quinta-feira, 23 de julho de 2020

Salazar, o Ultramar Português e a O.N.U.



«Há porém as outras grandes Províncias de África, dotadas, pela sua extensão, população e riquezas, de muito maiores possibilidades. Estas possibilidades não significam que estejam isentas de graves crises, que não seja o Estado a facultar-lhes os meios para o fomento ou que não tenha o Tesouro de acudir-lhes com fundos e empréstimos gratuitos para as equilibrar financeiramente. Mas porque a sua grandeza as torna especialmente cobiçadas, ocupamo-nos delas à parte e temos de fazer referência aos vários aspectos que mais possam interessar-nos hoje.

lourenco marques 1970.mpg - YouTube

As diatribes lançadas de altas tribunas por pessoas responsáveis contra a obra colonizadora portuguesa, à parte o que se deve a atitudes emocionais e interesses inconfessados, assentam seguramente no desconhecimento do que sejam Angola e Moçambique. Algumas responsabilidades nos caberão no facto, a nós que, absorvidos no nosso trabalho, as não apresentamos devidamente ao mundo. A ignorância parece generalizada, tantos são os que falam como se elas se encontrassem como em quatrocentos, abandonadas à incapacidade de seus naturais.

Em contrapartida, as pessoas que as visitam sem preconceitos admiram-se da floração e beleza das cidades e das vilas, do progresso das explorações agrícolas, das realizações industriais, do ritmo da construção, dos característicos aspectos da vida social.

Não vou ocupar-me do estado económico e social das suas Províncias, mas estou a olhar para umas estatísticas oficiais estrangeiras, algumas da ONU, e respigo ao acaso algumas indicações. Ponho de lado a África do Sul onde nascem ouro e diamantes e onde a massa branca numerosa pôde dar aos territórios um desenvolvimento sem comparação no Continente. Mas vejo, por exemplo, o número de edifícios construídos nalguns territórios de África: Angola encontra-se largamente à cabeça da antiga África Ocidental Francesa, do Quénia, do Tanganica, de Uganda. O número de metros quadrados de área coberta construída por mil habitantes foi em Angola em 1959 de 76,8 contra 6,3 ou 51,3 ou 14,2 ou 17,8 nas outras regiões citadas.

beira 1970.mpg - YouTube

Em quilómetros de via férrea por mil quilómetros quadrados de superfície, Moçambique é igual ao Ghana e só é suplantado pela Serra Leoa, o Togo, o Daomé, todos de diminuta superfície; Angola, iguala o antigo Congo Belga e tem abaixo de si os Camarões, as antigas África Equatorial e África Ocidental Francesas e Madagáscar. Quanto a veículos (locomotivas, carruagens e vagões) Moçambique só é excedida pela Federação das Rodésias, pelo Ghana, pela África Oriental Britânica; Angola está em bom lugar quando por seu turno a comparamos com os outros territórios ao sul do Saará.

Relativamente a potência instalada e a energia produzida, por habitante, embora com representação honrosa, pois que em 57 superámos a Federação da Nigéria, estamos largamente ultrapassados pela Federação das Rodésias, pelo Congo ex-Belga e pelos Camarões ex-franceses; mas é de notar que tanto em Angola como em Moçambique as cifras duplicaram, pelo menos, de 1957 para cá e depois da conclusão de Cambambe os nossos números serão muito mais favoráveis ainda.

Nas costas ocidental e oriental de África, em qualidade de instalações fixas e apetrechamento, os grandes portos de Angola - Luanda e Lobito - e de Moçambique - Lourenço Marques e Beira - ombreiam com os melhores daquele Continente. Em tráfego, de entre os portos de África do Sul do Saará, da Mauritânia pelo Cabo até ao Sudão, Lourenço Marques só é ultrapassado por Durban, e a Beira por estes dois e pelo Cabo.

Hotel Tivoli onde estava o café Djambu | Lourenço marques ...

Em questões de saúde somos os precursores em África das campanhas de acção sanitária e fomos de igual modo os precursores da assistência materno-infantil. Não vou cansar dando nota aliás impressionante dos nossos estabelecimentos hospitalares nas províncias de África, mas apresentarei alguns números fornecidos pela Organização Mundial da Saúde relativamente à lepra em vários territórios africanos: assim Moçambique, com 5.647.000 habitantes tem 80 mil gafos e em tratamento para cima de 60 mil; o Tanganica, para uma população de 8.800.000 habitantes, tem 100 mil gafos e em tratamento apenas 34 mil; Ghana tem em 4.200.000 habitantes 50 mil gafos e em tratamento 26 mil; o Quénia para uma população de 6.250.000 habitantes tem 25 mil gafos mas só 350 em tratamento; a Nigéria para uma população de 25 milhões de habitantes tem 540 mil gafos e em tratamento apenas metade ou seja precisamente 274.790, etc. Daqui se deduz que a percentagem dos doentes tratados é muito superior em Moçambique à dos territórios que indiquei.

E apesar de tudo não podemos considerar-nos satisfeitos. A vastidão dos territórios por si própria sugere empreendimentos sem conta e arrisca-se mesmo a fazer perder a muitos o sentido das proporções e das possibilidades materiais ou humanas para que se possam realizar, em curto prazo. Em todo o caso, em face do exame imparcial de muitos problemas, parece-me que dois ou três devem ser destacados e receber, em primeira prioridade, impulso mais decisivo para a sua solução. Refiro-me especialmente ao sistema de comunicações, à multiplicação de escolas primárias e técnicas, à maior divulgação de postos ou serviços sanitários.

Diamantes, doença e saúde em Angola | História, Ciências, Saúde ...

As estradas devem considerar-se naqueles territórios o mais forte veículo do progresso. Podendo circular, os homens fazem por si muito do restante. Com a saúde teremos aumentado o bem-estar das gentes e a sua capacidade produtora. Os naturais mostram-se sedentos de instrução, porque nela vêem o meio de valorizar-se, de melhoria económica e mesmo de ascensão política. Há que matar-lhes a sede, sem esquecer equilibrar as escolas nos graus médios e superiores com o desenvolvimento económico geral, sob pena de criar-se perigosamente um proletariado intelectual, dado à agitação pelo desemprego e à política pela ambição. Se não fora ter-nos sido imposto o esforço de debelar o terrorismo, nós devíamos dedicar-nos àquele programa, como o de maior rendimento para as Províncias Ultramarinas. Nas actuais circunstâncias porém só com suprimentos externos o poderemos fazer.

Estas são coisas materiais que têm muita importância mas não deviam ser tomadas por decisivas, porque numa sociedade de homens o que acima de tudo importa é o tipo de relações humanas. A maneira de ser portuguesa, os princípios morais que presidiram aos descobrimentos e à colonização fizeram que em todo o território nacional seja desconhecida qualquer forma de discriminação e se hajam constituído sociedades plurirraciais, impregnadas do espírito de convivência amigável, e só por isso pacíficas. A integração política não derivaria de uma assimilação completa, mas sobretudo da confraternização estabelecida sem distinção de credos ou de cores, e da criação de uma consciência de nação e de pátria comum, naturalmente mais vasta que o pequeno horizonte em que os indivíduos e as suas tribos podiam mover-se.

Saudades e muita emoção | Minha Victoria

Ora é facto indesmentível e de observação corrente a existência em Angola e Moçambique de uma comunidade de raças vivendo em perfeita harmonia e compreensão, sem mais diferenças na vida pública ou privada que as que nas outras sociedades são marcadas pela diversidade de níveis económicos e de aptidões pessoais. De muito longe compreendemos que, só nestas condições, o branco pouco numeroso em relação ao negro e ao mestiço, podia, excluída a sujeição violenta, exercer a acção que lhe competia, dirigir o trabalho da comunidade, criar trabalho pelos investimentos que não estão ao alcance da massa, elevar esta ao seu próprio nível de civilização.

Nestas circunstâncias parece inútil discutir se é possível uma sociedade plurirracial, pois que existe, e nada demonstra mais cabalmente a possibilidade do que ser. Mas serão de discutir as formas de coexistência? Teoricamente, sim, mas como se trata já de factos e de situações estabelecidas, a melhor luz a que pode examinar-se a questão é ver as consequências a que levaria a destruição daquelas.


Os novos Estados africanos discriminam contra o branco, e isso o podem fazer nos territórios em que a obra colonizadora obedeceu a moldes diferentes e o branco, se trabalhava para viver, não estava instalado para ficar. Ora nós estamos precisamente no limite do racismo negro que vem estendendo-se até ao Zaire e que pelo Tanganica e pela Niassalândia atinge o Norte e Noroeste de Moçambique. Esse racismo negro tem-se revelado de tal modo violento e exclusivista que as sociedades mistas existentes ao sul se lhe não podem confiar. Pode-se, matando ou expulsando o branco, eliminar o problema, mas este não o pode resolver o racismo, se o branco, porque tem ao menos os mesmos títulos e goza de pelo menos igual legitimidade, pretende ficar naquela terra que é também a sua.

Nova Lisboa - Huambo em 1970 - YouTube

Pouco importa que alguns sorriam da nossa estrutura constitucional que admite províncias tão grandes como Estados e Estados tão pequenos como províncias, e se entretenham a pôr em dúvida soberanias, aliás indiscutíveis, ou a menosprezar civilização e cultura incontestavelmente superiores, ou a desconhecer necessidades de defesa ligadas a territórios sob a autoridade ocidental. O grande problema subsiste, resultante da instalação definitiva da população branca e do facto de se encontrar nas suas mãos quase exclusivamente a direcção do trabalho, o financiamento das empresas, a administração do bem público. Esta, sim, esta é uma questão que merece a atenção de estadistas e não duvido de que, se nela atentassem, não mais nos estorvariam de encaminhar um problema que, nos nossos territórios, só nós, pelos nossos métodos, somos capazes de resolver.

As fórmulas políticas, quaisquer que sejam, não podem desconhecer as circunstâncias de facto que aí ficam apontadas. Estamos em face de sociedades, em evolução forçosamente lenta, que eu creio há o maior interesse em salvar e fazer progredir. Elas apoiam-se moralmente no princípio da igualdade racial mas política e juridicamente não podem abstrair, para defesa própria e garantia de progresso, da diferença de méritos individuais. Para que estes princípios funcionem sem a indevida sujeição de grandes massas ao escol branco ou preto, é necessário que estejam garantidas a todos as mesmas possibilidades de acesso económico ou cultural. Ou a não discriminação está presente em toda a acção pública e privada, ou o edifício ruirá. Por outro lado sem se atingir um grau elevado de homogeneidade, fisiológica ou moral, das populações, a construção não poderá manter-se sem o apoio que há-de assegurar a genuinidade dos princípios e a vida da comunidade no equilíbrio que presidiu à sua própria formação.

Ouço às vezes falar de soluções políticas, diferentes da nossa solução constitucional e possivelmente inteligíveis em séculos vindouros. Não desperdicemos tempo a apreciá-las, porque o essencial agora é o presente e o presente é tão simples como isto: o que seria de Angola na actual crise, se Angola não fosse Portugal?

Isto vem a dizer que a estrutura actual da Nação portuguesa é apta a salvar de um irredentismo suicida as parcelas que a constituem e que outra qualquer as poria em risco de perder-se não só para nós mas para a civilização.

Largo da Mutamba - Luanda 1974. | Luanda, Angola, Moçambique

A estrutura constitucional não tem aliás nada que ver, como já uma vez notei, com as mais profundas reformas administrativas, no sentido de maiores autonomias ou descentralizações, nem com a organização e competência dos poderes locais, nem com a maior ou menor interferência dos indivíduos na constituição e funcionamento dos orgãos da Administração, nem com a participação de uns ou outros na formação dos orgãos de soberania, nem com as alterações profundas que tencionamos introduzir no regime do indigenato. Só tem que ver com a natureza e a solidez dos laços que fazem das várias parcelas o Todo nacional.

Abusei demasiado da vossa paciência mas vou terminar já.

Deve ter-se notado que me ocupei do que era essencial na atitude da ONU para connosco mas não do teor das suas deliberações. Achei que não valia a pena. Toda a gente terá reparado no que aquelas contêm de abusivo em relação aos termos expressos da Carta e falho de razão em relação aos factos e ao comportamento que perante eles deve ter um governo responsável.

A insistência em menosprezar o princípio fundamental da não intervenção nos assuntos internos dos Estados membros mereceu tais reparos e causa tais apreensões aos que ainda depositam alguma confiança no futuro da Organização que é de prever esta venha a alterar a sua conduta, no caso de desejar sobreviver.

O convite às autoridades portuguesas para cessarem imediatamente as medidas de repressão é uma atitude, digamos, teatral do Conselho de Segurança e que ele não tem a menor esperança de ver atendida, tão gravemente ofende os deveres de um Estado soberano. Desde os meados de Março não acharam nem o Conselho nem a Assembleia oportunidade para ordenar aos terroristas que cessassem os seus morticínios e depredações, e tantos dos seus membros o podiam ter feito com autoridade e eficácia. Mas quando intervém a autoridade cuja obrigação é garantir a vida, o trabalho e os bens de toda a população, essa obrigação ou primeiro dever do Estado não haverá de ser cumprido, porque é necessário que os terroristas continuem impunemente a sua missão de extermínio e de regresso à vida selvagem.

Largo da Mutamba, em Luanda, numa foto de Mário Silva de 1972 ...

A consideração de que a situação em Angola é susceptível de se tornar uma ameaça para a paz e para a segurança internacionais, essa, sim, pode ter algum fundamento, mas só na medida em que alguns dos votantes se decidam a passar do auxílio político e financeiro que estão dando, para o auxílio directo com as suas próprias forças contra Portugal em Angola. Tudo começa a estar tão do avesso no mundo que os que agridem são beneméritos, os que se defendem são criminosos, e os Estados, cônscios dos seus deveres, que se limitam a assegurar a ordem nos seus territórios são incriminados pelos mesmos que estão na base da desordem que ali lavra. Não. Não levemos ao trágico estes excessos: a Assembleia das Nações Unidas funciona como multidão que é e portanto dentro daquelas leis psicológicas e daquele ambiente emocional a que estão sujeitas todas as multidões. Nestes termos é-me difícil prever se o seu comportamento se modificará para bem ou não agravará ainda para pior. Se porém virmos este sinal no céu de Nova Iorque, é meu convencimento que estão para breve catástrofes e o total descalabro da Instituição.

Muitas pessoas, em face dos votos contrários a Portugal e das abstenções, inferem do seu número um isolamento perigoso para o nosso país no convívio internacional. Espero que não nos intimidemos os que estamos seguros de ter razão e estamos convencidos de poder demonstrá-la. A vida internacional não é toda feita na ONU e os votos são mais o resultado de um processo competitivo que ali se estabeleceu do que a expressão de um juízo válido sobre questões internacionais ou ultramarinas. Verifica-se – é certo isso – em muitos países como que uma onda de pânico e de intimidação, correlativa da falta de fé nos princípios, que continuo a considerar válidos, da civilização ocidental. Agora quem parece ter razão são os Estados afro-asiáticos. Mas com um pouco de coragem da nossa parte, eles acabariam por compreender que há limites a não ultrapassar.

Embora sob a acção de uma intensa campanha de difamação internacional, muito bem dirigida pela Rússia comunista que aliás nos obsequiou declarando a sua posição, vemos que a mesma não conseguiu obscurecer muitas das melhores inteligências nem arrastar consigo a opinião dos países representados. Veja-se, por exemplo, como tem reagido o escol intelectual do Brasil, em face do ataque a Angola, a província africana que, por várias vicissitudes da história comum, quase considera como fazendo parte do seu património moral. Veja-se, por exemplo, se a Espanha que nesta crise nos tem acompanhado momento a momento com a vivacidade do seu temperamento e o fervor da sua afeição fraternal, veja-se se ela não compreende bem que o ataque a Portugal foi apenas o aproveitar de uma oportunidade e tanto podia ser contra nós como contra ela, ou será uma vez contra ela e outra contra nós. Até que os europeus compreendam, contra este sudoeste da Europa continuarão a desferir-se golpes sob todos os pretextos, porque é necessário fazê-lo ruir para cair tudo o mais.

Patrick Gautrat: ″No balanço dos ditadores, Franco era o ...

Sejam quais forem as dificuldades que se nos deparem no nosso caminho e os sacrifícios que se nos imponham para vencê-las, não vejo outra atitude que não seja a decisão de continuar. Esta decisão é imperativo da consciência nacional que eu sinto em uníssono com os encarregados de defender lá longe pelas armas a terra da Pátria. Esta decisão é-nos imposta por todos quantos, brancos, pretos ou mestiços, mourejando, lutando, morrendo ou vendo espedaçar os seus, autenticam pelo seu mesmo martírio que Angola é terra de Portugal».

Oliveira Salazar («O Ultramar Português e a O.N.U.», 1961).



A INTRODUÇÃO DAS REDES DE TELEMÓVEL DE 5ª GERAÇÃO (5G) E OS PERIGOS ASSOCIADOS







Nos últimos anos, temos assistido por todo o lado a uma propaganda maciça tendente a forçar a aceitação das redes de telemóvel 5G como facto inevitável. Que é “melhor do que tudo existente até agora”, que é “moderno” e “tecnológico” (termos empregues amiúde na política e na publicidade para forçarem a aceitação de conceitos ou produtos às massas), etc.
Por outro lado, aparecem os arautos da desgraça e do alarmismo a brandirem argumentos catastrofistas acerca dos perigos – reais, mas muito exagerados, como habitualmente nestes alarmistas – de tal tecnologia e da sua implementação.
Mas será bem assim? Onde estará a verdade?
Em primeiro lugar, consideremos a actual plataforma de rede de banda larga para telemóveis de quarta geração (4G). Esta permite-nos transmitir voz e dados mais rapidamente do que a anterior, de 3G, e de tudo o que a precedeu. Serve perfeitamente para as utilizações actuais. Mas a indústria – e os mega-negócios a ela associados – pretende ampliar o conceito para acomodar uma Internet das Coisas (por oposição a uma Internet das Pessoas), ou seja, uma Internet que permita conectar todos os objectos (coisas, desde casas, carros, electrodomésticos, e todos os objectos do quotidiano equipados com chips RFID e capazes de serem identificados e conectados à rede), permitindo que os objectos do quotidiano possam ser identificados e controlados por outros sistemas e equipamentos, e não por pessoas.
Poderá ser prático num mundo globalizado, mas adivinha-se como o prenúncio de um pesadelo orwelliano, de controlo centralizado e sem rosto.
PROBLEMAS E (OUTROS) PERIGOS
E, é claro, para isso ser incorporado numa plataforma de rede de telecomunicações, esta terá de ser muito mais complexa e abrangente, com tempos de resposta (latência) muito menores, e eficiência de transmissão de dados muito mais elevada. É assim que aparece a 5ª Geração, ou 5G.


Isto é conseguido seccionando os dados em pequenos pacotes, permitindo uma transmissão muito mais rápida. Enquanto que as redes de 4G têm um tempo de latência de cerca de 50 milissegundos, as de 5G reduzem esse tempo a um mero milissegundo. O ser humano não notará a diferença, mas isso permite às máquinas uma transmissão quase totalmente fluída. Ou seja, a tecnologia 5G foi criada tendo em vista as necessidades das máquinas, e não as das pessoas. (de acordo com o jornalista canadiano Jody McCutcheon).
Ora, para se conseguirem maiores velocidades de transmissão e processamento, é necessário aumentar (ainda mais) a largura da banda e aumentar as frequências de transmissão. Contudo, as actuais faixas de espectro de frequências estão praticamente saturadas. A solução encontrada para obviar este problema é usar faixas de espectro de ondas milimétricas de altíssimas frequências (MMWs, ou Millimiter Waves), entre os 30GHz e os 300GHz, entre 1mm e 1cm de comprimento de onda, caindo bem dentro do campo das micro-ondas…
Este tipo de plataforma de 5G também necessita de utilizar gamas de frequências médias e baixas, actualmente em uso por outras redes, como a TDT (Televisão Digital Terrestre), forçando a sua migração para outras faixas do espectro. Assim, por exemplo, no passado mês de Novembro, essa migração “arrancou no emissor Odivelas Centro, em Lisboa, avançando depois para o resto do país” (segundo Fátima Caçador, no SapoTek), libertando a faixa do espectro dos 700MHz, que irá ser usada pelo 5G, obrigando a que todas as televisões que estejam sintonizadas nestas frequências “ tenham de ser resintonizados, passando do canal 56 para o 35.”
Acresce outro problema técnico, devido ao facto de as gamas de altas frequências milimétricas (MMWs) não terem tanto alcance como as das redes 4G ou das 3G, ou seja, a cobertura das antenas decresce com a largura de banda (ver figura): NOTA: As figuras estão na ordem da menção respectiva no texto.
Além disso, têm dificuldade em atravessar paredes de edifícios (felizmente!) e são absorvidas pela vegetação – principalmente por árvores frondosas - e pela humidade atmosférica, com especial relevo para a chuva, sofrendo interferências e perda de sinal. Daí se podendo especular (com boa dose de certeza) acerca da sanha disseminada nas nossas cidades e vilas em cortar árvores nas ruas, avenidas e jardins, para já não falarmos dos incêndios florestais.


Assim, dadas as limitações de cobertura e as impostas pelas interferências naturais, as redes de 5G não poderão usar as grandes antenas da 4G, espaçadas centenas ou milhares de metros, mas terão sim de recorrer a muitas (centenas ou milhares, por localidade) pequenas antenas retransmissoras, espaçadas poucas dezenas de metros, muitas vezes incorporadas em postes de iluminação pública, ou de distribuição de energia.
Embora estas pequenas antenas 5G emitam descargas de radiofrequência com potências bem inferiores às das grandes antenas de 4G, essas descargas são de frequências muito mais elevadas do que as da anterior geração, acresce o número muito superior de antenas emissoras de 5G e a sua localização a um nível muito mais baixo, entre dois a cinco metros do solo. Citando de novo o jornalista Jody McCutcheon, “se pudéssemos ver a radiação emitida pelas antenas de 5G, esta formaria um nevoeiro denso, omnipresente e permanente.”
Ora diz-se que as frequências utilizadas, do 4G ao 5G, não serão nocivas à saúde, por não serem ionizantes, como, por exemplo, os raios Gama ou os raios X. Contudo, como micro-ondas, as radiações dos telemóveis (e ainda mais, das torres de retransmissão), aquecem os tecidos celulares, como os fornos micro-ondas o fazem. E quem anda com os telemóveis constantemente ao ouvido, arrisca-se a problemas de saúde a médio e a longo prazo.
Com a miríade de antenas 5G a instalar, junto das nossas casas e locais de trabalho, cada uma delas emitindo em bandas de alta frequência, receberíamos em permanência uma radiação semelhante às dos scanners de bagagem de um aeroporto. Isto porque a plataforma tecnológica de 5G implica a transmissão de um muito maior número de sinais através do espectro de alta frequência. E as apreensões quanto a efeitos muito nefastos na saúde pública não são de modo algum infundadas…

Did 5G tests kill 297 birds in Netherlands? – Swachh Social Media ...

Curiosamente, um dos efeitos mais preocupantes da radiação de ondas milimétricas de alta frequência (MMWs) é sobre a pele. Um estudo do Dr Yael Stein, da Universidade Hebraica de Jerusalém, que constatou que 90% deste tipo de radiação é absorvida pela epiderme e pela derme, fazendo da pele como uma esponja para este tipo de radiação de micro-ondas.
Além disso, continuando a citar o jornalista Jody McCutcheon, no seu artigo acerca dos problemas das redes 5G, as radiações MMW podem induzir um “disparo” nos nossos receptores de dor, que as tomam como estímulos perigosos para o nosso organismo, tentando assim forçar-nos a afastarmo-nos delas. E veja-se que o Departamento de Defesa dos EUA utiliza há mais de uma década uma arma de energia dirigida (DEW) de controlo de multidões, designada por “Active Denial System”, que consiste em dirigir radiação MMW para as multidões a dispersar, dando-lhes a sensação de queimadura da pele.
Usaram-na no rescaldo do ciclone Katrina, na Nova Orleães de 2005, tendo, numa entrevista, uma porta-voz do FEMA mostrado as antenas previamente instaladas e dizendo que as emissões poderiam ir da sensação de queimadura ligeira à desorientação e à dor…
E a plataforma 5G utiliza esse tipo de radiação…
Para terminar, muitos estudos recentes demonstram que a permanência por diversas horas diárias a campos de radiação electromagnética nas faixas de espectro da 5G induz lesões e graves problemas de saúde em animais, insectos (abelhas, sobretudo) e plantas…
Será que estamos prontos a ceder o nosso bem-estar e a nossa saúde (assim como a dos animais, insectos e plantas) em troca de “gadgets” de um pretenso “progresso”, que tem mais de ilusório, inútil e rentável para vários grandes negócios do que realmente útil?
Meditemos um pouco acerca disto, antes de mergulharmos de cabeça em mais uma aventura que nos apresentam como “inevitável”.

Carlos Peres Sebastião e Silva
Cascais, 12/12/2019

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Como se fabricou a direita pós 25/4!!!


«Veio de longe e traz-nos novas de amigos distantes. A meio da conversa, cita uma frase de Lenine. Mais ou menos isto: “Sempre que se faz uma revolução, devemos ser nós a organizar a direita antes que a direita se organize a si própria”.

Morte de Freitas do Amaral marca o penúltimo dia de campanha

Logo me lembro de, há anos, Henrique Ruas me haver contado de como o convocaram para ir à “Cova da Moura”, nos primeiros tempos da revolução comuno-socialista, quando Spínola era o dócil Presidente da República. Henrique Ruas compareceu, foi conduzido a uma sala onde já se encontravam umas tantas pessoas que, como ele, não sabiam para que ali tinham sido convocadas. Esperaram. Entrou um oficial do MFA, um coronel, Vasco Gonçalves, que se tornaria em breve famoso como Chefe do Governo comunista de 1976/77. Sobraçava um grosso “dossier”, sentou-se a uma mesa e informou os presentes de que, estando instaurado o regime democrático, não havendo democracia sem Partidos Políticos e apenas se encontrando organizados os Partidos Socialista e Comunista, eles haviam sido escolhidos como as personalidades mais capazes para organizar os Partidos que ainda não existiam. Ao ouvir isto, o Sr. Freitas do Amaral levantou-se: “Nesse caso, não estou aqui a fazer nada”. Logo, Vasco Gonçalves o obrigou a ficar: “O Sr. Professor é a pessoa escolhida para organizar o Partido da Direita”. Assim nasceu o CDS. E assim a “direita” chegou ao estado em que hoje se encontra. Lenine bem sabia...

Nota: Depois de publicado este texto no “Diário do Minho”, o semanário “Expresso” elaborou, com elementos fornecidos pelo biografado, uma biografia de Freitas do Amaral. Aí se descreve o que nós descrevemos mas trocando o comunista Vasco Gonçalves pelo comunista Vítor Crespo e colocando-o, decerto para atribuir mais solenidade à carreira do biografado, no centro de um grupo de membros do Conselho da Revolução, organismo que esteve ao serviço do comunismo. A correcção é, deste modo, apenas formal. Nada de essencial altera».

Orlando Vitorino («O processo das Presidenciais 86»).

terça-feira, 21 de julho de 2020

O lado ocultado da Corrupção dos Cravos!!!



A vergonhosa traição e venda dos territórios ultramarinos a interesses hostis à nação portuguesa e à própria humanidade, acto bárbaro que reprovo veementemente!!!
Aqui ficam mais alguns pormenores sobre esse processo, e onde se pode comprovar que socialistas e comunistas em Portugal sempre foram as duas faces de uma mesma moeda...

«Nos princípios de 1973 ter-se-ia realizado, em Paris, uma conferência convocada pelo Partido Comunista onde, elementos heterogéneos da esquerda portuguesa, se comprometeram a levar a cabo uma revolta em Portugal, o mais tardar até 1975. Estiveram presentes, além do PCP convocante, a Acção Socialista Portuguesa, uma dezena de militares, católicos progressistas e representantes da maçonaria. Não era a primeira conferência ali realizada, com maior ou menor participação das chamadas esquerdas oposicionistas e mesmo simples descontentes. Mas o facto do PC russo ter enviado uma pequena delegação com instruções claras e poderes precisos para assumir compromissos financeiros, conferia-lhe particular importância.

A revista Faits et Idées que a chamada 'Frente Portuguesa de Libertação' publicava em França, afirmou em Agosto de 1976 que, nessa conferência - para a qual teria sido convidada - fora decidido o reforço da infiltração marxista nas forças militares portuguesas e elaborado um plano para intensificação do terrorismo nas províncias africanas. O sucesso da revolução implicaria a instalação na Metrópole de um regime 'democrático a caminho do socialismo' que poria termo à 'guerra colonial'. A independência da Guiné, Angola e Moçambique seria concedida aos movimentos terroristas de obediência comunista, sem condições políticas e económicas nem indemnizações. Os colonos deveriam ser repatriados a expensas de Portugal.

Embora nos meios políticos afectos à esquerda a conferência de Paris tivesse tido ampla repercussão, a sua realização e o clausulado suscitaram interrogações a que nunca foi dada resposta convincente.
PressReader - Edição Público Porto: 2017-01-08 - Soares, o homem ...

Em primeiro lugar para quê uma conferência em Paris entre os PCs soviético e português? A linha de conduta dos comunistas portugueses foi sempre, fora de questão - mais na altura, se possível, do que hoje - fixada autoritariamente pelo Kremlin; a Acção Socialista Portuguesa não tinha qualquer implantação no país e os seus dirigentes careciam de prestígio. Nestas condições para quê a conferência? Teria sido convocada para provocar a presença e comprometimento de meia dúzia de militares e outros tantos ex-militares desertores que formavam o grupo de Argel? Dir-se-ia gente desprezível demais para justificar um tão grande interesse como então se afirmava ter-se verificado por parte da delegação russa.


Parecia mais fácil acreditar que Moscovo, com essa conferência, procurasse obter cobertura civil a uma operação militar já em preparação e, provavelmente, em estado mais adiantado do que então se julgava.


Nos princípios de 1973 o interesse da Rússia pela sorte de Portugal metropolitano era restrito demais para justificar a presença de uma delegação na conferência de Paris. Só o Ultramar lhe interessava e só em função desse interesse as questões portuguesas vieram a ser tratadas por essa delegação.
Há quem nunca tenha perdoado a ação do MNE na descolonização

A 'guerra colonial' ao tempo dominada em Angola, controlada em Moçambique e, em condições de ser ganha na Guiné, podia terminar em meia dúzia de meses. Se assim acontecesse Moscovo teria deixado perder uma rara oportunidade para se instalar em Angola e Moçambique sem levantar protestos internacionais. Na política portuguesa passaria a oportunidade para adquirir por um prato de lentilhas, a uma minoria ávida de honras e benesses, uma herança de quinhentos anos de história.


O montante posto pela Rússia em Paris, à disposição da esquerda portuguesa, para financiar a revolução, foi objecto de muitas conjecturas. Na altura falou-se em cinquenta milhões de dólares; não parece, porém, que tão pouco chegasse para satisfazer tantos encargos, mesmo tendo em conta que as despesas com as tropas mercenárias cubanas desde logo ficara assente serem pagas directamente por Moscovo.


O governo russo não estava interessado em economizar rublos e, naturalmente, menos ainda, em poupar copeks [Aliás, como refere Faits et Idées, ficou assente que o governo saído da revolução deveria pagar integralmente todos os dinheiros recebidos. O que fez com a compra de açúcar a Cuba a preços superiores aos do mercado internacional e, à Rússia, compra de madeira de pinho e sardinhas, e venda de vinho a dois escudos o litro e sapatos a cem escudos o par]. Na guerra todas as economias são sempre dispendiosas. O que interessava ao Kremlin era levar os sectores democratas tradicionalistas da primeira República - ou pelo menos uma parte representativa -, a maçonaria e elementos progressistas católicos, tipo Capela do Rato, a alinhar com os socialistas e comunistas no apoio a um grupo de militares que se propusesse transferir a solução do problema ultramarino do plano militar para o plano político onde o Kremlin estava seguro de poder impor os seus pontos de vista.
Sou o gajo que lhes atira mais às trombas"

Esse apoio, ainda que fosse confuso e mal definido, teria acção decisiva no clima revolucionário que dominaria as semanas posteriores à eclosão do movimento militar. Com ele seria possível proceder a uma descolonização sem complicações 'democráticas', passando as províncias ultramarinas directamente da soberania portuguesa, sem ouvir as populações, para o controlo de forças dependentes de Moscovo. Sobretudo se os meios de comunicação fossem habilmente utilizados para desviar a atenção do país dos problemas africanos, onde o destino de Portugal estava em jogo, para a ameaça de comunização imediata do quadrilátero europeu que Moscovo, na altura, não tinha, por certo, a menor intenção de levar a cabo.


A partir da conferência de Paris os acontecimentos pelos quais se traduziu a escalada de subversão no nosso país, sucederam-se em rápida cadência.


Em Maio a Acção Socialista Portuguesa transformou-se no Partido Socialista que, desde logo se declarou "radicalmente anti-colonialista" pronto a bater-se pelo 'direito à autodeterminação dos povos coloniais'; em Setembro o PC e o PS subscreveram um comunicado em que afirmaram ser objectivo das forças 'democráticas portuguesas' pôr termo à 'guerra colonial' propondo 'imediatamente negociações com vista à independência dos povos de Angola, da Guiné-Bissau e de Moçambique'. Entretanto em Julho, em volta de questões de ordem profissional, formou-se o chamado 'movimento dos capitães' que, no Outono, tendo relegado para segundo plano as suas reivindicações iniciais, tinha dado aos seus objectivos um nítido cariz político, pretensamente democrático mas, na realidade, de inspiração marxista.


Os milhões de dólares do Kremlin não tinham caído em terra sáfara". 

Retornados Uma história de sucesso por contar | PÚBLICO


Também na revista Newsletter de Boston (Agosto de 1976, Vo. I, n.º 2), se afirma (reportagem de John C. Wahnon):


"Os Secretários-Gerais do Partido Comunista Português (PCP) e do Partido Socialista (PS), juntamente com outros membros dos Partidos, reuniram-se em Paris em Maio de 1973 para estudarem as possibilidades de canalizarem o descontentamento então evidente em certos sectores das Forças Armadas Portuguesas no sentido de estruturarem um movimento capaz de derrubar o Governo Português. Desde o início, o PCP provou ser tão altamente organizado e conhecedor da situação que maravilhou e convenceu o PS a juntar-se ao movimento.


O PCP tinha fichas detalhadas de todos os oficiais portugueses e contava com um número surpreendente de membros e simpatizantes nas Forças Armadas e nos sectores de Serviço Público. O Secretário-Geral do PCP decidiu, contudo, por razões óbvias, que não se aventuraria em certas actividades para evitar que arriscasse a posição que tinha adquirido. Portanto, delegou no PS, então praticamente desconhecido e por consequência menos susceptível de causar suspeita, a responsabilidade de fazer o trabalho sujo. O PS atacou as medidas do Governo Português enquanto o PCP generosamente financiou as operações. Moscovo, a fonte desses fundos, só impôs uma condição:


'Independência imediata a todas as colónias portuguesas e transferência das respectivas soberanias, sem eleições, aos movimentos pró-russos'.
Reacção do PNR à morte de Mário Soares - PNR - Partido Nacional ...

O acordo final, respeitante às condições impostas pela Rússia, foi assinado numa reunião a que compareceram cinco comunistas e quatro socialistas, no primeiro andar de um restaurante de Paris adjacente à Farmácia da Ópera. Há quem afirme que o PCP ou o PS, mas não ambos, assinou o acordo final com a Rússia. Seja como for, o acordo tinha duas cláusulas:


1 - Entrega de dinheiro: a Rússia contribuiria com dois milhões de dólares para financiar a organização do golpe de Estado que derrubaria o Governo Português.


2 - Compromisso: o PCP e o PS comprometiam-se a dar independência imediata às Colónias Portuguesas representadas na Reunião, para a ocasião, pelo PAIGC, MPLA e FRELIMO.


O que sucedeu em Moçambique, Guiné, Cabo Verde e Angola foi de tal forma vergonhoso que os responsáveis pela concessão da independência só se atreveram a cobrir a sua traição a Portugal, e às populações locais, com loucas generalidades de óbvio cultivo soviético. Os partidos opostos à FRELIMO em Moçambique, ao PAIGC na Guiné e Cabo Verde e ao MPLA em Angola, foram perseguidos e por decisões totalitárias e fascizantes proibidos de defender os ideais que sustentavam».


José Dias de Almeida da Fonseca («LIVRO NEGRO DO "25 DE ABRIL)

Esquizofrenia social.


O Efeito Lemmings | Torrente Literária

Vivemos em uma época onde querem que os padres se casem e que os casados se divorciem.
Querem que os heterossexuais tenham relações sem compromisso, mas que os gays se casem na igreja.
Que as mulheres se vistam como homens e assumam papéis masculinos e que os homens se transformem em "frágeis" como mulheres.
Uma criança com apenas cinco ou seis anos de vida tem o direito de decidir se será homem ou mulher para o resto da sua vida, mas um menor de dezoito anos não pode responder pelos seus crimes.
Não há vagas para os pacientes nos hospitais, mas há incentivos e patrocínio para quem quer fazer mudança de sexo.
Há um acompanhamento psicológico gratuito para quem deseja deixar a heterossexualidade e viver a homossexualidade, mas não há nenhum apoio deste mesmo para quem deseja sair da homossexualidade e viver a sua heterossexualidade e se tentam fazê-lo, é um crime.
Ser a favor da família e da religião é ditadura, mas urinar sobre os crucifixos é liberdade de expressão.


Escrito pelo padre católico Gabriel Vila Verde, actualmente no Brasil.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

O estado de impunidade total!!!


Mais uma vez vemos a verdadeira imagem do resultado do desgoverno que já dura há 46 anos, dizem que é uma espécie de democracia, muitos falam de fascismo, de extrema direita, mas estamos mesmo é a assistir é à imagem do verdadeiro terrorismo de estado, as imagens falam por si, e mais uma vez e porque alguém assim o decide, a culpa vai morrer solteira.



Inverteram tudo, quando se precisa de autorizações, vistorias, normativas e inspecções e se chega à conclusão que tudo se resume a um mero cartão de um partido, basta uma calamidade, basta um evento e tudo se descobre, toda a miséria salta à vista, o verdadeiro país do faz de conta, muito organizado e preparado, mas na hora do aperto descobre-se que afinal nada é aquilo que parece!!!

Pergunto, morrem pessoas, morrem animais, milhões de euros são derretidos numa parafernália de observatórios, comissões, grupos de estudo, relatórios, pareceres e autorizações para tudo, mas chega-se à conclusão que tudo não passa de uma valente farsa na qual há um verdadeiro assalto aos cofres públicos e ao mesmo tempo se chega à conclusão que ninguém tem responsabilidades, pois uma verdadeira máfia gere toda esta pouca vergonha, o compadrio e o crime estão na ordem do dia, a corrupção impera, e, mais uma vez a cor política é condição necessária e suficiente para alguns, aqueles mais próximos dos senhores que ocupam os escaninhos do poder acederem a todas as benesses que o sistema lhes pode proporcionar, mas, sempre à custa de alguém, o desgraçado do contribuinte, que não raras vezes é vítima daqueles ou das instituições que o deveriam proteger.

Fogo de Pedrógão Grande. O que se sabe e como a tragédia começou ...

Estado de impunidade total, é o que vemos todos os dias, morre gente em corredores dos hospitais, morre gente por falta de tratamentos, morre gente quando a protecção civil não cumpre o seu papel, não funciona, e, quase sempre por falta de meios, mas o pior é que muitos milhões foram gastos, mas quase sempre são desviados para o bolso de alguém, podemos falar de muita coisa, começando pelos negócios milionários, alguns ainda bem frescos na memória dos portugueses pelas suas consequências, poderemos falar por exemplo do SIRESP, dos Kamov e tantos outros, parece-me que estamos a ficar habituados a pagar sucata a preço de ouro e a ver instituições que não passam de fachadas para justificar o saque!!!

Lamentavelmente não poderemos apenas apontar o dedo aos políticos, há mais actores neste teatro, a começar pelos portugueses, um povo perfeitamente apático, acomodado e conformado, um povo que sai à rua para festejar uma vitória de um campeonato de um qualquer desporto, mas que é incapaz de sair à rua e protestar veementemente contra as atrocidades, atitudes e actividades absolutamente criminosas de responsabilidade dos ocupantes de cargos públicos, legisladores e até agentes da justiça. 
Vivemos um estado de corrupção total, de impunidade total, vivemos no tal país em que o desgraçado que rouba um pão para comer, é condenado, mas em contrapartida, aquele ou aqueles que levaram milhões de portugueses à miséria são absolvidos, nada se passa, continuam a receber os seus salários pornográficos e a ser imunes à justiça, e não raras vezes, são mesmo agraciados pelos mais altos dignitários da nação, que diga-se de passagem, que são tão corruptos quanto aqueles a quem agraciam, escuso-me a nomear os mesmos por razões óbvias...

SIC Notícias | Costa recebe hoje Associação dos Familiares das ...

Assistimos nos últimos dias ao lamentável fogo que tirou a vida a centenas de animais, numa unidade em que deveriam estar salvo, com condições de salubridade, com condições dignas, mas infelizmente foi preciso mais uma vez termos a imagem de uma barbárie, um cenário horror que deixou bem à vista de todos e mais uma vez a forma como funciona este país.
Ponho a questão, quem permitiu ter os animais naquelas condições, quem assinou as vistorias e autorizações daquele espaço? Pois, mais uma vez ficou bem patente a imagem do resultado do crime, da corrupção e da impunidade, o resultado do compadrio e a ausência de valores, a falta de mérito, ou seja, a vergonhosa face do regime, desta vez vimos animais maltratados, mantidos em condições deploráveis e muitos deles libertados do seu sofrimento, absolutamente carbonizados, o que me fez lembrar o que se passou com seres humanos, famílias inteiras, e também pelas mesmas razões, quando dos fogos de 2017/2018, quem não se lembra de Pedrogão, Caramulo, Vouzela e S.Pedro do Sul?

SIC Notícias | Incêndio no canil de Santo Tirso. Associações ...

Para concluir, tudo o resultado dos "cozinhados" dos senhores que se dizem governantes e que auferem salários o mordomias pornográficas em Lisboa, bem sabemos que o poder corrompe, mas o poder total e a corrupção total levam a que a cartão de visita deste país não seja mais do que um território abandonado, uma população esquecida, uma população escravizada e rumo à indigência devido às políticas e à falta de carácter daqueles em que grande parte deste povo candidamente vai votando, é esta a democracia que vos prometeram, é esta a democracia que escolheram, é este o regime vos serve?
Reflictam, e antes de atacarem quem quer que seja, façam um mea culpa, pois ao alinhar com o sistema tornam-se também cúmplices do mesmo...

Diz o ditado, cada povo tem aquilo que merece, e contra factos, não há argumentos!

Lamento, mas Portugal está a morrer, acordem!

Alexandre Sarmento








quinta-feira, 16 de julho de 2020

Salazar, ainda um desconhecido!!!


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e closeup

Quem lê, ou leu a obra de Salazar, e quem aprecia a sua obra, pensamento e acção política, facilmente chegará à conclusão que o Prof.António Oliveira Salazar foi muito mais socialista e democrata (no sentido etimológico e não politico-partidário do termo) do que esta gentinha travestida, sócretinos soaristas e quejandos que passam a vida a pregar a "esquerda moderna" e a encher a boca em vão com as palavras "socialismo"e "democracia"...

Alexandre Sarmento

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Quando faltam candidatos, fabricam-se!!!


Ao que parece muita gente ainda não entendeu como funciona o sistema, ainda não entendeu que a luta não deve ser dirigida contra esquerdas nem direitas, a luta deveria ser dirigida contra o próprio sistema!!!
Não se esqueçam que o sistema criou os seus anti-corpos, não duvidem que só serão aceites aqueles que fazem parte do mesmo, portanto, abram os olhos, raciocinem, usem o cérebro.

É a democracia, porra!!!

Alexandre Sarmento




“Agora só falta dinheiro e um candidato que possa ser treinado para assumir um ar «sincero». Deste novo ponto de vista, os princípios políticos e os planos para uma acção específica acabaram por perder a maior parte da sua importância. A personalidade do candidato e o modo por que ele é lançado pelos peritos de publicidade são as coisas que realmente contam.
De qualquer maneira, sob o aspecto de um homem viril ou de um pai amável, o candidato deve ser fascinante. Deve ser também um bom conversador que nunca aborrece a assistência. Habituada à televisão e ao rádio, esta assistência está acostumada a ser distraída e não gosta que lhe peçam que se concentre ou faça um esforço intelectual prolongado. Todos os discursos feitos pelo conversador-candidato devem, portanto, ser curtos e incisivos. As grandes questões do momento devem ser tratadas, no máximo, em cinco minutos — e de preferência (dado que a assistência estará impaciente por passar a qualquer coisa de mais atraente do que a inflação ou a bomba H) em sessenta segundos. Devido à natureza da oratória, houve sempre entre os políticos e os eclesiásticos a tendência a simplificarem extremamente as questões complexas. De um púlpito ou de uma tribuna, até os oradores mais conscienciosos acham muito difícil dizer toda a verdade. Com os métodos usados agora, para mercadejar o candidato político como se ele fosse um desodorizante, coloca-se positivamente o eleitorado ao abrigo de ouvir toda a verdade sobre o quer que seja.”

Aldous Huxley
in "Regresso ao Admirável Mundo Novo", Edição «Livros do Brasil», Lisboa.

terça-feira, 14 de julho de 2020

O pântano da demagogia e da mentira.


Dois milhões e meio de portugueses vivem numa ditadura... porque ...

Infelizmente, artigo que sou obrigado a subscrever na íntegra, o perfeito retrato daquilo que se vai passando neste outrora país e nação soberana!!!
Está difícil, esta gente não desperta, continuamos a trilhar o mesmo caminho que já por algumas vezes nos conduziu ao pantanal, infelizmente, não aprendemos com as lições da história, aliás, até alinhamos com uma História que nunca foi a nossa, agora estudamos uma "estória"  fabricada pelos mui sérios e inteligentes "estoriadores" do regime!!!

Mas concordo em absoluto com o autor do artigo, este povo merece mesmo aquilo que tem, só lamento terem arrastado para situação gente que não merece tal sorte!!!

Alexandre Sarmento

"A ditadura carece de Demagogia no discurso porque suprime as oposições sociais e políticas, enquanto a Democracia as cultiva e incentiva.
Não é só de hoje que o país encontra demagogos. A experiência histórica portuguesa do final da monarquia e durante toda a República parece mais uma parada de pavões que uma ordeiro formigueiro de atarefados trabalhadores e soldados.
Portanto, os regimes demagógicos são a especialidade portuguesa, que contrastam só com ditaduras famosas e que têm nome: a ditadura de João Franco, ministro do Rei Dom Carlos, a Ditadura de Sidónio Pais, a Ditadura de Salazar. Esta experiência de Ditaduras também é portuguesa e em geral partilhada com outros países do globo, embora a análise do tipo de regime caiba por inteiro a Carl Schmmit, no seu ensaio de Doutoramento, A Ditadura.
De facto a ditadura carece de Demagogia no discurso porque suprime as oposições sociais e políticas, enquanto a Democracia as cultiva e incentiva. A democracia não representa qualquer ameaça à demagogia, por esta é apenas a sua degenerescência.
Um regime que a própria democracia pode engendrar quando não encontra limites aceitáveis para a mentira razoável. A mentira torna-se a textura da vida política e social, demagogos e povo mentem, não há palavra, há apenas promessas vãs e inúteis e um multiplicar de palavras marteladas, prejudiciais ao entendimento do que se está a passar.
São tempos baixos, assolados por um primarismo atroz na linguagem, acossado por iniciativas necessariamente curtas de vista, devastado por leis iníquas e mentirosas. É o pântano, nem há mar, nem montanha, nem terra firme. E no pântano só prosperam aqueles que pertencem ao núcleo predador das criatura ao pântano: crocodilos, jacarés, lagartos, abutres comedores de carne podre. A mentira gera o seu ciclo de desgraças e quer se queira, quer não, é sempre uma mentira. O pior é que as mentiras tornam-se cada vez mais graves, mais caras, mais hediondas. A experiência em Demagogia das cidades gregas saldou-se pelo apagamento das suas culturas, do seu poder e finalmente do seu nome. As que sobreviveram tiveram de mudar de regime por força dos cidadãos que entendiam ao tempo mais de política que o português médio.
É consensual que a Democracia nos novos tempos sai caro aos países. Cada competição faz gastar fortunas sem se apurar com isso seja o que for, porque tudo depende da resposta que a sociedade deu a perguntam tão simples quanto estas: quem vota? Quem se apresenta para ser votado? Como se apuram os resultados? Uns sistemas criam sistematicamente maiorias e não podia deixar de ser assim, outros sistemas como o nosso preparam minorias e governos de minoria, deixando sempre tudo suspenso. É consensual que se em tempos normais isto é difícil de aguentar, em tempos de crises violentas, simultâneas e com colapsos de sectores inteiros, tal sistema é o pior dos piores e por isso eu sempre detestei esta Constituição de Pântano, escrita quando o país era um grande pântano, a aguardar definição entre a planície e a montanha. Apesar de reformada várias vezes continua a ser o mesmo texto imprestável que era ao início.
Permitia tudo, desde os desmandos de Vasco Gonçalves, até golpadas do PCP, passando pela golpada final dos civis ansiosos de se sentar nas cadeiras do poder.
Todavia o que sobre de tudo, num arco partidário arco-íris é a demagogia. Até com as crises, que mais parecem um Maelstrom, os políticos são capazes de fazer demagogia, de se atribuírem culpas, de discutirem necessidades, sem ver o tsunami que aí vem a uma velocidade estonteante e escondendo a situação ao povo votante. Com a múmia a dizer umas palavras de encorajamento e a dar uns conselhos de cães de palha.
De facto chegou-se ao fim do sistema, esgotaram-se as possibilidades e caminhos abertos na revolução do 25 de Abril. Esgotou-se tudo. Abusaram da nossa paciência, foram-nos ao bolso e planeiam saquear-nos.
Mas, a verdade é só uma: O povo merece o que tem.

António Marques Bessa
in "O Diabo", n.º 1789, 12 de Abril de 2011.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Rumo ao comunismo, Igualdade é contra-natura!!!


O que eram os gulags? | Super

A tal igualdade, a grande bandeira dos mundialistas nada mais é do que uma forma de domínio, uma forma de nos extrair a capacidade de raciocínio, a vontade própria, a identidade e no limite até tudo aquilo que nos distingue como seres humanos, o sonho, aquilo que comanda a vida!!!
Se tudo se confirmar, muito em breve teremos uma perfeita sociedade homogénea, verdadeiramente standardizada, exactamente aquilo que tão bem desenharam Aldous Huxley e George Orwell, cada um deles tinha opinião diversa, mas pelo que assistimos temos hoje a passagem da era Huxleyana para um mundo Orweliano, onde, depois de tudo termos aceitado de forma voluntária, vamos agora ter que aceitar o jugo da verdadeira face do sistema, a repressão e a opressão, a censura, a violência do sistema contra todos aqueles que usem a sua voz ou atitudes de forma diversa daquilo que é o politicamente correcto.
Quando o controle é total por parte do aparelho de estado, acontece exactamente o que muito bem descreve o genocida e subversor Trotsky :

“Num país em que o único empregador é o Estado, oposição significa morte lenta por inanição. O velho princípio 'quem não trabalha não come' foi substituído por outro: 'quem não obedece não come'
Alexandre Sarmento

Como funciona a lavagem cerebral | Super

«Uma perspectivação biológica do comportamento humano do nosso tempo só pode contrariar as doutrinas de repercussão mundial. E a doutrina simplificada dos reflexos condicionados faz tudo o que pode para destruir as adversas. Esta doutrina — chamo-lhe pseudodemocrática — tem profundas raízes e é muito perigosa. De facto, uma teoria que postula que o homem não é mais que o produto do meio é confortável para toda a gente. Os cidadãos assim igualizados são tão bem-vindos ao capitalismo americano, que procura o consumidor padrão, como ao totalitarismo vermelho que quer um cidadão sem ideias.
Se, segundo Freud, estudarmos com atenção as reacções mentais e emocionais que os behavioristas têm contra tudo o que não seja reflexos condicionados, descobriremos a ideologia subjacente a todas as doutrinas políticas da actualidade. O tratamento e controlo de largas massas assentam na presunção errónea de que não há programa psicogenético. Este ponto de vista igualitário é completamente contrário a toda a evidência biológica.
Nas sociedades humanas a divisão do trabalho é fundada numa diferença, numa desigualdade dos membros da sociedade, que por si só pressupõe uma tentativa de demonstrar a justiça de uma sociedade composta por elementos manipuláveis e intermutáveis. Por outras palavra: o melhor dos mundos possíveis para tiranos russos ou monopolistas americanos. Os adversários da Etologia acusam-nos muitas vezes de ser antidemocratas, já para não dizer racistas, e rodeiam a sua própria doutrina com o halo da democracia. Ora, o fenómeno foi analisado por um escritor americano, Philip Wylie. Ele afirma que a doutrina pseudodemocrática frui a sua força de uma verdade que foi transformada numa mentira. A verdade é que todos os homens devem ter as mesmas possibilidades para desenvolver cabalmente as suas capacidades. Mas quem é que jamais negou isto? Esta verdade indisputável é torcida um pouco e eles proclamam: "se todos os homens têm as mesmas possibilidades, todos os homens serão seguramente iguais". E isto não é verdade. É absolutamente falso, porque todos os homens são desiguais desde o momento da concepção. Porém há a pretensão de que a igualdade é uma chave, o sine qua non da vida colectiva — o que também é falso. Tanto quanto diz respeito aos manipuladores de massas, o cão de Pavlov ainda é o cidadão ideal.
Hoje em dia já se sente uma certa hostilidade contra a elite intelectual em certos estudantes contestatários. Ora, o igualitarismo — não tenhamos dúvidas — que proíbe um homem de ser mais inteligente que a média, é a morte de todo o desenvolvimento intelectual.»

Konrad Lorenz

terça-feira, 7 de julho de 2020

O lixo ferroviário que dá milhões, negócios à espanhola!!!


Já nem sei o que dizer, cada cavadela, sua minhoca, desta vez são as carruagens espanholas, pois, juntando as peças do puzzle bem sabemos como vai correr a brincadeira!!!
Foram quase de borla, uma pechincha, assim uma coisa estilo dos Kamov, que de um valor inicial que tudo indica terá rondado os 250 mil dólares a unidade, engordaram de tal forma que no final do negócio, nós os portugueses acabámos por pagar a módica quantia, uma verdadeira pechincha de cerca de 350 milhões de euros.

Eram sucata voadora, que já nem voava, o facto curioso é terem-nos dito que seriam aparelhos novos e que havia atrasos na entrega derivado ao atraso na entrega por parte do fabricante, mais uma falácia, mais verdadeira anedota, pois como todos sabemos os aparelhos, eram tão modernos que nem sequer tinham certificação para voar na Europa, facto!!!




Nota-se o bom estado do equipamento, mas afinal sucata, não será a mesma coisa em Espanha e Portugal?

Realmente só neste país, só com estes governantes e com este povo, agora ao que parece andamos a ver passar os comboios, mais sucata, não, mentira, não é sucata, são novos Kamov, que depois de uma limpeza permitirão a alguns boys e iluminados sacar mais umas dezenas ou centenas de milhões de euros dos cofres públicos, ao que parece, já estamos habituados, e também me parece que gostamos de pagar!!!
Pois gostamos de pagar, mas há quem não goste, e que o tenha afirmado publicamente, batendo o pé aos malvados credores, devem saber de quem falo, um rapazola, um boy que dá pelo nome de Pedro Nuno Santos, o marimbador profissional, o homem do "Não Pagamos, estou-me marimbando para os credores, não pagamos!".
Pois e tinha toda a razão, e não mentiu, ele e os seus comparsas nunca pagaram nada, quem se tramou fomos nós, o povinho que tem que bulir, o povinho que trabalha para sustentar a diabólica máquina trituradora de dinheiro que é o Estado Português, o mais caricato, é que mesmo não pagando aos credores, não se vendo obra, o monumental buraco continua a aumentar exponencialmente, dizem que ronda os 300 mil milhões de euros, mas eu pergunto, e o resto, ou já se esqueceram do sucedido quando da auditoria da Troika às contas públicas, afinal ainda havia uns trocados ocultados, coisa de pouca monta, eram apenas 40 mil milhões de euros varridos para baixo do tapete!!!

Não votem em corruptos!: No caso Face oculta o único condenado é o ...

É triste e de facto lamentável que tantos anos depois não termos assistido, nem à reposição dos capitais em falta, nem vermos nenhum dos (i)responsáveis condenados, mas, mais uma vez, nada de espantar, pois neste país a culpa morre sempre solteira, pudera, quando os figurantes da justiça, os altos dignitários e magistrados, aqueles que deveriam ser o garante dessa mesma justiça, são apontados a dedo e objecto de notícias de corrupção e tráfico de influências, enfim, bem sabemos que vivemos num país no qual um pobre que rouba um pão, é ladrão, mas um figurão que roubou milhões e ajudou a criar milhares ou milhões de pobres é premiado com uma qualquer condecoração ou comenda.
Está bem à vista de todos, no fundo todos pagamos, somos todos vítimas, mas há muitos que ainda defendem os seus carrascos, assim uma coisa estilo clube de futebol, o amor à camisola, só com um problema, o seu clube, ganhe ou perca, os seus donos ganham sempre, e, nós, perdemos sempre, o problema já nem nem se coloca no imediato, pois é notório o desnorte e a falta de dinheiro em todos os sectores do Estado, saúde, educação, apoios e equipamentos sociais, mas o grande problema está mesmo no futuro, estou para ver como vai este país sobreviver sem ajudas, sem crédito, sem credibilidade e sem a confiança das instituições internacionais.


                                        Carruagens de fabrico nacional na Sorefame.

Pergunto, vamos viver de quê, vamos comer o quê, importamos o pescado, a carne, o produtos agrícolas, nada se fabrica neste país, portanto, gostaria que algum iluminado me indicasse qual o país que tem futuro perante estas premissas!!!
Voltando ao tema das carruagens, porque razão não se fabricam em Portugal, se em tempos as fabricámos e de altíssima e reconhecida qualidade na Sorefame, ou mais uma vez o nossa vaidade e falta de amor próprio nos direccionou para a compra de lixo de outros países, já estávamos habituados a ver descarregar lixo tóxico vindo de outros países ser despejado em áreas protegidas no nosso território, passando por cima de tudo e de todos, até por cima da malha apertada da nossa legislação ambiental, ups, desculpem, malha apertada para nós, os pequenos, pois para as empresas dos boys do sistema tudo se lhes permite, estão imunes à legislação e ao olhar desatento da justiça, a bandalhocracia a funcionar em pleno!!!
Alguém me consegue explicar como se eu fosse mesmo muito burro, porque razão o material que já não serve nos outros países vem para cá, vem para um país que se diz tão moderno e inovador, tão vanguardista, é que não consigo entender, e mais, sem problema algum, pelo que me posso aperceber estamos a regredir, pois antes pugnava-se por convergir com os países mais desenvolvidos, mas, hoje estamos remetidos para o lugar de lixeira, os sucateiros da Europa.
Falam do atraso de antigamente, mas antigamente tínhamos uma industria em crescendo, posso relembrar o Grupo CUF, Lisnave, Sorefame e tantas outras que aos poucos foram sendo assassinadas pelas políticas dos inteligentes agentes desta coisa a que chamam democracia, mas afinal governam para quem, servem a quem, a mim não servem, ao restante povo português também não, mas há quem se beneficie, os tubarões do costume, e por sinal, muitas vezes esses tubarões são aqueles em que candidamente muitos dos portugueses votam!!!

Muito mais haveria a dizer, mas o texto já vai longo, o resto ficará para novas publicações, continuem a permitir esta pouca vergonha e depois não se admirem se dentro em pouco estivermos todos a viver em tendas e a andar de carroça!!!

Alexandre Sarmento


  

Salazar o visionário.




"...Dizer que, apesar da crise que devastou o Mundo o nosso orçamento é equilibrado de há oito anos para cá e que estes sete anos de gestão estão encerrados com importantes saldos credores, é gabar-se de uma coisa quase ridícula - deveria ser sempre assim...!
(Do livro "Como se levanta um Estado" do Professor Oliveira Salazar.)
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Assim, Salazar até aos dias de hoje, foi o único político português que nestes 110 anos de regime republicano, percebeu o país real, o que era essencial para a Nação, o rumo económico que se deveria e se podia seguir e acima de tudo, traçou um rumo do caminho para a Economia, não uma Economia do supérfluo, mas uma Economia do fundamental para o país poder subsistir e mais tarde se poder desenvolver.
Com isso em mente, virou-se para a Educação, dotando o país com milhares de escolas primárias, tentando diminuir o elevadíssimo grau de analfabetismo que então existia, desenvolvendo o Ensino técnico de forma a termos operários especializados para prover a Indústria nascente de modo, que a industria nacional colmatasse aquilo que era essencial, não descurando ao mesmo tempo de manter um povo minimamente alimentado com a produção agrícola nacional, daí as sucessivas campanhas, uma das mais conhecidas a "Campanha do trigo", visando a completa independência de cereais com o trigo em primeiro lugar.
Uma frase que muito criticam e até zombam: "Beber vinho é dar o pão a um 1 de milhão de portugueses". tem sido mal interpretada, Salazar, não queria que os portugueses se embebedassem, seria um absurdo vindo de alguém que apelava ao povo para se dedicar ao trabalho, essa frase, talvez a não mais feliz - mas entendamos a época - referia-se à agricultura em geral e claro, também à produção de vinho, que ao tempo era das poucas produções agrícolas que exportávamos.
Também se esforçou para a industrialização do país, criar as bases para um futuro mais sólido, com um máximo de autonomia, quer alimentar, quer industrial,e foi graças a isso, que se puderam criar os alicerces, que, passada a guerra civil de Espanha e a II Guerra Mundial e a Gripe Asiática, pudessem permitir o desenvolvimento a partir do fim do anos 50 o que nos levou a crescimentos do PIB, superior em muitos casos, a outros países europeus, isso foi possível por Salazar ter seguido aquele velho princípio de: "semear para colher".
Não ter entendido isto é não entender a realidade portuguesa, é viver de quimeras, ou viver na Lua como tem sido os governantes pós Abril, esta crise vai confirmar isso e vamos passar um mau bocado, podem crer.

Por fim umas breves palavras sobre o célebre Decreto 19.354 de Janeiro de 1931, conhecido pela: "Lei do condicionamento industrial", muito criticado por certos economistas modernos por limitar a "iniciativa pessoal" versus iniciativa liberal sem prever as diversas variáveis que as Economias podem enfrentar, o exemplo presente confirma isso mesmo, dependemos do estrangeiro até no mais básico .
Pena, essas pessoas não terem percebido, que esse Decreto era o possível para uma Economia devastada pela I Guerra Mundial, donde saímos com milhares de mortos e estropiados e uma dívida monumental.
Não ter entendido isto é não entender a realidade portuguesa, é viver de quimeras, ou viver na Lua como tem sido os governantes pós Abril, esta crise vai confirmar isso e vamos passar um mau bocado, podem crer, mas a isso dedicarei outro artigo.
Texto que subscrevo na íntegra, da autoria do meu querido amigo Eduardo Saraiva, aqui fica expresso o meu agradecimento.
Alexandre Sarmento

segunda-feira, 6 de julho de 2020

“Não há perigo, o povo é sereno. É só fumaça! É só fumaça!”


O Mago Libertário on Twitter: "A diferença entre um ladrão comum e ...


Desta vez dedicado aos idiotas-úteis que apoiam o regime vigente, uma cambada de anormais que ainda se preocupam com paf`s, puf`s, chegas prá lá, xuxisses e afins, dedicado a todos aqueles que mesmo com um rádio-telescópio não distinguem um elefante em frente dos seus olhos.


Realmente gente com um caso de miopia grave, pois em 46 anos ainda não aprenderam a fazer a distinção entre um regime autoritário e uma falsa democracia, um verdadeiro embuste, uma verdadeira ditadura encapotada, levada a cabo por políticos sem escrúpulos sejam eles de que quadrante forem desde PSD, PS, PCP, BE, CDS, PAN, Chegas e todos os outros com assento parlamentar, pois não são mais do que actores do circo que se instalou desde 1974, por sinal muito bom e sempre com lotação esgotada, pois o povo gosta e aplaude, o tal circo de uma democracia mafiosa, fedorenta que para cúmulo nos vai retirando tudo aquilo que demorou séculos a conquistar, enfim, parece-me que gostam!!!

O problema reside em deixar os actores principais, neste caso a classe política e seus associados neste regime cleptocrático elevarem de tal forma os custos para os bolsos do comum cidadão, taxas, taxinhas e taxões, de tal forma somos onerados, que dentro em pouco não teremos sequer direito a ter uma malga de sopa em cima da mesa, talvez, quando isso acontecer acordem para a vida!

Uma aberração controlam tudo, um sistema fiscal que envergonha a CIA e o KGB, tal a quantidade de informação em posse das finanças, sabem mais do que nós mesmos daquilo que são as nossas posses e rendimentos. Reportando-me à ex-URSS e ao seu regime, são os homens e mulheres do aparelho em acção, uma espécie de PIDE moderna, mas desta vez, absolutamente operacional e focada, focada no saque e limpeza dos bolsos e assalto à propriedade dos portugueses!!! 

Sacam-nos até ao último tostão, e o mais caricato, é este povo saber que os agentes da autoridade tributária e seus satélites, são tão corruptos e zelosos por cumprir a sua obrigação como aqueles que lhes dão poder para exercer e a repressão dessa forma, os tais artistas, os intocáveis, a corja, a camarilha, o gang, claro está, tudo isto a coberto de uma justiça também ela absolutamente corrompida, basta olharmos para as notícias e para as tristes figuras de altos magistrados da nação!!!

Podemos portanto concluir que, o fenómeno é transversal a todos os actores do aparelho de estado e seus apaniguados, estamos a viver o regime do Estado Total, ou seja, definindo de outra forma e porque já tudo neste país é pertença do Estado, fomos relegados para o papel de meros pagadores de renda ao Estado, vivemos então o verdadeiro Capitalismo Monopolista de Estado, o que, sintetizando, é a definição de comunismo, portanto, democracia, o que é isso de democracia, retórica, semântica, uma tanga para ir entretendo o povinho enquanto lhe vão sacando tudo, até as liberdades, porque os direitos e as garantias, esses, já há muito se esfumaram!!!

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Afinal que merda de democracia é esta, em que tudo se exige ao povo, todo o tipo de sacrifícios e um controle total de tudo aquilo que a meu ver deveria ser realmente do foro íntimo, do foro particular de cada qual, o Big Brother tudo controla, vivemos assim num regime tirânico e autocrático, com a agravante de ter sido legitimado nas urnas pelo voto dos incautos, imbecis, menos instruídos e perfeitos idiotas úteis, pois são esses os tais que vêem a política ou o acto de governação como meros espectadores de uma prova desportiva! Será que ficarão satisfeitos quando lhes instalarem um cagómetro, ou um quecómetro em suas casas, ou quando começarem a pagar pelas vistas, e pelo ar que respiram.

Para quando um abrir de olhos em relação aos reais problemas deste país em que a culpa morre sempre solteira, basta reparar no caso dos fogos florestais que nos têm assolado, neste assacar constante de culpas a outros intervenientes no acto de governação vão assim desviando as atenções e como sempre o assunto cai em saco roto ficando sempre os mesmos com o ónus da situação, realmente lamentável.


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E qual o nosso papel, muito fácil, pagadores de impostos, os pagadores, os escravos que ufanamente pagam os buracos dos BPN´s, dos BES, SIRESP, Novo Banco, TAP...e por aí fora, somos realmente um povo sui generis, não tarda estaremos todos a viver em tendas e a andar de carroça e aqueles que nos roubam a andar montados em belas máquinas de alta gama, a viver em verdadeiros castelos e palácios, e nós, porreiramente a trabalhar e a sustentar essa cambada.

Para quando uma revolta?
Quando começaremos a reagir?

Eu respondo, usando uma frase de um conhecido homem de Abril!!!

“Não há perigo, o povo é sereno. É só fumaça! É só fumaça!”


Enquanto uns comem e cagam milhões, os outros vegetam e já nem sequer contam os tostões, dizem que é uma espécie de democracia, todos iguais, mas uns mais iguais do que os outros, é a vida, e para alguns, uma vida bem mais dura do que um pão com três dias!!!

Peço desculpa a alguns dos leitores que poderão achar um pouco ordinária esta forma de expor a situação, mas na realidade gostaria de ter podido fazê-la de forma ainda mais vernácula, mais popular.
O que vos peço é que realmente abram os olhos, parem e pensem por um pouco e vejam em que situação nos encontramos, o nosso país merece, nós merecemos muito melhor do que isto!

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