sexta-feira, 12 de junho de 2020


Kingdom of Portugal (com imagens) | Bandeira de portugal, Brasão ...

Uma pátria constrói-se com sangue, suor e lágrimas.

Defende-se uma identidade,
Defende-se a tradição,
Defende-se a nação,
Defende-se o clã,
Defende-se a família,
Defende-se o indivíduo,
Defende-se a raça,
Defende-se a nossa alma e espiritualidade,
Defende-se o nosso solo pátrio,
Vamos à luta, não podemos deixar que nos matem e apaguem o que nos define como nação.
Nação somos todos nós, clã, tribo , família, língua, usos e costumes...
Temos por obrigação defender tudo aquilo que nos trouxe até hoje, tudo aquilo que nos tornou naquilo que hoje somos, portugueses, e tudo aquilo que nos define há séculos, com o mesmo sangue, suor e lágrimas com que os nossos antepassados defenderam o seu futuro...no fundo aquilo que hoje somos!

A alma e a força dos nossos ancestrais residem em nós, somos o produto, somos a força e somos a Nação nascida de tanto sacrifício, que tem por obrigação prosseguir o destino traçado pela própria história.


Alexandre Sarmento

O que o sistema mais teme...



Pin em Feminino Sagrado

«Se as grandes massas fossem tão transparentes, tão bem articuladas nos seus átomos, como o declara a Propaganda, precisar-se-ia tanto de Polícia como um pastor de cães para conduzir o seu rebanho. Não é este o caso, porque há lobos, que se ocultam nos rebanhos cinzentos, quer dizer: naturezas que ainda sabem o que é a liberdade. E estes lobos não são apenas vigorosos em si mesmos, como também pode dar-se o perigo de as suas virtudes, numa bela manhã, se comunicarem às massas, transformando-se então o rebanho em matilha. Isto é o pesadelo dos detentores do poder.»

Ernst Jünger

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Quando Portugal honrava os seus compromissos!!!


Contrariamente ao que durante muito tempo foi “voz corrente”, Portugal participou e foi beneficiário do programa americano de apoio à reconstrução da Europa a seguir à II Guerra Mundial conhecido por Plano Marshall.

[Barragem.1811.jpg]

                                                        Barragem de Castelo do Bode

Não será muito importante, já se passaram muitas décadas, mas, é verdade, o nosso País foi mesmo contemplado pela ajuda americana concedida aos países da Europa Ocidental a seguir à II Guerra Mundial. Mesmo assim, para lá do desconhecimento, subsistem os cepticismos daqueles a quem não foi dado perceber que, para além das mercadorias, o auxílio financeiro e técnico americano chegou ao País, devidamente propagandeado, e entrou nas empresas e nos organismos públicos, da Metrópole e das colónias de então, de forma discreta, mesmo sem ser propositadamente disfarçada.


Citizen Grave: Portugal e o plano Marshall

                       Locomotiva diesel-eléctrica Whitcomb Locomotive Company série 1300.

No seu conjunto, com a participação de Portugal no Plano Marshall recebemos uma assistência financeira que rondou os 90 milhões de dólares (mais de dois milhões e meio de contos), interessando ao Estado e a outros agentes económicos do País.
A essa verba devem-se acrescentar a participação dos chamados Fundos Portugueses de Contrapartida, na ordem dos 552 milhões de contos. A quase totalidade do aproveitamento destas verbas ocorreu em 1950 e 1951, sobrando apenas uma pequena parcela, cuja utilização se prolongou para além do termo do ERP(Programa de reconstrução da Europa). Para além do financiamento, Portugal beneficiou da concessão de três empréstimos especiais, em aproveitamento de um fundo extra-ajuda especificamente dedicado a projectos coloniais, e do auxílio atribuído ao abrigo do programa de “assistência técnica e produtividade”. O programa de Assistência Técnica e Produtividade constitui uma das facetas “mais invisíveis” e, todavia, das mais significativas da participação de Portugal no Plano Marshall, envolvendo aspectos de estratégia e com impacto a médio e longo prazos.

Citizen Grave: Portugal e o plano Marshall


De facto, não participámos no dito Plano desde o seu início, em 1947, pois na verdade, no escasso período de praticamente um ano, em que se iniciam as primeiras reacções das autoridades portuguesas ao discurso do general Marshall (início de Junho de 1947) até à anuência de Portugal ao plano em Agosto-Setembro de 1948, as autoridades portuguesas operam uma mudança radical na sua posição face ao auxílio financeiro norte-americano. De uma inicial atitude de rejeição do auxílio, formalmente anunciada em Setembro de 1947, as autoridades portuguesas viram-se compelidas a solicitá-lo precisamente em Setembro do ano seguinte.

Grandes obras foram construídas ao abrigo do Plano, grandes barragens, melhoramento de linhas férreas, fábricas e outros equipamentos ou empreendimentos industriais e agrícolas.

Curiosamente e como poderemos ler mais abaixo, Portugal foi o único país a pagar na íntegra este apoio, mais uma vez, uma belo exemplo da imagem de Portugal no exterior depois da vergonha subsequente à Primeira Republica e aos seus desvarios, os quais deram a imagem de um Portugal sem rumo, incumpridor e caloteiro, tendo perdido nesse período toda a credibilidade internacional, chegando ao cúmulo de não ter reconhecida internacionalmente a sua moeda, o tal país falido, ao qual o regime saído do 28 de Maio devolveu a dignidade e honra. 

Alexandre Sarmento



«Corria o ano da graça de 1962. A Embaixada de Portugal em Washington recebe pela mala diplomática um cheque de 3 milhões de dólares (em termos actuais algo parecido com € 50 milhões) com instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano Marshall.

O embaixador incumbiu-me – ao tempo era eu Primeiro Secretário da Embaixada – dessa missão.

Aberto o expediente, estabeleci contacto telefónico com a desk portuguesa, pedi para ser recebido e, a pedido do funcionário encarregado da desk, disse ao que ia. O colega americano ficou algo perturbado e, contra o costume, pediu tempo para responder. Recebeu-me nessa tarde, no final do expediente. Disse-me que certamente havia um mal entendido da parte do governo português. Nada havia ficado estabelecido quanto ao pagamento do empréstimo e não seria aquele o momento adequado para criar precedentes ou estabelecer doutrina na matéria. Aconselhou a devolver o cheque a Lisboa, sugerindo que o mesmo fosse depositado numa conta a abrir para o efeito num Banco português, até que algo fosse decidido sobre o destino a dar a tal dinheiro. De qualquer maneira, o dinheiro ficaria em Portugal. Não estava previsto o seu regresso aos EUA.

Transmiti imediatamente esta posição a Lisboa, pensando que a notícia seria bem recebida, sobretudo num altura em que o Tesouro Português estava a braços com os custos da guerra em África. Pensei mal. A resposta veio imediata e chispava lume. Não posso garantir a esta distância a exactidão dos termos mas era algo do tipo: "Pague já e exija recibo". No dia seguinte, sem aviso prévio, voltei à desk e comuniquei a posição de Lisboa.

Lançada estava a confusão no Foggy Bottom: - não havia precedentes, nunca ninguém tinha pago empréstimos do Plano Marshall; muitos consideravam que empréstimo, no caso, era mera descrição; nem o State Department, nem qualquer outro órgão federal, estava autorizado a receber verbas provenientes de amortizações deste tipo. O colega americano ainda balbuciou uma sugestão de alteração da posição de Lisboa mas fiz-lhe ver que não era alternativa a considerar. A decisão do governo português era irrevogável.

Reuniram-se então os cérebros da task force que estabelecia as práticas a seguir em casos sem precedentes e concluíram que o Secretário de Estado - ao tempo Dean Rusk - teria que pedir autorização ao Congresso para receber o pagamento português. E assim foi feito. Quando o pedido chegou ao Congresso atingiu implicitamente as mesas dos correspondentes dos meios de comunicação e fez manchete nos principais jornais. "Portugal, o país mais pequeno da Europa, faz questão de pagar o empréstimo do Plano Marshall"; "Salazar não quer ficar a dever ao tio Sam" e outros títulos do mesmo teor anunciavam aos leitores americanos que na Europa havia um país – Portugal – que respeitava os seus compromissos.

Anos mais tarde conheci o Dr. Aureliano Felísmino, Director-Geral perpétuo da Contabilidade Pública durante o salazarismo (e autor de umas famosas circulares conhecidas ao tempo por "Ordenações Felismínicas" as quais produziam mais efeito do que os decretos do governo). Aproveitei para lhe perguntar por que razão fizemos tanta questão de pagar o empréstimo que mais ninguém pagou. Respondeu-me empertigado: - "Um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar – é nada dever a quem quer que seja".

Lembrei-me desta gente e destas máximas quando há dias vi na televisão o nosso Presidente da República a ser enxovalhado pública e grosseiramente pelo seu congénere checo a propósito de dívidas acumuladas.

Eu ainda me lembro de tais coisas, mas a grande maioria dos Portugueses de hoje nem esse consolo tem.»


Estoril, 18 de Abril de 2010

Luís Soares de Oliveira

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Porreiro, pá, é a democracia!!!


O cão que fuma...: As vacas socialistas nunca dormem

Uma das pequenas diferenças entre as democracias e regimes totalitários e  parece-me ser, no que respeita a resultados eleitorais, a seguinte:
Enquanto nas democracias o apodrecimento dos governos é acompanhado por uma diminuição nas votações, nas ditaduras, paradigmaticamente, quanto mais os governos apodrecem e mostram a sua verdadeira face, mais as suas votações crescem, até à surrealista unanimidade final!
O que equivale a dizer, quando um país, um berdadeiro paraíso dos morcões dá o pêdo mestre, tudo e todos entram de férias em campos de trabalhos manuais, uns ginásios rodeados de arame farpado, perfeitamente adaptados a mentecaptos com necessidade de se manter em forma, com o pormenor delicioso de não terem que pagar mensalidade!!!

Facto curioso, será que o eleitorado sucumbe ou mesmo se apaixona pelo seu carrasco, ui, bate-me que eu gosto, ó si cariño, se a ti te gusta, a mi, me encanta!!!

Estranho, caricato e sem explicação lógica, a prova cabal do tal Síndrome de Estocolmo, ou então estamos a reviver as aventuras do Marquês de Sade!!!.

Lêem-se e ouvem-se frases sobre a democracia, estado de direito e regime democrático em Portugal, mas onde raio foram desenterrar tais falácias, democracia, onde será que eu já ouvi isso, e isso come-se?


Pelo que temos podido assistir, isso sim, passámos por tanto pseudo regime no pós 25 de Abril, foi o tal Gonçalvismo, o Presidencialismo, o Socialismo, o Cavaquismo, o Guterrismo, o Socratismo, o Passos-Coelhismo e mais recentemente o regime das Vacas Voadoras, regimes para todos os gostos e feitios, nisso somos mesmo uns sortudos, absolutamente bafejados pela sorte!!!!

É só liberdades, pá, regimes espectaculares e em nada comparáveis ao regime de Salazar, acabou a censura e a perseguição, vivemos no verdadeiro paraíso das amplas liberdades...todos pobres, todos iguais...e paradoxalmente ufanos!!!

Começaram por arrebanhar os fascistas, logo em 1974/75, chegaram a ter de férias cerca de 3 mil, quase todos sem saber o porquê dessas férias forçadas, livros queimados, livros proibidos, e, pasme-se, a perseguição de todos aqueles que de alguma forma criticassem o novel regime, mas também, porque não, se eram todos uma cambada de fascistas!
Por que razão haveriam de ter direito a opinião, se o regime era democrático e socialista, e montado apenas para democratas e socialistas, tem uma certa lógica, pudessem eles, e os fascistas teriam sido todos enviados para um Gulag ou para um dos tais Paredóns do libertador democrático Che Guevara, ainda houve um iluminado que falou, creio eu, no Campo Pequeno, feliz, ou infelizmente faltou algo a essa inteligência parda, uma coisa que na minha terra chamam de, "tomates"!!!

Depois e no tempo do tal socialismo democrático, isto porque também o há sem ser democrático, não é caso para rir, portanto comportem-se!!!
Apareceu um iluminado de fabrico aventalesco, aliás como todos os outros, um animal bastante feroz, um tal de Pinto de Sousa se não me falha a memória, um personagem digno de uma grande produção de cinematográfica, assim uma coisa estilo "El Manitas de Plata", quiçá, "El hijo de la Madre",ou "El hombre de los Miles de Primos".

Tempos de verdadeiras caça às bruxas, senão vejamos:
Se um professor abrisse o bico era demitido, se um Dr. Fulano de Tal pusesse um cartaz no Posto de Saúde, era posto em sentido, e milhentas outras barbaridades, verdadeiros autos de fé se fizeram, assim uma coisa estilo inquisição moderna, mas democrática!!!

Num se pode falar mal do Senhor Inginheiro!!!

Lembro-me quando se contavam anedotas de engenheiros no tempo da Parque-Escolar EPE, logo veio uma circular com ordens para se acabar com o regabofe, não fosse o sensível Calimetro, amuar!!!

The Braganza Mothers: Outubro 2009

Realmente uma grande injustiça!!!

Mas não ficamos por aqui, quando alguém falava demais, aquilo que não devia numa estação de TV, comprava-se a mesma e arrumava-se a casa, passou-se dessa forma com a bombista e incendiária Nelinha Moura Guedes, meteu-se com o Calimero, lixou-se, aliás, lembro-me de uma frase do Homem dos Queijos, um pastor de Mangualde, um tal que um dia disse, "Quem xe mete com o Pêéxe, leva", assim o fez o Calimero e seu séquito, para não faltar ao prometido e não deixar mal visto o armazém dos "abentais"!!!!

Disparavam em todas as direcções, era, por exemplo o autor de um livro que dissesse algo que manchasse a honra da noiva do Dioguinho, ou que mexesse com os interesses da maralha das "Rosas de Abental", estava quilhado, proscrito, pois era logo rotulado de fachista, digo eu!!!

Aconteceu com variados artistas, os artistas verdadeiros, mas curiosamente não aconteceu com aqueles artistas vanguardistas que se dedicam a fazer aquelas obras perfeitamente infantis, aquelas obras que qualquer puto de cinco anos tendo acesso a materiais faria indubitavelmente melhor e de forma mais criativa, muitas vezes sem mesmo ter que fugir muito do poio em Rocócó Barroco, veio-me assim à cabeça uma tal de Qualquer Coisa Vasconcelos!!!

É isto, é liberdade, ó parvo, se abres o bico, já não te licenciam a obra, se abres o bico já não expões o teu trabalho, e, se não alinhas no "Carton Rose", esquece aquele trabalhito mesmo à medida das tuas habilitações, estudaste para quê meu burro, não sabes que fizemos Universidades para pessoas inteligentes que até funcionam aos domingos, bastava a "Pastita do Abental e da Luva Branca", e já agora um padrinho, de preferência um daqueles que adoram crianças, daqueles que ao invés dos pediatras, gostam mesmo de crianças, ai se gostam, cuidado com o rabo, eles andem aí, cuecas de lata recomendam-se!!!

Um ambiente perfeitamente saudável e democrático, ou seja, ou estás com o regime e comes, ou se pelo contrário, não gostas de comer no rabo, nem sequer cheiras, Tugalândia no seu mais do que perfeito regime!!!

xatoo: Novembro 2013

É este o saudável ambiente que ainda hoje temos neste paraíso ao qual ainda teimosamente chamam de Portugal, aqui passa-se de tudo, na mais perfeita impunidade, e, pasme-se, com o apoio dos tótós que de vez em quando acordam para ir depositar um voto numa urna, assim, uma espécie de pequena Venezuela, vão empurrando com a barriga e alguns até já o fazem com o rabo, uns badalhocos!!!

Deve ser este o tal regime ao qual chamam de democracia, o tal regime que tentam opor ao tal regime do tempo do "Glorioso Fachismo", ao tempo de um povo atrasado e provinciano, ignorante e subserviente, o tempo do Salazarismo, aquele regime vil e castrador das liberdades individuais, em que havia uns homens muito maus, os pulhas pidescos, que se fartavam de fazer sessões de manicure e também de pedicure, e que tanto gostavam de dar umas sardas nos outrora meliantes, hoje apenas irrequietos e com problemas comportamentais, os hiperactivos daqueles tempos, isto para já não falar do ditador vampiresco que aparecia de madrugada para chupar o sangue da manada, assim reza uma cançoneta de um baladeiro abrileiro!!!
Tudo tão bem explicado às crianças nos manuais escolares, nas porcarias culturais na "têbê" e que está tão bem representado por uma miríade de artistas, actores e outros tipos de parasitas sociais encarregados de lobotomizar a nossa juventude, fazendo o óptimo trabalho de imbecilizar este povo, trazendo-lhes a liberdade de nem sequer conseguirem pensar de forma autónoma, um país em que a cultura é assim uma coisa estilo, onde está o Wally e a caça ao Pokémon, ou no limite uma "Casa dos Degredos", como diria o Diácono Remédios, num habia nexexidade!!!!

A verdade é que pelo que se pode ver, pelo que nos contam, Salazar e o seu regime, roubaram-nos e atrasaram-nos tanto que, só depois da democracia tivemos direito a têbê a cores, computadores pessoais, iPhones e outros gadjets, e montes de gajas bouas comó milho, e já agora para nume chamarem homem fóbico, faço também menção a uns quantos moluscos paneleiróides que normalmente dão um ar da sua graça em horário nobre!!!

Insistem em falar do analfabetismo e da falta de cuidados de saúde, mas, estranhamente deparo-me com esta questão, seria o "morcão" provinciano de Santa Comba, um forreta daqueles, um homem para derreter uma fortuna em estruturas de educação e unidades de saúde apenas para fachada do regime, ou quem sabe fosse Salazar um benemérito democrata e socialista que se adiantou no tempo para deixar obra feita para os libertários democratas abrileiros, não terem que se preocupar em poupar o guito para tais equipamentos sociais!!!!

Bem vistas as coisas, o "Botas" até foi um bom democrata e amigo, até lhes deixou os cofres cheios e uns quantos países de fácil venda, antes não tivesse deixado, pois, nem a rebuluçãozita teria tido sucesso, nem os chulos e parasitas ficariam gordos, cheios de colesterol!!!
Quiçá este país fosse hoje muito mais eco-friendly e tivéssemos como transportes públicos veículos de tracção animal, à imagem dos desenvolvidos países democráticos e socialistas, com os ditos "rebulucionários" como bestas de tracção!!!

Numephodam pá, é a democracia!!!

Até as vacas voam, ó se voam!!!!

Alexandre Sarmento.








terça-feira, 9 de junho de 2020

A terrível ditadura de Salazar, a tal repressão!!!



A terrível ditadura de Salazar, a repressão!!!

Se comparamos a ditadura "salazarista" com as suas contemporâneas, chegaremos à conclusão que à luz da história e comtemporizando, até foi caracterizada pela sua brandura, desde o seu início na década de 1930, quer no seu término, já na década de 1960!!!


Os números o demonstram e a contabilidade repressiva é até bastante modesta, pois, Salazar nunca dispôs dos “gulags” de Estaline, nem dos “paredón” de Fidel Castro, nem dos campos de arroz de Pol Pot e contráriamente ao que os complexados de esquerda propalam, em Portugal não existiram nesse período as execuções sumárias, típicas dos democráticos regimes comuno-socialistas da altura, pergunto, quem desconhece o sucedido na China, no Cambodja, na RDA, e em todos, reitero, e em todos os países sob o fenomenal e democrático regime marxista?

O regime de Salazar nunca teve mais presos políticos do que a I República (cerca de 2382 no ano de 1912), e no final tinha até um número muito menor (128) do que aquele  que viria a haver nas prisões do PREC em 1975 (que alcançou o número de cerca de 3000), portanto, creio que não haja sequer termo de comparação, se bem que um dos regimes foi chamado de ditadura e o outro, o mais moderno e atrevido em termos de repressão e censura, chamado de democracia, enfim, mas segundo os pontos de vista dos iluminados abrileiros, sempre fieis ao já típico adoptar da perspectiva dos dois pesos e duas medidas, e claro, nunca esquecendo a questão fulcral, a típica e corriqueira estratégia da vitimização!!!

Arrisco mesmo dizer que Salazar foi de uma excessiva brandura, bem sabemos como tratou os seus principais opositores, um deles, pródigo em exílios dourados, um traste narcisista, vaidoso e hipócrita, estou a falar como não poderia deixar de ser, Mário Soares!
Quanto ao outro, o "Cavalo Branco", Álvaro Cunhal, bem sabemos que acabou por se formar enquanto recluso, tendo como tese de doutoramento um tema tabu na época, o aborto, de tal forma perseguido e reprimido que teve como nota 16 valores, pasme-se, impressionante, até dá vontade de chorar a forma como Salazar e o seu regime ditatorial destrataram tal figura, quase anedótico!!!


Imagem de um exílio terrível e desumano ao qual Salazar condenou Mário Soares e família, note-se a presença do criado, por sinal negro, natural do paraíso de São Tomé e Príncipe, fotografia notável onde poderemos ver uma criança, provavelmente também a servir sua excelência o exilado, o perseguido e a vítima do repressivo regime de Salazar!!!


E se estes dois verdadeiros artistas(traidores), tivessem sido dissidentes num dos bastiões das ideologias que defendiam, qual teria sido o seu fim, nem vale a pena pensar no assunto, pois no mínimo teriam feito um belo estágio a picar pedra debaixo de temperaturas negativas e caso não tivessem habilidade para tal trabalho, simplesmente teriam sido depositados numa vala comum depões de receberem uma bala na nuca!!!



Com um aspecto de muito maltratado, de fome e tortura, Álvaro Cunhal, fotografado na prisão, arrisco mesmo dizer, que nunca deve ter tido melhor aspecto, quiçá tenha tido um tratamento VIP, quanto à fuga, como é óbvio, tratou-se de um golpe de teatro patrocinado pelo regime, deixo a questão, algum dos leitores viu ou ouviu alguma menção a Salazar por parte deste individuo?


No fundo, Salazar criou um regime à sua imagem, a imagem de um bom cristão, tolerante, solidário, democrático e até mais "socialista" do que o regime que hoje vivemos, talvez seja mesmo essa a razão de ainda hoje falar de Salazar e Estado Novo seja assunto tabu!!!

A História lhe fará a devida homenagem, a história irá sem duvida repor a verdade, e será o tempo quem dará a Salazar o lugar que lhe compete, o lugar de grande estadista, de grande ser humano e de paradigma de altruísmo, o pai da Nação e o salvador da Pátria, facto que nenhum outro governante depois dele se poderá vangloriar.

Salazar foi único, foi e é inimitável, foi e é insuperável...e ainda hoje injustamente acusado de muitos actos que nunca cometeu!!!

Está na hora abrirem os olhos, questionarem-se e fazerem uma busca sobre o que foi a realidade neste país no tempo do "Glorioso Fascismo"!!!

Alexandre Sarmento








segunda-feira, 8 de junho de 2020

Momento Zen, o idiota marxista!!!



O grande acontecimento do século foi a... Nelson Rodrigues


Querem rir um pouco?
Então aqui vai...

«.....não gosto deste velho 'Botas'.....posso dizer isto em Liberdade de Expressão ?

União Nacional-...Se isso o faz feliz!!!
Enviado por Alexandre Sarmento

Carlos Manuel D'oliveira Caseiro-....e muito.

União Nacional-mas também eu poderei usar da tal liberdade de expressão e me referir ah sua pessoa, ou não?
pois, eu bem sabia!!!
Enviado por Alexandre Sarmento

Carlos Manuel D'oliveira Caseiro-.....claro que pode.....pode chamar-me, Anarca, Comuna, ....e o que mais lhe apetecer.

União Nacional-...Peço desculpa, mas nem para isso tem nível, não passa de um misero provocador e ignorante, caso contrario ter-se-ia remetido ao silêncio!!
Enviado por Alexandre Sarmento

Carlos Manuel D'oliveira Caseiro-.....a Vossa Pide-DGS, prendeu-me quando tinha , 17, 19 e 21 anos .......e o meu Pai que era 'Salazarista', metia lá as suas cunhas e tirava-me da Cadeia ., só porque eu escrevia na SEBENTA Escolar , Salazar é Burro e não Tem Albarda.

União Nacional-...e agora, depois de adulto e com idade para ter juízo, tem noção da idiotice que fez?
Deixe-me perguntar-lhe, se tivesse sido na China, RDA, Cambodja, URSS e outros paraísos comunistas, acha que estaria hoje vivo para contar essa triste façanha?
Relembro, morreram milhões por muito menos, disso não duvide!!!
e que eu saiba a PIDE era uma policia de Estado, nada demais, conhece ou conheceu algum pais que não tivesse uma policia politica?
Enviado por Alexandre Sarmento

Carlos Manuel D'oliveira Caseiro-.....nos meus 70 Anos , Orgulho-me de ter sido sempre da CDE, Anti-Salazarista......apesar de o Meu Pai , ser um Homem muito influente do Regime do Estado Novo.......e o Meu Pai sempre respeitou as minhas ideias e idiais de Marxista.

União Nacional-...sabe e que ano se montou a primeira policia politica neste país?
Meu caro, respeito, mas ainda acredita na farsa do marxismo?
Sabe como tudo isso foi montado e com que fins, e já agora por quem?
Enviado por Alexandre Sarmento

Carlos Manuel D'oliveira Caseiro-....porque chamou para aqui esses Países 'Comunistas'........se eu não sou Comunista , mas sim, simplesmente Comuna ( pois adoro viver em Comunidade )........percebe ?

União Nacional-...mas essa coisa de viver em comunidade nada tem a haver com comunismo, tem sim muito a haver com nacionalismo, família, clã ou tribo, o meu amigo no fundo e pelo que diz, poderá ser, ou nacionalista ou tradicionalista...
Enviado por Alexandre Sarmento

Carlos Manuel D'oliveira Caseiro-.......acredito na Economia de Karl Marx.....pois ODEIO o vil metal ( dinheiro) a Riqueza e Luxúria Capitalista.......percebe ?
....'nacionalista'....NUNCA. ( detesto fronteiras ).

União Nacional-...nesse aspecto, meu caro, não concordo, Karl (Mordechai Levi) Marx, era tudo isso, viveu na luxuria, riqueza perfeitamente rendido ao capital!!!
Enviado por Alexandre Sarmento

Carlos Manuel D'oliveira Caseiro-......com distribuição da Riqueza.....
.......passe bem, pois eu vou dormir.

União Nacional-...Mas meu caro, quem não gostaria?
Quem no seu perfeito juízo e com formação moral não o deseja?
Tenha uma boa noite.
Vista por Carlos Manuel D'oliveira Caseiro às 01:09»

Dialogo na caixa de Mensagens da União Nacional, hoje 22-1-2019.

...é isto, com este tipo de gente queriam o quê?

Alexandre Sarmento

A farsa da República, de Eça a Pessoa!!!



Tudo sobre: Eça de Queirós – Observador

O Que Verdadeiramente Mata Portugal

O que verdadeiramente nos mata, o que torna esta conjuntura inquietadora, cheia de angústia, estrelada de luzes negras, quase lutuosa, é a desconfiança. O povo, simples e bom, não confia nos homens que hoje tão espectaculosamente estão meneando a púrpura de ministros; os ministros não confiam no parlamento, apesar de o trazerem amaciado, acalentado com todas as doces cantigas de empregos, rendosas conezias, pingues sinecuras; os eleitores não confiam nos seus mandatários, porque lhes bradam em vão: «Sede honrados», e vêem-nos apesar disso adormecidos no seio ministerial; os homens da oposição não confiam uns nos outros e vão para o ataque, deitando uns aos outros, combatentes amigos, um turvo olhar de ameaça. Esta desconfiança perpétua leva à confusão e à indiferença. O estado de expectativa e de demora cansa os espíritos. Não se pressentem soluções nem resultados definitivos: grandes torneios de palavras, discussões aparatosas e sonoras; o país, vendo os mesmos homens pisarem o solo político, os mesmos ameaços de fisco, a mesma gradativa decadência. A política, sem actos, sem factos, sem resultados, é estéril e adormecedora.

Quando numa crise se protraem as discussões, as análises reflectidas, as lentas cogitações, o povo não tem garantias de melhoramento nem o país esperanças de salvação. Nós não somos impacientes. Sabemos que o nosso estado financeiro não se resolve em bem da pátria no espaço de quarenta horas. Sabemos que um deficit arreigado, inoculado, que é um vício nacional, que foi criado em muitos anos, só em muitos anos será destruído.

O que nos magoa é ver que só há energia e actividade para aqueles actos que nos vão empobrecer e aniquilar; que só há repouso, moleza, sono beatífico, para aquelas medidas fecundas que podiam vir adoçar a aspereza do caminho.
Trata-se de votar impostos? Todo o mundo se agita, os governos preparam relatórios longos, eruditos e de aprimorada forma; os seus áulicos afiam a lâmina reluzente da sua argumentação para cortar os obstáculos eriçados: as maiorias dispõem-se em concílios para jurar a uniformidade servil do voto. Trata-se dum projecto de reforma económica, duma despesa a eliminar, dum bom melhoramento a consolidar? Começam as discussões, crescendo em sonoridade e em lentidão, começam as argumentações arrastadas, frouxas, que se estendem por meses, que se prendem a todo o incidente e a toda a sorte de explicação frívola, e duram assim uma eternidade ministerial, imensas e diáfanas.

O país, que tem visto mil vezes a repetição desta dolorosa comédia, está cansado: o poder anda num certo grupo de homens privilegiados, que investiram aquele sacerdócio e que a ninguém mais cedem as insígnias e o segredo dos oráculos. Repetimos as palavras que há pouco Ricasoli dizia no parlamento italiano: «A pátria está fatigada de discussões estéreis, da fraqueza dos governos, da perpétua mudança de pessoas e de programas novos.»

Eça de Queirós, in 'Distrito de Évora'
  

“(…) O Partido Republicano em Portugal nunca apresentou um programa, nem verdadeiramente tem um programa.
Mais ainda, nem o pode ter: porque todas as reformas que, como Partido Republicano, lhe cumpriria reclamar já foram realizadas pelo liberalismo monárquico”.


“ (…) E sem desejar ser descortês para com personalidades somos forçados a constatar que os actuais chefes republicanos, como tais, como chefes, fazem sorrir toda a parte séria da nação.

Mas ainda, mesmo sem direcção, ou com uma direcção impotente por incompetente, o Partido Republicano existe, exibe-se, fala, escreve, vota […]
[…] a República não pode deixar de inquietar o espírito de todos os patriotas. Ela seria a confusão, a anarquia, a bancarrota.”

Eça de Queiroz, Novos Factores da Política Portuguesa, in Revista de Portugal, Abril 1890

“O país não tem dinheiro; os espíritos não têm instrução; as estradas derretem; a frequência das escolas diminui; o movimento da roda dos expostos aumenta; a agricultura paralisa-se; as nossas possessões revoltam-se; … Em Lisboa fazem-se leilões…”


Eça de Queiroz in Farpas, pág. 63, Janeiro de 1872

“… Nós temos por el-rei a mais sincera simpatia, e consagramos a sua majestade a rainha o respeito mais profundo. Se a nossa palavra não basta, e se a esta homenagem dos nossos sentimentos é preciso acrescentar o sacrifício das nossas vidas – tenham a bondade de as mandar buscar.”


Eça de Queiroz in As Farpas, pág. 65, Janeiro de 1872


“[…] o Partido Republicano tem-se alastrado, não porque aos espíritos democratizados aparecesse a necessidade de implantar entre nos as instituições republicanas, como as únicas capazes de realizar certos progressos sociais – mas porque esses espíritos sentem todos os dias uma aversão maior pela política parlamentar, tal como ela se tem manifestado, com o seu cortejo de males, nestes derradeiros tempos.”


Eça de Queiroz, “Novos Factores da Política portuguesa”, in Revista de Portugal, 1891

“[…] sobre esse furúnculo revolucionário que rebentou no Porto, como sintoma de doença geral […], a opinião geral é que esse é o começo da débâcle. O Governo ainda poderia afastar a hora má por algum tempo, se aproveitasse a ocasião para desorganizar inteiramente, à maneira sumária do excelente Constans, o partido republicano.


Eça de Queiroz, Carta a Oliveira Martins, 5 Fev. 1891


Todos os sonhos do mundo na Casa Fernando Pessoa – Lisboa | VLIFE News

A Republica de Fernando Pessoa.


“(…) Os partidos políticos, em determinado país e determinada época, têm todos a mesma mentalidade, têm todos virtualmente o mesmo grau, pouco ou muito, de corrupção. Há uma ressalva, que propriamente o não é, a fazer. Os partidos do governo – isto é, os partidos que frequentemente governam, e por isso, em geral, os maiores – agregam mais videirinhos e mais interesseiros, pela simples razão de que os videirinhos e os interesseiros buscam naturalmente os partidos que os podem empregar e recompensar (…). Por outro lado, os partidos da oposição – isto é, os que não vão ao poder, ou não podem ir, ou dificilmente podem ir – agregam, mais que os outros, os elementos perturbadores e anti-sociais, e fazem-no na proporção em que são extremistas (da direita ou da esquerda). (…) Os independentes podem propor-se, e algumas vezes se propõem à eleição. Mas as eleições, nas condições modernas, são a tal ponto matéria de organização e mecanismo que é com grande desigualdade que um independente se pode bater contra os candidatos nomeados pelos partidos. O triunfo de uma candidatura independente é a coisa mais rara deste mundo. (…)”

“(…) A situação de Portugal, proclamada a República, é a de uma multidão amorfa de pobres-diabos, governada por uma minoria violenta de malandros e de comilões. O constitucionalismo republicano, para o descrever com brandura, foi uma orgia lenta de bandidos estúpidos (…)”

“(…) É alguém capaz de indicar um benefício, por leve que seja, que nos tenha advindo da proclamação da República? Não melhorámos em administração financeira, não melhorámos em administração geral, não temos mais paz, não temos sequer mais liberdade. Na monarquia era possível insultar por escrito impresso o Rei; na república não era possível, porque era perigoso, insultar até verbalmente o Sr. Afonso Costa. (…)”

“(…) Os partidos políticos, em determinado país e determinada época, têm todos a mesma mentalidade, têm todos virtualmente o mesmo grau, pouco ou muito, de corrupção. Há uma ressalva, que propriamente o não é, a fazer. Os partidos do governo – isto é, os partidos que frequentemente governam, e por isso, em geral, os maiores – agregam mais videirinhos e mais interesseiros, pela simples razão de que os videirinhos e os interesseiros buscam naturalmente os partidos que os podem empregar e recompensar (…). Por outro lado, os partidos da oposição – isto é, os que não vão ao poder, ou não podem ir, ou dificilmente podem ir – agregam, mais que os outros, os elementos perturbadores e anti-sociais, e fazem-no na proporção em que são extremistas (da direita ou da esquerda). (…) Os independentes podem propor-se, e algumas vezes se propõem à eleição. Mas as eleições, nas condições modernas, são a tal ponto matéria de organização e mecanismo que é com grande desigualdade que um independente se pode bater contra os candidatos nomeados pelos partidos. O triunfo de uma candidatura independente é a coisa mais rara deste mundo. (…)”

“(…) Os partidos, ainda, como têm que ter a aparência de se basear na opinião pública, buscam «orientá-la» no sentido que desejam, e assim a pervertem; e, para sua própria segurança, buscam servir-se dela, em vez de a servir a ela, e assim a sofismam. (…)”

“(…) A mais antiga tradição de qualquer país é ele não existir. (…)”

“(…) Um país unânime numa opinião de hábito não seria país – seria gado. Um país concorde numa opinião de intuição não seria país – seria sombras. O progresso consiste na média entre o que a opinião de hábito deseja e o que a opinião de intuição sonha. Figurou Camões, nos Lusíadas, em o Velho do Restelo a opinião de hábito, em o Gama a opinião de intuição. Mas o Império Português nem foi a ausência de império que o primeiro desejara, nem a plenitude de império que o segundo sonharia. Por isso, por mal ou por bem, o Império Português pôde ser. (…)”

“(…) Já acima esboçámos, em simples exemplo ocasional, qual seja a situação presente de Portugal quanto à sua opinião pública. Concentrados dos Filipes ao liberalismo, numa estreita tradição familial, provincial e religiosa; animalizados, nas classes médias, pela educação fradesca, e, nas classes baixas, bestializados pelo analfabetismo que distingue as nações católicas, onde não é mister conhecer a Bíblia para se ser cristão; desenvolvemos, nas classes superiores, a onde principalmente se forma a opinião de intuição, a violenta reacção correspondente a essa acção violenta. Desnacionalizámos a nossa política, desnacionalizámos a nossa administração, desnacionalizámos a nossa cultura. A desnacionalização explodiu no constitucionalismo, dádiva que, em reacção, recebemos da Igreja Católica. Com o constitucionalismo deu-se a desnacionalização quase total das esferas superiores da Nação. Produziu-se a reacção contrária, e, do mesmo modo que na Rússia de hoje, se bem que em menor grau, a opinião de hábito recuou muito além da província, para além da religião, em muitos casos para além da família. Surgiu a contra-reacção: veio a República e, com ela, o estrangeiramento completo. Tornou a haver o movimento contrário; estamos hoje sem vida provincial definida, com a religião convertida em superstição e moda, com a família em plena dissolução. Se dermos mais um passo neste jogo de acções e reacções estaremos no comunismo e em comer raízes – aliás o término natural desse sistema humanitário. (…)”

«(…) As qualidades mentais e morais necessárias para a conquista do poder político, ou tendentes a essa conquista, são inteiramente diferentes daquelas necessárias para governar o Estado. Pode dizer-se, até, que mais se podem ter por opostas que por sequer análogas. Pode haver, é certo, um ou outro homem que ambas reúna, como pode haver quem seja, ao mesmo tempo, filósofo e atleta; mas em ambos os casos se trata de uma excepção, e os dois tipos ou grupos de qualidades permanecem diferentes e até opostos. São três as maneiras de conquistar o poder: a astúcia e a intriga, nos regimes autoritários, como a monarquia absoluta; a eloquência e a capacidade de persuasão, com a concomitante capacidade de mentir, até a si mesmo, para melhor mentir aos outros, como nos sistemas democráticos; e a violência, nos regimes impostos revolucionariamente, sejam eles de que tipo forem. (…)”.

“(…) Se a revolução é só da superfície, feita por uma minoria organizada num país desorganizado, e, por desorganizado, apático e servil, então os organizadores da revolução algumas qualidades têm que há que ter o homem de governo: são, pelo menos, chefes e organizadores. Tal foi, em ponto pequeno, a nossa Revolução de 5 de Outubro; tal foi, em ponto grande, a Revolução Bolchevista. Em ambos os casos, a maioria do país era monárquica, sendo apenas, republicana num caso, comunista no outro, a minoria mais bem organizada. (…)”

“(…) A hipnose do estrangeiro é um dos característicos distintivos das nações que não são senão províncias. A hipnose das cidades é outro sintoma de provincianismo. Tudo o que se faz em Paris, por estúpido que seja, é motivo de gesto igual para os macacos da Europa. (…)”

Textos publicados por Fernando Pessoa entre 1910 e 1935.


Pouco ou nada haverá a acrescentar, podemos constatar que o mal já vem de longe e este povo continua a alinhar na farsa da democracia republicana, a alinhar no, quanto pior, melhor!!!
É Portugal, são os portugueses a mostrar a sua subserviência a tudo aquilo que vem de fora, a dívida sobretudo, é quem dita as leis, somos mais uma vez escravos, mais uma vez a soberania se esfumou, já não bastasse a dívida ainda tínhamos que alinhar na utópica comunidade europeia, tínhamos que assinar aquele tratado pelo qual deixámos de ser um país e uma nação independente e soberana e passámos a ser uma mera região nesta Europa, passámos a ser um feudo dos países mais ricos, assim uma coisa estilo, colónia de férias da Europa!!!
É triste, muito triste, mas é a pura realidade, diz o adágio popular, o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita, o qual se aplica na perfeição ao regime que já vem de longe, demasiado longe!!!

Alexandre Sarmento









sexta-feira, 5 de junho de 2020

O país do faz de conta!!!


SAPATEIRO QUE CONSERTA SAPATOS MANUALMENTE COMO ANTIGAMENTE ORTIGA ...


Que bem se está no país do faz de conta!!!

Faz de conta que temos uma democracia!
Faz de conta que vivemos em liberdade!
Faz de conta que temos um governo!
Faz de conta que não pagamos os buracos da banca!
Faz de conta que não somos escravos do sistema!
Faz de conta que não somos esfolados pelas finanças!
Faz de conta que temos salários milionários, como os dos políticos!
Faz de conta que temos liberdade de expressão!
Faz de conta que temos um bom sistema de saúde!
Faz de conta que o sistema educativo funciona!
Faz de conta que vivemos muito bem com o salário mínimo!
Faz de conta que elegemos os nossos governantes!
Faz de conta que vamos ter uma bela velhice e boas reformas!
Faz de conta que não devemos nada a ninguém!
Faz de conta que a culpa é do Salazar ou do Afonso Henriques!
Faz de conta que temos o Rei na barriga!
Faz de conta que não há pobreza nem exclusão social!
Faz de conta que somos auto suficientes!
Faz de conta que somos um povo culto e informado!
Faz de conta que nada de grave se passa neste país!
Faz de conta que somos importantes!
Faz de conta que somos ricos!
Faz de conta que temos um superavit de 300 mil milhões de euros!


...e para terminar, faz de conta que não somos chulados por este estado totalitário, este regime comuno-socialista ao qual apenas falta a cerca de arame farpado!
(pelos menos por enquanto, não arrisco, mas quer-me parecer que...)

Muito mais haveria para dizer, mas eu digo, e não é a fazer de conta, somos mesmo é uma cambada de parvos que não vê a merda mesmo à frente do nariz, continuamos imbecilmente a apoiar tudo aquilo que nos trouxe ao pântano, tudo aquilo que nos meteu na merda até ao pescoço!!!
Em suma, um povo de faz de conta, uma nação de faz de conta e um país de faz de conta...

Eu até já faço de conta que não sou português, não me revejo, de todo, nestes merdas de faz de conta completamente imbecilizados pelo sistema, alguns até cometeram a proeza, pasme-se, de se auto-imbecilizar, notável mesmo!!!

O mais triste nisto é que tivemos quase tudo no passado que hoje renegamos, que hoje até denegrimos, portanto creio mesmo sermos uma nação sui generis, adoramos a mediocridade, adoramos a falsidade e o embuste, estamos na mais absoluta regressão e inversão de valores!

Faz de conta que ainda temos um cérebro!



Alexandre Sarmento

quinta-feira, 4 de junho de 2020

A verdadeira face do comuno-socialismo.


Aqui fica mais terrível relato daquilo que foi a vida durante o regime instaurado por Estaline, um vil assassino, um psicopata que tinha prazer em matar, torturar e fazer sofrer qualquer um que se lhe opusesse, nem os seus amigos mais chegados lhe escaparam!!!

“O camarada Estaline, tendo-se tornado secretário-geral, tem autoridade ilimitada concentrada em suas mãos, e não tenho certeza de que sempre irá utilizá-la com prudência”.
Lenine 

Foi Nikita Kruschev quem apresentou à cúpula do partido os arquivos secretos do estalinismo, condenando e expondo assim ao mundo a face desumana daquele que foi o mais déspota, contraditório e sanguinário estadista do século XX.


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«A 23 de Agosto de 1944 um milhão de russos invadiu a Roménia e pouco depois os comunistas apoderaram-se do poder, e isto não se realizou sem a cooperação dos dirigentes ingleses e americanos da época. 
Pelo trágico cativeiro de tantos povos a responsabilidade pesa sobre o coração dos cristãos da América e da Inglaterra... e devem saber que ajudaram os soviéticos a imporem-nos um regime de assassínio e de terror. 
Os comunistas convocaram um congresso de todos os dirigentes eclesiásticos no palácio do Parlamento, estiveram presentes quatro mil padres, pastores e ministros de todos os credos, que não só escolheram Estaline para presidente honorário como chegaram mesmo ao ponto de declarar que o comunismo e o cristianismo eram profundamente semelhantes e podiam coexistir sem dificuldade. 
Um, após outro, elogiaram o marxismo e asseguraram ao novo regime a lealdade da Igreja... Minha mulher que estava sentada a meu lado disse-me: «levante-se Richard e lave a afronta feita à Santa Face de Cristo». Levantei-me e falei, louvando não os assassinos dos cristãos mas Deus e Jesus Cristo a quem é devido, em primeiro lugar, a nossa fidelidade. Depois tive de pagar bem caro o crime de ter dissertado com tanta franqueza.»

Richard Wurmbrand

Richard Wurmbrand – Wikipédia, a enciclopédia livre

Richard Wurmbrand, também conhecido como Nicolai Ionescu (24 de março de 1909 - 17 de fevereiro de 2001) foi um Pastor Evangélico Cristão romeno de ascendência judaica. Em 1948, disse publicamente que o comunismo e o cristianismo eram incompatíveis. 
Como resultado, foi detido e torturado pelo regime comunista Romeno durante catorze anos, acabando por ser resgatado dessa barbárie por. 
Depois de passar algum tempo na Noruega e na Inglaterra, emigrou para a América e dedicou o resto da sua vidas a divulgar e ajudar os cristãos perseguidos pelas suas crenças. 
Escreveu mais de 18 livros, sendo o mais conhecido o "Torturado por amor a Cristo". 
Diversas obras suas estão traduzidas em mais de 65 idiomas. 

Torturado Por Amor a Cristo [Livro Completo] - 2- Sequestros e ...

Eis aqui o seu testemunho de alguns episódios daquilo que foi e é a barbárie vivida num regime comunista, a tal liberdade e fraternidade, a tal igualdade tão propalada, está aqui bem patente a perfeita antítese daquilo que ainda hoje a cartilha marxista promove!!!
Qualquer regime comunista/socialista é anti-natural, aberrante, desumano e perfeitamente diabólico, atentando contra todas, note-se, todas as liberdades individuais, tendo como finalidade e desconstrução intelectual do ser humano, limitando totalmente qualquer tipo de acção fora dos cânones do politburo, inclusivamente o livre pensamento, e sobretudo a liberdade de expressão, reduzindo o ser humano a mero objecto sem vida própria...

«...Jamais esquecerei o meu primeiro encontro com um prisioneiro russo. Disse-me que era engenheiro. Quando lhe perguntei se tinha fé em Deus olhou-me muito espantado. Sem perceber sequer a minha pergunta, respondeu: "Não tenho ordem dos meus superiores para crer. Se me ordenarem acreditarei...".

Perante mim estava um homem cujo espírito tinha morrido, um homem que perdera a maior dádiva concedida por Deus às suas criaturas: o dom da personalidade. Já não pensava por si próprio. A lavagem ao cérebro transformara-o num instrumento dócil na mão dos comunistas, tornara-o num soviético típico, após todos estes anos de domínio marxista. Os comunistas não se limitaram a ocupar, pouco a pouco, o mundo, apoderando-se da terra e do gado do camponês, da humilde loja do barbeiro e do alfaiate - de gente pobre e sofredora.

...A 19 de Fevereiro de 1948, Domingo, fui raptado pela polícia secreta. Durante mais de oito dias ninguém soube se estava vivo ou morto. A minha mulher recebeu a visita de agentes da polícia secreta que pretendiam ser antigos prisioneiros que me tinham conhecido muito bem. Contaram-lhe que assistiram ao meu enterro. Dilaceraram-lhe o coração.
Richard Wurmbrand - O amor vence

....As torturas infligidas aos presos eram, para mim, abomináveis. Prefiro não me demorar na descrição do que tive de suportar. Num outro livro "L'Église des Catacombes" conto, de forma pormenorizada, as nossas experiências com Deus que nos assistia nas prisões. Um pastor foi torturado com tições incandescentes e com navalhas. Bateram-lhe de forma frenética. Depois, ratos esfomeados foram introduzidos na sua cela por uma canalização. Nem sequer podia manter-se de pé durante duas semanas. Os seus carrascos queriam forçá-lo a renegar um dos seus irmãos em religião mas ele resistiu com teimosia. Por fim trouxeram o seu filho de catorze anos e começaram a chicoteá-lo diante do pai, dizendo que continuavam a fazê-lo até que o pastor dissesse o que eles queriam. Quando o desgraçado já não podia suportar semelhante espectáculo gritou para o filho. «Tenho que dizer o que eles pedem, já não posso aguentar ver-te maltratado da forma como o estão fazendo» Mas o filho respondeu: "Pai, não faça a injúria de ter um traidor por pai... Se me matarem morrerei com estas palavras nos lábios: Jesus e minha Pátria". Os comunistas enraivecidos lançaram-se sobre o pobre jovem e bateram-lhe até o matarem... Algemas, guarnecidas de pregos no seu interior, envolviam os pulsos. Só quando nos conservávamos completamente imóveis é que não nos feriam. Nas celas glaciais tiritávamos de frio.

...Os cristãos eram pendurados de cabeça para baixo e batiam-lhes com violência tal que os corpos balançavam com a rudeza das pancadas desferidas. Eram colocados em câmaras frigoríficas com temperaturas tão baixas que o interior das paredes se cobriam de gelo. Fui lançado numa dessas celas quase despido. Pela vigia, os médicos da prisão vigiavam o «paciente»; aos primeiros sintomas da morte pelo frio chamavam os guardas para nos retirarem e reanimarem aquecendo-nos. Depois, quando estávamos refeitos, mandavam-nos, de novo, colocar no frigorífico para de novo enregelarmos e esta brincadeira prosseguia de forma interminável. Ainda hoje não suporto que abram um frigorífico na minha presença.

...Outras vezes encerravam-nos em caixas de madeira pouco maiores do que nós. A exiguidade das suas dimensões impedia-nos de executar qualquer movimento. Dezenas de pregos de pontas aceradas guarneciam as paredes. Tudo corria bem se não nos movêssemos. Mas como permanecer de pé durante tantas horas sem, por fim, fraquejar. E quando vacilávamos, por efeito da fadiga, os pregos dilaceravam-nos a carne.

Cristãos perseguidos pelo Comunismo - Torturados por Amor a Cristo ...

As torturas infligidas pelos comunistas aos cristãos ultrapassa o entendimento humano. Assisti a muitas delas e verifiquei que o semblante dos carrascos estava radiante de uma alegria satânica. Enquanto nos martirizavam bramavam: "Somos o Diabo".

A nossa luta não é contra a carne e o sangue mas contra os Principados e os poderes das Trevas. E afirmamos que o comunismo não procede de homens mas de Satanás. É uma força espiritual - diabólica e só pode ser combatida por uma força espiritual superior: o Espírito de Deus.

...Ouvi um dia um carrasco confessar: "agradeço a Deus, em quem não acredito, por ter vivido até esta hora em que posso exprimir toda a perversidade do meu coração". E dizia isto dando mostras de uma incrível ferocidade em relação aos prisioneiros que lhe eram entregues.

...Já depus como testemunha perante a Sub-Comissão de Segurança Interna do Senado Americano. Descrevi então, os terríficos espectáculos, a que me foi dado assistir, como por exemplo o dos cristãos, durante quatro dias e quatro noites, atados a cruzes colocadas no solo de forma a que centenas de prisioneiros eram obrigados a satisfazer as suas necessidades sobre as caras e os corpos dos crucificados. Quando erguiam as cruzes, os comunistas riam e troçavam: "Olhai o vosso Cristo, como está belo". Já contei como um padre chegou à semi-loucura em virtude dos terríveis suplícios a que foi submetido. Obrigaram-no, na prisão de Pitesti, a consagrar excrementos humanos e urina e, sob esta forma, a distribuir a Comunhão a fiéis católicos... Todas as descrições do Inferno nas Santas Escrituras ou os suplícios narrados no Inferno de Dante, nada são em comparação com as torturas praticadas nas prisões comunistas.

...E isto é apenas um pormenor do que se passou neste Domingo, como em muitos outros, na prisão romena de Pitesti. E há outros tantos factos impossíveis de reproduzir. O coração fica despedaçado se tivesse de o fazer. É por demais obsceno e terrível para confiar ao papel. E, no entanto, são estas as provocações que os nossos irmãos em Cristo são obrigados a suportar, e que ainda hoje suportam. E nunca mais terminaria as descrições relativas às abominações dos comunistas e ao heroísmo dos cristãos.

Tripadvisor | Horrores do comunismo - excursão de meio dia com ...

...As torturas e as brutalidades persistiam sem interrupção. Quando já tinha perdido os sentidos ou estava imbecilizado para dar aos meus carrascos a esperança de me arrancarem confissões, era conduzido de novo, para a minha cela prisional. Aí estendia-me, abandonado, privado de cuidados, semi-morto, para retomar um pouco de forças, a fim de que pudessem de novo dedicar-se à inglória tarefa de me torturarem. Muitos dos meus companheiros morreram quando chegaram a este estado mas eu, não sei porque razões, foi-me sempre concedida a força para recomeçar. No decorrer dos anos passados em diferentes prisões, os carrascos fracturaram-me quatro vértebras dorsais e muitas outras. Queimaram e cortaram 18 buracos no meu corpo.

...Quando, em Oslo, os médicos me examinaram e viram as cicatrizes, assim como nos meus pulmões os vestígios de uma tuberculose contraída na prisão, declararam que o simples facto de ainda estar vivo era um milagre. Segundo a sua experiência prática devia ter morrido há muito. E creio que Deus realizou este prodígio a fim de que possais ouvir a minha voz implorante actuar em nome da Igreja subterrânea para além da Cortina de Ferro. E permitiu a um dos seus servos escapar vivo e clamar em alta voz a mensagem dos seus irmãos sofredores e fiéis».


O matemático Igor Shafarevich, destacado membro da Academia das Ciências da URSS, escreveu um livro brilhante, "Socialismo". Sendo uma análise penetrante e histórica do Socialismo, eis a opinião de Soljénitsyne a propósito dele: 

«... Que todo o socialismo de um modo geral, tanto como em todas as suas tonalidades, conduz à destruição universal da essência espiritual do homem e ao nivelamento da humanidade na morte».


«Que o trabalho forçado tendo por termo a morte como sanção final... é a chave da abóbada do socialismo».
Bernard Shaw, in Labour Monthly, de Outubro de 1921

Reprovo esta e todas as outras ideologias castradoras das liberdades individuais e da essência espiritual da humanidade.

Alexandre Sarmento






Os comunistas, a verdade...



Comunistas nunca reconhecem um regime comunista como sendo ...

Melhor definição é impossível, o que me rio com estas palavras, leiam que vale a pena, obrigado camaradas, o Alentejo ainda há-de ser nosso outra vez!!!


Grande abraço.


Abaixo o fachismo!!!

Os comunistas são diferentes da humanidade normal. 
São diferentes porque se acham diferentes. 
São inferiores porque se acham superiores. 
São a escória porque se acham, como dizia Che Guevara, “o primeiro escalão da espécie humana”.
Um comunista honesto, 
um comunista honrado, 
é uma roda triangular, 
um elefante com asas, 
uma pedra que fala, 
um leão que pia em vez de rugir e só come alface. 
Portanto, bem podem procurar esse tal comunista humano, fraterno e solidário, nunca existiu, não existe hoje e não existirá jamais.

Alexandre Sarmento 

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Relembrar a grande Natália Correia.




Exposição nos Açores dá a conhecer arquivo de Natália Correia ...


Natália Correia foi uma das mais inteligentes e lúcidas personagens da cultura e política deste País, nascida nos Açores em 1923, escritora, romancista, ensaísta e poetiza, foi também deputada e notabilizou-se pela defesa da cultura, património, direitos das mulheres e direitos humanos.

Politicamente foi uma mulher de extrema frontalidade e coragem, foi uma das grandes vozes que nos momentos mais dramáticos e críticos se levantaram contra o gonçalvismo, a par de Vera Lagoa e Fernanda Leitão.

Natália Correia foi a voz da coragem, a voz da firmeza e do patriotismo esclarecido e ponderado, uma verdadeira agitadora do lamaçal pestilento de uma revolução que no fundo nada revolucionou, um mero golpe de estado de contornos muito pouco esclarecidos, tendo mesmo na sua escrita ter metido o dedo na ferida, observando que:

-"com o 25 de Abril, propiciaram os militares liberdades que excediam a capacidade para as suportar no quadro histórico em que elas irrompem?" 

-"Romantismo? Precipitada alternância descontractiva de um longo período de repressão? Inabilidade para suster num ponto de equilíbrio os acontecimentos que desencadearam?"

-"Seja como for, as liberdades foram generosamente prodigalizadas e orgiasticamente festejadas."

Rematando com esta rara preciosidade: 

"Há que entender, finalmente, que a liberdade serve para aperfeiçoar. Não para piorar."


Natália Correia: O espírito indomável que marcou Portugal

Algumas frases pensamentos de Natália Correia:
“Não tenho qualquer espécie de carreira. Fui deputada porque me pediram para introduzir o discurso cultural no Parlamento, o que fiz nunca abdicando de me dedicar à minha obra literária que se desdobra em vários géneros”.

"As primeiras décadas do próximo milénio serão terríveis. Miséria, fome, corrupção, desemprego, violência, abater-se-ão aqui por muito tempo. A Comunidade Europeia vai ser um logro. O Serviço Nacional de Saúde, a maior conquista do 25 de Abril, e Estado Social e a independência nacional sofrerão gravíssimas rupturas."
in 'O Botequim da Liberdade'.


O grande desastre que aconteceu foi a maneira como ocorreu a descolonização. Ao expulsarem os portugueses, os africanos cometeram o mesmo erro, trágico erro, que os Portugueses quando expulsaram os judeus. O nosso País ainda não se recompôs disso. Angola e Moçambique vão, porém, emendar a mão, recebendo-os de novo, o que irá intensificar-se a partir do século XXI, quando a Comunidade Europeia entrar em derrapagem, até porque nessa altura já a paz será, efectiva naqueles jovens países. Por outro lado, serão eles a salvar-nos economicamente, sobretudo Angola, um dos territórios mais ricos do mundo. Tem tudo, até água".
in 'O Botequim da Liberdade'

MEMÓRIA DE NATÁLIA CORREIA - roinesxxi

"A mulher deve seguir as suas próprias tendências culturais, que estão intimamente ligadas ao paradigma da Grande Mãe, que é a grande reserva, a eterna reserva da Natureza, precisamente para os impor ao mundo ou pelo menos para os introduzir no ritmo das sociedades como uma saída indispensável para os graves problemas que temos e que foram criados pelas racionalidades masculinas. É no paradigma da Grande Mãe que vejo a fonte cultural da mulher; por isso lhe chamo matrismo e não feminismo."


"Evidentemente que os partidos são um defeito necessário, porque dividem, mas é uma divisão necessária para agrupar, para reunir a ideia da democracia parlamentar que temos. Agora, o erro das pessoas é adorná-los com méritos extraordinários, porque isso faz-nos cair numa partidolatria, imprópria de espíritos livres!"

Natália Correia e 8 de Março | ou uma Mulher que simboliza este ...

"Houve tempos em que me atribuíram as coisas mais inacreditáveis e tudo isso começou porque eu era uma jovenzinha não certamente feia, digamos que atraente e as pessoas achavam um escândalo que uma menina bonita pudesse ter ideias,que eram consideradas transcendentes para a sua idade."


"Sabe que mais? Quem devia ter-se candidatado à Presidência e estar no seu lugar não era você, era eu. Eu nunca ficaria nesse estado devido a meras derrotas nas urnas e insídias de velhacos", disse a Maria de Lurdes Pintassilgo, derrotada na primeira volta das eleições presidenciais de 1986, 
in 'O Botequim da Liberdade'.


"E não seremos nós todos portugueses exilados? Mesmo na Pátria. Sobretudo na Pátria, que por isso mesmo é a Pátria da Saudade", 
in "Descobri que era Europeia"

Clube de leitores: Foto frase do dia: Natália Correia

"Vai ser preciso passarem duas décadas, ou mais, sobre a minha morte para começarem a compreender o que escrevi", 
in "O Botequim da Liberdade"


"Ninguém se pode possuir inteiramente, porque se ignora, porque somos um mistério. Para nós mesmos. Podemos sim, ser mais conscientes de uma determinada missão que temos no mundo"


É muito triste olhar para o panorama cultural português e dar-mo-nos conta que os grandes vultos, aqueles que não se renderam ao politicamente correcto do sistema, desapareceram quase totalmente, facto estranho, pois diz-se por aí que havia controle, havia censura no tempo do Estado Novo, mas, por que razão nos dias de hoje todos aqueles que de alguma forma divergem das directivas desta democracia de malha apertada, são de alguma forma, ou comprados, ou silenciados, todos os que fogem à cartilha desta democracia comunista são proscritos e vivem num perfeito Gulag, remetidos ao silêncio ou então sujeitos a ser figuras menores do panorama cultural e político ad eternum!

Pena hoje não haver no panorama cultural gente com a atitude dos grandes vultos de outrora, à imagem da nossa Natália Correia, de um Torga ou de um Agostinho da Silva, pois sempre assumiram as suas posições, sempre lutaram por aquilo em que acreditavam, sempre estiveram do lado da verdade, foram fieis às suas convicções, e, claro, nenhuma destas individualidades alinhou no que quer que fosse, só porque sim!

Falta-nos muita coisa no panorama político e cultural, atravessamos o deserto, o vazio das ideias, uma pretensa elite intelectual acomodada e absolutamente conformada, incapaz de fazer o seu papel dinamizador e agitador de consciências, perfeitamente inaptos para desempenhar o seu verdadeiro papel, rendidos às mordomias que os donos de sistema lhes proporcionam, estamos a caminho da morte anunciada de uma cultura própria e ancestral, o que será o mesmo que dizer, a morte de uma nação!!!

A democracia canibalizou a cultura.

Alexandre Sarmento







Os Pormenores Ocultados da Guerra Colonial

  «(...) Muitos dos temas tratados versavam questões de estratégia internacional de um mundo cada vez mais global, outros eram o reflexo da ...