UM HINO DE LOUVOR AOS SOLDADOS RASOS PORTUGUESES,
pelo General dos EUA, William C. Westmoreland, em discurso ao Congresso dos EUA:
"(...) Querem vencer o Vietname, senhores? Dêem-me 8.000 soldados desta gente, e ainda este ano o comunismo cai nas terras da Indochina.”
“Eu vi corpos de tropas mais numerosos, batalhas mais disputadas, mas nunca vi, em nenhuma parte, homens mais valentes, nem soldados mais brilhantes que os do exército português, em cujas fileiras vi desprezar o perigo e combater dignamente pela causa sagrada dum Império condenado.
Quantas vezes fui tentado a patentear ao mundo os feitos assombrosos que vi realizar por essa viril e destemida gente portuguesa, que sustenta, há mais de dez anos em três frentes de guerra, contra uma poderosa força oculta, a mais encarniçada e gloriosa luta.
Aqueles homens que desconheciam os efeitos de uma bomba H ou o simples apoio dos helicópteros, provêm de terras desde as montanhas às planícies, cada um com seu conto pessoal e motivação para ali, a 10.000 kms de casa, irem defender os ideais de uma nação há muito esquecida numa Europa dividida.
Tentado fiquei, pois, a dizer que nessa mesma Europa existiam três verdadeiros poderes, cada qual com a sua sombra no Mundo: - A Europa Americana, a Europa Russa, e Portugal.
E é essa raia de gente a quem se pede tanto por tão pouco que, com meios tão escassos e de modos bem simples, carregando na alma a sombra do Império Português, não precisavam do sabor da Coca-Cola, da experiência da droga ou de cultura hippie para combater.
Simplesmente faziam-no, e não abandonavam as armas por uma causa errada, mas defendiam-na não só pela gente lá de casa, mas pela casa lá da gente.
De Portugal, o canteiro mais velho da Europa, vi frutos verdes ou maduros a lutarem lado a lado com igual coragem, como se o combate fosse o ganha-pão dessa gente.
Querem vencer o Vietname, senhores? Dêem-me 8.000 desta gente, e ainda este ano o comunismo cai nas terras da Indochina.”
General William C. Westmoreland, em relatório ao Congresso dos EUA após a visita ao Quartel-General Português de Nampula, em Moçambique, 1971.
Curiosamente, na década de 70, estava em Mueda , quando um jornalista Americano , acompanhando a visita de um Oficial dos EUA, que comentou de forma efusiva , no decorrer da visita , dizendo que ainda estava por descrever a bravura dos Pilotos de helicóptero Portugueses. Mais tarde já no post Independência, tive oportunidade de conhecer e conversar, com um elemento da Frelimo, que no decorrer da conversa, e comentando comigo algumas facetas da guerra, teve palavras de reconhecimento, pela acção das nossas Forças, e referiu o receio que sentiam pelas ações helitransportadas, e muito em especial do heli canhão. Acabámos com um apertado abraço de dois guerreiros que combateram com dignidade em defesa dos seus valores. Uma lição de dignidade, para muitos que ainda hoje não sabem o que isso . significa.
ResponderEliminarFiz o meu papel no norte de Angola de 63 a 65.
ResponderEliminarA Historia faz-se mas só50 anos ou mais depois é que se consegue fazer uma leitura verdadeira e isenta .
ResponderEliminarSofreram, tiveram medo, morreram e alguns dos que voltaram ficaram com sequelas para o resto da vida.
Lutaram pela sua Patria. Jovens, uns ainda imberbes,
Concordando ou não, não temos o direito de fazer qlq comentario . Pediram-lhes que defendessem a sua Patria. E foi isso que, com medo mas com bravura, estes milhares de Homens fizeram. Que seja prestada a devida e merecida Homenagem. E que as proximas geraçoes percebam que nada foi gratuito. Valentia, dignidade, e respeito por todos eles.
Estava em Nacala, soube da visita de um General Americano, e que teceu grandes elogios ao nosso exército. Era bom que este texto fosse dado a conhecer a muita gente.
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