terça-feira, 18 de maio de 2021

Como se mata uma civilização!!!

 


O Marxismo Cultural é desconstrução através da crítica. desconstrói e critica a História de uma Nação, distorcendo-a com mentiras. Desconstrói e critica a família mentindo sobre o papel da paternidade. Desconstrói e critica a identidade cultural e étnica ocidental. Desconstrói e critica tudo o que se oponha aos seus objectivos. Resumindo, é um veneno destruidor que deve ser sempre desmascarado.
Em suma o Marxismo cultural é o retorno a uma sociedade primária elevada a uma barbárie, uma sociedade sem valores éticos e morais, uma sociedade em que todos os valores humanos são postos em segundo ou terceiro plano. 

Resumindo, marxismo cultural é o caminho para a desconstrução da sociedade, o caminho para uma sociedade desumanizada, é contranatura, é um suicídio civilizacional!!!

Alexandre Sarmento

A decadência!!!



Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]


Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.

Guerra Junqueiro, in 'Pátria (1896)'

segunda-feira, 17 de maio de 2021

O cúmulo da hipocrisia.

 


Apenas para relembrar esta coisa que por acaso é o nosso Primeiro Ministro não eleito!!!

Mas este tipo é burro ou faz-se?
Precisa da imigração para quê?
E porque não criar condições para que os casais portugueses possam ter filhos, ou será que se os portugueses tivessem acesso às subvenções, aos subsídios e outras mordomias que são dadas a ciganos, refugiados e outras espécies de parasitas da coisa pública, não procriariam, não voltaríamos a ter famílias numerosas como outrora?
Não senhor Costa, não se trata de uma questão cultural, trata-se sim de uma questão de sobrevivência, trata-se de uma situação completamente lógica, se temos uma sociedade em que o custo de vida é altíssimo ao nível do dos povos mais ricos e os salários ou rendimentos são dos mais baixos da Europa, quer o senhor que os portugueses tenham famílias numerosas e contribuam para o crescimento demográfico como?
Que eu saiba o salário médio dos portugueses está a anos luz dos salários dos deputados ou governantes, sabe o senhor qual o salário médio neste país e o que pode fazer com ele, claro que não, nem ponho essa hipótese.
Os portugueses têm que suportar despesas infinitas, habitação, saúde, educação, transportes, alimentação, água, luz, rendas e alimentação com o seus parcos rendimentos, sabe porquê, eu respondo, se não se importa!!!
Porque não tem verdadeiros governantes, tem parasitas da coisa pública, porque tem como governantes criminosos de colarinho branco, porque tem como governantes gente que governa em função da agenda globalista, porque tem governantes que não passam de prostitutos da política, prostituem a política, a justiça, a finança, sim senhor Costa, o senhor é um prostituto, neste caso o chefe do prostíbulo, que pena senhor Costa não ter ficado calado, teria pelo menos evitado esta reacção às suas provocações, pois este tipo de discurso é uma afronta ao comum cidadão que tanto esforço faz para manter a sua integridade e dignidade, o povo português ainda é um povo de gente séria que pugna por cumprir as suas obrigações, nem que para isso faça das tripas coração para que os seus fracos recursos chegarem ao fim do mês!!!
Mais uma questão senhor Costa, porquê tanta coisa com os imigrantes, precisaremos nós de mão de obra quando bem sabemos que os portugueses continuam a imigrar em busca de trabalho e melhores condições de vida, serão os portugueses de inferior qualidade em relação aos imigrantes que tanto propala, claro que não senhor Costa, o senhor apenas obedece a uma agenda apertada, a agenda sionista, a agenda na qual figura o fim da Europa e dos europeus tal como os conhecemos, bem sabemos, não é senhor Costa?
O tal plano Kalergi, um plano que tanto tentam ocultar da opinião pública, abra o jogo senhor Costa, fale a verdade por uma vez na vida, basta de enganar e gozar com a cara dos portugueses!!!

Espero senhor Costa que estas palavras cheguem até si, subscrevo-me atenciosamente,

Alexandre Sarmento

Abdicar.

 

Abdicar: povo cagado de medo. Gente corpulenta com cabeça de avestruz enterrada no lodo de um lento funeral. Desistência do que é irrepetível. Privação do ar. Expulsão de si. Pavor do dedo apontado. Renegação do património, da memória. Fuga e miséria. Assumpção do lixo que não se é. Presença da fome, do frio. Sede e rouquidão. Condição de vencido. Floresta queimada. Ausência de denúncia dos crimes contra a humanidade. Aceitação da morte. Farinha abandonada. Poder da crença infectada. Negação do cozido à portuguesa, do sarrabulho, das tripas. Dobrada gente ao falso sonho americano cuja miragem se resume num McDonald’s. Gordura pingada até ao último dia. Apocalipse da diferença. Assassínio do singular. Homem sem existência.

Aberração: Uma porta para dois mundos. Tudo o que alterou o cosmos. Estesia do universo em combustão. Ignição do raro. Apoteose do extravagante. A manipulação dos vivos. A fórmula dos ignorantes que chegam ao poder. A norma do Estado. A revolta. A rotação dos sentidos. A circulação da diferença. A divergência da arte, a colérica manifestação de impedi-la. As elites conspurcadas, o complexo de superioridade como resultado de sentimentos escondidos de incompetência, malvadez, ineptidão para os grandes desafios, perversidade social, cagalhões em vez de fezes, corrupção, ausência de ética em nome de deus. Pobreza no epicentro do desperdício. Hipocrisia dos Estados. Falsidade da imposição nefasta. Vitória dos insubmissos. Do big ban aos nossos dias. A construção da História. E se isto lhe doer, será uma aberração.


© Luís Filipe Sarmento, «Pequeno Dicionário de Atropelos», 2016

sábado, 15 de maio de 2021

Imigração ou Invasão consentida?

 

«O secretário-geral do PS, António Costa, disse este sábado, em Torres Novas, que o país "precisa de imigração" e de "atrair talento" para resolver o seu problema demográfico».

DN/Lusa, 23 de Abril de 2018

«O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou hoje que a verdadeira Europa, na qual ainda acredita, é a que acolhe os refugiados, honrando os valores com que foi fundada, e não a dos populistas.

(...) Depois, falando em inglês, defendeu que, "se a Europa não está à altura deste desafio, então deixou de ser a Europa", porque "a Europa foi feita com os valores da dignidade humana, da justiça social, da paz".

"Há populistas que dizem o oposto, mas estão errados. A Europa deles não é a nossa Europa, não é a Europa. A verdadeira Europa é a vossa Europa, é a nossa Europa. Vale a pena lutar por essa Europa. Eu ainda acredito nos valores dessa Europa e acreditarei sempre. Essa Europa que vale a pena", afirmou».

Lusa, 14 de Março 2018

Precisamos de imigração, diz o Primeiro Ministro, é estranho, muito estranho, imigração quando temos dezenas ou centenas de milhar de portugueses sem emprego.

Por que razão termos que recorrer a mão de obra não especializada vinda do exterior, mais grave ainda, é o obrigarmos os nossos jovens a emigrar, algo não faz sentido, temos uma taxa de desemprego bastante alta, apesar das operações de cosmética, tais como os tais cursos de formação, em que aqueles que os frequentam apenas cumprem horário, não aprendem nada e no fim ficam com mais um diploma, aliás típico neste país!!!

Diplomas e certificados para tudo e para todos, mas vai-se a ver e a grande maioria não passa de idiotizados preguiçosos diplomados em ignorância, mas, a estatística e as habilitações é que contam nos dias de hoje, o saber fazer, o mérito, ficaram relegados para plano secundário, o já habitual no país do faz-de-conta.

Pormenor caricato é a preocupação com as condições em que vivem os imigrantes, mas pergunto, como vieram trabalhar para Portugal, porquê, como, e de que forma entraram?

Temos assistido nos últimos dias a uma verdadeira novela na qual somos bombardeados pelos media sobre as deficientes condições de alojamento dos trabalhadores estrangeiros, especialmente os que trabalham no sector agrícola, sabemos que são indignas, sabemos que são mais do que precárias, sabemos que não são aceitáveis perante os padrões de civilização ocidental, pergunto, e em relação às condições de vida e habitação destes trabalhadores nos seus países de origem, já se questionaram?

Anda tudo muito preocupado com os imigrantes, mas eu pergunto, quantos milhares de portugueses vivem na rua, quantos milhares de portugueses vivem na miséria, quantos não têm tecto, quantos não têm o que comer, quantos passam dificuldades extremas, vivendo como indigentes?

Segundo as estatísticas, mais de dois milhões de portugueses vivem abaixo do limiar da pobreza, e não esqueçamos as prestações sociais que ainda vão mascarando a miséria, vão escamoteando o verdadeiro estado do país, vão ocultando a realidade, mas como todos sabemos isto é apenas um paleativo, a miséria existe e por mais que tentem ocultar, está à vista de todos.

Mas vamos lá falar verdade, será que não se deram conta que existem outros objectivos por detrás desta questão dos imigrantes, migrantes, refugiados ou outra coisa qualquer que lhes queiram chamar?

Plano Kalergi, já ouviram falar, sabem do que se trata?

Pondo as coisas de outra forma, mestiçagem dos povos europeus, o apagar da identidade dos povos europeus, o ataque à "raça" branca, pensem um pouco, puxem pela cabeça, reparem no que se está a passar em França e busquem o que está na origem de a França ser um país hoje em clima de guerra civil, políticas suicidas, tolerância, mais tarde ou mais cedo, a factura acaba por chegar, e quando reagimos somos chamados de fascistas, racistas, xenófobos e mais uma miríade de epítetos que me vou poupar a mencionar.

Os nossos governantes e políticos na verdade não são nem os nossos governantes, nem os nossos políticos, são os governantes e políticos que o sistema nos impõe, não adianta dizer que vivemos em democracia e que o nosso voto nos dá o poder de escolher o que quer que seja, o que se passa é que votamos em partidos ou figuras que alguém escolheu de antemão, ou pensam que os nossos políticos e governantes não sabem o que estão a fazer. Fazem o que têm que fazer, defender os pornográficos salários e mordomias que os donos de  sistema lhes proporcionam.

Alguns de vós irão perguntar-se, mas quem são os donos do sistema, não será difícil de perceber quem está no patamar imediatamente acima, no fundo tudo funciona num esquema de pirâmide, acima dos nossos políticos está uma elite, os donos do capital, os plutocratas, aqueles que têm o poder de fazer ou destruir países, aqueles que podem de um dia para o outro criar uma crise à escala global, no fundo, os verdadeiros Donos do Mundo. Os donos da banca internacional, os donos de Wall Street, os donos da FED e do IRS, os donos de todos os bancos centrais a nível global, os senhores que na sombra decidem quem vive e quem morre, os que não olham a meios para atingir os seus objectivos, e olhando à nossa volta, dizem que anda por aí uma pandemia, mas, palavras para quê, retirem as vossa conclusões, basta uma pequena investigação, um pouco de estudo e tudo se torna claro e cristalino como a água.

Alexandre Sarmento

https://consciencianacional.blogspot.com/2018/10/plano-kalergi-ainda-um-desconhecido.html

https://consciencianacional.blogspot.com/2018/10/o-plano-kalergi-sua-origem-objectivos-e.html



sexta-feira, 14 de maio de 2021

Tudo bons rapazes, os Bilderberg!!!

 


Ratos de laboratório!!!


Neste caso gémeos...

Reunião Bilderberg 2008:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (actual primeiro.ministro de Portugal)
Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto (actual líder do PSD)

A jornalista espanhola Cristina Martín Jiménez, que investiga o secreto clube Bilderberg há mais de uma década, conclui que a crise actual não é uma mera “casualidade”, mas o resultado de um plano em benefício dos ricos.

Uma ideia que Cristina Martín Jiménez defende em entrevista à TSF, onde foi falar do seu livro “O Clube Secreto dos Poderosos – Os Planos Ocultos de Bilderberg”.

“A casualidade, tal como ela nos tem sido apresentada, que chegou uma crise de um dia para o outro, a casualidade não existe, o que existe é uma inteligência, um cérebro que pensa como é possível subtrair as soberanias nacionais e como fazer com que todo o dinheiro fique em suas mãos”, assegura Cristina Martín Jiménez.

“Quem saiu beneficiado da crise? Os ricos“, diz a jornalista, que investiga o clube Bilderberg há cerca de 10 anos, e que constata que este grupo secreto pretende “criar um governo mundial único, em mãos privadas”.

“Governaram Portugal, Espanha e Grécia através da Troika“, diz Jiménez. Notando que é formado por “elites”, a jornalista salienta que os “membros do clube conspiram, afastam e colocam presidentes” com o objectivo de “dirigir o planeta como se fosse um tabuleiro de xadrez”.

As reuniões Bilderberg já contaram com a presença de figuras como Barack Obama, Bill Clinton, Tony Blair, José Sócrates, Durão Barroso e Cavaco Silva.

E Cristina Martín Jiménez fala em particular do caso português, considerando que “o que é diferente em relação a outros países é a quantidade de políticos convidados que houve”.

Lembrem-se de uma coisa, não há almoços grátis!!!

Alexandre Sarmento

quinta-feira, 13 de maio de 2021

O Caminho a seguir...

 

«O maior perigo neste momento é a passividade. Apresentam-nos a mundialização como uma tendência inevitável, dizem-nos que depois do fracasso do socialismo, o capitalismo e a lei de mercado é a única via possível. Nada disto é verdade. Sem conhecer todas as soluções aos problemas sociais e ambientais com que nos deparamos, sem ter uma visão precisa do que será a sociedade ideal. Há certamente outras vias de acção que permitam o progresso para uma eco-sociedade, uma sociedade em que os humanos vivam em harmonia entre eles e a natureza. Em suma, trata-se de abolir a submissão à economia e criar uma sociedade que favoreça o bem-estar completo de todos os seus membros.»

Serge Mongeau
in "Vers la simplicité volontaire". 

O Princípio da Unidade.

 



O principio da União...para uma grande maioria, difícil de entender!!!

"Nem na direita, nem na esquerda esta o remédio, a vitória de qualquer uma delas implica a derrota e humilhação da outra. Não pode haver vida nacional numa pátria repartida por duas metades inconciliáveis: a dos vencidos, rancorosos pela sua derrota e a dos vencedores embriagados com o seu triunfo."

Jose Antonio Primo de Rivera



quarta-feira, 12 de maio de 2021

O Retrato de uma Demo-cracia!!!!

 


Saímos de um tempo em que o povo se sentia defendido pelo Estado, hoje,  políticos e governantes criam leis para se defender do povo.

Alexandre Sarmento

Hipócritas e Criminosos...





Foi preciso vir a farsa da pandemia para mostrar a verdadeira face do desgoverno neste país, a inépcia, a incompetência e o vomitar de leis e normativas apenas para constar no papel, para justificar os salários e mordomias dos nossos políticos, gestores públicos e autarcas arrastam-se há décadas, não vale a pena imputar culpas a um governo ou partido em particular, o que se passa, é que todos os governantes, governos e partidos que os suportam têm culpas no cartório!!!
Estas situações, tal como esta sucedida em Odemira, ao mais pequeno "vendaval", ficou tudo a descoberto, e bem se viu como todos sacudiram, ou procuraram sacudir a água do capote!!!
è Portugal, é esta a verdadeira imagem daquele Portugal desenvolvido, democrático e onde todos são tratados de igual forma, pena que uns sejam tratados de forma mais igual do que os outros.
Quanto ao ministro Cabrita, esteve bem, sempre igual a si próprio, a imagem do super-incompetente, a imagem de um regime que já dura há quase 50 anos, a imagem da decadência, a imagem da pobreza moral e intelectual de uma classe política decadente e corrupta que se foi moldando e apurando durante décadas com o apoio e participação activa do povo português, o que de facto me remete para este estado de nojo em que só me resta dizer, cada povo tem aquilo que merece, tem os governantes que espelham a sua imagem, a triste imagem da decadência!!!
Para terminar, subscrevo o texto do António Barreto, subscrevo na íntegra, faço das palavras dele as minhas, bravo António Barreto, haja alguém com coragem e frontalidade para dizer a verdade, a verdade inconveniente e politicamente incorrecta.

Alexandre Sarmento


«Toda a gente sabia que a utilização da água dos perímetros de rega, tanto em Odemira como em muitas mais localidades, não estava de acordo com as boas regras técnicas, qualquer que seja o ponto de vista: da quantidade de água utilizada, das respectivas condições sanitárias, dos produtos a que essas águas se destinam e dos horários e calendários de acesso.

Toda a gente sabia que havia culturas forçadas a mais, estufas mal concebidas e mal construídas, uso abusivo de culturas hiper-intensivas ou ultra-intensivas. Sabia-se que havia produção excessiva de hortofrutícolas graças ao uso desmedido de factores de produção e com abuso de mão-de-obra precária, muito barata e muito mal paga.

Sabe-se que em certas operações do montado, na criação de gado, nas vindimas e em outros cultivos intensivos, como olivais e estufas chegadas aos regadios, especialmente na área de influência de Alqueva, mas também nos perímetros do Baixo Alentejo e do Ribatejo, o uso e o abuso dos factores de produção, das condições climáticas e da força de trabalho imigrante e desprotegida são quase a regra…

Toda a gente sabia que há, no Alentejo, mas também no Ribatejo, no Algarve e mesmo em partes das Beiras, agricultores e proprietários sem escrúpulos nem remorsos que aproveitam deste sistema sem lei.

Toda a gente sabe que muitos proprietários deste género de empresas e de negócio entendem que devem ser os governos e as autarquias a pagar e manter os alojamentos de que eles se servem para depositar e amontoar os seus estrangeiros em péssimas condições de salubridade e conforto.

Toda a gente sabia que os estrangeiros, marroquinos, árabes, sudaneses, nepaleses, tailandeses, romenos, indianos e outros vinham para aqui trabalhar por qualquer preço, em quaisquer circunstâncias, directamente ou através de terceiros países (como a Espanha), de avião, de comboio, de carro, de camião TIR ou de barco.

Toda a gente sabia que havia redes de negreiros e de traficantes de gente que trazem trabalhadores de qualquer parte do mundo por preços colossais na passagem, mas irrisórios no vencimento, ficam-lhes com os passaportes, trabalham sem contrato, sem cláusulas de regresso, sem bilhetes de avião garantidos e só lhes pagam, quando pagam, muito mais tarde ou nos países de origem.

Toda a gente sabe que se negoceiam, há anos, documentos oficiais, passaportes, autorizações de trabalho e residência, atestados médicos, contratos, licenças de construção de alojamentos e de estufas.

Todos sabiam que alguns trabalhadores, sobretudo mulheres, mas também homens, deviam prestar outros serviços íntimos fora das horas de trabalho agrícola.

Toda agente sabia que havia dezenas ou centenas de casas onde, em cada quarto previsto para dois beliches ou quatro camas, dormiam dez ou vinte pessoas, sendo que muitos destes alojamentos eram subalugados pelos angariadores e negreiros.

Toda a gente sabia que em muitos casos, certamente a maioria de alojamentos sazonais deste género, não havia água corrente potável, nem água quente, nem duche, nem banho, nem esgotos.

Toda a gente sabe que as Câmaras estão ao corrente destas situações, defendem a prosperidade económica da região e do município, sabem perfeitamente em que condições vivem aquelas pessoas, mas têm de manter a vida e os negócios.

Toda a gente ficou a saber que as autoridades locais regionais e nacionais, juntas de freguesias e câmaras municipais, polícias, serviços de segurança social e de inspecção sanitária, inspecção de trabalho, a autoridade tributária, os observatórios de tudo que por aí proliferam, os serviços de ambiente e de protecção da natureza, assim como os de protecção civil, todos estão há muito tempo ao corrente das situações, todos sinalizaram pessoas e empresas, todos abriram processos e todos iniciaram inquéritos.

Toda a gente sabe que Odemira está longe de ser o único sítio, talvez até nem o pior, mas a pandemia desorganizou tudo. Os ministérios da Agricultura, do Trabalho, da Administração Interna, da Saúde e da Economia, o SEF, a PJ, a GNR e a PSP estão perfeitamente ao corrente do que se passa, há anos, nas zonas produtoras destes cobiçados géneros no comércio externo.

O Ministério da Agricultura e seus serviços conhecem bem o que aconteceu em Odemira e o que está a acontecer em dezenas ou centenas de locais do país onde se vive de culturas forçadas regadas, em regime de exploração intensiva, para fornecer angariadores e intermediários que recolhem e transportam rapidamente para os centros de exportação que levam aos mercados de primores europeus…

Há anos que a PJ, o SEF, a PSP e a GNR conhecem as situações, abriram múltiplos processos, sinalizaram muitas pessoas, muitas situações e muitas instalações, nesta e noutras regiões. São simplesmente casos de evidente desastre ecológico, de atentado humanitário e de obscena exploração.

Há todavia algo que parece desconhecido para as autoridades, os autarcas e os serviços: o que pensam e sentem as populações locais? Que efeitos têm, para as suas vidas, estas situações? Que consequências têm estes factos na saúde dos locais, na educação, na qualidade do ambiente, na vida económica, no comércio e na vida social?

Toda a gente, ministros, directores gerais e directores de serviços públicos, polícias, autarcas, deputados, proprietários, produtores e comerciantes garantiram publicamente que conheciam a situação, que tinham a consciência tranquila, que cumpriam os seus deveres e que esperavam que os outros cumprissem também os seus… Um mundo perfeito!»


António Barreto, in Público, 8.5.2021

domingo, 9 de maio de 2021

António Barreto: "A Justiça do antigo regime era mais séria do que a de agora".

  


(...)É muito difícil contar a história da Justiça portuguesa nestes anos e do seu fiasco. A Justiça democrática é um monumental fiasco. Já uma vez disse e repito sem qualquer espécie de vergonha: a Justiça civil e penal do Antigo Regime era mais competente e mais séria do que agora. O problema antigamente era o Ministério Público, que era político, era a Justiça política, dos plenários, os tribunais administrativos, a Justiça económica... tudo isso era do piorio. Mas no aspeto central a Justiça no Antigo Regime era melhor do que agora....

António Barreto em entrevista ao "Jornal Sol", 8 de Maio de 2021.


Pois, mas eu deixo uma questão ao António Barreto. se o Ministério Público era político no tempo da outra senhora, o que dizer de todo o sistema de justiça nos dias de hoje?

Alexandre Sarmento

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Traições e Vergonhas de Abril...

 


«Logo a seguir ao bem sucedido golpe militar de 25 de Abril tornara-se evidente que o Partido Comunista Português, organização muito bem estruturada e com larga experiência de movimentação na clandestinidade, se encontrava empenhado no iminente assalto ao poder, quer na Metrópole, quer junto dos movimentos independentistas africanos.


Na Guiné, à data do 25 de Abril, são cerca de 17.000 os naturais daquela província que integram as Forças Armadas portuguesas ou constituem as milícias e, lado a lado com as tropas metropolitanas, combatem os movimentos subversivos. O destino destes homens preocupa os seus antigos chefes, pelo que estes, como é natural, procuram acautelar que nada de mal lhes suceda.

Assim, de Maio a Junho de 1974 este assunto é objecto de discussão entre delegações de Portugal e do PAIGC. Num dos encontros preliminares participam, pela delegação portuguesa, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mário Soares, e o ministro da Coordenação Interterritorial, António de Almeida Santos, o subsecretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Jorge Campinos, e o tenente-coronel Almeida Bruno, sendo o PAIGC representado por Pedro Pires e José Araújo. E as indicações que o general Spínola dera a Almeida Bruno eram bem precisas, no sentido de proteger não só os oficiais e sargentos do Batalhão de Comandos como também os comandantes das milícias, que tinham cerca de 20 mil homens com insígnias e uniformes próprios.

No entanto, quando Portugal reconhece o estado da Guiné-Bissau através dos acordos de Argel, a recomendação de Spínola é ignorada. Nem nos textos da acta, nem nos anexos do documento que sela os referidos acordos a salvaguarda dos militares africanos é tratada com as necessárias cautelas, de modo a precaver ameaças futuras à segurança de leais portugueses, cuja diferença para os seus camaradas metropolitanos residia unicamente na melanina que lhes dava cor à pele.

(...) Como o tempo demonstraria, a incúria dos negociadores permite que centenas de militares e cidadãos portugueses africanos sejam vilmente chacinados, fuzilados na solidão das matas ou em espaços públicos, acabando por jazer em valas comuns.

Na Guiné vão, entretanto, ocorrendo confraternizações não autorizadas de alguns militares portugueses com guerrilheiros do PAIGC, enquanto se procede à transferência dos aquartelamentos para as mãos daqueles que há pouco tempo ainda eram os inimigos e que a revolução em Lisboa tornara vencedores de uma guerra que não tinham sido capazes de ganhar pela força das armas.

(...) Em Moçambique, a bandeira de Portugal é arrastada de rojo pelas ruas de Lourenço Marques. Em Angola, o major Pezarat Correia desarmara os brancos para que estes não se intrometessem ou sequer viessem a ter qualquer peso nos pratos da balança com que se havia acertado os acordos, tendo como resultado a instalação do terror e a vergonha de ver unidades do Exército serem obrigadas a abandonar os quartéis em cuecas.

Na Guiné, ainda antes da independência e à medida que as Forças Armadas portuguesas retiram, explode o sentimento de vingança do PAIGC contra os seus concidadãos que estiveram ao lado de Portugal, e começam os assassinatos. A primeira vítima é o tenente Abdulai Queta Jamanca, que pertencera à 1.ª Companhia de Comandos africanos e participara na operação "Mar Verde", um herói condecorado pelo general Spínola. Jamanca era um mito entre os africanos, um príncipe local que, servindo então na Companhia de Caçadores 21, em Babadinca, foi fuzilado naquela localidade após ter sido preso numa horta próximo de sua casa.

Os meses passam mas a situação em nada melhora. Logo a seguir ao golpe de 11 de Março de 1975, em Lisboa, o PAIGC lança uma enorme operação de limpeza entre os ex-soldados, os ex-marinheiros e os ex-milícias, portugueses e guineenses, com o argumento falacioso de que pretendiam desferir um golpe de estado na Guiné.

Largas centenas de antigos militares são presos, torturados e fuzilados (500 segundo as autoridades locais informaram posteriormente, 1.000 de acordo com os seus companheiros sobreviventes). Muitos dos prisioneiros são pendurados pelos pés e chicoteados até à exaustão; outros, obrigados a carregar às costas gigantescos pneus de Berliet, e as respectivas jantes.

Joaquim Baticã Ferreira, rei manjaco e antigo deputado da Assembleia Nacional Popular, muito querido do seu povo, credor de grande consideração por parte das autoridades portuguesas, e Didi, um sargento dos comandos africanos natural de Cadgindjaça - povoação um pouco a norte de Bissau -, ambos são fuzilados depois de um julgamento fantoche sumário. Para os humilhar, amarram-lhes as mãos atrás das costas e, de joelhos no chão, nem lhes dão o direito a defender-se. Aquilo a que chamam julgamento durou apenas um minuto.

Os fuzilamentos não páram. Nas matas, em aeroportos, nos campos de futebol, na presença das populações, centenas de guineenses cujo único "crime" foi terem sido leais à sua Pátria, acabam por ser sumariamente executados. E os linchamentos continuam até aos anos 80, sob as ordens de Luís Cabral, durante este período presidente da Guiné.

Os corpos são atirados de qualquer maneira para valas comuns nas matas de Jugudul, Cumeré, Portogole, Mansabá e Mansoa e, pretendendo que tudo tivesse um ar de natural legalidade, era então passada uma ingénua certidão de óbito - muitas vezes em papel timbrado e selado com as armas de Portugal -, na qual se atestava que "...faleceu por fuzilamento um indivíduo do sexo masculino..."».

Rui Hortelão, Luís Sanches de Baêna e Abel Melo e Sousa («Alpoim Calvão, Honra e Dever. Uma quase Biografia»).

quarta-feira, 5 de maio de 2021

A Tradição.


Tradição: para uma estirpe dotada da vontade de voltar a situar a ênfase no âmbito do sangue, é palavra brava e bela. Que a pessoa singular não viva somente no espaço. Que seja, pelo contrário parte de uma comunidade pela qual deve viver e, sucedida a circunstância, sacrificar-se, esta é uma convicção que cada homem com sentimento de responsabilidade possui e que postula à sua maneira particular com os seus meios particulares. A pessoa singular não se encontra, no entanto, ligada a uma comunidade superior unicamente no espaço, mas, de uma forma mais significativa, ainda que invisível, também no tempo. O sangue dos antepassados está latente, fundido com o seu, ele vive dentro de reinos e vínculos que eles criaram, custearam e defenderam. Criar, custear e defender: esta é a obra que ele recebe das mãos daqueles e que deve transmitir com dignidade. O homem do presente representa o ardente ponto de apoio interposto entre o homem do passado e o homem do futuro. A vida relampeja como o rastilho incendiado que corre ao largo da mecha que ata, unidas, as gerações... queima-as, certamente, mas mantém-nas enlaçadas entre si, do princípio ao fim. Em breve também o homem presente será igualmente um homem do passado mas, para conferir-lhe calma e segurança, permanecerá a ideia de que as suas acções e gestos não desaparecerão com ele mas antes constituirão o terreno sobre o qual os vindouros, os herdeiros, se refugiarão com as suas armas e instrumentos."

Ernst Jünger
in "Die Tradition".

A Mentira que já vem de longe.




Profético, a um século de distância, confirma-se e mantém-se a passividade e o conformismo!!!

«É mentira a democracia, a liberdade, a fraternidade; é mentira o parlamentarismo, a independência dos poderes, a soberania nacional; é mentira a família pervertida pelo divórcio; é mentira a propriedade, assaltada por atributos arbitrários; é mentira a educação, inspirada nas campanhas nefastas de uma imprensa medíocre; é mentira a nossa riqueza, estagnada ou rotineira; é mentira a nossa ilustração feita de farrapos dessas doutrinas, ministrada por professores quase sempre — burocratas sem paixão pelo seu mister, inutilizando, assim, os esforços sadios de uma minoria por demais conhecida — a nossa ilustração que, em vez de técnica, é livresca, em vez de criar utilidades sociais, cria bacharéis decorativos.
Não me perguntem se ainda vamos a tempo de vencer a onda que se desencadeou. Não curo disso. Tratemos de, com tempo ou sem tempo, fazer frente à tempestade. Eu não sou obrigado a triunfar das minhas afirmações: mas sou obrigado a formulá-las, para que outros oiçam. Falo para os que estão comigo e para os que estão do outro lado — para que todos iniciem a acção construtiva, orgânica, positiva, absolutamente indispensável para o levantamento da Nação. Pode ser que, por tardia, ela nada consiga já. Mas temos a certeza de que continuando na orientação dominante — espera-nos a morte.»

Alfredo Pimenta
in «Novos Estudos Filosóficos e Críticos, 1935». 

terça-feira, 4 de maio de 2021

Hora de despertar.

 


Este país está a saque, será que este povinho ainda não se apercebeu que os políticos e as elites apenas se preocupam com questões economicistas, estão-se perfeitamente a borrifar para o lado humano, somos números, nada mais do que números!!!
Reparem então, hoje estamos cada vez mais limitados nas nossas liberdades e nos nossos direitos, apenas temos obrigações, somos hoje mero sustentáculo do sistema, temos direito a viver enquanto tivermos capacidade para trabalhar, para produzir, até ao dia em que nos acaba o prazo de validade, tempo em que poderíamos desfrutar do muito que contribuímos, mas esqueçam, hoje as coisas não são bem assim, hoje trabalhamos toda uma vida para quê, para beneficiar quem, já pensaram?
Pois eu respondo, apenas servimos para sustentar uma corja de parasitas, de entre os quais, a merda dos ciganos, dos refugiados, dos políticos, das fundações, mordomias sem fim para verdadeiros criminosos, em suma sustentamos toda a merda e ficamos esquecidos, ficamos abandonados e pior, somos condenados à morte.
Direitos, temos muitos, o sistema proporciona-nos uma vida plena de direitos, ou seja temos o direito de morrer à espera de uma consulta ou tratamento, temos o direito a dormir na rua, temos o direito a viver como indigentes, temos o direito a assistir ao um sistema de educação marxizante que se dedica a fazer das nossas crianças verdadeiros alienados, seres sem capacidade de reacção nem capacidade de pensamento. Temos direito a viver no limite, a contar os tostões para que consigamos sobreviver até ao fim do mês, temos direito a ser usados pelo sistema, pela cambada politica a seu bel prazer, somos hoje perfeitos escravos, perdemos tudo, retiraram-nos a propriedade, hoje nada possuímos, hoje pagamos uma renda daquilo que cremos ser nosso, hoje somos meras máquinas, unidades produtivas com um tempo de vida útil definido, essa é a verdade!!!
Falam de liberdade, falam de direitos, falam de desenvolvimento humano, na realidade estamos a andar em marcha atrás, estamos a perder rapidamente tudo aquilo que conquistámos nos últimos séculos, estamos hoje reduzidos a quase nada, liberdade de pensamento, liberdade para fazer escolhas, onde estão, hoje até estamos quase na obrigação de nos tornarmos aberrações, já nem sexualmente temos direito a fazer opções, o sistema bombardeia-nos com a aberração da homossexualidade com a promoção de tudo o que é aberração, pasme-se, já não nos bastava a promoção da pedofilia, agora já promovem o sexo com animais, estamos a caminho de quê, estamos a caminho do quê???
Estamos a assistir à merdificação da sociedade, a sociedade das aberrações, a sociedade dos alienados, a sociedade dos mentalmente deficientes, a sociedade dos empenados mentais...
Somos hoje apontados na rua pelo simples facto de sermos seres humanos de verdade, uns por serem hetero, outros por ainda terem espírito de família, outros porque simplesmente vivem ausentes da merda do mundo moderno e fazem uma vida em contacto e respeito pela natureza, enfim, vivemos hoje uma vida desumana, irreal, aberrante, e quanto a mim perfeitamente revoltante pela forma como somos induzidos, manipulados, oprimidos e reprimidos...
Ocorre-me uma frase batida...
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida, e tu vais ficar impávido e sereno à espera do fim, vais ficar imóvel a ver este mundo que poderia ser um paraíso desmoronar, vais ficar a ver os teus filhos e netos ser escravizados e reduzidos a mera escória humana, vais ficar a olhar enquanto o sistema te merdifica, é hora de pensar, pensar muito a sério, o futuro está nas tuas mãos, o tempo de despertar é agora!!!!

Alexandre Sarmento

Estamos vivos...500 mil!!!

 


Meus caros leitores e amigos.

Não poderia deixar de o fazer, ultrapassámos as 500 mil visualizações aos artigos deste blog, acho que não será demais dizer que é motivo de grande satisfação e orgulho, é o sinal que, ainda há gente desperta, gente com vontade de conhecer os meandros da história, gente que se preocupa com o futuro, e sobretudo, gente que sente orgulho em ser portuguesa, apesar das obscenidades a que temos assistido e vivido nas últimas décadas.

Este resultado é fruto de muitos anos a estudar, ou melhor, a investigar o nosso passado e as razões que nos trouxeram a este perfeito estado de calamidade, material, social e sobretudo mental. Há pormenores que até são compreensíveis quiçá devido aos ventos da história, tentativas vãs e impensadas de mudar a forma de estarmos no mundo, muito se falou de igualdade, direitos humanos, liberdade de expressão, mas apenas assistimos a um processo de escravização ou adoração pelo materialismo, nada mais.

O que sucedeu neste processo, foi exactamente o inverso, em vez de se pugnar por tratar o indivíduo enquanto parte de uma sociedade de forma igual, o sistema inverteu a situação e está a tentar tornar-nos todos iguais, o que de facto atenta contra a nossa condição humana, o que nos define é mesmo a diferença, é o sonho, é o querer mudar, mudar para melhor, utilizar a capacidade que é intrínseca dos humanos, ou assim deveria ser, a inteligência, o que de facto não está a acontecer.

Hoje estamos reféns de um sistema de ensino, que em vez de ensinar as nossas crianças e jovens a pensar de modo autónomo, apenas faz o papel de doutrinador, um instrumento subversor e castrador do livre pensamento, um ensino que não passas de uma brutal máquina de manipulação mental e intelectual, na prática o nosso sistema de ensino mais parece uma linha de montagem de seres alinhados com o politicamente correcto, autómatos pré-programados ao serviço do sistema.

Falam-nos de democracia, liberdade, direitos, mas na verdade nunca vivemos numa ditadura tão apertada, nunca fomos tão controlados, e nunca na história da humanidade se perderam tantos direitos, vivemos hoje a verdadeira utopia colectivista, vivemos hoje sem nos darmos conta num regime em tudo semelhante aos regimes vividos em tempos na URSS, RDA e de tantos outros países que viveram sob um regime comuno-socialista, portanto, não é difícil de entender para alguém que ainda faça uso de um cérebro, qual o futuro que se avizinha.

Estamos escravos da tecnologia, tecnologia essa que foi inventada para nos entreter, para nos desligar o cérebro e sobretudo para nos afastar uns dos outros, estamos a afastar-nos a uma velocidade alucinante de tudo aquilo que nos define e nos fez avançar como humanos, hoje vemos o abandono da família, do clã, da tribo, em benefício do culto do individualismo materialista, estamos escravos dos hábitos que o sistema nos incutiu para melhor nos dominar, poderei nomear as redes sociais, ou melhor, redes anti-sociais para a grande maioria, pois em vez de nos unir, de nos fazer trocar conhecimentos, de nos aproximar, assistimos a uma verdadeira feira de vaidades, é carro, são as férias, são as refeições sumptuosas e mais uma catrefada de porcarias que nem me vou dar ao trabalho de enumerar.

 está na hora de despertar, é hora de deixar para trás os vícios ou caraterísticas desta sociedade dita moderna ou avançada, pelo menos no que toca aos portugueses, na prática só evoluímos nos defeitos, a vaidade, a ostentação, a ignorância e sobretudo a inveja, infelizmente são estas as marcas, os traços de carácter do povo português actualmente, perdemos a espiritualidade de outrora, perdemos o respeito até por nós próprios, deixámos de amar o próximo e passámos a amar os bens materiais, tudo se inverteu, sonhamos com os bens materiais mas não nos queremos esforçar para os conquistar, somos uma sociedade amorfa e preguiçosa e desinteressada, amamos o dolce fare niente, estamos conformados com tudo aquilo que nos é imposto, amolecemos, perdemos capacidade de reivindicação, acho mesmo que estamos a viver uma sociedade de invertebrados, sem espinha dorsal e a caminho da acefalia.

E não me vou alongar mais, o texto já vai longo apesar e haver muito mais a dizer, mas a razão que me levou a escrever foi mesmo o agradecer aos amigos e leitores e já agora, e porque não, a todos aqueles que tal como eu procuram a verdade, procuram saber os meandros, os pormenores menos visíveis, os pormenores que muitas vezes nos fazem chegar mais próximo da verdade, verdade essa que bem sabemos tem sempre três faces, a minha visão dela, a vossa e a verdade verdadeira, aquela que sempre tenho buscado, parece um paradoxo, mas é exactamente isso que acontece, só a verdade nos poderá fazer voltar ao rumo certo. Verdade é consciência, e ser consciente é o encontrar o caminho para um mundo melhor, mais justo e mais humano, com o respeito pela diferença, seja a nível cultural, religioso, étnico ou mesmo espiritual, o mundo é um composto de diferenças, somos humanos, saibamos respeitar, saibamos ocupar o nosso espaço e, de preferência deixar marca positiva, usar o dom da vida para melhorar o mundo, deixar um mundo melhor do que aquele que encontrámos.

Espero que continuem a visitar este blog, podem dar dicas, emitir opinião, fazer as vossas críticas, contribuir para que aquilo que hoje é bom, amanhã venha a ser excelente.

Cumprimentos a todos, obrigado por tudo.

Alexandre Sarmento

A vergonhosa traição.

 


Fomos descobrir o mundo em caravelas e regressámos dele em traineiras.

A fanfarronice de uns, a incapacidade de outros e a irresponsabilidade de todos, deu este resultado: 

O fim sem grandeza de uma grande aventura.

Metade de Portugal a ser o remorso da outra metade.

Miguel Torga, sobre a vergonhosa descolonização.


segunda-feira, 3 de maio de 2021

Paradoxos...

 


Exactamente o oposto daquilo a que estamos habituados!!!

Nenhum político deve esperar que lhe agradeçam ou sequer lhe reconheçam o que faz; no fim de contas era ele quem devia agradecer pela ocasião que lhe ofereceram os outros homens de pôr em jogo as suas qualidades e de eliminar, se puder, os seus defeitos.

Agostinho da Silva

sábado, 1 de maio de 2021

O Muro da Vergonha.

 



CADEIA OU MURO DA VERGONHA?


«Por mim, acho que os responsáveis talvez não mereçam ser julgados e metidos na cadeia, porque isso lhes poderia dar a sensação de assim ter ficado reparado o seu crime de mutilação de 96 por cento da Pátria.

Será preferível a construção do muro da vergonha, a tapar os quatro grandes monumentos que na zona de Belém continuam a dar testemunho dos feitos heróicos dos Portugueses. Um muro a passar por fora do Mosteiro dos Jerónimos, da Torre de Belém, do Padrão dos Descobrimentos e da estátua de Afonso de Albuquerque.

Pelo lado de fora desse muro ficariam medalhões com as caras dos responsáveis pela entrega do Ultramar, à altura de uma cuspidela de repulsa de quem fosse visitar o local. E o muro deveria ter uma torre para do seu alto se verem aqueles quatro monumentos da antiga grandeza de Portugal.


Creio que esse Muro da Vergonha iria ter muito mais interesse turístico do que o Muro de Berlim, pois que muito mais espantoso é o crime que representa contra a Pátria - e até contra a Democracia, pois que os mesmos responsáveis fomentaram a criação de ditaduras sob o colonialismo russo.

Àqueles que os desculpam dizendo que só devem ficar sujeitos «ao futuro julgamento da História», é de objectar, por exemplo, que no final da II Guerra Mundial as vencedoras democracias não pensaram assim: trataram logo de julgar e condenar os alemães que consideraram responsáveis.

No nosso caso trata-se sobretudo de os milhões de vítimas do Ultramar e da Metrópole responsabilizarem os autores do mais vergonhoso e nefasto acontecimento de oito séculos da história de Portugal.

E isto é inadiável: ou cadeia, ou muro da vergonha com a cara deles!»

Amorim de Carvalho, in "O fim Histórico de Portugal".


Eu remato.

Em Portugal, traidores houve algumas vezes, demasiadas na minha opinião!!!

Alexandre Sarmento

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Educação ou doutrinação?

 


«Todos os sistemas oficiais de educação são sistemas para bombear os mesmos conhecimentos pelos mesmos métodos, para dentro de mentes radicalmente diferentes. Sendo as mentes organismos vivos e não caixotes do lixo, irredutivelmente dissimilares e não uniformes, os sistemas oficiais de educação não são como seria de esperar, particularmente afortunados. Que as esperanças dos educadores ardorosos da época democrática cheguem alguma vez a ser cumpridas parece extremamente duvidoso. Os grandes homens não podem fazer-se por encomenda por qualquer método de ensino por mais perfeito que seja. O máximo que podemos esperar fazer é ensinar todo o indivíduo a atingir todas as suas potencialidades e tornar-se completamente ele próprio...».

Aldous Huxley («Proper Studies»). 

O PCP e a Pide no caso Humberto Delgado!!!

  «Antes do "25 de Abril" um livro incómodo era silenciado por um organismo de repressão chamado "Comissão de Censura". ...