"A verdade, a decisão, o empreendimento, saem do menor número; o assentimento, a aceitação, da maioria. É às minorias que pertencem a virtude, a audácia, a posse e a concepção." Charles Maurras
terça-feira, 11 de agosto de 2026
O ataque terrorista do 15 de Março de 1961
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Uma censura que envergonharia o lápis azul da PIDE!
PERSEGUIÇÕES A JORNAIS E PARTIDOS POLÍTICOS
- Foram proibidos os jornais: Tempo Novo, Bandarra, O Sol, Tribuna Popular.
- Foram eliminados o Partido Liberal, o Partido do Progresso, o Partido da Democracia Cristã e outro da extrema-esquerda hostil ao PC.
- Alguns jornais foram vítima de sistemática perseguição. Por exemplo: o Conselho da Revolução, sem apoio em qualquer lei, suspendeu O Diabo, sem audiência nem possibilidade de recurso, a pretexto de um artigo de crítica ao «conselheiro» Vasco Lourenço; posteriormente Vera Lagoa foi absolvida - mas alguém pensou que teria direito a ser indemnizada pelos prejuízos sofridos?
- O caso do Jornal Português de Economia e Finanças também é paradigmático: foi suspenso por dois meses e obrigado a pagar pesada multa por ter publicado o seguinte suelto:
«Quando reabre a Bolsa de Lisboa? Sim, porque nem todos tiveram o dom adivinhatório do 25 de Abril».
Compreende-se a pena aplicada ao «JPEF» quando se lê o livro de Neves Anacleto A Inventona do 28 de Setembro (pág. 138) que afirma ter o «companheiro» Vasco Gonçalves, sócio da Casa de Câmbios Vítor Gonçalves, nas vésperas do 25 de Abril, vendido os seus milhares de acções e colocado na Suíça a grossa maquia assim realizada.
O diário República foi tomado de assalto por alguns trabalhadores «progressistas», que correram com o director Raul Rego e vários redactores. Meses depois, já em 1976, o jornal foi entregue aos donos. Então Raul Rego, o seu director, escreveu no novo jornal, A Luta, um editorial em que afirmou que nunca no regime anterior o República havia sido atacado com tanta violência, de dentro e de fora. A Luta, outra vez, no aniversário do assalto ao República (19/5/76) publicou vários comentários de idêntica índole sob o seguinte título na 1.ª página: O dia mais vergonhoso para a Imprensa Portuguesa.
sábado, 8 de agosto de 2026
Salazar, o génio das finanças.
Salazar, deu dez a zero a todos os vultos da economia do século XX, aplicou as suas políticas económicas e demonstrou estarem correctas, feliz ou infelizmente, todos os grandes vultos internacionalmente reconhecidos nessa área, não passaram de teóricos!!!
Salazar definiu um rumo para a economia e aplicou na perfeição as suas teorias. Contra factos, não há argumentos.
A obra está à vista, o país que éramos em 1973 o comprova!!!
Alexandre Sarmento
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
Quando todos fomos os bastantes!!!
Tal como um dia num discurso o nosso saudoso e ilustríssimo José Hermano Saraiva definiu a nossa índole, a nossa raça e alma, a nossa Nação Valente e Imortal, quando fomos verdadeiramente Portugueses...
"Nós nunca fomos muitos, mas enquanto soubemos ser todos, fomos sempre os bastantes"
Realmente, nunca nos demarcámos pela quantidade, mas sim, pela qualidade, pela tenacidade, pela fibra, pela vontade, pela resiliência e pelo orgulho da nossa herança genética, a nossa história, pelo orgulho nos nossos idos e pelo sangue, suor e lágrimas por eles derramado.
Temos em José Hermano Saraiva e António de Oliveira Salazar dois grandes exemplos daquilo que fomos e do que deveríamos ser, verdadeiros exemplos, homens de sabedoria, inteligentes, honestos e verdadeiros exemplos para as futuras gerações, homens que tudo fizeram, tudo deram pelo futuro da Nação, homens de verdade, que falavam verdade, tal como umas palavras um dia proferidas por Salazar, infelizmente por muitos esquecidas...
"É preciso que gritemos tão alto a verdade, que demos tal relevo à verdade que os surdos a ouçam e que os próprios cegos a vejam."
Aqui fica um testemunho sobre a índole e honestidade moral e material de Salazar pela voz do grande historiador...
«Como ministro pouco contacto tive com ele [Oliveira Salazar]. A ideia que tinha dele era realmente a de um justo, no sentido religioso do termo. E uma homem com uma inteligência privilegiada. Grande escritor e de um grande humanismo - naqueles 40 anos não há "casos", não houve nada disso. Muito coerente, não era democrata, não acreditava na democracia. Mas alguém acredita? Contam-se umas tretas, convence-se uma malta... Mas voltando ao Salazar, penso que o país lhe deve muito. E chegou ao fim na miséria. Eu ajudei a pagar a conta dele do Hospital da Cruz Vermelha. Não há outro caso de estadista deste género. Era um homem com um grande respeito pela verdade.»
Alexandre Sarmento
Os novos fascismos.
O Fascismo.
"Para o fascismo, o Estado é absoluto: perante ele os indivíduos e os grupos não são mais que o relativo. Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado. (...) O indivíduo só existe enquanto está no Estado: está subordinado às necessidades do Estado e, à medida que a civilização toma formas cada vez mais complexas, a liberdade do indivíduo restringe-se sempre mais. (...) Neste sentido, o fascismo é totalitário (...). Nem partidos, associações, sindicatos nem indivíduos fora do Estado. (...) Nós representamos um princípio novo no Mundo, representamos a antítese nítida, categórica, definitiva da democracia (...)."
Benito Mussolini, O Fascismo, 1931
Reparem bem que afinal hoje na prática vivemos o verdadeiro regime fascista, se fizermos uma analogia na qual juntemos no aparelho do Estado, os partidos, as associações e os sindicatos( se não fazem parte integrante do Estado, vivem em perfeita simbiose, são estes os principais beneficiários, e também o suporte visível do dito Estado). Dizem que vivemos em democracia, mas que ilusão, iludidos pelo voto e pelo poder apenas virtual que o mesmo nos proporciona.
Vejamos, o estado é tudo, aliás, não escondem nada, é tudo feito às claras, comecemos pelo sorvedouro infindável da riqueza produzida pelos portugueses, uma taxa fiscal real acima dos 50 ou 60 por cento, pagamos tudo, desde o ar que respiramos, pela vista da nossas casas, sofremos de dupla e tripla tributação e não nos vale a pena contestar. O sistema blindou-se, os comensais do regime usufruem de enormes e pornográficas mordomias, na grande maioria dos casos são imunes a uma Justiça também ela tutelada pelo regime, sem isenção, lenta e ineficaz e parcial.
Falam-nos de fascismo, falam do antigo regime, mas a realidade é diversa, nunca tivemos tanta falta de liberdade como hoje, nunca fomos tão oprimidos e reprimidos, nada é possível fazer sem a porcaria de um parecer ou uma vistoria por parte do Estado, juntando-lhe os custos, as taxas, taxinhas e as contraordenações, o estado sofre de um apetite desmesurado de dinheiro, o estado é uma ténia da Nação, basta atentarmos ao lema do Fascismo para percebermos exactamente em que tipo de regime vivemos...
Tudo pelo Estado.
Nada contra o Estado.
Agora chamem-me fascista!!!
Alexandre Sarmento
terça-feira, 4 de agosto de 2026
15 de Março de 1963, uma carnificina patrocinada pela CIA!!!
(…) Na madrugada de 15 de Março, como se esperava em Washington, Bona, Lisboa e outras capitais, o Norte de Angola foi avassalado por uma onda de brutalidade. Grupos negros bakongos, empunhando catanas e canhangulos, armas rudimentares de fabrico nativo, lançaram um ataque generalizado às fazendas e povoações na zona de fronteira com o Congo, na Baixa do Cassange, até às cercanias de Carmona. A violência tribal disseminou-se indiscriminadamente, não poupando crianças e mulheres brancas, pelas plantações de café isoladas, as vias de transporte e os postos de abastecimento. Um escritor famoso calculou que 300 europeus foram assassinados na área de Nambuagongo, outros tantos na região de Dange-Quixete, e 200 mais a norte do distrito do Congo. Nos dias seguintes prolongaram-se os actos de fúria radical previstos pela UPA. Richard Beeston, do Daily Telegraph, o único repórter que viajou pelas áreas da violência depois de 15 de Março, contou a David Newsom, primeiro-secretário da embaixada americana em Londres: 'Durante uma acção aparentemente organizada, que começou em 15 de Março, 800 portugueses entre uma população total de 10 000 foram massacrados durante três dias'. Os ataques tinham um objectivo desertificador: a eliminação dos fundamentos materiais da comunidade branca.
Muitos fazendeiros empreenderam a fuga do inferno, chegando a Luanda, e daí partindo alguns para Lisboa. Em 20 de Março, a Força Aérea tinha já evacuado do Norte mais de 3 500 pessoas, sobretudo mulheres e crianças. Um oficial do Exército testemunhou: 'A Luanda afluíam os refugiados do Norte, em estado físico e de espírito que favorecia o pânico e a ideia do êxodo para a metrópole… Nos muceques agitadíssimos, o clamar de ´'mata branco' enchia as noites de terror, escuras e chuvosas'. Mas outros colonos, como os habitantes de Carmona, dispuseram-se a ficar e a suster pela força das armas o que era seu pela força do trabalho. Richard Beeston: 'A seguir ao massacre, os brancos do Norte fizeram justiça pelas suas próprias mãos. A primeira reacção coube à PIDE (a polícia secreta portuguesa). O Governo organizou uma milícia armada de cidadãos. Só depois o Exército interveio'. (…) Por todo o Norte de Angola vulgarizaram-se as imagens apocalípticas do horror e da crueldade"
(in Kennedy e Salazar. O leão e a raposa, Difusão Cultural, 1991, pp. 187-189).
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Os retornados.
Afirmou António José Saraiva, destacado antifascista, no semanário "Liberdade", de 5 de Maio de 1976:
"Diz-se e escreve-se que eles (retornados) eram exploradores, brutais, ávidos de lucros, criminosos de delito comum, culpados de si mesmos (...) Esses que apontam os crimes dos retornados - que fizeram, durante vidas inteiras senão aproveitarem-se dos ditos crimes? Como foi possível a vida parasitária da maior parte da população portuguesa durante séculos, senão às costas do preto, accionado pelo colonizador? Donde vinha o café e o açúcar que se consomem ainda hoje abundantemente nas pastelarias de Lisboa? Donde vinha o algodão barato que permitia a tantos operários e patrões sustentarem-se de fabriquetas primitivas? Donde vinham as toneladas de ouro que faziam do escudo uma moeda forte, permitindo, com uma indústria deficiente e uma agricultura rudimentar, sustentar legiões de funcionários improdutivos? Todos somos responsáveis pela política de Portugal, em África, prosseguida com tenacidade desde os fins da monarquia, objectivo prioritário da primeira república, a que se dedicavam homens como Mariano de Carvalho, Brito Camacho e Norton de Matos. Os retornados não são mais do que boomerang do império que todos nós fomos. O retorno que nos atinge em cheio é a arma que o nosso braço lançou. Os retornados, com que o País foi solidário enquanto foram prósperos, são uma acusação viva lançada à cara da nação inteira. Uma dupla acusação. Em primeiro lugar, porque o fenómeno dos retornados é o resultado de uma política de descolonização cuja torpe inércia é tão profunda quanto o arranque das descobertas foi deslumbrante. A página da descolonização não foi menos sangrenta que a da expansão; só que foi um pântano podre, enquanto a outra foi fogo que alumiou a Terra (...) O ódio racial aos retornados a pretexto dos seus crimes é apenas uma maneira de a nação portuguesa querer ilibar-se dos crimes por que toda ela é absolutamente responsável. É um caso típico de bode expiatório. E lança uma viva luz sobre o mecanismo do racismo. Trata-se de discriminar uma parte da nação, lançando sobre ela o odioso dos males colectivos. O retornado é o cristão-novo dos nossos dias. Serve para o resto do povo imacular a sua consciência; convencer-se de que nada tem que ver com os malefícios e os abusos da colonização. Serve também para desviar as atenções dos erros cometidos em nome da nação: se eles retornaram é porque são inteiramente maus e porque a descolonização foi um fracasso vergonhoso. E servirá para desculpar outras inépcias que vão cometer-se... O racismo nasce fundamentalmente dessa necessidade de limpeza de uma dada comunidade. Nós portugueses pecamos puros, porque as culpas foram desse punhado de "criminosos". E se eles, tiveram de retornar, a culpa não é dos responsáveis dessa sangrenta e lamacenta descolonização: não, a culpa é dos retornados, culpados de si mesmos, como já foi escrito (...) Os retornados chegam no momento em que precisamos de uma desculpa para o maior fracasso da nossa História e de um objecto para cevar a nossa frustração irremediável".
António José Saraiva fez, em palavras, o verdadeiro retrato do povo português, ante a original descolonização. A "vanguarda revolucionária" do "25 de Abril" proporcionou ao País e às próprias Forças Armadas, uma tranquilizante lavagem ao cérebro.
Os refugiados são acusados de tudo. Muitos responsáveis pela governação permitem e auxiliam a intoxicação da opinião pública. Arenga-se nos jornais, na Rádio, na Televisão, nas ruas e praças, para desviar as pessoas da trágica realidade. Membros do MFA, alguns depois ministros, bradam, histérica e sistematicamente, que não se poderia chegar à democracia sem passar pela descolonização. Que nenhum povo é livre, quando oprime outros povos. Lava-se o povo no banho da culpa colonial. Forjam-se mitos. Inventam-se cambiantes. Mudam-se as tácticas, de um tipicismo caracterizadamente comunista e comunizante. Assim se vai destruindo o País. E o refugiado transforma-se em mexilhão... empurrado, espoliado, banido, na senda de um calvário de que não se descortina o termo.
A entrega de Angola, da forma como foi realizada, leilão de bens pilhados, tornou Portugal mais pequeno e mais pobre. Sem o aval do Ultramar, o País definhou. Como Povo "fazedor de nações", deitou fora a expansão da indústria, da agricultura, do comércio, da cultura.
Os refugiados "exploradores" ergueram obra que dignifica, engrandece e redime um país.
domingo, 2 de agosto de 2026
Subversão e Terrorismo em África.
sábado, 1 de agosto de 2026
O dia de S. Traidor - António José de Brito
Em nome da verdade - o PREC.
sexta-feira, 31 de julho de 2026
As vergonhosas prisões arbitrárias durante o PREC.
«(...) Foi preso pelo “crime” de grau de parentesco? Alguma vez lhe disseram que foi esse o motivo?
terça-feira, 28 de julho de 2026
Salazar, o homem e a obra.
HOMENAGEM A SALAZAR E AOS SEUS 25 ANOS DE GOVERNAÇÃO, PRESTADA PELA CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO, EM 1953.
( EXCERTOS DO DISCURSO PROFERIDO PELO ESCRITOR , CONDE D' AURORA)
" ESTE HOMEM DE GÉNIO, ESPANTO DO MUNDO ACTUAL, INVEJA DE TODOS OS POVOS, QUE MESTRES TERIA TIDO? "
" ESSA A GRANDE RENÚNCIA, O MAIOR VALOR DE SALAZAR.
SALAZAR VALOR DE PORTUGAL E DO MUNDO, JÁ PERTENÇA DA HISTÓRIA DE PORTUGAL E DO MUNDO. "
"Não é sem a mais alta emoção que uso da palavra neste soleníssimo momento. Comovido, como não posso deixar de me sentir, pequenino e esmagado, tal um minúsculo comparsa em recuado travelling de grande espectaculosidade histórica, pelo ambiente e pelo assunto: discorrer sobre Salazar e no Salão Nobre dos Paços do Concelho do mais representativo, do mais tradicional, do mais opulento município de Portugal.
(...)
Vinte e cinco anos da estadia de Salazar no poder, do estadista de maior nome mundial da actualidade.
Tentarei traçar ante a retina da vossa imaginativa, culta e inteligente, com minhas mãos inábeis, em acelerada retrospectiva panorâmica, a infra-estrutura material da obra por ele realizada; mostrando, depois, a superstrutura que a timbra, sua maior obra, sua grande obra, a reedificação espiritual; e finalmente tentar, quase em quiromância, descrever as linhas de força, as ideias mestras, os antecedentes, a explicação de Salazar, tanto quanto é possível explicar qualquer caso humano, especialmente este que extravasa todas as medidas normais e representa, no Tempo e no Espaço, um tipo extra - série, como disse de Monzie.
É já um slogan adoptado pelo nosso espírito, ainda relapso no conservantismo passivo e derrotista, bom condutor das forças do mal, considerar de mau gosto repisar os benefícios de ordem material dos últimos vinte e cinco anos. Mas a realidade é bem outra: é o nunca ser demais relembrar tais factos, deleitando-nos no orgulho como na usufruição de tais verdades. Circuitêmo-las rapidamente. Relembremos como Salazar, quando nem os homens do 28 de Maio conseguiam estancar uma derrocada financeira que vinha dos tempos da Monarquia Liberal, e tão pavorosamente se agravara no período da República Demagógica ( e V.V.Ex.ªs poupar- me -ão os números que todos conhecem e ninguém nega), lembremos como Salazar restaurou o equilíbrio orçamental; extinguiu o déficit crónico ( caso único nos tempos actuais da Europa! ) ; como se pagou integralmente a dívida flutuante e a taxa de juro baixou de 13% para 2.5% ; como se restabeleceu o crédito e se restaurou a moeda que passou de uma situação risível a ser uma das mais fortes do mundo.
(...)
Apetrecharam -se os portos, de aquém e de além mar. E renovou -se totalmente a grande rede de estradas por todo o país, num esforço de grandeza colossal. O repovoamento silvícola dos nossos escalvados montes, em centenas de milhares de hectares, só tem par na história com a obra do Pinhal de el- Rei.
E não se pode esquecer a obra de hidráulica - agrícola apenas porque o aproveitamento hidro - eléctrico atinge cifras astronómicas. E construiram -se milhares de escolas, de edifícios públicos, de tribunais, de casas para magistrados, correios e telégrafos com sua vasta rede de ligações telefónicas a todo o país. Centenares de pontes! E porque faltou o << brasileiro>> a construí - los, também se ergueram hospitais, realistas estes e obedecendo a planos. E restauraram -se por todo o País os nossos mais notáveis monumentos nacionais que se esboroavam e desapareciam sem deixar vestígios.
Por todo o Mundo Português se estendeu a obra de construção, integrando o Ultramar no seu verdadeiro conceito de Províncias de Portugal; e tudo lá se fez como na metrópole, resgatando até os caminhos de ferro e os portos; construindo estradas, saneando as finanças, organizando os quadros, fomentando então de um modo ingente a agricultura ultramarina.(...)
E tanta, tanta coisa ainda, em todos os mais pequenos recantos da vida portuguesa. E passarei em claro, por falta de tempo, vastos sectores inteiros. Mas se a infra-estrutura é notável, como já verificamos, muito mais importante é a obra de renovação dos espíritos: a Superstrutura. Essa é a consciência da nossa dignidade nacional, a nossa consciência imperial, o orgulho legítimo de sermos portugueses, que no dessoramento do último século e meio havíamos quase totalmente perdido. E também a paz nas ruas, nos espíritos, nas almas. (...) É o restabelecimento das potências do Espírito. É o primado da Inteligência e da Razão. É, numa palavra, a certeza que os portugueses adquiriram de que a Nação é uma realidade presente com projecção no futuro, e não apenas um passado de museu, morto, glorioso embora. E se alguns outros homens eram também dotados de tais sentimentos, não exclusivos de Salazar, faça -se -lhe a justiça que só ele conseguiu, com seu exemplo de abnegação e trabalho, votando à tarefa a própria vida - só ele conseguiu a generalização de tal espírito, de tal disciplina, de tal convicção.
(...)
Suavemente, lentamente, persuasivamente, dentro das nossas fronteiras vai-se a pouco e pouco vivendo de novo habitualmente, vítimas já quase apenas dos males do século, porque não podemos esquecer que Salazar não tem o condão de desligar -nos do Tempo e do Espaço, nem dar solução, como tantos rabugentamente pretendem, aos grandes danos do presente, existindo com muito maior intensidade nos outros países, esses mais ricos que o nosso ainda sem subsolo nem grande indústria.
(...)
Este homem de génio, espanto do mundo actual, inveja de todos os povos, que mestres teria tido? Estudemos as linhas de força da sua personalidade. Quando digo mestres eu quero lembrar essencialmente três de quem hauriu mais profundamente aquela sua vasta preparação de estadista que o faz dominar os acontecimentos, tão ao contrário dos<< políticos - políticos>> dominados, esses, pelos acontecimentos. Aquela clareza dos seus discursos, álgida embora quanta vez, mas clara e álgida como a demonstração de um teorema. Que só pelos discursos fica Salazar indelèvelmente inscrito entre os grandes clássicos da língua. (...)
Ora quando digo Mestre eu quero significar em primeiro lugar o Povo de Portugal, esse Volk, tão marcado na actual personalidade de Salazar, embora Salazar mais propriamente herói nacional de que herói popular. Povo da nossa terra, em toda ela igual e como ele: arca do bom senso, do carácter, de todas as nossas virtudes atávicas e tradicionais. (...)
A seguir é a admirável já cultura e não apenas instrução do curso teológico (...)
É depois a velha, a grande Universidade de Coimbra. Mas até essa, quintacolunizada pelo espírito destruidor do mal, abastardada ao ponto de tentar expulsar de seu seio o futuro estadista, apenas porque ele tinha o autêntico, o tradicional, o verdadeiro espírito de escolar coimbrão. É a Mestra Coimbra, mais o burgo que a Universidade; mais o meio, o ambiente, a república estudantil.
Ah! São esses os três grandes mestres de Salazar.
(...)
Gélida casa a sua, gabinete oficial e burocrático sem alma, objectivo como um volume de carneira do<< Diário do Governo>>. Gélida casa sem lume, sem o calor, o colorido, a consolação, o conforto de aquilo a que Fradique shakespereanamente chamava<< o leite da bondade humana>>.
Essa a grande renúncia, o maior valor de Salazar. Salazar valor de Portugal e do Mundo, já pertença da História de Portugal e do Mundo."
( SALAZAR , pintura a óleo da autoria de Henrique Medina)
Ana Mandim
O ataque terrorista do 15 de Março de 1961
«Na manhã de 15 de Março de 1961, 200 portugueses de raça branca e 300 portugueses de raça negra foram selvaticamente assassinados no decu...