O português sai de casa e vai comprar o combustível mais caro que alguma vez já comprou à GALP, e pelo caminho ouve na rádio que a mesma GALP acaba de apresentar lucros de 812 milhões de euros, uma subida de 40% face ao período homólogo do ano passado.
Depois vai ao Continente e constata que, do pão à escova de dentes, está tudo muito mais caro, e de passagem lê na banca dos jornais que a dona do mesmo Continente acaba de apresentar lucros de 123 milhões, uma subida de 20,5% face ao período homólogo do ano anterior.
Ao usar usar o cartão de crédito para pagar uma refeição, verifica que a taxa de juro do mesmo já aumentou duas vezes no espaço de um ano, e vê no rodapé do telejornal que os cinco maiores bancos tiveram proveitos de 2.519 milhões de euros, um número irrisório.
Depois passa numa papelaria para comprar uma resma de papel para os trabalhos do filho e vê na banca que a Navigator somou lucros de 144,7 milhões de euros.
Em seguida, pega no telemóvel e lê uma mensagem de alerta de fim de plafond de dados móveis, e ouve na rádio que a NOS lucrou 245,9 milhões e a Sonaecom 51,6 milhões.
Cansado de mais um dia como tantos outros, de canseiras, gastos e sacrifícios, volta a casa já noite. Cruza-se com o vizinho que está sempre sorridente e, depois de pousar as chaves, lê os três dígitos à esquerda da vírgula da factura da EDP que acabou de tirar do correio. Liga a televisão e vê a notícia de que a EDP acaba de anunciar lucros de 1.150 milhões de euros uma subida de 44% face ao ano transato.
As perguntas que se impõem são:
O rendimento da grande maioria das famílias é suficientes para usufruírem de uma vida digna?
Por que razão os salários não acompanharam o aumento do custo de vida?
Quem consegue viver num grande centro e pagar uma renda de casa a valores absolutamente pornográficos e desfasados da realidade portuguesa?
Por que razão os nossos governantes não impõem limites aos preços dos bens de consumo praticados neste país, note-se que no passado assim acontecia, mas segundo dizem vivíamos num regime fascista?
Já fizeram bem as contas em relação à carga fiscal efectiva neste país?
Já pensaram que estamos à mercê de um Estado Totalitário, um Estado Ladrão, um verdadeiro estado comuno-socialista que não nos reconhece direitos individuais, o direito de propriedade em especial, pagamos o sol e o ar que respiramos, pagamos tudo e sem direito a reclamar. Vou fazer aqui menção ao povo de Barroso, região de Montalegre e Boticas, o melhor exemplo actual do que é o abuso de poder por parte do Estado, o Estado passou por cima das questões ambientais, passou por cima da vontade das populações, negociou riquezas do subsolo sem ter em atenção o direito dos cidadãos e de covarde entregou a empresas estrangeiras um vasto território que no fim de esgotado dos seus recursos não será mais do que um deserto desprovido de vida, com os aquíferos contaminados ad aeternum por metais pesados, um território que hoje é um santuário da natureza que em breve e se não houver uma acção popular enérgica será em breve transformado numa espécie de cenário pós apocalíptico.

Estamos a ser governados por traidores, vigaristas, vendedores de banha da cobra, que, por baixo da máscara do servir o país, nos vão condenando a um futuro inglório e de difícil sobrevivência, um bando de incompetentes que ao mesmo tempo que destrói o país vai engordando o seu já vasto património e mordomias. Portugal já não é um país, Portugal é hoje um feudo da cambada dos partidos políticos, partidos políticos são empresas detidas por lojas maçónicas e outras agremiações criminosas que fazem corar de vergonha a verdadeira Máfia, tal a falta de valores e a forma covarde e ilícita como se beneficiam. Esqueçam, o descarregar de um papel numa urna é uma ilusão, a cambada que governa este país vai alternando no poder para dar uma ideia de escolha ao eleitor, nada mais falso, é tudo um jogo combinado, percam as ilusões, regressem à base da civilização, escolham a via do comunitarismo, regressem a um passado menos individualista e menos consumista. está na hora de exigir o nosso Portugal e volta, está na hora de dizer basta, está na hora de mostrar quem somos e o que queremos, estamos fartos de ser enganados e roubados, estamos fartos de discursos demagógicos e do circo milionário, o circo que custa milhões a quem conta tostões, fartos de parasitas dos cofres públicos e também fartos de uma Justiça forte com os fracos e fraca com os fortes. Os exemplos são mais do que muitos, o Salgado, o Sócrates, o Berardo e milhares de exemplos revoltantes da impunidade reinante neste país!!!
Portugal está a ser queimado e os portugueses a serem vilipendiados por verdadeiros criminosos de colarinho branco, a continuar, não tarda e estaremos todos a viver debaixo da ponte e a comer da sopa dos pobres, isto se aqueles que nos condenaram à indigência forem benevolentes!!!
Como disse em tempos um grande Senhor, um Grande Português, o Professor Hermano Saraiva;
"Nós nunca fomos muitos, mas enquanto soubemos ser todos, fomos sempre os bastantes."
Uma civilização que renuncia à possibilidade de recorrer à violência nos seus pensamentos e acções destrói-se a si mesma. Transforma-se num rebanho de carneiros a degolar pelo primeiro que passe. O mesmo acontece com os homens.
Alexandre Sarmento

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