sexta-feira, 29 de maio de 2020

Os velhos senhores da democracia...


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Belíssimo artigo que "nacionalizei" ao meu caro amigo José Luiz da Costa Sousa, artigo que subscrevo na íntegra e do quer pretendo aqui deixar um agradecimento ao autor.



«Os velhos senhores da democracia… (Escrito meu de 2005, para um jornal regional, ora reeditado… enfim pensares passados)




Chegaram numa manhã de Abril, vindos do nada ou do nevoeiro de duvidosos exílios, florindo cravos vermelhos, e alvorecendo sebastianismos adormecidos neste Povo, que é lirismo, emoção, anti razão e crendice; apregoavam sonhos e vendiam democracia e liberdade a troco de poder, garantindo a pés juntos serem tais ideias a fonte de felicidade eterna para todos nós; o Zé, impenitente consumidor de banha da cobra, acreditou, foi a votos, e fez deles o Poder que temos tido.

E eles... esses sebastiânicos vendedores de promessas, pegaram num País com pleno emprego, indústria desenvolvida, sem dívidas, com as terceiras maiores reservas de ouro e divisas do Mundo, etc. e desempregaram-no, arruinaram a indústria, as pescas, a agricultura, a educação, o turismo, o orgulho nacional, etc... e tranformaram Portugal numa humilhante cautela penhorada no prego do City Bank, propriedade dum tal saudita, fazendo de todos nós míseras hipotecas ambulantes, até ao fim das gerações vindouras; viramos camelos pagantes de dívidas incalculaveis ao dito árabe e não só, a quem nos empenharam as vidas como se foramos tamanhas alimárias.

Refiro-me à chamada titularização dos créditos públicos; o City Bank é hoje titular dos direitos aos impostos pagos por todos nós, até só Deus sabe quando; a este propósito, questionemo-nos acerca dos porquês da intocabilidade e do arábico salário do Director Geral de Contribuções e Impostos?!.

E mais... carbonizaram-nos a terra, os teres e haveres, os corpos e a alma, em vagas anuais do mais dantesco terrorismo incendiário de todo o sempre, movidos por cifrões, meros cifrões.

Os média e a oposição vieram a público, recentemente, com nomes sonantes da política, ligados aos bilionários negócios dos incêndios:- o aluguer e venda de meios aéreos para os combater, e as indústrias de celuloses e madeiras compradoras do produto final dos fogos, chamuscadas árvores a preços de nada; é tudo cifrões.

Mas o Zé, “naif” como é, não acredita em tal dislate, e vai daí, até lhe botaram a culpa em cima, e acredita o pobre diabo coitado, que é ele o incendiário, por via das suas piriscas, sardinhadas e queimadas; Zé, não há mesmo nada a fazer por ti!

Esta realidade cataclismica instalou-se na vida dos portugueses pela mão de vigários doutorados em democracias e afins, os tais velhos senhores, que chegaram numa manhã de Abril de 74.

Os cujos, em nome da democracia, fizeram de Portugal um perfeito “Máfia State” e um “Failing State”; dúvidas?! leia-se o último e insuspeito relatório oficial do Banco Mundial, onde se afirma que a corrupção (máfia oficial) em Portugal nos rouba 2/3 do rendimento individual!

Mas a democracia e a liberdade, enquanto ideias políticas, estão inocentes em tal desastre; os senhores da política,esses, não.

Na política, como em tudo na vida, o Homem é a “medida de todas as coisas” e, como tal, é também a chave do bom ou mau funcionamento dos sistemas políticos; se a qualidade dos homens é boa, até um mau sistema funciona bem, mas se a qualidade é má, então, não há organização que resista.

O drama da democracia lusa é que os homens que dela se apropriaram não prestam e, se algum houve ou há que preste, foi ou é eliminado, liminarmente, pela mediocridade e corrupção supradominantes.

Democracia em Portugal é corrupção generalizada, nepotismo absoluto, irresponsabilidade ilimitada, incompetência chocante, delapidação total da riqueza e património nacionais, secundarização do interesse nacional aos “lobbies” instalados e aos dirigentes políticos que a dita pariu, e que nela chulam, como se duma ordinária rameira se tratasse, a mãe dos cujos.

A nossa “democracia” está organizada como qualquer outra, com os poderes legislativo, executivo e judicial institucionalizados, supostamente independentes, e com eleições e liberdade de expressão políticas consagradas numa constituição; formalmente, é perfeita.

Mas, perverteram-na numa “de facto” ditadura dos partidos, que são alternadamente (des)governos, servindo estes apenas os seus interesses, dos políticos e “lobbies” instalados, conluiados à laia maçónica para a conquista e uso do poder em exclusivo proveito próprio, à custa de e contra o Povo.

A cor do poder é irrelevante; a prática política é a mesma, seja esta qual fôr; as ideologias, subjacentes às cores, há muito que foram enterradas nas gavetas; morreram, ficaram-se pelo século passado; hoje são só folclore, chulas, viras e fandangos para o Zé ver, ouvir e comer.

A independência dos poderes legislativo, executivo e judicial, pilar vital do são funcionamento de qualquer democracia, não existe em Portugal, antes pelo contrário, há entre eles uma promiscuidade enxundiosa, nauseabunda e criminosa.

A independência do poder judicial, derradeiro garante da aplicação da lei com universalidade, isenção e oportunidade, não existe; o poder judicial e o executivo vivem “amancebados”, logo a justiça não funciona contra os abusos do poder, e a corrupção tornou-se dona e senhora dos destinos e (in)destinos dos portugueses.

O poder executivo “anestesiou” o poder judicial, com elevados salários, com excessivas e exclusivas benesses e, sobretudo, “drogou-o” com as mordomias e o mediatismo da ribalta do poder, nomeando os seus representantes para cargos políticos de ministros, inspectores gerais, directores gerais, etc.

Por sua vez, o poder judicial, beneficiário de tais benesses e nomeações, decide legalmente a prescrição e/ou absolvição técnica ou “acidental” da maioria dos casos de corrupção e outros, que envolveram ou envolvem as gentes gradas da política e não só; sabem dalgum exemplar da fauna política ou financeira condenado em tribunal?!

A conivência dos grupos de interesses instalados é irreversível e insolúvel no círculo vicioso em que se constituíram os poderes político, financeiro, média e judicial, gerando esta situação de corrupção endémica, definitiva e total do País.

Por sua vez, esses grupos de interesses usam, sempre que necessário, os poderes de que dispôem, para chantagear/ forçar o poder político a servi-los a eles, e não ao Povo.

Qualquer côr no poder é refém destas maçonarias; e se por hipótese, apesar dos rigorosos filtros político partidários, excepcionalmente, um “inocente” bem intencionado chegar a Primeiro Ministro, como um ou outro o possam ter sido, tal “avis rara” é impotente contra a “mafiocracia” instalada e, ou se prostitui, ou se demite (Guterres?), ou é demitido (Santana Lopes?).

As celebradas liberdades políticas, que deviam teoricamente sanear a democracia corrupta, são meras formalidades, realidades virtuais, coisas do papel, e de gentes de boa fé.

No Portugal de hoje não há políticos aprisionados em “Tarrafais”; e há liberdade física sim, mas não mental; o dissidente político de hoje está enjaulado no seu “próprio” pensamento, solidamente pré fabricado, mantido e vigiado pela comunicação social/propaganda de serviço a tais “máfias” e pela práctica política.

Os média, pertença dos lobbies financeiros que subjugam o poder político, manipulam a mente do Povo, determinando-lhes o que pensar e em quem votar, para melhor os servir. Ninguém é imune a esta lavagem cerebral mediatizada, sistemática e continuada.

A infalível censura de hoje não amputa escritas a lápis, amputa vidas com o poder de despedir, não empregar e ou excomungar os portugueses “politicamente incorrectos”, “assassinando-os” profissional, económica ou socialmente; tenebroso; que aconteceu a todos os que um dia ousaram erguer a voz para denunciar a corrupção e os males do sistema?! Onde estão?! No tarrafal do desemprego e do ostracismo social, ex. o denunciante das facturas falsas, o das propagandas médicas, etc.

A censura “democrática” não tem existência física visivel, está insidiosamente instalada na mente e no sentido de sobrevivência de cada um, apenas se sente ou pressente, é cobarde, hipócrita, traiçoeira, vingativa e implacável; a censura do passado, ao lado desta, era inocência.

Os portugueses não têm a percepção desta adulteração criminosa da democracia, e recusam tal realidade se alguém a expõe friamente, chamando os bois pelos cornos; quais maridos enganados, não acreditam nos ditos, até ao flagrante.

E aí estamos nós, cegos e autoconvencidos de incógnitas glórias democráticas, a pregar o último prego no caixão das finanças do Estado, inventando TGV´s, OTAS e outras inutilidades idiOtas, para abarrotar os cofres das máfias, tais quais “térmitas acéfalas a caminho do matadouro”, como escrevia há algum tempo, realisticamente, Nuno Rogeiro.

José Luiz da Costa Sousa,
Artigo escrito em 2005 para um jornal regional e agora alguém se lembrou de o reeditar... no mesmo jornal..

Curioso o que eu então pensava ... em 2005»

Os culpados disto tudo!!!


Marcelo vai ter “saudades” da atual composição do Parlamento


A culpa de estarmos a atravessar estes tempos de abutres e vampiros, não é do Sócrates, nem do Passos, nem do Costa, nem de qualquer outro poltrão da República.

A culpa é essencialmente ou exclusivamente do povo português que se habituou e quer continuar a viver bem sem trabalhar, que quer continuar a viver na sombra da ilusão alimentada por um decrépito e insolvente parasita estado social, que não valoriza o trabalho, o mérito, a competição e a empresa.


desBlogueador de conversa: Julho de 1976 - Uma realidade a não ...

A culpa também é das pretensas elites académicas, intelectuais, sociais e económicas, o tal outrora escol, que entretanto entrou em processo de putrefacção que se renderam cobardemente à social-mediocracia, ao embuste, à corrupção cultural e de costumes, ao apagar da identidade da nação e ao chico-espertismo saloio duma mafiosa classe politica, por sinal bem ao gosto do povo português, ou então muito bem tolerada por uma miríade de alucinados e alienados, que insistem em participar no circo em que se tornou a vida política, e não só neste outrora país!!!

Quanto a culpas além do que já vimos, será que tudo se resume à longa noite fascista, como tantos argumentam, ou, como se trata de uma questão genética, e as suas origens não sejam muito mais antigas?


Sincera, honesta e modestamente acho que, tirando efémeras excepções, pois basta conhecer um pouco da nossa História, o nosso problema é muito mais grave e profundo e pior, insolúvel em que estes patéticos políticos e dirigentes actuais estão exactamente ao nível do povo que representam, o que, aliás só assim se consegue encontrar ou justificar a sua patética e ilógica existência.

53 anos da Ponte 25 de Abril: A construção em imagens

Ainda hoje usamos e abusamos de acusações pueris e desprovidas de matéria de facto que as suportem, continuam a assacar as culpas ao provincianismo mesquinho de Salazar, o qual na minha opinião não fez mais porque não pode, fez mesmo muito, com muito pouco, em muito pouco tempo, foi mesmo Salazar quem fez a grande revolução do século XX português, por muito que custe a muito boa gente, foi Salazar e o seu Estado Novo, saídos do golpe militar de 28 de Maio.
Por sorte, ou azar, foi esse o único período em que Portugal e os portugueses mais se aproximaram em termos de desenvolvimento humano aos nível dos países mais desenvolvidos, mas, infelizmente, em vez de assumirmos os nossos erros e buscar soluções, algumas até fáceis de encontrar, ou seja, teimamos em não aprender com os erros ou com as soluções que no passado serviram cabalmente os interesses nacionais, as tais soluções que levaram a que nos tivéssemos diluído, nem como país, que infelizmente já não somos e como nação, hoje em grave risco de desidentificação e desagregação.
O que temos em cima da mesa é mesmo a nossa sobrevivência como outrora grande povo, o povo que abriu os caminhos marítimos, o grande povo globalizador, o grande povo que levou civilização aos quatro cantos do mundo, infelizmente hoje, um povo envergonhado do seu passado, enfim, sempre os mesmos de há cinco décadas até aos dias de hoje, vergonha de quê, vergonha porquê, se naqueles tempos estivemos na vanguarda, fomos mesmo pioneiros, fomos criativos e corajosos, fomos arrojados.
As 92 melhores imagens em Estado novo | História de portugal ...
Portanto, porque razão criticar o papel, diga-se de passagem notável de Salazar e do seu Estado Novo, se apenas recriaram ou tentaram resgatar o orgulho, o respeito e a dignidade do país e da Nação?
Erros, provavelmente ter-se-ão cometido alguns, à luz cânones actuais, mas conviria olhar para o passado contextualizando à época tais feitos e conquistas e também os tais erros.
Apenas para focar pequenos pormenores, podemos falar de educação e analfabetismo, podemos falar de saúde, podemos falar de medidas sociais, podemos mesmo falar de Estado Social, pois foi mesmo Salazar o grande impulsionador do Estado Social que hoje alguns falsamente ostentam como tendo sido uma das grandes conquistas de Abril, sim, Abril, pois foi nesse mesmo mês do Ano da Graça de 1974, ou para os mais avisados e intelectualmente e materialmente honestos, o Ano da Desgraça, o ano em que se deu início ao grande processo de aniquilação do Império e ao mesmo tempo o verdadeiro assassinato da identidade da Nação Portuguesa e da sua perda total de soberania.
30 anos da adesão de Portugal à CEE. A economia portuguesa em 1985
Voltando um pouco atrás, mais uma vez caímos nos erros do passado, não aprendemos com os mesmos, reincidimos, mais uma vez se escolheu o caminho mais fácil, caímos nos da Primeira Republica, mais uma vez insistimos nos erros das directivas da partidocracia maçónica, regressámos ao regime do 5 de Outubro de 1910, insistimos e apostámos novamente numa democracia bipolar e do liberalismo desregrado, situação que em tempo útil Salazar colmatou com o seu regime de partido único, quando promoveu a sua União Nacional, o que, tinha toda a lógica, pois o que então e tal como hoje continua a ser traço de carácter, é o individualismo e vemos todo o tipo de clivagens entre os portugueses, somos mesmo uma Nação com uma cultura muito marcada e rica, mas paradoxalmente com um povo que infelizmente teima em não lutar unido por objectivos, mas que infelizmente se tornou e de forma ardilosa, num povo materialista, invejoso, pouco confiável e de uma volatilidade atroz em termos de opções, desambiguando, um povo de cata-ventos que se vende por muito pouco.
O que aconteceu depois de 1974, já era de esperar, pois este povo já era há muito conhecido pela sua repulsa à ordem, a regras, a ser governado, bem governado, neste caso, já um General dizia, "Há lá na Ibéria um povo que, nem se governa, nem se deixa ser governado!"
3 Milhões de portugueses vivem no limiar da miséria - UALMedia Vídeo
Infelizmente continuamos a ser exactamente os mesmos, refilamos, protestamos, mas no fundo voltamos sempre ao mesmo, e creiam, não será com democracias que um país com um povo iletrado e ignorante encontrará o tão necessário caminho para o sucesso, não será com governos a darem mais importância a sondagem e popularidade que que poderemos mudar de paradigma, bem sei, pode custar um pouco, mas, só temos mesmo uma saída, e também não vejo como sermos ainda mais sacrificados do que aquilo que hoje somos.
O problema é que fazemos os sacrifícios e não se vê obra, acabamos por voltar sempre ao mesmo andamos em circulos e cada vez estamos mais longe daquilo que fomos outrora, cada vez estamos mais longe de resgatar o nosso espaço e dignidade entretanto perdida, pois somos conhecidos por andar de mão esticada a mendigar por uma esmola, vivemos com dinheiro emprestado, estamos quase eternamente endividados e ainda protestamos contra aqueles que nos fazem exigências mais do que lógicas, pois é mesmo com o dinheiro deles que vamos alimentando a nossa ociosidade e as nossas vaidades, gostamos das boas casas, com todos os confortos, exibimos as nossas belas máquinas, fazemos vida de lordes e no fundo temos um país de calões, índices de produtividade baixíssimos e a cada dia que passa deparamo-nos com um país cada vez mais abandonado e em perfeito processo de desertificação. Enfim, tudo se paga, o país neste estado miserável, os nossos recursos entregues a interesses estrangeiros, temos uma ZEE enorme, mas mais uma vez e paradoxalmente, não somos nós quem explora essa área e nem sequer temos frota pesqueira que nos permita desfrutar dos benefícios dessa mesma área, certo é, que ainda há uma cambada de inteligentes que fala do tempo da tal sardinha para três, não se esqueçam esses imbecis que hoje a sardinha não dá para três, nem para nenhum, pois dela nem o cheiro, a não ser que a importem e em contrapartida adoram comer peixe carregado de químicos e metais pesados importado do Vietname, enfim!!!
Penafiel, terra nossa: PORTUGAL NA C.E.E.
Estamos sempre à espera de um D.Sebastião, ou de um Afonso Henriques, mas enfim, lá vamos vivendo da venda dos anéis, e quem sabe, do dedos, à União Europeia, ao FMI, ao BCE, não passamos de mendigos, ao qual muito em breve só nos restará viver na rua e de caridade alheia!!!
 Portanto só me resta dizer que, em vez de esperarmos imóveis, impávidos e serenos por melhores dias, seria natural que em vez de merecermos prosperidade e liberdade, mereçamos umas chibatadas!!!

Alexandre Sarmento



quinta-feira, 28 de maio de 2020

O processo de merdificação em curso!!!


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«Se alguém quisesse acusar os portugueses de cobardes, destituídos de dignidade ou de qualquer forma de brio, de inconscientes e de rufias, encontraria um bom argumento nos acontecimentos desencadeados pelo 25 de Abril.

(...) Os cravos do 25 de Abril, que muitos, candidamente, tomaram por símbolo de uma Primavera, fanaram-se sobre um monte de esterco».

António José Saraiva («O 25 de Abril e a História», in Diário de Notícias de 26 de Janeiro de 1979).

quarta-feira, 27 de maio de 2020

28 de Maio, Salazar e a recuperação do país.


Restos de Colecção: 28 de Maio de 1936 em Braga


«A Revolução de 28 de Maio de 1926 e o Estado Novo, que se lhe seguiu e dela foi decorrente, constituíram uma indispensabilidade nacional resultante da situação caótica e de ruptura a que a Primeira República havia conduzido o País, em todos ou quase todos os sectores e particularmente no das finanças públicas. Foram chefes militares que sentiram aquela indispensabilidade e souberam, primeiro, estabelecer uma ditadura de sentido construtivo e redentor e, depois, admitir e conseguir, acabando por se lhe entregar plenamente, que um homem de génio, surgido em Coimbra - o Professor Doutor António Oliveira Salazar - dirigisse o País. Este criou, com a Constituição de 1933, o Estado Novo que chefiou até 1968, ano em que por doença, motivada ou acelerada por uma queda, teve de abandonar o poder.

Nestes trinta e cinco anos, o Estado Novo, além de continuar e terminar a Obra, iniciada pela ditadura, de reorganização geral do País, e particularmente de sua reconstrução financeira, teve de Enfrentar e Resolver quatro conjuntos de Grandes Problemas, que principalmente o Estrangeiro fez incidir sobre Portugal. Foram eles: os problemas decorrentes da Guerra de Espanha, ocorrida de 1936 a 1939; os problemas consequentes da Segunda Grande Guerra, que teve lugar de 1939 a 1945; os problemas devidos à expansão dos regimes democráticos pluralistas, após a referida Segunda Grande Guerra; os problemas relativos ao Ultramar Português, intensificados na década de 50 e, sobretudo, na década de 60.

28 de Maio de 1926 - António de Oliveira Salazar | Facebook

São aquela Obra e o Enfrentamento e Resolução destes conjuntos de Grandes Problemas que, em termos de história, caracterizam o Estado Novo e facultam a formulação de um seu juízo. Assim:

1. A obra de reorganização geral do País, e particularmente de sua reconstrução financeira, foi realização notabilíssima que, só por si, justificou e elevou o Estado Novo e Salazar.

Mas, não posso deixar de referir, como ponto bem negativo, o facto de certos princípios de estrita economia continuarem, mesmo depois de desnecessários, a aplicar-se com prejuízo, por vezes acentuado ou mesmo grave, de realizações importantes.

2. Na Guerra de Espanha, estava fundamentalmente em causa a comunização ou não do país e, por arrastamento, a de Portugal, isto é, de toda a Península Ibérica, com severas consequências para a Europa e para o Ocidente em geral. A posição e acção de Salazar e dos Portugueses sobre o próprio conflito espanhol e, relativamente a ele, em âmbito internacional, contribuíram muito significativamente, mesmo quase decisivamente, para que a boa causa, a causa não-comunista, vencesse em Espanha. Foi outro serviço notabilíssimo prestado pelo Estado Novo, mas agora, não só a Portugal, como à Espanha e a toda a Comunidade Internacional Civilizada.

3. Relativamente à Segunda Grande Guerra, a atitude e a actuação de Salazar e dos seus Governos podem sintetizar-se nos três aspectos dominantes seguintes: o de preservar os Portugueses dos efeitos mais dolorosos da guerra; a contribuição muito significativa, igualmente quase decisiva, para a manutenção da neutralidade da Espanha; e o apoio oportuno dado à Causa Aliada, com a concessão de facilidades nos Açores, às respectivas forças armadas.

A grande vantagem em preservar os Portugueses dos efeitos mais dolorosos da guerra é evidente, até porque foi conseguida com satisfação, pelo menos final, dos próprios Aliados.

A contribuição para a manutenção da neutralidade de Espanha, neutralidade essencial para a Causa Aliada, foi serviço maior prestado a esta Causa. O alinhamento espanhol com a Alemanha de Hitler teria tido a projecção negativa de dimensão imprevisível no decurso e resultado da guerra. Salazar, que já tinha contribuído para evitar a comunização de Espanha, como recordei, contribuiu, agora, para evitar a sua nazificação.

Igualmente, a concessão de facilidades, nos Açores, às forças aliadas, muito importante para estas forças, efectivou-se oportunamente e sem qualquer afectação da soberania nacional, constituindo acto de grande relevância. Tal, não só por mostrar explicitamente a posição de Portugal na guerra, como por permitir reforço considerável do controlo pelas forças aliadas - controlo que lhes era indispensável - das comunicações marítimas e aéreas no Atlântico Norte. Assim e relativamente à Segunda Grande Guerra, o Estado Novo houve-se por forma superiormente meritória, no referente a Portugal, no referente aos Aliados e, em consequência, no referente ao Mundo em geral.

Expresso | A história do dia que em 48 anos só foi feriado duas vezes

4. A ditadura estabelecida em 1926 era, por natureza, autoritária e o Estado Novo, que a substituiu, manteve certo autoritarismo - embora limitado pelo Direito e pela Moral Cristã, e, assim, muito afastado do dos sistemas, que pelo menos em parte lhe foram contemporâneos, de Franco, de Mussolini, de Hitler e de Estaline - e fez vigorar um regime de partido único. Com a vitória, em 1945, na Segunda Grande Guerra, das democracias ocidentais sobre as potências totalitárias - embora a URSS supertotalitária tivesse continuado a crescer em poder e agressividade -, verificou-se no Ocidente uma expansão dos regimes democráticos pluralistas. De tal resultaram pressões intensas sobre Portugal, considerando-se que, após já mais de vinte anos de regime autoritário - embora autoritarismo limitado pelo Direito e pela Moral cristã, e não totalitário -, seria o momento de o Estado Novo dar lugar a uma democracia pluralista. Mas havia pelo menos uma razão decisiva - repete-se decisiva - que impedia o estabelecimento, na época, em Portugal, dessa democracia pluralista. É que a influência que, em semelhante democracia, poderia surgir e decerto surgiria da parte de movimentos esquerdistas, inclusivamente socialistas-democráticos e socialistas-comunistas, conduziria à impossibilidade de manter a integridade do Conjunto Português - Metrópole e Ultramar -, mesmo dentro da Solução Portuguesa e da Política Ultramarina Portuguesa, que adiante se referirão. Insiste-se: o estabelecimento, então, de uma democracia pluralista em Portugal teria como consequência, imediata ou a curto prazo, a perda do seu Ultramar.

Assim, o Presidente Salazar teve que lutar, a nível externo, contra as pressões em causa, procurando fazer aceitar internacionalmente a continuação do Estado Novo com características que tinha e sempre tivera. Foi luta árdua, mas que se saldou por um sucesso, concretizado com o ingresso de Portugal na NATO, em 1949, onde ficou a par precisamente das democracias ocidentais vencedoras da Segunda Grande Guerra, e com o seu ingresso na EFTA, em 1959, onde ficou em paralelo com as democratíssimas Inglaterra e Suécia. Foi o reconhecimento, pela Comunidade Internacional Civilizada, do regime português e foi um grande triunfo do Estado Novo.

Dos tenentes de Maio aos capitães de Abril: o grande interregno da ...

5. Salazar emergiu como político financeiro que depressa se revelou de excepção, prioritariamente empenhado na reconstrução financeira do País, e apenas como eventual estadista. Desta circunstância resultou o facto de, desde início, não ter encarado o Ultramar Português na plenitude da sua essência específica e única no Mundo. É disso consequência o Acto Colonial de 1933, que, alinhando de algum modo com outros países europeus possuidores de territórios no Ultramar, estava imbuído de certo e anacrónico espírito de império.

Porém, com a sua enorme capacidade, Salazar assumiu, progressiva e firmemente, a qualidade de estadista pleno, que, no seu zénite, foi mesmo um dos melhores de todos os tempos em Portugal. E logo teve lugar a evolução do Conceito Ultramarino Português, considerando entre outros, embora com algum atraso face à essência da fórmula portuguesa, os princípios actuais decorrentes dos direitos dos homens e dos povos, e terminando por se definirem uma Solução Portuguesa e uma Política Ultramarina Portuguesa, correctas no acerto, realismo e modernidade. Podem enunciar-se, como segue, as bases dessa solução e dessa política:

Bases então já explicitadas

a) Manutenção firme do conjunto unido dos territórios portugueses, europeus e ultramarinos.

b) Promoção, o mais acelerada possível, do seu progresso económico, social e político, em particular educacional, de saúde e cívico.

c) Intensificação da implantação, nos mesmos territórios, da paridade, harmonia e dignificação étnicas, da coexistência de religiões e crenças, e da conciliação de culturas e tradições - proposições fulcro da Solução Portuguesa. E proposições implicando objectivos, a prazo e de começo necessariamente tendenciais, de plenitude de cidadanias, de equivalentes posições iniciais e iguais oportunidades, de vigência dos mesmos direitos e deveres, e de acesso a situações económicas, sociais e políticas conseguido em face do valor real, da iniciativa havida e da actividade desenvolvida.

d) Tudo com a finalidade da consecução de um elevado grau de desenvolvimento global.

CHAVES

Bases então a explicitar oportunamente

e) Conseguido esse grau de desenvolvimento permissor de autodeterminações autênticas - proposição fulcro da Política Ultramarina Portuguesa -, informação por forma exaustiva e isenta das populações dos territórios sobre as características e modus faciendi dos diversos arranjos políticos possíveis - unidade, federação, confederação, comunidade ou separação total -, e sobre a natureza e positividade, no momento, e projecção eminentemente válida, no futuro, da Solução Portuguesa.

i) Em seguida, consulta geral e igualmente isenta das mesmas populações sobre os arranjos políticos em verdade desejados.

g) Por fim, adopção efectiva e rigorosa das opções verificadas na consulta.

h) Tudo prevenindo interferências estrangeiras ou de terceiros.

Contudo, o Presidente Salazar estava convicto, em face de boas razões, de que a explicitação, na época, das quatro últimas bases, mesmo em círculos fechados e em termos confidenciais, desencadearia uma imparável corrida às autodeterminações, que anularia por completo a política de autodeterminações autênticas. Tal explicitação só deveria ter lugar mais tarde e em tempo oportuno.

Deste modo ficou estabelecido, embora com uma parte ainda não explicitada, o novo e correcto Conceito Ultramarino Português, abrangendo a Solução e a Política Ultramarina Portuguesas. E foi com fundamento neste conceito que o Estado Novo teve a grandeza de manter a decisão de defender, a todo o custo, a integridade do Conjunto Português, facultando simultaneamente ao Mundo exemplo maior no plano étnico-social. Exemplo que, de resto, este Mundo mal aproveitou, como mostra a multiplicação dos conflitos raciais, religiosos e culturais que se vêm verificando.

Antônio de Oliveira Salazar: biografia e governo - Toda Matéria

Mas, à correcção do novo Conceito Ultramarino Português e à grandeza da decisão de defender a todo o custo o Conjunto Português, não correspondeu totalmente a respectiva Execução. Esta processou-se com erros vários, não pouco denunciados oportunamente mas nem por isso corrigidos e alguns até acentuados após os fins da década de 50, dada a idade já avançada de Salazar e, depois, dada a personalidade de Marcello Caetano. Entre eles, contam-se os seguintes: o limitado impulso e mesmo condicionamentos bem negativos postos no povoamento branco do Ultramar Português, erro que prejudicou o desenvolvimento da sociedade multirracial; a não integração económica do Conjunto Português, integração que teria consolidado fortemente a unidade política; a falta de preparação contra-subversiva, em tempo plenamente útil, das forças nacionais, incluindo o não estabelecimento de uma estratégia a nível, pelo menos, dos territórios metropolitanos e africanos portugueses, o que teria permitido o emprego, na guerra ultramarina de 1961-74, de menor volume de meios e um sucesso, nessa guerra, muito mais rápido.

De qualquer modo e mesmo com tais erros, se não tivessem tido lugar equívocos imensos de alguns Portugueses e, mais gravemente, apostasias e traições inconcebíveis de outros, o Conjunto Português ter-se-ia mantido e seria hoje, no Mundo, um dos espaços de grande justiça e de grande prosperidade. Bem em contraste com as dificuldades com que se tem debatido o que, após a descolonização, restou de Portugal, e com a opressão, a miséria e o sofrimento que se abateram inexoravelmente sobre quase todo o antigo Ultramar Português.

6. E parece exacta a seguinte síntese. Para além da notabilíssima reorganização geral do País, particularmente da sua reconstrução financeira; para além das atitudes, posições e acções, também notabilíssimas e superiormente meritórias, relativas à Guerra de Espanha e à Segunda Grande Guerra, e para além do triunfo do reconhecimento do regime português pela Comunidade Internacional Civilizada; seria o Conjunto Português, pluricontinental e multirracial, de grande justiça e de grande prosperidade, a Obra maior do Estado Novo. Contudo, embora com algumas responsabilidades deste, mas fundamentalmente como consequência dos equívocos, apostasias e traições citados, uns e outras impensáveis, verificou-se a queda do Estado Novo e com ela o desmoronamento do Conjunto Português, com prejuízo total daquela Obra.

7. Em consequência de tudo o exposto, o Juízo ponderado, em termos de História, do Estado Novo de Salazar é altamente positivo».

Kaúlza de Arriaga 
(in Jaime Nogueira Pinto, «Salazar visto pelos seus próximos - 1946-68»).

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Estado de guerra psico-biológica!!!!




How criminals profit from the COVID-19 pandemic | Europol


De repente, como que vindo do obscurantismo de noites desconhecidas e de “fakes” teorias das conspirações, habitando um microbiano universo paralelo, sobreposto e integrado no nosso, o Coronavírus 19 fez o seu aparecimento espectacular na cidade de Wuhan, na China, no último trimestre de 2019..


Esse aparecimento fez-se com contaminações em massa, mortes e reacções igualmente em massa, que levaram a China a quarentenizar cidades inteiras e a hospitalizar milhares de pessoas, instalar hospitais instantâneos, investigar intensivamente a micro criatura… e, em 01Jan20 anunciou tal situação à ONU e ao Mundo.


Entretanto, apareceu também em massa na Itália, França e EUA, atacando em hordas implacáveis, e por aí infectaram, quarentenizaram, isolaram, mataram milhares de indefesos humanos, e seguiu-se o resto do Mundo… e fechou esse Mundo inteiro em prisão domiciliária, fazendo cessar assim todos os sistemas económico financeiros… e faliram a economia e as finanças da Humanidade; mais tarde a ONU e a Organização Mundial de Saúde … decretaram que a COVD 19 era uma Pandemia.


Esta decisão da OMS (Organização Mundial de Saúde) ao definir a COVID 19 como Pandemia… está nos conformes dos seus pré requisitos, mas tem implicações desconhecidas pela quase totalidade dos povos do Mundo, como sejam:-


A DECLARAÇÃO DE PANDEMIA OBRIGA TODOS OS PAÍSES/ ESTADOS, MEMBROS DA OMS, A COMPRAREM A QUANTIDADE NECESSÁRIA DE VACINAS, PARA VACINAREM TODA A SUA POPULAÇÃO, ASSIM COMO TODA A MEDICAÇÃO DEFINIDA COMO OFICIAL PARA DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA COVID 19



Regulators issue money laundering warning as criminals adapt to ...


Em termos globais falamos de 7 Biliões de vacinas, que poderá vir em duas ou três doses… e temos pois ou 14 ou 21 biliões de vacinas… e os testes e medicação oficial em iguais quantitativos… seja um negócio potencial e imediato de 14 ou 21 Biliões vezes, por exemplo, 100 euros por vacina, e temos… 1. 400.000.000.000, seja 1 Trilião e Meio de Dólares… ou 21 vezes 100 euros, igual a 2,1 triliões…


Posto isto, qualquer pessoa percebe que estamos perante o maior negócio de sempre, em toda a História da Humanidade, para o Complexo Industrial Farmacêutico Mundial, em particular, para o designado como BIGPHARMA, conjunto de todos os maiores Laboratórios Farmacêuticos do Mundo, propriedade da Família Rockfeller, à qual está intimamente ligado Bill Gates e a sua Fundação Melinda e Bill Gates e a Microsoft.


Este negócio está nas mãos da OMS, de Bill Gates e de 7 Laboratórios Farmacêuticos da BIGPHARMA, que desde há muito se dedicaram á produção dessa vacina… que naturalmente já existirá… mas não pode ser posta no mercado, porque as regras internacionais da sua aprovação implicam vários anos de testes em humanos… e, se as declararem prontas, saber-se-á que há muito tinham o vírus em caixa para o fazerem sair para efeitos de negócios financeiros e políticos…


Bertrand Badie : COVID-19 is a war… But what kind?


A China já percebeu esta negociata e veio dizer a público que oferecem gratuitamente a vacina ao mundo inteiro… coisa que a OMS não vai deixar… estragava o negócio.


Penso que só este negócio, por si só, mostra e explica as razões da monstruosa, sistemática e continuada, propaganda mundial, estatal e de todos os média, sobre esta pandemia, gerando e alimentando o máximo medo e terror acerca da COVID 19.


Em paralelo, há um outro negócio, igualmente ou ainda maior do que os das vacinas, e que é o dos certificados digitais das vacinas, e dos seus suportes digitais, que são os microchips individuais a instalar nos seres humanos… e que já foram criados pela Microsoft de Bill Gates…


Todos os seres humanos terão de ser vacinados e chipados obrigatoriamente …. porque só assim se poderá saber quem no mundo escapou á vacinação… e depois, com chantagens legais de ser ostracizado e eliminado, burocraticamente, enquanto cidadão de todo e qualquer estado… vai ter de aceitar, quer a vacina e quer o chip…


Até aqui falámos de negócios de triliões de dólares instantâneos, de um dia para o outro, como nunca existiram antes…. Imaginem pois as guerras e as propagandas e as mentiras que não estarão por trás destes negócios, para os levarem á execução… e é a isso que estamos a assistir…


Mas, mais grave ainda, é que este negócio monstruoso, que já custou centenas de milhares de mortos… e que tem toda a população do mundo prisioneira no domicílio … tem ainda objectivos bem mais vastos em termos políticos de Nova Ordem Mundial… e de mais futuros negócios… cuja descrição seriam páginas várias…


As Coronavirus Reaches War Zones, UN Seeks $2 Billion in Aid ...


Temos pois que para já, o negócio passou e passa por: -


1º Criação do vírus em Laboratório, (feito), cuja cabeça foi Bill Gates, em nome das sua elites globalistas… sem qualquer discussão


2º Disseminação do vírus no mundo, (feito) começando naturalmente, pela China, hoje inimigo público nr 1 da hegemonia mundial das elites globalistas…


3º Montagem duma campanha de propaganda e lavagem ao cérebro de todos os povos do mundo (feito)…. para gerar medos, terrores e criar o consentimento desses povos para tudo… tais como confinamentos… destruição das economias mundiais e da China em particular (objectivo político).. e a aceitação da obrigatoriedade da vacinação e do certificado digital da mesma, só possível em suportes digitais /chips, a instalar em cada ser humano…


4º Criar um sistema mundial de suporte e processamento de Bases de Dados, que permita à OMS,á ONU e ao próximo Governo Único Mundial, ficarem desde logo, com uma Base de Dados de todos os Cidadãos do Mundo, e de todos os seus dados pessoais… para além da informação desta vacina… e o mais que se seguirá... (curiosamente Portugal acabou de receber os chamados Super Computadores, penso que serão instalados em Almada, cujas capacidades e velocidades, ultrapassam quaisquer necessidades portuguesas)
Spiro Skouras: The Rockefeller Plan for the post Covid-19 New ...


Digamos que a procissão ainda vai a sair da sacristia…


Não há dúvidas que Bill Gates é a cabeça deste plano das elites globalistas, para destruir as economias mundiais, em particular a da China, e de extorsão em massa das finanças dos Estados e povos do Mundo… e depois, confinar todos os cidadãos do Mundo numa Nova Ordem Mundial, sob a Ditadura dum Governo Único Mundial… aí já a bater á nossa porta… já não sairemos daqui….


Estamos de facto a viver uma 3ª Guerra Mundial em formato Biológico, Informacional, Político, Económico Financeiro, Cibernético, etc… a fase militar pode vir ou não.




O Apocalipse Bíblico está aí… espero que apareça quem por dever tem de o fazer e que salve parte da Humanidade.


José Luís da Costa Sousa.

Quero deixar aqui um agradecimento ao meu caríssimo amigo, autor deste texto o qual subscrevo na íntegra!
Meu caro, que nunca a voz lhe doa, nunca calaremos, nunca recuaremos perante a mentira com a qual nos pretendem condicionar, silenciar e subjugar, grande abraço.

Alexandre Sarmento

Mais um criminoso branqueado pelo regime!!!



Mais uma figura à imagem de tantas outras, mais um traidor, assassino e criminoso branqueado por este regime ao qual chamam de democracia, ao que parece este regime é pródigo em arranjar heróis, em transformar criminosos em heróis, quiçá seja mesmo este o regime ao qual deveríamos chamar de democracia dos traidores, ditadura dos criminosos, ou mesmo a monarquia dos assassinos!!!!
Tudo leva a crer que este povo aprova e adora estas figuras, quem sabe também este povo em parte se tenha deixado corromper pela cartilha dos democratas abrileiros, pela cartilha daqueles que sem o merecer, daqueles que sem um pingo de escrúpulos tomaram de assalto os bens e propriedade alheia, quem sabe seja mesmo isto o sentido da tal democracia, do tal socialismo, o dolce far niente, o viver sem trabalhar, o viver às custas do esforço do trabalho dos outros, o viver do trabalho que muitos desenvolveram durante gerações e mesmo séculos, estamos portanto a viver o regime do saque instituído, o regime do roubo legalizado, o regime dos facínoras, o regime dos amigos do alheio!!!!
No antigo regime, um criminoso como este estaria atrás das grades, neste regime é condecorado, esta é a grande diferença entre a ditadura de então e a pacífica e ordeira democracia que hoje vivemos...

E viva o regime, perdão, mas qual regime???

Repórter TVI: "Camilo, o revolucionário" | TVI24


QUEM É CAMILO MORTÁGUA?

Nasceu em Oliveira de Azeméis, a 29 de Janeiro de 1934. Sem inclinação para os estudos, como o próprio reconhece nas suas memórias, pegaram-lhe a alcunha de Batata. Aos 12 anos segue com os pais e as duas irmãs para Lisboa. Em 1951, emigra para a Venezuela.

Na madrugada de 22 de Janeiro de 1961, integra o grupo de revolucionários que, sob o comando de Henrique Galvão, toma de assalto o paquete Santa Maria. Durante o acto, o oficial Nascimento Costa é assassinado pelos assaltantes.

A tomada do navio, que transportava 600 turistas em viagem para Miami e mais de 300 tripulantes, foi preparada na Venezuela pelo Directório Revolucionário Ibérico de Libertação (DRIL). Era um organismo híbrido que nasceu da fusão entre o grupo de Galvão e um grupo de exilados espanhóis, dirigido por Jorge de Soutomayor, ex-combatente comunista na Guerra Civil de Espanha.

Aviões americanos acompanharam os movimentos do Santa Maria, que ostentava no castelo da proa a faixa “Santa Liberdade”, pintada à mão. Entretanto, enquanto decorriam as negociações, o corpo do piloto assassinado apodrecia no seu caixão, na capela do paquete.

Antes do assalto ao Santa Maria, o DRIL, que estava classificado pela CIA como “organização terrorista”, promovera atentados em várias cidades de Espanha. A bomba que o grupo fez explodir em 1960 na estação de Amara, em San Sebastián, matou uma criança de 2 anos, Begoña Urroz.

O crime foi atribuído por largo tempo à ETA, mas dados históricos revelados nos últimos meses em Espanha demonstram a autoria do DRIL. Era com esta gente que Mortágua e os outros democratas queriam combater as ditaduras ibéricas e apear do poder Salazar e Franco.

A 10 de Novembro de 1961, desvia à mão armada com Palma Inácio e mais uns tantos criminosos um avião da TAP, no voo Casablanca-Lisboa. Foi assim um pioneiro do terrorismo aéreo, com o objectivo singelo de sobrevoar Lisboa e outras cidades portuguesas a baixa altitude para lançar milhares de folhetos subversivos.

Se quisermos descobrir um rasgo verdadeiramente inovador nos oposicionistas ao Estado Novo, forçoso será recorrer à aeronáutica: o primeiro desvio de um avião comercial em todo o mundo. Os terroristas islâmicos regulam com atraso em relação aos nossos antifascistas, sempre na vanguarda.

Liga de Unidade e Ação Revolucionária – Wikipédia, a enciclopédia ...

O ASSALTO AO BANCO DE PORTUGAL

A 15 de Maio de 1967, Camilo Mortágua, Palma Inácio, António Barracosa e Luís Benvindo assaltam a filial do Banco de Portugal na Figueira da Foz. O golpe é comummente atribuído à LUAR, acrónimo de Liga de Unidade e Acção Revolucionária, mas tal não corresponde por inteiro à verdade.

Na data do assalto, a LUAR ainda não existia. Foi criada à pressa no mês seguinte, como reconheceu Emídio Guerreiro, um dos fundadores, “para dar uma cobertura política e credível ao assalto do banco” (‘Diário de Notícias’, 6/9/1999, pág. 15) e assim evitar e extradição para Portugal dos criminosos, que entretanto se haviam refugiado em França

Em consequência do golpe, Palma Inácio foi monetariamente crismado de “Palma Massas”. E havia fundadas razões para isso. A operação rendeu cerca de 30 mil contos, uma fortuna para a época, equivalente a 9 milhões de euros de hoje, ainda que boa parte das notas tenha sido depois recuperada pela PIDE.

“Logo que se apanharam com o dinheiro, acabou o romantismo revolucionário”, acusou depois Emídio Guerreiro, em entrevista a O DIABO (22/9/1992, pág. 8). É o costume. O dinheiro sobe sempre à cabeça das pessoas. Deviam ter lido Marx e Kautsky antes de começarem a roubar.

A TORRE BELA

A Herdade da Torre Bela, com 1700 hectares, a maior área de terra agrícola murada do País, pertencia ao duque de Lafões. A 23 de Abril de 1975, foi ocupada pelo “povo trabalhador” aos gritos de “a terra a quem a trabalha”.

Para comandar aquela tropa mista de camponeses, delinquentes e bêbados, aterrou na herdade ribatejana o revolucionário Camilo Mortágua, já grávido de ideias bloquistas.

O processo ficou documentado no filme “Torre Bela”, de Thomas Harlan (filho do cineasta Veit Harlan, com ligações ao regime nacional-socialista). Militante da extrema-esquerda, o alemão quis filmar a utopia socialista, mas dormia no quarto do duque. Era o único que tinha casa de banho privativa.

As imagens são divertidas e esclarecedoras: Mortágua e Wilson, outro ladrão de bancos, a doutrinar as massas sobre “latifundiários” e “cooperativas”; Zeca Afonso, Vitorino e o padre Fanhais, este também membro da LUAR, a cantar o Grândola de megafone, diante do povo aparvalhado; o inesquecível diálogo entre Wilson e o camponês avesso à “comprativa” [sic] sobre a enxada que “passa a ser de todos”; a inenarrável reunião em que o oficial do MFA incita à ocupação do palácio: “primeiro vocês ocupam e depois a lei há-de vir”; e os camponeses a experimentar as roupas dos patrões, remexendo-lhes as gavetas com um misto de culpa, curiosidade e desejo.

O filme é um documento notável de cinema directo, uma comédia do absurdo sobre a “reforma agrária”, processo de espoliação que nos custou os olhos da cara. Ainda há dias o Estado português foi condenado pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem a pagar mais 1,5 milhões de euros de indemnização a famílias expropriadas.

Os desvarios de Abril não começaram com o BPN ou as PPP (Parcerias Público-Privadas). Tiveram início logo após a revolução, com as ocupações de terras e as nacionalizações selváticas, que ainda agora figuram – de forma mais velada – entre os objectivos do Bloco de Esquerda, da menina Mortágua.

Manuel Alegre diz que candidatura de Fernando Nobre não divide ...

E DEPOIS DO ADEUS

Após a frustrada experiência na Torre Bela, os mais destacados membros da LUAR, como Mortágua e Palma Inácio, achegaram-se mais e mais aos partidos dominantes. Alguns membros da organização não gostaram. Um deles, Belmiro Martins, exprimiu o seu descontentamento ao jornal ‘Tal & Qual’ (5/9/1997, pág. 6): “Vejo que os chefes da LUAR se passam de armas e bagagens para o Poder […] Senti-me traído […] Decidi então que passaria a roubar para mim.”

Decidiu e cumpriu. Estabeleceu-se por conta própria no ramo dos furtos, secção de ourivesarias. Parece que assaltou mais de cem lojas. Afirma-se com orgulho o “maior assaltante de ourivesarias de todos os tempos”. Foi preso em 1977 e condenado, tendo cumprido 17 anos de cadeia. Foi libertado em 1994, mas logo se entusiasmou por outras montras a reluzir de ouro. De novo preso em 1997, saiu finalmente em 2006, quando oficiava de sacristão na cadeia de Pinheiro da Cruz.

Belmiro Martins chegou a integrar os órgãos sociais do Fórum Prisões, associação presidida pelo advogado de Otelo no caso das FP-25 de Abril, Romeu Francês, antigo militante do MRPP, que depois seria condenado em processos de burla, falsificação de documentos, abuso de confiança e fraude fiscal, que acabariam por ditar a sua expulsão da Ordem dos Advogados.

MORTÁGUA, HOJE

Um homem com a folha de serviços de Mortágua não podia deixar de ser homenageado pelo novo regime. A justiça democrática tarda, mas não falta. A 10 de Junho de 2005 foi-lhe atribuída a condecoração de Grande Oficial da Ordem da Liberdade, por Jorge Sampaio, então Presidente da República.

Camilo Mortágua, hoje com 81 anos, está estabelecido no Alvito, em pleno Alentejo, como empresário. É hoje um “agrário”, nome pejorativo que os revolucionários de antanho colavam na região aos proprietários de terras agrícolas.

Jornal O DIABO expõe vida do Pai de Mariana Mortágua - Luso PT 2016

Mariana Mortágua nasceu em 1986. Licenciada em Economia, é mestra pelo ISCTE (‘where else?’) com uma dissertação sobre “O Papel da Caixa Geral de Depósitos na Recente Crise Económica (2007-11)”. Militante do Bloco de Esquerda, a filha de Camilo Mortágua publicou dois livros a meias com Francisco Louçã.

Em 2012 editou “A Dívida(dura) – Portugal na crise do Euro” (Bertrand, 2012, 240 págs.) A obra foi apresentada na FNAC do Chiado por Marcelo Rebelo de Sousa, para escândalo dos bloquistas mais pedregosos. Em Abril de 2013 lançou “Isto é um assalto: a história da dívida em banda desenhada” (Bertrand, 2013, 184 págs.), com ilustrações de Nuno Saraiva.

A contracapa informa que o livro ”descreve o assalto que Portugal está a sofrer”. Reconheça-se, antes de mais, a legitimidade do título. Em matéria de assaltos, os Mortáguas são especialistas. O roubo que Portugal está a sofrer começou logo após a revolução, com o papá Camilo e outros que tais, imbuídos de um ideário que Mariana não rejeita. Limita-se a defendê-lo com outros termos e balelas, que aprendeu no ISCTE e na Rua da Palma.

No pai e na filha, a mesma necessidade de lutar contra a “ditadura” (seja a de Salazar ou a da dívida), o mesmo ódio ao “adversário” (seja lá ele quem for), a mesma receita de nacionalizações (começa-se com herdades, depois bancos, energia, água, transportes e tudo o que aparecer à frente), o mesmo desrespeito à propriedade alheia e quase uma relação de amor e ódio com o “grande capital financeiro”: o pai assaltava bancos, a filha faz teses de mestrado sobre a Caixa Geral de Depósitos.

Fonte, Jornal "O Diabo"

Alexandre Sarmento

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Champalimaud, um grande português.


António Champalimaud e os traumas do PCP - BOM DIA

Um grande senhor, um grande empresário, um grande português, um lutador que nunca esqueceu o seu país, mesmo depois de ter sido espoliado dos seus negócios e das suas propriedades.
Teve que sair do país, relançou os seus negócios além mar, chegou a ser o maior criador de gado do Brasil, depois de relançar a sua vida empresarial readquiriu parte do império que havia sido seu, claramente um bom exemplo de cidadão e emprendedor!

António Champalimaud esteve em Portugal no fim do ano de 1982; e, no momento de partir, no aeroporto, deu uma entrevista a O Globo, de 3 de Janeiro de 1983, da qual se transcrevem estes trechos mais significativos:

- "Que pensa da situação política do País?

- Numa entrevista feita minutos antes da partida para o Brasil, pouco mais lhe posso dizer que o que se está a passar e o mais que se irá passar em Portugal, estava previsto desde o célebre 25 de Abril. É a Nação sob a ditadura dos partidos. É o espectáculo degradante da espoliação do País, pelos interesses acobertados pelos partidos. É a estrangeirada - os estrangeiros são outra coisa - a sugar impunemente o pouco que ainda nos resta.

- Insisto: que pensa dos americanos?

- E eu repito o que já muitas vezes disse, que americanos e socialistas europeus são velhos amigos e aliados. Aos americanos interessa uma Europa economicamente débil. Aos socialistas europeus convém a assistência de uma América capitalista, próspera, e forte, que lhes permita o financiamento das promessas demagógicas da redução sucessiva das horas de trabalho semanal a par de maiores salários, de menor produção e de produtividade decrescente.

- Mas não acha justo menos horas de trabalho e melhores salários?

- Eu acho óptimo. Mas não acredito dentro de uma óptica socialista. É sistema que tem sempre o seu fim, que é o do empobrecimento geral. Isto além de conduzir, entretanto, a situações degradantes para o brio nacional. Hoje, por exemplo, Portugal nem sequer possui capacidade para produzir os alimentos de que o Povo carece. A economia como sistema organizado deixou de existir. É o resultado do socialismo em que Portugal tem vivido desde 1974. Tome boa nota que maiores salários e menos horas de trabalho é igual a progresso. Mas isso exige investimento, produtividade e brio profissional, que são atributos do capitalismo e não do socialismo, do ateísmo, da ideologia e da libertinagem que pervertem a ossatura moral de uma pátria.

- Uma última pergunta: Quando regressa?

- Um grande empreendedor português não pode conter-se dentro dos horizontes geográficos actuais do País. O meu lugar é no Mundo com primazia para o de expressão, tradição e cultura lusíadas. Por conseguinte a pergunta deveria ser formulada mais apropriadamente se indagasse quando eu voltaria a trabalhar aqui em vez de interrogar quando eu regresso. Assim eu responderia que no dia em que terminar a bagunça desavergonhada que por aí vai, a sugar impunemente o que resta aos portugueses. Então poderei ser um elemento útil a trabalhar no meu País. Até lá, sou muito mais proveitoso ao futuro de Portugal, trabalhando exclusivamente no outro lado do Atlântico.

- Seria capaz de apresentar ao País um plano para a sua recuperação económica e saneamento financeiro?

- Não faltam planos dessa natureza. Cada partido tem o seu. Com cada primeiro-ministro sucede a mesma coisa. O Presidente da República dispõe de um gabinete que, segundo parece, não faz outra coisa. Portanto, o problema não é da falta de planos, aliás o plano é o pão de cada dia do socialismo. O que importa fundamentalmente é que se acabe com os planos que os socialistas-comunistas usam para deslumbrar aqueles que de boa-fé os seguem.

O meu único plano seria o de libertar Portugal do socialismo, dando liberdade a cada um para que em casa, na oficina, na fábrica, no campo e na empresa, estabelecesse e executasse o seu próprio programa à sombra de um regime político de lei e de ordem. E esse regime de lei e de ordem significa autoridade e não ditadura. Porque a esta é essencial o recurso à arbitrariedade que não se compraz com o império da lei que importa sempre respeitar. Mas estavam os portugueses dispostos a trabalhar tanto quanto seria necessário? A trabalharem tanto como eu? A pensarem menos em si e mais no País, sabendo-se que da sua prosperidade depende a prosperidade de todos, e que da ruína nacional resultará a ruína de cada um? E muito pior do que isso porque o que nos espera, a continuar por este caminho, é a perda da identidade nacional.

É o fim de Portugal.»

Alexandre Sarmento

Mais um criminoso de Abril!!!



Dicionário Político - António Alva Rosa Coutinho

Rosa Coutinho, apenas um pequeno relato sobre o perfil psicológico de um traidor e facínora abrileiro, mais um comuna genocida!!!

Leiam com atenção este relato e vejam bem os objectivos dos militares portugueses ao serviço dos interesses internacionais, apesar de traidores criminosos de Lesa Pátria, ainda há uma grande cambada de imbecis que apoia a situação, e pior ainda os condecora!!!!

(...) Altino de Magalhães:
a ponta do icebergue, por acaso

Telefono ao general Altino de Magalhães, 86 anos, cujo contacto me fora aconselhado. Combinámos o encontro, e dias depois recebia-me em sua casa, apesar de convalescente, num simpático quarto andar, frente à Fonte Luminosa, em Lisboa. Antes da entrevista, fez questão de me mostrar as pinturas de flores espalhadas pela casa, da autoria da mulher, já falecida, e da qual me falou carinhosamente. Expliquei-lhe ao que ia, falámos durante umas horas dos seus tempos de Angola. Contou-me, então, uma estranha história na qual, involuntariamente, se tinha envolvido.

O general do Exército estava em Angola no 25 de Abril. Quando se forma a Junta Governativa de Angola, a 24 de Julho de 1974, presidida por Rosa Coutinho, Altino de Magalhães passa a pertencer-lhe, na sua qualidade de comandante da Região Militar de Angola. Fica adjunto do "almirante vermelho", como era conhecido Rosa Coutinho. Faziam parte da Junta o comandante da Região Aérea, Silva Cardoso, e o comandante naval de Angola, Leonel Cardoso. Mas havia um quinto homem: o representante do MFA, na pessoa do oficial de engenharia Emílio da Silva, assessor político de Rosa Coutinho, com direito a voto. "Teoricamente, devíamos decidir por votos, mas a junta nunca funcionou assim. O Rosa Coutinho e o Emílio da Silva é que diziam como era, embora quem mandasse fosse o Rosa Coutinho. A nossa palavra não tinha peso", recorda o general.

CAVALEIROS DO NORTE / BCAV. 8423!

Certo dia de Outubro, ou Novembro de 1974, quando chegou ao comando, o ajudante comunicou-lhe que o aguardava uma senhora. Recebeu-a.

"Fiquei perante uma jovem grávida, a chorar, que estava no limite, sob o efeito de calmantes. Coitada, passou um péssimo bocado. Então, o que sucedera? O marido, que trabalhava num atelier de desenho, desaparecera havia uma semana. Ela estava à espera dele apara almoçar, mas ele não chegou e ela nunca mais o viu. Telefonou para o serviço, disseram-lhe que tinha ido almoçar a casa. Nessa noite, falou com várias pessoas, mas ninguém sabia dele. E ao fim de oito dias, depois de perguntar com quem podia falar, alguém lhe indicou o meu nome".

"Contou-me, então, que nessa noite lhe tinham colocado um papel escrito pelo marido, por debaixo da porta, onde ele lhe dizia que não podia ir para casa, mas que ela estivesse tranquila, nada lhe aconteceria. Foi seriamente avisada pelos raptores para não dizer nada a ninguém, porque só lhe podia complicar a vida. A senhora a dizer-me isto, grávida e a chorar, pedindo-me para eu não dizer nada a ninguém. Ao fim da tarde, fui para a reunião da junta. Estávamos os cinco, e eu perguntei: 'Ó almirante, já sabia que havia prisões privadas em Luanda, enfim, de boatos' - porque o assunto era secreto. E prossegui: 'Mas agora estou perante um caso concreto. Um desaparecimento, e comandado de tal maneira, que manda avisar a família para estar quietinha, porque senão matam-no'. Depois virei-me para o Rosa Coutinho e disse-lhe: 'O homem tem de aparecer - e já! -, senão eu vou denunciar isto. E não fico mais num governo em que isto se passa...' Falei com ar muito a sério. Lembro-me que o Silva Cardoso me apoiou".

"Sabe qual foi a reacção do Rosa Coutinho? Virou-se para o Emílio da Silva e disse: 'O homem tem de aparecer. O homem tem de aparecer...' E eu acrescentei: 'Se não aparecer até amanhã de manhã, faço o que disse, vou para os jornais, vou-me embora, vou denunciar o que está a acontecer'. O Rosa Coutinho voltou-se de novo para o Emílio da Silva e repetiu: 'O homem tem de aparecer'. O outro reage. 'Ó senhor almirante, que tenho eu com isso?', ao que o Rosa Coutinho repete: 'Tem de aparecer'. Perguntei: 'O senhor almirante toma essa responsabilidade? Que o homem vai aparecer? Então espero até amanhã, mas depois disso não passo...' Ora bem, quando o Rosa Coutinho se virou para o Emílio da Silva e disse que o homem tinha de aparecer... o Rosa Coutinho sabia dessas coisas, e o outro também estava por dentro".

"No dia seguinte, pouco depois de ter chegado ao quartel-general, o Rosa Coutinho telefona-me e diz: 'O homem já está localizado! E vai aparecer, mas não pode ser já. Agora você tem de escolher: ou há uma bronca muito grande, ou confia em mim. Não aparece em 24 horas, mas aparece daqui a 48 horas. Dou a minha palavra de honra'. Ele estava entre a espada e a parede. E se eu denunciasse o 'sistema' que o tinha prendido podia linchá-lo. A mulher estava numa posição desgraçada, e já arrependida de ter chegado 'lá acima', não fossem descobrir que tinha sido ela. Nem me deu a morada, nem telefone. Poucos dias depois chego ao briefing e dizem-me que comunicaram da Polícia Militar, dizendo que estava um homem nu, amarrado a uma árvore, na estrada do aeroporto. Era ele, o marido. Foi quatro dias depois. Na altura não liguei uma coisa com a outra, mas nessa tarde recebe um telefonema, da mesma senhora. 'Muito obrigada, o meu marido já cá está'. Depois foram os dois ao quartel-general agradecer-me".

Manel Márquez på Twitter: "Éstos eran los nuestros en #Portugal ...

"Pedi ao marido para relatar o que se tinha passado. Contou que foi apanhado no trajecto para casa, à hora do almoço, por fuzileiros navais, da nossa Marinha, fardados, que andavam num jipe militar. Meteram-no num carro e levaram-no até à porta do cemitério de Luanda, onde um carro do MPLA os aguardava. Passaram-no para o carro civil, deitaram-no no chão e levaram-no preso para os arredores. Taparam-lhe os olhos, andaram às voltas com ele, conduziram-no para um apartamento que ele não sabia onde ficava. Meteram-no numa casa de banho e interrogaram-no. Queriam saber quem era da FRA, Frente de Resistência de Angola (inimiga do Rosa Coutinho), a que ele não pertencia.

Constava que a FRA andava a recrutar comandos. Ora bem, ele não foi comando, mas sim administrativo no departamento de pessoal dos comandos, de forma que eles pensavam que tinha uma relação de todos os que passavam à disponibilidade. Ele dizia que não tinha relação nenhuma, que os arquivos estavam nos serviços. Os indivíduos, armados com metralhadora e à paisana, diziam que ele fornecia comandos que passavam para a FRA, aliciando-os para uma força de combate. Foi maltratado, era bofetada por tudo e por nada. Davam-lhe banana, pão e água. Teve furunculose, de não tomar banho nesses dias".

"Foram os fuzileiros que o apanharam e o entregaram ao MPLA. O senhor Emílio da Silva sabia. Mais tarde, nos Açores, voltei a encontrar o casal, por acaso. Falámos, tentei ficar com o contacto deles, mas o susto foi tal, que evitaram dar-mo. Agora estou a contar isto à vontade, porque não há perigo nenhum. Mas, na altura, calei-me. Tive muito cuidado. Nem quis averiguar quem foi o responsável, porque, se começasse a mexer nesse caso, se calhar era mais um dos desaparecidos..."



O general Altino de Magalhães assistiu às prisões políticas de Rosa Coutinho. "Com certeza que as confirmo. Havia presos. Oficialmente não sabíamos, eram bocas de rua. Mas o Rosa Coutinho metia-os no avião e chegavam aqui no pino do Inverno com a camisinha em cima do pêlo. Faziam tropelias de todo o tamanho, eram uns fanáticos. Aos civis que se opunham ao jogo com o MPLA, prendia-os. Se eram militares, passava uma guia de marcha militar para regressarem. Fazia isto na Marinha, no Exército e na Força Aérea. Entrava nos batalhões e mandava embora os homens. Os comandantes passavam as guias de marcha porque era o comandante-chefe que ordenava".

"Constava nessa altura, na rua, que desapareciam pessoas e que havia prisões privadas em Luanda. Na informação militar nós não tínhamos conhecimento de casos concretos. Nem nada transpirava. Tudo se passava fora daí. Fiquei a saber aquela história com a denúncia da senhora. Este caso foi a ponta do icebergue. Nos briefings com o serviço de informações, eu perguntava: 'Que diabo, andam para aí a dizer que há prisões privadas, e tal...' Quem tinha vocação para descobrir estas coisas era a PIDE, mas tinha sido transformada em Polícia de Informação Militar, e era só para se ocupar de informações militares. Estávamos muito limitados a nível de informação".

Antonio Rosa Coutinho - Telegraph

O general Altino de Magalhães seria "corrido" em Dezembro de 1974 por Rosa Coutinho. Mas, antes, protagonizou um episódio revelador de certa faceta do "almirante vermelho", que vale a pena conhecer. "Numa altura em que se dizia mal do Rosa Coutinho nas ruas de Luanda, e ele andava fulo, ordenou-me, porque eu era o comandante da região, para atacar a sede da FNLA, porque o movimento o tinha criticado. Perguntei: 'E depois, como vamos resistir, se a FNLA nos atacar, com as nossas tropas todas desmotivadas?' E ele respondeu. 'Já o informei. Vamos ocupar a sede da FNLA'. Eu era defensor dos princípios militares; quando o chefe manda, obedece-se. Ainda peguei no telefone e comuniquei aos Comandos: 'Preparem uma companhia, vamos ocupar a sede da FNLA'. E diz-me de lá o comandante Diniz, que não era de esquerda: 'E depois?'. Então, percebi que o meu raciocínio estava correcto. E disse: 'Desculpa, Diniz, não cumpras essa ordem'. Fui ter com o Rosa Coutinho, que estava numa sala cheia de militares progressistas. Quando lhe comuniquei: 'Não cumpro essa ordem!', ele pegou naqueles oficiais todos e levou-os para outra sala, para decidir o que ia fazer comigo. Daí a pouco abriu-se a porta, veio um capitão, que também foi ministro da Administração Interna, e que se me dirigiu e revelou: 'Meu general, nós dissemos ao nosso almirante que quem tem razão é o meu general. Fica tudo assim'. Até hoje, o Rosa Coutinho nunca mais tocou no assunto".

Alexandre Sarmento

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Como morre um país...



estado novo – Aventar

Nasci e cresci imerso e rodeado por todos os lados de Deus, Pátria e Família... essa trilogia de valores foram e são a minha vida... quaisquer outras são anti natura, anti história, anti Pátria e anti Família... e conduzem à infelicidade geral dos indivíduos e da sociedade, ou do colectivo nacional que somos... isto, de acordo, com a minha formatação espiritual, cultural e mental.

Na Escola Primária que eu frequentei... e todos os da minha geração e outras... Deus e a Pátria estavam sempre presentes em todas as salas de aulas... nunca chegavam tarde e nem faltavam... eram perenes.

Depois, um dia, houve para aí uma Revolução que, a mando de gentes estranhas ao País, expulsaram a Pátria das Escolas... das paredes, dos livros e dos ensinares dos professores...

Ausentaram das escolas e demonizaram a Bandeira Nacional e deixaram de a ensinar....

Vilipendiaram o Hino Nacional, deixaram de o ensinar e cantar....

Lembro-me que um dia, Paulo Portas, disse que o Hino Nacional devia ser cantado todos os dias nas escolas.... era para aí Ministro da Defesa... não foi preso e enforcado, por milagre.

Alteraram a História Nacional, vilanificaram os seus heróis e glorificaram os seus traidores...

E a Pátria nunca mais voltou ás escolas... conforme era antes, de Mapas dos seus territórios nas paredes, de Bandeira Nacional içada nos seus mastros.... dos seus Chefes maiores nas paredes também...

Mais tarde, já há uns bons anos, expulsaram Deus das escolas... por sermos um Estado laico... botaram os Crucifixos nos caixotes do lixo da revolução.... e da História.... Cristo foi saneado.... puseram-no a andar.... e nunca mais voltou...


Restos de Colecção: Ensino Primário

Nas paredes das escolas já não há nada .... hoje há apenas vazios, vácuos.... ignorâncias... ausências... de Deus, da Pátria e dos seus símbolos mais nobres,...

Estão agora a expulsar as Famílias das escolas.... com as ideologias do Género.... e as teorias dos LGBT.... em que os pais e mães já não são quem eram... nem dos sexos que costumavam ser... e onde todos podem ser tudo .... instalou-se o caos nas Famílias... e nos seus conceitos e pilares tradicionais...

Da trilogia de valores Espirituais, Pátrios e Familiares , em que todos os portugueses eram enformados, educados, ensinados e orientados... já nada resta... excepto o vácuo, o nada, a incerteza, a dúvida, o caos... as gerações actuais que frequentam e saem destas escolas.... saem vazias de todos esses valores... prontas para absorverem outros e novos anti valores...

Entretanto, insidiosamente, um novo Deus já chegou, instalou-se, de cama e mesa posta e roupa lavada........ veio para ficar e dominar....começa a ser ensinado nas escolas.... aí pela Europa fora.... as casas do nosso Deus estão a fechar, umas atrás das outras, em Londres fecharam 500 Igrejas em 2017 e abriram 450 Mesquitas... na Holanda estão a fechar quase todas e a revertê-las para outros fins.... em Portugal no centro de Lisboa.... mesmo no Centro ,vai erguer-se a Casa Principal do Novo Deus no Martin Moniz...

Deus morto, Deus posto.... assim, pela mãos de quem nós elegemos para nos guiarem na vida.... quanto aos servidores do Deus que adorámos 2000 anos, o Papa, os Bispos e os Padres... estão omissos, silentes, ausentes, ou andam em orgias de pedofilias...

Quanto a Pátrias, a nossa foi morta e enterrada, e quem ousar falar dela ou nela, é de imediato demonizado e vilanizado também como Xenófobo, Nacionalista, Fascista.... Putanheiro... Anti Semita.... e até eremita e parasita...

As famílias tendem a ser hoje e cada vez mais feitas de divórcios, pais e padrastos alternados, fazendo das casas de família tradicionais, coisas tipo casas de alterne... para as crianças e adultos.. somos cada vez mais todos uma única família global, os LGBT´s..... onde já não há homens, nem mulheres, nem machos e nem fêmeas, passamos a ser todos hermafroditas como as minhocas... machos e fêmeas simultâneas.... e ambos parindo indiferenciadamente.... novos LGBT´s....

E aí estamos nós ..... a ser já colonizados espiritual e divinamente por alá.... a maioria de nós ainda não o percebeu.... e já cidadãos duma Nova Ordem Mundial.... onde não há Países, nem Nações, nem Povos, haverá só Homogéneos.... na Cor, na Religião, na língua, história, usos e costumes... etc...

Seremos pois um Novo Mundo, o de Aldous Huxley, e nele, seremos todos de facto simples Homogéneos, obedecendo todos mentalmente a uma Central Única do Pensamento... que pensará por todos.... só teremos o trabalho de ler os emails que vão chegando aos chips em cada um instalados... e seremos amorfa e obtusamente cyborgs andantes .... meros vegetais em formato humanos.... e nada mais... mas, curiosamente, nesse Novo Mundo que não passará duma Horta.... onde os ex seres humanos serão meras hortaliças.... as brancas não têm lugar... serão extintas... valha-nos isso, antes a morte, do que passar a salada mista ou mau metana.

José Luiz da Costa e Sousa

O repugnante mundo novo!

  Aldous Huxley, autor de ‘Admirável Mundo Novo’, enviou carta para o aluno George Orwell após ler ‘1984’ Por Vitor Paiva Quando um autor la...