quinta-feira, 10 de junho de 2021

Dia de um Portugal envergonhado.

 



Mais um 10 de Junho se passou, o circo demagógico e populista pós 25 de Abril continua, nada muda, nada se altera.                                                                                

A democracia e a liberdade continuam a ser palavra de ordem, as assimetrias vão-se exponenciando, a pobreza e a exclusão social são imagem de marca, os escândalos multiplicam-se, temos cada vez mais ricos e ao mesmo tempo assistimos a uma escalada da miséria e da fome.

Dia de Portugal e das Comunidades, dia de qual Portugal, daquele Portugal que ainda subsiste na memória de muitos, o Portugal glorioso de outros tempos, o Portugal que foi e é ainda hoje motivo de orgulho para muitos, o Portugal do Império, o Portugal que se estendia pelos quatro cantos do mundo, o Portugal que foi o exemplo, aquele Portugal vanguardista e respeitado por todos.

Festejamos ou celebramos o quê afinal?

O dia de Camões, o Camões figura maior da literatura e cultura portuguesas, ou o esquecido, o Camões devassado por um "aborto ortográfico", fabricado por gente que envergonha os portugueses, adulterando a língua mãe, adaptando o português, submetendo-o aos interesses maçónicos dos utilizadores do dialecto brasileiro, não faz sentido, em Portugal fala-se e escreve-se em português, quanto ao Brasil, tanto me faz que falem brasileirês ou outro dialecto qualquer, em Portugal sou orgulhosamente português, falo e escrevo em português e tenho enorme orgulho nesse facto.

Tal como e muito bem o afirmou o nosso grande Pessoa, "a minha pátria é a língua portuguesa", sim, a língua portuguesa, não os dialectos importados, não o português amputado e aligeirado, prostituído aos interesses dos negócios das grandes editoras ou no limite ao serviço de interesses políticos, mas nunca no interesse da Nação.

Poderemos falar de identidade, pois, de facto é motivo de orgulho para muitos de nós, o caricato é assistirmos ao discurso de papagaios que mais não são do que caciques ao serviço do globalismo, fazem parte de um grupo que se dedica a apagar a nossa matriz cultural, religiosa e étnica. Estamos portanto a assistir à morte lenta de uma civilização, a nossa e a europeia, estamos a ser anulados cultural, racial e religiosamente, tudo feito às claras, e nós apenas assistimos sem reclamar, sem nos insurgirmos, a caminho de uma sociedade amorfa e desidentificada, sem passado e pior, sem futuro!!!

Quanto às Comunidades, pergunto, quais?

As comunidades portuguesas que vivem além-mar, só se for mesmo dessas, pois por cá assistimos à implantação de comunidades que nada têm em comum connosco, asiáticos, hindus, africanos, gente que em nada nos beneficia, em nada contribui para o bem estar social ou sequer contribui, têm direitos e benefícios aos quais os portugueses verdadeiros não têm acesso, mordomias várias, apoios, habitação, gente com muitos direitos e com muito poucos deveres, uma inversão da ordem natural.

Por tudo isso, pergunto, festejar o 10 de Junho por que razão, festejamos a morte lenta, festejamos a miscigenação, festejamos a anulação de tudo aquilo que nos caracterizou no passado, festejamos envergonhados pelas conquistas e grandiosidade de outrora, festejamos o termos vergonha de ser portugueses, essa é a verdade.

Dia de Portugal é todos o dias, dia de Portugal é quando os Portugueses honram o seu passado, se orgulham dele e do sangue, suor e lágrimas derramados pelos nossos ancestrais, tudo o resto não faz sentido.

Viva Portugal.

Vivam os portugueses.

Alexandre Sarmento


domingo, 6 de junho de 2021

Manipulados e obedientes...

 


"O nosso problema não é a desobediência civil. O nosso problema é a obediência civil. 
As pessoas obedecem às imposições dos seus dirigentes(...) e esquecem a pobreza, a fome, a guerra e a crueldade.
Enquanto obedecemos, as nossas prisões estão cheias de pequenos ladrões, enquanto os os grandes bandidos estão à frente do país.
A obediência é o nosso problema"

Howard Zinn




"As eleições são paródias em que se servem de grandes palavras; 
democracia, povo, nação, republica, soberania, 
mas que oculta mal o cinismo dos governantes: 
trata-se para eles de instalar e de manter viva uma tirania soft que pretende produzir um homem unidimensional, 
o consumidor entorpecido e alienado como nunca outra ditadura ousara conseguir."

Michel Onfray






sábado, 5 de junho de 2021

Goa, o jogo de bastidores, a traição.

 


Como sempre mais uma facada nas costas por parte dos nossos "amigos", desta vez os amigos americanos...

«Lisboa, 31 de Maio [de 1962] - Demorada conversa com Jorge Jardim, chegado de Goa. Súmula do que me disse: há em Goa um espírito de resistência ao ocupante; entre a oficialidade portuguesa que esteve em Goa, é hostil ao governo o estado de espírito; entre a população goesa está criado um sebastianismo que anseia por um regresso dos portugueses; os oficiais superiores indianos confessaram o seu espanto perante o carácter não-indiano de Goa e o seu elevado grau de autonomia; e o Patriarca José Alvernaz recusou-se a reconhecer a ocupação indiana, mantendo hasteada no seu paço a bandeira portuguesa e negando-se a cumprimentar as autoridades indianas.

(...) Lisboa, 6 de Março [de 1966] - Domingo. Sol grande, reflectindo no rio e na ponte em construção uma luminosidade quente. Percorri um grosso volume: "Survey of International Affairs", referente a 1961. Debrucei-me sobre o capítulo relativo à política externa indiana e à anexação de Goa. Assunto é tratado de forma desenvolvida, e apresentado sem grande simpatia pelo ponto de vista português; há omissões, e importantes; mas não se revela tão-pouco simpatia pelo ponto de vista indiano. Mais uma vez se suscita no meu espírito esta pergunta: qual foi exactamente o papel dos Estados Unidos no caso de Goa? Deram a luz verde a Nehru, sem dúvida alguma, porque podiam ter travado o indiano se o houvessem querido, e isso sem ofensa de interesses americanos de monta. Mas por que procederam assim? O seu anticolonialismo, o seu fascínio pela Índia, o seu desejo de assegurar o mercado indiano - tudo isto conduziu à atitude assumida por Washington. Passados quase cinco anos, porém, penso que se deveria ajuntar uma outra razão: a Kennedy terá ocorrido que, com a perda de Goa, cairia o governo de Salazar em Lisboa: e como Salazar, na questão de África e na base dos Açores, já se mostrara um aliado muito duro, haverá Kennedy também julgado que daquela maneira se desembaraçaria de um sujeito incómodo. Falhara o golpe de Botelho Moniz de Abril de 1961, inteiramente pró-americano, senão inspirado pelos Estados Unidos; e o que não se conseguira com uma revolução interna, que falhara, poderia acaso obter-se com um desastre externo. Goa era ponto ideal para o tentar. Será isto? De momento, nada disto se pode provar (...).

(...) Lisboa, 10 de Abril [de 1966] - (...) Parece que há em Salazar uma tendência inata que o leva a não ver o mal, a não acreditar no pior, e não prever actos imorais ou torpes dos outros. Lembro-me de que, perante os preparativos da agressão contra Goa, Salazar nunca acreditou que Nehru avançasse: só viu essa realidade dois ou três dias antes de o facto se produzir. E em princípio Salazar tinha razão: na lógica pacifista de Nehru, foi um erro a anexação violenta de Goa, como aliás o admitiu depois.

(...) Lisboa, 19 de Janeiro [de 1967] - Fui de manhã à Assembleia Nacional fazer longa exposição aos deputados, com um longo período de respostas. Sensacional: Goa, Damão e Diu rejeitaram, por substancial maioria, a integração na União Indiana. E disse-se, e ainda se diz, que não havia portuguesismo em Goa.

(...) Lisboa, 13 de Abril [de 1968] - Levo ao chefe do governo o II volume do Livro Branco sobre Goa. Ficou satisfeito sem ambages. Goa permanece, de todas as questões que tem tratado, nos seus quarenta anos de governo, a que mais tocou e afectou, e que mais o feriu, e a chaga mantém-se, como mortificação constante. Salazar folheou o volume, com interesse e pormenor, e releu imediatamente muitos documentos de há anos. Incuráveis permanecem o desespero e a angústia que sente por não se haverem batido as nossas tropas. "Quanto à campanha diplomática", e Salazar lançou-se numa evocação que ainda o agita, "fomos brilhantes, fomos primorosos, e não se podia ter trabalhado mais nem trabalhado melhor. Mas o governo aqui tem uma culpa gravíssima, uma responsabilidade histórica: a de não ter substituído a tempo o general Vassalo e Silva, reconhecendo que não estava à altura dos seus antepassados, um Albuquerque, um D. João de Castro". Salazar repassa de mal contida emoção as suas palavras, e revive os momentos dramáticos de há seis e sete anos: está sendo obviamente sincero e leal perante si mesmo. Continua: "O ministério do Ultramar devia ter visto isso, e o ministério do Exército devia ter avisado o Ultramar. Com meses de antecedência soubemos que Goa ia ser invadida. Tivemos imenso tempo para substituir aquele homem, e mandar para Goa alguém que soubesse bater-se e morrer se necessário. Assim foi uma desgraça, e o Vassalo e Silva cometeu um crime histórico. Quando mandei o telegrama impondo o sacrifício supremo, pensei que me dirigia a um homem da estirpe dos antigos. Mas não: era um simples, um tipo que gostava de passar a vida a indicar como se faziam telhados. Não estava à altura do meu telegrama". Depois, Salazar torna-se sardónico: "Mas que quer o senhor? A Defesa escolhe os nossos guerreiros pela escala de antiguidade, como se fazer a guerra fosse uma simples actividade burocrática ou académica! Assim nada feito". E remata com saudade, desespero, amargura: "E eu estou convencido de que se as nossas tropas tivessem resistido oito ou dez dias, ainda hoje tínhamos Goa". Ao dizer tudo isto - e sou rigoroso nos termos - Salazar tinha o rosto transtornado, os olhos embaciados e vidrados, a voz quase roufenha. Será possível que consiga isto por simples acto de vontade, e estivesse a representar? Para quê? Para quem?».

Franco Nogueira («Um Político Confessa-se»).

quinta-feira, 3 de junho de 2021

A caminho do gulag global.

 

Falando verdade, estamos a vivenciar o início de uma nova URSS, a verdadeira face do projecto europeu, também ele parte de um projecto global, começa a ser visível, começamos a entender aquilo que realmente se passa à nossa volta, o sistema já não oculta, já não tem a necessidade de esconder a verdade da população.

Reflictamos sobre a vergonha daquilo que foi a votação sobre a censura, sobre o verdadeiro lápis azul, o tal lápis azul que se ouviu nas palavras de ordem de um bando de supostos bandalhos democratas quando se referiam ao regime do Estado Novo, o regime de Salazar.

Na verdade, o sistema blindou-se, é um facto, é evidente, não há uma só força política com assento parlamentar que defenda os interesses da população, desta vez foi o cercear do nosso direito à liberdade de expressão, aliás, direito consagrado na Constituição da Republica Portuguesa, ao que parece, aliás, não parece, é mesmo, todos os deputados presentes na Assembleia da Republica votaram ou a favor da censura, ou se abstiveram!!!!

Ficou bem patente, ficou esclarecido o assunto, na verdade vivemos num regime de partido único, uma espécie de partido arco-íris, uma espécie de liga LGBTI da política, uma promiscuidade, uma espécie politburo travestido com cores democráticas.

O mais grave é hoje não sabermos quem são e onde se encontram os bufos, os censores, os delatores e quais as regras ou directivas sobre as quais baseiam a sua acção, na verdade e não distará muito da verdade, servem o sistema, ocultando tudo o que desmonte a farsa e calando todas as vozes discordantes, calando todas as críticas, manipulando a informação, modelando assim a opinião pública, manipulando a população em geral, desinformando, actuando à vontade, sem que haja direito ao contraditório, sem direito a argumentação por parte daqueles que de alguma forma se possam opor às atrocidades e atropelos ao interesse da nação perpetrados pelo sistema.

Estamos a assistir a um violento ataque ao Estado de Direito, um ataque à liberdade de expressão e liberdade de pensamento, estamos a viver num regime comunista, já nos tinham roubado o direito à propriedade privada, e desta vez estão a tentar condicionar o livre pensamento, falam-nos de liberdade e de democracia, mas a imagem que me ocorre é mesmo a dos Gulags, da tortura e das valas comuns na antiga URSS, estamos a viver aquele regime castrador de todas as liberdades, o regime de Gramsci, de Estaline, Pol Pot, Mao e de tantas outras figuras infelizmente conhecidas pelo rasto de morte e sofrimento causados a centenas de milhões de seres humanos.

Se isto é normal, claro que não, na minha opinião, há várias razões, uma delas, a apatia da população em geral relativa ao meio em que se insere, a falta de livre pensamento, falta de autonomia de pensamento, a falta de cultura. Na verdade, o grande problema reside na ignorância das massas, o resultado do tal processo de democratização, democratização é imbecilização e manipulação das massas.

Toleramos demasiado, aos poucos vamos abrindo mão dos nossos direitos, liberdades e garantias, vamos abrindo mão daquilo que demorou décadas, séculos ou mesmo milénios a conquistar, conformamo-nos com tudo aquilo que aos poucos nos vão impondo, tudo permitimos, muitas vezes por ignorância pela estupidez da ideologia. Vão alinhando com os seus próprios algozes, não se dando conta da realidade, aliás, quando derem conta, será tarde de mais. O sistema em vez de nos tratar de forma igual, está a tornar-nos todos iguais, massa amorfa e sem capacidade de reacção, uma sociedade em que todos aqueles que se insurgem, reagem e lutam são apelidados de fascistas, criminosos e de outros epítetos que me escuso enumerar por razões óbvias.

O grande problema deste e de outros povos é o terem-se rendido ao materialismo, ao conforto da tecnologia, são dominados, são manipulados e nem sequer se preocupam em buscar informação fidedigna, não leem, ou quando leem , não compreendem o que leem, não dialogam, e muitos deles não têm capacidade, nem para elaborar um discurso coerente e muito menos compreender algo que vá além do trivial, além da conversa de mesa de café. Nada sabem de História, nada sabem de Filosofia, nada sabem de Política, na verdade temos uma miríade de ignorantes diplomados, uma miríade de felizes auto-imbecilizados, uma miríade de gente que vive feliz na sua realidade virtual, gente que na verdade não vive, apenas existe! Uma espécie de gado, comem, dormem, reproduzem-se, geram impostos e apenas existem, porque sim, nada mais. Depois de esgotado o seu tempo de vida útil o sistema se encarregará de os reciclar, é este o triste retrato da sociedade dita moderna na qual hoje vivemos. Uma sociedade desumanizada, uma sociedade sem laços, uma sociedade em que o Partido ou o clube de futebol se sobrepõe à família, à tribo, ao clã e à Nação.

Não esquecer que há sempre uma factura a pagar, e neste caso a factura será a escravatura por parte de um sistema no qual somos só e apenas dados estatísticos, artigos com prazo de validade, descartáveis, submissos aos interesse de uma elite e de governantes corruptos ao serviço dessa mesma elite, na verdade vivemos num campo de concentração global, Existimos para servir e para consumir, nada mais. Esquecemos o real, o essencial, vivemos uma vida aparente e virtual, vivemos felizes a nossa própria infelicidade, estamos inibidos de ir mais além, estamos inibidos de criar, estamos inibidos de fugir ao estalão que nos é imposto pelo sistema desde tenra idade, sem que demos conta disso. Os nossos filhos já não nos pertencem, apenas temos a obrigação de os criar, o resto é tudo fruto do sistema, desde que entram num infantário começa a castração mental, começa o fim da família, começam a desvanecer-se os laços com os nossos semelhantes, começa a fase de programação mental dos futuros autómatos humanos.

Muito mais haveria a dizer, mas já me alonguei um pouco, a escrita para mim é como as cerejas, depois de começar..., já me conhecem, reflictam um pouco, estamos na hora do despertar, estamos a tempo de inflectir, de quebrar o sistema, aliás, temos essa obrigação! Caso não o façamos, estaremos a condenar as gerações vindouras a uma vil escravatura, estaremos a por em risco todo o futuro da humanidade, não podemos deixar esquecer aquilo que fomos no passado, como evoluímos e como fomos apurando as nossas capacidades, sobretudo a forma como nos fomos tornando mais civilizados e humanos, como interagimos apesar de diferenças, culturais, crenças, cor de pele, religião ou outras quaisquer.

Alexandre Sarmento

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Na hora da verdade, tudo se cala!!!



"Às vezes, mesmo antevendo a catástrofe para que nos encaminhamos com aquela fúria singular de quem tem medo de não chegar a tempo, sorrimos de desdém, ouvindo a gritaria, a choramingaria, os protestos, os discursos, as ameaças, as reclamações, que surgem nos jornais, nas representações, nos parlamentos, nas salas, nas ruas, em toda a parte. Porque tudo isso, gritos, choradeiras, protestos, discursos, ameaças, reclamações, — é poeira vazia, é linguagem de papagaio, e tolice... Gritam, protestam, contra o assassinato e o roubo, contra a injúria e a calúnia, mas fazem muralha, quando alguém, audaz, se ergue contra a origem do assassinato que os aflige, do roubo que os amedronta, da injúria que os vexa e da calúnia que os irrita."

Alfredo Pimenta
in «A Época», n.º 1749, p. 1, 01.06.1924

A Farsa dos Partidos Políticos.

 


A farsa dos partidos!!!

"É verdade que os conceitos de direita e esquerda nas mentalidades estão hoje ofuscados.
Mas, se se ofuscam, isto acontece precisamente porque os grandes partidos que lhes envergam as cores têm tomado progressivamente consciência da inconsistência daquilo que os separa.
Actualmente não há nada de substancial que diferencie os seus valores. As suas escolhas aproximam-se, os seus programas movem-se em direcção ao centro e a opinião prevalecente é que dizem todos mais ou menos a mesma coisa.
Ainda ontem pensavam pertencer a famílias diferentes. Hoje percebem que apenas foram inimigos irmãos, que podem ainda polemizar sobre este ou aquele ponto mas fazem espontaneamente — com toda a naturalidade, sentir-se-ia dizer — frente comum para demonizar e rejeitar para o tenebroso extremo qualquer direita que seja uma direita verdadeira, com referências próprias, os seus autores, a sua antropologia, a sua própria sociologia, a sua própria visão do mundo, do homem e da sociedade."

Alain de Benoist

O paradoxo da desculpabilização!!!

 


«Os cientistas oficiais preferem explicar o Estado pela luta de classes, o canibalismo pela deficiência em proteínas, guerra pelas indústrias de armamento e pelo capitalismo, a droga pela falta de amor, o crime pela frustração, e assim por diante. O ciclo cultural que nos integra culminou afinal numa gigantesca Era do Álibi. Tudo está desculpado. Ninguém tem culpa de nada.»

António Marques Bessa



domingo, 23 de maio de 2021

Mestre João Núncio e o 25 de Abril...

 


João Branco Núncio, uma figura incontornável da nossa tauromaquia, morto pelo ódio e amor pela destruição da cambada parida pela revolução de Abril!

"Dos muitos casos de violência, de roubo, de confisco da propriedade privada, ocorridos no Alentejo, alguns há que não podem ser facilmente esquecidos. Encontra-se nesta circunstância, o assalto à residência de mestre João Branco Núncio, já depois de lhe terem extorquido as suas bens exploradas empresas agrícolas e o seu semental de gado bravo. Dando vazão a ódios recalcados, a vinganças que se achavam adormecidas, manipulados politicamente, tomam-lhe alguns trabalhadores a casa de assalto, depradando-a pela forma mais selvática que se pode imaginar. A pretexto (aparece sempre um pretexto) da equívoca explosão de um engenho no Centro da Reforma Agrária, de Alcácer do Sal, indivíduos, na sua maioria estranhos à vila, para o efeito devidamente instrumentalizados, assaltam-lhe a residência particular, o que lhe restava, e à numerosa prole ainda a seu cargo. A pau e à navalha, destroem-lhe peças de mobiliário, o seu pequeno museu de recordações tauromáquicas, praticamente desfeito numa fúria selvagem, a que não foi poupado sequer um retrato a óleo, da autoria de Eduardo Malta, da figura em corpo inteiro do nosso maior mestre de toureio equestre de todos os tempos, o qual foi furiosamente golpeado à navalhada. A cabeça embalsamada do seu primeiro touro, como debutante, foi destruída à paulada, com ferocidade...

Praticamente sem recursos com que valer à família numerosa ainda a suas expensas - como era o caso do seu filho e jovem cavaleiro José Núncio, inválido, como se sabe, em consequência de grave queda quando montava a cavalo - mestre João fora de alongada até à Golegã, hospedando-se em casa de seu cunhado Patrício Cecílio. Das suas montadas, de alta escola e apuro, apenas uma lhe ficou. Com ela se estava treinando, na esperança moça dos seus mais de 70 anos de voltar aos redondéis e amealhar uns tostões para não morrer à míngua. No entanto, não resistiria à dolorosa situação em que se achava. Um colapso cardíaco, surpreende-o a viver essa fagueira esperança de um regresso que, por desígnio de Deus, não se viria a consumar. Ficou de mestre Núncio, um nome honrado, uma grande simpatia humana e uma saudade que o tempo jamais apagará. Morto pelo ódio e não pelo amor dos homens!"

João M. da Costa Figueira

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Aguardando o Quinto Império.

 


Ligando os pecados da Europa ao que foi Portugal antes de a noite vir, poder-se-ia pensar que o D. Sebastião da Mensagem, o Encoberto, o que há-de voltar na manhã de mais cerrado nevoeiro, quando toda a esperança parecer perdida, é ao mesmo tempo o Menino que jamais se resignou a ser adulto no Rei de Alcácer e o Menino que jamais se resignou a ser adulto nos melhores homens do mundo; a grandeza qual a Sorte a não dá seria, não a grandeza deste mundo em que logo se pensa, mas a grandeza do Reino que Jesus afirmava ser o seu e que seria povoado dos pequeninos que a si chamava e que apontava como modelo a seus discípulos; e à volta de D. Sebastião, iniciando no mundo o novo Império, cada homem e cada mulher, redimindo-se de ser adultos, iria oferecer a um Deus também Menino, libertado finalmente de sua Cruz e de seu distante céu, o seu ramo infantil de contempladas flores.

É por esse Império, que nem ele nem os seus companheiros têm a coragem ou a força ou a hora de construir, porque numa história movida por Deus tudo vem a ser o mesmo; é por esse Império, que não tem lugar marcado nos mapas porque vive no sorriso, no olhar, nos sonhos dos meninos; é por esse Império, que se tornará consciente ou inconsciente a nós, como se torna consciente ou inconsciente a uma criança o que, dormindo, a faz sorrir; é por esse Império, que só poderá surgir quando Portugal, sacrificando-se como Nação, apenas for um dos elementos de uma comunidade de língua portuguesa; é por esse Império, o que já foi aurora de realidade e que hoje é apenas o cavo passo que se escuta em palácios desertos, que Fernando Pessoa pensa, escreve, concebe génios, sofre recolhido e ignorado morre. Mas sobre ele reina, como já reinou sobre nós outros, aquele Menino Imperador que, em oposição ao Imperador germânico, o Imperador dos adultos, e iniciando seu Império pela abertura das prisões e pela abundância para os pobres, coroavam, por amor do Futuro, os portugueses do melhor tempo; e que ainda hoje coroam os homens de Santa Catarina, entre os quais vivo e escrevo: aqui, também, esperemos, por amor do Futuro».

Agostinho da Silva («Um Fernando Pessoa»).

O Saque!!!

 


Melhor do que isto para definir o que se passa neste país é impossível, o roubo, o descaramento!!!

«Diálogo ocorrido entre 1643 e 1715!
Este diálogo, da peça teatral "Le Diable Rouge", de Antoine Rault, entre os personagens Colbert e Mazarino, durante o reinado de Luís XIV, século XVIII, apesar do tempo decorrido.... é bem atual.
Leiam:
Colbert: - Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é possível continuar a gastar quando já se está endividado até o pescoço...
Mazarino: -Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas e não consegue honra-las, vai parar na prisão. Mas o Estado é diferente! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!
Colbert: -Ah, sim? Mas como faremos isso, se já criamos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: -Criando outros.
Colbert: -Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: -Sim, é impossível.
Colbert: -E sobre os ricos?
Mazarino: -E os ricos também não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta, faz viver centenas de pobres.
Colbert: -Então, como faremos?
Mazarino: - Colbert! Tu pensas como um queijo, um penico de doente! Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Quanto mais lhes tirarmos, mais elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos. Formam um reservatório inesgotável.
É a classe média!»

quarta-feira, 19 de maio de 2021

No Portugal dos Pequeninos!!!

 


Joe Berardo, culpado ou inocente?
Legalmente, sem duvida que é inocente!
Moralmente, sem duvida que é culpado!
Este senhor, lembro-me há mais de duas décadas ter sido apresentado como um modelo de empresário e empreendedor, na verdade, nunca me convenceu, sempre o tirei pela pinta, pois logo me pareceu mais um produto do aviário maçónico, logo me pareceu mais um dos boys, ou melhor, um dos masters do sistema, adulado pelos social-parasitas de todos os quadrantes políticos, falava-se em milhões, muitos milhões, milhões de quem e beneficiando quem?
Pois, benefícios houve, não duvido, sempre os mesmos, sempre a mesma máfia, os comensais do regime, desde os camaradas dos partidos políticos, lojas maçónicas, advogados, magistrados e alguns dos já habituais ratos de esgoto.
Pergunto, num país destes em que o comum cidadão dificilmente e dando todas as garantias tem acesso a credito bancário, como foi possível um bandalho destes ter tido acesso a mil milhões de euros de créditos, que pasme-se, não há agora bens penhoráveis ou que sirvam de garantia para tal buraco financeiro.
Certo é que mais uma vez vamos ser nós o povinho a pagar as vacas ao dono, uns comeram a carne e nós vamos mais uma vez roer os ossos.
Que dizer, quando neste país tudo rouba, desde o presidente da junta, ao agente da autoridade, ao magistrado, ao deputado, ao ministro, ao Primeiro Ministro, está tudo dito, o que temos em cima da mesa é o regime parido pelo 25 de Abril, a Cleptocracia/Ineptocracia, ou resumindo, um regime em que um pequeno grupo de malfeitores vive de parasitismo de uma larga maioria de cidadãos, os Vampiros, como diz a canção de um cantador de má memoria, "eles comem tudo e não deixam nada!!!"
A tal liberdade com que embriagaram este povinho apenas serviu para ocultar estas actividades criminosas, neste pais quem rouba um tostão é ladrão, quem rouba milhões é agraciado com uma comenda...

Como diria o meu querido pai, quiuspariu!!!

Alexandre Sarmento

Jogos de Poder!!!

 


O Bilderberg Group está estruturado em três círculos concêntricos:

1. Em primeiro lugar, o círculo mais reduzido, decisivo e interno, o mais fechado de todos. Chama-se Bilderberg Advisory Committee ("comité consultivo"). O seu secretário-geral para os Estados Unidos é David Rockefeller; os membros pertencem todos ao CFR e, ao mesmo tempo, ao círculo seguinte. Serão todos mações?

2. Um círculo mais amplo, mas interno, o Steering Committee ("comité de direcção"), composto por 24 europeus e 15 americanos (Estados Unidos). Os 15 americanos pertencem quase todos ao CFR e todos são membros permanentes, e não meros convidados para uma ou mais assembleias.

3. O círculo mais exterior e numeroso. É composto por convidados ocasionais e por filiados permanentes. Segundo Lesta-Pedrero, reúnem-se geralmente cerca de 120 pessoas. Cerca de 70% são membros fixos ou permanentes, os restantes 30% são convidados circunstanciais. Todos são cidadãos prestigiados e influentes, com ou sem actividade oficial nos Governos dos respectivos países. Uma vez por ano, durante quatro dias, expõem de maneira informal os seus pontos de vista sobre os assuntos económicos e políticos internacionais para, com a sua experiência pessoal, chegarem a um entendimento acerca desses problemas e das suas implicações. Embora tratando-se de uma reunião (Conferentie) em que, segundo se diz, não se tomam decisões nem se publicam conclusões, as discussões influenciam tomadas de posição posteriores. De resto, consta que foram tomadas decisões importantes, como por exemplo em relação à Guerra das Malvinas, ao estabelecimento de relações com a China por parte de Nixon, à autorização para a Rússia bombardear a Chechénia, à formação de um Estado albanês independente e ao desmembramento da Jugoslávia (com a entrega da sua província mais setentrional à Hungria).

(…) A escolha dos convidados costuma fazer-se em Março. O comité directivo indica a data do encontro quatro meses antes da sua realização. O nome e a morada do hotel onde irá realizar-se a reunião só são comunicados uma semana antes. Os debates e conclusões são mantidos em rigoroso segredo. Surpreendentemente, os meios de comunicação não parecem interessar-se pelas assembleias do BG. A título de exemplo, nos arquivos do jornal El País desde a sua criação, em 1976, a palavra "Bilderberg" aparece escrita apenas 11 vezes neste diário "independente", uma num título e duas num subtítulo em 1977. Nos últimos 17 anos (1989, realização da reunião do BG em La Toja, Espanha) figura uma única vez e isto apesar do Juan Luis Celebrián, conselheiro delegado do grupo Prisa, ser membro assíduo do BG desde 2001. Os mesmos que não deixam os "famosos" do mundo cor-de-rosa dar um passo em sossego não se atrevem a incomodar de modo algum as personagens mais influentes da política, da banca e do comércio mundiais. Ninguém arrisca publicar o programa, as informações e os resultados das suas reuniões. O juramento de confidencialidade absoluta é feito pelos participantes e pelos jornalistas. Os directores dos principais jornais, bem como das mais influentes cadeias de rádio e televisão, são simultaneamente profissionais do jornalismo e convidados. A revista norte-americana The Spotlight é a excepção permanente nesta questão. Um ou mais dos seus enviados conseguiram infiltrar-se nas diferentes reuniões anuais do BG. Por ser considerada um perigo para a globalização, o Governo conseguiu que ela fosse encerrada por meio de um processo judicial. Mas ressurgiu com um novo nome, expressivo das suas intenções de liberdade: American Free Press. Graças às suas informações, sabe-se que os objectivos do BG convergem no enfraquecimento progressivo das soberanias nacionais e na sua transferência para as instituições de índole oligárquica e supranacional.

O interesse dos meios concentra-se na lista de participantes. Os convidados assistem sozinhos (sem mulheres/maridos, amantes, etc.). Os guarda-costas vigiam mas nunca entram na sala da conferência e comem num local separado. O BG é "uma sala secreta, satélite do CFR. Nada sabemos sobre os critérios utilizados para o recrutamento e o convite dos membros, que dizem que não assistem às reuniões a título privado, mas sim em virtude dos seus altos cargos… O BG, tal como a sua matriz, o CFR, é uma promoção maçónica" (R. de la Cierva, op. cit., p. 618). É verdade, embora digam que "assistem na qualidade de cidadãos privados e não como representantes oficiais" (D. Estulin, op. cit., p. 33).

Filipe González foi convidado para a reunião realizada em 1976 em Torquay, na Inglaterra, mas declinou o convite. Assistiu Manuel Fraga Iribarne. O novo PSOE, que conseguiu afastar o tradicional – o do exílio -, encabeçado pelo mação Rodolfo Llopis, não estava preparado para uma tão chamativa saída da clandestinidade fora de Espanha. Na reunião, realizada em Palma de Maiorca em Setembro de 1975, dois meses antes da morte de Franco, foram abordados três assuntos. Um deles foi "a necessidade de contar em Espanha com um grupo de Homens Novos capazes de assegurar a substituição do franquismo sem traumatismos". Abria-se o caminho a Felipe González, Adolfo Suárez e suas equipas. "Partido Socialista: o Partido da Maçonaria" é o título de um dos capítulos da obra citada de Manuel Bonilla Sauras. Assim foi e assim continua a ser. Na mesa redonda sobre a maçonaria na Universidade Ceu-San Pablo (Novembro de 2005), Ricardo de la Cierva respondeu a uma pergunta reconhecendo que, durante a Segunda República, não houve nenhum mação nos partidos de direita (CEDA de Gil Robles). Mas o mesmo não se pode afirmar acerca do actual Partido Popular.

Segundo parece, dos participantes ocasionais – alguns por apenas uma vez -, 30% são convidados porque, atendendo às circunstâncias sociopolíticas e económicas mundiais, servem os interesses dos círculos mais restritos e dos membros permanentes. O convite pressupõe uma excelente promoção dos convidados ocasionais. Deram-se "coincidências" curiosas. Bill Clinton, Tony Blair, George Robertson, Romano Prodi e Loyola de Palacios foram convidados pela primeira vez em 1991, 1993, 1998, 1999 e 2005, respectivamente. Presidente dos Estados Unidos, presidente do Partido Trabalhista e nas eleições seguintes (1997) primeiro-ministro, secretário-geral da NATO e presidente da Comissão Europeia, membro do European Advisory Council de Rothschild, o banco comprovadamente mais influente da Europa. A irmã de Loyola de Palacios, Ana Palacio, ocuparia o cargo de vice-presidente do Banco Mundial».

Manuel Guerra («A Trama Maçónica»).

O Paraíso!!!

 


Lá vem a Nau Catrineta,
que tem muito que contar!
Ouvide, agora, senhores,
Uma história de pasmar."

Passava mais de ano e dia,
que iam na volta do mar.
Já não tinham que comer,
nem tão pouco que manjar.

Já mataram o seu galo,
que tinham para cantar.
Já mataram o seu cão,
que tinham para ladrar."

"Já não tinham que comer,
nem tão pouco que manjar.
Deitaram sola de molho,
para o outro dia jantar.
Mas a sola era tão rija,
que a não puderam tragar."

"Deitaram sortes ao fundo,
qual se havia de matar.
Logo a sorte foi cair
no capitão general"

- "Sobe, sobe, marujinho,
àquele mastro real,
vê se vês terras de Espanha,
ou praias de Portugal."

- "Não vejo terras de Espanha,
nem praias de Portugal.
Vejo sete espadas nuas,
que estão para te matar."

- "Acima, acima, gajeiro,
acima ao tope real!
Olha se vês minhas terras,
ou reinos de Portugal."

- "Alvíssaras, senhor alvissaras,
meu capitão general!
Que eu já vejo tuas terras,
e reinos de Portugal.
Se não nos faltar o vento,
a terra iremos jantar.

Lá vejo muitas ribeiras,
lavadeiras a lavar;
vejo muito forno aceso,
padeiras a padejar,
e vejo muitos açougues,
carniceiros a matar.

Também vejo três meninas,
debaixo de um laranjal.
Uma sentada a coser,
outra na roca a fiar,
A mais formosa de todas,
está no meio a chorar."

- "Todas três são minhas filhas,
Oh! quem mas dera abraçar!
A mais formosa de todas
Contigo a hei-de casar"

- "A vossa filha não quero,
Que vos custou a criar.
Que eu tenho mulher em França,
filhinhos de sustentar.
Quero a Nau Catrineta,
para nela navegar."

- "A Nau Catrineta, amigo,
eu não te posso dar;
assim que chegar a terra,
logo ela vai a queimar.
- "Dou-te o meu cavalo branco,
Que nunca houve outro igual."

- "Guardai o vosso cavalo,
Que vos custou a ensinar."
- "Dar-te-ei tanto dinheiro
Que o não possas contar"

- "Não quero o vosso dinheiro
Pois vos custou a ganhar.
Quero a Nau Catrineta,
para nela navegar.
Que assim como escapou desta,
doutra ainda há-de escapar"

Lá vai a Nau Catrineta,
leva muito que contar.
Estava a noite a cair,
e ela em terra a varar.

...e assim se foi o nosso pobre Portugal!!!

Salazar, o génio das finanças.

  Salazar, deu dez a zero a todos os vultos da economia do século XX, aplicou as suas políticas económicas e demonstrou estarem correctas, f...