quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Mais um verdadeiro português votado ao esquecimento.

 


"Em 1987 falecia em Cascais o Almirante Américo Tomas, que foi Chefe de Estado durante 16 anos, para além de ter tido muitas virtudes cívicas e militares, de que destaco a reconstrução da Armada portuguesa.
O Regime da “tolerância”, confiscou-lhe miseravelmente a Pensão, e os bens, tendo-se visto obrigado a viver, no Brasil, da ajuda de amigos que entenderam provar-lhe a sua gratidão.
Já no fim da vida, permitiram-lhe o regresso a Portugal, tendo-lhe sido atribuída, “por favor”, uma vulgar pensão de militar.
O seu funeral, foi ignorado vilmente pela mediocridade do novo Estado “democrático”, mas não por centenas de portugueses, (eu estive lá), que entenderam acompanha-lo até a sua ultima morada.
Não teve direito a Bandeira Nacional, a que tinha direito, nem que fosse por ter sido militar. Nem a Guarda de Honra a que a sua qualidade de antigo Chefe de Estado lhe dava direito.
Talvez tenha sido uma honra o facto de o nojo que passou a “mandar” em Portugal após abril, na sua canalhice tivesse feito o que fez. A sua dignidade, porem ficou intacta, porque isso não lhe podiam eles roubar.
Com efeito, os medíocres que ocuparam o poder apos 1974, e vilmente humilharam por todos os meios o Almirante, os tais “tolerantes de abril, duvido de que tivessem sido bem recebidos pelos presentes, que o acompanhavam por amizade, e agradecimento.
Hoje assistimos a piroseira do funeral de um jornalista que soube levar a falência um grupo que fundou, que fez politica, e foi fugazmente primeiro-ministro, tendo conspirado contra o anterior regime, do fundo do seu “berço de oiro”, sabendo que nada lhe aconteceria pela maldade de ter contribuído comodamente contra um Regime legitimo, que tinha levado Portugal a uma Gloria, que Abril anulou.
O funeral do jornalista falido, esse sim, teve todas as honras de Estado.
Do Estado que eles transformaram, e que subsiste na sua humilhação internacional, e agonia medíocre.
Ficou provado, hoje, que a qualidade de “menino bem”, playboy participante politica e jornalisticamente na miséria a que fomos conduzidos pela solidariedade dos “camaradas” que há 51 anos pisam indignamente os palácios que foram dos Reis de Portugal, merece Honras de Estado, do Estado ocupado abrilino.
Eles estavam lá todos.
Deus os cria, e eles se juntam!
Que Deus tenha piedade de um homem que viveu bem, fez mal politicamente a Pátria, e deixou centenas de empregados do seu “magnifico” “império financeiro” falido, até com o subsídio de ferias dos seus empregados em atraso.
Os actuais “heróis” da pobre Pátria, são isto.
Pobre Portugal.
Que Deus tenha piedade de nos, e da nossa Pátria aviltada!"

António De Oliveira Martins

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