Nas grandes crises nacionais defrontam-se sempre duas estratégias: a do envolvimento de Portugal em conflitos europeus situados fora dos seus interesses naturais, não retirando o País desse envolvimento qualquer proveito; e a que procura reforçar ou modular a neutralidade de Portugal nesses mesmos conflitos, de forma a dela retirar o maior número possível de vantagens.
Assim acontece com a nossa participação na União Europeia como na NATO, limitando-se Portugal a seguir e a executar subordinado a uma política externa e de defesa das potências que efectivamente lideram as referidas organizações.
Curiosamente aqueles que dentro de portas defendem o envio de militares e forças de segurança para o exterior, são exactamente aqueles que criticam ou criticavam a acção militar portuguesa nos territórios sob administração portuguesa, em território português, neste caso apenas defendíamos a nossa soberania e a Nação portuguesa, aquém e além mar, absolutamente legítimo e justo, apenas pugnámos por manter a nossa integridade nacional.
Alexandre Sarmento
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