terça-feira, 20 de abril de 2021

O "fachismo" que envergonha esta espécie de democracia!!!

 

Que a "ditadura" de Salazar não gostava das liberdades, nem dos partidos políticos é uma verdade, aliás, o regime assumia-se claramente como anti-democrata, anti-liberal, anti-parlamentar, conservador e católico. 
Agora dizerem que o regime pretendia manter o país atrasado e no obscurantismo, é uma falácia, na verdade o Portugal "herdado" por Salazar padecia de um atraso estrutural de dois séculos. Dizerem os "inteligentes" abrileiros que o regime do Estado Novo não queria modernizar é uma asneira tremenda, pois basta referir nomes como Duarte Pacheco, Arantes e Oliveira, Daniel Barbosa, Correia de Oliveira e outros, a obra desenvolvida pelos seus vastos programas de obras públicas e industrialização implantados durante o período do tal "fachismo", promoveram um desenvolvimento tal, que permitiu fazer convergir em termos de desenvolvimento humano e economia com os os países mais desenvolvidos.
Seria um paradoxo pensar-se que Salazar pretenderia manter o país atrasado, poderia ter alguma paixão pelo bucolismo rural, mas sabia que o desenvolvimento do país e a sobrevivência ou êxito do país e do regime estariam  nos planos de fomento (indústria) e no sector terciário onde, nos anos 60, no final da governação de Salazar, a grande maioria da população portuguesa, cerca de 70% estava empregada exactamente nesse sector, nem irei enumerar as empresas de bandeira do regime, pois são sobejamente conhecidas e por sinal de dimensão internacional. 
O pior que um cego é mesmo aquele que não quer ver, pois basta consultar dados sobre o crescimento económico e social de Portugal dos anos 50 aos primeiros anos da década de 70 para que constatemos que nunca tivemos um período em que o país se tivesse desenvolvido tanto e de forma tão rápida a todos os níveis!!!
Não adianta o imputar a falsa culpa por todos os males do mundo a Salazar, só mesmo ignorantes, desconhecedores da história deste país ou gente de má índole, por que também os há, é que vão manipulando com a intenção de branquear um regime podre e corrupto como o actual, vão desviando ou tentando desviar a atenção dos mais incautos do naufrágio iminente, da derrocada, de um país moribundo, do atraso e da progressão da pobreza e miséria a que hoje assistimos, na verdade e se nada se alterar, estamos a viver os dias do fim.
Falam de 48 anos de "fachismo", mas durante esse período demos um grande salto em frente, eu pergunto, o que têm os democratas abrileiros a a contrapor, que obra deixaram depois de igual período temporal, um período de vacas gordas(dizem), o período dos milhões, o período dos fundos perdidos e dos subsídios europeus, então, em que evoluímos, temos um país cada vez mais atrasado e abandonado, na verdade ganhamos menos do que em 1974, o poder de compra diminuiu e fomos remetidos para o papel de meros pagadores de impostos. Ao mesmo tempo tudo foi vendido, foram as barragens, foram as empresas estratégicas, foi o nosso mar e pior que tudo estamos reféns de uma monumental e impagável dívida soberana, afinal, a quem servem os nossos governantes? 
A CUF no barreiro.

Outra questão, porque razão hão-de os portugueses ser responsabilizados pela irresponsabilidade dos seus governantes, por que razão ficam impunes, dito de outra forma, porque razão se privatizaram os lucros das empresas público-privadas e se nacionalizaram os prejuízos, lembro-me assim de repente do sector bancário e da TAP, mas poderia mencionar dezenas ou centenas de outras empresas.
Chamam a isto de democracia, eu chamo a isto uma bandalheira, um roubo legalizado, um saque e um ataque à propriedade privada, o que temos na verdade é um PREC II, ou seja estamos a caminho da escravatura de um regime por demais conhecido, um remake ou um regresso a uma ex-URSS, estamos a caminho do tal capitalismo monopolista de estado, o comunismo, duvidam???
Democracia, este regime, não me lixem, pá!!!
Alexandre Sarmento

A traição, por Franco Nogueira.

 


«... Ora, Portugal foi vítima de um ludíbrio gigantesco, os portugueses foram enredados num logro colossal. As forças que atacavam Portugal, e os seus agentes, criaram na consciência colectiva, quanto à visão do País, uma fractura entre o consenso nacional histórico e o consenso nacional contemporâneo. Não foi por acaso que se procurou, e ainda procura, apagar e fazer esquecer a história de Portugal, e deste facto é a tentativa de destruir a figura de Camões, o símbolo mais expressivo: àquelas forças importa que Portugal se transforme numa terra sem história. Essa fractura levou a uma visão a curto prazo, e a permitir que se sacrificassem os interesses futuros para satisfação de interesses imediatos. Julgou-se que ambos coincidiam - e não coincidiam. Parece que hoje alguns, se não muitos, estão arrependidos: mas é irreversível o que se fez e o arrependimento não modificará a realidade das coisas. Por outro lado, um outro facto não era perdido de vista: os interesses gerais de um Ocidente em que Portugal estava inserido. Que a descolonização portuguesa, no momento em que foi efectuada e pela forma por que o foi, afectou gravemente os interesses ocidentais, parece não carecer de demonstração. E é seguro que muitos no Ocidente estão igualmente arrependidos. E também se afigura não carecer de prova o facto dessa descolonização não haver garantido a paz nos territórios, o seu progresso, a sua independência efectiva, o respeito pelos direitos humanos dos seus habitantes.

Estamos hoje perante factos consumados. Angola e Moçambique, e os demais territórios, foram proclamados independentes em condições deploráveis, e antes que fosse completado um processo sociológico evolutivo que daria base sólida a essa independência. Deverá lamentar-se o facto: porque não foram defendidos interesses legítimos portugueses, que em nada ofendiam a soberania ou afectavam a independência das antigas províncias: e porque as populações destas têm sido vítimas, nos planos político, económico e humano, de sofrimento sem conta. Em face das realidades, todavia, caberá agora afirmar e desenvolver uma cooperação entre todos - se os Portugueses quiserem, se os Angolanos e Moçambicanos quiserem - pondo nessa cooperação absoluta lealdade, boa-fé, espírito de fraternidade e entreajuda, para benefício de todos. Se se partir de uma base realista; se se encararem os problemas numa perspectiva de longo alcance; se não se misturarem preconceitos ideológicos nas questões em aberto: se, precisamente no respeito pela independência de todos, não se procurar interferir nos negócios internos de cada um; se a cooperação entre Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné e S. Tomé puder ser expandida sem que se olhe ao regime interno vigente em cada momento; se for criado um clima de confiança recíproca, na certeza de que nenhum tem o que quer que seja a recear dos outros - uma grande e larga política poderá ser feita para vantagem de todos».

Franco Nogueira («Diálogos Interditos. A Política Externa Portuguesa e a Guerra de África», Vol. I).

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Quando os cravos se fanaram sobre um monte de esterco!!!

 

«Se alguém quisesse acusar os portugueses de cobardes, destituídos de dignidade ou de qualquer forma de brio, de inconscientes e de rufias, encontraria um bom argumento nos acontecimentos desencadeados pelo 25 de Abril.

Na perspectiva de então havia dois problemas principais a resolver com urgência. Eram eles a descolonização e a liquidação do antigo regime.

Quanto à descolonização havia trunfos para a realizar em boa ordem e com a vantagem para ambas as partes: o exército português não fora batido em campo de batalha; não havia ódio generalizado das populações nativas contra os colonos; os chefes dos movimentos de guerrilha eram em grande parte homens de cultura portuguesa; havia uma doutrina, a exposta no livro Portugal e o Futuro do general Spínola, que tivera a aceitação nacional, e poderia servir de ponto de partida para uma base maleável de negociações. As possibilidades eram ou um acordo entre as duas partes, ou, no caso de este não se concretizar, uma retirada em boa ordem, isto é, escalonada e honrosa.

Todavia, o acordo não se realizou, e retirada não houve, mas sim uma debandada em pânico, um salve-se-quem-puder. Os militares portugueses, sem nenhum motivo para isso, fugiram como pardais, largando armas e calçado, abandonando os portugueses e
africanos que confiavam neles. Foi a maior vergonha de que há memória desde Alcácer Quibir. Pelo que agora se conhece, este comportamento inesquecível e inqualificável deve-se a duas causas. Uma foi que o PCP, infiltrado no exército, não estava interessado num acordo nem numa retirada em ordem, mas num colapso imediato que fizesse cair esta parte de África na zona soviética.


O essencial era não dar tempo de resposta às potências ocidentais. De facto, o que aconteceu nas antigas colónias portuguesas insere-se na estratégia africana da URSS, como os acontecimentos subsequentes vieram mostrar. Outra causa foi a desintegração da hierarquia militar a que a insurreição dos capitães deu início e que o MFA explorou ao máximo, quer por cálculo partidário, quer por demagogia, para recrutar adeptos no interior das Forças Armadas. Era natural que os capitães quisessem voltar depressa para casa. Os agentes do MFA exploraram e deram cobertura ideológica a esse instinto das tropas, justificaram honrosamente a cobardia que se lhe seguiu. Um bando de lebres espantadas recebeu o nome respeitável de «revolucionários». E nisso foram ajudados por homens políticos altamente responsáveis, que lançaram palavras de ordem de capitulação e desmobilização num momento em que era indispensável manter a coesão e o moral do exército para que a retirada em ordem ou o acordo fossem possíveis. A operação militar mais difícil é a retirada; exige em grau elevadíssimo o moral da tropa. Neste caso a tropa foi atraiçoada pelo seu próprio comando e por um certo número de políticos inconscientes ou fanáticos, e em qualquer caso destituídos de sentimento nacional. Não é ao soldadinho que se deve imputar esta fuga vergonhosa, mas dos que desorganizaram conscientemente a cadeia de comando, aos que lançaram palavras de ordem que nas circunstâncias do momento eram puramente criminosas.


Isto quanto à descolonização, que na realidade não houve. O outro problema era da liquidação do regime deposto. Os políticos aceitaram e aplaudiram a insurreição dos capitães, que vinha derrubar um governo, que segundo eles, era um pântano de corrupção e que se mantinha graças ao terror policial: impunha-se, portanto, fazer o seu julgamento, determinar as responsabilidades, discriminar entre o são e o podre, para que a nação pudesse começar uma vida nova. Julgamento dentro das normas justas, segundo um critério rigoroso e valores definidos.

Quanto aos escândalos da corrupção, de que tanto se falava, o julgamento simplesmente não foi feito. O povo português ficou sem saber se as acusações que se faziam nos comícios e nos jornais correspondiam a factos ou eram simplesmente atoardas. O princípio da corrupção não foi responsavelmente denunciado, nem na consciência pública se instituiu o seu repúdio. Não admira por isso que alguns homens políticos se sentissem encorajados a seguir pelo mesmo caminho, como se a corrupção impune tivesse tido a consagração oficial. Em qualquer caso já hoje não é possível fazer a condenação dos escândalos do antigo regime, porque outras talvez piores os vieram desculpar.

Quanto ao terror policial, estabeleceu-se uma confusão total.

Durante longos meses, esperou-se uma lei que permitisse levar a tribunal a PIDE-DGS. Ela chegou, enfim, quando uma parte dos eventuais acusados tinha desaparecido e estabelecia um número surpreendentemente longo de atenuantes, que se aplicavam praticamente a todos os casos. A maior parte dos julgados saiu em liberdade. O público não chegou a saber, claramente; as responsabilidades que cabiam a cada um. Nem os acusadores ficaram livres da suspeita de conluio com os acusados, antes e depois do 25 de Abril.


Havia, também, um malefício imputado ao antigo regímen, que era o dos crimes de guerra, cometidos nas operações militares do Ultramar. Sobre isto lançou--se um véu de esquecimento. As Forças Armadas Portuguesas foram alvo de suspeitas que ninguém quis esclarecer e que, por isso, se transformaram em pensamentos recalcados. Em resumo, não se fez a liquidação do antigo regímen, como não se fez a descolonização. Uns homens substituíram outros, quando os homens não substituíram os mesmos; a um regímen monopartidário substituiu-se um regímen pluripartidário. Mas não se estabeleceu uma fronteira entre o passado e o presente. Os nossos homens públicos contentaram-se com uma figura de retórica: «a longa noite fascista». Com estes começos e fundamentos, falta ao regime que nasceu do 25 de Abril um mínimo de credibilidade moral. A cobardia, a traição, a irresponsabilidade, a confusão, foram as taras que presidiram ao seu parto e, com esses fundamentos, nada é possível edificar. O actual estado de coisas, em Portugal, nasceu podre nas suas raízes. Herdou todos os podres da anterior; mais a vergonha da deserção. E com este começo tudo foi possível depois, como num exército em debandada: vieram as passagens administrativas, sob capa de democratização do ensino; vieram «saneamentos» oportunistas e iníquos, a substituir o julgamento das responsabilidades; vieram os bandos militares, resultado da traição do comando, no campo das operações; vieram os contrabandistas e os falsificadores de moeda em lugares de confiança política ou administrativa; veio o compadrio quase declarado, nos partidos e no Governo; veio o controlo da Imprensa e da Radiotelevisão, pelo Governo e pelos partidos, depois de se ter declarado a abolição da censura; veio a impossibilidade de se distinguir o interesse geral dos interesses dos grupos de pressão, chamados partidos, a impossibilidade de esclarecer um critério que joeirasse os patriotas e os oportunistas, a verdade e a mentira; veio o considerar-se o endividamento como um meio honesto de viver. Os cravos do 25 de Abril, que muitos, candidamente, tomaram por símbolo de uma Primavera, fanaram-se sobre um monte de esterco.


Ao contrário das esperanças de alguns, não se começou vida nova, mas rasgou-se um véu que encobre uma realidade insuportável. Para começar, escreveu-se na nossa história uma página ignominiosa de cobardia e irresponsabilidade, página que, se não for resgatada, anula, por si só todo o heroísmo e altura moral que possa ter havido noutros momentos da nossa história e que nos classifica como um bando de rufias indignos do nome de nação. Está escrita e não pode ser arrancada do livro. É preciso lê-la com lágrimas de raiva e tirar dela as conclusões, por mais que nos custe. Começa por aí o nosso resgate. Portugal está hipotecado por esse débito moral, enquanto não demonstrar que não é aquilo que o 25 de Abril revelou. As nossas dificuldades presentes, que vão agravar-se no futuro próximo, merecemo-las, moralmente Mas elas são uma prova e uma oportunidade. Se formos capazes do sacrifício necessário para as superar, então poderemos considerar-nos desipotecados e dignos do nome de povo livre e de nação independente.»

António José Saraiva, in Diário de Notícias de 26 de Janeiro de 1979.

Uma "Estória" muito mal contada, uma revolução que nunca passou de uma encenação, e depois, há sempre aquela suspeita, ou muito mais do que isso em relação ao que se passou nos últimos anos do antigo regime! Tudo infiltrado pela cambada do PCP, ao serviço de Moscovo, isto no que aos militares e elementos da PIDE diz respeito, e por outro lado a corrupção de muitas das figuras chave por parte dos amigos americanos, os assalariados da CIA!

Isto para já não falar que quem mexia os cordelinhos era gente muito bem instalada na vida, os plutocratas, os donos disto tudo, tudo um jogo de interesses no qual os portugueses da metrópole e dos territórios ultramarinos não passaram de meros peões, perfeitamente descartáveis.

...E assim se fez a maior traição a uma Nação com nove séculos de existência, e ao que parece, ainda há quem alinhe na farsa da democracia socialista e aplauda aqueles que lhes vão apertando o garrote no pescoço, lamento, mas somos um povo de suicidas, pagamos sem dúvida o preço da ignorância e da ganância, do viver bem sem trabalhar, por isso mesmo hoje estamos escravos de uma elite que nos subjugou através de uma impagável dívida!!!

Já o diziam os romanos, um povo que não se governa, nem se deixa governar!!!

Alexandre Sarmento

As origens do 25 de Abril...

 


«Spínola, quando chegou à Guiné, fez uma coisa revolucionária: considera que uma guerra daquele tipo só se ganhava politicamente e nunca militarmente. A única coisa que ele pedia aos militares era que não perdêssemos a guerra para lhe darmos tempo para a resolver politicamente. A partir disso, toda a manobra militar da Guiné esteve subordinada à manobra política do general. Ele traçou a sua manobra política, à qual a manobra militar ficou subordinada. [...] Spínola ouvia muito o Ricardo Durão e o Rafael Durão. Ao núcleo duro do staff dele pertenciam eu, o Carlos Morais, mais tarde o Dias de Lima quando o Carlos Morais acabou uma comissão, o Carlos Azeredo, o João Almeida Bruno, o Firmino Miguel e o Pereira da Costa. O Azeredo tinha uma certa "pancada", mas o resto era gente normal. Uma noite este grupo, exceto Dias de Lima, reuniu-se em Bissau, depois de fazer um estudo exaustivo do que se estava a passar no país e nas colónias, e chegou à conclusão que a maneira de resolver o problema nacional era destituir o Governo e substituí-lo por alguém que quisesse resolver os problemas nacionais, como era o caso do Spínola. Puseram-se várias hipóteses, até que assentámos no projecto de transformar Spínola numa figura nacional, de tal maneira importante que eles não pudessem pô-lo numa prateleira, quando ele regressasse a Lisboa. Quando o Spínola tem uma posição importante em Lisboa, ia colocar os seus homens de confiança, que eram muitos, nos lugares importantes. 

No momento em que ele achasse que tinha o espaço nacional coberto por pessoas da sua confiança, subia a escadaria de São Bento, batia à porta e dizia ao Marcello: "Gostei muito deste bocadinho, mas vá-se embora porque quem manda agora sou eu " Seria um golpe de Estado típico. Seria um golpe de Estado típico. Isto falhou porque o Spínola, apesar de ter ido para um lugar importante, que foi criado de propósito para ele - vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas -, nunca conseguiu pôr uma pedra dele em nenhum sítio porque não o colocou. Entretanto, mobilizaram-se jornalistas, portugueses e estrangeiros. O Dominique de Roux , francês, era um dos homens que estava connosco. O Victor Direito, do República , também ». 

Carlos Fabião («Milícias negras», in José Freire Antunes, «A Guerra de África - 1961-1974», Vol. I).

Para bom entendedor, Spínola foi comido de cebolada!!!

Alexandre Sarmento

sexta-feira, 16 de abril de 2021

A Verdade, por António José Saraiva.

 


"E hoje vemos, com uma dura clareza, como o período da nossa História a que cabe o nome de Salazarismo foi o último em que merecemos o nome de Nação Independente. Agora em plena democracia e sendo o povo soberano, resta-nos ser uma reserva de eucaliptos para uso de uma obscura entidade económica que tem o pseudónimo de CEE".

"Salazar foi, sem dúvida, um dos homens mais notáveis de Portugal, possuindo uma qualidade que os homens notáveis nem sempre têm - a recta intenção".

"(...)além de qualidades de administrador miraculosamente raras junto a uma igualmente rara integridade".

Comentários de António José Saraiva, reconhecido anti-salazarista, membro do Partido Comunista,  e, segundo poderemos constatar, depois de confrontado com a farsa abrileira, com a trama, com a traição, mudou radicalmente de posição,  despertou para a realidade, e como homem de carácter, deu a mão à palmatória, assumiu-se, aliás como é característica de seres humanos dotados de carácter e verticalidade.

Alexandre Sarmento

Heróis de Abril, os inconscientes!!!

 


Agora é tarde, muito tarde...o mal está feito e com resultados irreversíveis!!!
"o povo vai lá, mete o papelinho, e fica todo contente, porque está convencido de que está a participar, mas (...) vive os anos seguintes num estado de submissão, outra vez"
"interessar-me-ia um partido de esquerda, mas os partidos de esquerda que aparecem no panorama nacional, no panorama político, também não me dão grande confiança para que possa votar neles"
"as experiências com regimes políticos completamente novos não costumam resultar espectacularmente"
"após a explosão de liberdade, (...) o povo veio demonstrar, através de assembleias populares que foram surgindo em toda a parte, uma capacidade notável, um dinamismo óptimo, uma inteligência apurada, e um sentido de participação activa na vida política do país", e que foi esse "dinamismo, essa capacidade do povo, que durante quase meio século tinha ficado perfeitamente submetido a uma ditadura", que o levou a "mudar agulhas", e a pensar: "É pá! Democracia direta é que era formidável, pá!".
Frases de Otelo Saraiva de Carvalho num programa de televisão.
Pergunto, então este iluminado não sabia o que estava a fazer, ou então a "brincadeira" que nos meteu neste marasmo não lhe correu de feição?
Um ignorante, um imbecil, um inconsciente, um inconsequente, ou meramente um boneco da cambada sionista Rotschild/Rockefeller?
Ou será que nem isso, e quem sabe tenha feito esta opera bufa apenas por razões corporativas, vantagens pessoais neste caso?
Recordo as palavras deste facínora há alguns anos... "Precisávamos de um homem com a inteligência do Salazar", então, só agora descobriu que Salazar fez o que pode, o melhor que pode e o que os ventos da historia ou o enquadramento e contexto nacional e internacional lhe permitiram?
Cambada, sim, uma cambada como e muito bem a saudosa Vera Lagoa os apelidou, os parasitas, os párias, os vendedores de um país e uma Nação aos interesses internacionais, o mais chocante no meio disto tudo é que uma grande parte dos portugueses ainda alinham nesta farsa, são espezinhados, foram empenhados e condenados a uma lenta agonia e adoram os seus carrascos, tal a campanha de imbecilização e manipulação a que sujeitaram este país...
Fica aqui expressa a forma como a imbecilidade é contagiosa, uma verdadeira pandemia que tem por nome "democracia", uma denominação que arrasta multidões de perfeitos ignorantes e masoquistas, eis o verdadeiro fruto do tal 25 de Abril de má memoria!!!
Portanto, "Otelos", "Vascos Lourenços","Manueis Alegres" e quejandos, tenham vergonha e peçam desculpa aos portugueses pela bela merda que fizeram, com a certeza porem, que uma parte desses portugueses nunca aceitarão, nunca se resignarão, nunca se vergarão a este monumental erro na historia deste país, este verdadeiro buraco negro da historia desta Nação.

Reprovo o acto.
A bem da nação.

Alexandre Sarmento

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Mais alguns pormenores da Guerra Colonial.

 

«O general Spínola tem duas fases na vida dele. Uma, em que se dedicou à Guiné, à parte militar, ao desenvolvimento social - foi a fase nobre da vida dele. Depois, deixou-se deslumbrar pela política, com influência de alguns deputados da ala liberal. Ele nunca me mostrou as cartas que tinha recebido. Depois disse-me que tinha recebido directivas, mas que continuava fiel ao presidente do Conselho. Mas o general Spínola, com todas as qualidades que tem, tem um defeito: é muito vaidoso. A certa altura, deixámo-nos de falar, e ele criou aquele mito da impossibilidade da defesa militar da Guiné, que o levou a ser substituído pelo general Bethencourt Rodrigues que, pelo contrário, dizia que a Guiné era susceptível de ser defendida desde que tivesse mais meios - e os meios ainda foram conseguidos no meu tempo. A última vez que fui à Guiné foi em 1972. Senti que o general Spínola estava diferente. Quando ele levantou o problema do colapso militar, eu estava na última fase como ministro do Ultramar. Mas mandou-se à Guiné o general Costa Gomes que, quando regressou, disse que a Guiné era perfeitamente defensável desde que se mudasse o dispositivo. Foi na altura em que se resolveu substituir o governador. Fui eu que fiz o convite ao Bethencourt Rodrigues para ir para a Guiné. Eu combinei com ele falar num sítio onde não houvesse muita gente, e fomos para São Julião da Barra. Mas estava cá uma esquadrilha inglesa de acrobacia aérea, e foi um inferno para lá chegar.

Cheguei a São Julião da Barra, ele estava lá e eu disse-lhe: "Trago-lhe uma boa notícia. Você vai para a Guiné. Nós precisamos de si na Guiné. Diga que sim". Ele aceitou. Foi à Guiné, fez um estudo da situação, veio cá e disse, confirmando o que o Costa Gomes tinha dito: "A Guiné é defensável, mas tem que se mudar o dispositivo. E têm que ser reforçados certos meios de defesa". Mas a partir de certa altura, quando começou a cair a vontade de luta do general Spínola, começou-se a dizer que a guerra subversiva não era susceptível de ser vencida. Não é verdade: os ingleses venceram a guerra subversiva no Quénia, na Malásia... Na guerra subversiva, a tendência é para se passar para a guerra convencional, porque a guerra subversiva provoca a desordem mas não consegue dominar o território. Eles passaram a vida a dizer que a guerra subversiva não era susceptível de ser vencida, e quando, na Guiné, passaram para a guerra convencional, começaram a dizer que a guerra convencional não era susceptível de ser vencida. Foi quando começaram a evocar a falta de material, argumento que nós anulámos porque conseguimos o material. O Bethencourt Rodrigues foi informado de que estava em preparação a remessa de material, para além de termos mandado muito material disponível, que fazia parte da defesa do continente. Disse-me que ia mudar o dispositivo e que aquilo seria perfeitamente dominável.

Havia muitos problemas administrativos que superavam os problemas militares. E militares que pediram que o novo ministro da Defesa fosse um civil. Quem pressionou mais a solução civil foi o próprio Costa Gomes. Eu, na altura, já estava no Governo há doze anos, só desejava sair e voltar à minha vida profissional. E só fui por causa da conjuntura e da situação em que estava o País, porque não ia abandonar num momento difícil. E fiquei, o que me valeu dois anos na cadeia, depois do 25 de Abril. Depois de tomar posse, cheguei à conclusão de que a situação era preocupante porque havia o problema do armamento - nós tínhamos dificuldade em conseguir o armamento que os militares diziam que precisavam. Havia um agravamento da situação em Moçambique, na zona de Vila Pery, que era necessário eliminar. Eu tinha que tirar razão aos militares quando eles diziam: "Não temos meios". E só o conseguiria criando os meios. Foi o que fiz: tentei suprir a falta de armamento para lhes tirar o argumento do "nós não nos podemos bater como deve ser porque não temos armamento". E o armamento conseguiu-se. Mas o que aconteceu foi que, quando apareceram os mísseis terra-ar Strela, na Guiné, aquilo criou um alarme excessivo. Também apareceram Strela em Angola e não houve aquela reacção. Nessa altura, dediquei-me ao problema do armamento e estabeleci ligações com o ministro da Defesa da África do Sul, Pieter Botha, que veio cá tão discretamente que ninguém deu por nada. Estivemos dois dias fechados no Forte de São Julião da Barra a discutir os problemas. Eu fui nomeado ministro da Defesa em 7 de Novembro de 1973 e isto passou-se logo a seguir. Discutimos o problema do armamento. A África do Sul tinha comprado duas baterias de mísseis terra-ar Crotale em França - eu consegui que eles desistissem de uma, e comprámo-la nós, directamente aos franceses. Pagámos a bateria aos franceses, os trinta por cento que estavam no contrato, e chegámos a mandar o pessoal para ser treinado. A bateria dos Crotale era para proteger o aeroporto de Bissau. Havia na Guiné aviões MIG, que eram da República da Guiné, mas podiam ser usados lá.


Conseguimos artilharia em Israel, porque uma das coisas de que se queixavam na Guiné, era que a artilharia deles tinha alcance superior ao da nossa. Conseguimos os Red Eye, mísseis terra-ar individuais, na Alemanha. Não sei quem os vendia, só sei que eles nos forneciam 500 Red Eye americanos. Aí, também houve influência do Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas indirecta. Esteve no meu gabinete o general Étoile, que era quem superintendia nas vendas dos aviões Mirage, e que nos fez uma oferta de Mirage, pondo como única condição ficarem com base em Cabo Verde. Eu disse-lhe: "Não preciso dos Mirage em Cabo Verde, mas na Guiné". Ele respondeu: "O senhor sabe muito bem como é que isso se faz depois". Oficialmente os Mirage não podiam ter base na Guiné. Eu nem sei se, depois do 25 de Abril, o material veio ou não. Discuti também com Pieter Botha o fornecimento de excedentes, em vez de os venderem ou mandarem para a sucata, vendiam-nos a nós. Havia sido negociado um contrato de empréstimo até seis milhões de contos, mas em vez de ser em dinheiro era em material. Em compensação, nós vendíamos à África do Sul petróleo de Angola. Este contrato ficou assente, mas depois não teve seguimento. O reequipamento tinha uma verba à parte, que saía parcialmente daquele Fundo de Defesa do Ultramar. Eu deixei no Ministério cerca de oitocentos mil contos, os tais que ninguém sabe onde foram parar. Eu sei que na noite do 25 de Abril a primeira coisa que eles fizeram foi porem uma equipa de contabilistas no Ministério a verificar a minha contabilidade, onde não faltava meio tostão. Para gastos confidenciais, duzentos mil contos; para reequipamento, seiscentos mil contos.


[...] Em determinado momento, o almirante Crespo disse que o general Spínola estava a escrever um livro e que não havia muita vantagem em que o livro fosse publicado. Isto passou-se quando eu ainda estava no Ministério do Ultramar. Uma tarde, chegou um despacho do general Costa Gomes, dizendo que o livro do Spínola estava pronto para ser publicado. Eu disse: "Ele não pode publicar o livro sem eu o ter lido". Os militares no activo não podem publicar nada sem autorização superior. Mas Spínola recusou-se a dar-me o livro para ler, embora ele minta e diga que eu tinha conhecimento do livro, insinuando que tinha sido por intermédio da DGS. Mas a DGS também não sabia do livro. Fui ter com Marcello Caetano e disse-lhe: "O livro não pode ser publicado sem autorização, mas ele recusou-se a entregar-mo". Então, Marcello Caetano respondeu-me: "Para não estarmos a criar um problema, você encarrega o general Costa Gomes - que era o superior hierárquico do general Spínola - de ler o livro e de lhe dar um parecer". Então chamei o general Costa Gomes e ele deu-me um parecer favorável. Nessa altura, despachei nestes termos: "Embora não tenha conhecimento do livro, porque não me foi facultado para ler, confio no parecer do chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas. Publique-se».

Silva Cunha («África a arder», in José Freire Antunes, «A Guerra de África - 1961-1974», Vol. I).

Levantando um pouco o véu sobre o 25 de Abril...

 

O livro simultaneamente mais interessante e mais valioso entre tantos que, depois de Abril de 1974, se escreveram sobre Portugal, é sem dúvida o de Dominique de Roux, «Le Cinquième Empire» (Ed. Belfont, Paris).

A tese do autor é a seguinte: Portugal foi o último dos impérios e seu termo, dado agora, abre a história da humanidade para o Quinto Império, aquele que, anunciado nos libros da tradição mais sagrada e mais secreta, será o império da universalidade. Em termos mais correctos: encerrado o longo ciclo de imperialismo, a humanidade vai entrar no ciclo do universalismo. Ao poder na terra e no tempo, sucederá o poder do uno e do espírito. A dissolução do último império terrenal, equivale à putrefacção, ou saturnificação, onde germinará a flor.


No que tem de narrativo (toda a história da preparação e execução do 25 de Abril), o livro de Dominique de Roux é uma minuciosa descrição de um povo putrefacto. A famosa lamentação shakespereana de que «alguma coisa está podre no reino da Dinamarca», pode completar-se agora com a exultação de que «tudo está podre no reino de Portugal». Isso explica que, sendo este livro o mais interessante e valioso de quantos se publicaram sobre Portugal, seja também o mais silenciado, o que «ninguém leu», o que nenhum jornal noticiou. Com efeito, todos ali figuram mergulhados na podridão, desde os campeões militares e os caudilhos políticos que executaram o golpe até aos homens e mulheres mais em evidência na velha e na nova sociedade portuguesa. Todos são descritos «en su tinta»; os campeões militares, por exemplo, surgem em ambientes e actos, em que o autor também participou, vividos na guerra do Ultramar de cuja realidade e sentido todos foram igualmente ignorantes, moscas saturninas e tontas.

Dominique de Roux era uma personalidade enigmática: jornalista de celebridade mundial, era também «intelectual», de um tipo que os jornalistas nunca são; nos campos de guerra em África, entrevistava, antes do 25 de Abril, Kaulza, Spínola e Otelo, e, depois do 25 de Abril, Jonas Savimbi, mas ao mesmo tempo fundava e dirigia a colecção «10-18», que todos nós conhecemos, e organizava os sucessivos números da revista «Exil». Nos primeiros dias que se seguiram ao golpe de Abril, três diários comunistas publicavam a várias colunas da 1.ª página o seu retrato com a legenda: «à solta em Portugal um dos principais agentes da reacção internacional...». Tinha preocupações de aristocrática elegância e havia quem dissesse que era um dirigente da polícia secreta francesa, o que este seu livro permite confirmar... Morreu de repente, quando acabava de publicar o «Cinquième Empire» e dias depois da invasão do Congo pelos comunistas de Angola. Há quem diga que foi assassinado.


Ao lermos o «Cinquième Empire», mais uma vez evocamos o antiquíssimo mito de como tantas vezes se vai procurar longe o que se tem à mão. Procurando a «flor azul» na distância impossível de percorrer», Dominique de Roux só pôde conhecer, do último império, a putrefacção. Nunca foi aonde o mito do império do espírito é todos os anos celebrado, embora ponha em epígrafe do seu livro um poema de Natália Correia, e não mostra conhecer (exceptuada uma apressada alusão a António Telmo) aqueles que, como Agostinho da Silva, melhor lhe poderiam falar. O jornalista atraiçou o intelectual. Ofuscado pelas vedetas, passou ao lado do que buscava e não o viu. Condenou-se a só ver a podridão (in Escola Formal, 1977, n.º 4, p. 19).

Este livro, é tão só uma das melhores obras que li nos últimos tempos, recomendo vivamente, um testemunho na primeira pessoa, o resto, deixo ao vosso critério.

Alexandre Sarmento

Em baixo, o link para download do livro, "O Quinto Império".

https://drive.google.com/file/d/0B3w4NEaIStOJZUFsaEJLYzNGZGM/view


quarta-feira, 14 de abril de 2021

O antro socialista.



Esperavam o quê, quando este povo, o povo português, constituído em larga percentagem por seres sem sentido crítico, falhos de autonomia mental, impressionáveis, ignorantes, invejosos e vaidosos, desejando ter tudo mas sem terem de fazer o esforço necessário para a sua aquisição, só pode ser governado por gente com semelhantes características. Políticos corruptos sem escrúpulos que não escondem a sua ascendência, o ADN dos crápulas da Primeira República, das últimas décadas da monarquia, e mais uma vez, lá está o nosso Portugal a sofrer um rombo, mais um duro golpe, quiçá o derradeiro, quiçá a estocada final, o fim da linha e a morte da Nação. 
Já lá vai quase meio século e este povinho verdadeiro especialista no sector da novela ou da canelada, não se apercebe que durante todo este tempo foi manipulado, enganado e roubado por aqueles em que paradoxalmente ainda vota, será que esta gente não tem dois dedos de testa e entende de uma vez por todas que vivemos num regime de ditadura, que vivemos num regime socialista à imagem daquilo que outrora existiu na URSS, será que ainda não se deram conta que a propriedade privada deixou de existir? 
Hoje somos meros pagadores de impostos e arrendatários dos bens que ignorantemente ainda cremos serem nossos, repare-se no IUC, ou no IMI, no primeiro caso, circule-se com a viatura, ou não, somos obrigados a pagar, no segundo caso, depois de todas as despesas, taxas e impostos pagos na construção ou na compra de um imóvel, lá estamos nós a entrar pela madeira dentro pagando uma renda ao Estado. Isto sim, é o verdadeiro PREC, o caminho para o socialismo, o caminho para o tal Capitalismo Monopolista de Estado, trocando por miúdos, o tal regime a que alguns mais expeditos chamam de comunismo, abram os olhos, porra!!!
Hoje as palavras de ordem são o fascismo, o racismo, a intolerância, pura manipulação, pura novela para entreter as massas e propagar a discórdia, o criar de atritos na sociedade e dessa forma ir mantendo o status quo, o tal dividir para reinar.
Curioso é ainda hoje apresentarem como fonte de todos os males o Estado Novo e Salazar, esquecendo porém que foi indubitavelmente nesse período que o nosso país mais convergiu com os países mais desenvolvidos, foi nesse período que se deram as maiores mudanças, tanto estruturais como a nível de apoios sociais, mas infelizmente e mais uma vez, a ignorância fala mais alto, o discurso demagógico dos nossos políticos a coberto de uma comunicação social e de uma elite intelectual corrupta deixou marcas.
É muito fácil o assacar culpas a terceiros, o difícil é assumir o erro, e pelo que se pode ver, temos um país ao abandono, falido, endividado e diminuído em todos os aspectos, a soberania é uma falácia, os nossos territórios são feudos das grandes corporações e estamos subjugados a terceiros, basta olhar para a nossa ZEE, temos um mar imenso, mas não podemos pescar, somos obrigados a comprar ao estrangeiro o peixe que nasce e cresce nas nossas águas. Portugal pode ser um bom país, mas não o será para os portugueses, enfim, segundo reza o adágio, cada povo tem aquilo que merece!!!
Ainda há quem se admire dos Sócrates, dos Varas, dos BES, dos BPN e de tantas outras figuras e de tantos outros escândalos, de tanto roubo da coisa pública, afinal não é este o regime em que o povo escolhe aquele que melhor o pode representar, ou neste caso, roubar?
Isto já não é um país, é um antro, por sinal muito mal frequentado!!!
Quiseram a CEE, quiseram o Tratado de Lisboa, mas alguém explicou ao pormenor os riscos e a perda de soberania que acarretavam o alinhar com o projecto federalista da Europa?
Na verdade somos hoje não um país soberano, somos sem dúvida uma mera região de um continente outrora líder, outrora o modelo a seguir, um país que ficou orfão quando de uma revolução que não passou de um golpe corporativo e que hoje está refém ou é propriedade daqueles que que desenharam e patrocinaram essa trafulhice que muitos ignorantes e imbecilizados comemoram a 25 de Abril!!!
Não me vou alongar muito mais, mas infelizmente, gente com espírito altruísta, gente séria e competente desapareceram do panorama político português, ou seja democraticamente fizeram a purga de gente séria, segundo o léxico actual, correram com os fascistas!!!
Portanto, hoje é que estamos bem, sem o ditador fascista Salazar, mas com uma miríade de democratas e socialistas saqueadores da cousa pública.

E viva o regime, agora paguem o preço da tal democracia, e já agora, indemnizem o Sócrates!!!

Alexandre Sarmento
           



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«Isto é só para safados.»


Salazar a Franco Nogueira, 1966

terça-feira, 13 de abril de 2021

Verdades vergonhosas e ocultadas!!!

 

A mentira que quiseram transformar em verdade, uma pseudo revolução baseada em falsidades, ocultação da verdade e sobretudo se revestiu de um monumental crime de Lesa Pátria.
«Continuamos a gramar com uma das maiores falsificações jamais empreendidas em toda a história portuguesa, no âmbito da qual se procuram omitir os mais variados e hediondos crimes, traições e depredações perpetradas em nome da liberdade e do socialismo revolucionário. Referimo-nos, obviamente, ao 25 de Abril de 1974, na sequência do qual o povo português ficou definitivamente amordaçado por poderes e organizações internacionais apostadas na instauração da Nova Ordem Mundial. A campanha, já um tanto desesperada, recebe o apoio incondicional de escolas, fundações, universidades e de quase todos os meios de comunicação de massas em que se perpetua a enormidade vil e falaciosa de que devemos aos "capitães de Abril" a suposta liberdade e a nominal democracia que não vemos em lado nenhum.
Querem-nos, pois, fazer crer que a revolução comunista de 74 nem sequer chegou ao ponto de derramar sangue, salvo um ou outro episódio esporádico. E perante esta manobra de desinformação sustentada por praticamente toda a classe jornalística, política e universitária, fazem vista grossa das centenas de milhares de mortos em Angola, Moçambique e na Guiné Portuguesa, de que - verdade se diga - os tais capitães são tão criminosamente responsáveis que só um Tribunal de Guerra poderia ter feito justiça perante a barbárie e a selvajaria para as quais tão zelosamente contribuíram. Aliás, não há nada como ler a seguinte passagem sobre o primeiro êxodo na Província Ultramarina de Angola:
"Desde 4 de Fevereiro de 1961, a guerra em Angola causara 3 423 mortos - menos de metade dos quais em combate e, entre estes, a maioria por rebentamento de minas. Mas entre Maio e Agosto de 1974, morreram mais soldados portugueses do que durante todo o ano de 1973" (in Alexandra Marques, Segredos da Descolonização de Angola, D. Quixote, p. 49).


Ou pior ainda:
"(...) À Rádio Voz do Zaire [o] conselheiro da Revolução [Vítor Alves] referiu que 'o número de vítimas provocado desde Março pela violência em Angola já era superior ao causado pela guerra colonial naquela ex-colónia'. Ferreira de Macedo falara em 2.000 a 3.000 mortos, mas ter morrido durante três meses mais gente do que em 14 anos de guerra colonial era um termo de comparação pouco lisonjeiro para os nacionalistas" (ibidem, p. 320).
Segue-se ainda outro passo referente a Luanda:
"(...) Depois dos seus domínios serem invadidos por indivíduos armados à procura de armas, de serem despejados à força das suas casas, de serem ameaçados, agredidos ou mortos, no dia seguinte (1 de Maio de 1975) centenas de brancos protestaram junto ao Palácio, exigindo meios para deixar Angola. A multidão insultou a tropa por não os proteger: Derrubaram o gradeamento e os portões mas foram travados na porta pelo PM. [...] Queriam ir embora de Angola e gritavam: 'Estamos a ser mortos. Estão a violar as nossas mulheres'" (ibidem, p. 303).
Por fim, fiquemos com mais este passo de contornos dantescos e apocalípticos entre os demais:
"(...) Malange tornara-se um imenso cemitério a céu aberto: 'Milhares de pessoas mortas, na sua maioria africanos, que estavam ainda insepultas quando se abandonou a cidade. O Batalhão apenas conseguiu enterrar numa vala comum com cerca de 100 metros, cobrir de cal viva ou queimar no local onde se encontravam, umas escassas centenas de mortos'" (ibidem, p. 388).


De resto, e a par da impunidade relativa a todos os agentes criminosos implicados no 25 de Abril de 1974, o subterfúgio ardiloso mas rotundamente perverso e idiota tem passado pelo seguinte: a culpa é toda do ditador que não soube negociar, entregar ou vender a tempo o Ultramar Português. Pois claro: se Salazar, perante uma ofensiva mundial com vista a expulsar os Portugueses de África, enveredasse por um tal caminho, seria então fácil - e com razão - dizer que todo e qualquer descalabro tinha sido responsabilidade sua. Mas como o não fez, ou como, no seu zelo pelas populações de Além-Mar, quis salvaguardar a segurança, a prosperidade e a vida dessas mesmas populações - e com elas Portugal -, passa a ser retroactivamente culpado pelo acto de quem realmente se comprometeu numa escalada de violência - mais que prevista e antecipada -, conducente à total destruição do que fora património nacional adquirido com muito sacrifício ao longo de inúmeras gerações.
Entretanto, a verdade continua a não ter pressa. Mas, como tudo na vida, virá sempre ao de cima. É apenas uma questão de tempo».

Os dias do fim.

 


Os coitadinhos dos meninos da cidade...subscrevo na íntegra todas estas palavras que sugiro que leiam e façam um exame de consciência.

"Coitados, já viste como estão os nossos filhos, lá para a cidade?
Desesperados porque estão fechados em casa e se sentem abandonados pelo resto do mundo... mesmo com TV com mil canais e com tanta coisa para ver...
mesmo com aquela coisa das redes sociais (que era tão maravilhosa que nem à mesa falavam com ninguém)...
mesmo com vídeo-chamadas que dá para verem toda a gente, a toda a hora, e falarem, conversarem, trocarem ideias, trocarem palavras de afecto...
mesmo fazendo as compras na internet para lhas levarem a casa!
Vê lá tu que nem o cu têm que tirar do sofá...
mesmo com micro-ondas para aquecer a comida pré-congelada em dois minutos...
mesmo com coisas enlatadas que dão para meses sem passar fome...
mesmo com tanto para fazer, estão desesperados porque estão isolados!
Coitadinhos dos nossos filhos que nasceram nesta sociedade louca dos viciados em tudo o que não dá nada.
Viciados pela ilusão de que ao andarem de um lado para o outro, feitos baratas tontas, estão a produzir algo de bom, mas na verdade nada mais têm feito do que viver tipo baratas tontas, que nada produzem, tudo sujam e tudo julgam que estão a fazer.
A nós, que nos abandonaram e deixaram verdadeiramente isolados, sem centros de saúde, sem escolas com crianças, sem transportes públicos, sem farmácias, sem creches e sem qualquer apoio, de tal forma desprezados que até as juntas de freguesia nos tiraram.
Deixaram-nos aqui, sozinhos, e jamais nos ouviram suspirar ou lamentar sequer!
O nosso silêncio é o melhor amigo desta sociedade louca, que nem sequer nos quer ver, ouvir ou sentir.
Que lhes importa se nos sentimos mal durante a noite e não temos a quem nos socorrer?
Que lhes importa se temos uma qualquer dor e não temos dinheiro para o táxi e ir ao hospital mais próximo que fica a mais de 70 kms?
Que lhes interessa se temos depressão, tensão ou cancro?
Hoje, vivem de tal forma iludidos que precisam de psicólogos porque vivem deprimidos, no meio de tanto luxo, riqueza e podridão, que precisam de apoio psicológico para sobreviver.
A nós, nem se preocupam se temos um pedaço de pão para comer.
Estão revoltados porque têm que estar com dois filhos em casa fechados, imagina!
Nós, que criamos 9, e estão todos crescidos e a trabalhar arduamente, numa pequena casa, sem televisão, sem subsídios, sem internet, tablets e essas porcarias, sem brinquedos de todas as cores, sem fraldas descartáveis nem toalhitas, sem micro-ondas, sem fogão e sem ilusão, nós que preparávamos todas as refeições ao lume, nos potes de ferro, com a família toda amontoada na nossa pequena casa, a conversar em todas as refeições, nunca tivemos pipocas, lamentos ou mesmo depressões.
Parece que hoje existe uma Pipoca Mais Doce que até se acha uma referência mundial, e que segundo a nossa filha mais nova, essa pipoca é um ídolo pois é um exemplo de como gostaria de viver.
No outro dia mostrou-me umas coisas dessa tal pipoca, e digo-te Maria, tão mau que nem merecia piroca!
Olha, vive do nada, reclama por tudo, cheia de tiques e manias, com a cara cheia de merda de galinha (a nossa filha diz que ganha montes de dinheiro com as marcas que a apoiam), e tem milhões de fãs, e com palavras tão ocas que me faz lembrar aquela galinha vaidosa que nunca punha ovos mas picava tudo à sua volta.
Uma podridão de sociedade que idolatra estas tias azeiteiras e que depois desespera porque acha que estar em casa em família, meia dúzia de dias, é de subir paredes e ficar com depressão.
O que faria esta gente se tivesse que passar por uma grande guerra, por uma guerra no ultramar, por uma ditadura, por períodos de escassez total de tudo, por ter que cultivar os terrenos para comer legumes, por ter que tratar dos animais para ter carne para alimentar os filhos, para ter que abrir e tratar do poço para ter água para beber, para cozinhar e para regar, por ter que juntar lenha durante todo o verão para ter com que aquecer a casa no inverno e com que fazer fogueira para poder cozinhar todo o ano, por ter que passar décadas sem médico, sem dentista, sem ortopodista, sem ginecologista, sem oncologista, sem psicanalista, sem otorrinolaringologista, sem esteticista e sem estiquelapiça, para tudo e algo mais!
Gostava mesmo de ver esta sociedade medíocre, que tanto defende a natureza, fazerem algo válido pelo planeta, a começar por tratar dos campos, por cultivar os campos que são dádiva da natureza,por trocarem produtos produzidos no outro lado do planeta, muitos por crianças de tenra idade, escravizadas, por produtos endógenos produzidos por nós, por trocarem cidades de milhões inflamados por territórios de corações libertados, por olhar para o outro e não desviar o olhar, por começar pela família, que tantas vezes desprezam, e não ligarem apenas no dia de Natal, com aquela voz de gente sofisticada, a dizer que nos amam muito e têm saudades nossas.
Saudades?
Essa palavra que agora virou moda.
O nosso do meio diz que este isolamento o faz ter saudades de tudo, principalmente daquelas conversas com os amigos?
Ora foda-se! Então eles quando estão à mesa nem com os filhos falam quanto mais com os amigos!? Estão sempre com aquela merda do telemóvel na mão! E agora têm saudades de cafés, almoços e jantares.
Olha, a nós, esta terrível tragédia, nem nos aquece nem arrefece, a não ser vermos aquela gente toda a morrer através das televisões.
Nós cá continuamos, cada vez mais isolados mas igual ao que sempre fomos, sem manias nem putarias, a viver de cabeça levantada e honrada.
Sabemos que falta pouco para partirmos e talvez seja isso mesmo que quem criou esta maldita pandemia veio à procura, de gente como nós, para nos levar daqui para fora para que o pouco dinheiro das nossas reformas e o apoio que nos vão dando para a nossa saúde e medicamentos, seja poupado e utilizado nessas modernices da cidade.
O que vão poupar connosco dará para mais bancos, mais pontes, mais aeroportos, mais drogas, mais abortos, mais prisões de luxo, mais deputados, mais ministros, mais secretários de estado, mais diretores gerais, mais inspectores, mais institutos, mais presidentes, mais vereadores e mais assessores, só não dá mesmo é para mais ventiladores."

Texto da autoria de Manuel Muralhas.

Professor Soares Martinez, mais um grande que partiu...

 


Mais uma figura maior nos deixou, desta vez foi o Professor Doutor Pedro Soares Martinez, figura notável com vasto currículo e obra publicada. Foi professor de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e Ministro da Saúde e Assistência de Salazar, Além de advogado e professor, foi também membro do Quadro Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa exerceu funções como Secretário (1958-1967) e Director (1971-1974).
Na faculdade de Direito da Universidade de Lisboa foi professor de disciplinas como Economia Política, Finanças, Direito Fiscal, Direito Corporativo, Direito do Trabalho, História Diplomática, História das Relações Internacionais e Filosofia do Direito.
O país e os portugueses ficaram mais pobres, mais uma referência partiu, fica a obra, fica o exemplo de entrega e dedicação de um grande senhor, descanse em paz.

Alexandre Sarmento

domingo, 11 de abril de 2021

Os novos heróis nacionais!!!

 

Ainda haverá gente com dúvidas, o regime e a quase totalidade das suas figuras de topo nasceu nasceram de um projecto falhado, podre e inquinado, esperavam o quê de um produto fabricado no laboratório do Largo do Rato, um produto com um ADN comprovadamente corrupto, fabricado de traições, com avental e luva branca, assim sendo, nada haveria a esperar a não ser exactamente aquilo a que estamos a assistir!!!

Nunca o sistema iria deixar cair por terra a sua obra prima, nunca o sistema permitiria que o herdeiro daqueles que mataram Portugal, mataram o império, mataram a nossa identidade e nos tiraram a dignidade fossem condenados pelos crimes cometidos contra a nação e espoliados de todos os bens sonegados de forma criminosa, a corrupção e a impunidade são a imagem de marca deste regime com quase 50 anos, e pelos vistos, está para durar!!!

O povo português vai assistindo impávido e sereno, resmunga nas redes sociais, mas nada mais do que isso, pois, chegada a hora de meter a papeleta na caixinha, lá vão eles em fila indiana cumprir religiosamente a única conquista deste regime democrático, dizem!!!

Nada comprova melhor a veracidade e autenticidade dos adágios populares, e neste caso há um que se aplica na perfeição...

Em terra de cegos quem tem um olho é Rei!!!

Deliciem-se com a galeria abaixo exposta, comentários para quê, é o Sócrates meus morcões...














Porreiro, pá!!!

Alexandre Sarmento

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Portugal, Corrupção Total!!!

 


Quando num país, um desgraçado é preso e condenado por roubar um pão para alimentar os filhos famintos, e um político corrupto que roubou e foi conivente com o roubo de muitos milhões dos cofres públicos, atirou milhões para a pobreza ou dificuldades extremas fica impune, que nome dar a este regime?

Dizem vivermos num Estado de Direito, dizem, apenas dizem, pois na prática aquilo que vemos é uma bandalheira na qual os ricos e poderosos ficam imunes à lei, os exemplos são mais do que muitos, desde a vergonha com a Banca, com as Parcerias Público-Privadas, a cambada de pedófilos da Casa Pia, e mais uma série infindável de episódios que envergonhariam qualquer cidadão de bem em qualquer outro país.

Corrupção total, impunidade total, são o lamentável retrato deste país, parafraseando um conhecido criminalista...

"Portugal é hoje um paraíso criminal onde alguns inocentes imbecis se levantam para ir trabalhar, recebendo por isso dinheiro que lhes é roubado pelos criminosos e ajuda a pagar os ordenados aos iluminados que bolsam certas leis!"

Para quando uma verdadeira revolução, porque razão não se copiam os bons exemplos vindos de fora, lembro por exemplo a Islândia, já basta de impunidade neste país, é revoltante a forma como somos roubados, vilipendiados, achincalhados e manipulados por todos aqueles que sendo mandatados por todos nós num regime dito de democrático, que na realidade não passa de uma fraude, e falando especialmente de justiça, e começando pelos magistrados, está a vista de todos, a corrupção é total, temos pois os verdadeiros criminosos a julgar os seus parceiros de crime, avental oblige!!!

...e mais não digo!!!

Alexandre Sarmento









Os Pormenores Ocultados da Guerra Colonial

  «(...) Muitos dos temas tratados versavam questões de estratégia internacional de um mundo cada vez mais global, outros eram o reflexo da ...