Uma Discussão nesta Santa Terra Portuguesa Acaba sempre aos Berros
"A verdade, a decisão, o empreendimento, saem do menor número; o assentimento, a aceitação, da maioria. É às minorias que pertencem a virtude, a audácia, a posse e a concepção." Charles Maurras
Uma Discussão nesta Santa Terra Portuguesa Acaba sempre aos Berros


«[...] Todos sabemos com seguro saber que o conhecimento não tem poder para criar novos valores éticos, que nenhuma aprendizagem levará as pessoas a perfilharem as mesmas opiniões sobre os problemas morais suscitados por uma ordem deliberadamente imposta a todas as relações sociais. Para justificar um determinado projecto, o que é necessário não é uma convicção racional mas sim a aceitação de um credo. E na realidade, em toda a parte foram os socialistas os primeiros a reconhecer que a tarefa em que estavam comprometidos requeria a aceitação geral de uma welthanschaung, de um bem determinado sistema de valores. Na sua tentativa para desencadear um movimento de massas, os socialistas apoiaram-se numa visão do mundo tão integralmente uniforme que foram eles que forjaram a maior parte dos instrumentos de doutrinação que os nazis e os fascistas vieram a utilizar com tanta eficácia.

Na Alemanha e na Itália, os nazis e os fascistas já não tinham efectivamente muito que inventar. A invasão de todos os aspectos da vida pelos movimentos políticos tinha já sido lançada, em ambos os países, pelos socialistas. Foram os socialistas que pela primeira vez puseram em prática a concepção de um partido que abrangesse todas as actividades de um indivíduo desde o berço até ao túmulo, um partido que se propusesse orientar as opiniões de todos sobre todas as coisas, que traduzisse todos os problemas em termos de uma welthanschaung partidária. Um escritor socialista austríaco [G. Weiser], referindo-se ao movimento socialista no seu país, dizia com orgulho que era "sua característica ter criado organizações especiais para todos os sectores da actividade dos operários e assalariados". E embora os socialistas austríacos tenham ido mais longe neste sentido, a situação não era muito diferente nos outros países. Não foram os fascistas, mas os socialistas, quem começou a levar as crianças de tenra idade para as organizações políticas a fim de estarem seguros de que elas se formariam como "bons proletários". Não foram os fascistas, mas os socialistas, quem primeiro tentou a organização de jogos e desportos, de futebol e exercícios pedestres em clubes partidários onde os seus membros estariam ao abrigo do contágio de ideias diferentes. Foram também os socialistas quem primeiro estabeleceu maneiras de cumprimentar e formas de saudação com as quais os membros dos seus partidos se distinguiriam dos outros. Foram ainda os socialistas quem, através da sua organização em "células" e dos seus planos de supervisão permanente da vida privada, criaram o protótipo do partido totalitário. Balilla e Hitlerjugend, Dopolavoro e Kraft durch Freude, uniformes políticos e formações partidárias militares fascistas e nazis, pouco mais são do que imitações de instituições anteriores».
Frederico Hayek («O Caminho para a Servidão»).



José Hermano Saraiva, foi sobretudo um homem com um perfil extraordinário, tendo por esse facto passado incólume de todas as trapalhadas do novo regime dos novos senhores da política.
Homem leal que nunca teve a necessidade de se arvorar em novo-democrata ou vender ao politicamente correcto, como tantos outros, que necessitaram desse estatuto para continuar confortavelmente a ribalta do pérfido regime democrático fraudulento pós 25 de Abril.
Foi um genial contador de historias, um improvisador por excelência, foi um homem de cultura ímpar, que sempre me fascinou, a sua morte deixou mais pobre este nosso Portugal, o Portugal que ele conhecia como ninguém, o Portugal que tantas vezes nos mostrou como se foi construindo, como se foi conquistando, como nos tornámos portugueses e como se gerou esta mui nobre e antiga Nação, a Nação que o Professor levou no seu coração.
Quem não se lembra da forma como o grande Professor nos falava ao coração, da forma como exultava ao exaltar os grandes momentos e figuras da nossa História, sabia manter-nos agarrados ao ecran, sabia manter-nos interessados, aguçava-nos o apetite e a curiosidade de sabermos mais e mais daquilo que foi o nosso passado, no fundo era como se de um familiar próximo se tratasse, quem não ficava extasiado a ouvir as suas narrativas?
Fico com o sentimento de que Portugal perdeu um dos seus melhores Homens da cultura dos últimos dois séculos.
Aqui lhe presto com o devido respeito, o preito da minha admiração e homenagem.
Que descanse em Paz, até sempre
Alexandre Sarmento

Aproveito para mais uma vez, deixar vincado o meu apoio incondicional à luta deste povo pelo seu direito à independência do seu território e sobretudo da sua crença, do seu legado cultural e espiritual, o qual, como adiante veremos está sob o fogo cerrado da mão criminosa do regime comunista chinês!
Aproveito para deixar uma questão, onde estão as instituições ditas de defesa dos direitos humanos, faço uma menção especial à ONU, na minha óptica o antro da hipocrisia, a fonte de todo o mal, organização branqueadora dos crimes contra a humanidade e das figuras que os promoveram.
Leiam e reflictam, sei que é revoltante e repugnante, mas não poderia deixar de divulgar estes crimes contra a humanidade.
Alexandre Sarmento
(...) em Janeiro de 1928, os habitantes de uma aldeia Estandarte Vermelho viram chegar uma tropa que arvorava a bandeira escarlate, juntaram-se entusiasticamente a um dos primeiros "sovietes" chineses, o de Hai-Lu-Feng, dirigido por P'eng P'ai. Os comunistas tiveram o cuidado de jogar com o equívoco, mas souberam colorir com o seu discurso os ódios locais, e finalmente, aproveitando a coerência da mensagem de que eram portadores, usá-los para os seus próprios fins, concedendo aos partidários neófitos a possibilidade de darem livre curso aos seus impulsos mais cruéis. Assistiu-se assim, quarenta ou cinquenta anos mais cedo, durante alguns meses de 1927-1928, a uma espécie de prefiguração dos piores momentos da Revolução Cultural ou do regime khmer vermelho. Desde 1922 que o movimento vinha a ser preparado por uma intensa agitação mantida pelos sindicatos camponeses criados pelo Partido Comunista, conduzindo a uma forte polarização entre "camponeses pobres" e "proprietários de terras", incansavelmente denunciados, embora nem os conflitos tradicionais e nem sequer as realidades sociais permitissem dar um particular destaque a esta divisão. Mas a anulação das dívidas e a abolição dos arrendamentos asseguravam ao soviete um vasto apoio. P'eng P'ai aproveitou a circunstância para pôr em vigor um regime de "terror democrático": o povo inteiro era convidado a assistir aos julgamentos públicos dos "contra-revolucionários", quase invariavelmente condenados à morte; participava nas execuções, gritando "mata, mata" aos Guardas Vermelhos que tratavam de cortar a vítima pedaço a pedaço, que por vezes cozinhavam e comiam, ou obrigavam a família do supliciado - que, ainda vivo, assistia a tudo - a comer; todos eram convidados para os banquetes em que se partilhava o coração ou o fígado do antigo proprietário, e para os comícios onde o orador discursava diante de uma fileira de estacas cada uma enfeitada com uma cabeça recentemente cortada. Este fascínio por um canibalismo de vingança, que iremos reencontrar no Camboja de Pol Pot e que responderia a um antiquíssimo arquétipo largamente espalhado pela Ásia Oriental, aparece frequentemente nos momentos paroxísticos da história chinesa. Assim, numa era de invasões estrangeiras, em 613, o imperador Yang (dinastia Suei) vingou-se de um rebelde perseguindo até os seus parentes mais afastados: "Os que foram mais duramente castigados sofreram o suplício do esquartejamento e da exposição da sua cabeça espetada numa vara, ou foram desmembrados, trespassados por flechas. O imperador intimou os grandes dignitários a comerem, pedaço a pedaço, a carne das vítimas". O grande escritor Lu Xun, admirador do comunismo numa altura em que este não rimava com nacionalismo nem com anti-ocidentalismo, escreveu: "Os Chineses são canibais"... Menos populares que estas orgias sangrentas eram as exacções que os Guardas Vermelhos de 1927 praticavam nos templos e contra os religiosos-feiticeiros taoístas: os fiéis pintavam os ídolos de vermelho, tentando preservá-los, e P'eng P'ai começava a beneficiar dos primeiros sinais de uma divinização. Cinquenta mil pessoas, entre as quais numerosos pobres, fugiram da região durante os quatro meses em que o soviete aí reinou.


(...)Dificilmente se contestará que os Tibetanos vivem um drama desde a chegada do Exército Popular de Libertação, em 1950-1951. Mas não terá este drama sido muitas vezes agravado, com as inevitáveis variantes locais, pelo desprezo chinês por esses "selvagens atrasados" dos altos planaltos, o desprezo do conjunto dos habitantes da China Popular? Assim, de acordo com os adversários do regime, setenta mil tibetanos teriam morrido de fome entre 1959 e 1962-1963 (como noutras regiões isoladas, houve bolsas de fome que subsistiram por muito mais tempo). Isto representa 2% a 3% da população, ou seja, perdas proporcionalmente bastante inferiores às sofridas pelo país no seu conjunto. É verdade que um estudo recente de Becker refere números muito mais elevados, chegando aos 50% de mortos no distrito natal do Dalai-Lama, no Qinghai. Entre 1965 e 1970, as famílias foram coercivamente agrupadas em comunas populares militarmente organizadas - como noutros sítios, e um pouco mais tardiamente. A vontade de produzir a todo o custo os mesmos "grandes" cereais que na China propriamente dita levou à tomada de medidas absurdas, responsáveis pela fome, como obras de irrigação e construção de socalcos mal concebidos, a supressão do pousio, indispensável nos solos pobres e não adubados, a substituição sistemática da cevada rústica, capaz de suportar o frio e a seca, pelo trigo, muito mais frágil, ou a limitação das pastagens dos iaques: muitos destes animais morreram, e os Tibetanos deixaram de ter lacticínios (a manteiga é um elemento fundamental da sua alimentação) e novas peles com que cobrir as suas tendas no Inverno - alguns morreram de frio. Parece igualmente que, como noutros lugares, as entregas obrigatórias foram excessivas. As únicas dificuldades verdadeiramente específicas foram a instalação de dezenas de milhares de colonos chineses, a partir de 1953, no Tibete Oriental (Sichuan), onde beneficiaram de uma parte das terras colectivizadas, a presença na Região Autónoma de cerca de trezentos mil chineses da maioria Han, dos quais duzentos mil militares, que era preciso alimentar, e o adiamento para 1965 das medidas de libertação rural implementadas por Liu Shaoqi nas outras províncias em 1962 e simbolizadas no Tibete pelo slogan: "Uma parcela de terra, um iaque".



A litania das atrocidades é sinistra, e muitas vezes inverificável. Mas a concordância dos testemunhos é tal que o Dalai-Lama declarou, não sem razão, a propósito desta época: "[Os Tibetanos] não foram apenas fuzilados, foram espancados até à morte, crucificados, queimados vivos, afogados, mutilados, esfomeados, estrangulados, enforcados, cozidos em água a ferver, enterrados vivos, esquartelados ou decapitados". O momento mais sombrio é sem contestação o ano de 1959, o da grande insurreição do Kham (Tibete Oriental), que acabou por alastrar a Lhasa. É impossível destrinçar o que foi reacção às comunas populares e ao Grande Salto, o que foi mobilização espontânea contra vários anos de exacções e o que se deveu à infiltração maciça, por parte da CIA, dos guerrilheiros Khampa, previamente treinados nas práticas da guerrilha em bases de Guam e do Colorado. A população civil, que parece em todo o caso simpatizar com os insurrectos e aceitar escondê-los no seu seio, sofrerá como eles os bombardeamentos maciços do exército chinês; os feridos, deixados sem tratamento, eram por vezes enterrados vivos ou acabavam devorados pelos cães vadios - o que também explica o elevado número de suicídios entre os vencidos. Lhasa, bastião de 20 000 tibetanos muitas vezes armados de mosquetes e sabres, foi retomada a 22 de Março, ao preço de 2000 a 10 000 mortos e destruições importantes infligidas ao templo de Ramoche e ao próprio Potala, escolhidos como alvos. O dirigente tibetano e uma centena de milhares dos seus compatriotas fugiram para a Índia. Houve pelo menos mais uma grande revolta em Lhasa, em 1969, afogada num banho de sangue. E a guerrilha Khampa reacendeu-se então até 1972. O ciclo de revoltas-violências-novas revoltas recomeçou, pelo menos em Lhasa, a partir de Outubro de 1987, ao ponto de, em Março de 1989, ter sido declarada a lei marcial: a capital tibetana acabava de assistir a três dias de motins claramente independentistas, acompanhados por progroms antichineses. As violências teriam feito mais de 600 vítimas em dezoito meses, segundo o general Zhang Shaosong. A despeito de alguns excessos inaceitáveis, especialmente contra monjas em cativeiro, é todavia claro que os métodos chineses mudaram: já não se pode falar de matanças. Mas, no total, poucas famílias tibetanas não ficaram com pelo menos um drama íntimo para contar.



As mortes violentas foram sem dúvida, em proporção, mais numerosas no Tibete do que em qualquer outro território do conjunto chinês. É no entanto difícil levar inteiramente a sério os números divulgados pelo governo tibetano no exílio em 1984: 1 200 000 vítimas, ou seja, aproximadamente um tibetano em cada quatro. Anunciar 432 000 mortos em combate parece particularmente pouco verosímil. Mas é lícito falar de matanças genocidárias: pelo número de mortos, pelo pouco caso feito dos civis e prisioneiros, pela regularidade das atrocidades. A população da Região Autónoma baixou de 2,8 milhões de habitantes em 1953 para 2,5 milhões em 1964; tendo em conta o número de exilados e a taxa de natalidade (também ela incerta), isto poderia representar cerca de 800 000 "mortos a mais", ou seja, uma taxa de perdas semelhante à do Camboja dos Khmers Vermelhos. O facto de, nestas condições, se manifestar tão frequentemente nas mulheres tibetanas o medo de um aborto ou da esterilização forçados quando da mais pequena estada num hospital é tanto um indício suplementar de um sentimento de extrema insegurança como o efeito de práticas rudemente anti-natalistas (recentemente alinhadas pelas que se encontram em vigor entre a maioria Han e das quais as minorias estiveram durante muito tempo dispensadas). Diz-se que o secretário-geral do PCC, de visita a Lhasa em 1980, chorou de vergonha diante de tanta miséria, tanta discriminação, tanta segregação entre Han e Tibetanos, e falou de colonização "em estado puro". Os Tibetanos, durante muito tempo esquecidos no seu país de neve e de deuses, têm a infelicidade de viver numa zona eminentemente estratégica, em pleno coração da Ásia. Esperemos que não tenham de pagá-lo com o seu desaparecimento físico, felizmente improvável, nem com a perda da sua alma.
Jean-Louis Margolin («O Livro Negro do Comunismo»).
Pagamos e não bufamos, eles roubam e não há forma de os fazer pagar nem parar com o roubo!!!
«Jura, perjura, secretum pandere noli (jura e perjura, mas não reveles o segredo).
“Contribuinte - Gostava de comprar um carro.
Estado - Muito bem. Faça o favor de escolher.
Contribuinte - Já escolhi tenho que pagar alguma coisa?
Estado - Sim. De acordo com o valor do carro (ISV+IVA)
Contribuinte - Ah. Só isso.
Estado - e uma "coisinha" para o por a circular (selo)
Contribuinte - Ah!
Estado - e mais uma coisinha na gasolina necessária para que o carro efectivamente circule (ISP)
Contribuinte - mas sem gasolina eu não circulo.
Estado - Eu sei.
Contribuinte - mas eu já pago para circular.
Estado - claro.
Contribuinte - então vai cobrar-me pelo valor da gasolina?
Estado - também. mas isso é o IVA. O ISP é outra coisa diferente.
Contribuinte - diferente?
Estado - muito. O ISP é porque a gasolina existe.
Contribuinte - porque existe?
Estado - há muitos milhões de anos os dinossauros e o carvão fizeram petróleo. e você paga.
Contribuinte - só isso?
Estado - Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.
Contribuinte - como assim?
Estado - Tem que pagar para o estacionar.
Contribuinte - para o estacionar?
Estado - Exacto.
Contribuinte - Portanto pago para andar e pago para estar parado?
Estado - Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.
Contribuinte - Então pago para circular, pago para conseguir circular e pago por estar parado.
Estado - Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é novo?
Contribuinte - Novo?
Estado - é que se não for novo tem que pagar para vermos se ele está em condições de andar por aí.
Contribuinte - Pago para você ver se pode cobrar?
Estado - Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha...
Contribuinte - Mais uma coisinha?
Estado - Para circular em auto-estradas
Contribuinte - mas eu já pago imposto de circulação.
Estado - mas esta é uma circulação diferente.
Contribuinte - Diferente?
Estado - Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.
Contribuinte - Só mais isso?
Estado - Sim. Só mais isso.
Contribuinte - E acabou?
Estado - Sim. Depois de pagar os 25 euros acabou.
Contribuinte - Quais 25 euros?
Estado - Os 25 euros que custa pagar para andar nas auto-estradas.
Contribuinte - Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem quisesse?
Estado - Sim. Mas todos pagam os 25 euros.
Contribuinte - Quais 25 euros?
Estado - Os 25 euros é quanto custa.
Contribuinte - custa o quê?
Estado - Pagar.
Contribuinte - custa pagar?
Estado - sim. Pagar custa 25 euros.
Contribuinte - Pagar custa 25 euros?
Estado - Sim. Paga 25 euros para pagar.
Contribuinte - Mas eu não vou circular nas auto-estradas.
Estado - Imagine que um dia quer...tem que pagar
Contribuinte - tenho que pagar para pagar porque um dia posso querer?
Estado - Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.
Contribuinte - E se eu não quiser?
Estado - Paga multa.”»
Rodrigo Moita de Deus
COMO APARECERAM OS SOCIALISTAS Originalmente os humanos começaram a organizar-se em pequenos grupos de caçadores/recolectores nómadas. No ...