"A verdade, a decisão, o empreendimento, saem do menor número; o assentimento, a aceitação, da maioria. É às minorias que pertencem a virtude, a audácia, a posse e a concepção." Charles Maurras
terça-feira, 21 de abril de 2026
O Caso dos Ballets Roses
O essencial sobre Salazar.
Três atributos são – ou deveriam ser – fundamentais em um governante: a inteligência, a integridade e a dedicação. Se já não é tarefa fácil identificar uma destas qualidades num homem público, muito difícil será encontrar duas, e bastante improvável encontrar as três em simultâneo. Pois para o bem de Portugal e dos portugueses, a António de Oliveira Salazar foi concedida – de forma ampla – a graça de possuir esta tríade de ouro do verdadeiro condutor da Polis. Não apenas inteligência, mas uma inteligência superior; não somente integridade, mas uma integridade – perdoe-se a redundância – absoluta; não simplesmente dedicação, mas uma dedicação total da sua pessoa a Portugal. E nele estas três características essenciais não estavam “soltas” a flutuar no espaço, mas solidamente ancoradas num profundo amor a Deus e à Pátria. Só assim se pode entender o núcleo do seu pensamento político, no qual a Nação é o valor supremo na ordem temporal e o Estado o ministro de Deus para o bem comum – conceitos naturalmente incompreensíveis para a mentalidade materialista, hedonista e mundialista dos dias de hoje.
Pois com inteligência superior, integridade absoluta e dedicação total, Salazar foi o arquitecto de uma grande obra de restauração moral e material; nesta ordem e não noutra, pois entendia que os valores do espírito possuem uma indiscutível primazia sobre a matéria. Por outras palavras, estava convencido de que o homem deve procurar primeiro ser melhor, para, então, poder estar melhor.
Mas Salazar e a sua obra não podem ser adequadamente entendidos sem o conhecimento do que foi a desordem, o descalabro e a violência política da I República, conclusão lógica da fatídica inoculação do vírus divisor do corpo nacional, do abandono da tradição portuguesa e da adopção de figurinos estrangeiros – tripla obra do liberalismo oitocentista. E tampouco se pode aquilatar da real magnitude das realizações materiais levadas a cabo durante o consulado salazariano ignorando-se as condições confrangedoras do ponto de partida e as grandes dificuldades, internas e externas, a que sempre teve de fazer frente.
Salazar legou uma herança: e esta é moral e material. Ela é o exemplo do homem, é todo um pensamento político, é um vasto conjunto de realizações económicas e sociais.
O homem
Se o dom de uma inteligência superior está fora das possibilidades de reprodução, a integridade e a dedicação são modelos de conduta. O seu sentido de responsabilidade de governante, a escrupulosa separação entre o público e o privado, a vida espartana e a entrega contínua da sua pessoa ao serviço da Nação já constituem um legado de valor incalculável. Mas há mais, muito mais. Homem de estudo e reflexão, nele ressaltam a disciplina intelectual, o rigor da análise, o claro discernir entre causa e efeito, entre o essencial e o aparente, entre o provisório e permanente. E, tudo isto, acrescido de uma inesgotável capacidade de trabalho, de uma força de vontade inquebrantável, de uma serenidade inabalável, de um extraordinário poder de concentração e síntese.
Homem de pensamento, Salazar estava longe de ser apenas um teórico, encontrando-se profundamente enraizado na realidade, na vida do homem real, feito de espírito e matéria. Capaz de uma visão cristalina dos homens e das coisas, era dotado de um agudo realismo político, caracterizado pela ponderação, pelo equilíbrio, pela fineza. Homem de uma fé profunda, de intensa vida interior, de recolhimento, Salazar sentia uma natural aversão ao verbo fácil, aos banhos de multidão, à demagogia: cada palavra dita ou escrita era fruto de meditação, tinha o significado justo e o lugar preciso. Seus “Discursos”, em seis volumes, são exemplo do que há de mais elevado em prosa política na língua portuguesa.
Estava convencido de que todo trabalho sério e fecundo, todo esforço construtivo, todo progresso autêntico, obedecem a um plano de longo prazo, e este necessita de um ambiente de ordem e estabilidade. Por isso entendia que toda obra política é fruto da continuidade, do tempo e da paciência. Arquitecto de um edifício grandioso a muitos títulos, era o seu primeiro crítico, apontando-lhe, com humildade, as imperfeições e as lacunas.
Concebia o Poder não como um direito ou um privilégio, mas como um dever, um sacrifício – uma missão. E exerceu-o com prudência, com lucidez, com uma clara noção do possível – como um Sábio.
O pensamento:
razão, experiência e fé
Homem tradicional, Salazar orientava-se por uma dupla vinculação: ao alto, aos fins transcendentes da vida humana, ou seja, a Deus; e ao baixo, à terra, às realidades da vida individual e colectiva. Compreendia a política no seu sentido original e nobre, como a ciência e a arte do governo dos povos, orientada obrigatoriamente ao bem-comum. E este, da mão de Santo Tomás, concebia-o como o bem-comum completo, na sua tripla vertente: a concórdia, o bem-estar material, a virtude – em outras palavras: a união pacífica dos cidadãos e o seu legítimo bem-estar material, ordenados de forma a permitir e promover o desenvolvimento da vida virtuosa.
Opôs-se frontalmente, no pensamento e na acção, aos que pretendiam expulsar a Deus da sociedade política e romper as amarras que ligam os homens ao passado, na infeliz e tantas vezes trágica ilusão de que por meio de abstracções que ignoram as realidades fosse possível criar um homem e um mundo novos. Foi, portanto, o contrário de um ideólogo, incorrendo na ira dos ideólogos do egoísmo, da inveja e do ódio – a saber: liberais, socialistas e comunistas.
Ao considerar vital restituir ao Poder os seus quatro atributos essenciais – força, independência, estabilidade e prestígio – Salazar foi taxativo na sua rejeição da democracia, definida esta pela trilogia: soberania popular – sufrágio universal – partidocracia. Concebendo a sociedade ordenada a um fim último transcendente que é Deus, entendia que era Nele e nunca na massa a sede da soberania. Por isso não aceitava que a vontade de uma maioria numérica pudesse ser o critério de aferição da legitimidade de uma lei, ou que esta violasse os princípios da ordem natural e as leis divinas, ou que o governo fosse obra da multidão e não de um escol cujo dever é servir o agregado nacional e sacrificar-se por ele.
Não concebendo a sociedade como um aglomerado de indivíduos desenraizados e atomizados, mas como uma unidade orgânica formada por grupos diferenciados e hierarquicamente articulados, Salazar condenou a democracia por esta ignorar as desigualdades naturais entre os homens, com o consequente nivelamento por baixo da sociedade, e o sufrágio universal, justamente por este não levar em conta a diferenciação humana. A concepção organicista do agregado nacional conduzia-o a duas outras considerações fundamentais: a unidade essencial da Nação como valor supremo e a incontestável primazia do interesse colectivo – nacional – sobre o interesse dos indivíduos e grupos. Daí a sua rejeição teórica e prática do sistema de partidos, que atenta contra aquela unidade e aquele interesse.
Salazar abalançou-se à construção de um sistema político fundado na ordem (condição essencial para a existência, prosperidade e conservação da sociedade) e na autoridade (garante da ordem); orientado por tudo o que é permanente na História (a tradição); que existe em função da pessoa humana, integrada nos seus grupos naturais e históricos (família, paróquia, profissão, município, etc.); que tem por objectivo a realização do bem comum do conjunto; que reconhece e protege as liberdades concretas efectivamente vividas.
A obra material
É uma brilhante reforma financeira que em 1928 salva Portugal da bancarrota e ordena as contas públicas por um período de mais de quarenta anos; é a reconstrução das infra-estruturas económicas essenciais (estradas, caminhos de ferro, portos, energia hidroeléctrica, hidráulica agrícola, rede telefónica, etc.); é um processo de modernização, industrialização e desenvolvimento da economia que se reflecte na criação ou expansão considerável de sectores tão diversos como a produção de energia eléctrica, a química, os petróleos, a metalo-mecânica, a siderurgia, os cimentos, a construção/reparação naval, a agricultura e os produtos alimentares, os têxteis, a construção de automóveis, etc.
Entre 1926 e 1974 Portugal foi o país que apresentou a mais alta taxa de crescimento do produto interno bruto na Europa Ocidental – o dobro da obtida pelo Reino Unido –, registando entre 6% e 7% ao ano na década de sessenta, alcançando 11.2% em 1973. Neste mesmo ano o índice de desemprego era de 1,5%, hoje ronda os 15%. Desde 1975 a politicamente correctíssima ONU, insuspeita, pois, de qualquer simpatia para com católicos, nacionalistas ou contra-revolucionários, publica um indicador de desenvolvimento económico para cada país, com base em dados colectados nos dois anos anteriores. Uma rápida análise dessas tabelas mostra que em 1975 a Portugal era atribuída a 24ª posição entre duas centenas de países – resultado obtido com o cômputo dos excelentes resultados de 1973 e primeiros meses de 1974, a compensar os estragos revolucionários do resto do ano. Pois em 2017 o país já ocupava o 41.º lugar…
A herança de Salazar é ainda mais considerável: é a defesa intransigente dos interesses e direitos de Portugal no mundo, da sua identidade, da integridade das suas gentes e das suas terras, da sua independência, da sua soberania; é a implementação de uma política externa que restaurou o prestígio da Nação Portuguesa a um patamar desconhecido desde a gesta dos Descobrimentos; é o desenvolvimento das ciências, das artes e da cultura; é a paz pública, a defesa e promoção da família, a segurança dos cidadãos, a estabilidade política e económica, o respeito pela ordem natural, a promoção de uma vida cristã – entre muitos outros aspectos.
Profundo conhecedor da natureza humana e, em particular, da natureza dos portugueses, Salazar afirmou um dia que aqueles que lhe sucedessem fariam diferente e ao contrário dele. Nisto, como em tanto mais, o tempo veio a dar-lhe carradas de razão: nos cinco anos e meio do governo presidido pelo Professor Marcello Caetano fez-se diferente; desde a revolução marxista de 25 de Abril de 1974 faz-se ao contrário.
[Após sofrer um grave acidente vascular cerebral, Salazar é substituído na Presidência do Conselho de Ministros, a 27 de Setembro de 1968, por Marcello Caetano, eminente catedrático de Direito. Colaborador de Salazar desde a época em que este fora Ministro das Finanças, Caetano exerceu funções de alta autoridade e foi uma das principais personalidades do regime. Em 1958 deixa o cargo de Ministro da Presidência – o n.º 2 na linha de comando do Executivo – e regressa à vida académica. No discurso proferido ao assumir a chefia do governo, Caetano declarou que a partir daquele momento os portugueses, tão acostumados que estavam ao governo de um “homem de génio”, teriam de habituar-se ao governo de “um homem como os outros”. A este “pormenor” podemos acrescentar outro: o da sua conversão de contra-revolucionário a liberal…]
Vale a pena comparar o estado geral do país confiado a Salazar em 1928 com a situação na qual se encontrava aquando da sua saída do Governo em 1968. E contrastar agora o que foi o Portugal restaurado por Salazar – grande, forte, soberano e português – com o rectângulo exíguo, falido, submisso e estrangeirado, produto acabado do regime saído da mal chamada revolução dos “cravos”.
Salazar, a imagem do Mestre Maurras, entendia a Nação como “Mãe e Filha dos nossos destinos”. Nascidos numa realidade, herdeiros e usufrutuários de um capital material e moral acumulado por todas as gerações passadas, somos, de certa maneira, “determinados” pela Nação-Mãe que nos deu a vida, o “ser” que somos juntamente com ela. Mas para que a Nação viva e continue, não podemos romper os vínculos que nos unem à geração que nos precedeu e àquela que nos vai suceder. Se dependemos da Nação Portuguesa para sermos, ela depende de nós – da nossa vontade – para ser e para continuar.
Para aqueles que compartam este profundo sentimento nacional, sejam ou não portugueses, Salazar – homem, pensamento e obra – é fonte obrigatória e inspiração, é modelo e exemplo seguro a seguir.
A vergonhosa traição dos genocidas de Abril.
«Aqui, pois, ressaltam mais particularmente os incidentes terroristas no norte e leste de Angola cometidos contra a vida e os bens dos portugueses, tais como: tiros, catanadas, espancamentos, assaltos a fazendas, vandalização e destruição das fontes de riqueza, dispersão e depredação de instalações, saques, emboscadas, assassinatos, barragens nas estradas e entradas furtivas em residências habitadas, roubos de viaturas, sanzalas saqueadas e destruídas, apedrejamentos, mulheres brancas violadas, pessoas alvejadas, rebentamentos fortuitos de granadas e explosões de morteiro, banditismo e toda a espécie inimaginável de actos de barbárie baseados no terror e na intimidação – transportes maltratados, acessos aos centros urbanos cortados, rezes esquartejadas, circuitos de comercialização destruídos, assaltos a operários nas fábricas, disparos sobre condutas de águas, ataques a hospitais, fuga de técnicos e saneamento de elementos válidos da administração pública com vista à destruição total da economia de Angola.
Neste contexto, Rosa Coutinho chegou mesmo a declarar que dera dez milhões de escudos mensais aos movimentos armados de Angola. «Em 1997, o Almirante justificou a mensalidade concedida nos seguintes termos: “Atribuí a cada um dos três movimentos um subsídio mensal de dez mil contos, equivalente a 200 000 contos actuais. Quem mais beneficiou com isso foi o MPLA, pois não tinha nada”»
Alexandra Marques, in Segredos da Descolonização de Angola.
Irangate...o envolvimento de Portugal no caso!!!
Mais uma vez a cambada socialista e o seu corrupto e traidor de eleição, o inenarrável Mário Soares!!!
Diz-nos Rui Mateus que recebera, a 23 de Novembro de 1985, «uma estranha chamada telefónica. Era o chefe da estação da CIA [Skidmore] junto da embaixada dos EUA» a dizer «que o governo dos Estados Unidos necessitava da ajuda de Soares para convencer o novo governo a autorizar um avião israelita numa "missão humanitária" a aterrar em Lisboa e transferir a carga para um outro avião. Aparentemente a CIA encontrara dificuldades de contacto com o recém-chegado governo de Cavaco Silva e vinha fazer um apelo à velha amizade com o então candidato presidencial». Ou seja: Bob Skidmore pretendia agora abordar Mário Soares quando, dois meses antes, este último, «preocupado com a aparente falta de apoio dos EUA à sua candidatura», não conseguira, porventura, o intento desejado. Compreende-se, por isso, que a melhor forma do agente da CIA seria, nesse contexto, «acenar com a gratidão americana a troco desta ajuda de emergência», a qual consistiria, como «viria a descobrir» Rui Mateus, no seguinte: o de «que o célebre avião israelita em "missão humanitária" não era mais que um dos carregamentos de mísseis "HAWK" a caminho de Lisboa "onde [segundo Oliver North, in Under Fire] deveriam ser transferidos para outro avião" que deveria seguir para o Irão, no quadro do "Irangate" que tanta tinta faria correr» (pp. 258-259).
«Quando confrontado com jornalistas, Mário Soares "negaria veementemente relatórios de que aeroportos portugueses tivessem sidos utilizados como plataformas de trânsito de armas destinadas ao Irão, como parte do caso “Irão-Contra”. Mais, afirmou Soares, as autoridades portuguesas rejeitaram um pedido das autoridades dos EUA para autorizarem a “ajuda humanitária” que a América estava a enviar ao Irão" [in The Providence Journal Bulletin, de 23 de Maio de 1987]. O que coincide com a descrição de Bob Wooward, pelo menos no que toca ao caso já referido do pedido de 23 de Novembro pelo agente da CIA em Lisboa, Bob Skidmore. Segundo aquele conhecido jornalista e autor, "na noite de 21 de Novembro, North telefonou a Dewey Clarrige [chefe da divisão para a Europa, da CIA] .... em pânico e disse que necessitava de ajuda para obter autorização de Portugal para a aterragem de um avião de Israel numa missão humanitária". Ainda segundo Woodward, aquele alto funcionário contactaria o chefe da estação da CIA em Lisboa no sentido de obter tal autorização que o Governo de Portugal recusaria. O embaixador Frank Shakespeare não deveria ser informado desta "missão". Segundo o mais conhecido operacional deste tráfico, o tenente coronel Oliver North, os israelitas entrariam em contacto com o conselheiro de Segurança Nacional, Bad MacFarlane, em meados de 1985, propondo contactos que poderiam "resultar na libertação dos [seus] reféns em Beirute" [in Under Fire]. Ele próprio só terá entrado nesta "operação", que consistia inicialmente na troca de reféns por mísseis "Hawk" de fabrico norte-americano, em Novembro de 1985. O Governo americano concordaria com a venda de mísseis usados, deste fabrico, existentes em Israel, que os enviava para o Irão e, em troca, recebia mísseis novos dos EUA. Um negócio de centenas de milhões de dólares, que exigia a concordância das autoridades norte-americanas, um estranho intermediário iraniano, Manucher Ghorbanifar, com contactos com os serviços secretos israelitas e americanos e os intermediários de venda dessas armas, o ex-CIA, general Richard Secord e um ex-adido militar ex-israelita e próspero homem de negócios, Yakov Nimrodi. Quando Macfarlane informa o seu acessor, tenente coronel Oliver North, destas vendas com o apoio do governo norte-americano, pede-lhe "só para servir de monitor destas transacções" [in Under Fire]. Mas a 17 de Novembro de 1985, o então ministro da Defesa de Israel, Yitzhak Rabin, telefonar-lhe-ia pedindo ajuda no sentido de obter autorização do Governo de Portugal para que um avião do seu país, com mísseis "Hawk", pudesse aterrar "num aeroporto europeu onde deveriam ser transferidos para outro avião" [in Under Fire]. Portanto, o recém-empossado governo de Cavaco Silva recusara autorização a esta operação e assim se explica o desesperado telefonema do homem da CIA em Lisboa, na manhã de 23 de Novembro, querendo falar com Mário Soares e fazendo promessas de que esse apoio seria bem visto em Washington. A componente portuguesa desta história poderia acabar aqui, não fosse o livro de memórias de George Schultz, então secretário de Estado dos Estados Unidos. Schultz pressentira que existia uma diversão deste esquema secreto [referente ao escândalo «Irão-Contra» (1986), transformado entretanto "num chorudo negócio para alguns e numa fonte de financiamento dos movimentos 'contra' da Nicarágua"] que tinha autorização do presidente e, como tal, numa reunião no "Situation Room" [o gabinete de crise] da Casa Branca, recusar-se-ia a dar cobertura a um comunicado de imprensa, que o presidente dos EUA pretenderia divulgar. Segundo este, pretendia-se fazer crer que a actuação de Oliver North tinha sido a de mero observador da venda de armas israelitas ao Irão por razões humanitárias, tendo "encontrado, por acaso, um depósito de armas israelitas em Portugal". O ex-secretário de Estado negar-se-ia a colaborar e teria então dito ao presidente que "estão a distorcer a verdade e não acabam as mentiras. Estão-me a mentir neste momento a mim e aos outros membros do Governo" sendo certo que "Bud Macfarlane estava já a trabalhar neste projecto em Maio de 1985"»
[in George Schultz in Turmoil & Triumph, MacMillan Publishing Co., Nova Iorque, 1993].
domingo, 19 de abril de 2026
A CIA e o Portugal de Abril.
Por muito que custe a muito boa gente, o 25 de Abril não passou de um golpe de estado patrocinado por interesses exteriores e hostis a Portugal e aos portugueses. Portugal não passou nem passa de mais um território cobiçado, saqueado e vilipendiado pelas grandes potências mundiais, claro que nunca no interesse da nação portuguesa, está à vista de todos e só não vê ou viu quem não quis ou foi conivente com aqueles que nos prejudicaram e traíram.
Muito há ainda para dizer, a informação, a documentação estão visíveis e de consulta fácil ao comum cidadão, mas, a falta de curiosidade, o enviesamento mental e a formatação efectuada pelos meios ao serviço do regime que tudo têm feito para manter a população ignorante e desinformada, há que manter a narrativa politicamente correcta que vai sustentando este regime anti-português, corrupto e vendido aos interesses internacionais.
Dúvidas houvesse, estão mais do que desfeitas.
Leiam os textos das imagens infra.
Alexandre Sarmento
A Verdade Proibida: O Bem que Salazar Fez a Angola
Frente à crise que, em 1961, ameaçava desagregar o Mundo Português construído ao longo de mais de meio milénio, o Presidente do Conselho, Professor Oliveira Salazar, não hesitou. Perante massacres selvagens, manipulações internacionais e a cobiça de potências estrangeiras que queriam a todo o custo destruir o que Portugal edificara, Salazar tomou a única decisão possível: defender Angola. Defender aquilo que era português por direito histórico, por construção civilizadora e por séculos de trabalho árduo de várias gerações de portugueses.
Convém recordar, embora muitos prefiram convenientemente esquecer, que Angola, tal como todas as Províncias Ultramarinas, não existia antes de Portugal lá chegar. Não havia Estado, não havia fronteiras, não havia cidades, não havia estruturas. Não foi “invadida”; foi desbravada, organizada, civilizada por portugueses de coragem, visão e grandeza. Por isso Portugal justamente a reclamava como parte integrante do seu mundo: porque Angola foi construída por Portugal, e não por aqueles que em 1975, num acto criminoso e oportunista, se apoderaram violentamente de uma terra que não desenvolveram e da qual nada sabiam administrar.
E foi nesse contexto que Salazar, o homem que a propaganda barata de há 50 anos insiste, falsamente e sem vergonha, em chamar “fascista” e “ditador”, enviou tropas para Angola. Não por ambição, não por crueldade, mas porque civis inocentes estavam a ser massacrados por grupos terroristas negros, armados e financiados por interesses estrangeiros. Massangano e Nambuangongo não foram “revoltas”: foram massacres brutais, com assassinatos à machadada, mutilações grotescas, execuções sumárias de homens, mulheres e crianças. Uma barbárie indescritível, cuja violência ainda hoje envergonha qualquer pessoa de bem.
É exactamente aqui que se revela o carácter de Salazar: um homem firme, moralmente formado no Cristianismo, de profundo sentido humanista e com uma visão extraordinária da missão histórica de Portugal. Ditador? Fascista? Apenas na cabeça dos ignorantes e mal-intencionados. Se o fosse, não teria mandado prender Francisco Rolão Preto, líder do movimento fascista português; nem teria mantido distância crítica de Mussolini; nem teria rejeitado sempre qualquer forma de totalitarismo. Salazar era um estadista, dos maiores do século XX, e acreditava naquilo que hoje chamariam “democracia cristã”, ainda que desconfiando da corrupção dos partidos.
Foi este homem, de inteligência raríssima, trabalhador incansável e com uma nobreza de carácter que poucos compreendem, que em 1961 correu em defesa de Angola. Não o fez por capricho, mas por profunda convicção no imperativo da história e na justiça da causa portuguesa. Angola era parte viva de Portugal, possuía já elevada autonomia administrativa, e era defendida por soldados de todas as raças, aliás, no Exército Português havia mais angolanos negros a combater contra os terroristas do que entre os próprios “movimentos de libertação”. Essa realidade é incómoda, por isso é silenciada.
Graças à acção do Estado Novo, Angola viveu, entre 1961 e 1974, um desenvolvimento material e económico absolutamente espantoso. Um verdadeiro fenómeno africano. Escolas primárias, liceus, escolas técnicas, missões de ensino estruturadas com padrões europeus; hospitais, bairros modernos, serviços de alto nível; portos capazes de receber navios gigantes; estradas que cruzavam o território de norte a sul, de leste a oeste; linhas férreas eficientes; produção agrícola de primeira linha, Angola tornou-se um dos maiores produtores mundiais de café e algodão, uma potência emergente que o mundo admirava.
E tudo isto foi possível porque portugueses, angolanos, brancos, pretos e mulatos trabalhavam lado a lado, em comunhão de objectivos. Era uma sociedade com uma prosperidade real, palpável, que nada tinha a ver com o desastre absoluto que os incompetentes sanguinários do MPLA instaurariam após 1975.
Quer gostem, quer não, Salazar foi um dos maiores responsáveis pelo desenvolvimento de Angola até 1975, mesmo tendo falecido em 1970. Foi graças à sua decisão firme de 1961, à sua capacidade de governo e à sua visão do Mundo Português que Angola pôde continuar a crescer e a prosperar. Deixou aos seus inimigos, terroristas, comunistas e oportunistas, um território altamente desenvolvido, organizado e promissor. O que eles fizeram depois dispensa comentários: destruíram quase tudo.
Os angolanos de hoje, muitos deles alimentados por propaganda anti-portuguesa, não fazem a menor ideia do bem colossal que Salazar fez àquela terra africana. Ironia suprema: se Angola, à data da sua independência em 1975, nasceu como um país moderno, foi por causa daquele estadista que tantos gostam de humilhar, mas que, perante a verdade histórica, continua a erguer-se gigante.
E assim ficou a memória daquele homem que muitos caluniam mas que, na hora decisiva, ergueu sozinho a bandeira do Mundo Português para defender Angola. Ficaram as estradas, os portos, as escolas, as cidades que ele impulsionou e que ainda hoje murmuram, silenciosas, o nome de quem acreditou nelas antes de todos. Ficou também o vazio deixado pelos que destruíram o que não construíram. Mas a verdade permanece: quando Angola mais precisava, foi Salazar quem lhe deu o futuro. E mesmo que tentem apagar essa verdade, ela continuará inscrita na própria terra, como cicatriz e como testemunho de um tempo em que Portugal ainda sabia ser grande.
Aproveitamos para agradecer o envio deste texto absolutamente pertinente a @Ecos de Angola.
A Tropa Secreta da PIDE - Os Flechas
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