sexta-feira, 29 de outubro de 2021

A verdade que muitos desconhecem!!!

 

Segurança Social .

TODA A GENTE TEM DE SABER DISTO .
VAMOS ACABAR COM ESTA GENTE DE UMA VEZ !
C H E G A !

PARA AJUDAR A ESCLARECER:

1. Até 1974 NÃO EXISTIA a SEGURANÇA SOCIAL mas a PREVIDÊNCIA SOCIAL;
2. Fiz parte da 1ª e 2ª Comissões que em 1976/77 preparou a Reforma da Previdência criando a Segurança Social, o Centro Nacional de Pensões, os Centros Regionais das Segurança Social integrando-se nesses as caixas de Previdência;
3. NÃO HOUVE qualquer nacionalização e as próprias Casas do Povo e o regime dos rurais só em 1980 foram integradas na Segurança Social;
4. O ESTADO não tinha que meter dinheiro na Segurança Social pois o seu funcionamento foi e é assegurado pelas contribuições das entidades empregadoras e trabalhadores;
5. Outra coisa tem a ver com a CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES pois a mesma foi financiada exclusivamente pelas contribuições dos agentes do Estado a quem os funcionários confiaram mês a mês os seus descontos igualzinho aquilo que acontece com a conta poupança que vai capitalizando ao longo do seu período de vigência;

NÃO FIQUEM CALADOS. DIVULGEM

Muito gostava de saber o que é que o Governo e Oposição têm a dizer sobre o que consta abaixo e sobre a real situação financeira da Segurança Social, se é que se atrevem...

Convém ler e reler para ficar a saber, pois isto é uma coisa que interessa a todos.....
Vale a pena ler, isto a ser verdade (parece que sim) agora sabemos porque não chega para todos....
A INSUSTENTABILIDADE DA SEGURANÇA SOCIAL
A Segurança Social nasceu da Fusão (Nacionalização) de praticamente todas as Caixas de Previdência existentes, feita pelos Governos Comunistas e Socialistas, depois do 25 de Abril de 1974.
As Contribuições que entravam nessas Caixas eram das Empresas Privadas (23,75%) e dos seus Empregados (11%).
O Estado nunca lá pôs 1 centavo.
Nacionalizando aquilo que aos Privados pertencia , o Estado apropriou-se do que não era seu.
Com o muito, mas muito dinheiro que lá existia, o Estado passou a ser "mãos largas"!
Começou por atribuir Pensões a todos os Não Contributivos (Domésticas, Agrícolas e Pescadores).
Ao longo do tempo foi distribuindo Subsídios para tudo e para todos.
Como se tal não bastasse, o 1º Governo de Guterres (1995/99) criou ainda outro subsídio (Rendimento Mínimo Garantido) em 1997, hoje chamado RSI, ONDE OS CIGANOS “SEM TEREM CONTRIBUIDO” RECEBEM VALORES SUPERIORES A MUITOS QUE TRABALHARAM, DESCONTARAM DURANTE UMA VIDA.
E tudo isto, apenas e só, à custa dos Fundos existentes nas ex-Caixas de Previdência dos Privados.
Os Governos não criaram Rubricas específicas nos Orçamentos de Estado, para contemplar estas necessidades.
Optaram isso sim, pelo "assalto" àqueles Fundos.
Cabe aqui recordar que os Governos do Prof. Salazar, também a esses Fundos várias vezes recorreram.
Só que de outra forma: pedia emprestado e sempre pagou. É a diferença entre o ditador e os democratas?


Em 1996/97 o 1º Governo Guterres nomeou uma Comissão, com vários especialistas, entre os quais os Profs. Correia de Campos e Boaventura de Sousa Santos, que em 1998, publicam o "Livro Branco da Segurança Social".
Uma das conclusões, que para este efeito importa salientar, diz respeito ao Montante que o Estado já devia à Segurança Social, ex-Caixas de Previdência, dos Privados, pelos "saques" que foi fazendo desde 1975.
Pois, esse montante apurado até 31 de Dezembro de 1996 era já de 7.300 Milhões de Contos, na moeda de hoje, cerca de 36.500 Milhões ?.
De 1996 até hoje, os Governos continuaram a "sacar" e a dar benesses, a quem nunca para lá tinha contribuído, e tudo à custa dos Privados.
Faltará criar agora outra Comissão para elaborar o "Livro NEGRO da Segurança Social", para, de entre outras rubricas, se apurar também o montante actualizado, depois dos "saques" que continuaram de 1997 até hoje E, ACABAR COM AS REFORMAS VITALÍCIAS DOS, PRESIDENTES DA REPÚBLICA, DEPUTADOS QUE SEM VALOR CONTRIBUTIVO DE NO MÍNIMO 36 ANOS, SÃO REFORMADOS
Mais, desde 2005 o próprio Estado admite Funcionários que descontam 11% para a Segurança Social e não para a CGA e ADSE. CRIANDO NESTAS ESTRUTURAS UM DEFECIT PARA AS CONSIDERAR INÚTEIS E SEM JUSTIFICAÇÃO DE EXISTiR “A TAL PARIDADE CAMUFLADA DE UMA POLÍTICA NEOLIBERAL DE DESTRUIÇÃO DO TECIDO SOCIAL.
Então e o Estado desconta, como qualquer Empresa Privada 23,75% para a SS?
Claro que não!...
Outra questão se pode colocar ainda.
Se desde 2005, os Funcionários que o Estado admite, descontam para a Segurança Social, como e até quando irá sobreviver a CGA e a ADSE?
Há poucos meses, um conhecido Economista, estimou que tal valor, incluindo juros nunca pagos pelo Estado, rondaria os 70.000 Milhões?!
Ou seja, pouco menos, do que o Empréstimo da Troika!...
Ainda há dias falando com um Advogado amigo, em Lisboa, ele me dizia que isto vai parar ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
Há já um grupo de Juristas a movimentar-se nesse sentido.
A síntese que fiz, é para que os mais Jovens, que estão já a ser os mais penalizados com o desemprego, fiquem a saber o que se fez e faz também dos seus descontos e o quanto irão ser também prejudicados, quando chegar a altura de se reformarem!...
Falta falar da CGA dos funcionários públicos, assaltada por políticos sem escrúpulos que dela mamam reformas chorudas sem terem descontado e sem que o estado tenha reposto os fundos do saque dos últimos 20 anos.
Quem pretender fazer um estudo mais técnico e completo, poderá recorrer ao Google e ao INE.

SEM COMENTÁRIOS...mas com muita revolta....

OS FATOS HISTÓRICOS ESTÃO REGISTADOS !!!

Sabem que, na bancarrota do final do Século XIX que se seguiu ao ultimato Inglês de 1890, foram tomadas algumas medidas de redução das despesas que ainda não vi, nesta conjuntura, e que passo a citar:
A Casa Real reduziu as suas despesas em 20%; não vi a Presidência da República fazer algo de semelhante.
Os Deputados ficaram sem vencimentos e tinham apenas direito a utilizar gratuitamente os transportes públicos do Estado (na época comboios e navios); também não vi ainda nada de semelhante na actual conjuntura nem nas anteriores do Século XX.

SEM COMENTÁRIOS.
Aqui vai a razão pela qual os países do norte da Europa estão a ficar cansados de subsidiar os países do Sul.

Governo Português:

3 Governos (continente e ilhas)

333 deputados (continente e ilhas)

308 câmaras

4259 freguesias

1770 vereadores

30.000 carros

40.000(?) Fundações, Observatórios e Associações

500 assessores em Belém

1284 serviços e institutos públicos


Para a Assembleia da República Portuguesa ter um número de deputados "per capita" equivalentes à Alemanha, teria de reduzir o seu número em mais de 50%
O POVO PORTUGUÊS NÃO TEM CAPACIDADE PARA CRIAR RIQUEZA SUFICIENTE, PARA ALIMENTAR ESTA CORJA DE GATUNOS!
É POR ESTAS E POR OUTRAS QUE PORTUGAL É O PAÍS DA EUROPA EM QUE SIMULTANEAMENTE SE VERIFICAM OS SALÁRIOS MAIS ALTOS A NÍVEL DE GESTORES/ADMINISTRADORES E O SALÁRIO MÍNIMO MAIS BAIXO PARA OS HABITUAIS ESCRAVIZADOS. ISTO É ABOMINÁVEL!
ACORDA, POVO! ESTAS, SIM, É QUE SÃO AS GORDURAS QUE TÊM DE SER ELIMINADAS.

Faz o que te compete: divulga e não te esqueças, a seguir vão-te aos depósitos e às tuas poupanças, entendes? 

Texto encontrado na internet do qual desconheço o autor, agradecendo desde já ao mesmo pela coragem e frontalidade.


Alexandre Sarmento

O triste paradigma do povo português!!!

 



«É difícil imaginar uma maneira mais estúpida ou mais perigosa de tomar decisões do que colocá-las nas mãos de pessoas que não pagam preço algum por estarem erradas.»

Thomas Sowell

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

25 de Abril, uma "estória" muito mal contada!!!

 


A tão frágil liberdade...


PRIMEIRO, CONTARAM. Não acreditei. Pensei logo que se tratava de exagero. De mais um rumor urbano contra a política e os políticos. Depois, vi uma fotografia nos jornais. Rendi-me. Era mesmo verdade. O dia 25 de Abril é dia de festa. Dia de liberdade também. Em princípio. A Assembleia da República reuniu para uma gala. Como habitualmente, pela Primavera, realiza-se a cerimónia oficial de comemoração. Tudo parece ter corrido bem. A oposição malhou no governo. O governo elogiou-se. Os partidos da direita disseram que o 25 de Abril não era de ninguém ou que era de todos. Os de esquerda garantiram que era só deles. Os da direita demonstraram que o socialismo estava acabado. Os de esquerda mostraram, argumentando com a crise, que o capitalismo estrebuchava. O governo prometeu ser o herdeiro de Abril. O Presidente da República e o Presidente da Assembleia fizeram os melhores discursos do dia e distanciaram-se da trapalhada. Do Presidente Cavaco Silva esperava-se faca e recado, não veio nada parecido com isso. Tudo correu bem. Os que usam cravo na lapela estimam que essa flor é o uniforme da liberdade. Os que não usam entendem que o adorno é dos revolucionários e candidatos a déspotas. Metade daquela casa considera a outra metade intrusa e ilegítima. Isto não é evidentemente saudável. Mas é uma velha história. Na verdade, esquecendo estes diferendos sempre perigosos, tudo correu bem.
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NO FIM dos discursos, em aperitivo para o beija-mão e os cumprimentos de função, cantou-se o hino nacional. De pé, os nossos representantes tentaram recordar e trautear aquelas heróicas e obsoletas palavras. Sobretudo, esforçaram-se por não desafinar. Pois bem, nesse momento solene, algo de extraordinário aconteceu. Ao mesmo tempo que soavam as últimas estrofes da canção nacional, nos enormes ecrãs de plasma, pendurados nas paredes do hemiciclo, começam a ser projectadas fotografias. Em particular, a que se viu depois reproduzida nos jornais: algures, na sede da PIDE ou da Censura, em Abril de 1974, um soldado retira das paredes uma fotografia de Salazar. Inesquecível! Absurdo!
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PODE pensar-se que o episódio não tem importância. Que foi uma brincadeira. Um devaneio. Que ninguém, além dos deputados e das altas individualidades, vê o que se passa no Parlamento. Qualquer coisa. Mas a verdade é que tem importância. Trinta e cinco anos depois de Abril, a democracia continua a viver à custa de Salazar e da sua queda. Parece que o regime democrático e a liberdade nada têm a oferecer ao povo para além do derrube do ditador. Que, aliás, não foi do próprio mas do sucessor. Aqueles partidos e aquela instituição vivem obcecados. Sentir-se-ão culpados? De quê? De não terem sabido governar o país com mais êxito e menos demagogia? De perceberem que a população está cada vez mais cansada da política e indiferente aos políticos? Preocupante é haver alguém que pense que aquelas imagens produzem algum efeito! A política contemporânea é de tal modo medíocre que o derrube do anterior regime é ainda mais importante do que o novo regime democrático. Essa é a mágoa! Trinta e cinco anos depois, a liberdade e tudo quanto se vive não são já mais importantes do que aquele dia de derrube. Será que os espanhóis fazem o mesmo? Os gregos? Os russos? Os franceses também eram assim em 1980? Que Parlamento no mundo, em dia solene ou simplesmente em dia de trabalho normal, se dispõe a exibir fotografias dos inimigos da democracia? Será assim tão frágil a nossa liberdade que necessitamos de a legitimar sempre com o derrube de um ditador? Por quantos mais anos vamos assistir a isto? Nenhum dos argumentos previsíveis é satisfatório. Dizem que é preciso recordar. Reler a história recente para que a ditadura não volte. Gritar “nunca mais”, para que nunca mais seja. É exactamente o contrário. A falta de capacidade de respirar livremente, sem recordar os fantasmas, é a vontade de viver amarrado ao passado. Este regime é débil, porque não encontra em si próprio, nos seus méritos, razão suficiente para se legitimar e justificar. Para se assumir sem inventar ou ressuscitar inimigos. Esta insegurança revelada pelos dirigentes políticos contrasta com a certeza de muitos cidadãos. Inquéritos recentes mostram os sentimentos dos portugueses. Querem a liberdade. Não necessitam de fantasmas para se sentirem livres. Ponto final.
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ESTA história tem mais que se lhe diga. O Parlamento parece transformado num recreio. As renovações recentes só vieram confirmar essa tendência. Os computadores distribuídos pelos 230 lugares são inexplicáveis. Ou antes: só se compreendem se fizerem parte de um plano de fornecimento aos representantes da população de equipamentos de divertimento e passatempo. Computadores e plasmas para os deputados têm exactamente as mesmas funções que os “Magalhães” para as escolas. Os ecrãs monumentais nas paredes esperam imagens, gráficos, programas de “power point” e “clips” de propaganda. Quem julgue que o Parlamento serve para pensar, ouvir, falar, aprender, argumentar, discutir, esclarecer e fiscalizar está enganado. Ali, passa-se o tempo. E como a ausência ao hemiciclo é constante e elevada, alguém congeminou esta inovação: vamos trazer-lhes divertimentos, vamos atrair os deputados com imagens e filmes. Vamos permitir-lhes que tenham acesso rápido ao “twitter”, ao “messenger”, ao “face book” e ao “you tube”. Vamos dar-lhes imagens, que valem milhares de palavras. Vamos dar-lhes qualquer coisa que lhes interesse, que os seduza. E já agora que os impeça de se interessarem pela política e pelo debate.
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VALHAM-NOS os jacarandás. Apesar da crise e mau grado uma Primavera esquisita, o primeiro, lá para os lados de Belém, floriu esta semana. Timidamente. Ainda sem brilho aparente. Mas já cá está.
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«Retrato da Semana» - «Público» de 3 de Maio de 2009

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Não devemos nada aos capitães de Abril!!!

 

O historiador passa o dia a ler, quatro, cinco, seis, às vezes sete horas. Agora raramente sai de casa. As divergências políticas afastaram-no de amigos como Mário Soares, que critica violentamente, “por incitar à violência sabendo perfeitamente o que está a dizer”. A sua mulher, Margarida Penedo, arquitecta, remodelou a casa onde Vasco Pulido Valente passou a infância, na Avenida de Paris, onde hoje vivem. É numa morada que servia de “casa segura” nos tempos da ditadura aos amigos comunistas dos pais de Vasco Pulido Valente que decorre esta entrevista.

No 25 de Abril estava em Lisboa. Quando vê aquilo tudo na rua o que é que pensa?

Pensei que ia ser um fiasco como o 16 de Março. Tinha estado na véspera a jantar na casa do João Bénard, que era em Sintra. E ele, que estava dentro do segredo, disse-me: “Não contas a ninguém, mas amanhã vai haver uma revolução, uma insurreição militar, e desta vez ganhamos.” Eu disse que eram loucos, não iam ganhar nada. Estive lá até às cinco, seis da manhã a conversar e por minutos não me cruzei com as chaimites do Salgueiro Maia no Marquês de Pombal!

Depois alguém o acorda de manhã…

Fui acordado de manhã e depois fui com a Maria Filomena Mónica para a rua. Fomos ao Largo do Carmo, andámos por ali. Ela queria ir à PIDE, mas eu disse que era melhor não irmos, não sabia quais seriam as reacções. Aquilo devia ter sido um ponto estratégico se o Movimento das Forças Armadas tivesse sido conduzido por alguém com alguma inteligência e sabedoria política. Depois fui almoçar a um restaurante pegado ao elevador da Glória. A seguir voltei para o carro e consegui ouvir – porque se ouvia nas telefonias dos carros – a banda de rádio da GNR. Ouviam-se as conversas deles. E eles estavam a dizer uns aos outros que estava tudo acabado. E há uma frase que eu nunca mais esqueci. O comandante a dizer: “É melhor acabarmos com isto senão isto ainda vai dar uma chatice.”

Estava a dizer que a sede da PIDE devia ter sido um ponto estratégico se aquilo tivesse sido conduzido por alguém com alguma cabeça. Mas o 25 de Abril foi um sucesso. Acha mesmo que não tiveram cabeça?

Aquilo não tinha uma cabeça política e acabou por se reduzir ao plano operacional do Otelo, que também não tinha uma cabeça política. Basta ler a entrevista do Vasco Lourenço ao “Expresso”, no sábado. Essas pessoas não sabiam o que iam fazer depois, o plano não preparava o futuro, como é evidente.

Entregaram o poder à Junta de Salvação Nacional…

O poder ficou divididíssimo, toda a gente tinha poder, ninguém tinha poder. Se entregaram o poder a alguém foi a conselheiros que se apresentaram, a maior parte do PCP e outros tantos indivíduos de extrema-esquerda, as brigadas revolucionárias.

Mas Spínola é feito Presidente da República…

Não se percebe muito bem por quem é feito, de que maneira é feito. Ainda não se percebeu muito bem. Há uma grande pulverização do poder, em que a grande força verdadeiramente organizada e disciplinada se conseguiu impor.

Estamos a falar do PCP. Vasco Pulido Valente vai esperar Álvaro Cunhal ao aeroporto logo a seguir. Porque decidiu fazer isso?

Por duas razões. Eu tinha combinado com a Maria Filomena Mónica, com quem eu vivia na altura, que se ela fosse esperar o Soares eu ia esperar o Cunhal. E os meus pais, que conheciam o dito Cunhal da juventude, embora nenhum deles já fosse PC nessa altura, foram-no esperar e disseram que gostariam muito que eu fosse também. E eu fui ver o Cunhal. E foi a primeira vez que eu tive uma “intimation” do que se ia seguir. Parte daquilo foi uma cópia da chegada do Lenine à estação da Finlândia.

Mas o PCP tem outra teoria sobre isso: a chaimite estava lá porque o Jaime Neves a mandou.

Diz o PCP. E a menina que estava em cima da chaimite e lhe deu as flores também foi enviada pelo Jaime Neves? E o discurso em si? Tinha sido tudo planeado.

Aqui há dias escreveu uma crónica extraordinária no “Público” sobre como era a vida da classe média, média- -alta antes do 25 de Abril, sempre concentrada na poupança, em que ir ao cinema ou ao café era um acontecimento. No entanto, o Vasco vinha de uma família privilegiada.

Não éramos da classe média-alta.

O seu pai era engenheiro.

O meu pai era engenheiro, mas não havia muito dinheiro em casa.

Quando é que se lembra de começar a ter consciência política? Os seus pais eram politizados…

Os meus pais saíram do PCP quando foram as grandes purgas na Hungria, em que os soviéticos mataram as grandes elites nacionalistas, nos anos 50. Cortaram com o partido, mas continuaram a colaborar, porque eram amigos das pessoas, tinham contactos. A minha mãe levava os filhos deles aos médicos amigos do meu avô, que eram de confiança. Às vezes ficavam de noite cá em casa, quando precisavam. Era uma casa segura. O meu pai guardava-lhes o dinheiro, porque não podiam pôr o dinheiro no banco nem andar com ele no bolso. E quando eram precisos transportes também os transportava. O meu pai tinha um carro, o que nessa altura era considerado um luxo. Eram raras as pessoas que tinham carro. O carro não era do meu pai, era da companhia de que ele era director. Não se tratava de serem militantes do PC, eram pessoas de quem eles eram amigos. A Cândida Ventura, o Octávio Pato. Tratavam deles como amigos, não como comunistas.

Porque é que a ditadura dura tanto, tanto?

Porque é uma ditadura conservadora, não toca nos interesses instalados. Foi por isso que Salazar recusou sempre o desenvolvimento económico. Nos discursos oficiais sempre disse que “a pobreza é a grande liberdade”.

Mas tinha de haver apoio popular.

Não, não havia.

Mas como aguenta tanto tempo sem o mínimo apoio popular?

Só no fim é que a Igreja deixa de apoiar o regime. Aquilo era fundado no Exército, na Igreja e nas polícias. Eram os fundamentos do regime, que abafavam qualquer veleidade de insubmissão, de discordância. E não nos podemos esquecer da censura. Mas as próprias notabilidades do regime não tinham qualquer ilusão sobre a falta de apoio popular. O que acabou com aquilo foi a separação da Igreja, de que o Salazar já em 1958 se queixava. Deixou de haver essa argamassa que era fundamental, esse cimento do regime que era a Igreja Católica. Sobretudo com o João XXIII e o Concílio Vaticano II, um concílio revolucionário para a Igreja e para outros sítios do mundo. E depois o próprio declínio da Igreja, começou a haver menos vocações, menos influência do padre no terreno, no Portugal interior, nas aldeias. Deixou de haver aquela força. Isso foi a primeiro coisa. A segunda foi a guerra colonial, sobretudo a partir da segunda ou da terceira comissão de serviço que eles faziam. Eles vinham das comissões de serviço e eram destacados ao calhas por esse país todo. Sem estes dois pilares aquilo não podia funcionar.

E agora, 40 anos depois, vivemos numa espécie de “protectorado”, como diz o nosso vice-primeiro-ministro… Acha que vivemos efectivamente numa democracia, tendo em conta os tratados europeus que assinámos?

Eu gostava de fazer uma pequena introdução a isso. Essa coisa de um país com dívidas perder soberania não é nada de novo nem sequer de moderno. O Luís XVI foi obrigado a convocar os estados gerais porque não tinha crédito no estrangeiro! Quando a banca internacional deixou de emprestar dinheiro à França, disse, tal qual como faz o FMI, quais eram as reformas que exigia, que eram públicas e notórias, para tornar a emprestar dinheiro! A exigência era que houvesse representação, que o poder fosse representativo. Porque fizeram esta exigência? Porque em Inglaterra o parlamento, a Câmara dos Comuns, é que tomava a responsabilidade das dívidas inglesas. A dívida inglesa era maior que a dívida francesa em percentagem do PIB – calculam os peritos. Mas era avalizada pelo parlamento, portanto era segura. Esta imagem diabólica dos mercados como entidade que apareceu aí no ar não é nada de novo. Nem a perda de soberania.

Mas houve uma crise em 2008 que fez rebentar as estruturas da Europa.

O problema da Europa é que não tem ninguém que se responsabilize pela dívida globalmente. E a Alemanha não se quer responsabilizar pela dívida, nem a Holanda, nem a Finlândia. Daí o Tratado Orçamental. Isto é simplicíssimo. E toda a esquerda anda por aí a dizer que há outras maneiras. Não há outras maneiras! O documento dos 70 é uma bancarrota em prestações que a Europa não vai aprovar.

Há muita gente a assinar o documento que nem sequer é de esquerda…

Não sei se são de esquerda ou se não são. A estupidez humana é infinita e a estupidez portuguesa ainda consegue ser maior. Aquilo é uma bancarrota em prestações! E o capitão Vasco Lourenço e o Dr. Mário Soares incitam à insurreição violenta sem o governo abrir a boca! E não é só o governo, ninguém abre a boca! Toda a gente gosta muito da liberdade e da democracia, mas depois aparecem uns senhores… E o Dr. Soares sabe perfeitamente o que está a dizer!

O Dr. Soares diz que é contra a violência e está a alertar para os riscos de isto acabar mal.

Isso é uma incitação à violência por parte de um ex-Presidente da República! E o Dr. Soares sabe muito bem o que está a dizer! O Vasco Lourenço sabe menos o que está a dizer… Não passou pela cabeça de nenhum destes senhores, nem dos que os acompanham, o que seria o dia seguinte a uma revolução dessas quando fosse lá o chefe da revolução – se houvesse chefe, que não houve no 25 de Abril – pedir dinheiro emprestado!

Mas não acha que na sequência da crise de 2008, os princípios de coesão da União Europeia foram ao ar? Acha que essa Europa ainda existe?

Acho que nunca existiu. A partir de 1989 deixou de existir e antes disso não existia muito. Mas nós recebemos uma vasta solidariedade da Europa, os chamados fundos de coesão. Foi a nossa incapacidade de administrar esses fundos e a nossa desorganização como sociedade política que nos levou a este estado. Se tivéssemos administrado tudo bem e tivéssemos tido políticas inteligentes podíamos estar mal, mas não no estado em que estamos.

Portanto a culpa é nossa? Não tem a ver com uma moeda maluca que nos obriga a vender as nossas exportações a um preço superior ao dólar?

A mesma receita aplicada a países diferentes e a culturas diferentes não dá efeitos iguais. O liberalismo quando entrou na sua fase representativa e produziu os seus partidos, ou seja, quando acabou a época das Revoluções, viveu sempre de dívida. Em “Os Maias”, no jantar que o Ega oferece aos amigos, o Cohen explica como são as finanças portuguesas e os riscos a que são submetidas. E o Carlos diz-lhe: “Então vamos a trote para a bancarrota.” E o Cohen responde: “Num trote muito rápido e muito seguro.” [Risos.]

Mas ninguém sabia que ia acontecer agora uma crise na América. Nem as agências de rating…

Mas o que julga que foi a crise de 1890? Foi provocada por uma depressão genérica na Europa, como a nossa. A culpa não é nossa, deixaram de nos emprestar dinheiro…

Mas qual é a saída? A dívida sobe cada vez mais…

Eu não digo que o governo esteja a fazer as coisas da melhor maneira, do meu ponto de vista não está. Mas daí a dizer-se “não vamos pagar a dívida”, “vamos sair do euro”, vamos declarar uma bancarrota a prestações, vai um abismo. Algumas dessas soluções conduzir-nos-iam à mais horrível miséria do mundo, sabe-se lá com que consequências políticas, como a saída do euro. Outras são já uma proposta de bancarrota. Qualquer país do mundo precisa de crédito internacional. Se nós não conseguirmos que os países nos emprestem dinheiro estamos perdidos.

Mas o que podemos fazer? Nada? Ainda agora o FMI continua a insistir que precisamos de baixar salários quando o nosso salário médio já é de 700 euros?

Eu não vou falar mais de economia. De repente não há cão nem gato que não tenha nascido um belo dia doutorado em Macroeconomia e com uma ciência que ninguém sabe de onde vem. E andam para aí a opinar pelos jornais e pela televisão.

Vamos para a política. Nunca os portugueses mostraram tanta aversão aos partidos, que são as entidades fundadoras da democracia.

Posso responder a isso de outra maneira? Seja a culpa de quem for, todos os regimes em Portugal caíram por culpa dos partidos. A revolução republicana, o 5 de Outubro, foi feita contra os partidos monárquicos, a tal ponto que os próprios monárquicos não defendiam a monarquia porque a identificavam com os partidos monárquicos. O D. Carlos percebeu isso e tentou fundar um novo partido com o João Franco, mas não conseguiu e aquilo acabou como acabou. A oposição era muito mais aos partidos da monarquia do que ao próprio regime. A tal ponto que o exército monárquico no 5 de Outubro não faz nada porque não se sente a defender a monarquia, mas aqueles partidos. Claro que os partidos hoje estão desprestigiadíssimos. As pessoas não têm confiança nenhuma naqueles partidos, acham-nos uns grupos de oportunistas, de corruptos, de mentirosos, que não lhes podem trazer nada de bem. O grave disto é que a onda de opinião contra os partidos pode tornar-se dominante. Há aí uma oposição difusa ao regime que ainda não encontrou um chefe. E o governo é composto por uma gentezinha autoritária, muito pouco democrática no geral. Considera-se injustamente o Paulo Portas o mais autoritário, mas não é. Apesar de tudo, é o mais tolerante. Eles estão a cumprir ordens e querem cumprir bem as ordens. São míopes politicamente. Há uma grande falta de inteligência política neste governo. Primeiro, não percebem a sociedade portuguesa e estão a atacar nos sítios errados. Passos não tem grande inteligência política.

Está a falar dos pensionistas e dos funcionários públicos?

Tendo em conta que representam 80% da despesa, tinham de a diminuir, mas podiam tê-la diminuído de outra maneira, fazendo a célebre reforma do Estado, que nunca tiveram coragem de fazer. Como nunca tiveram coragem de fazer a reforma administrativa. Só aqui, em Lisboa, António Costa juntou umas freguesias e fez uma reforma administrativa com inteligência, com finesse, com savoir-faire…

Acha que António Costa tem isso tudo? Era melhor líder para o PS que Seguro?

Se era melhor líder que Seguro? Um milhão de vezes! Eu votava nele! Se ele fosse candidato a primeiro-ministro, votava PS.

Mudou a sua vida, casou novamente, veio viver para a casa dos seus pais, onde cresceu…

Isto não está nada como era. Absolutamente nada. A Margarida Penedo, a minha mulher, que é arquitecta, é que fez a remodelação. Se os meus pais entrassem aqui não reconheciam.

Sai muito de casa?

Não, estou misantropo.

Sempre teve muitos amigos, ia almoçar com eles…

Mas agora há muitos amigos meus que fizeram um caminho para a esquerda que não sou capaz de seguir. Em alguns há um perfeito ódio às coisas que escrevo.

Mas isso afectou a relação de amizade?

Claro que afectou. Eu não digo ódio irresponsavelmente. Eu tenho muita experiência disso, recebi durante 40 anos o que os ingleses chamam “hate mail”, e pesado. Mas devo dizer-lhe que nunca como agora, em pessoas tão próximas.

As relações pessoais às vezes mudam…

Não é as relações pessoais, é o estado geral do país. O estado geral do país perturbou mentalmente muita gente. Perturbou o espírito de muita gente.

Tem a ver com a crise, muitas pessoas ficaram desempregadas…

Muitas ficaram desempregadas, outras ficaram sem subsídios, outras perderam o poder. O Dr. Soares é um bom exemplo disso. Era uma figura paternal de um regime que ele achava que estava a funcionar muito bem, que era todo obra dele, e viu as coisas mudar.

Mas Soares ainda é um optimista.

É o optimismo da revolução.

Mas continuam amigos…

Eu nunca tomei qualquer iniciativa nas minhas relações de amizade com o Dr. Soares. Só sei que nos últimos meses deixou de tomar ele qualquer iniciativa. E se ele tomasse eu dizia que não…

É um dos seus velhos amigos.

Mas o que eu acho que ele está a fazer é imperdoável! Ele está a trair todos os princípios que tinha e que fizeram dele quem é e está a associar-se com a gente que ele justamente execrava. Está a ver o Dr. Soares em 1980 à mesma mesa com Vasco Lourenço a dizer aquelas coisas sobre o MFA? Quando eles andavam a dizer por toda a parte que o iam matar?

Os capitães de Abril diziam que iam matar Mário Soares?

Os capitães de Abril nunca nenhum disse. Mas os fanáticos do MFA no PS vários me disseram. “Diz ao teu amigo Soares que ainda acaba morto.” As pessoas diziam isto nas conversas. E agora ele vai dar- -lhes pancadinhas nas costas, a dizer que temos uma dívida de gratidão para com os capitães de Abril!

E não temos, Vasco? Não temos uma dívida de gratidão? Foram os homens que fizeram o golpe de Estado!

Leia a entrevista de Vasco Lourenço ao “Expresso”. Ele reconhece que a maioria estava lá por razões corporativas.

Mas devemos alguma coisa àqueles homens, foram eles que saíram para a rua.

Não devemos nada. Zero.

Temos hoje democracia porque eles derrubaram o regime através de um golpe de Estado e arriscaram a vida. O Vasco reduz aquilo a uma reivindicação corporativa. Não é o caso de Melo Antunes.

Os tipos só sabiam vagamente o que estavam a fazer. O Melo Antunes era um imbecil.

Um imbecil? Porquê? É o intelectual da Revolução…

O que é que fazia se tivesse influência ideológica e autoridade sobre um movimento militar como aquele? O que é que planeava? Exactamente o que eles não planearam: a destruição das fontes de repressão do governo, uma por uma; a prisão dos respectivos mandantes e funcionários. A primeira que se devia fazer era paralisar aquela gente toda e paralisar também as forças do Exército que se pudessem opor. E nunca admitia que houvesse uma escolha entre o Spínola e o Costa Gomes! A segunda preocupação seria: como vamos tornar um facto a soberania do povo? Temos de dar três ou quatro meses para se fazerem os partidos, designar instrumentos para fazer um recenseamento sério, etc. Como vamos substituir os presidentes das câmaras municipais, etc. Isto era o que um democrata inteligente faria! Não era um programa em que se propunha a reforma agrária e uma estratégia antimonopolista!

Mas houve eleições no prazo de um ano, em Abril de 1975.

Não levantaram um dedo contra tudo o que se fez para desprestigiar as eleições e a seguir a Constituinte.

Mas porque diz que Melo Antunes era um imbecil?

Esse achava-se um inspirado, que era a alma daquilo. Ele não percebia a sociedade em que estava a viver.

Mas é ele e o Documento dos Nove que abrem caminho ao 25 de Novembro.

Mas isso tem uma explicação muito clara: ele queria mandar, não queria que mandasse o PC. Ele iria transformar Portugal numa coisa nunca vista.

É a primeira pessoa que não me diz que Melo Antunes era o melhor de todos.

Era o pior deles todos!

Pior que Otelo?

Otelo é um inimputável simpatiquíssimo.

Então qual é o melhor deles? Vasco Lourenço, Vítor Alves, Garcia dos Santos, Salgueiro Maia…

A resposta vai surpreendê-la: o senhor major António Ramalho Eanes. Estamos a falar estritamente do 25 de Abril e do PREC. Não estamos a falar do Presidente Eanes, que fique claro, nem do senhor presidente do Partido Renovador Democrático. Eu penso que ele usou o cargo para fazer o partido e quis de uma forma ilegítima tomar conta do PS e através do PS fazer uma espécie de partido institucional revolucionário. E adiou a extinção do Conselho da Revolução. Mas no 25 de Abril é o melhor deles todos. Teve uma atitude inteligente e coerente no meio daquilo tudo e depois tomou o comando das operações. Não é por acaso que é escolhido para dirigir o 25 de Novembro. No meio daquela barafunda, Eanes foi o mais equilibrado, o menos influenciável, o mais reservado e o mais inteligente. Eu fui muito amigo dele, trabalhei com ele muito bem [Vasco Pulido Valente foi adjunto de Ramalho Eanes na RTP a seguir ao 25 de Abril] era uma pessoa de respeito e coragem. Mas aquilo foi uma época triste para mim. Comecei a ficar farto, como hoje estou. Na altura fui para Cambridge e agora só não me vou embora porque tenho 73 anos e por causa da Margarida. Senão ia-me embora. Eu sofro com isto. (ionline.pt-24.04.2014)

por Ana Sá Lopes

O Panteão, obra de Santa Engrácia!!!

 

Quatrocentos anos de construção valeram o adágio popular “Obras de Santa Engrácia” ao monumento que é hoje Panteão Nacional.
Foram muitas as vicissitudes sofridas pela igreja de Santa Engrácia, num processo moroso de construção que principiou no último quartel do século XVI. Da primitiva igreja apenas subsiste a história da profanação do sacrário e da acusação de Simão Solis, cuja injusta sentença de morte terá motivado a maldição sobre as obras de Santa Engrácia, condenadas a permanecer eternamente arrastadas no tempo.


Apesar do empenho da poderosa Irmandade dos Escravos do Santíssimo Sacramento, constituída para reparar a afronta sofrida e erguer um majestoso templo, o arrojado projecto barroco, da autoria de João Antunes, cuja construção tem início em 1682, permaneceu sem cobertura, até ao início dos anos 60 do século XX, altura em que o regime do Estado Novo decide terminar o edifício e dar continuidade à lei de 1916, a qual determinara a adaptação do templo a Panteão Nacional.


A decisão política procurava servir-se da imagem do monumento que, teimosamente, permanecia por terminar, ao longo de várias gerações, para provar a capacidade do regime na resolução eficaz de desafios.
Assim, em pouco mais de dois anos, projetou-se uma dupla cúpula em betão, revestida de pedra lioz, restaurou-se o interior, rico em diversos tipos de pedra, e trasladaram-se os restos mortais das personalidades a homenagear. A 7 de dezembro de 1966, por ocasião do quadragésimo aniversário do Estado Novo, Santa Engrácia – Panteão Nacional era inaugurado, no mesmo ano em que a Ponte sobre o Tejo passava a unir Lisboa a Almada.


Apenas mais uma prova do bom serviço do Estado Novo de Salazar a esta Nação...

...infelizmente hoje local mal frequentado pela cambada maçónica!!!

Alexandre Sarmento



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quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Verdades que devem ser ditas!!!

 

Como hoje me sinto bastante bem e completamente Salazarista e nacionalista, aliás, como sempre, aqui vai.
Quem foi o estadista que:
Baixou a taxa de analfabetismo de cerca de 80% para pouco mais de 20%?
Repôs a ordem e paz social neste país?
Montou um serviço nacional de saúde?
Promoveu e lançou um serviço de protecção social?
Fez um sistema judicial realmente funcional?
Acabou com a corrupção na administração pública?
Mandou construir as obras que ainda hoje estão perfeitamente funcionais e que realmente servem a população?
Mandou construir 14 mil salas de aula para o ensino primário?
Nos devolveu a solvência e autonomia financeira?
Nos salvou das agruras de uma guerra mundial?
Promoveu a nossa auto-suficiência?
Desenvolveu a industria, a agricultura e pescas?
devolveu a união à nação?
Trouxe o país ao século XX, depois de um atraso estrutural de dois séculos?
Promoveu e restituiu a este povo o orgulho de ser português?
Manteve na o império unido e defendeu o interesse de todos, sobretudo os autóctones?
Repôs a solvência da nação?
Resgatou o nosso crédito a nível internacional?
Aumentou com as suas políticas o rendimento per capita, colocando-o quase ao nível dos países mais desenvolvidos?
Controlou absolutamente o défice das contas públicas?
Resgatou a nossa soberania e respeito a nível internacional?
Estas e tantas mais coisas de vital importância, que me lembre, não houve nenhum outro estadista no mundo que tivesse feito tanto com tão poucos recursos e em tão pouco tempo, tudo facilmente comprovável pois há documentação, há registos, há forma de comprovar tudo isto, se bem que haja gente menos séria ou mesmo voluntariamente cega por razões óbvias, o apoio a este regime que não passa de uma farsa, este regime que nos trouxe até ao ponto em que nos encontrávamos em 1926, exactamente o ponto em que se começou a inflectir a desgraça que sobre nós se abatia há mais de um século!!!
Temos hoje um regime fraudulento, uma farsa, um circo, promovido por todos aqueles que venderam os interesses da nação e até a nossa soberania, tornando-nos perfeitos escravos dos interesses internacionais, escravos do sistema financeiro internacional!!!
Como sabemos, conseguiu-se destruir muito mais nos últimos 40 anos do que aquilo que se reconstruiu no período do Estado Novo, essa é a mais pura das verdades, temos hoje 4% do território de outrora, temos um povo triste, macambúzio, pobre, imbecilizado e perfeitamente resignado e controlado pelo sistema, perdemos o orgulho de ser quem somos, perdemos a dignidade, somos hoje meros pagadores de rendas por aquilo que julgamos nosso, somos hoje um país de indigentes ou pré-indigentes, perdemos o rumo, perdemos o norte, estamos moribundos como nação, essa é a triste realidade, vamos manter-nos imóveis e resignados até quando, que vida desejamos para os nossos filhos e netos? Pela parte que me toca, nunca me resignarei, recuso determinantemente ser escravo de um sistema, pretendo que os meus filhos e netos voltem a ter orgulho de ser portugueses, que tenham orgulho no seu passado e que sejam lutadores como todos aqueles que nos trouxeram até hoje como nação forte e imortal, na verdade precisamos mesmo é de liderança, precisamos é de um grande estadista à imagem de Salazar, um homem que nasceu no povo e governou para o seu povo, um homem que foi um pai da nação, um homem que nunca alinhou em jogos viciados, um homem com mérito, um homem a quem devemos ainda hoje sermos portugueses, essa é a mais pura realidade.
Tenho dito, precisamos de gente de verdade, precisamos de repor a verdade histórica e factual, basta de mentira, basta de embuste...
Alexandre Sarmento

O repugnante mundo novo!

  Aldous Huxley, autor de ‘Admirável Mundo Novo’, enviou carta para o aluno George Orwell após ler ‘1984’ Por Vitor Paiva Quando um autor la...