sexta-feira, 31 de julho de 2020

Marxismo cultural, o cancro da sociedade ocidental.



Pequeno filme acerca do movimento perverso e repugnante conhecido por "marxismo cultural", que está disseminado pelos meios académicos, aproveitado por um sistema politico sem escrúpulos, disseminado por uma media corrupta e por consequência aceitado sem ser posto em causa pelas gerações mais novas...e não só!!!



As 10 estratégias de manipulação de massas de Noam Chomsky.


As 10 estratégias da manipulação de massas, atribuídas a Noam Chomsky, mas que na verdade são da autoria de Sylvain Timsit.
Peço desculpa pelos quadros, pois estão em português do Brasil, mas creio estarem bastante explícitos e objectivos, espero que vejam também os dois vídeos, espero que gostem.
Tema que me parece oportuno focar nestes dias em que assistimos a uma verdadeira campanha de terror em todos os meios de comunicação.


 10 estratégias de manipulação midiática, de Noam Chomsky ~ Herdeiro da Falácia


10 estratégias de manipulação midiática, de Noam Chomsky ~ Herdeiro da Falácia



10 estratégias de manipulação midiática, de Noam Chomsky ~ Herdeiro da Falácia



10 estratégias de manipulação midiática, de Noam Chomsky ~ Herdeiro da Falácia



10 estratégias de manipulação midiática, de Noam Chomsky ~ Herdeiro da Falácia



10 estratégias de manipulação midiática, de Noam Chomsky ~ Herdeiro da Falácia



10 estratégias de manipulação midiática, de Noam Chomsky ~ Herdeiro da Falácia



10 estratégias de manipulação midiática, de Noam Chomsky ~ Herdeiro da Falácia



10 estratégias de manipulação midiática, de Noam Chomsky ~ Herdeiro da Falácia



10 estratégias de manipulação midiática, de Noam Chomsky ~ Herdeiro da Falácia











Angola, o princípio do fim do Império!!!




Um triste episódio promovido pelos nossos "amigos", os paladinos da liberdade e da democracia, a hipocrisia levada ao seu mais elevado expoente, para essa gente, todos os meios justificam os seus fins, os quais, como mais tarde se veio a concretizar, a verdadeira destruição de um árduo trabalho de 500 anos de um papel civilizador, evangelizador e de paz por parte da Nação Portuguesa.
Muita gente ainda hoje desconhece a verdade sobre este processo, muitos ainda hoje tomam posição a defender aqueles que na realidade foram os nossos verdadeiros inimigos, neste caso há a apontar a culpa, a assacar responsabilidades ao governo dos EUA, aos agentes da CIA, e também ao miserável papel da ONU, aliás, como sempre!!!

Alexandre sarmento

Angola, 1961: como os independentistas prepararam a guerra ...

«Estávamos a 30 de Março de 1961. Na véspera tinha chegado a Luanda com o destacamento dos P2V-5 que, segundo o definido pela NATO, estariam interditos a actuar a sul do trópico de Câncer. Só a crítica e difícil situação em Angola obrigava a operar estes meios a sul daquele paralelo, onde o conflito ainda não tinha sido oficialmente reconhecido, mas de que ninguém tinha dúvidas. A guerra fizera a sua aparição. Durante o dia tive a oportunidade de tomar contacto com a sua realidade numa vastíssima extensão de terreno densamente povoado de florestas mas onde não se divisava o mais leve indício de ser humano. À noite, durante o café e após o jantar, o tema único de todas as conversas foi a guerra. A guerra sem regras, sem lei, sem compaixão. Vi algumas das fotografias que entretanto já circulavam em Luanda com o espelho horroroso, macabro, dantesco, de tudo o que se passara e continuava a passar naquele Norte de Angola. Se algumas dúvidas ainda restassem, quanto à justeza da nossa acção, aquele panorama pavoroso era mais que suficiente para apagar todo e qualquer preconceito ou hesitação que pudesse afectar a nossa motivação no cumprimento da missão a que a condição de militar obriga.

Tinha acordado com o comandante de grupo um voo no dia seguinte para uma outra área, um pouco mais a nordeste, donde havia notícias de que a situação se estaria a degradar. A actividade infernal que se desenrolava naquela Base, vivia do improviso, do velho desenrascanço, com uma entrega total de todos, tanto no que se refere aos meios humanos como aos materiais. Era uma actividade frenética que levava, com frequência, não só a ultrapassar os limites da capacidade dos operadores, como igualmente das próprias aeronaves, pondo em causa todos os princípios de segurança de voo que regem a actividade aérea. Os aviões de transporte Noratlas andavam num vaivém permanente entre o Norte afectado pela sublevação e Luanda, na evacuação das populações da área. Recordo perfeitamente de ser mencionado que num avião previsto para transportar uma média de cinquenta passageiros, chegou a trazer perto de cento e cinquenta do Negage para Luanda com a agravante da pista de descolagem não passar duma língua de terra batida sem quaisquer condições para a operação de aviões.

Angola, 15 de março de 1961. UPA massacra brancos e negros

A Força Aérea, mercê duma previsão realista e atempada, dispunha já dos meios que lhe permitiam fazer face a grande parte das solicitações neste início de guerra. Em situação muito diferente se encontrava o Exército que, apesar dos planos elaborados para reformulação do seu dispositivo em Angola, ainda não tinha procedido às alterações adequadas ao prevísivel evoluir da situação e dispunha nos seus efectivos, em todo o território, de apenas cerca de 1500 europeus e 6000 angolanos. Haverá que esclarecer que destes 1500 europeus, perto de dois terços estavam em funções de comando, administrativas, logísticas, etc. No terreno dispunha apenas de quatro companhias operacionais que se desdobravam para acorrer aos pontos mais críticos em estreita cooperação com as tropas indígenas, mais concentradas nas zonas onde não se tinha verificado quaisquer incidentes e cuja preparação estava longe de preencher os requisitos para fazer face a um conflito deste tipo. Em qualquer caso, a sua acção foi importante, não só no início da luta, como igualmente ao longo de todos os anos em que ela se desenrolou, tornando-se por vezes particularmente importante e até decisiva em campos específicos. Combatiam assim os portugueses europeus lado a lado com os angolanos.

(...) É claro, é evidente que o que ocorria em Angola pouco tinha a ver com os portugueses e a sua colonização e, muito menos, com os angolanos. Nesta fase inicial do conflito não podiam restar muitas dúvidas sobre as intenções da política do Presidente Kennedy: conquistar apoios e simpatias entre os países afro-asiáticos, intransigentes defensores da independência dos povos ainda colonizados, como expressaram na conferência de Bandung em 1955, e neutralizar, à partida, qualquer tentativa de penetração comunista em Angola. Toda a pressão que exerceram sobre o Governo português, visando a aceitação do princípio da autodeterminação das Províncias Ultramarinas, tinha um objectivo muito mais radical e que culminava com a independência dos territórios como tinha acontecido no Congo. Nestas condições, o bastião anticomunista que acabaram por criar no ex-Congo Belga, seria substancialmente reforçado com a sua influência em Angola para onde acabariam por arranjar outro Mobutu, garantindo assim o controlo de toda a África Austral e o acesso às matérias-primas e materiais estratégicos de enorme valor, essenciais à manutenção e incrementação do seu potencial económico, militar e político. Esta estratégia garantir-lhes-ia o poder para mais facilmente desempenharem o papel de árbitros no cenário mundial.

Guerra é guerra!″ - DN

(...) Todos os sectores da vida nacional se pronunciavam pela necessidade de, rapidamente, repor a ordem naquele território. Nem a oposição de esquerda, mais propriamente comunista ou filocomunista, se pronunciava contra o nosso envolvimento na neutralização do surto de terrorismo desencadeado no Norte de Angola. A oposição era totalmente pela nossa intervenção no sentido de travar a onda de assassínios que grassava naquela parcela do território, embora sem deixar de frisar a necessidade de se resolverem problemas de injustiça social e uma maior descentralização de poderes.

Não restam quaisquer dúvidas de que Portugal, os portugueses da então metrópole, estavam mobilizados, sentiam que era imperioso defender os angolanos, pretos, brancos e mestiços, das atrocidades de que estavam a ser vítimas. "Para Angola rapidamente e em força", foi o pronunciamento do Presidente do Conselho e ninguém contestou ou parecia duvidar de que assim teria de ser.

Afinal quem era o inimigo, quem matava indiscriminadamente, semeando o ódio, o terror, o sangue por aquela terra até então de paz? A UPNA (União dos Povos do Norte de Angola), o movimento que, posteriormente se viria a transformar na FNLA, era o resultado dum evento, aparentemente, sem grande significado para Angola mas que foi o embrião, que, explorado pelos norte-americanos, viria a desencadear todo um processo de luta de libertação.

Recorde-se que nenhum dos protagonistas vivia em Angola não se encontrando, tão pouco, exilados. Faziam a sua vida no Congo Belga como tantos outros angolanos da mesma etnia dos bakongos e que, na sequência das desinteligências com a autoridade administrativa portuguesa da área e com as igrejas católica e metodista à mistura, foram aproveitados pelos norte-americanos, com os quais matinham contactos frequentes, para desencadearem um movimento que se opusesse à expansão do comunismo naquela região de África. Por altura do 15 de Março, Holden Roberto encontrava-se nos EUA, onde passara vários meses, não se conhecendo qual o papel dos restantes elementos que estiveram na base da criação da FNLA nesta primeira acção. Também não está claro por que razão aparece Holden Roberto à frente deste movimento e não um dos chefes dos grupos de Matadi e Léopoldville, respectivamente, Eduardo Pinock e Miguel Necaca.

15 de Março de 1961 | Começo do terrorismo em Angola - Partido ...

Poucas semanas antes da eclosão dos acontecimentos que tiveram lugar no Norte de Angola, Holden encontra-se com Frantz Fanon em Tunes e, segundo testemunho da esposa de Fanon, teria dito: "Esteja atento no dia 15 de Março, o dia em que vai ser debatida na ONU a moção apresentada pela Libéria; algumas coisas muito importantes irão acontecer em Angola". Toda a operação tinha sido planeada com tempo e as diversas acções convenientemente programadas.

Apesar das opiniões, algumas contraditórias, que apareceram na imprensa de todo o mundo sobre as origens, evolução e consequências dos acontecimentos que então tiveram lugar, a realidade era só uma e duma crueldade inconcebível, podendo ser sintetizada nos seguintes pontos:

- Em poucos dias, com início em 15 de Março, milhares de pessoas são exterminadas, entre brancos e pretos, sem que se vislumbre uma conexão clara entre causas e efeito.

- A retaliação das populações, em especial dos colonos brancos, não se fez esperar, matando indiscriminadamente, num desespero total ou simples acto de vingança.

- O racismo surge na sua componente mais dramática, a do sangue, a da morte: és preto, és culpado dos assassínios; és branco, vais matar-me e eu tenho de defender-me!!

Era difícil descrever o clima de medo, verdadeiro pavor, autêntico inferno, que se vivia em Angola, desde Luanda, onde afluíam os colonos que tinham escapado ao genocídio, até à fronteira norte com o Congo, abrangendo uma área superior à de Portugal continental. As forças da ordem eram por demais insuficientes para devolver àquela gente, claramente aterrorizada, um mínimo de tranquilidade que lhes permitisse agir duma forma racional, impedindo o agravamento da situação. Reinava o pânico, o ódio, a sede de vingança.

Entre as brumas da memória: Angola, 15 de Março de 1961

O pronunciamento de Salazar estava correcto. "Para Angola rapidamente e em força". Não tínhamos alternativa se pretendíamos restabelecer a ordem naquele território. Mas estariam os executores das vítimas do Norte, dispostos a acatar essa ordem? Estariam dispostos a libertar as populações, deixando-as em paz? Estariam os colonos brancos dispostos a aceitar essa paz, depois dos dramas que tinham vivido ou a que tinham assistido? Eis as muitas dúvidas ou interrogações que se poderiam pôr. Não era fácil a solução, até porque um ataque planeado e executado com o enorme e trágico sucesso que se verificou, com aquela dimensão, não seria para parar. Haveria com certeza uma retaguarda que estaria disposta e pronta a alimentar a frente de batalha e muito mais vidas iriam ser sacrificadas. Se o objectivo deste primeiro e brutal ataque era correr com os brancos de Angola, como aconteceu, em larga medida, com os belgas do Congo esse objectivo estava longe de ser alcançado. Mas não iriam parar com a chacina indiscriminada até serem confrontados com uma força que se opusesse com firmeza à sua onda destruidora, neutralizando-a e, se necessário, eliminando-a. Era a guerra!

Independentemente das razões que terão conduzido aquela agressão contra os angolanos, a autoridade legítima, responsável pela manutenção da ordem, teria de agir, agir para o pleno restabelecimento dessa ordem. Uma das vias seria através do diálogo mas, neste caso específico, dialogar com quem? Com os chefes ou comandantes operacionais dos guerrilheiros? Com os dirigentes da organização na qual estavam integrados? Com a entidade que teria levado à criação e orientação da acção do movimento, neste caso os norte-americanos? Tudo hipóteses a colocar mas cuja eficácia não podia deixar de ser posta em causa. Entretanto, iríamos permitir que mais vítimas inocentes, de interesses alheios aos seus próprios interesses, continuassem a cair? Que saída nos restava se não combatermos pela força os protagonistas da agressão no mesmo terreno onde faziam sentir a sua acção, prevenindo mais mortes e punindo os agressores. Poderá pôr-se em causa a justeza desta atitude? Com quais alternativas, pelo menos no curto prazo?

A Especiaria: ANGOLA - 15 DE MARÇO DE 1961 - OS MASSACRES DA UPA/FNLA

O Governo português, considerando Angola como parte integrante do território nacional, iria enviar os seus militares para punir os responsáveis pela agressão do Norte de Angola. Naturalmente que nenhum chefe político manda os seus soldados para uma batalha, pedindo-lhes para arriscar as suas vidas e aniquilar os outros, sem lhes assegurar que a sua causa é justa e, logicamente, a dos inimigos que irão enfrentar, injusta. Pelo que eu próprio sentia, pelo que ouvia, pela geral reacção das pessoas, não tinha dúvidas de que, naquele momento crítico da vida nacional, nenhum militar digno e consciente da responsabilidade que lhe está associada, poria em causa a justeza da missão que lhe era cometida ao ser enviado para Angola, onde uma agressão brutal tinha tido lugar. A prova mais cabal desta consciencialização foi materializada na entrega de que todos, sem excepção, deram provas no período infernal de quarenta dias que já lá tinha passado. A nossa gente, sem um mínimo de condições de trabalho, mostrou raça, espírito de sacrifício, sentido de responsabilidade e grande profissionalismo. Nunca ouvi um protesto, um lamento, uma discordância, indisponibilidade para a missão, muitas vezes ultrapassando-se tudo o que poderia ser exigível! Foi com muito orgulho que me integrei nesse grupo de pioneiros, homens dispostos a tudo dar para salvar o seu semelhante que, traiçoeiramente, era assassinado.

Muito se tem escrito sobre a legitimidade da guerra ou da sua justeza tanto sob o ponto de vista jurídico como ético. Mas ali o que importava era enfrentar a dura realidade e lutar com todos os meios disponíveis».

General Silva Cardoso («Angola, Anatomia de uma Tragédia»).

Tarrafal, mais uma história adulterada pelo PCP.







«O PCP gosta de usar o Tarrafal como quem usa uma flor na lapela. Fazendo crer aos mais distraídos e mal informados. Que os militantes do PCP foram os únicos que foram para lá desterrados. Ora nada poderia ser mais errado. Chegando até ao REVISIONISMO E FRAUDE HISTÓRICA!!!

Há 96 anos nascia o diário anarco-sindicalista “A Batalha”, porta ...

                                                     O jornal anarco-sindicalista.

O Tarrafal é inaugurado em Outubro de 1936 com a primeira leva de presos (152) onde estavam incluídos os membros da REVOLTA DOS MARINHEIROS e os membros da revolta do 18 de Janeiro da Marinha grande (grande parte eram anarco-sindicalistas).
No caso da revolta dos marinheiros organizada pela ORA (Organização Revolucionária da Armada) que contava com alguns elementos afectos ao PCP. Mas não só muito embora o PCP no seu revisionismo histórico e para ganhar todos os créditos afirme o contrário.
Acontece que também havia membros dos movimentos INTEGRALISMO LUSITANO; MOVIMENTO NACIONAL-SINDICALISTA (dirigido por Rolão Preto) e ANARCO-SINDICALISMO. E eram estes a maioria. Até porque a ORA era um movimento que apesar de ter ligações ao PCP não tinha só filiados no partido.
No total o Tarrafal recebeu apenas 340 presos sendo que nem todos eram presos políticos. Como são os casos de Artur Trindade (entrou a 12/06/1937 a 25/09/44) e Artur de Oliveira (entrou 11/06/48 a 22/08/48) que eram presos de delito comum.
Portanto o Tarrafal foi a "casa" de presos políticos de varias sensibilidades desde os tradicionalistas (caso dos nacionais-sindicalistas) até aos anarquistas (nos anarco-sindicalistas).

Tarrafal: uma história mal contada - Jornal O DIABO

                                        Grupo de anarco-sindicalistas detidos do Tarrafal.

Apesar de os militantes do PCP não serem a maioria dos detidos no Tarrafal. Este tinha uma forte organização politica no campo de detenção.
Já os anarco-sindicalistas para além de estarem mal organizados politicamente eram também fortemente prejudicados pelos elementos comunistas detidos no campo.
Com tácticas semelhantes às aplicadas pelos comunistas na guerra civil espanhola. OS COMUNISTAS NÃO TOLERAM CONCORRÊNCIA DE ESQUERDA.
Já os nacional-sindicalistas não se sabe muito das suas condições dentro do campo por falta de informação disponível.
Mas o Tarrafal não era à prova de tentativas de fuga. E houveram. Mas mas aqui fica uma parte que é pouco conveniente para o PCP. As fugas tinha de ser autorizadas pelo partido. Ou seja por muito mal tratados ou que ansiassem pela liberdade só poderiam fugir com o beneplácito do PCP. E era o PCP quem decidia quem é que fugia. Tal como aconteceu em Peniche e Caxias.
Ora no Tarrafal para além do arame farpado e dos guardas armados os prisioneiros também tinham que enfrentar os membros da direcção comunista quer na metrópole quer dentro do campo. Ou seja tinham dentro do campo uma "guarda" mental que queria ser fiel à narrativa do martírio politico. Quantos mais MÁRTIRES mais força politica contra o estado novo teria o PCP.
À laia de exemplo foram expulsos do PCP por quebra de disciplina partidária. Os seguintes militantes (lista incompleta)
GABRIEL PEDRO; EDMUNDO PEDRO (pai e filho);Tomás Rato (mais tarde readmitido)
Aliás pela LISTA OFICIAL (depurada dos membros expulsos e abandonados pelo PCP) podemos verificar que os comunistas eram tudo menos a maioria.

Cárceres do império | Memorial 2019

                                      Porta de entrada do Campo do Tarrafal.

LISTA OFICIAL DE DETIDOS NO TARRAFAL SEGUNDO O PCP:
Bento Gonçalves; Joaquim Amaro; Francisco Miguel; Jaime de Sousa; Sérgio Vilarigues; Joaquim Montes; Manuel da Costa; António Guerra e Joaquim Marreiros. Júlio Fogaça (mais tarde expulso do PCP por acusação de "direitismo e homossexualidade)
Esta lista vem no artigo prisões politicas do estado novo.

O PCP é useiro e vezeiro em adulterar a história conforme lhe convém.
Álvaro Cunhal foge de Peniche e é aclamado um herói nas hostes do PCP. Nunca terá tido muito mau tratamento por parte do estado novo. Pôde publicar livros; tinha autorização para desenhar escrever; pôde acabar os estudos em Coimbra. E chega a trabalhar no COLÉGIO MODERNO (propriedade da família de Mário Soares.
Já no caso de Júlio Fogaça que primeiro é traído pelo próprio partido primeiro na sua detenção por parte da policia politica. Depois na fuga de Caixas em que é deixado para trás.
E no fim com um processo de expulsão do partido com base "desvios de carácter" (a acusação de ser homossexual).
A grande maioria dos que morreram no Tarrafal não eram do PCP. E isto pode ser provado consultando os arquivos do CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA em Cacilhas. O PCP é um partido político que não fala a verdade. Recorre à propaganda e adultera de forma MENTIROSA a história. Tem apenas uma coisa a apresentar era a força política mais organizada durante a resistência ao estado novo. Coisa que lhe permitiu no período imediato ao 25 de Abril impor a reforma agrária; o gonçalvismo e ter quase conseguido o poder absoluto durante o PREC.
O PCP chega até a participar numa onde de assassinatos políticos de membros incómodos do PCP.
O PCP não luta pela liberdade e democracia. Apenas luta pelo poder absoluto.




Foi líder do PCP por duas vezes ao longo de duas décadas. Em 1960, é preso pela PIDE, pela terceira vez, acompanhado pelo seu companheiro. Fogaça foi ignorado pela história oficial do PCP, numa atitude de ostracismo em que se mistura o estigma da homossexualidade e o facto de ter sido o principal rival de Cunhal.

E se algum comunista disser o contrário. Das duas uma. Ou está iludido (o que não é de todo algo negativo) Ou está de forma consciente a mentir com quantos dentes tem na boca.

Se não fossem as forças politicas PS; PSD E CDS mais os militares a fazerem o 25 de Novembro hoje estaríamos piores que a Roménia.(...)»


Texto gentilmente cedido pelo autor, o meu caríssimo amigo, Samuel Marques, publicação no jornal "O Diabo", 10 de Maio de 2019.
Os meus agradecimentos.

Alexandre Sarmento


quarta-feira, 29 de julho de 2020

Nelson Mandela, retrato de um assassino!!!



Mais um "herói" dos tempos modernos, mais um ícone marxista, um símbolo de paz, mais um falso paladino da liberdade, no fundo mais um sanguinário traidor do seu próprio povo, pois, os resultados estão à vista de todos, a África do Sul, passou de um dos países mais desenvolvidos e pacíficos países do continente africano, a um dos territórios mais violentos e num grave retrocesso civilizacional.
Teremos que por o dedo na ferida, pois Mandela não passou de mais um moço de recados da elite mundial, facto que pode ser confirmado pelas suas ligações à grande maçonaria, organização da qual ostentava o grau 33, portanto, mais um camaleão eudeusado pela narrativa do politicamente correcto dos donos de Wall Street, mais um agente ao serviço da alta finança sionista!!!
A verdade é que Mandela, a serviço da URSS quando guerrilheiro, passou a servir aos banqueiros de Londres e Nova Iorque enquanto estadista.
Mandela foi um mentiroso contumaz, que fingiu defender os direitos individuais enquanto endossava o genocídio, fingiu defender a união entre os povos enquanto protegeu apenas a união de cartéis e de esquemas políticos, fingiu defender a paz enquanto lucrava com a guerra.
Hoje a África do Sul é um país afectado pelo crime e pela corrupção, com padrões declinantes e uma população acometida pela pobreza e condenada a uma guerra sem fim até serem remetidos ao sanguinário tribalismo ancestral da qual em tempos alguém os resgatou.

Alexandre Sarmento


Gazeta do Povo on Twitter: "O LEGADO DE NELSON MANDELA Para ...

"Nascido a 18 de Julho de 1918 no antigo Transkei e falecido a 5 de Dezembro de 2013, Nelson Mandela não corresponde à imagem piedosa e politicamente correcta transmitida nos dias de hoje. Para lá das emoções ternas e de hipócritas homenagens, é importante não perder de vista o seguinte:
1) Aristocrata xhosa da linha real dos Thembu, Nelson Mandela não era um «negro pobre e oprimido». Teve uma educação europeia ministrada por missionários metodistas, começou os seus estudos superiores em Fort Hare, universidade destinada aos filhos das elites negras, completando os mesmos em Witwatersrand, no Transvaal, o coração do que era na altura o «país boer». Instalou-se de seguida como advogado em Joanesburgo.
2) Não era bem o gentil reformista que a imprensa lamechas gosta de tratar como «arcanjo da paz», lutando pelos direitos do homem como um novo Gandhi ou um novo Martin Luther King. Com efeito, Nelson Mandela foi acima de tudo um revolucionário, um combatente e um militante que pôs «a sua pele antes das suas ideias», não hesitando em derramar o sangue dos outros e arriscando a sua própria pele.
Foi um dos fundadores do Umkonto We Sizwe, «a ponta de lança da nação», braço armado do ANC, que co-dirigiu em conjunto com o comunista Joe Slovo, planeando e coordenando mais de 200 atentados e sabotagens pelos quais foi condenado a prisão perpétua.
3) Não foi o homem que permitiu uma transição pacífica de poder entre a «minoria branca» e a «maioria negra», evitando um banho de sangue na África do Sul. 
A verdade é que foi levado ao poder pela mão do presidente De Klerk, que aplicou à letra o plano de resolução da questão da África austral definido por Washington. 
Pelo caminho Mandela traiu todas as promessas feitas ao seu povo, tais como:
- Desintegrar o exército sul-africano, com o qual o ANC não era capaz de lidar;
- Impedir as criação de um Estado multi-racial descentralizado, alternativa federal ao jacobinismo marxista e dogmático do ANC;
- Travar as negociações secretas mantidas entre Thabo Mbeki e os generais sul-africanos, negociações que envolviam o reconhecimento, pelo ANC, de um Volkstaat em troca do abandono da opção militar pelo general Viljoen.
4) Nelson Mandela permitiu o esgotamento das fontes sul-africanas de leite e mel e o fracasso económico do país é hoje total. 
Segundo o Relatório Económico Africano para o ano 2013, redigido pela Comissão Económica da ONU para África, e pela União Africana para o período 2008-2012, a África do Sul é classificada como um dos cinco países «com pior desempenho» do continente, em função do crescimento médio anual, apenas à frente das Comores, Madagáscar, Sudão e Suazilândia.
Segundo dados oficiais, o desemprego atingiu 25,6% da população activa no segundo trimestre de 2013, embora na realidade ultrapasse os 40%. Os rendimentos do segmento mais pobre da população negra, que representa mais de 40% da população sul-africana, é actualmente 50% inferior ao valor verificado no regime branco anterior a 1994. Em 2013, quase 17 milhões de negros numa população de 51 milhões de habitantes só garantiram a sua subsistência graças a ajudas sociais, denominadas Social Grant.
5) Nelson Mandela falhou também politicamente e o ANC acumula hoje graves tensões entre etnias Xhosa e Zulu, entre doutrinários pós-marxistas e tecnocratas capitalistas, entre africanistas e apoiantes de uma linha «multi-racial». Da mesma forma, um conflito de gerações opõe a velha guarda composta por «Black Englishmen» e os jovens lobos que defendem uma «libertação racial» e o confisco dos agricultores brancos, tal como foi levado a cabo no Zimbabwe.
6) Nelson Mandela não pacificou a África do Sul, país que actualmente se encontra entregue à lei da selva, com uma média de 43 homicídios diários.
7) Nelson Mandela não facilitou as relações inter-raciais. Entre 1970 e 1994, ou seja durante 24 anos, enquanto o ANC estava «em guerra» contra o «governo branco», foram assassinados cerca de 60 agricultores brancos. Desde Abril de 1994, data da chegada ao poder de Nelson Mandela, mais de 2000 agricultores brancos foram massacrados perante a total indiferença da imprensa europeia.
8) Por fim, o mito da «nação arco-íris» estilhaçou-se perante as realidades regionais e étnico-raciais e o país está hoje mais dividido e fragmentado do que nunca, fenómeno que é visível em cada eleição, quando o voto é claramente «racial»: negros votam no ANC, brancos e mestiços votam na Aliança Democrática.
Em menos de 20 anos, Nelson Mandela, presidente da República entre 10 de Maio de 1994 e 14 de Junho de 1999, e os seus sucessores, Thabo Mbeki (1999-2008) e Jacob Zuma (desde 2009), transformaram um país que foi em tempos uma excrescência europeia na extremidade austral do continente africano num Estado de «terceiro mundo» à deriva num oceano de carências, corrupção, miséria social e violência, realidade em parte ocultada por alguns sectores de grande desempenho, mas cada vez mais reduzidos, na maior parte dirigidos por brancos.
Poderia ser de outra forma quando a ideologia oficial é baseada na refutação da realidade, no mito da «nação arco-íris»? 
Essa deturpação da realidade destinada à manipular a percepção ocidental, impede o ver que a África do Sul não constitui uma nação, mas sim, um mosaico de povos reunidos pelo colonizador britânico, povos cujas referências culturais são estrangeiras, e em alguns casos irreconciliáveis, para todas as partes.
O culto planetário e quase religioso que hoje é prestado a Nelson Mandela, o hino ultrajante cantado pelos políticos oportunistas e jornalistas incultos e formatados não vai mudar esta realidade."

Bernard Lugan

África do Sul homenageia Nelson Mandela nos 100 anos de seu ...

                                              Nelson Mandela e Bill Clinton


Mises Brasil - A verdadeira face de Nelson Mandela

                                              David Rockefeller e Nelson Mandela


MBL chama Mandela de "terrorista" para atacar Lula | Revista Fórum

                                                 Lula da Silva com Nelson Mandela


Conspiracy theories

                                                    Mandela, maçom grau 33




terça-feira, 28 de julho de 2020

Massacre de Srebrenica, a verdade!!!


Mais um triste episódio da manipulação a que vamos assistindo, com o fim de levar à fase de conclusão o Plano Kalergi, ou seja, a morte anunciada da civilização europeia.
É bom que a verdade seja divulgada, é bom que os europeus se apercebam dos objectivos por trás das políticas e da tal tolerância tão em voga no discurso demagógico dos nossos governantes!!!

Prosecutors arrest seven over Srebrenica massacre

HISTÓRIAS MINHAS DA GUERRA DA BÓSNIA... FEZ AGORA 25 ANOS O GENOCÍDIO DE SREBRENICA, NA BÓSNIA (de 11/19 jul 95)

O massacre de Srebrenica foi e é a mentira/ manipulação oficial maior e mais chocante daquela guerra; houve um massacre, mas foi dez vezes menor em nº de vítimas, do que o oficialmente declarado, de forma sistemática, continuada e consciente dos verdadeiros nºs.
Fui testemunha e interveniente activo, pela ONU, de parte dos factos ocorridos que passo a relatar; fiz 14 anos ao serviço da Polícia da ONU e da UE, naquela guerra e no pós guerra, sempre em funções de Comando significativas.
Corria o ano de 95, a guerra entre sérvios e muçulmanos na Bósnia continuava, com elevada violência e intensidade e ia já no seu 3º ano.
Em 95 toda a comunidade internacional presente no conflito: - a ONU, UE, NATO, OCDE, etc... tinha já uma urgente vontade política e humana de pôr fim à guerra.
O Presidente Bill Clinton estava sob enorme pressão internacional, para fazer intervir a NATO, contra as forças militares Sérvias e terminar a guerra.
Por força das regras de empenhamento da NATO, esta só o poderia fazer na Bósnia, caso houvessem incidentes ou situações de carácter humanitário, de extrema gravidade, dimensão, e grande alarme internacional, que a justificassem.
Havia pois que criar um ou mais incidentes, ou situações muito graves, em que os Muçulmanos fossem as Vítimas e os Sérvios os Agressores, para justificar a intervenção da NATO..
Os incidentes criados e usados para o efeito, foram o massacre de Srebrenica ocorrido de 11 a 25 de Julho 95, e um ataque ao Mercado Merkale, de frutas e legumes, no centro de Sarajevo, às 11:00 AM do dia 28jun95, com 5 granadas de morteiro, que mataram 48 muçulmanos e feriram gravemente 78, alegadamente disparados pelos Sérvios a partir de "Lukavica", um bairro de Sarajevo.
O alegado ataque com 5 granadas de Morteiros pelos Sérvios, foi falso, foi um ataque de bandeira falsa, foi mentira, nunca poderia ter sido realizado em termos práticos porque, tecnicamente, é absolutamente impossível atingir o mercado a partir daquelas posições Sérvias, não em alcance, mas por as trajectórias dos projécteis, por força das leis elementares da física, impactarem obrigatoriamente contra os edifícios envolventes, imediatamente antes do mercado e não só; qualquer militar de meia tigela, que entenda de tiro de morteiro, ao ver o local, conclui isto de imediato.
Houve de facto cinco explosões, mas de explosivos, previamente e durante a noite, instalados no mercado e accionados remotamente ás 11:00 AM. Foi um ataque de bandeira falsa, feito por muçulmanos e serviços secretos internacionais para culpar os sérvios, para o fim referido.
Bill Clinton visitou a Bósnia oficialmente várias vezes, e uma delas em 95, tendo tido encontros com o Presidente da Bósnia, Alja Izetbegovic.
No vídeo em baixo anexado, caso não sejam apagado, é reportado ter havido um meeting, "altamente confidencial", no Hotel Holiday INN em Sarajevo, do Governo da Bósnia com uma Delegação de Srebrenica, que foi presidido pelo Presidente de BIH A. Izetbegovic, o video tem imagens do "meeting"
No vídeo anexo, reportado a esse meeting, está claramente dito, em inglês e Bósnio, que o Presidente Izetbegovic da Bósnia informou todos os presentes e a Delegação de Srebrenica, que o Presidente Bill Clinton lhe tinha sugerido que, quando os Sérvios entrassem em Srebrenica, no âmbito de trocas de enclaves/territórios a acordar, se os sérvios matassem 5000 muçulmanos, ele, Presidente Clinton, garantia a intervenção NATO, para acabar com a guerra.
Este massacre, alegadamente, sugerido pelo Presidente Clinton, a ocorrer em Srebrenica, veio de facto a acontecer em Julho de 95.
Tal massacre, também alegadamente, vitimou 8000 muçulmanos ás mãos dos Sérvios, foi muito complexo, maquiavélico e careceu de planeamentos extremamente elaborados, foi obra de grandes mestres dos "false flag attacks" internacionais, e justificou já milhares de livros.
O esquema foi o seguinte:-
1º A ONU manipulou/ convenceu os Bósnios e os Sérvios para estabeleceram uma troca pacífica entre si, de enclaves seguros pela ONU, (Safe Zones ou Heavens) que eram territórios duma etnia encravados nos territórios da outra, como Zepe, Gorazde, Srebrenica, Bihac/ Gornje Vakuf, etc...
2º Tal troca foi levada à execução em Maio e Julho de 95; todas as trocas se realizaram pacificamente, Gornji Vakuf/ Bihac, Zepe, Gorazde, até que chegou a vez de Srebrenica, a ser entregue aos Sérvios, por troca de bairros por estes controlados em Sarajevo...
3º Em 10/11 de Julho de 95 os Sérvios chegaram a Srebrenica, no pressuposto de não haver quaisquer resistências militares dos muçulmanos, evacuaram as mulheres, velhos e crianças, em colunas de autocarros, com o próprio Sérvio General Ratko Mladic a supervisar tal evacuação, houve umas escaramuças, e fizeram um número indeterminado de prisioneiros.
4º Logo depois se constou que os Sérvios teriam massacrado 8000 muçulmanos, feitos prisioneiros em Srebrenica e não só, todos homens em idade militar; nunca houve tal efectivo militar em Srebrenica e dias antes, os 4000 militares Bósnios que por lá estavam, saíram para a cidade de Tuzla.
5º Pese embora eu tenha lidado em várias funções que tive, com toda a informação classificada relativa a este massacre,quer na ONU e quer na UE, depois de tudo ter lido, ainda hoje não me é claro como é que tal massacre ocorreu, há muitos pontos incógnitos ou nebulosos; aparentemente os massacrados eram civis e alguns militares, todos homens, mas desde início que o quantitativo soava a exagero.
Face a estes dois alegados gravíssimos incidentes dos Sérvios contra os Muçulmanos, trompeteados Mundo fora pelos Mass Média do ocidente, de forma contínua e sistemática, o Presidente Clinton fez intervir a NATO contra as Forças Armadas do Exército Sérvio na Bósnia, justificando-se com fortes, justa e urgentes razões humanitárias.
Depois de intensos bombardeamentos NATO, com imensas baixas entre militares e civis sérvios, estes aceitaram render-se e entrarem em conversações com vista à paz, realizada pelos Acordos de Dayton.
Logo na época do massacre de Srebrenica, ficou oficialmente estabelecido que o número de mortos muçulmanos tinha sido de 8000.
Dois anos depois, sendo eu, Comandante Regional Interino da Polícia da ONU em de Tuzla e Srebrenica, em Agosto de 97, recebi a Missão oficial de Liderar pela ONU o processo das escavações das valas comuns na área de Srebrenica, onde estavam enterrados os tais ditos 8000 cadáveres dos muçulmanos, chacinados pelos sérvios.
Veio uma equipa de especialista da ONU de Nova York, eu facilitei a polícia internacional para estar presente durante as escavações no local, mais a polícia Bósnia, para garantirem a segurança, o cumprimento legal de todas as normas aplicáveis e todos os dias me entregavam a mim, pessoalmente, os dados ou resultados das escavações, em números concretos de ossadas inteiras e parciais.
Por minha vez, diariamente, eu fazia os relatórios para os Comandos superiores da ONU em Sarajevo, com os dados das escavações e o seu somatório.

....NO MEU ÚLTIMO RELATÓRIO, FEITO DEPOIS DA CHEFE ESPECIALISTA EM ESCAVAÇÕES DE VALAS COMUNS DA ONU, UMA SENHORA FINLANDESA, ME TER DITO QUE NÃO HAVIA MAIS VALAS COMUNS E NEM MAIS CADÁVERES, O TOTAL DE CORPOS DESENTERRADOS, FOI DE 873, +/- UMA OU DUAS UNIDADES.

Indiferente, a ONU continuou e continua a afirmar terem sido 8000, dez vezes mais, eu ainda questionei dos porquês, mas nada... ignoraram-me... enfim, políticas.
O memorial em Srebrenica, onde todos os anos a 11 de Junho, se relembram os mortos tem lá 8243 nomes., dos quais, pelos menos cerca de 6.500 são nomes falsos ou mortos noutras circunstâncias.
Os detalhes sobre este facto histórico por si só dão muitos livro, que aliás já foram escritos, a maioria cheios de propaganda anti sérvia e nada mais.
Mas há aqui dois factos que mostram como a política internacional é conduzida, nos dias que correm:
1ª Os ataques de Bandeira falsa, quer o do Mercado Merkale em Sarajevo, quer Srebrenica, foram ambos planeados pelos serviços secretos ocidentais e pelos muçulmanos, com uma colaboração pouco consciente da ONU; em ambos, os Sérvios aparecem como os criminosos de guerra anti humanidade, diabolizados, e culpabilizados pela guerra, quando quem a provocou e tudo manipulou, desde a fabricação da guerra até à Paz, foi sempre o Ocidente.
2º A multiplicação do números de vítimas por 10, de 843 +/_ para 8243, e a monumental campanha mundial propagandista/ informacional anti Sérvia, para diabolizar e culpabilizar os Sérvios teve e tem como objectivo tornar os Sérvios oficialmente culpados, perante a Comunidade Internacional da Guerra, na Jugoslávia / e da Bósnia.
... e, simultaneamente, lavar a face e endeusar os EUA, a NATO e a Alemanha na guerra na Jugoslávia/ Bósnia, das quais foram estes Países e organizações os únicos culpados.


José Luís da Costa e Sousa

O admirável mundo novo, profecia assustadora!!!


«... A engenharia social antevista por Aldous Huxley carecia ainda do computador e das redes digitais como substrato material de controlo. A digitalização do mundo a partir da segunda metade do século XX criou fluxos de comunicação e formas de controlo ubíquas, diferentes das que foram imaginadas por H. G. Wells, Aldous Huxley ou George Orwell, mas também por escritores pós-cibernéticos como Philip K. Dick, J. G. Ballard, William Gibson ou Neal Stephenson. Ainda que o efeito hipnótico e orgiástico do soma e do cinema sensorial possa comparar-se ao ciberespaço como alucinação consensual, a capacidade simulatória do meio digital induziu efeitos psicoactivos cujo alcance psíquico e social talvez seja ainda mais profundo. Além disso, as lógicas finalmente automatizadas do sistema financeiro e da guerra são agora algoritmos programados no sistema cibernético, capazes de desencadear instantaneamente acções catastróficas com repercussões planetárias. Ecranizada, a morte tornou-se um jogo remoto via satélite. 

O próprio comportamento de consumo das massas se encontra matematicamente programado na infra-estrutura cibernética, usada para monitorizar o consumo, incluindo o consumo frenético e dispositivos de obsolescência programada. A reorganização das práticas quotidianas em função da conexão remota instantânea e da monitorização em tempo real dos desejos e dos estados emocionais dos indivíduos, colaboradores voluntários na avatarização de si próprios como itens na grande base de dados em que o mundo se tornou, é francamente diferente das antevisões ficcionadas literariamente ou projectadas cientificamente nas últimas décadas. Os sistemas actuais de vigilância política também não correspondem aos imaginários distópticos de tortura e brutalidade ostensiva ou de propaganda e repressão clandestina, ainda que estas continuem a ser usadas como instrumentos semilegais numa espécie de estado universal de emergência não-declarado de guerra ao terror. 

Biologicamente falando, o homem é um... Aldous Huxley

A granularidade da vigilância política aperfeiçoou a sua impessoalidade automática, permitindo agora a localização automática individual por coordenadas GPS e a prospecção massiva das redes de comunicação, num desrespeito flagrante pelo direito de privacidade, de que o programa XKeyscore da Agência de Segurança Nacional norte-americana seria apenas um exemplo [Dado a conhecer publicamente através das provas recolhidas e divulgadas por Edward Snowden em 2013, o programa XKeyscore permite fazer vigilância sistemática da Internet, dando aos analistas a possibilidade de pesquisar, sem qualquer autorização prévia, vastas bases de dados contendo correio electrónico, conversação em linha e a história da navegação contida nos browsers de milhões de indivíduos. Cf. Glenn Greenwald, «XKeyscore: NSA tool collects 'nearly everything a user does on the Internet'», The Guardian, 31 de Julho de 2013]. 

Um número cada vez maior das nossas acções deixa vestígios nos sistemas de dados, traços que são utilizados para monitorizar o comportamento futuro, garantindo a plena conformidade com a administração integral da nossa existência, dos nossos desejos e da nossa imaginação. Todos os sistemas recolhem dados e todos nos garantem a bondade dessa recolha, levando-nos a assinar contratos que nos colocam numa posição marcadamente assimétrica, alimentando-os com a informação que nos será instantes depois vendida sob a forma de produtos e serviços, e que servirá para programar no sistema os nossos perfis de consumidores e cidadãos. A virtualização da economia e da identidade permite agora reconstituir na rede digital electrónica um número crescente de interacções e realidades como puros fluxos de dados, imagem correlata da abstracção dos mercados financeiros e da ficção do valor.

Os súditos do ditador do futuro serão... Aldous Huxley

A programação dos indivíduos e a engenharia social constituem a essência da relação entre sociedades complexas e tecnologias avançadas: a complexidade das tecnologias implica um sistema ubíquo de controlo e vigilância, que amplifica em simultâneo a dependência do sistema tecnológico e dos seus dispositivos, e os processos globais de administração e controlo. 

Esta retroalimentação pode ser observada, por exemplo, na forma do aeroporto internacional como instituição totalizante, a qual, para alimentar os aviões com um fluxo constante de passageiros, submete os indivíduos aos processos de controlo e vigilância necessários ao sistema de gestão técnica e financeira das aeronaves. Idênticas descrições poderiam ser oferecidas do complexo técnico-militar, no qual a perigosidade de materiais - incluindo os agentes de guerra química, biológica e nuclear - submete os indivíduos a um controlo e vigilância sistemáticos. O princípio da vigilância instituiu-se como princípio universal na definição do comportamento das instituições relativamente aos indivíduos, alargando-se ao espaço público das ruas e parques. Ser administrado e ser vigiado é essência última do cidadão livre.

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O contexto histórico imediato da emergência da distopia de Huxley é o contexto da expansão da civilização urbana industrial - com a sua marcada divisão de classes -, da consolidação dos sistemas de propaganda e violência estatal, do rápido advento de uma sociedade consumista e hedonista na qual a inebriação do consumo faz parte do mecanismo de reprodução económica e cultural, sendo mesmo um instrumento para a aceitação generalizada das condições alienadas da existência - e dos avanços científicos e técnicos das primeiras décadas do século XX. O conhecimento das forças fundamentais da natureza e dos códigos que determinam a vida prometiam novas possibilidades de habitar o universo e conjurar o humano. Os testes nucleares do Projecto Manhattan, a partir de 1942, e a descrição da estrutura molecular do ADN, em 1953, constituíram o culminar de processos de investigação nesses dois campos. Ainda que, como refere Huxley no seu prefácio à edição de 1946, a obra se centre mais naquilo que ele descreve como as ciências da vida (biologia, fisiologia e psicologia) do que nas ciências da matéria (física, química e engenharia), a sua interrogação fundamental diz respeito aos efeitos da ciência aplicada e ao modo como a vida se torna um servomecanismo da tecnologia.

Um dos aspectos que caracterizam o admirável mundo novo é a absoluta planificação e administração da existência. A planificação eugénica dos seres humanos permite inscrever no código genético a diferenciação social e naturaliza a evolução artificial obtida através da manipulação genética. Ainda que a programação genética dos indivíduos não tenha chegado ao ponto imaginado por Huxley, a administração e estatização do mundo ampliou-se, em consequência do aumento da complexidade técnica dos processos de produção, comunicação e transporte. Os padrões de organização do trabalho e de circulação de mercadorias e os fluxos das diferentes formas de capital estruturam-se agora à escala mundial, submetendo os indivíduos à lógica autónoma da sua própria reprodução e acumulação infinita. A distribuição desigual da riqueza material, alimentada por um processo obsessivo e auto-referencial de crescimento económico e valorização financeira, continua a manter milhões de seres humanos no limiar da sobrevivência, em estado de servidão e ignorância, sem recursos para comprarem as mercadorias que eles próprios produzem, sem tempo ou condições para aprenderem a ler e a escrever, e sem possibilidade de reparação para o seu sofrimento. 


BBC poll considers web freedoms and surveillance - BBC News

(...) A prescrição de felicidade no admirável mundo novo em construção tornou-se uma mensagem repetida até à exaustão à medida que as novas tecnologias reforçam a fantasia do controlo, isto é, a ideia de que podemos prever, planificar e controlar tudo o que acontece à nossa volta e tudo o que acontece dentro de nós. A obsolescência programada nos dispositivos e aparelhos que usamos torna-se também a obsolescência programada dos nossos desejos e pensamentos, como se, desapropriados de nós mesmos, só nos restasse consumir, a crédito, o ser que desejaríamos ser e o pensamento que desejaríamos pensar. Talvez o facto mais extraordinário proporcionado pela descrição científica do mundo e pela tradução dessa descrição em complexos sistemas tecnológicos esteja na amplitude e na pregnância das transformações, de tal modo que a possibilidade de um exterior ao admirável mundo novo parece tornar-se cada vez mais impossível. Todas as relações sociais de produção e de consumo e todas as formas de vida e de cultura estão destinadas a refazer-se segundo a lógica da megatecnologia, que torna impensáveis e inimagináveis formas de vida ou de pensamento não domesticadas. A possibilidade de um "selvagem", exterior ao admirável mundo novo, passaria a ser impossível.

A selecção genética - que diferencia alfas e betas de gamas, deltas e epsilões - e a clonagem de embriões garantem uma produção em massa de cada tipo, segundo necessidades de mão-de-obra previamente determinados pelos técnicos de predestinação social. Esta produção fabril administrada de castas de seres humanos em incubadoras mimetiza a estrutura social, com ganhos de eficiência e produtividade sobre os modos de reprodução naturais, controlando os rácios de diferenciação entre masculino e feminino ou entre trabalhadores manuais e trabalhadores intelectuais. O que importa ao sistema é reproduzir a sua própria estrutura, ampliando para o todo social da reprodução biológica humana a fordização, que decompôs e racionalizou as tarefas produtivas numa cadeia de montagem. A própria morte pode ser fordizada e racionalizada, entrando na cadeia de produção.

ALDOUS HUXLEY - ADMIRÁVEL MUNDO NOVO - Mensagens e Frases

O desenvolvimento de uma classe administradora, cuja função é supervisionar o funcionamento eficiente de todo o sistema, reflecte a cientifização das modernas práticas de gestão, destinadas a disciplinar os corpos e as mentes, tornando-os mecanismos obedientes da engrenagem. A nomenclatura das instituições e dos espaços sugere quer a funcionalização racionalizada da reprodução de embriões humanos, quer a natureza planificada e administrada de todos os espaços sociais do admirável mundo novo: Centro de Incubação e de Condicionamento de Londres-Central; Depósito de Embriões; Armazém de Orgãos; Sala de Decantação, Sala de Fecundação; Sala de Envasamento; Sala de Predestinação Social; Infantários - Salas de Condicionamento Neopavloviano; director da Incubação e do Condicionamento; administrador residente da Europa Ocidental; Estúdio de Cinema Sensorial de Hounslow; Central Hipnopédica; Companhia-Geral das Secreções Internas e Externas; Hospital para Moribundos de Park Lane.


Cabe referir ainda a presença dos media e de dispositivos de propaganda e engenharia das emoções, responsáveis pela produção de um sistema de crenças que sustenta uma determinada ordem social e pela manipulação psicológica e emocional. Antes de conhecermos Helmholtz Watson, autor de cenários para filmes sensoriais e de fórmulas e slogans hipnopédicos, o conglomerado dos media é assim apresentado:


"As diversas secções de propaganda e do Colégio de Engenharia Emocional estavam instalados no mesmo edifício de sessenta andares de Fleet Street. Na cave e nos pisos inferiores encontravam-se as tipografias e os escritórios dos três grandes jornais de Londres, O Rádio Horário, jornal para as castas superiores, A Gazeta dos Gamas, de verde-pálido, e, em papel cor de caqui e usando exclusivamente monossílabos, O Espelho dos Deltas. Depois, seguiam-se os escritórios de Propaganda por Televisão, por Cinema Sensorial, e por Voz e Música Sintéticas, que ocupavam, ao todo, vinte e dois andares. Por cima estavam os laboratórios de investigação e as câmaras acolchoadas onde os escritores de bandas sonoras e os compositores sintéticos levavam a cabo o seu delicado trabalho. Os dezoito últimos andares eram ocupados pelo Colégio de Engenharia Emocional".

Admirável mundo novo

A disposição arquitectónica das diversas tecnologias dos media em três secções num mesmo edifício, permite perceber a ecologia diversificada, mas interdependente dos media (imprensa periódica, música gravada, cinema, rádio, televisão) e associá-los à engenharia emocional. O cinema sensorial - capaz de activar conjuntamente os sentidos da visão, da audição, do tacto e do olfacto - aponta para a lógica imersiva das representações, cujo poder holográfico e sensorial lhes permite oferecerem-se como mundos de substituição que compensam a monotonia sensorial e motora da funcionalização industrial dos corpos geneticamente controlados.

Esta função compensatória cabe também à música sintética e à dose diária de soma. A descrição da saída da fábrica da Companhia-Geral de Televisão, observada pelo Selvagem, mostra a conjugação alienante entre trabalho e não-trabalho:

"Era justamente a hora de saída do turno principal do dia. Uma multidão de trabalhadores das castas inferiores, em bicha diante da estação do monocarril, setecentos a oitocentos homens e mulheres gamas, deltas e epsilões, que não tinham, entre todos, mais do que uma dúzia de fisionomias e estaturas diferentes. A cada um deles o bilheteiro dava, juntamente com o bilhete, uma pequena caixa de cartão com pílulas".

O controlo compensatório da química cerebral e o consumo recreativo de narcóticos são extensões da engenharia social programadora da felicidade. A erotização difusa e omnipresente dos corpos assume idêntica função compensatória, sinal de uma relação inversa entre liberdade sexual e liberdade política e económica. Tal como em Nós, de Evgueni Zamiatine, ou em Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, de George Orwell, a troca sexual é manifestação da instrumentalização do desejo, tornado acto funcional colectivo, no qual a ligação afectiva individual perturba a lógica impessoal e meramente abstracta das relações.

E se Orwell, Huxley e Bradbury tivessem acertado? - NotaTerapia

No prefácio de 1946, Huxley antevê a eficiência futura do controlo das massas através das formas brandas do poder do Estado, da propaganda dos media e dos sistemas de ensino, cujo verdadeiro fim seria produzir o amor à servidão. A produção fabril de seres humanos - geneticamente modificados, conformados a reproduzirem um sistema de relações alienadas e cuja existência é totalmente administrada - é uma imagem extrema da racionalidade e da eficiência pressupostas pelas tecnologias avançadas de produção. Para um sistema auto-referencial, centrado nas cadeias de produção e de valor, é o próprio ser humano que é necessário reproduzir à sua imagem e semelhança. Produzir uma realidade mais real que a realidade e administrar obsessivamente a existência continuam a fazer parte das utopias tecnológicas dos nossos imaginadores do futuro. Talvez por isso a designação "admirável mundo novo" tenha hoje, além da ressonância irónica original, algo do sabor amargo e melancólico de uma fantasia realizada. Se tornar os indivíduos felizes é fazê-los amar a sua servidão, a função da planificação consiste em continuar a gerar as condições presentes e futuras dessa felicidade servil».

Manuel Portela («Os imaginadores do futuro», prefácio in Aldous Huxley, «Admirável Mundo Novo», Antígona, 1.ª Edição, 2013)
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Links que considero de vital importância a sua consulta:

No primeiro faz-se a analogia entre o pensamento de George Orwell e Adous Huxley.
O segundo link é a versão integral e traduzida do filme "O Admirável Mundo Novo", de George Orwell.

No terceiro está a versão integral e traduzida do filme "Soylent Green", em português, "À Beira do Fim".






segunda-feira, 27 de julho de 2020

Eu quero lá saber!!!



Passaram-se 50 anos sobre a morte de Salazar, e, muito sinceramente, creio que desde os tempos da corrupção dos cravos, nunca se falou tanto dessa marcante figura do século XX português e do mundo!!!
Uma figura que tem sido atacada, vilipendiada, achincalhada, sendo-lhe assacada a culpa de todos os males e atrasos da Nação portuguesa, mais uma vez, volto a dizer, são-lhe imputados, o atraso, a fome, a iliteracia, a repressão por parte de uma policia de estado, o ter esquecido a protecção social, o ter mantido o povo na obscuridade e ter empobrecido o povo com o objectivo de encher os cofres do Estado com ouro!!!
-Eu quero lá saber dos palermas que lhe imputam o atraso, então, em que situação estaríamos quando da monarquia constitucional e da Primeira Republica, são cegos, ou analfabetos funcionais, para que desconheçam o atraso estrutural de dois séculos que este país padecia na época?
-Eu quero lá saber dos palermas que lhe imputam a culpa da fome, quem sabe desconheçam que houve uma crise mundial com o crash da bolsa de Nova Iorque, que houve uma guerra civil no país vizinho e como se não bastasse tivemos a Europa completamente destruída pela segunda guerra mundial, será que essa gente desconhece esses eventos aos quais saímos incólumes?
-Eu quero lá saber dos palermas que imputam a iliteracia e o analfabetismo a Salazar, nem vamos sequer falar de números ou estatística, pois, nunca na historia deste país se construiu tanto estabelecimento de ensino, escolas primarias, liceus, e e escolas comercias e industriais, podemos também falar de estabelecimentos de ensino superior, perante estes factos, porque razão será, que uma miríade de empenados mentais esquerdofilos tentam a toda a força inverter, manipular ou reescrever o passado?
-Eu quero lá saber dos palermas que dizem termos tido uma policia de estado, a PIDE, dizem ter sido uma policia assassina criada por Salazar, mais outra incongruência, então essa policia de estado não tinha sido criada por Sidónio Pais, durante a Primeira Republica, e os milhares de mortos e vitimas imputados a essa mesma policia durante o Estado Novo, afinal quantos foram? Onde estão os documentos que o comprovem, e pior, porque razão levaram os ficheiros da PIDE para Moscovo, um caso interessante a debater, pois, segundo a cronista do regime, uma comunista, acabou por confirmar que teriam morrido à guarda da PIDE cerca de 15 pessoas, pergunto, não havia problemas de saúde, ou hoje não morre ninguém no cárcere, ou esqueceram que nos países ditos de liberdade morreram milhões em prisões, campos de trabalho sendo grande parte dessa gente assassinada a sangue frio?
-Eu quero lá saber dos palermas que dizem que o Estado Social, cuidados de saúde para todos e sindicatos, foram montados pela cambada abrileira!
E então, quem construiu centros de saúde em todos os concelhos, quem construiu os grandes hospitais, alguns ainda hoje são referencia após muitos anos de serviço prestado, e então, os sindicatos e os grémios, foram instituídos quando?
-Eu quero la saber da historia da carochinha que contam em relação a proveniência do ouro em depósito no Banco de Portugal, não o roubámos, foi todo fruto do trabalho dos portugueses, continentais e ultramarinos, portanto quanto à sua origem estamos esclarecidos, quanto a razões para termos essa quantidade, relembro, tínhamos efectivamente um padrão moeda, esse ouro era a garantia da moeda em circulação, quem não se lembra de um escrito nas notas da época, "vale ouro", foi dessa forma que depois da falência e insolvência do estado português conseguimos retomamos o rumo, ganhámos de novo o respeito internacional e a dignidade, chegando mesmo a ter a terceira moeda mais forte a nível mundial!
Pergunto aos iluminados, hoje temos o quê?
Que eu saiba temos um monumental buraco de 750 mil milhões de euros, uma divida externa impagável da qual somos hoje escravos!
Então como ficamos, estamos melhor, ou estamos pior?
Portanto, só para relembrar uns quantos ignorantes, malformados, mentirosos, traidores, ignorantes e imbecis, quando pretenderem imputar injustamente responsabilidades a Salazar e ao Estado Novo, pensem duas vezes, olhem bem para vós mesmos, estudem, tirem as palas e guardem a cassete marxista fedorenta na gaveta, pois a mentira já não cola, a verdade começa a ser do domínio publico.
Podem ter ocultado e deturpado a verdade durante muito tempo, mas nunca a conseguirão ocultar e deturpar o tempo todo, portanto, doravante, quando quiserem denegrir a ilustre figura de Salazar, será bom que estejam munidos de fortes argumentos, senão nem valera a pena entrar em debate, pois como sabemos, quem ganha sempre será o que argumenta com a verdade e a verdade é só uma, Salazar foi um dos maiores estadistas e diplomatas do século XX, foi um grande humanista, pode não ter sido perfeito, mas a verdade é que, até hoje ainda não houve quem provasse ter sido melhor e que deixasse obra!!!
Aqui fica expresso mais uma vez o meu agradecimento em nome da Nação Portuguesa a tão ilustre e singular figura.

-Eu quero lá saber de gente que fala, fala e não diz nada,de conversa estou eu farto, de facto Salazar deixou obra feita, e paga!!!

Obrigado Salazar.

Alexandre Sarmento

domingo, 26 de julho de 2020

Franco Nogueira e o problema africano.


Consumo, solidão, miséria e ideologia

«Interrogam-se agora os espíritos sobre o destino de todo um continente, e René Dumont sintetizou este pensamento perguntando, no título de um livro, se L'Afrique noire est mal partie? Formular o problema equivale a enunciar as dificuldades, as frustrações e as ciladas que se acumulam nos caminhos do continente negro. São estes tão difíceis que Albert Meister, num volume de réplica, põe a questão de saber se L'Afrique peut-elle partir? Temos, nestes dois títulos, as coordenadas entre que podemos situar o continente africano. Trata-se de sublinhar que a África principiou ou partiu mal e de inquirir se aquela poderá mesmo principiar ou partir de todo. Não há que interpretar os termos em que o problema é equacionado como implicando uma incapacidade inata ou inerente ao homem africano. Pretende-se apenas significar que não parecem ter sido favoráveis as condições em que a África partiu à conquista do seu lugar no tablado internacional, que se pretendia autónomo, pelo que a alguns se tem afigurado duvidoso que, naquele condicionalismo, possa sequer partir.

Mas colocando assim o problema havemos logo de verificar que não coube à África a responsabilidade de definir as condições da sua partida: estas foram fixadas pelas potências condutoras da política mundial, e cujos motivos determinantes, em nada relacionados com a África, estão hoje bem esclarecidos. Já sabemos como o clima de guerra fria, a luta pelo poder, e a construção de novos impérios desempenharam um papel determinante. Mas há um outro aspecto que não tem sido sublinhado com o relevo merecido: o da visão que a Europa e o mundo livre se fazem de si próprios e o papel que, no quadro dessa visão, atribuem à África. Nesse quadro ressalta, antes de mais, este traço fundamental: a Europa e o mundo livre olham-se como um agregado humano altamente desenvolvido e industrializado, e sentem-se bem adiantados no caminho de se constituir em sociedade pletórica ou opulenta. Este facto alterou por completo a concepção dos interesses europeus na sua relacionação com África, e deu ao homem europeu um prisma novo para observar o mundo em redor. Nessa nova concepção permite-se uma margem muito escassa de risco, um desejo muito limitado de aventura para além das fronteiras do continente europeu, e uma recusa de responsabilidades que imponham sacrifícios. Terá de se observar que o crescimento económico e industrial da Europa parece coincidir com um entibiamento da vontade europeia. Pretende-se edificar uma Europa unida, e forte pela unidade; mas para o efeito praticam-se quase tantas políticas quantos os países europeus. Refeita da crise da guerra, saradas as chagas, robustecidas as forças, a Europa mergulhou em nova crise. Nem a construção do Mercado Comum, nem a da Associação do Comércio Livre, nem a estrutura da NATO, nem o Conselho de Estrasburgo trouxeram à Europa o que esta busca: a autonomia das suas decisões e das suas atitudes. Desta crise interessa agora, todavia, destacar um aspecto especial: a crise da consciência mundial da Europa. Dir-se-ia que a Europa se entregou a um isolacionismo, que era tradicional entre os anglo-saxónicos. Mas aquela crise teve sobretudo reflexos e consequências na política quanto à África. A Europa separou-se da sua visão tradicional do continente africano, e até do homem africano, e tendo feito tábua rasa de todo um passado adoptou ideias e princípios que não eram propriamente seus. Perante a sociedade agrária africana, os países europeus aceitaram as teses que os pólos de força mundiais ou os países altamente industrializados (em particular os Estados Unidos e a Inglaterra) haviam formulado como aplicáveis à África. A União Soviética lançou na África o ideal socialista. Sofregamente mas sem discernimento claro os países africanos proclamaram a adopção do socialismo, sem todavia ousarem rejeitar por completo, para efeitos meramente exteriores, alguns valores políticos ocidentais. Ao socialismo misturaram-se preocupações nacionalistas e, como se pretendia acima de tudo vincar a independência, multiplicaram-se as fórmulas consoante os países. Surgiu o socialismo africano; outros instituíram o socialismo positivo; houve Estados que se atribuíram um socialismo de massas; e no norte de África alguns países proclamaram o socialismo árabe. Tudo isto traduziu uma atitude política; mas a contribuição do socialismo para o progresso africano tem sido principalmente vocabular e de terminologia. É um mito. Mas está longe de ser o único ou mesmo o maior dos mitos.







Tanto os países socialistas como os países ocidentais têm derramado sobre a África toda uma mitologia que abrange e governa quase todos os aspectos da vida do continente. Tendo dado prioridade à política sobre a administração e a economia, sentiu-se depois necessidade de criar ilusões e alimentar esperanças como meio de governo e instrumento de pressão e influência política. Neste particular aparece-nos, em primeiro lugar, o mito do desenvolvimento rápido dos povos e países do terceiro mundo. Assenta na formação acelerada dos quadros e na ajuda financeira externa maciça. Mas a ajuda externa, por si mesma, não suscita nem promove o desenvolvimento, e já vimos como é interesseira e está na base do neocolonialismo; e a formação acelerada de quadros é inútil, mesmo que fosse viável, se partir de um desfazamento entre um escol muito limitado e a massa tribal sem camadas intermédias, como é o caso africano. [A ideia da formação acelerada de quadros está levando a consequências absurdas ou pitorescas. Pensando que todas as profissões são susceptíveis de aprendizagem acelerada, alguns jovens nos novos países, embora apenas possuam rudimentar instrução, deslocam-se à Europa ou aos Estados Unidos em busca de escolas onde possam matricular-se em cursos de Ministros, de Primeiros Ministros e de Presidentes da República]. Mas a par do mito do desenvolvimento célere, criou-se um outro: o do desenvolvimento democrático e liberal. Embora se saiba que não corresponde à realidade, e que não seria mesmo possível, sustenta-se que a economia, a administração e o desenvolvimento dos novos países africanos se podem processar em termos de demo-liberalismo ocidental. Trata-se de uma clamorosa distorção dos factos: a vida colectiva nos novos países africanos está subordinada ao despotismo mais ou menos legalizado, firmado num só partido de massas. Por outro lado, a propaganda conduzida em África tem instilado no espírito dos responsáveis e até de alguns elementos menos tribalizados a convicção de que a independência, a força nacional, o respeito internacional, estão ligados e são função de um certo número de símbolos sem os quais o país não existe com dignidade. Temos, em primeiro lugar, o mito da industrialização. Mas esta é impraticável sem uma administração eficiente e não corrupta. Nada disto possuem os novos países africanos; as grandes potências não o ignoram; e por isso, quando encorajam qualquer país africano a industrializar-se velozmente e em larga escala, sabem que estão a conduzir esse país a uma ruína inevitável ou pelo menos à estagnação e a tornar-lhe cada vez mais difícil e lento qualquer pequeno desenvolvimento real. [Quando se empresta dinheiro e se fornece assistência técnica, por hipótese, ao Gabão ou à Tanzânia para montar uma fábrica de televisores, por exemplo, parte-se do princípio de que se cumprem estas condições: a) há um mercado interno para consumir televisores; b) a produção de televisores aumenta a riqueza nacional; c) os televisores fabricados estão em condições de competir nos mercados internacionais com os manufacturados pelas grandes potências. Ora nada disto é assim, e as grandes potências sabem-no perfeitamente. Quer isto dizer que o Gabão ou a Tanzânia têm de pagar às grandes potências as máquinas que compraram para instalar a fábrica, têm de liquidar os salários dos técnicos, e têm de reembolsar os empréstimos (e os respectivos juros) para o lançamento financeiro da empresa - e não fabricarão televisores. Ou, se os vierem a fabricar, fá-lo-ão para venda nos mercados internacionais apenas, recolhendo as grandes potências o lucro e limitando-se o Estado local a permitir que a sua mão-de-obra fosse explorada e paga a um preço muito inferior ao da mão-de-obra das potências desenvolvidas]. Depara-se-nos depois o mito da reforma agrária. Encontramos esta no programa de todos os jovens governos revolucionários, e o facto é havido como sintoma de progresso, de ousadia administrativa, de afirmação do desejo de justiça social. Na realidade, todavia, estamos perante simples demagogia. Não escasseia a terra nos países africanos; e o problema consiste antes na escassez de população. De resto, a reforma agrária praticada nos novos estados tem propósitos políticos ou sociais, e não é efectuada tendo em vista um melhor aproveitamento e a máxima utilização da terra; e por isso, do ponto de vista da produtividade e do aumento da riqueza nacional, são inúteis as reformas agrárias dos novos países do continente africano. Mas se nos dirigirmos agora para o campo da cultura encontraremos um outro mito poderoso: o mito das universidades e educação superior. Muitas vezes escasseiam ou não existem escolas primárias, nem escolas de ensino rural ou técnico, nem escolas de artesanato; mas isso não obsta a que se construa um imponente conjunto de edifícios, com o apetrechamento pedagógico inerente, e a que se lhes chame universidade. Sabe-se que uma universidade demora gerações a formar, e sintetiza o resultado de uma longa tradição, representa uma cultura, simboliza o centro mental e intelectual de uma nação. As universidades da África negra, há que reconhecê-lo, são caricaturas de escolas superiores; e no quadro do plano de desenvolvimento dos países respectivos desempenham um papel não só inútil como pernicioso e até perigoso. São dispendiosas, e não contribuem para criar um cêntimo de riqueza. Poderá haver um fácil orgulho em produzir quantidades de médicos ou de engenheiros, e daí suscitar-se uma falsa sensação de que o país progride e de que os problemas nacionais se podem resolver. Ora os médicos e os engenheiros produzidos são-no no nome e no diploma, e não na competência; mas os problemas humanos ou técnicos, que têm de enfrentar, não diminuíram de complexidade ou de dificuldade por aquele facto. Por isso, à medida que o tempo decorre e se multiplicam os técnicos e os profissionais de formação acelerada, agrava-se a situação dos países africanos. [Constitui exemplo típico o de uma província de um país africano cuja mortalidade dos respectivos habitantes aumentou verticalmente depois de terem para ali sido enviados dois médicos acabados de formar aceleradamente na nova Universidade]. Como quer que seja, é em torno destes mitos que se debate a realidade africana. O mundo livre e o mundo socialista impulsionam esses mitos sem reparar, ou preferindo não reparar, que uma tal orientação está destruindo a África, e o primeiro não se dá conta de que está negando esta à Europa e aos próprios africanos. [Uma lista muito completa dos mitos de que sofrem os países subdesenvolvidos, e que pode ser aplicada à África, encontra-se em William e Paul Paddock, Hungry Nations, 1964]. Em confronto com esta África traída, a realidade portuguesa deveria brilhar como um centro nervoso de progresso real e de uma promoção genuína do homem africano nos planos político e social. Mas admiti-lo, por parte da ONU ou de algumas das potências, seria confessar a falência da sua política ou desvendar o carácter equívoco desta. Em vez de se dizer que a África partiu mal, ou de se perguntar se poderá partir de todo, seria talvez mais justo e exacto perguntar se se quer a partida da África».

Franco Nogueira («Terceiro Mundo»).

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