segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Este país não é para pobres!!!

 


O português sai de casa e vai comprar o combustível mais caro que alguma vez já comprou à GALP, e pelo caminho ouve na rádio que a mesma GALP acaba de apresentar lucros de 812 milhões de euros, uma subida de 40% face ao período homólogo do ano passado. 

Depois vai ao Continente e constata que, do pão à escova de dentes, está tudo muito mais caro, e de passagem lê na banca dos jornais que a dona do mesmo Continente acaba de apresentar lucros de 123 milhões, uma subida de 20,5% face ao período homólogo do ano anterior. 

Ao usar usar o cartão de crédito para pagar uma refeição, verifica que a taxa de juro do mesmo já aumentou duas vezes no espaço de um ano, e vê no rodapé do telejornal que os cinco maiores bancos tiveram proveitos de 2.519 milhões de euros, um número irrisório. 

Depois passa numa papelaria para comprar uma resma de papel para os trabalhos do filho e vê na banca que a Navigator somou lucros de 144,7 milhões de euros. 

Em seguida, pega no telemóvel e lê uma mensagem de alerta de fim de plafond de dados móveis, e ouve na rádio que a NOS lucrou 245,9 milhões e a Sonaecom 51,6 milhões. 

Cansado de mais um dia como tantos outros, de canseiras, gastos e sacrifícios, volta a casa já noite. Cruza-se com o vizinho que está sempre sorridente e, depois de pousar as chaves, lê os três dígitos à esquerda da vírgula da factura da EDP que acabou de tirar do correio. Liga a televisão e vê a notícia de que a EDP acaba de anunciar lucros de 1.150 milhões de euros uma subida de 44% face ao ano transato. 

As perguntas que se impõem são:

O rendimento da grande maioria das famílias é suficientes para usufruírem de uma vida digna?

Por que razão os salários não acompanharam o aumento do custo de vida?

Quem consegue viver num grande centro e pagar uma renda de casa a valores absolutamente pornográficos e desfasados da realidade portuguesa?

Por que razão os nossos governantes não impõem limites aos preços dos bens de consumo praticados neste país, note-se que no passado assim acontecia, mas segundo dizem vivíamos num regime fascista?

Já fizeram bem as contas em relação à carga fiscal efectiva neste país?

Já pensaram que estamos à mercê de um Estado Totalitário, um Estado Ladrão, um verdadeiro estado comuno-socialista que não nos reconhece direitos individuais, o direito de propriedade em especial, pagamos o sol e o ar que respiramos, pagamos tudo e sem direito a reclamar. Vou fazer aqui menção ao povo de Barroso, região de Montalegre e Boticas, o melhor exemplo actual do que é o abuso de poder por parte do Estado, o Estado passou por cima das questões ambientais, passou por cima da vontade das populações, negociou riquezas do subsolo sem ter em atenção o direito dos cidadãos e de covarde entregou a empresas estrangeiras um vasto território que no fim de esgotado dos seus recursos não será mais do que um deserto desprovido de vida, com os aquíferos contaminados ad aeternum por metais pesados, um território que hoje é um santuário da natureza que em breve e se não houver uma acção popular enérgica será em breve transformado numa espécie de cenário pós apocalíptico.


Estamos a ser governados por traidores, vigaristas, vendedores de banha da cobra, que, por baixo da máscara do servir o país, nos vão condenando a um futuro inglório e de difícil sobrevivência, um bando de incompetentes que ao mesmo tempo que destrói o país vai engordando o seu já vasto património e mordomias. Portugal já não é um país, Portugal é hoje um feudo da cambada dos partidos políticos, partidos políticos são empresas detidas por lojas maçónicas e outras agremiações criminosas que fazem corar de vergonha a verdadeira Máfia, tal a falta de valores e a forma covarde e ilícita como se beneficiam. Esqueçam, o descarregar de um papel numa urna é uma ilusão, a cambada que governa este país vai alternando no poder para dar uma ideia de escolha ao eleitor, nada mais falso, é tudo um jogo combinado, percam as ilusões, regressem à base da civilização, escolham a via do comunitarismo, regressem a um passado menos individualista e menos consumista. está na hora de exigir o nosso Portugal e volta, está na hora de dizer basta, está na hora de mostrar quem somos e o que queremos, estamos fartos de ser enganados e roubados, estamos fartos  de discursos demagógicos e do circo milionário, o circo que custa milhões a quem conta tostões, fartos de parasitas dos cofres públicos e também fartos de uma Justiça forte com os fracos e fraca com os fortes. Os exemplos são mais do que muitos, o Salgado, o Sócrates, o Berardo e milhares de exemplos revoltantes da impunidade reinante neste país!!!

Portugal está a ser queimado e os portugueses a serem vilipendiados por verdadeiros criminosos de colarinho branco, a continuar, não tarda e estaremos todos a viver debaixo da ponte e a comer da sopa dos pobres, isto se aqueles que nos condenaram à indigência forem benevolentes!!!

Como disse em tempos um grande Senhor, um Grande Português, o Professor Hermano Saraiva;

"Nós nunca fomos muitos, mas enquanto soubemos ser todos, fomos sempre os bastantes."

Uma civilização que renuncia à possibilidade de recorrer à violência nos seus pensamentos e acções destrói-se a si mesma. Transforma-se num rebanho de carneiros a degolar pelo primeiro que passe. O mesmo acontece com os homens.

Alexandre Sarmento


Uma Guerra Contada na Primeira Pessoa

 



A UTOPIA DA PAZ NA ORDEM MUNDIAL EM QUE VIVEMOS, CONTADA NUM TOM LIGEIRO, NUMA HISTÓRIA REAL POR MIM VIVIDA.

Das guerras fica, para a História, apenas a versão dos vencedores, que diz serem sempre estes os seus heróis, as suas vítimas e os detentores de todas as razões e virtudes.

Dos perdedores, diziam os Romanos “aí dos vencidos”, e são sempre eles os culpados e os agressores e pecadores de todas as guerras, que a História registou.

Andei por algumas guerras, 5 anos nas contra guerrilhas das nossas lusas Áfricas e descolonizações das ditas, 4 anos nas guerras da ex-Jugoslávia, mais 10 já na paz e 2 anos em Timor; dessas guerras ficaram-me muitas histórias vividas e algum saber de guerras feito.

Tudo isto para contar uma dessas histórias simples, mera curiosidade ou seriedade, acerca do “modus faciendi” e das "grandiosas razões" que assistem aos “fabricantes profissionais, os warmongers” das guerras nos tempos que correm, e que são, ...

.... ou razões político estratégicas (caso da ex Jugoslávia, incluindo o Kosovo), ou económicas, traduzidas estas no saque intensivo e imediato dos recursos naturais dos países vítimas (casos do Iraque, Líbia, Síria, vários países de África, Ucrânia, Venezuela, Irão, Rússia, etc..); outras razões são ficções político mediática, para consumo das mentes de boa vontade.

Ano de 1994, era eu Chefe de Estado Maior da Polícia Civil da ONU, cobrindo esta toda a Croácia, Bósnia e Macedónia; a guerra rugia, forte e fera, na Krajina/ Croácia e na Bósnia; na Macedónia não havia guerra e no Kosovo veio mais tarde.



O Comissário da Polícia da ONU na Jugoslávia, meu Comandante directo, o Superintendente Chefe Mike O´Rilley, mandatou-me ir a Skopje, capital da Macedónia, representá-lo num acto oficial e averiguar um caso de polícia envolvendo um Macedónio; lá fui.

Skopje é uma cidade feita de História, beleza e simplicidade; gostei; ido de Zagreb, de gelados e nevados Invernos, re encontrei o Sol, o Brazão da Macedónia, soalheiro e amigo, aqueceu-me em abraços de boas vindas; no ar havia cheiros intensos de floras tipo mediterrânicas, que me alegraram a alma e me fizeram sentir em casa.

Ali, a Polícia da ONU facilitou-me viatura e intérprete e, no dia seguinte, fui em busca do tal Macedónio, residente algures, fora da cidade.

Um terço da população macedónia é albanesa, gentes curiosas, física e mentalmente perdidas na cadeia da evolução entre Neandertais e Sapiens; vivem de pequenos negócios e “Cosas Nostras” várias, e são aliados naturais do Ocidente, pela excelência dos valores ético e morais que seguem; gente fina!

Os que vivem em moradias rodeiam-nas de altos muros, para que não se lhes cobicem as mulheres, são muçulmanos, só casam entre si e, sendo elas pouco favorecidas pela mãe natureza, usam de nascença uma como que burka natural de encantos nenhuns feita, não precisavam dos muros, nem de burkas de fazenda mas enfim!

"Chegámos", disse a intérprete; olhei, a modos que estranhado, pois, lá no cume duma colina estava plantada uma vivenda meia fortificada, colina essa rodeada de redes altas encimadas em farpados arames, holofotes, câmaras vídeo, e outros apetrechos defensivos.

A entrada era um portão de alta segurança, com guardas, identificámo-nos e entrámos.

O por mim procurado Macedónio, albanês de origem e profissão, transpirando energia, era um ser dominante das coisas e das circunstâncias, simpático, falador… e aquela sua residência, era afinal uma firma de venda de armamento e material de guerra, facto inesperado para mim, mas, na previsão da guerra ali vir a acontecer, o albanês macedónio vendia já armamento militar para as futuras milícias do Kosovo, metralhadoras, pistolas, equipamentos militares, etc… o qualo que , orgulhoso me mostrou, tudo o que ali estava exibido à vista.

Vendo o espanto no meu olhar, disse-me representar armamento americano e alemão; nada de anómalo, há firmas deste tipo em vários Países, para fornecerem as suas forças armadas; não era o caso.

Sendo o café (Kafa) uma tradição inultrapassável, convidou-me, sentei-me e lá veio o por ali celebrado e bebido "turska kafa", feito com café em pó, sem filtros, de que gosto; bebia-o numa versã camponesa com a minha avó nas minhas infâncias e adolescências rurais e beirãs.

Perguntei-lhe a quem e para quê vendia ele as armas, pois não havia na Macedónia guerra alguma, apenas uns incidentes inter étnicos menores; respondeu-me vagamente, que há-de haver guerras aqui ou no Kosovo ou em ambas estas regiões.

Ele gostava de falar, interessei-me, alimentei a conversa e lá me foi contando coisas novas para mim, coisas de espanto e de mal crer; saí dali mais tarde, confuso, a pensar : - “ Zé Luiz, (eu) és um provinciano!"

E o albanês contou-me, que homens vindos da estranja (agentes da CIA, MI6 e de países da NATO) andavam por ali há muito a planear guerras e a botar contas a custos e lucros que estas iriam render em armamentos, na Macedónia e no Kosovo, (ambas as regiões ainda em paz); seriam bons negócios, disseram-lhe e, botou logo firma para o efeito, aquela onde eu me encontrava.

Inocente, perguntei: - "Planear as guerras, mas quais guerras, não há guerras nenhumas aqui na Macedónia, nem no Kosovo! E fizeram já as contas aos custos e lucros, como?"

Passou em falso e disse-me receber as armas legalmente e que, uma hora depois de adquiridas podiam estar no Kosovo em segurança, idas só por terras de albaneses (a Macedónia tem fronteiras com a Albânia e com o Kosovo, onde 30% da população é albanesa) .

De cabeça formatada à ocidental, eu era um crente nas fantasilândias dos média, onde as guerras são sempre maldades anti humanidade de uns quaisquer ditadores, uns malandros politicamente incorrectos que, oportunamente vilanizados e diabolizados, logo seriam combatidos pelas bondades pró humanidade de outros líderes, paladinos incansáveis da defesa dos eternos valores ocidentais, oportunamente deificados e, politicamente correctos.


Lá me revelou em breves dizeres, meio a confidencialidades não ditas, mas insinuadas, o que ouviu contar do fabricar daquelas guerras futuras e respectivos negócios.

“Mas, e as baixas, os mortos ?” Perguntei eu… “Ah! Quanto às baixas, essas, são apenas gente, “just people, nothing else than people”, disse-me ele, com fria indiferença e tal como terá ouvido da boca dos seus amigos fabricantes de guerras.

Ouvi assim falar, pela primeira vez, de “fabricantes /planeadores de guerras” no terreno, assim como das baixas das guerras serem consideradas “apenas gente, just people” e mais dos negócios das cujas, em armamentos e diversos, serem friamente calculados, e tudo isto anos antes destas se iniciarem.

Sorriu-se, quando lhe disse não crer em semelhantes tais, ao que ripostou, ser tempo para mim, de sair das realidades mediáticas e fantasiosas da correcção política e entrar nas realidades reais, passe o pleonasmo.

Depois concluí que aquele albanês da Macedónia, tinha sido convidado ou contractado pelos serviços de informações ocidentais (fabricantes das guerras) para aquele efeito, facto que me omitiu.

Estava então ali, pelos vistos, em planeamento já a guerra do Kosovo, que só iria ocorrer em 1996/99, (estávamos em 94) e os EUA, UK, NATO, etc… tinham já os seus agentes (CIA, MI6 E MOSSAD) por ali a pré fabricarem-na.

O Kosovo, tinha uma maioria populacional de origem albanesa (60%), e situa-se na fronteira da Macedónia (País este onde 30% são também albaneses).

Os preparativos para aquela guerra implicavam, entre muitos outros aspectos, a instalação duma cadeia de apoio logístico para o então futuro Exército de Libertação do Kosovo (UÇK/KLA), na Albânia e na Macedónia, para abastecimento oportuno de armas e munições, etc.…; a sua firma era já, pois, um elo dessa cadeia logística.

O Exército de Libertação do Kosovo foi uma criação dos EUA, Reino Unido e dos Países NATO em geral, e foi por estes Países recrutado, treinado em campos militares na Hungria, organizado, armado, doutrinado e depois orientado operacionalmente no terreno contra os Sérvios, em cujo território e País se integrava o Kosovo.

No fim falámos também no caso que ali me levou; resolveu-se nas empatias geradas, e lá me fui, às voltas com a minha cabeça a questionar-me à laia de Shakespeare, na versão : - "Crer ou não Crer, eis a Questão".

Foi uma lição de política real a que aquele macedónio, albanês étnico, me proporcionou, ao mostrar-me como, mais de 6 anos antes, os “fabricantes de guerras”, em nome das potências dominantes no globo, andavam já no terreno a “comprarem” políticos, partidos, gentes e agentes, a recrutarem milícias e a doutrinarem, manipularem e instruírem esses instrumentos das políticas internacionais, muitos talvez inocentes e até de boas fés, para avançarem, oportunamente, com o processo conducente, neste caso, à guerra do Kosovo, em tudo idêntico, no “modu operandis”, às guerras posteriores do Afeganistão, Iraque, Líbia, Venezuela, Síria, Ucrânia e etc.. salvaguardadas as especifidades de cada uma.

Em 1997/1998, três anos depois desta ida a Skopje, feita a paz na Bósnia e Croácia , estava eu de novo ao serviço da ONU na Bósnia, tive então acesso a informação confidencial sobre a preparação em curso do Exército de Libertação do Kosovo na Hungria, estavam já américas e afins a ultimar os preparativos dessa guerra contra os Sérvios, e com esta guerra prestes a sair da linha de montagem, como saiu, justificada em alegados “massacres de albaneses Kosovares, cometidos pelos Sérvios” sob mando do Presidente Slobodan Milosevic, isto, contra as “inocências” albanesas do Kosovo, tal qual o macedónio amigo, me tinha contado que seria, em 1994.

A confrontação militar no terreno foi provocada por um sem número de “false flag attacks”, ataques de bandeira falsa, executados por milícias albanesas do Exército de Libertação do Kosovo, que se fardavam, ora de polícias, ora de militares sérvios (bandeiras falsas) e, assim fardadas, chacinaram as suas próprias gentes albanesas, em vários incidentes, aqui e ali, (o mais notório aconteceu em Racak), que geraram enormes colunas de refugiados albaneses em fuga do Kosovo… com imagens mediáticas de cortar o coração e por o mundo a chorar baba e ranho, como era essencial, para comoção e manipulação internacional.


Paralelamente, os arsenais informacionais dos média internacionais, desenvolveram uma ofensiva planetária em massa, denunciando, repetitivamente até à exaustão, as “culpas agressoras” dos sérvios contra as vítimas indefesas albanesas do Kosovo, ...

... e insistiam nos justos direitos dos Kosovares à independência, por serem ali maioria e vítimas de mortes e genocídios cometidos pelo seu País soberano, a Sérvia, pese embora o Kosovo ser o berço da Nação Sérvia e esta ali ter os seus mais sagrados monumentos ortodoxos e memórias únicas das suas origens e História.

Nas dezenas de massacres ocorridos, os sobreviventes alegavam sempre serem os Sérvios os assassinos, pelas fardas, língua, etc ... e logo a comunidade internacional, enraivecida e cheia de justas causas, amplificadas e multiplicadas vezes sem conta pelos seus “mass média” internacionais, emitiu o seu grito de compaixão, ajuda humanitária e justiça para o Kosovo : -

“Aqui d´El Rei, há que defender as vítimas Albanesas do Kosovo, contra os criminosos agressores Sérvios e contra o Ditador Milosevic e dar-lhes a Independência" e, logo avançou a NATO por razões humanitárias, com incessantes bombardeamentos, em defesa dos elevados valores ocidentais e contra os crimes de guerra anti humanidade, do vilão de circunstância, o Presidente Slobodan Milosevic, que mais tarde se suicidou, convenientemente, com excesso de medicamentos, na prisão, em Haia.

E a guerra cumpriu-se em 98/99 conforme os planos; no fim, os americanos e a NATO ganharam a guerra contra a Sérvia, que foi um simples massacre, genocídio de sérvios do Kosovo, tal era a desproporção incomensurável do potencial relativo de combate.

O Kosovo, hoje em dia, é todo ele, uma esplendorosa base militar dos EUA, rodeada de albaneses por todos os lados, que serviram apenas para justificar a sua independência/ dependência como novo estado/ colónia americana.

O “massacre” da NATO contra a Sérvia em 98/99, envolveu mais de mil aviões e mísseis de cruzeiro lançados de submarinos, quase todos dos EUA, contra os sérvios na Sérvia e no Kosovo, tendo destruído, sistemática e heroicamente, todas as suas infraestruturas militares e civis, fábricas, pontes, centrais e barragens hidroelétricas, hospitais, auto estradas, instalações militares e até a embaixada da China em Belgrado (por engano disseram), etc...



No final da guerra havia +/-15.000 mortos sérvios e uns quantos albaneses, que eram “apenas gente”, como dizia o meu amigo Macedónio; baixas dos EUA e NATO, zero, os sérvios abateram um avião sofisticado aos EUA, o piloto safou-se, estive mais tarde no local de queda do mesmo, por mera casualidade.

A guerra rendeu uns milhões em armamentos americanos e alemães consumidos, e há-de render ainda mais, pois só foi feita metade da guerra, os EUA ganharam uma nova colónia nos Balcãs, falta a unificação do Kosovo, em preparação, com a parte albanesa da Macedónia e com a própria Albânia, projecto dos EUA em hibernação, para executar oportunamente.

Não há guerras espontâneas, nem guerras puras em defesa de quaisquer valores ou causas sejam quais forem, humanitárias, políticas, direitos humanos ou outras, isso, são apenas máscaras e utopias; giram todas em torno de interesses materiais concretos das hoje eufemisticamente chamadas elites judaico globalistas.

Todas as guerras são provocadas e pré planeadas, por razões concretas e terrenas, que o meu amigo circunstancial, o albanês da Macedónia... definia como "just business” de vendas e consumos de armamentos, controle de territórios estratégicos, apropriação e exploração dos recursos naturais das terras conquistadas, mas ditas libertadas dum qualquer vilão e ditador. (Gaddafi/ Líbia, Sadan Hussein/Iraque, Bashar Al Assad/ Síria, Milosevic/ Jugoslávia, Maduro/ Venezuela, Putin / Ucrânia, etc…)

Nada de novo na História da Humanidade, as guerras foram sempre movidas por expansionismos territoriais, por razões estratégicas ou económicas, mascaradas de religiosas, ideológicas, inter étnicas, e agora a última moda são as máscaras humanitárias e de defesa de direitos humanos, como na Líbia, Síria, Ucrânia, Kosovo, etc...

Os vencedores, ontem e hoje, exerceram e exercem sempre o direito cavernícola de saque de teres e haveres em recursos naturais, ouros em reserva dos perdedores e, exercem os direitos de vida e morte sobre os malignos ditadores e agressores vencidos (hoje, executados pelo Tribunal de Haia, em formato de prisões e suicídios; morreram na prisão de Haia dois Presidentes Sérvios, Milan Bábic da Krajina e Slobodan Milosevic da Sérvia, dizem que por suicídio, tradicional formato dos assassinatos da CIA.)



Quanto às baixas das guerras são e foram sempre irrelevâncias, (em toda a guerra da Jugoslávia morreram 140.000 pessoas, just people), neste caso e em todos os outros como dissemos, foi apenas gente, ninguéns e nada mais, no dizer e no crer de quem as fabrica e executa.

A guerra do Kosovo foi pré planeada e levada à execução pelos EUA, NATO e Aliados, sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU, consequentemente foi contra a Carta da ONU e contra o Direito Internacional, foi fundamentada em razões humanitárias provocadas intencionalmente para o efeito, e teve os seguintes objectivos :-

1º Reduzir ao máximo o território da Sérvia, por esta ser tida como hostil ao mundo Ocidental e ser pró Rússia;

2º Criar ali um território independente, sem viabilidade político económica, dependente dos EUA e da UE, assumido hoje como proctetorado internacional, situado mesmo no coração dos Balcãs;

3º Instalar no Kosovo, uma super Base Militar dos EUA sita nos BALCÃS, estrategicamente tal como já está, desde fim do século passado;

4º Ser um território a integrar, oportunamente, na Grande Albânia, juntamente com a parte albanesa da Macedónia e ainda as partes muçulmanas da actual Sérvia, (Novi Pazar e St Jacques)

5º Criar um precedente para justificar novas agressões militares e guerras futuras a haver mundo fora, desde que haja para o efeito a aprovação duma qualquer Coligação Internacional de vários e relevantes Países, contornando assim a Carta da ONU, guerras essas fundamentadas apenas em alegadas razões Humanitárias, ou para saque de recursos naturais significativos, de interesse para a tal coligação, repete-se.

Assim vai o Mundo com guerras na Ucrânia, guerras no Irão e Médio Oriente, e em perspectiva na União Europeia, Mar do Sul da China, Venezuela, Ártico, etc, etc...

A Paz é hoje o maior inimigo, combatido sem tréguas, pelos donos da Velha Ordem Mundial Unipolar, ainda em funções, mas, a ser já substituída por uma Nova Ordem Mundial Multipolar, no entanto, uma e outra vivem e viverão sempre de e para a guerra, a actividade político e económico financeira preferida e a mais lucrativa das elites globalistas, Senhores das mesmas.

Há a hipótese da Ordem Multipolar poder ser de facto Pacífica e pacifista.

A Paz é e será sempre uma Utopia e, cada vez mais, porque a guerra é hoje em dia o maior negócio do Mundo para as elites globalistas donas dos sistemas económico financeiros, industriais e mediáticos, etc…

JOSÉ LUIZ DA COSTA E SOUSA

CHEFE DE ESTADO MAIOR DA POLÍCIA DA ONU NA MISSÃO DA UNPROFOR, COBRINDO A CROÁCIA, BÓSNIA E MACEDÓNIA, à data deste caso aqui relatado.

domingo, 4 de outubro de 2026

Mais uma iniciativa para enxovalhar A figura de Salazar e a obra do Estado Novo

 


Achei por bem só agora me pronunciar relativamente ao Museu Salazar, ou Centro Interpretativo do Estado Novo, ou outra coisa qualquer que pretendam chamar ao dito museu!!!
Sei que muitos têm estranhado o meu silêncio em relação ao assunto, há dias num almoço em Santa Comba, quando do aniversário da morte física de Salazar, debatemos o assunto, sendo que, da minha parte, sem saber quem promove, quem gere, quem dita as directrizes desse espaço, ponho sérias dúvidas que o mesmo seja um verdadeiro espaço no qual se faça de forma isenta, de forma séria e contextualizada, de forma verdadeira e sem manipulação, de forma historicamente correcta e factual, sem a chancela deste regime ou do politicamente correcto, tenho sérias dúvidas quanto a esta iniciativa, seja no tempo, seja na forma, seja nos objectivos!

As figuras de proa deste dito Centro Interpretativo do estado Novo, são conhecidas, Pacheco Pereira, Irene Pimentel que só por si ofuscam quaisquer outros mentirosos da praça abrilina!!!

Passo a explicar, pondo algumas que questões que julgo pertinentes:
Será este espaço um museu no qual mais uma vez vão colar a figura de Salazar e o Estado Novo ao fascismo?
Será este espaço, apenas mais um local para denegrir a figura de Salazar e o regime do Estado Novo?
Será o dito espaço, apenas mais um local de branqueamento do actual regime, este verdadeiramente fascista?
Posto isto, acho pertinente questionar aos promotores da iniciativa qual o verdadeiro papel da mesma, será esse espaço apenas um museu, ou quem sabe, apenas mais um instrumento de manipulação de massas, de distorção de factos e de realidades infelizmente há muito propagadas de forma inverdadeira, de uma forma ignóbil, de uma forma fraudulenta, seja nos meios de comunicação social, seja nos livros escritos pelos propagandistas do regime e do sistema, ou, e na minha opinião o pior de tudo, ou seja a mentira contada nos compêndios escolares, uma das maiores  vergonhas nacionais , a manipulação da nossa História.
Outra questão, a do mediatismo em torno do assunto, porquê agora, porquê desta forma, quais os interesses em jogo e interesses de quem?
Pergunto, a quem beneficia a iniciativa e quais os seus objectivos?
Na minha opinião, mais uma vez vão radicalizar e tentar colar Salazar ao fascismo, ao radicalismo, ao atraso, à iliteracia, a repressão, censura e demais aspectos negativos e falaciosos largamente debatidos e usados como arma de arremesso depois do 25 de Abril, a tal manipulação tendente a branquear uma verdadeira traição à Nação e à integridade territorial portuguesa.
Pergunto, qual o papel das instituições e núcleos de estudos dedicados ao assunto, nesta iniciativa?
Lamento, mas a leitura que faço neste momento e sobre este assunto, tudo não passa de mais uma forma de radicalizar e provocar fracturas e atritos a nível social, vai ser mais um espaço no qual se promoverá uma farsa que se arrasta há quase cinco décadas, portanto, mais uma iniciativa que a meu ver deveria ter sido alvo de consultas a gente informada e a instituições isentas e sabedoras do assunto que serve de motivo ao dito espaço, assim sendo e reafirmando, isto não passa de uma opinião pessoal e de uma forma de olhar para o assunto de forma critica e objectiva de alguém que há anos estuda e investiga a História de Portugal, mais objectivamente o tema Salazar e a obra do Estado Novo.
Serviu este desabafo para alertar os incautos e muitos que desconhecem o tema e os meandros da política neste outrora país, hoje um antro no qual reina a traição e a falsidade, um antro no qual tudo vale para manter um não regime em funcionamento, uma forma de eternizar e levar a cabo este processo de destruição da nossa identidade e coesão nacional...
Retirem as vossas próprias conclusões!



Deixo-vos com estas pérolas escritas e publicadas por alguns dos cretinos e inúteis parasitas mentirosos que se alimentam deste regime corrupto e anti-português, o regime maçónico que vendeu Portugal e escravizou os portugueses ad aeternum!!!

Alexandre Sarmento


Correr o risco de transformar os locais simbólicos do salazarismo em altares de romaria nostálgica sob o pretexto de os “interpretar”, parece-me totalmente fora de propósito.(Fernando Rosas)


Já é tempo de deixar de acreditar em fantasmas e de cair em armadilhas salazarentas. Por desejar contribuir para uma justa memória, ao enfrentar a nossa verdadeira História, na qual se inclui a ditadura salazarista, apoio a iniciativa da Ephemera e da Câmara Municipal de Santa Comba Dão na criação de um centro histórico interpretativo.(Irene Flunser Pimentel)


Espero firmemente que este protocolo seja, enfim, o início de um projecto que sempre defendi, desde o final do século passado, que se propunha apresentar e fazer compreender ao vivo o que foi o Estado Novo, a sua construção e a sua sobrevivência para além de 1945, finalizando nos anos 60-70 com a “guerra Colonial”, verdadeiro motor da Revolução de Abril, depois de 13 anos de guerra e da acção sacrificada da Oposição, que se manteve viva desde o 28 de Maio de 1926, considerado oficialmente pelo Estado Novo a data inaugural da “Revolução Nacional”. O CEIS20, que fundei e que foi comigo e com outros colegas o motor da ideia, nunca foi verdadeiramente ouvido. Espero — até pela consideração que tenho pela Ephemera e pelo Pacheco Pereira — que, desta vez, vá para a frente, sem qualquer entusiasmo da direita radical (hoje cada vez mais perigosa) e sem reacções respeitáveis dos “guardiões da memória” da esquerda ou de “esquerdistas ocasião”, que não procuram compreender a História, mas apenas a utilizam como muleta para a manifestação das suas sensibilidades, normalmente passageiras. Não estou interessado mais em colaborações institucionais, mas fiz saber às partes envolvidas que poderei colaborar ocasionalmente, a nível pessoal e profissional (como historiador do Estado Novo), neste projecto, que se pode assemelhar, não ao que se passa em Dovia de Predappio, terra de Mussolini, mas em Munique, no lugar onde se realizaram os famigerados congressos do Partido Nazi. Tive ocasião de visitar estes e outros lugares de triste memória (como o “ninho da águia”, casa de Hitler nos Alpes Bávaros) e, sobre eles e sobre este tipo de projecto de Santa Comba Dão, tive oportunidade de escrever e de falar através dos meios de comunicação. Sem grande resultados, é certo, mas com a consciência tranquila, de historiador e de defensor dos ideais de Abril.(Luís Reis Torgal)




sábado, 3 de outubro de 2026

O Alfabeto da Obediência Mansa

 


Há uma lentidão muito calculada na forma como os grandes pactos nos são introduzidos, uma espécie de pedagogia da anestesia que utiliza a sumptuosidade dos palácios e o peso dos rituais oficiais para neutralizar qualquer reflexão de rejeição coletiva. O observador menos atento tende a focar-se na cortesia protocolar e na elegância das cerimónias públicas; no entanto, quem mantém a vigília sobre as mecânicas ocultas do poder percebe a acumulação de uma simbologia densa, quase litúrgica, deliberadamente desenhada pelos engenheiros do consentimento. A Programação Neurolinguística e a semiótica política abandonaram há muito a sua função de mera assessoria de imagem para se converterem numa tecnologia de condicionamento psicológico em massa. A linguagem utilizada nos palcos públicos já não serve para expor ideias, mas para instalar âncoras emocionais e comandos subcorticais: cada escolha de vestuário, cada emblema heráldico ostentado na lapela e cada alusão histórica milimétrica funcionam em perfeita sintonia para contornar o filtro do raciocínio lógico e falar diretamente com a necessidade atávica de segurança e obediência do indivíduo.


Esta engenharia do engano atinge o seu cume quando necessita de fabricar mitos populares à medida das suas conveniências, operando uma falsificação cirúrgica da própria realidade. É o que se observa na construção mediática de certos ícones de vulnerabilidade, como o célebre caso da idosa cuja habitação se transformou num campo de batalha ideológica, e cuja biografia factual foi inteiramente sacrificada em prol da liturgia do espetáculo. O tribunal da opinião pública aceitou comovido a ficção de um desamparo absoluto, fixando-se em sublinhados de uma simbologia numérica — os oitenta e sete anos, a mítica antiguidade de mil novecentos e cinquenta e seis, as datas iminentes de despejo —, recusando-se a ver o que os arquivos e a legalidade discretamente sabiam: que a legitimidade da sua permanência expirara por via jurídica em dois mil e sete, que a sua subsistência estava  garantida por uma reforma confortável da administração pública e que os seus dias se dividiam entre a pacatez do lar, os contínuos conflitos com os vizinhos, e o ruído lúdico das salas de bingo. A coreografia da manipulação operou o milagre da multiplicação das aparências: encenou-se uma urgência hospitalar num momento e, logo no seguinte, a suposta inválida dançava sob os aplausos dos acampados na praça central da capital, celebrando a eficácia da própria farsa. Até a simbologia mais hermética foi convocada para o palco, exibindo-se em entrevistas vestuários com inscrições geográficas que piscavam o olho às origens da própria linhagem dinástica e às viagens oficiais da coroa, numa sincronia numérica e heráldica que poucos se detiveram a decifrar.


A encenação dos rituais de Estado e a fabricação de heróis e vilões funcionam, assim, como um filtro de distração cognitiva: enquanto os cérebros desarmados absorvem a opulência dos cenários ou se perdem em discussões emotivas sobre a aparente injustiça, o verdadeiro tabuleiro opera na penumbra, introduzindo e normalizando de forma paulatina novas agendas demográficas, cedências de soberania ou a introdução apressada de novas molduras legislativas que deixam os senhorios desamparados e agridem os alicerces da propriedade privada em nome de uma falsa urgência moral. O cidadão incauto aceita a transição sem perceber que o seu cérebro foi condicionado a confiar na encenação muito antes de processar as consequências reais dos decretos assinados à porta fechada. A perversidade deste mecanismo reside exatamente na sua capacidade de apagar as pistas da sua própria manipulação, fazendo com que a sociedade civil defenda a sua própria domesticação com a mesma veemência com que defenderia uma convicção nascida do pensamento livre, convicta de que assiste ao fluxo natural da história quando está apenas a cumprir o guião previamente traçado na sombra.


Teresa Silva

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Mulheres Portuguesas

 




Mulheres portuguesas que envergonhariam Rambos, Schwarzeneggers & Lagerthas.

Florbela Espanca em tempos escreveu, “dum português bendito, sem igual eu sigo o mesmo trilho: por cada pedra deste Portugal eu arriscava um filho!” Espírito de antanho não estranho a outras lusas como Isabel d’Avelar, mãe que perdeu cinco filhos nas guerras de Portugal no norte de África e na Índia. Quando a Rainha Regente, Dona Catarina, lhe encaminhou um representante oferecendo condolências pelo último, nominado Jorge Nunes de Leão, respondeu Isabel d’Avelar:

«Já perdi quatro filhos em Benefício da Coroa nas guerras da Índia, assim ainda muito mais senti a perda deste agora aqui em Mazagão [Marrocos]. Porém, ainda tenho outro & estou a educá-lo para que também possa honradamente acabar neste cerco!»

Em muito me desagrada falar no imperativo, por bem recordemos Dona Filipa de Vilhena, mãe que entregou uma espada a cada um de seus filhos, «dizendo-lhes que não voltassem senão honrados com os louros da vitória.»

Choremos Ana Fernandes, na ocasião de pessoalmente defender um baluarte em Diu, vendo cair morto o seu filho ela continuou pelejando, só após a vitória lhe ofertando lágrimas e sepultura.

Cantemos Catarina Moreira, inobstante de atingida por uma bala de mosquete à queima-roupa, entrando pelo ombro e saindo pelas costas, nem assim virou o flanco, afirmando que «ainda estava boa para matar um par de turcos.»

Celebremos Dona Izabel da Veiga, defronte as companheiras enjoadas de não mais que tão unicamente tratar dos feridos, pediu aos homens armaduras com que vestidas baterem o inimigo.

Espantemo-nos com Dona Inês Pessoa de Almeida Castelo Branco, sozinha liderou um exército privado com cerca de seis mil escravos guerreiros.

Respeitemos Dona Beatriz de Albuquerque, Governadora da América Portuguesa pelo «dobro do tempo que por costume se dava para a ocupação deste posto»; «assumiu a chefia de zonas tão vastas & de difícil acesso que ainda hoje nos deslumbram.»

Honremos as «muitas [...] que morreram em combate, outras que se suicidaram antes da moirama lhes cair em cima.»

Ergamos lado a lado com o Condestável:

– Dona Mariana de Lencastre, de como em quando «os espanhóis atacavam Monção na ausência do seu governador & da maioria da sua guarnição, resolveu Dona Mariana, mulher do governador, [...] por ter visto das muralhas de Monção que a peleja estava desfavorável aos portugueses, entrar pessoalmente em combate. [...], baixou ao rio, fazendo-se acompanhar por duas peças de artilharia que causaram tanto destroço aos invasores que estes fugiram espavoridos.»

– Helena Peres, cabeça dum grupo de trinta mulheres armadas com «espadas velhas, chuços, dardos, partasanas & alfaias agrícolas, transformadas em armas de combate. [...], espetando castelhanos [...], animando com palavras & exemplos os soldados, retirando os feridos & os mortos, sem que a chuva de balas & metralha fosse capaz de lhes extinguir os brios. Algumas delas carregavam à cabeça enormes pedregulhos, que precipitavam do alto das muralhas, fazendo no inimigo terrível destroço. Entre estas amazonas portuguesas, se distinguia, pela sua bravura, uma alcunhada a Turca. Uma bala de artilharia lhe despedaçou o ventre; mas ela, com as tripas na mão, pediu que a levassem à igreja, & que lhe mandassem dizer missa, com o dinheiro que levava na algibeira; & até ao seu último momento conservou uma estóica serenidade, & um perfeito juízo.»

Acarinhemos a longa lista de ‘enfiteutas’ (foreiras empregadoras) que se aventuraram no interior do hostil Reino de Monomotapa em África, dentre algumas encontramos:

— Antónia Rodrigues Ângela.
— Dona Catarina Gomes Nobre.
— Catarina Rodrigues de Azevedo.
— Catarina Rosa Caldeira.
— Constância Rodrigues Ângela.
— Francisca Lopes Nisa.
— Isabel Pereira.
— Isabel Pires Castelo Branco.
— Jacinta de Matos.
— Joana da Fonseca França.
— Joana de Matos.
— Joana Machado.
— Luísa de Sousa.
— Marcelina Rodrigues da Costa.
— Maria Cardosa.
— Maria da Silva.
— Maria Pinheira.
— Natária da Costa.
— Rosa Pinheira.
— Sebastiana Rodrigues Areilla.
— Victória Francisca.
— Vivência Pereira.
& continua.

Tantas e outras tantas semelhantes histórias poderiam e deveriam de ser mencionadas, chega a parecer mal fazer referência de poucas quantas, como as de Dona Maria Úrsula, que serviu como soldado nas conquistas de Amboíno, de Corjuém e de Panelém, ou as de Antónia Rodrigues, a cavaleira cantada por toda a Europa nos fins do século XVI pelos seus feitos militares em Marrocos, recebendo condecorações reais.

Assim o condensou a escritora anglo-francesa Elaine Sanceau, “se o português fez figura de epopeia, a portuguesa nunca lhe ficou atrás”.

Mulheres, metam ordem na casa, depressa verão erguer parelhos filhos e filhas.

Texto de Ricardo da Silva


Este país não é para pobres!!!

  O português sai de casa e vai comprar o combustível mais caro que alguma vez já comprou à GALP, e pelo caminho ouve na rádio que a mesma G...