domingo, 4 de outubro de 2026

Mais uma iniciativa para enxovalhar A figura de Salazar e a obra do Estado Novo

 


Achei por bem só agora me pronunciar relativamente ao Museu Salazar, ou Centro Interpretativo do Estado Novo, ou outra coisa qualquer que pretendam chamar ao dito museu!!!
Sei que muitos têm estranhado o meu silêncio em relação ao assunto, há dias num almoço em Santa Comba, quando do aniversário da morte física de Salazar, debatemos o assunto, sendo que, da minha parte, sem saber quem promove, quem gere, quem dita as directrizes desse espaço, ponho sérias dúvidas que o mesmo seja um verdadeiro espaço no qual se faça de forma isenta, de forma séria e contextualizada, de forma verdadeira e sem manipulação, de forma historicamente correcta e factual, sem a chancela deste regime ou do politicamente correcto, tenho sérias dúvidas quanto a esta iniciativa, seja no tempo, seja na forma, seja nos objectivos!

As figuras de proa deste dito Centro Interpretativo do estado Novo, são conhecidas, Pacheco Pereira, Irene Pimentel que só por si ofuscam quaisquer outros mentirosos da praça abrilina!!!

Passo a explicar, pondo algumas que questões que julgo pertinentes:
Será este espaço um museu no qual mais uma vez vão colar a figura de Salazar e o Estado Novo ao fascismo?
Será este espaço, apenas mais um local para denegrir a figura de Salazar e o regime do Estado Novo?
Será o dito espaço, apenas mais um local de branqueamento do actual regime, este verdadeiramente fascista?
Posto isto, acho pertinente questionar aos promotores da iniciativa qual o verdadeiro papel da mesma, será esse espaço apenas um museu, ou quem sabe, apenas mais um instrumento de manipulação de massas, de distorção de factos e de realidades infelizmente há muito propagadas de forma inverdadeira, de uma forma ignóbil, de uma forma fraudulenta, seja nos meios de comunicação social, seja nos livros escritos pelos propagandistas do regime e do sistema, ou, e na minha opinião o pior de tudo, ou seja a mentira contada nos compêndios escolares, uma das maiores  vergonhas nacionais , a manipulação da nossa História.
Outra questão, a do mediatismo em torno do assunto, porquê agora, porquê desta forma, quais os interesses em jogo e interesses de quem?
Pergunto, a quem beneficia a iniciativa e quais os seus objectivos?
Na minha opinião, mais uma vez vão radicalizar e tentar colar Salazar ao fascismo, ao radicalismo, ao atraso, à iliteracia, a repressão, censura e demais aspectos negativos e falaciosos largamente debatidos e usados como arma de arremesso depois do 25 de Abril, a tal manipulação tendente a branquear uma verdadeira traição à Nação e à integridade territorial portuguesa.
Pergunto, qual o papel das instituições e núcleos de estudos dedicados ao assunto, nesta iniciativa?
Lamento, mas a leitura que faço neste momento e sobre este assunto, tudo não passa de mais uma forma de radicalizar e provocar fracturas e atritos a nível social, vai ser mais um espaço no qual se promoverá uma farsa que se arrasta há quase cinco décadas, portanto, mais uma iniciativa que a meu ver deveria ter sido alvo de consultas a gente informada e a instituições isentas e sabedoras do assunto que serve de motivo ao dito espaço, assim sendo e reafirmando, isto não passa de uma opinião pessoal e de uma forma de olhar para o assunto de forma critica e objectiva de alguém que há anos estuda e investiga a História de Portugal, mais objectivamente o tema Salazar e a obra do Estado Novo.
Serviu este desabafo para alertar os incautos e muitos que desconhecem o tema e os meandros da política neste outrora país, hoje um antro no qual reina a traição e a falsidade, um antro no qual tudo vale para manter um não regime em funcionamento, uma forma de eternizar e levar a cabo este processo de destruição da nossa identidade e coesão nacional...
Retirem as vossas próprias conclusões!



Deixo-vos com estas pérolas escritas e publicadas por alguns dos cretinos e inúteis parasitas mentirosos que se alimentam deste regime corrupto e anti-português, o regime maçónico que vendeu Portugal e escravizou os portugueses ad aeternum!!!

Alexandre Sarmento


Correr o risco de transformar os locais simbólicos do salazarismo em altares de romaria nostálgica sob o pretexto de os “interpretar”, parece-me totalmente fora de propósito.(Fernando Rosas)


Já é tempo de deixar de acreditar em fantasmas e de cair em armadilhas salazarentas. Por desejar contribuir para uma justa memória, ao enfrentar a nossa verdadeira História, na qual se inclui a ditadura salazarista, apoio a iniciativa da Ephemera e da Câmara Municipal de Santa Comba Dão na criação de um centro histórico interpretativo.(Irene Flunser Pimentel)


Espero firmemente que este protocolo seja, enfim, o início de um projecto que sempre defendi, desde o final do século passado, que se propunha apresentar e fazer compreender ao vivo o que foi o Estado Novo, a sua construção e a sua sobrevivência para além de 1945, finalizando nos anos 60-70 com a “guerra Colonial”, verdadeiro motor da Revolução de Abril, depois de 13 anos de guerra e da acção sacrificada da Oposição, que se manteve viva desde o 28 de Maio de 1926, considerado oficialmente pelo Estado Novo a data inaugural da “Revolução Nacional”. O CEIS20, que fundei e que foi comigo e com outros colegas o motor da ideia, nunca foi verdadeiramente ouvido. Espero — até pela consideração que tenho pela Ephemera e pelo Pacheco Pereira — que, desta vez, vá para a frente, sem qualquer entusiasmo da direita radical (hoje cada vez mais perigosa) e sem reacções respeitáveis dos “guardiões da memória” da esquerda ou de “esquerdistas ocasião”, que não procuram compreender a História, mas apenas a utilizam como muleta para a manifestação das suas sensibilidades, normalmente passageiras. Não estou interessado mais em colaborações institucionais, mas fiz saber às partes envolvidas que poderei colaborar ocasionalmente, a nível pessoal e profissional (como historiador do Estado Novo), neste projecto, que se pode assemelhar, não ao que se passa em Dovia de Predappio, terra de Mussolini, mas em Munique, no lugar onde se realizaram os famigerados congressos do Partido Nazi. Tive ocasião de visitar estes e outros lugares de triste memória (como o “ninho da águia”, casa de Hitler nos Alpes Bávaros) e, sobre eles e sobre este tipo de projecto de Santa Comba Dão, tive oportunidade de escrever e de falar através dos meios de comunicação. Sem grande resultados, é certo, mas com a consciência tranquila, de historiador e de defensor dos ideais de Abril.(Luís Reis Torgal)




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