Sobre o 25 de Abril, disse Marcello Caetano, último presidente do conselho do anterior regime, deposto pelas armas no golpe militar de há 52 anos:
“Sem o Ultramar estamos reduzidos à indigência, ou seja, à caridade das nações ricas, pelo que é ridículo continuar a falar de independência nacional. Para uma nação que estava em vésperas de se transformar numa Suíça, a revolução foi o princípio do fim. Restam-nos o Sol, o Turismo, a pobreza crónica e as divisas da emigração, mas só enquanto durarem.
"As matérias-primas vamos agora adquiri-las às potências que delas se apossaram, ao preço que os lautos vendedores houverem por bem fixar.
"Tal é o preço por que os Portugueses terão de pagar as suas ilusões de liberdade."
pág. 208 do livro de Joaquim Veríssimo Serrão, "Marcello Caetano, Confidências no Exílio", Verbo, 1985
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