem a primeira alternativa, os Estados Unidos são arrastados à segunda solução, que se deve reconhecer teria sido dispensável em orientação diversa.
Acusam alguns os Estados Unidos de entenderem ser-lhe possível e até nacionalmente vantajoso substituirem-se aos seus aliados por toda a parte, no plano político e no plano económico.
Não perfilhamos a acusação, mas, perante os resultados obtidos, dir-se-ia que desejariam libertar-se de algumas das suas actuais responsabilidades.
Têm a nossa compreensão; Mas o mal está feito; e apenas será de desejar que se remedeie na medida do possível ou ao menos que não se persista no erro.»
É nesse erro americano que Salazar vê, desde há anos, a origem das pressões exercidas do exterior às Províncias Ultramarinas Portuguesas.
«Foi uma construção abstracta a tese de que, no vasto continente africano, tudo teria de passar-se daa mesma forma e conformar-se com um só padrão; e a esses fazedores de abstracções é intolerável admitir que as realidades não se subordinam por toda a parte aos seus princípios, aos seus slogans.»
Parece-me justo sublinhar que a parte de responsabilidades que cabe aos americanos na definição dessa abstracção e sua propagação é considerável, é às democracias francesa, inglesa e belga que cabe a não menor responsabilidade de ter cedido a essas mesmas abstracções e a esses mesmos slogans.
A resistência portuguesa confirma apenas a certeza de que a Europa africana poderia ter resistido à «pressão» americana se o tivesse querido e que as atitudes anti-americanas adoptadas por alguns foram bem tardias.
Teria sido melhor tê-las visto a ser tomadas quando ainda se tinha um império a defender.
Não havia nada na argumentação de Salazar que contradissesse a situação tal como esta se apresentava a Londres, a Paris ou a Bruxelas.
«É cada vez mais evidente a vantagem da colaboração e integração de grandes espaços e unidades, e a Nação portuguesa integrada, multicontinental como é, corresponde no fundo mais às necessidades reais de todos os seus povos do que lhes corresponderia a pulverização em unidades políticas inviáveis que cedo cairiam no domínio económico alheio e acabariam por perder a sua independência nominal […].
Colaboramos com quem está disposto a colaborar connosco; e os que nos hostilizam não deviam esperar a nossa cooperação, ainda quando alegam que esta beneficiaria a defesa do que chamam ‘mundo livre’: não parece razoável que se nos exija em nome dele uma cooperação automática que faria fomentar a hostilidade de outras potências contra nós, se não dispomos da necessária contrapartida.

Pedro Torres de Castro

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