segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Henrique Galvão e o problema colonial.

«Às 15 horas entrava no edifício da ONU e, pouco depois, numa sala enorme como grande praça pública, e completamente cheia de gente, era-me dada a palavra.

Falei duas horas e quinze minutos, sempre escutado com muita atenção, e apenas interrompido duas vezes pelo Presidente, a quem não convinha, ou por que assim o entendeu objectivamente, que eu me afastasse um só milímetro do assunto para que fora convocado. Contra a expectativa geral, e a minha, fui sempre tratado com impecável correcção. Depois de depor, seria o interrogatório para o qual estavam inscritos numerosos delegados dos países afro-asiáticos. Apenas cinco ou seis falaram, nitidamente contra mim, mas em termos perfeitamente aceitáveis, que, com facilidade rebati. A maioria dos que haviam pedido a palavra para interrogatórios, desistiram - e alguns vieram cumprimentar-me. Tive a impressão de que o meu depoimento os surpreendera e desconcertara. Esperavam que eu tomasse partido, por uma das teses correntes da ONU - e para essa hipótese se haviam preparado. Como poderia eu, meu Deus!, estar de acordo com qualquer dos extremismos que ali arengavam, no mais colossal desconcerto de propagandas delirantes que já se vira neste desconcertado mundo. A África real, a verdadeira África, que estava como pretexto de tantos ódios, paixões e interesses, não seria coisa muito diferente da que ali se apresentava? Não; o meu depoimento não concordava nem com uns nem com outros, nem com as maiorias nem com as minorias. Não podiam, é claro, responder-me sem previamente terem consultado os seus governos. Por isso todo o ataque foi frouxo - e a maioria desistiu. Como tivesse falado, sem me ter servido de quaisquer notas ou documentos, deixei depois um resumo da parte essencial do meu discurso que não só ficou na ONU como foi largamente distribuído.»

O PENSAMENTO POLÍTICO EM PORTUGAL NO SÉCULO XVIII António Ribeiro ...

«(...)Oitenta por cento das populações negras da África ainda vivem em regime tribal - um regime que tem conhecido alterações ou variações mais ou menos instáveis durante a sua existência milenária, mas que de modo algum tem evoluído progressivamente. Apesar de todos os dramas cruentíssimos da sua existência (migrações provocadas pela fome ou pela pressão de uma tribo mais forte, as guerras tribais, a feitiçaria, a escravatura e o nomadismo atávico de muitas tribos) a verdade é que os usos e costumes e as instituições tribais, longe de terem evoluído com o progresso dos seus melhores valores, que os houve como em qualquer outra raça, decaiu, corrompeu-se, enfraqueceu, por acção de causas próprias e factores estranhos, que não mais lhes permitiram encontrar-se no rumo de um destino especificamente africano. Foi assim, antes da intervenção dos Europeus em África; foi assim, a partir do século XV, quando, a bem dizer, e porque os Boers nunca se excederam para além do extremo sul do Continente, só os portugueses por lá andavam, comerciando em feitorias de um litoral quase inteiramente descoberto e ocupado, e dilatando a fé ou descobrindo terras do interior, em longas e penosas viagens em que muitos se perderam; e foi assim, ainda, na segunda metade do século XIX, depois da viagem místico-comercial de Levingstone e da de Stanley, que, tendo despertado as cobiças económicas e a curiosidade científica das grandes potências europeias, criaram a situação de competição de que resultaria a Conferência de Berlim, a partilha da África e, finalmente, a fase moderna do colonialismo ocidental.

Quando os Europeus - digamos, os Portugueses - entraram em África no século XV, encontraram já uma África tribal em decadência, ainda com todas as suas instituições em funcionamento, mas já minada pelos agentes destrutivos, por assim dizer suicidas, que tumultuariamente a arrastavam para a extinção pura e simples. Não importa, nem este seria o seu lugar, distinguir etnograficamente os povos que habitavam a África e os que a ela vieram como invasores (Bantus, Sudaneses, Nilóticos, Hamitas ou Chaimitas, Pigmeus e Bochimanes, Zulus ou Hotentotes, etc.). Importa aqui fixar apenas que nenhum vínculo especial ligava esses povos às terras que sucessivamente ocupavam e que todos mais ou menos, voluntária ou involuntariamente, abandonavam, acossados pelas necessidades de subsistência ou pela conquista de outra ou outras tribos mais poderosas, na inquietude social mais dramática que, porventura, se verificou no mundo. Não havia, nem podiam formar-se, em tais condições, ideias, conceitos ou sentimentos de pátria ou de nação, pois a terra era elemento transitório e fugaz, que podia abandonar-se e não prendia ninguém - nem sequer pelo respeito devido aos mortos que lá ficavam. Só a tribo, assim movediça e instável, a mais forte dominando e expulsando a mais fraca, a fome obrigando todas as cruéis migrações, juntava famílias e clãs, e dava a cada aglomerado populacional, independentemente da terra que ocupava, uma personalidade moral e política definidas. Mas também a tribo ia corrompendo nestas andanças, que facilitavam a exogamia casual, misturando sangues e adulterando os caracteres originais.

El secuestro del transatlántico Santa Liberdade, un ...

Desde o primeiro milénio da era cristã até ao fim do século XV, houve os grandes movimentos de migração dos povos bantus, que, vindos do Norte, Nordeste e Oriente, ocuparam quase toda a África Central e do Sul, tendo destruído, expulsado e escravizado, para se estabelecerem ou passarem, as antigas populações. Depois deram-se, para só citar as mais importantes, nos séculos XVI a XIX, as invasões dos Sudaneses, dos Nilóticos e dos últimos Bantus conduzidos por famílias hamitizadas. Estes últimos avançaram sob o impulso de pastores hamitas, proprietários de grandes rebanhos de gado, os quais, tendo descido dos planaltos de Nordeste procuravam novas pastagens, obrigando boa parte dos bantus agricultores, para evitar a fome, a deslocar-se em busca de novos terrenos de cultura. Um grupo destes hamitas, os gigantescos Watutsi, instalar-se-ia em Ruanda-Urundi. Outras migrações de menor importância se produziram incessantemente, e mais ou menos em toda a África ao sul do Sara, até à segunda metade do século XIX.

A tribo, a unidade gregária destes povos, manteve, durante toda essa atribulada época, a sua organização, os seus usos e costumes, as suas instituições, estranhos a qualquer influência exterior e tipicamente africanos. Mas não podiam deixar de sustar uma evolução progressiva, de a corromper - aos mais fortes como aos mais fracos, aos mais independentes como aos mais subjugados - esta correria das tribos através de toda a África, as confusões étnicas que daí resultaram e a inquietação que a todos dominava. Foi esta causa que mais decisivamente contribuiria para a decadência das tribos. Outras causas, porém, consequências delas, ou libertadas por elas do equilíbrio em que se mantinham com instituições que as compensavam ou corrigiam, contribuiriam pesadamente para o mesmo fim. Foram, sobretudo, as práticas da feitiçaria, depois a escravatura e a inospitalidade do clima, agravada pela incontinência sexual e pela selvajaria de uma terapêutica brutal. A escravatura, de que muitos europeus se fariam «colaboradores oportunistas» e que não era ainda negócio hediondo e se movimentava entre os costumes, era, desde tempos imemoriais, prática de negros, depois de negros e árabes, que forneciam de escravos o mercado internacional e os mantinham entre si como animais - costume que ainda se conserva clandestinamente em algumas tribos africanas.

É preciso realmente que a raça negra seja, como é, uma raça admirável, para ter resistido ao desgaste colossal de população que sofreu até à segunda metade do século XIX - e que, a continuar, a levaria, praticamente, em África, à extinção. Apesar da sua prolificidade, a raça negra era então uma raça em decomposição, suicida, cujo número minguava apressadamente - e que não encontrava a sua terra.

File:JRD - 1ª Exposição Colonial Portuguesa – Portugal, Porto ...

Foram os Europeus que, ocupando a África, depois a dividiram e nela se estabeleceram como senhores, e atrás deles outros ocidentais, que salvaram a raça negra, sustaram o seu movimento suicida e provocaram, ao fim e ao cabo, o progresso numérico da sua população. As guerras que empreenderam na ocupação das suas colónias, e que deixaram recordações odiosas, tiveram mais o aspecto de guerras disciplinares contra um estado de coisas insustentável do que propriamente o de guerras de conquistas; não fossem elas, e outras mais cruéis, entre os próprios negros, se teriam produzido. Talvez as intenções com que as fizeram fossem, em muitos casos, menos humanas; mas foi esse o seu resultado prático. Com os erros e pecados do seu colonialismo despótico, as suas cobiças espoliativas, o racismo desdenhoso de alguns, o desinteresse havido pela sorte e situação dos elementos nativos, as injustiças na distribuição das terras, enfim, com todos os males e defeitos que constituem hoje razões de queixa dos negros - e que são, por parte destes, factos inegáveis - esse colonialismo introduziu também em África, além de certa ordem na repressão dos costumes mais desumanos dos negros, escolas e hospitais, estudou e combateu as moléstias epidémicas que mais assolavam a África, difundiu as práticas de higiene, tornou habitáveis muitas regiões inóspitas, organizou serviços de assistência, combateu a escravatura, reprimiu a antropofagia e as práticas hediondas da feitiçaria, possibilitou o acesso de muitos negros às escolas e universidades e preparou, talvez inconscientemente, a revolução africana que depois da Segunda Grande Guerra eclodiu em África. Quer dizer: não só deteve os flagelos que destruíram a raça negra em África, como a levou a reencontrar as sendas em que a sua população poderia progredir; e isso parece ter sido esquecido mais facilmente do que foram os seus pecados, por aqueles que assentaram a sua revolução no ódio ao branco e se negam a reconhecer que, sem haverem passado por esta fase do colonialismo, isto é, sem a verdadeira revolução prévia realizada pelo colonialismo em África, a raça negra apenas teria consumado o seu suicídio.

Não foi isento, sim, de graves pecados e de alguns erros, o colonialismo praticado em África pelos Ocidentais, mas, considerado no seu todo, com os pecados que odiosamente se lembram e delatam, e com as virtudes que o ódio aceso pelos primeiros ignora ou pretende ignorar, falsificando a História - é certo que o saldo tem de avaliar-se positivo. Demais, positivos também foram os saldos do colonialismo a que todas as nações, as antigas e modernas, foram submetidas, e ao qual devem a possibilidade de formar as suas nacionalidades, até sem a menor consideração pela sorte dos povos nativos. Mas também, ao contrário do que sucedeu com outras nações que se libertaram do colonialismo, por bem ou por mal, não se mostram - nem poderiam mostrar-se - mais dignos, mais respeitáveis, mais humanos e mais conscientes da sua «liberdade», a maioria esmagadora das «nações» que precipitadamente alcançaram a independência política e passaram bruscamente, ou quiseram passar, de uma situação quase inteiramente tribal para a dignidade de nações livres e independentes.

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Aqui voltamos novamente à tribo, que parecia termos abandonado.

A partilha da África, quando da Conferência de Berlim, foi realizada por acordos e imposições ofegantes, com critério absolutamente colonialista, sem conhecimento dos territórios partilhados e com muito menos conhecimento ainda das tribos que os ocupavam. Foi uma partilha de régua e esquadro, combinada e imposta em gabinetes europeus mal informados, como facilmente se pode verificar hoje por simples exame de uma carta de África. Linhas convencionais de fronteira dividiram tribos que ficaram sujeitas a países diferentes - o que, de momento, não preocupava nem os Estados soberanos, cujos poderes ignoravam todas as dificuldades, nem as tribos, que ignoravam a arbitrária divisão. Estas apenas sentiam a licenciosa liberdade de movimentos perdida… e com um encargo e uma função novos para elas: o trabalho compelido e o imposto ao novo soberano. As coisas decorreram então perfeitamente, muitas foram-se humanizando, a cultura ocidental impunha-se e absorvia os mais anti-ocidentais - mas as tribos, então mais estudadas e rebuscadas, tornaram-se motivo de interesse para etnólogos ou de pitoresco para os amadores, sem que algum poder político demonstrasse preocupar-se pelo seu destino para além dos impostos e obrigações de trabalho. Destituídas de muitas das suas características originais que, contudo, já em decadência, se mantinham ainda especificamente africanas, e no uso de instituições que se equilibravam, muito reduzidos os poderes dos seus chefes tradicionais e mais distantes da cultura ocidental de que, a bem dizer, apenas conheciam as partes espoliativa e punitiva - as tribos esfarelaram-se. Esvaziaram-se do seu conteúdo substancial e não lhes deram coisa alguma que enchesse esse vazio; e assim ficaram, as mais fortes curtindo saudades tribais recalcadas de poder e glória, com ódios, todos os dias renascidos e cultivados, transmitidos de pais a filhos, em misteriosas conversas nos tchio cos; as mais fracas e submissas na apagada e vil tristeza do seu viver. Muitos brancos, então, pressentiram o perigo que representava esta situação tribal que só evoluía em ódios; mas as suas preocupações cristalizavam em literatura, que só como literatura impressionava os mais responsáveis. O negro trabalhava, pagava os seus impostos, era cliente cada vez mais numeroso de um mercado que todos os dias lhe oferecia coisas novas, e que assim se dilatava e prosperava; era o que realmente interessava à Administração.

Entretanto, a cultura ocidental havia criado fortes raízes. Das tribos chegavam às cidades, todos os dias, os melhores e os mais irrequietos - uns, que se espalhavam por escolas e universidades ocidentais, outros que permaneciam no burburinho das cidades - em confusos complexos de que faziam parte os grandes místicos, os revolucionários sem mística e os piores aventureiros. Uns vinte por cento da população - talvez exagere - arrancados às suas tribos, delas divorciados, mas ainda com os sentimentos tribais; todos aglutinados pelo ódio aos brancos, que mais tarde tanto comprometeria a justiça da sua revolução.

Veio a última guerra - e tudo se precipitou no espaço contra o Tempo. A algumas independências oportunas e a outras retardadas, sucederam as independências precipitadas de quase toda a África Central, que assim passava de uma realidade tribal para uma irrealidade nacional, sem ter passado por um estágio de autonomia sem colonialismo que houvesse arrumado a questão territorial e estabelecido fronteiras de harmonia com a distribuição tribal; que houvesse encarado a realidade das tribos de maneira a constituí-las em províncias; que houvesse saneado ódios alucinados; que houvesse, enfim, preparado povos, e não apenas líderes, para uma independência verdadeira. Não eliminaria possivelmente todas as lembranças amargas do colonialismo; mas tornaria muito mais respeitáveis as boas. Mas não. Por um lado, as independências foram dadas com incrível facilidade e sem lutas, e logo que se verificou que, sem as responsabilidades e despesas de Administração, podia manter-se o negócio; era o neocolonialismo que subrepticiamente se instalava como sucessor do colonialismo. Por outro lado, a maioria dos líderes africanos, ávidos de poder e manobrados por ódios descontrolados, aceitavam a situação sem medirem as consequências - e tanto melhor quanto a sua revolução encontrava no mundo uma simpatia quase universal.


As consequências aí estão, em oposição aos esforços da propaganda, ao auxílio que lhe prestaram os grandes repórteres internacionais, à falsificação que têm feito da História das coisas, à discussão de consequências com o desprezo das causas - lançando a Revolução africana na mais caótica das confusões.

Não nos surpreendem; sempre as previmos.

Embora agora com paixões importadas do grande conflito mundial - outras se ateariam com outras causas - o que actualmente sacode a África é a erupção espontânea de seculares irredutibilidades tribais que despertam, de velhos ódios contidos, que com o pretexto de novos mitos renovam um antigo estado de coisas.

A África arde hoje em quase toda a sua extensão. E mais arderá ainda - e então irreprimivelmente.»


(Henrique Galvão, in Da Minha Luta Contra o Salazarismo e o Comunismo em Portugal.


Sem pretender ser tendencioso, aqui fica bem patente, e pela voz de um anti-salazarista, um olhar sobre o problema colonial, bastante objectivo e focando o essencial, mostrando mesmo qual a raiz do problema e em antecipação à vergonhosa descolonização, profetizando mesmo qual seria o desfecho do processo, da forma como estava a ser conduzido, especialmente pelo incitamento ao ódio ao "branco"! 

O resultado é aquele que bem sabemos, um continente cada vez mais atrasado, os povos a viver na mais completa miséria, as recursos saqueados pelas grandes multinacionais e pseudo-democracias que não passam de sanguinárias ditaduras, infelizmente patrocinadas pela ONU, as tais democracias que apenas o são no papel, bem ao gosto dos senhores do mundo!!!                                                                                                                                                                                                                                          Alexandre Sarmento


sábado, 22 de agosto de 2020

Os Donos Disto Tudo, os Plutocratas!!!!!

 

Muito se tem falado de sistema, de manipulação, de como tudo funciona, falam de esquerdas, falam de direitas, mas na verdade apenas cumprem a agenda dos verdadeiros donos disto tudo, uns chamam-lhe democracia, outros socialismo, outros, os mais atentos, chamam-lhe o nome correcto, Plutocracia!!!

                                                Salgado e Marcelo, o dono e o seu lacaio.

Mas como vivemos no paraíso dos ignorantes, nada é de espantar pois, vejo neste ambiente internáutico, especialmente nas redes sociais, ou melhor, as redes anti-sociais onde uma miríade de imbecis e ignorantes debita  incessantemente a sua diarreia cerebral.

Há uns dias entrei em acesa discussão com um grupo desses invertebrados, um vermes rastejantes que argumentavam contra Salazar e o Estado Novo, dizendo que Salazar governava a mando das famílias poderosas de Portugal e a soldo das grandes corporações internacionais, mas será que está gente já nasceu sem cérebro, terão eles a mínima noção das barbaridades que debitam?

O Estado Novo de Salazar, foi um Estado Corporativo, foi a forma de colmatar o atraso estrutural de dois séculos em que o país vivia no final da miserável Primeira Republica, ou seja, o Estado Corporativo foi a forma encontrada pelo governo da nação para colmatar em tempo útil os males que afectavam a nossa economia. Foi institucionalizado dentro deste espírito por legislação respeitante a associações sindicais, casas do povo e previdência social, bem como pelo Estatuto do Trabalho Nacional.

Fazia parte da estratégia de um regime que pretendia implementar uma mais eficaz organização económica na qual o Estado detinha um papel preponderante, o que estava de acordo com uma das linhas da ideologia do Estado Novo, o Nacionalismo Corporativo, que na sua estruturação política da sociedade constituísse um Estado Corporativo e Social que congregasse todos os indivíduos e seus interesses e integrasse a Nação, ou seja, as famílias, freguesias, municípios e corporações no próprio Estado, pugnando dessa forma pela eficiência do sistema. Claro que houve riscos e sacrifícios, começando pelos baixos salários e limitação da concorrência, pelo menos até se terem consolidado as contas públicas e normalizado o sistema produtivo, terminando com uma abertura a novas políticas após o restabelecimento da economia e depois de comprovado o seu efectivo crescimento, tal como sucedeu desde o início dos anos 6o, tendo como pico ainda hoje referência do princípio dos anos 70, até pouco antes da revolução, ou golpe corporativo que deitou por terra todos os esforços envidados por mais de 40 anos, a derrota daquilo que poderia hoje muito bem ser o grande sonho de termos a verdadeira Suiça do sul da Europa!!!

Complexo Industrial CUF/QUIMIGAL – Associação Barreiro Património ...

O império CUF, outrora a maior empresa nacional.

Voltando aos donos disto tudo, quem não se apercebe dos escândalos ligados à banca, às grandes empresas, lembrando assim de repente a figura de Ricardo Espírito Santo, por sinal um dos plutocratas dos tempos actuais, um verdadeiro benemérito com apoios prestados a todo o sistema politico-partidário português, ao qual nem o anti-capitalismo do PCP ficou imune, ou seja, há gente contra tudo e contra todos, mas quando se trata de dinheiro fácil, tudo baixa a guarda, tudo se deixa corromper, pois é disso mesmo que se trata!!!

Quem detém o poder, tem a capacidade de modelar as leis, tem o poder de contornar a justiça, tem o poder de ficar imune e impune às regras da restante sociedade, são essa figuras na verdade os verdadeiros vampiros, os que se alimentam do sangue da manada, são esses os que estão no topo da cadeia alimentar, fazendo a analogia.

«(...) O plutocrata não é, pois, nem o grande industrial nem o financeiro: é uma espécie híbrida, intermediária entre a economia e a finança; é a "flor do mal" do pior capitalismo. Na produção não lhe interessa a produção, mas a operação financeira a que pode dar lugar; na finança não lhe interessa regular a administração dos seus capitais, mas a sua multiplicação por jogos ousados contra os interesses alheios. O seu campo de acção está fora da produção organizada de qualquer riqueza e fora do giro normal dos capitais em moeda; não conhece os direitos do trabalho, as exigências da moral, as leis da humanidade. Se funda sociedades é para lucrar apports e passá-las a outros; se obtém uma concessão gratuita é para a transferir já como um valor; se se apodera de uma empresa é para que esta lhe tome os prejuízos que sofreu noutras. Para tanto o plutocrata age no meio económico e no meio político sempre pelo mesmo processo - corrompendo. Porque estes indivíduos, a quem alguns também chamam grandes homens de negócios, vivem precisamente de três condições dos nossos dias: a instabilidade das condições económicas; a falta de organização da economia nacional; a corrupção política. - Quem tenha os olhos abertos para o que se passou aqui e para o que passa lá fora não pode duvidar do que afirmei.»

António Oliveira Salazar

Rockefeller Center.

Um pequeno pormenor, foram os plutocratas quem financiou os exílios dourados de individualidades ligadas à revolução, fizeram também esses plutocratas parte das entidades financiadoras dos chamados movimentos de libertação e anti-regime, ligações perigosas, no fundo são mesmo os Donos Disto Tudo, os donos dos Sócrates, dos Costas, dos Rios, das Joacines, dos Mamadus, dos Jerónimos e dos Venturas, entre outros, é assim que a coisa funciona, e, há uns que ganham sempre, e os outros que pagam sempre, os que perdem sempre, nós, o povo e a classe média!!!


Plutocrata é o homem que alia, a uma grande disponibilidade de dinheiro, o poder de com ela dominar a sociedade, não à maneira do político que a oprime ou liberta, nem à do militar que a disciplina, nem à do clérigo que a apascenta. O domínio que o plutocrata exerce é o de definir as hierarquias que compõem a sociedade, preservar as posições ou planos que tem cada hierarquia, designar as pessoas que ocupam essas posições.

Ernesto Palma tem todas as razões para entender que as sociedades estão em constante alteração, isto é, que continuamente se vão alterando as hierarquias, mudando as posições nas hierarquias e substituindo as pessoas nessas posições. Ora quando se pôs a observar a sociedade portuguesa verificou que ela se mantém incólume há quase dois séculos, desde quando as "guerras liberais" a ergueram sobre os escombros da sociedade anterior.

O fenómeno torna-se enigmático quando se observa que, na última metade destes longos dois séculos, se deram três revoluções: a de 1910, a de 1926 e a de 1974, todas três feitas para, como é próprio da revolução, revolver a sociedade como o arado revolve a terra pondo em baixo o que está em cima, pondo em cima o que está em baixo. Ora aquelas três revoluções substituíram decerto o regime político: a monarquia pela república, a república pela ditadura, a ditadura pela democracia. Mas permaneceu inabalável a sociedade: as mesmas hierarquias, as mesmas posições nas hierarquias, os mesmos nomes, as mesmas famílias, a mesma gente nessas mesmas posições dessas mesmas hierarquias. Esse o enigma.

Miguel Bruno Duarte: As ingerências do Clube Bilderberg em Portugal

A atenção de Ernesto Palma fixou-se na última revolução, a de 1974. Por ser a mais próxima, portanto a mais fácil de observar, e por ter sido, das três, aquela que mais precisa e expressamente se propunha revolver a sociedade, exterminando os burgueses ociosos e exploradores para, depois, a nivelar pelo proletariado explorado e oprimido. A revolução triunfa mas logo assegura a perduração das mesmas hierarquias e, à frente delas, os mesmos burgueses ociosos e exploradores. Para só dar um exemplo da hierarquia política: lá tem ela à sua frente grandes burgueses como Mário Soares, Álvaro Cunhal e Sá Carneiro. Estes entre o peixe graúdo. Porque, entre o peixe miúdo, é interminável a lista dos Teotónios Pereiras, Franciscos Balsemão, Galvões Teles, Rebelos de Sousa, Afonsos de Barros, Veigas Simão que passaram, sem sobressalto, dos seus privilégios na sociedade da ditadura para iguais privilégios na sociedade da democracia.

Ernesto Palma pergunta-se: para que se faz, então, a revolução? Mas depressa conclui que a pergunta só tem resposta se se souber quem faz a revolução. E isso procura investigar.

Claro que os triunfadores e beneficiários das revoluções afirmam sempre que quem as faz é o povo. Nada de mais falso porque o povo não faz revoluções, o povo faz guerras.

David Rockefeller: antes tarde... -

David Rockefeller e Fidel Castro.

Posta de lado esta hipótese que, no entanto, o leva a distinguir entre o povo como um todo uno e as populações ou as sociedades, Ernesto Palma percorre os possíveis suspeitos de fazerem a revolução e vai-os eliminando um a um: o político, porque só aparece depois da revolução ter triunfado; as grandes instituições com seus representantes ou agentes infiltrados em todos os centros de decisão, como a Igreja, a Maçonaria ou a Universidade, porque se encontram elas a braços com ameaças internas e sem forças para se defenderem; os argentários, porque sempre estão possessos da febre de entesourarem o dinheiro.

Mas é ao analisar o argentário que Ernesto Palma descobre o plutocrata. Distingue um do outro. Enquanto o argentário detém a posse do dinheiro que utiliza para o aumentar, o plutocrata detém a disponibilidade do dinheiro que utiliza para exercer o seu domínio sobre a sociedade. Este domínio começa por lhe ser dado pelo deslumbramento universal que a disponibilidade, não a posse, do dinheiro sempre provoca. Ernesto Palma socorre-se do exemplo de A. Champalimaud que, detendo a posse de apenas trezentos milhões de contos, recentemente adquiriu, numa só operação financeira, a disponibilidade sem posse de cinco mil milhões de contos. Uma tal disponibilidade dá efectivamente a possibilidade, que A. Champalimaud exerce ou não exerce, de fazer a revolução.


                                                                      António Champalimaud.

Disponibilidade sem posse do dinheiro detêm-na, por sua natureza institucional, a Banca e o Estado. A Banca detém a disponibilidade do dinheiro que os depositantes lhe confiam livremente, o Estado a do dinheiro que os contribuintes são obrigados a confiar-lhe. Com a Banca, faz o plutocrata, mediante os accionistas, um jogo que tem regras estabelecidas pela lei, pelo mercado e pelo costume. Com o Estado faz o plutocrata um jogo sem regras, mais propriamente um jogo com o político do que com o Estado. Descreve Ernesto Palma alguns exemplos ou casos deste jogo: o dos Mellos e M. Bullosa com Mário Soares, o do mesmo Bullosa com os "capitães de Abril", o de Champalimaud com Salgado Zenha e o Marechal Spínola, o da alta finança internacional (Nelson Rockefeller, Edmundo Rothschild entre outros) reunida na Suíça para lançar a revolução socialista em Portugal.

Dificuldades intransponíveis encontra Ernesto Palma para, entre os argentários, distinguir e identificar pessoalmente o plutocrata. Desenha-lhe o retrato: a discreção levada até ao secretismo, o isolamento levado até à ermitagem e, sobretudo, a misantropia levada até à comiseração pela fragilidade dos homens. Traça também uma galeria que começa em Mendizabel, o único plutocrata pessoalmente identificável, e se prolonga, século XIX fora, século XX dentro, em notórios argentários hipoteticamente plutocratas: os Burnay, os Palmela, os Fausto de Figueiredo, os Alfredo da Silva e Mellos, os Espírito Santo, os Bullosa, os Champalimaud.

Aqui está uma foto bem demonstrativa do terrível exílio de Mário Soares, nada falta, nem os criados pretos, uma verdadeira imagem da hipocrisia de um capacho humano, de um traidor, de um vende pátrias!!!

O caso mais curioso é o do clã que Teixeira de Queirós fundou com o casamento de suas seis filhas, clã que foi reunindo os possíveis protagonistas de qualquer possível regime político: João de Barros, veterano da 1ª República, seu filho Henrique, chefe do congresso da oposição à ditadura, e o cunhado deste, Marcelo Caetano, último chefe da ditadura, seu neto Afonso, actual membro da direcção do partido comunista e ainda outros para as restantes hipóteses.

Todavia, a não ser Mendizabel, nenhum deles permite ser identificado, com segurança, ao plutocrata. Falta-lhes a todos aquela espécie de magnanimidade, aquele desinteresse pessoal e quase artístico de que Mendizabel foi exemplo. Veio ele das névoas e longes de um país estrangeiro, lança a revolução liberal, vê-a perdida e vê o povo apossar-se dela para a transformar numa guerra sangrenta, financia a guerra até à vitória que de início se jurava impossível para, uma vez instalada a nova sociedade, festejar o triunfo com um banquete que deslumbrou Lisboa e regressar discretamente às névoas e longes donde viera. Todos o esqueceram, primeiro os políticos, ainda hoje os historiadores. O próprio Oliveira Martins apenas lhe faz alusões fugidias.

À falta de identificação, o plutocrata não deixa de ter existência bem real e sensível. Estará ela repartida por vários argentários temerosos, estará ocultada nessa repartição, mas não deixa de estar presente e agir com indisputável e manifesta eficácia. A revolução só é explicável como obra do plutocrata e este só é explicável por um fenómeno que surgiu nas sociedades contemporâneas: a quantidade de dinheiro corrente que, ultrapassando em cerca de 90% a sua aplicação na transacção das mercadorias, se torna quase toda uma quantidade disponível. Ora a disponibilidade do dinheiro é que faz o plutocrata 
(in O Plutocrata, Colecção "Estudos de Filosofia Portuguesa", Edições Ledo, 1996, pp. 9-14).


Nelson Rockefeller.

Para terminar, aqui fica uma pequena explicação da forma como este mundo é gerido, esqueçam as esquerdas e as direitas, os fascismos e os comunismos, na verdade só há uma política governar este planeta, a política do Capital, neste mundo moderno a guerra apenas serve de capa a outro tipo de domínio, a outra guerra, a verdadeira, a guerra pelo domínio global, a instauração de ditadura à escala planetária, esse sim, o objectivo das grandes famílias, dos donos de todo o sistema financeiro mundial, dos donos de Wall Street, os Warburg´s, Rothschild´s, Soros, Kennedy´s e mais um punhado de membros da oligarquia dominante, os verdadeiros donos do planeta, os que estão por trás das políticas ambientalistas, da igualdade de género, do racismo, da aberração LGBTI, e outras politicas geradoras de atritos e clivagens entre a sociedade, tal como diz o ditado, o "dividir para reinar". Infelizmente, a grande maioria da população mundial não se apercebe do que está por trás da tolerância democrática, ou seja, do embuste da liberdade e da democracia, do sistema partidocrático e das dívidas soberanas.

Música e Fé Futebol Clube: É...

São esses plutocratas, os donos dos média, donos das grandes empresas de entertenimento e meios de manipulação de massas, infelizmente, assim se passa e de forma a manter a população entretida e sob controle, resta saber até quando o irão fazer desta forma e ao que parece, está em curso uma das grandes campanhas de limpeza "étnica", a verdadeira eutanásia especialmente de idosos e de todos aqueles que já não têm condições para com o seu trabalho contribuir para gerar receita para o sistema, a verdade, é que somos hoje descartáveis e com prazo de validade.

A imprensa pode causar mais danos que a... Noam Chomsky

Portanto, continuem a alinhar na farsa, votem, acreditem em tudo o que mostram na TV e jornais, deixem os vossos filhos à mercê de um sistema de ensino castrador da capacidade de raciocínio e que nada mais faz do que formatar a mente dos futuros cidadãos, transformando-os em meras unidades produtivas, robôs sem vida própria.

A massa mantém a marca, a marca mantém... George Orwell

Não foi por falta de avisos, Chomsky, Huxley, Orwell, bem nos foram mostrando a realidade, mas nós, teimosamente continuamos a olhá-la como sendo ficção, mas a verdade, é que o futuro nunca esteve assim tão perto!!!

Reflictam...

Alexandre Sarmento





quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Franco Nogueira, o Homem, o Diplomata.

 


Franco Nogueira: a entrevista histórica. Salazar, a revolução e a ...

Uma das grandes figuras do Estado Novo, na minha opinião o sucessor legítimo de Salazar, um diplomata notável, serviu este país como poucos, o homem que na minha opinião teria tido a capacidade de levar a questão ultramarina a bom porto, quem sabe o rumo da história tivesse sido outro, o rumo deste país tivesse sido a concretização do sonho de Salazar, resta-nos a memória de um grande diplomata e um bom ser humano, um verdadeiro português.

Foi notável na defesa dos interesses da Nação portuguesa perante os ataques da ONU, um diplomata com uma capacidade de argumentação formidável e insuperável, um homem que marcou e transcende a sua época, a história lhe fará a justa homenagem.


O reencontro da filha e do pai que Salazar e Mao separaram - DN


Alberto Marciano Gorjão Franco Nogueira foi um político e diplomata português durante o Estado Novo. Nascido em Vila Franca de Xira no dia 17 de Setembro de 1918, Alberto Marciano Gorjão Franco Nogueira, filho de um jurista, parecia seguir a tradição familiar ao inscrever-se na Faculdade de Direito de Lisboa no ano de 1935. Licenciou-se com média de 13 valores em Julho de 1940 e no ano seguinte participou num concurso de entrada para o pessoal do Ministério dos Negócios Estrangeiros, tendo alcançado o lugar de adido de legação. Durante o concurso, cujos candidatos foram avaliados por Luís Teixeira de Sampaio, realizou um trabalho sobre Portugal e a Conferência de Berlim. Colocado na Secretaria de Estado, a sua carreira diplomática evoluiu com as nomeações para 3º secretário (1943) e 2º secretário de legação (1945). Paralelamente, colaborava na imprensa, como crítico literário. Foi amigo pessoal, entre outros escritores, de Castro Soromenho.

Após alcançar o posto de 2º secretário, Franco Nogueira é enviado para a delegação no Japão, onde chega (já depois do fim da Segunda Guerra Mundial) em Janeiro de 1946, vindo a desempenhar as funções de representante português junto do Alto Comando Aliado que ocupava o arquipélago. No final desse ano requer oficialmente autorização para casar com a luso-chinesa Vera Machado Wang, tendo a permissão chegado em Julho de 1947 e o matrimónio sido realizado dois meses depois.

Em 1949, Franco Nogueira ascende ao estatuto de cônsul de 2ª classe e é colocado em Sydney, mas nunca chegará a ocupar esse lugar, sendo transferido para os serviços internos do Ministério e regressando a Lisboa em Julho de 1950. Durante a década seguinte, assume um protagonismo crescente nos entre os diplomatas portugueses. Já como cônsul de 1ª classe, faz parte das delegações às sessões da Comissão de Cooperação Técnica em África (CCTA) e às conferências de defesa de África. Em 1953, viaja pela primeira vez à África portuguesa, numa missão de serviço a Moçambique. Obtém a promoção a Conselheiro de Legação com uma monografia que seria publicada em 1957 com o título A Luta pelo Oriente. Integrado no corpo consular, torna-se cônsul-geral em Londres no ano de 1955. Participa nas delegações portuguesas às conferências da Organização Internacional do Trabalho de 1956 e 1957 e à reunião de plenipotenciários que em Agosto de 1956 elabora em Genebra uma convenção para a supressão da escravatura. Finalmente, é um dos membros da missão enviada à XI Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Novembro de 1956, estando sempre presente nos plenários que se realizam em Nova Iorque até 1960. Iniciam-se então os seus combates em defesa da política ultramarina do Estado Novo, crescentemente contestada à medida que entram para a ONU os novos países resultantes da descolonização. É precisamente esta a ser tratada na Quarta Comissão, onde Franco Nogueira se notabiliza na resposta aos ataques do chamado bloco afro-asiático. O jovem diplomata aborda igualmente a questão ultramarina em conferências e colóquios dentro e fora de Portugal.

POLITEIA: Sobre FRANCO NOGUEIRA


A sua carreira no Ministério progride com a promoção a ministro plenipotenciário de 2ª classe e o regresso a Lisboa em Fevereiro de 1958, quando ocupa a função de adjunto do director-geral dos Negócios Políticos e da Administração Interna. Em Dezembro do ano seguinte, é já ministro plenipotenciário de 1ª classe e substitui o director-geral que antes adjuvava. Torna-se o número dois do Palácio das Necessidades, colaborando de perto com o então ministro Marcello Mathias, que acompanha em várias visitas oficiais. Ansioso por abandonar o Ministério e partir para a embaixada em Paris, Mathias vê Franco Nogueira como o seu sucessor e aponta o seu nome a Salazar. Em 16 de Abril de 1961 (apenas três dias depois do fracasso do golpe de Botelho Moniz), o Presidente do Conselho reúne-se com Nogueira, convencendo este a aceitar o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros, no qual toma posse em 4 de Maio.

Até abandonar a pasta, em 5 de Outubro de 1969, Alberto Franco Nogueira enfrenta uma conjuntura marcada pela guerra em África e pelo crescente isolamento internacional de Portugal que o conflito provoca. Interna e externamente, ataca as Nações Unidas e denuncia aquilo que considera como os interesses imperialistas das grandes potências nas “províncias ultramarinas” portuguesas. Em numerosas visitas oficiais e presenças nas reuniões da NATO, procura, com algum sucesso, ganhar apoios internacionais, deslocando-se ainda a Angola (1964) e Moçambique (1966). Colaborador próximo de Salazar e fiel seguidor da estratégia deste, Nogueira ganha peso no interior do regime.

No entanto, a doença e o afastamento de Salazar da presidência do Conselho, em Setembro de 1968, colocam-no numa situação política difícil. Perante a opção de Américo Tomás por Marcelo Caetano, Nogueira pretende deixar o Ministério, mas o novo Presidente do Conselho consegue mantê-lo na pasta por mais um ano. Abandonado o Governo, entra de licença ilimitada no ministério dos Negócios Estrangeiros e é-lhe atribuído o título, honorífico, de «embaixador», que ostentará até à morte; nesse mesmo ano de 1969 torna-se um dos deputados eleitos para a X Legislatura da Assembleia Nacional. Paralelamente, é nomeado administrador do Caminho-de-Ferro de Benguela e integra o Conselho de Administração do Banco Espírito Santo. De Novembro de 1973 a Abril de 1974 será Procurador à Câmara Corporativa. As diferenças de opinião em relação ao então Chefe do Governo - num sentido conservador e integracionista - serão numerosas.


Filha de Franco Nogueira doa espólio nunca visto por historiadores ...


Para a nova situação política saída do 25 de Abril, Nogueira é um dos máximos representantes do regime derrubado. Após o 28 de Setembro, é preso pelo Copcon e enviado para Caxias, sofrendo de problemas cardíacos que o levam, ainda como detido, ao Hospital de Santa Maria.

Libertado em 13 de Maio de 1975, exila-se em Londres, onde exerce funções profissionais no sector privado e se entrega à escrita de uma biografia de Salazar (baseada no seu acesso aos arquivos pessoais do estadista, conseguido ainda durante o marcelismo). A obra foi publicada em seis volumes, sendo Nogueira também autor do suplemento dedicado ao período do Estado Novo da História de Portugal dirigida por Damião Peres. Entretanto, o ex-ministro regressou em 1981 ao país natal, não deixando de comentar (com um olhar bastante crítico) a evolução do país e do mundo, até morrer em Lisboa no dia 14 de Março de 1993. Nos últimos anos de vida exerceu funções docentes no Ensino Superior Privado: Universidade Livre / Lisboa (ca. 1981-1986); Universidade Autónoma de Lisboa (1986-1987) e Universidade Lusíada / Lisboa (1987 ss.); nesta última chegou a Director do Departamento de História, onde regeu disciplinas de História Contemporânea. Postumamente foi designado doutor «honoris causa» desta Universidade, onde, no conjunto dos edifícios-sede, em Lisboa, foi dado o seu nome a um anfiteatro.

Nasceu a 17 de Setembro de 1918 , Vila Franca de Xira, faleceu a 14 de Março de 1993.


Alexandre Sarmento

Um olhar para o passado, por Marcello Caetano.

Pois, se o arrependimento matasse, infelizmente depois do mal feito não adiantou mudar de atitude em relação ao passado, os actos e a responsabilidade de Marcello Caetano foram por demais evidentes, um império não se mantém uno apenas com palavras, muito menos com conversas em família! Na verdade, Marcello Caetano, por razões que não adianta agora explicitar, não esteve à altura do cargo que ocupou. 
Quanto ao teor do texto do seu livro, denota arrependimento e ao mesmo tempo repõe a verdade em relação à governação de um homem com o qual teve bastantes atritos.

Alexandre Sarmento


O meu contributo para a leitura da última Biografia do meu pai ...


«Este livro [Minhas Memórias de Salazar] nasceu da revolta que me causou a revoada de infâmias disparada em Portugal e no estrangeiro acerca de Salazar após a revolução de 25 de Abril de 1974.

Não houve jornalista da esquerda (e os que o não eram calaram-se...) que não aproveitasse para denegrir Salazar falando sem conhecimento de causa mas repetindo invariavelmente os lugares-comuns postos a correr sobre ele na base da falsidade e da calúnia. O homem barrara durante quarenta anos o avanço do comunismo, não se conformara com abandonar as províncias do Ultramar português ao primeiro empurrão dos que as queriam transformar (como depois sucedeu) em trampolins de assalto ao chamado "Mundo ocidental", persistiu em sobrepor os interesses reais do povo que governava ao culto das abstracções ideológicas que vão infelicitando a Humanidade... Daí as iras, os ódios, os histerismos, as perfídias, os insultos que a sua figura e a sua acção provocaram em certos meios cada vez mais preponderantes na opinião que se publica.

Na crise de carácter em que soçobrou a sociedade portuguesa após o 25 de Abril de 1974 viu-se um espectáculo que, embora falho de ineditismo na História, não deixou de ser espantoso. Amigos da véspera apressaram-se a negar relações com os vencidos explicando a gaguejar que os contactos havidos tinham ocorrido mau grado deles, sem simpatia pelos chefes nem adesão às suas ideias. Discípulos fidelíssimos de outrora recusaram com vigor quaisquer vinculações aos que diziam antes serem seus mestres. Pessoas favorecidas por Salazar (que as houve e em grande número) clamaram contra a memória do benfeitor, declarando que tinha menosprezado méritos e serviços concedendo-lhes menos do que pretendiam, vítimas assim de tratamento injusto... Ninguém se atreveu - no ambiente das "mais amplas liberdades" em que toda a tolerância pelas ideias contrárias desapareceu - a arriscar uma palavra de tímida justiça no meio da torrente de odiosas mentiras jorrada sobre a memória do grande homem. Até para criticar os desmandos do presente era preciso começar por injuriar o passado. E ao verem o leão, não já moribundo, mas morto e bem morto, acorreram de toda a parte asnos, alguns que dantes orneavam de gozo ao receberem um complacente olhar dele, para despedirem seu par de coices bem puxado no inerte cadáver abandonado.

Fui amigo de Salazar e seu colaborador durante muitos anos. Num convívio tão demorado, com períodos de estreita colaboração, tivemos por vezes naturalíssimas divergências que não oculto, mas que por ele foram sempre aceites com tolerância e que mesmo quando o meu feitio assomadiço dos tempos da juventude lhe davam feição conflituosa nunca o levaram a atitudes radicais. O exemplo das nossas relações parece-me bem demonstrativo da personalidade de Salazar e por isso julgo útil dá-lo a conhecer sem ocultar aspectos que numa apologia talvez devessem ser silenciados. Porque o meu intento é revelar o homem tal como foi ou eu o vi e que, como todas as fraquezas inerentes à condição humana, é muito melhor do que surge na imagem deformada pelo ódio vesgo dos inimigos ou que a falta de informação das novas gerações e dos estrangeiros construiu sobre os lugares-comuns de uma campanha adversa.

Procuro também mostrar o estadista no seu tempo, inserido nas circunstâncias históricas a que teve de fazer face e rodeado pelos homens que com ele colaboraram e que seguiram, melhor ou pior, o seu pensamento e a sua acção ou para qualquer destas contribuíram.

Nesse pensamento e nessa acção houve traços essenciais de doutrina e posições condicionadas pelas conjunturas em que tinham de se definir. Estas têm de ser avaliadas historicamente em função dos acontecimentos e oportunidades em que foram adoptadas. Mas aquilo a que chamei "pensamento essencial" constitui matéria de Filosofia Política e a sua validade não depende do tempo nem dos lugares. Os homens de hoje fariam bem em meditá-lo.

Porque começa a ser tempo de conhecer e de tentar compreender Salazar e a sua época antes de julgá-los. Por esse mundo criou-se a lenda do "ditador Salazar". E ao acoimar-se o governante português de ditador, logo aos olhos de muita gente com o cérebro lavado por uma propaganda insistente surge a imagem do tirano, indiferente às leis, absorvente de todos os poderes, espezinhador de todos os direitos, dispondo com arbítrio e arrogância de tudo e de todos numa constante afirmação de posso, quero e mando.

Assim se criou ao seu governo a reputação de um regime sinistro, sufocando o País onde as pessoas viviam oprimidas nos seus anseios, vigiadas nos seus passos, ameaçadas nos seus actos, amordaçadas na expressão dos seus sentimentos e opiniões, sujeitas a prisão por dá cá aquela palha com o risco de serem torturadas por uma polícia cruel.

Como era diferente a realidade! Poucos períodos da histórica política portuguesa decorreram sob tão grande preocupação da legalidade por parte dos governantes como os da vigência da Constituição de 1933. A experiência anterior demonstrara a tendência dos portugueses para confundirem liberdade com anarquia e a facilidade com que a vontade da maioria era manipulada por pequenos grupos e facções partidárias. Em 1926 existia um profundo e vigoroso anseio nacional de modificação das instituições e dos costumes governativos. E aceitava-se como verdade apodíctica que seria necessário limitar o exercício de algumas liberdades públicas interessando directamente a poucos para garantir a plenitude do gozo das outras que a generalidade das pessoas queria possuir e até aí não tinha. Porque destas dependia a segurança individual, a possibilidade do trabalho fecundo, o progresso real do País, a efectiva convivência cívica, a almejada paz social. E tudo isto Salazar garantiu durante quase meio século, com serenidade e com prudência, à sombra das leis e com o regular funcionamento das instituições, usando embora da autoridade.

Teria havido abusos da parte dos agentes da autoridade? Decerto que sim. Não conheço, porém, país ou regime que, no decorrer dos quarenta anos cobertos pelo governo de Salazar, anos de guerras quentes e frias, de revoluções, revoltas, conspirações e subversões, possa gabar-se de não ter conhecido abusos, e grandes, da autoridade ou da liberdade. Sim, também desmandos de liberdade, com avultada conta de vítimas e sequelas trágicas, como os da República espanhola - para não falar nas violências cometidas após a libertação de França ou com a queda do fascismo na Itália. O que se instaurou foi uma jurisprudência que perdoa e aplaude tudo quanto se passa desde que favoreça o que se julga ser a marcha progressista da História e condena em altos gritos, rasgando as vestes imaculadas da humanidade ofendida, aquilo que seja considerado ao arrepio do que convém.

Se não fosse o largo consenso em que se fundava o regime da Constituição de 1933, acaso teria sido possível mantê-lo durante quase meio século num pequeno País do extremo ocidente europeu, constantemente aberto à devassa indiscreta de todo o mundo e sujeito à influência das crises exteriores?

Quando após o 25 de Abril o atrevimento comunista quis impor-se ao País, o povo português soube repelir energicamente o totalitarismo marxista, mostrando com clareza que sabia o que queria. E era o mesmo povo que por diversas formas, incluindo o sufrágio livremente exercido, apoiara antes o regime cujo governo concebia a política como instrumento ao serviço do bem-estar da colectividade e não como jogo de egoísmos malabaristas em que, à sombra de bandeiras ideológicas alistadas em conluios internacionais, os partidos joguem aos dados as ambições de poderio.

Trata-se de um passado próximo. Mas que importa recordar, explicar, revivendo factos, ressuscitando personalidades, rectificando versões falsas ou tendenciosas. Porque esse passado está esquecido por muitos, é ignorado pela gente nova e está desfigurado, deturpado e vilipendiado pelo ódio de alguns».

Marcello Caetano («Minhas Memórias de Salazar»).

Os fascismos...

 


«Os fascismos eram demagógicos, populistas, progressistas, industriais, ateus, racistas, urbanos. O espírito e a obra do professor Salazar é o contrário de tudo isso: elitista, conservador, rural, tradicionalista, crente, desconfiado dos custos do progresso, surdo ao clamor das massas, essencialmente humanista e democrata-cristão, inspirado nas encíclicas papais. Pode argumentar-se que os fascismos não eram pela democracia baseada nos partidos políticos e o dr. Salazar também não. Mas concluir que quem não é democrático é fascista, é boçal ou desonesto.»

José Hermano Saraiva, Álbum de Memórias

terça-feira, 18 de agosto de 2020

A verdade, a submissão ao sistema, a tal democracia!!!

 

A Revolução dos Bichos: livro clássico de George Orwell vai virar ...

«Claro, se nada for feito, e rapidamente, o momento de agir peremptoriamente vai chegar. Face às catástrofes os governos não terão escolha. Mas que tipo de sociedade será construída? Sociedades autoritárias com medidas restritivas impostas à maioria, mas decididas no topo, e podemos estar certos que estas beneficiarão os poderosos. A sociedade desigual arrisca de se tornar ainda mais mal concebida, com privilégios cada vez maiores para uma minoria.
Felizmente, no norte como no sul, mulheres e homens perceberam que globalmente estamos no caminho errado, que a via da mundialização que nos é apresentada como desejável e inegável leva-nos directamente à catástrofe. Perceberam também que já nada há a esperar dos governos, comprometidos e dominados pelo dinheiro. As nossas, assim chamadas, democracias ocidentais nada têm de democrático. Quando nos perguntaram antes de enviar soldados bombardear o Iraque ou o Kosovo? Antes que os alimentos geneticamente modificados terem invadido as prateleiras dos supermercados? Antes de mudar as regras do subsídio de desemprego? Antes de dar cabo do nosso sistema ferroviário? De facto, antes de tomarem todas estas decisões que afectam directamente as nossas vidas? Os que decidem por nós estão comprados pelas classes de capitalistas internacionais. A população aceita esta situação porque se deixa subverter pela forte máquina ideológica do capitalismo.»

Serge Mongeau
in "Vers la simplicité volontaire".

Quer fazer um juízo sobre o Estado Novo à luz da História?

 

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«Um juízo sobre o Estado Novo à luz da História? Mas a História é uma mão-cheia de interpretações de factos que existiram ou que se supõe terem acontecido.

Eu considero este período, de quase quarenta anos, como um dos poucos em que houve ordem em Portugal, onde se conseguiu trabalhar eficazmente. Foi o único período desde D. João V em que não obedecemos a pressões dos credores e batemos o pé às grandes potências. É que nós andávamos muito atrasados e não me parece que os passos na Primeira República tivessem avançado muito...

Nos principais anos da minha longa vida fui duas dezenas de vezes intimado a voltar para casa por uns senhores com cartucheiras e espingardas às costas, que exerciam a profissão de revolucionários civis: "Hoje não há escola", "Hoje não há liceu"... Já professor de liceu, via as aulas do Pedro Nunes interrompidas por outros profissionais que já ostentavam petardos nos cintos. O Rato era o local interdito nesses tempos em que não existia a Avenida Álvares Cabral. Como passar para as Avenidas Novas? Lá ia eu, chapéu de coco e bengala, distribuir garotagem que morava para lá do Parque Eduardo VII. Outros professores chefiavam outros grupos. De vez em quando encontrávamos patrulhas, ora de revolucionários civis, ora de "outros" revolucionários. Obrigavam-me a gritar "Viva a República" ou "Abaixo a militança!".

Viveram-se assim dezoito anos! Não venham com "teorias" os que os não sofreram!. Não evoquem o mito da liberdade! Não tínhamos Armada, não tínhamos Marinha Mercante, não tínhamos Exército! Teimámos em ir à guerra contra o parecer da nossa Velha Aliada, que sabia que nada iríamos fazer à Flandres.

Durante três ou quatro anos vi as ruínas das "régions devastées", como um turista que visitasse as ruínas de Pompeia. Havia mesmo comboios especiais com horários diários. Com o coração amargurado só ouvi falar da intervenção da nossa tropa em Armentières e em La Couture. Vi as ruínas de Espanha. Vi ruínas novamente em França, na Alemanha, em Inglaterra, na Bélgica, na Holanda.

O Estado Novo conseguiu equilibrar-se numa neutralidade que permitiu acolher crianças austríacas e gentes em fuga temerosa. Numa terra de solo paupérrimo e de subsolo desconhecido, iniciámos uma marcha para a prosperidade que ia impante por sermos dirigidos pelo único Homem de Estado surgido em Portugal desde os começos do século passado. Um homem honrado, não egoísta, missionário da ideia de que qualquer sociedade tem de ser hierarquizada para poder trabalhar com método na execução de um plano. Do que aconteceu depois da revolução de 1974, pouco sei. Nestes últimos anos passei a França e daí ao Brasil, onde fui encontrar duas centenas de milhar de Portugueses fugidos da Europa e de Angola. Alguns milhares de fugitivos conseguiram transportar consigo móveis, tapeçarias, loiças, pratarias, quadros, livros, obras de arte... Como foi isto possível, não sei... Portugal ficou imensamente mais pobre, mas deu ensejo à formação de fortunas de antiquários portugueses nascidos da competição.

(...) Desde a Revolução Francesa que Portugal sempre obedeceu aos seus credores ou às potências poderosas no mar. Salazar não obedeceu aos credores porque acabou com eles. "Orgulhosamente só", conseguiu poupar Portugal à guerra que destrói choupanas e monumentos, museus e bibliotecas, florestas, pomares e prados; que mata gado e populações que surgem amalgamadas num número e sob a designação de "mortos de guerra".

Ficam heróis, ficam mitos, renascem ódios. Espera-se que o tempo esfarele essas realidades momentâneas. Ficarão Histórias e historietas, que são tentativas de interpretação, convicções de historiadores!».

Francisco de Paula Leite Pinto (in «Salazar visto pelos seus próximos - 1964-68»).

domingo, 16 de agosto de 2020

A suave mentira da democracia de Abril!!!

   

Barbearia Ideal: Otelo: "O regime está a criar condições para ser ...

«"Patriotismo", para Otelo, era sentimento obsoleto e traduzia-se por Democracia e Descolonização! Este, o princípio e fim, da Revolta militar, numa homenagem hipócrita do Vício à Virtude. Eufemisticamente, apelidaram a repressão à violência do terrorismo de "Guerra Colonial". Esta a maior hipocrisia! O Governo do antigo-regime, apodado de fascista, não encontrou meios de impedir o empolamento do militarismo, vício dum exército que se virava para político e que se mostrava sem espírito militar.

Miguel Bruno Duarte: Portugal ultramarino e o anticolonialismo (i)

Na verdade as Forças Armadas Portuguesas não foram vencidas! Foram traídas, por uma minoria de palhaços fardados e políticos partidários, alcunhados de progressistas, tão insignificante que poderíamos em linguagem matemática, compará-lo ao DX - o menor factor de uma equação. Todavia, esta minoria conduziu Portugal à anarquia, à desordem, à ruína. Ao povo vendeu-se uma imagem que depois, dolorosamente a realidade desmentiu. Mas, o povo, na doce embriaguês da "Democracia", deixou-se alienar pela "Suave Mentira" e manifestou-se, vivamente, em alarido, num tipo de reacção delirante. Delírio que levou ao suicídio, porque a Verdade foi profundamente prejudicada. Os "capitães de Abril" apareceram, catapultados por duas razões: "reivindicações de classe" e por "fuga de medrosos das comissões no Ultramar", imbuídos já da adesão a ideologias fanatizadoras e exóticas.

Assembleias do MFA: dez meses de contradições e rupturas a caminho ...

(...) O que se seguiu ao 25 de Abril de 1974, foi um grande equívoco! Mas, não foi um enigma! Lamentável é que a maioria dos Portugueses dos tais 70% que não são analfabetos, a começar pelos políticos, não tenham lido Lenine. Não teriam, leviana e ingenuamente, sido ludibriados pela "Revolução" nem permitido um 27 de Julho, um 28 de Setembro, um 11 de Março. Não aceitariam um Costa Gomes nem um Vasco Gonçalves! Não aturariam as loucas e cruéis atitudes dum Otelo, nem os crimes dum Crespo e dum Rosa Coutinho. Doloroso que os trabalhadores - com acentuada expressão nos "papadores" -, numa cega e obstinada visão ideológica, não tivessem percorrido os textos mais importantes daquele revolucionário bolchevique. Não bajulariam um Cunhal nem rodopiariam na órbita do socialismo de miséria de Mário Soares. Na verdade, a apelidada "Revolução" foi um grande equívoco, não só para os seus obreiros, mas, acentuadamente, por parte dos homens da oposição - os democratas que conheci e estimei, mesmo nos do Movimento da Renovação Democrática e dos outros que não eram oposição mas "opositores" ao regime antes vigente.


(...) E o que criou a "Revolução"? Para além de agravar os problemas sociais e económicos, forjou, sim, a mediocridade, a indisciplina, o absentismo, a incompetência. Mas, fez neste pobre e pequeno País, uma larga sementeira de ódios! Preocupados com a socialização dos meios de produção e a eliminação da burguesia e dos grandes proprietários esqueceram-se da Nação! Com a fúria de acelerar a estatização dos meios de produção e a apropriação pelo Estado dos métodos capitalistas, as ocupações selvagens, a desordem agrária, o esbanjamento rápido das reservas de ouro, conclamam-se, histericamente, senhores das conquistas da Revolução, das amplas liberdades! Para mim, que não sou nem nunca fui "fascista" - até hoje os democratas-progressistas não definiram o que é um fascista - das "amplas liberdades" recebi umas "cacetadas amplas", que me provocaram inconsciência durante seis horas, no Hospital de S. José!

(...) Não se pode nem será mais fácil para a maioria dos portugueses dizer adeus a oito séculos de História. A crónica política da "Descolonização" é uma galeria de génios da destruição, de virtuosos da dissimulação, de despudorados mistificadores e de mágicos da ubiquidade!

Não tanjo fados de saudade nem procuro a balbúrdia do exagero das palavras. Não desço às espertezas políticas que puderam alterar o fluxo dos problemas sociais e detonar os instintos primitivos, tal como aconteceu com os feiticeiros do "Processo Original", criando condições à mais feroz barbária e originando um clima de terror, logo transformado em pânico, em sacrificadas populações indefesas. Nem pretendo já argumentar "se um Presidente da República provisório e um Governo provisório, desacompanhados de orgãos representativos eleitos, podiam, com legitimidade amputar diabolicamente, uma Nação". Afirmo, sim, convictamente, que para o Crespo, o Costa Gomes, o Rosa Coutinho, o Melo Antunes, o Almeida Santos e outros da prateleira do etc., aumenta, sem surpreendente verificação, o valor da conta que a História sempre resgata aos traidores! Estes homens, aos olhos dos ultramarinos, qualquer que seja a sua etnia, responderão perante esta geração e perante a História! Já chorei de sofrimento, de desespero e de vergonha! Senti todos os transes da Humilhação. A única vitória dos chamados "colonos" foi a sua sobrevivência! Se é difícil criticar um "processo" qualquer, enquanto ele ainda está a decorrer, neste "original" caso, tudo se previu! Angola, tinha caído no vulcão danoso da traição!»

Pompílio da Cruz in Angola: Os Vivos e os Mortos.

sábado, 15 de agosto de 2020

A origem do 25 de Novembro.



Mais um triste episódio da nossa história recente, a falha em todos os aspectos de uma das bandeiras do PCP, a reforma agrária, a colectivização das terras às custas da destruição do tecido produtivo nacional, mais um logro, uma falha a todos os níveis, mais uma fraude que apenas beneficiou uns quantos abrileiros, entre eles o pai das mui democráticas manas Mortágua!!!
Vergonha nacional, mais um crime que infelizmente continua impune!!!
Assim se destruiu um país, lamento, mas o melhor teria sido mesmo termos visto o país partido ao meio, uma das metades continuaria a funcionar, outra, quem sabe, seria hoje uma Cuba ou uma Venezuela, que remédio teriam senão trabalhar mesmo a terra...coisas de um verdadeiro regime democrático comunista!!!

Alexandre Sarmento

Hortas comunitárias vs "Reforma Agrária" - Movimento de cidadãos ...

«No seu triunfalismo, o PCP mede o País pelo proletariado do Sul. Em vez de ganhar os camponeses para a democracia, empurra-os para fora dela. Não tem um programa para os pequenos proprietários. Bem podem os seus quadros invocar Marx, sem lhes cair um dente, porque mais arreigam a Senhora de Fátima no coração dos camponeses.

Os camponeses olham para as suas mãos: estão mais vazias que antes do 25 de Abril. O pequeno lavrador não tem qualquer espécie de apoio técnico ou financeiro. Os seus produtos, parcos, não são escoados. Os intermediários responsabilizam o Governo de Lisboa.

Para o lavrador nortenho, a Reforma Agrária apoiada pelas baionetas, a reclamação pelo operariado industrial do poder novo, o festim lisboeta da retórica, ressoam como o apocalipse. É como Lisboa a rir-se da miséria.

O apogeu do PREC - DN

Junta-se o desespero dos retornados, na sua raiva transbordante e clamando por vinganças.

A ocupação da Rádio Renascença, pelos esquerdistas, foi a gota que fez transbordar o cálice. Era tirar a voz a uma Igreja que no antigo regime fora rainha da província. Tudo isto temperado por quem não se coibia de clamar: "O Norte é reaccionário, a Revolução faz-se no Sul!"

Da mesma maneira que em 1926, com o mesmo ódio ao Estado central e aos seus rotativos caciques, os camponeses querem vir à capital varrer os políticos "à mocada". Na mais suave das hipóteses, cortar o abastecimento das batatas e da carne que Lisboa come e fazê-la "render pela fome".

É assim na noite de 24 de Novembro, em que os agricultores da CAP lideram as populações no corte das estradas. Erguem barricadas, ameaçam cortar a luz e a água a Lisboa, vedam o trânsito.

Rio Maior é a fronteira.»

José Freire Antunes («O Segredo do 25 de Novembro»).

Um país sem rumo...a derrocada total!!!


O que mudou em 40 anos?


«A derrocada não se fez esperar. Os acontecimentos do "28 de Setembro" representaram o primeiro passo para a negação da Democracia e da Liberdade.

As perseguições e as prisões arbitrárias sucederam-se, a loucura revolucionária não conheceu limites, oscilando entre comportamentos denunciadores de graves desequilíbrios mentais e o ridículo dos medíocres repentinamente guindados a postos de mando.

Iniciava-se, de facto, a era da "terra queimada", a que tantas vezes me referira.

O General Costa Gomes põe em prática o esquema de "democratização" das Forças Armadas que eu me negara a aceitar. A hierarquia e a disciplina são identificadas com o "fascismo"; surgem os primeiros "sovietes" nas unidades militares; os soldados aviltam-se e a grande maioria dos oficiais do Quadro Permanente ou são afastados por saneamento político ou adaptam-se à nova ordem revolucionária como única alternativa de sobrevivência.

O 28 de Setembro de 1974 - Jornal Tornado

As escolas anarquizam-se; põe-se de parte o ensino da nossa História e lançam-se "campanhas de dinamização cultural" conduzidas por falsos ideólogos que amesquinham a Pátria e vilipendiam os seus Maiores num soez insulto ao Povo Português, enquanto este, atacado no seu cerne e nas suas origens, os passa a olhar como paranóicos ou traidores ao serviço de estranhos. Ao mesmo tempo, consagra-se o "terrorismo internacional" em congressos e colóquios, onde a loucura política e o banditismo profissional se confundem, permitindo aos seus participantes a livre entrada no País com dispensa total de identificação, e autoriza-se que falem em público, cobertos das vistas da assistência.

O aparelho de Estado apresenta sinais evidentes de rotura nos sectores mais diversos, com especial relevo para os das Finanças, da Economia, da Educação, da Saúde e até da Justiça. Com a Informação controlada pelo "esquerdismo ortodoxo ou anárquico" e os Serviços Públicos destroçados, o Partido Comunista comanda o desenvolvimento do processo através do sector organizado da "esquerda militar" e perante a completa demissão das restantes forças políticas, que, dominadas pelo complexo de esquerda, lutavam pela sobrevivência. Tudo se encaminhava para o golpe final.

As intenções são claras. Rosa Coutinho, por exemplo, apresentado, até então, como paladino dos ideais democráticos, não hesita, logo após a minha renúncia, em estabelecer a censura em Angola, revelando de forma objectiva os desígnios totalitaristas do seu grupo.

António de Spínola, da infância à presidência

Com as Câmaras Municipais, os Governos Civis e outros organismos do Estado a nível regional largamente dominados por grupos de pressão constituídos para o efeito, apenas faltava completar a destruição do aparelho económico, nomeadamente das forças de produção.

É neste clima que, no quadro de uma maquiavélica manobra de envolvimento, surge o "11 de Março", a servir de excelente pretexto para a prossecução desses objectivos.

As nacionalizações selvagens são movidas exclusivamente por ódios ou perseguições pessoais e sem obedecerem a qualquer planeamento: a anarquização do mundo laboral é intensificada e associada a processos de controlo operário e de autogestão desde logo votados ao insucesso por falta de preparação dos trabalhadores. O País caminhava para o caos.



No Ultramar entra-se na fase de descalabro. Em Angola, Rosa Coutinho e Pezarat Correia põem em prática, sem quaisquer peias, o seu projecto de entrega daquele território ao MPLA. As estruturas civis e militares são postas ao serviço deste Movimento, passando-se a exercer toda a ordem de represálias sobre as pessoas que não aderissem ao mencionado projecto, represálias que logo se traduziram em actos de violência que marcaram o início do genocídio que se seguiu. Em Moçambique, com a complacência do Alto-Comissário Vítor Crespo, desenvolve-se uma campanha de intimidação imediatamente seguida por uma onda de perseguições, de que resultaram a chacina e a fuga desordenada de milhares de portugueses. Nos outros territórios, onde não existiam movimentos separatistas nem se podia invocar o argumento da guerra e as populações revelavam a sua firme vontade de continuarem ligadas a Portugal, forçava-se a implementação de movimentos emancipalistas sem adesão local e exerciam-se as mais diversas formas de coacção, no sentido de levar as populações a optar pela separação imediata de Portugal; campanha grave em Cabo Verde, mas que atingiu em Timor o mais alto grau de ignomínia e de traição a um Povo que havia confiado cegamente nas Forças Armadas Portuguesas, que ali acabaram por escrever com sangue timorense as páginas mais hediondas e cobardes da História da Pátria.»

António de Spínola («País sem Rumo. Contributo para a História de uma Revolução»).

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

O racismo e a xenofobia como arma de arremesso política!!!

 



O racismo como arma política, e reitero, os portugueses nunca foram racistas.

O racismo, tal como tantas outras causas não passa de suporte a uma agenda política de verdadeiros mercenários e criminosos, verdadeiros incendiários da opinião pública, destiladores e promotores de ódio que obedecem a uma agenda, a agenda do sistema, o desviar de atenção de outras realidades. Uma questão meramente política e com objectivos muito pouco claros, ou o contrário, senão vejamos...

Acusar os portugueses de racistas, é pelo menos um pouco estranho, senão, mesmo  disparatado, basta olhar para a história e para alguns dos ídolos dos portugueses, quem não se lembra ainda hoje da figura maior do passado do futebol em Portugal, Eusébio, o Pantera Negra? Quem sabe se fosse hoje, esse nome tivesse uma conotação negativa, enfim, sinais de uma sociedade manipulada e ignorante.

Racistas, os portugueses? Então não estiveram os portugueses em África durante cinco séculos, que outro povo conviveu de forma tão sã, ou se mestiçou com os autóctones dos quatro cantos do mundo como os portugueses?

fcancio on Twitter: "segundo interveniente com mesma conversa. tão ...

Não roubámos os povos colonizados como fizeram os espanhóis, não os metemos em verdadeiros campos de concentração, tal como o fizeram os americanos, nunca os segregámos como o fizeram na Rodésia e na África do Sul com as suas políticas de apartheid, e hoje, por os brancos terem saído de África ou outros territórios, deixou de haver racismo e xenofobia nos mesmos?
Por que razão as guerras pela supremacia racial continuam a existir nesses territórios, ou haverá "pretos" ou outras matizes mais iguais do que os outros?
Outro pormenor, por que razão estão a dizimar a comunidade branca um pouco por toda a África, então, pelo que sei, argumentavam que África era para os "pretos", a Ásia para os asiáticos, e então a Europa é de quem e para quem?
Por esta ordem de ideias, todos terão direito a viver nos seus solos pátrios, menos os europeus, dualidade de critérios, hipocrisia, ou pura e simplesmente, o assumir que a cultura e os povos europeus estão condenados à extinção?
Plano Kalergi em acção, o plano delineado pela cambada sionista, o plano orquestrado por uma elite, os senhores do capital, os judeus khazarianos azkenazes, são exactamente esses os autores desta aberração, deste retrocesso civilizacional, sabemos quais os fins, e começamos a entender quais os meios que utilizam para os atingir, dividir para reinar, tal como diz o adágio!!!

Joacine e Ventura podem estar em lados opostos da trincheira política e frequentemente em confronto, mas são o reflexo invertido um do outro: alimentam e partilham uma visão racial e identitária da sociedade que tem demasiados pontos comuns. Infelizmente, não estão sozinhos. Não falta quem, à esquerda, siga o mesmo guião, por exemplo no Bloco de Esquerda — veja-se a reacção do deputado José Soeiro ao homicídio do estudante do IP Bragança. Do mesmo modo que, à direita, pululam vigilantes das notícias de crime dos jornais, que logo inquirem sobre a etnia de agressores e transgressores quando esta não surge mencionada, para então denunciar encobrimentos e favorecimentos a negros ou ciganos. O ponto é que, à esquerda e à direita, o enviesamento imposto por esta visão identitária e racial começa a ganhar espaço no debate público. E travar o contágio é tão urgente de um lado como de outro.

Alexandre Homem Cristo, in jornal "O Observador".


Quanto aos instigadores do ódio e do terrorismo social neste país, bem sabemos quem são, são os extremistas e parasitas sociais ao serviço da maçonaria e outras máfias, ou seja, a cambada de extrema esquerda, a cambada de inúteis, os anormais do Bloco de Esquerda, do Livre e mais uns quantos pigmeus em busca de protagonismo, não podendo deixar de mencionar a verdadeira aberração que é uma merda sem nexo com o nome de SOS Racismo, um antro de parasitas, de subversores e quem sabe, verdadeiros criminosos fugidos dos seus países de origem!!!

Uma questão, porque razão esta gente que se diz vítima de racismo e que defende as pretensas vítimas de racismo, não toma semelhante atitude nos seus países de origem, será que no país de onde são originários não existe racismo, xenofobia ou outro tipo de segregação racial ou étnica, ou não existe uma pseudo-elite supremacista, basta olhar para as notícias, verdadeiros massacres se têm cometido nesses territórios, verdadeiros genocídios.


À falta de outros temas, pois estes já não surtem qualquer tipo de reacção mais acesa, tais como a despenalização do consumo das drogas, a despenalização do aborto, a mudança de sexo, a igualdade de género, a tentativa de apagar a nossa história e mais outras perfeitas aberrações, tinham mesmo que encontrar mais uma forma de causar impacto e confusão, e o assunto que resolveram por em cima da mesa foi exactamente este, o racismo e a xenofobia.

O mais caricato é vermos os que se dizem vítimas de racismo ou anti-racistas, como verdadeiros destiladores de ódio, contra tudo e contra todos, poderão pontualmente ser vítimas, mas tendo eles o poder, seriam contudo, muito mais extremados nas suas atitudes do que aqueles que eles mesmos hoje condenam e acusam de racismo ou xenofobia, uma cambada de hipócritas e acéfalos, verdadeiras marionetas nas mãos de políticos e organizações que têm como único objectivo desestabilizar a sociedade, criar atritos e manter um permanente verdadeiro ambiente de guerra, ambiente esse propício a aproveitamento político de todas as partes, a já tradicional batalha campal e troca de galhardetes entre as duas faces de uma mesma moeda, infelizmente a cegueira ideológica não permite a uma grande maioria destrinçar onde esta a razão e alinha em populismos bacocos e empolados, inflamados por discursos, demagogia barata e retórica primária, enfim, há fantoches para todos os gostos!!!

Outro aspecto bastante caricato, então, os portugueses são racistas, elegem um "monhé" para Primeiro Ministro, e elegem uma "preta" para Ministra da Justiça, aliás, quem estiver um pouco mais atento notará que há uma miríade de ocupantes de cargos públicos e e em lugares de destaque com origens diversas da nossa, ou seja com origem naqueles que foram outrora os nossos territórios ultramarinos. Portanto, nunca esteve em questão serem ou não indianos, pretos, amarelos, ou de outra qualquer origem ou etnia, na verdade os seus antepassados eram portugueses, infelizmente a revolução dos cravos e subsequente vergonhosa descolonização, trouxe até à metrópole muitos naturais dessas ex-colónias, gente de várias culturas, cor e credos, infelizmente com eles veio também gente muito pouco recomendável, verdadeiros subversores, parasitas e terroristas...


Este fenómeno, não é nacional, é global, obedece a uma agenda e tem objectivos bastante concretos e definidos que a grande maioria desconhece, ou então se limita a assistir impávida e serena, manipulada pela máquina da propaganda do regime, os media e as suas campanhas em prol da tolerância e do politicamente correto, a hipocrisia desta sociedade moderna.

Para terminar, faço uma espécie de voto de protesto, ou seja, sempre que há um problema pontual em que a vítima é um "preto" ou um "cigano", há quase um levantamento popular, mas, e porque é verdade, todos os dias são cometidos crimes e ataques a "brancos" por parte de elementos dessas "minorias" e são quase sempre ocultados esses actos bárbaros, e quantas vezes os crimes perpetrados por esses elementos ficam impunes, verdadeiramente imunes à justiça, protegidos por uma justiça parcial e injusta...

Agressão brutal em Coimbra faz três feridos - Portugal - Correio ...

...Enfim, é o país que temos, o mundo que temos, não tarda seremos nós os estrangeiros indesejados na nossa própria terra, é hora de reagir e dizer basta, basta de hipocrisia, basta de impunidade, basta de tanta estupidez!!!
Eu não sou racista, mas esta é a minha terra, o meu solo pátrio, não serei eu quem se vai adaptar a uma identidade, a uma cultura diversa da minha, em Portugal quem vier por bem terá que se adaptar, terá que respeitar a nossa cultura, usos e costumes, estamos na nossa casa, será sempre bem vindo quem vier por bem e se saiba comportar, quanto aos outros, têm bom remédio, rumem em direcção à sua terra de origem, pois parasitas já cá temos nós em demasia!!!

Alexandre Sarmento

PS avança com voto de condenação formal de André Ventura por xenofobia


«Durante décadas, apregoar a inexistência de fenómenos racistas na sociedade portuguesa tornou-se um quase lugar-comum. A repetição incessante da ideia não teve, contudo, a virtualidade de a converter em verdadeira. A maior expressão de preconceito racial consiste, precisamente, na negação deste preconceito»

Francisca Van Dunen, Ministra da Justiça.

Os Pormenores Ocultados da Guerra Colonial

  «(...) Muitos dos temas tratados versavam questões de estratégia internacional de um mundo cada vez mais global, outros eram o reflexo da ...